23/09/2010

Os quadrinhos e o universo gay!

Em outubro, a editora Marvel vai lançar uma revista especial (edição única– One Shot) do personagem Estrela Solar, um dos membros do X-man que assume ser gay sem o menor problema. A editora anunciou, inclusive, que a revista será escrita por um roteirista assumidamente homossexual, o Jim McCann, que já trabalhou em vários títulos da Marvel, inclusive em Young Avengers, que tem um casal gay entre seus personagens.

A edição única do Estrela Polar demonstra uma maior preocupação da Marvel como o público gay. Recentemente, a editora também publicou, na capa da revista do Homem-aranha, um casal de homens trocando carícias. Tudo bem que eles estavam lá no cantinho da ilustração, mas já foi alguma coisa.

Segundo a editora, se as vendas do Estrela Polar forem boas, possivelmente o personagem ganhará uma série própria. Isso o tornará não apenas o primeiro herói gay da Marvel como o primeiro título voltado especialmente para o público homossexual.

Não é de hoje que as histórias dos quadrinhos e o universo gay se cruzam. Até no cinema, o Homem Aranha já esbarrou com um personagem da famosa série gay americana Queer as Folk. Em Spider Man 2, o jovem Michael, interpretado pelo ator Hal Sparks, aparece dividindo o elevador com o super-herói.


A passagem é rápida, mas certamente foi uma referência ao personagem da série que, além de ser fã de quadrinhos, trabalhava numa banca de gibis. A propósito, num dos episódios da segunda temporada de Queer as Folk, durante uma palestra sobre gibis numa universidade, Michael faz uma engraçada relação entre sua sexualidade e o fascínio pelos super-heróis. Disse ele:

"Os rumores são de que a magnífica série de quadrinhos do Capitão Astro foi levado a um fim de duração indeterminada, pela pressão de atitudes negativas acerca de sua sexualidade ambígua. Ambígua o meu cu! Capitão Astro era o mais orgulhoso, o mais gay, e o mais fabuloso super-herói a dar a graça de sua presença nos quadrinhos. Não houvesse ele sido censurado e boicotado por seus covardes distribuidores, estou certo de que o Capitão teria orgulhosamente declarado sua identidade gay ao mundo. Infelizmente, ele nunca terá esta chance. Alguém deve ocupar o seu lugar como o principal super-herói gay do mundo."




E surge Rage, desenhado por Justin, escrito por Michael, e financiado por Brian. A primeira edição da revista está à disposição no site do canal Showtime, mas infelizmente, é restrito aos visitantes americanos. Para os internacionais como nós, a história pode ser lida aqui. Rage é obviamente inspirado nos seus três "criadores". Rage, o herói, é ninguém menos que Brian, enquanto seu parceiro Zephir é Michael dos pés à cabeça. Na primeira aventura do herói, ele não somente salva como também contracena em uma cena romântica com o jovem JT (pra quem não sacou: Justin Taylor), que estava sendo espancado por homofóbicos. Rage e Zephir voam pelos céus de Gayopolis, lutando contra o preconceito e buscando sempre muito sexo.

No Brasil, os personagens gays nos quadrinhos são bem mais raros e sutis. Um deles apareceu no gibi da Tina, personagem do cartunista Maurício de Souza, criador da Turma da Mônica.



No episódio principal da edição nº 6/2009 da revista, que é voltada para o público adolescente, Tina aparece cheia de intimidades com um novo amigo, o que acaba despertando ciúmes em seu namorado. No final da história, todos descobrem que aquele ciúme não tinha fundamento, pois o amigo era gay e tinha inclusive um namorado. Quer dizer, a revista não disse tudo tão claramente assim, o recurso utilizado foi o da sugestão.

Textos e pesquisa: @maltabb e @eliobsb

Fonte:

http://felipemeyer.blogspot.com/

Um comentário:

Jay Cee disse...

perfeito!
Tenho um tumblr onde posto fotos gays dos héois, aviso de antemão que se tratam, na maioria das vezes, de cenas de sexo explicito.
http://cartoongay.tumblr.com/

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