29/09/10

Curta: O Diário Aberto de R.

O curta conta a história de um garoto que sente um amor platônico por seu colega de classe. O personagem escreve na carteira da escola uma espécie de diário, em que conta suas intimidades para que todos vissem.
(Direção e roteiro: Caetano Gotardo)





Só Por Amar Diferente

"Por que é que, culturalmente, nós nos sentimos mais confortáveis vendo dois homens segurando armas do que dando as mãos?"


Uma história para conhecer...



Depoimento passado na novela viver a vida em 12/05/2010. Conta a história é de um casal gay, Marcelo tinha um sonho de ser PAI, mas como era homossexual achou que nunca poderia realizar esse sonho, durante uma viagem pelo interior de São Paulo com seu companheiro Eduardo, encontraram um orfanato e decidiram conhecer mais de perto.


O objetivo inicial era oferecer ajuda à instituição pois os dois sempre foram engajados em causas sociais. Lá encontraram um garotinho de cabelos dourados que se agarrou às suas pernas e, a partir dali, começou uma história de luta, amor e muita esperança.


Desde que entraram com o pedido de guarda e adoçao, sempre tiveram os pedidos negados. Continuaram tendo contato com o menino chamado Carlos Alberto, ele conta que é como se tivesse seu filho preso numa cadeia, e que ele nao pudesse fazer nada. Por obra de Deus, por um motivo de doença o desembargador fora afastado e teve sua substituiçao, como também de toda a sua equipe. Na segunda instancia o pedido foi Deferido e eles ouviram do desembargador em alto e bom som: "Que Vença, o AMOR!"

Hoje o menino Carlos Alberto se chama Manoel Eduardo e carrega o sobrenome dos dois pais, que selaram a união de 18 anos oficializando a adoção de Manoel.



Carta ao filho que talvez não venha


Por Allan Johan
Resolvi escrever esta carta, filho, pois sei que talvez não esteja presente quando você der o seu primeiro passo, falar a sua primeira palavra, ou mesmo quando aprender a ler. Não tenho câncer terminal, nem outra doença que me faça ir antes do tempo, nem mesmo estou próximo da beira da morte. Tenho 28 anos, sou solteiro, saudável, economicamente estável, mas não quero ter filhos. Simplesmente decidi, até o momento, que você não viria pois o mundo já tem crianças demais, além do fato do seu pai não achar justo que você sofra preconceito por mim. Seu pai é homossexual, filho.

Espero que você me entenda, que não é um ato de egoísmo, não querer que você venha a um mundo onde o dinheiro vale mais do que sentimentos, em que as pessoas te julgam com base em preconceitos, onde a insegurança bate três vezes à sua porta por dia, onde a vida não tem mais valor. Neste mundo, meu filho, no ano de 2008, fala-se em aquecimento global, em descongelamento das calotas polares, em extinção da vida. Talvez falte comida para a superpopulação de mais de 6 bilhões de pessoas, talvez haja uma guerra nuclear. Não vejo propósito de te colocar em um cenário desses. Você até poderia ser feliz, como eu sou, apesar das adversidades, mas tenho certeza que você entenderá seu pai.

Não vou congelar espermatozóides, ou me congelar a espera de um futuro melhor. Seu pai acredita que tudo irá se resolver, que a humanidade achará um meio de não ser extinta, mesmo assim, isso não me motiva a te trazer para cá. Peço desculpas meu filho.

A história da humanidade tem aproximadamente 4 mil anos, quando foi descoberta a escrita. A contagem de nosso calendário é a partir do nascimento de Jesus Cristo, ocorrido há 2008 anos, embora alguns historiadores discordem. Há discordância em quase tudo, em relação às religiões, temas científicos, futebol, sexo, entre os mais variados temas. Foi a discordância que fez a humanidade evoluir, embora evoluir signifique que estamos acabando com o nosso planeta. Dizem que somos parentes dos macacos, tudo bem, eu tenho vergonha é de ser humano, isso pouco importa. A discordância é dolorosa a quem vive, pois os diferentes sofrem com ela, você já deve estar sofrendo, por ser um filho que talvez não vá nascer, mas saiba que você vive no meu coração.

Com certeza, filho, você poderá ler muito sobre o tempo em que vivi em algum livro, ou outro dispositivo que arquivará a história, mas não acredite muito neles. O melhor de viver é poder ter a chance de tirar as suas próprias conclusões. Sei que você talvez nunca tenha esta chance, mas espero, mesmo assim, que você me perdoe por isso. Estarei tirando a sua chance de errar, mas estou exercendo a minha tentativa e eu creio que está sendo acertada.

Mesmo assim, filho, quero te deixar algumas dicas, caso algum dia você venha e eu não esteja mesmo por aqui: ame cada momento, pessoa, e visão que tiver na vida. Lembre-se que cada dia é uma chance de ser melhor, que cada pôr-do-sol é prelúdio de renascimento, que cada manhã é inspiração para iluminar sua vivência. Curta cada segundo como se fosse o último, mas não tema a morte, pois se você tiver cumprido com responsabilidade a sua missão, ela não significará nada. Não há missão predestinada, você a escolhe e é fiel a ela. Lembre-se que a sua parte pode ser feita e que se você não separar o lixo, ao menos tente compensar de outra forma, doando seus casacos no inverno, por exemplo.

Não se esquente em ganhar dinheiro ou tentando ser famoso, são duas coisas que as pessoas não sabem o que fazer quando os têm. Não fale de boca cheia, não por ser falta de educação, mas por fazer mal ao seu estômago. Mastigue bem a comida e faça exercícios sempre, mas não exagere. Não exagere nada em sua vida. Mantenha a sua mente aberta e não fale sem saber do que está falando. Admita quando não souber um assunto, jamais seja quem você não é. Viva intensamente, mesmo que não te faça sentido tudo à sua volta, acredite, para muitos nada faz sentido, mas ninguém fala nisso.

Saiba que as pessoas usam máscaras, porém não as derrube, aprenda que todos têm necessidades diferentes e viver em sociedade é conviver com a hipocrisia. Só não aceite a hipocrisia quando ela te prejudicar. Não fique calado quando presenciar uma injustiça. Não se intimide quando se sentir oprimido. Não seja covarde para se manter calado, mas fuja de qualquer briga física, e quando não conseguir fugir, bata e defenda-se. Morra pelo que acredita mas não seja estúpido ao ponto de morrer em vão. Não seja herói sozinho, nem covarde em grupo.

Saiba a hora de dizer não. As pessoas não sabem negar quando sentem que precisam dizer esta palavra. Não tenha pudor em ter lucro, em fazer sexo, em ser feliz. Mas saiba dividir suas conquistas e incentivar as pessoas a fazerem o mesmo. Não pratique o egoísmo, a não ser que haja um bom motivo e não prejudique ninguém.

Não deixe de andar na rua com medo de ser assaltado, não deixe de votar por causa da desesperança, não jogue lixo no chão. Saiba ser objetivo e fiel aos seus princípios. Não deixe que as pessoas te usem, não pense que você sabe tudo, não confie demais nos seus instintos. Saiba ouvir os outros e espere a melhor hora para agir. Aprenda logo que tudo é relativo, menos as suas convicções, mas não as transforme em dogmas. Saiba equilibrar o seu ego e a sua agenda, tenha sempre um tempo para você. Dedique-se a quem demonstra o mesmo por você, confie em quem confia em você, não insista em tentar mudar as pessoas, não acredite em sonhos – transforme-os em metas. Não se arrisque em campos onde você não pode contar senão com você mesmo. Tenha sempre metas mas não se mate por elas. Viva, sinta-se vivo, todos os dias.

Confie apenas na sua família, mesmo que ela pareça distante ou insatisfeita com você. Tenha sempre bons laços com seus parentes e vizinhos, embora os vizinhos e os parentes você não escolha muito, e quando o faz, costuma se decepcionar. Amigos são uma preciosidade, então não acredite que os achou tão facilmente. Eles vêm e vão e é na hora que você mais precisar deles que você saberá quem são os verdadeiros. Jamais decepcione um amigo. Não empreste dinheiro sem garantias. E saiba que há comentários que você deve guardar para você.

Use sempre camisinha, obviamente, quando fizer sexo. O sempre nem sempre significa eternamente. Saiba escolher quem você ama, não dê valor demais ao sexo. Não menospreze o amor, jamais. Cuidado com pessoas emocionalmente instáveis, nesse ponto, considere o seu instinto, geralmente quando você acha que vai dar errado, dará. Ame profundamente, pois é sempre mais feliz quem amou mais. Não traia e, se te traírem, não se culpe ou tente achar os motivos. Essa pessoa não merece a sua dedicação. Nestes casos, não insista. Mas não desista fácil quando sentir o coração pulando por alguém. No amor, vá até o fim, mas saiba sempre a hora de parar, em tudo. O fim você decide filho, não pense o que as outras pessoas vão falar. Nada é para sempre e o fim nem sempre encerra tudo. Não tente agradar a todos, agrade, ao menos, você mesmo e quem se importa com você, mesmo que continue sem agradar muito.

Olhe para trás sempre e tenha orgulho do seu passado, ele foi o seu caminho até o presente, fez você ser quem você é. Tenha orgulho de quem você é. Olhe para o futuro e veja um novo caminho, tenha sempre esperança mas não subestime as dificuldades, respeite os seus oponentes e realize todas as tarefas com perfeição. Aprenda em todas as oportunidades, ensine quando puder, agradeça a cada momento, respire e sinta a vida no ar. Olhe para os lados e veja que nunca está sozinho, veja as estrelas e renda-se à imensidão do universo, olhe para o seu umbigo e tenha certeza da sua insignificância, mas jamais abaixe a cabeça filho, jamais tolere que te façam sentir diminuído.

Não use drogas, ou beba, ou fume. Não desrespeite os mais velhos. Mas estas não são regras minhas, são indicações. Há momentos em que você se cansa das regras. Se for quebrá-las, faça de maneira discreta e sem prejudicar os outros. Mais uma vez: Não prejudique as outras pessoas. Não acredite em soluções fáceis, não acredite cegamente em qualquer ideologia, mas jamais perca a sua fé. Sonhe mas mantenha os pés no chão, pelo menos um. Mas não entre em correntes, religiões ou negócios em momentos de desespero. Não julgue que o melhor para você é o melhor para os outros. Lembre-se sempre há uma solução. Não se estresse, não beba demais, não se culpe demais, não trabalhe demais. Faça aquilo que gosta e aprenda a gostar de tudo. Haja sempre sabendo o que está fazendo e assumas as conseqüências. Não vá pela onda dos outros. Seja autêntico, mas não seja chato.

Por último, meu filho, quero te dizer que eu sou o pai mais feliz do mundo, mesmo antes de você nascer, porque, neste momento, tenho a certeza de que você é especial, que pude deixar um pouquinho do que aprendi até agora e que você , caso nunca venha mesmo, sempre me fará falta. Espero que estes humildes ensinamentos sirvam para você, meu filho.

25/09/10

Homofobia no Exército!



Por Arthur Virmond de Larcerda Neto


Perante a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o general de exército Raymundo de Cerqueira declarou que “independentemente da acusação do crime de deserção, o fato de se assumir um efetivo convívio homossexual afeta a honra, o pundonor e o decoro da classe. Fere a coesão, imprescindível elo nas ações de combate, e solapa o alicerce da disciplina. Só entende quem é da caserna”.Para o general, o fato, em si, de um militar assumir um convívio homossexual é motivo de desonra coletiva para a sua corporação. Logo, para ele, apenas o convívio, entenda-se, a relação marital, com uma mulher é decorosa, ou seja, ele admite moralidade apenas na heterossexualidade e censura, como indecente, a homossexualidade, o que é abertamente homofóbico.


A vida privada de alguém respeita apenas a si próprio; não interessa a terceiros. Se alguém, militar ou não, convive afetiva e sexualmente com um homem ou com uma mulher, tal convivência pertence à privacidade de ambos e nenhum deles deve satisfações a terceiros por conta disso nem terceiros quaisquer devem julgar-lhes as escolhas afetivas e sexuais.Quantas conseqüências institucionais o general vislumbra em um aspecto da vida privada de militares homossexuais!


O convívio deles é desonroso e impudico para a classe, ou seja, para os demais militares, como se a vida privada de algum militar interessasse aos seus colegas; como se a forma como algum militar se conduzisse na sua vida sexual desonrasse ao Exército inteiro. Se um soldado copula com uma mulher, é honroso; se sodomiza um homem ou se é sodomizado, toda a coletividade dos militares acha-se conspurcada.


Pensar assim revela uma evidente falta de senso de proporções, um exagero levado ao extremo do absurdo, equivalente aos que alarmam-se com a possibilidade de se institucionalizar o casamento guei, sob o temor de que ele representará o fim da família, um sinal infalível de decadência da civilização cristã-ocidental e um ato de perseguição aos cristãos.No caso do Exército, a sensibilidade exacerbada e no do casamento, o receio da destruição da família tradicional denotam uma reação emocional fora da realidade dos fatos e mais imaginação do que a observação serena dos fatos.


A homossexualidade pertence à natureza humana e apresenta-se em cerca de 20 ou 25% dos homens, ao menos como inclinação (embora não necessariamente como prática). Portanto, de 20 a 25% dos militares devem ser homossexuais, como a mesma proporção em relação aos padres, aos advogados, aos engenheiros, aos lixeiros, aos músicos e à população masculina em geral, sem que a honra coletiva de qualquer destas profissões se desmereça. Por que em relação ao Exército seria diferentemente?Os militares são homens como outros quaisquer; são heterossexuais, bissexuais e homossexuais como os demais homens da restante Humanidade.São valores (também) do pessoal castrense, a lealdade, o destemor, a correção de caráter, a dedicação à pátria, o senso de disciplina.


Não compreendo como se incluam neles, a obrigação de ser heterossexual e como a homossexualidade lhes possa corresponder a uma infâmia. Infamantes são a mentira, covardia, a preguiça, o desleixo, a traição, a desonestidade, a hipocrisia, a violência gratuita, o crime; jamais a condição sexual, em que sentido for.O general exprimiu o que, infelizmente, ainda existe: preconceito e arrogância de quem julga os outros em função da sua condição sexual e não do seu desempenho profissional nem do seu caráter pessoal.


Se, por outro lado, ele não formulou uma opinião pessoal e sim enunciou um estado da mentalidade dos seus colegas, se transmitiu o pensamento dos militares em geral, que não especificamente o seu, então, tanto pior, pois há homofobia generalizada no meio militar, tanto mais grave, porquanto, nele, o preconceito exprime-se por indisciplina profissional. Errados não são os militares homossexuais e sim os preconceituosos, devido ao preconceito e (segundo o general) à sua desobediência.


Um militar insubordinado deve ser punido; um militar preconceituoso precisa de ser educado no sentido do respeito e da fraternidade; melhor: no da disciplina e da obediência ao seu superior, qualquer que seja a sexualidade deste.Quer seja homofóbico o general apenas, ou os militares em geral, deveriam, um e outros, recordar-se dos gregos e dos romanos antigos, povos essencialmente militares, que aceitavam livremente a sexualidade humana nas suas expressões de bissexualidade e de homossexualidade, sem que nos respectivos exércitos falhasse a disciplina nem houvesse desonras coletivas por isso.


Ao contrário, e para citar dois exemplos singelos, recordo o “Banquete” de Platão, em que o militar Alcebíadas apaixona-se por Sócrates, e o célebre Batalhão Sagrado, de Tebas, constituído por cento e cinqüenta pares de aguerridos amantes, por quem, diante de cujos corpos, espalhados no campo de batalha, Alexandre declarou a sua admiração: é porque na Grécia antiga os militares não julgavam do valor e do desvalor dos seus pares pela apetência sexual ou afetiva de cada um e aceitavam a natureza humana como ela é e não segundo a mentalidade que o cristianismo, religião essencialmente anti-sexual, constituiu após a antigüidade e que os modernos, lamentavelmente, herdaram.

Os enrustidos!



Por Allan Johan

Eles são gays, não tocam muito no assunto e inventam mil mentiras. Sentem um certo medo ou vergonha de serem homossexuais. Alguns são bissexuais mas gostam é de homem, outros, dizem ser uma fase. No meio gay, comenta-se que eles estão “se descobrindo”. Muitos acabam se casando com mulheres e continuam com vida dupla. Bem-vindo ao confuso mundo dos enrustidos.

Eles não namoram com homens, apenas fazem sexo. Outros evitam beijos ou posições mais “passivas”. Alguns se soltam mais na cama. Chamam o parceiro de “brother” ou outro apelido macho. Chegam a ter crises de existência, ficam meses sem ficar com outros caras, ou se tornam agressivos no sexo e nas relações com homossexuais. A maioria prefere parceiros na mesma situação, ou mesmo casados: eles imploram por discrição.

O motivo pode ser a pressão que a sociedade exerce e esses indivíduos não querem virar o que aprenderam a condenar. Mas gostam do fruto. Outros têm a necessidade de manterem-se longe do rótulo gay por questões familiares ou mesmo por causa do trabalho. Mas fazem sexo com pessoas do mesmo sexo, abdicam ao direito de terem uma relação homoafetiva ou pensar em um dia ficar com uma pessoa que gostam. Eles raramente dizem eu te amo. Mas gozam pra valer.

Para tanto, alguns chegam a evitar beijar, fazer sexo oral, usar nomes e apelidos carinhosos, ter contato contínuo ou mesmo fazer posições passivas. Tudo para tentar preservar o macho idealizado como heterossexual. Alguns chamam o parceiro por nomes femininos, evitam tocar na genitália igual a sua, têm nojo do sêmen alheio. Nem Freud explica, mas o tempo revela.

Muitos enrustidos passam a vida inteira fugindo deste desejo que identificam como maldito mas que aprendem a lidar com ele da melhor forma, individualmente falando, possível. Muitos apelam para casamentos de fachada, outros para sexo pago ou casual. Para outros, a grande maioria, representa uma fase de auto-conhecimento, que termina em auto-aceitação, quando se descobrem realmente hétero ou homo.

Infelizmente, muitos dos enrustidos, em razão da hipocrisia da nossa sociedade, passam a mentir, enganando seus cônjuges e proles, ou, quando solteiros, inventando transas com mulheres inexistentes, se auto-afirmando heterossexuais ou bissexuais, como forma de fugir da alcunha que ser gay significa.

No senso comum, a imagem do homossexual é ser afeminado e acaba no travestismo. Como essas pessoas não imaginam ser possível ser homossexual e feliz, ainda mais para aqueles que convivem com o preconceito em suas casas e ambientes que freqüentam, é compreensível este medo de ser e se sentir gay.

Essas pessoas acabam gastando força vital e produtividade inventando histórias e desculpas para o círculo social heterossexual que freqüentam e deixam de viver uma experiência maravilhosa que é a liberdade de ser você mesmo. Alguns levam numa boa mas a maioria vive em estresse, com medo de ser descoberto. Acostumados a vestir máscaras que a sociedade obriga todos a usarem, esta acaba sendo apenas mais uma.
Felizmente, o ser humano tem a chance de reavaliar, todos os dias, as decisões que tomou em sua vida. E todos os gays assumidos que estão por aí foram enrustidos, lutaram contra os fantasmas prós e contra da saída do armário. Como se pode ver, não é tão difícil assim, é um processo que é importante e crucial. É preciso paciência e, mais do que tudo, coragem. É preciso ser muito macho.

24/09/10

Lady Gaga defende militares gays nos EUA!



Lady Gaga sempre tomou a frente nos discursos agradecendo aos gays o carinho que eles lhe dedicam… mas, desta vez ela foi um pouquinho além do discurso normal e entrou na luta contra a lei do “Dont Ask, Don’t Tell”.

“Eu me chamo Stefani Joanne Angelina Germanotta. Sou uma cidadã americana. Revoguem a lei “Don’t Ask, Don’t Tell”, ou vão para casa. Eu estou aqui para dar voz à minha geração”, afirmou Gaga.

E, em um segundo discurso ela foi além: “Estou querendo propor uma nova lei. A lei do ‘Se você não está contente, vá para casa’. A lei do ‘Se você é homofóbico, vá para casa’.

Veja o vídeo… é longo, mas interessante!




Visto no maravilhoso site No Gheto

Militares gays que sofrem com Don't Ask, Don't Tell viram exposição fotográfica

Fotógrafo dos EUA clicou militares afetados por lei que proíbe serviço de assumidos.

O fotógrafo norte-americano Jeff Sheng emocionou o mundo no começo deste ano ao publicar o primeiro volume do livro "Don't Ask, Don't Tell". A obra do profissional conhecido pelo comprometimento com causas LGBT traz imagens singelas de militares diretamente afetados pela lei que proíbe o serviço de homossexuais assumidos nas Forças Armadas dos EUA.

E agora Sheng está de volta com a segunda parte de seu trabalho. As novas fotos, antes de poderem ser vistas no volume 2 do livro, serão expostas a partir de outubro na Califórnia.

Em cada uma das imagens Sheng recorre a um jogo de luz e sombra para esconder, parcial ou totalmente, o rosto do personagem. Para dar nome a cada foto, o artista pediu que cada militar informasse um apelido e algum lugar que lhe é significativo. A intenção é protegar o fotogrado e enfatizar o anonimato.

"Para mim, essas fotos sublinham o silêncio que permeia o heroísmo de gays e lésbicas militares. As fotografias são sobre homens e mulheres que continuam lutando e servindo, apesar da invisibilidade devastadora que sofrem", diz Sheng. Confira algumas images:








Visto no: XXY

23/09/10

Os quadrinhos e o universo gay!

Em outubro, a editora Marvel vai lançar uma revista especial (edição única– One Shot) do personagem Estrela Solar, um dos membros do X-man que assume ser gay sem o menor problema. A editora anunciou, inclusive, que a revista será escrita por um roteirista assumidamente homossexual, o Jim McCann, que já trabalhou em vários títulos da Marvel, inclusive em Young Avengers, que tem um casal gay entre seus personagens.

A edição única do Estrela Polar demonstra uma maior preocupação da Marvel como o público gay. Recentemente, a editora também publicou, na capa da revista do Homem-aranha, um casal de homens trocando carícias. Tudo bem que eles estavam lá no cantinho da ilustração, mas já foi alguma coisa.

Segundo a editora, se as vendas do Estrela Polar forem boas, possivelmente o personagem ganhará uma série própria. Isso o tornará não apenas o primeiro herói gay da Marvel como o primeiro título voltado especialmente para o público homossexual.

Não é de hoje que as histórias dos quadrinhos e o universo gay se cruzam. Até no cinema, o Homem Aranha já esbarrou com um personagem da famosa série gay americana Queer as Folk. Em Spider Man 2, o jovem Michael, interpretado pelo ator Hal Sparks, aparece dividindo o elevador com o super-herói.


A passagem é rápida, mas certamente foi uma referência ao personagem da série que, além de ser fã de quadrinhos, trabalhava numa banca de gibis. A propósito, num dos episódios da segunda temporada de Queer as Folk, durante uma palestra sobre gibis numa universidade, Michael faz uma engraçada relação entre sua sexualidade e o fascínio pelos super-heróis. Disse ele:

"Os rumores são de que a magnífica série de quadrinhos do Capitão Astro foi levado a um fim de duração indeterminada, pela pressão de atitudes negativas acerca de sua sexualidade ambígua. Ambígua o meu cu! Capitão Astro era o mais orgulhoso, o mais gay, e o mais fabuloso super-herói a dar a graça de sua presença nos quadrinhos. Não houvesse ele sido censurado e boicotado por seus covardes distribuidores, estou certo de que o Capitão teria orgulhosamente declarado sua identidade gay ao mundo. Infelizmente, ele nunca terá esta chance. Alguém deve ocupar o seu lugar como o principal super-herói gay do mundo."




E surge Rage, desenhado por Justin, escrito por Michael, e financiado por Brian. A primeira edição da revista está à disposição no site do canal Showtime, mas infelizmente, é restrito aos visitantes americanos. Para os internacionais como nós, a história pode ser lida aqui. Rage é obviamente inspirado nos seus três "criadores". Rage, o herói, é ninguém menos que Brian, enquanto seu parceiro Zephir é Michael dos pés à cabeça. Na primeira aventura do herói, ele não somente salva como também contracena em uma cena romântica com o jovem JT (pra quem não sacou: Justin Taylor), que estava sendo espancado por homofóbicos. Rage e Zephir voam pelos céus de Gayopolis, lutando contra o preconceito e buscando sempre muito sexo.

No Brasil, os personagens gays nos quadrinhos são bem mais raros e sutis. Um deles apareceu no gibi da Tina, personagem do cartunista Maurício de Souza, criador da Turma da Mônica.



No episódio principal da edição nº 6/2009 da revista, que é voltada para o público adolescente, Tina aparece cheia de intimidades com um novo amigo, o que acaba despertando ciúmes em seu namorado. No final da história, todos descobrem que aquele ciúme não tinha fundamento, pois o amigo era gay e tinha inclusive um namorado. Quer dizer, a revista não disse tudo tão claramente assim, o recurso utilizado foi o da sugestão.

Textos e pesquisa: @maltabb e @eliobsb

Fonte:

http://felipemeyer.blogspot.com/

Ativista cria canal do YouTube pela causa gay


Ideia surgiu após o suicídio de um jovem que sofria bullying
O ativista da causa gay, Dan Savage, criou um canal no YouTube para encorajar jovens vítimas de preconceito a se manifestarem. Chamado It Gets Better, o canal centraliza depoimentos publicados por outros usuários.

Segundo Savage, a ideia para a criação do canal surgiu após o suicídio do jovem Billy Lucas. O jovem foi vítima de bullying cometido por seus colegas de classe.

Ao todo, 24 depoimentos estão disponíveis no canal, incluindo de algumas celebridades, como o blogueiro Perez Hilton. Além do canal, Savage mantém um blog e um podcast onde comenta notícias relacionadas á causa gay.

18/09/10

Confiram o Curta metragem: "Lucky Blue"



O filme conta o envolvimento entre dois jovens – um rebelde e o outro tímido e responsável – durante as preparações para um festival de karaokê em uma vilazinha. Filme muito sensível. O diretor foi muito feliz em todas as escolhas. E tem uma trilha sonora que vai ficar na cabeça e no coração por muito tempo... Vale e pena:



Baixe o curta no Coca e Pipoca


Words
F.R.David

Words, don't come easy, to me,
how can I find a way,
to make you see,
I love you
words don't come easy
Words, don't come easy, to me,
this is the only way,
for me to say
I love you
words don't come easy
Well I'm just a music man,
melodie 's so far my best friend
but my words are coming out wrong
I reveal my heart to you and,
hope that you'll believe it's true, 'cause
Words, don't come easy to me,
how can I find a way,
to make you see,
I love you,
words don't come easy
This is just a simple song,
that I've made for you on my own,
there's no hidden meaning, you know when I
when I say I love you honey,
please believe I really do, 'cause
Words, don't come easy to me,
how can I find a way,
to make you see,
I love you,
words don't come easy
It isn't easy,
words don't come easy....
Words, don't come easy, to me,
how can I find a way,
to make you see,
I love you,
words don't come easy
Don't come easy to me,
this is the only way,
for me to say,
I love you,
words don't come easy

14/09/10

Livros de ensino religioso em escolas públicas estimulam homofobia e intolerância


Uma pesquisa da UnB (Universidade de Brasília) concluiu que o preconceito e a intolerância religiosa fazem parte da lição de casa de milhares de crianças e jovens do ensino fundamental brasileiro.

Produzido com base na análise dos 25 livros de ensino religioso mais usados pelas escolas públicas do país, o estudo foi apresentado no livro “Laicidade: O Ensino Religioso no Brasil”, lançado em Brasília.

“O estímulo à homofobia e a imposição de uma espécie de ‘catecismo cristão’ em sala de aula são uma constante nas publicações”, afirma a antropóloga e professora do departamento de serviço social, Débora Diniz, uma das autoras do trabalho. A pesquisa analisou os títulos de algumas das maiores editoras do país.

A imagem de Jesus Cristo aparece 80 vezes mais do que a de uma liderança indígena no campo religioso (que ficou limitada a uma referência anônima e sem biografia), 12 vezes mais que o líder budista Dalai Lama e ainda conta com um espaço 20 vezes maior que Lutero, referência intelectual para o Protestantismo. João Calvino nem mesmo é citado.

O estudo aponta que a discriminação também faz parte da tarefa. Principalmente contra Homossexuais. “Desvio moral”, “doença física ou psicológica”, “conflitos profundos” e “o Homossexualismo não se revela natural” são algumas das expressões usadas para se referir aos homens e mulheres que se relacionam com pessoas do mesmo sexo.

Um exercício com a bandeira das cores do arco-íris acaba com a seguinte questão: “Se isso (a Homossexualidade) se tornasse regra, como a humanidade iria se perpetuar?”.

O ensino religioso também ataca os Ateus. A pesquisadora afirma que o estímulo ao preconceito chega ao ponto de associar uma pessoa sem religião ao nazismo – ideologia alemã que tinha como preceitos o racismo e o antissemitismo, na primeira metade do século 20.

“É sugerida uma associação de que um Ateu tenderia a ter comportamentos violentos e ameaçadores”, observa Débora. “Os livros usam de generalizações para levar a desinformação e pregar o cristianismo”, completa a especialista, uma das três autoras da pesquisa.

Os números contrastam com a previsão da Lei de Diretrizes e Base da Educação de garantir a justiça religiosa e a liberdade de crença. A lei 9475, em vigor desde 1997, regulamenta o ensino de religião nas escolas brasileiras.

“Há uma clara confusão entre o ensino religioso e a educação cristã”, afirma Débora. A antropóloga reforça a imposição do catecismo. “Cristãos tiveram 609 citações nos livros, enquanto religiões afro-brasileiras, tratadas como ‘tradições’, aparecem em apenas 30 momentos”, comenta a especialista.

Já Tatiana Lionço, psicóloga que também participou da análise dos títulos, o grande problema é o fato de o Estado não monitorar o conteúdo dos livros religiosos usados pelas escolas do Brasil.

"Não há qualquer tipo de controle. O resultado é a má formação dos alunos", considera. Ainda segundo Tatiana, o modelo do ensino religioso não costumar levar em conta a laicidade do Estado. "Se o Estado deveria ser laico, por que ensinar religião nas escolas?

Copiado integralmente do: Central de Notícias Gays

Curta nacional ‘Eu Não Quero Voltar Sozinho’ conta a história de amor entre dois garotos na escola

Filme é de Daniel Ribeiro, mesmo diretor do sucesso ‘Café com Leite’.

O jovem diretor e roteirista Daniel Ribeiro, de 28 anos, volta a encantar com a simplicidade de uma história de amor entre homossexuais.

No novo curta-metragem Eu Não Quero Voltar Sozinho, o diretor apresenta a inocência da descoberta do amor entre dois adolescentes gays – Leonardo (Guilherme Lobo), um deficiente visual que muda de vida totalmente com a chegada de Gabriel (Fabio Audi), um novo aluno em sua escola.

Além do sentimento despertado pelo novo amigo, Leo precisa lidar com o ciúme da amiga Giovana (Tess Amorim).

O filme passou pela 3ª edição do Festival de Paulínia, onde foi extremamente aplaudido e reconhecido tanto pela premiação do júri popular quanto a oficial.

Eu Não Quero Voltar Sozinho também foi selecionado para o Festival de curtas-metragens de São Paulo, que aconteceu em agosto.
Para mais informações sobre o filme acesse o blog e o site oficial. Confira o trailer:


Visto no: Dolado

You Belong With Me (Versão Gay)



You Belong With Me
Taylor Swift

Composição: Taylor Swift

You're on the phone with your girlfriend
She's upset, she's going off about
Something that you said
She doesn't get your humor
Like I do

I'm in my room
It's a typical tuesday night
I'm listening to the kind of music
She doesn't like
She'll never know your story
Like I do

But she wears short skirts, I wear t-shirts
She's cheer captain, and I'm on the bleachers
Dreaming about the day when you wake up and find
That what you're looking for has been here the whole time

If you could see
That I'm the one
Who understands you
Been here all along
So why can't you see
You belong with me
You belong with me

Walking the streets
With you and your worn out jeans
I can't help thinking this is how it ought to be
Laughing on a park bench thinking to myself
Hey, isn't this easy?

And you've got a smile
That could light up this whole town
I haven't seen it in awhile
Since she brought you down
You say you're fine
I know you better than that
Hey what are you doing with a girl like that

She wears high heels
I wear sneakers
She's cheer captain
I'm on the bleachers
Dreaming about the day
When you wake up and find
That what you're looking for
Has been here the whole time

If you could see that I'm the one
Who understands you
Been here all along so why can't you see
You belong with me
Standing by and waiting at your backdoor all this time
How could you not know baby
You, you belong with me
You, you belong with me

Oh, I remember you
Driving to my house
In the middle of the night
I'm the one who makes you laugh
When you know you're about to cry
And I know your favorite songs
And you tell me about your dreams
Think I know where you belong
Think I know it's with me

Can't you see
That I'm the one
Who understands you
Been here all along
So why can't you see?
You belong with me

Standing by and waiting at your backdoor all this time
How could you not know baby
You, you belong with me
You, you belong with me

You belong with me
Have you ever thought
Just maybe
You belong with me
You belong with me

09/09/10

O Gay na Família Brasileira

Vejam ou revejam a edição do Profissão Repórter , da TV Globo, que tratou do tema “O Gay na Família Brasileira”. A veiculação já tem alguns meses, mas ficou interessante. Resolvemos postar.




08/09/10

Escritura de Convivência Afetiva

A falta de uma lei sobre o casamento gay no Brasil faz com que homossexuais recorram a uma declaração registrada em cartório, a escritura de convivência afetiva.

Confira matéria veiculada no Jornal da Globo (07/09/10)



Depois de três anos, um auxiliar administrativo de Sorocaba, interior paulista, que prefere não se identificar, conseguiu o direito à pensão do INSS. A Justiça reconheceu que ele e o companheiro, morto em 2006, tinham uma relação estável.

Decisões como essa têm se multiplicado pelo Brasil, diz a advogada e ex-desembargadora do Rio Grande do Sul, Maria Berenice Dias. “O significativo foi enxergar essas uniões como uma entidade familiar, como uma família. Para um poder ser herdeiro do outro, é necessário que seja reconhecido, que forme uma família”, afirma.

Para facilitar esse caminho, Carla e Carolina recorreram a uma declaração registrada em cartório, a escritura de convivência afetiva. “A gente também queria ter uma segurança aquele sonho mesmo de casar, de assinar um papel”, diz a assistente administrativa Carolina Passos.
Nesse documento, o casal pode definir, por exemplo, a eventual partilha de bens. Mas, em caso de briga na Justiça, o respeito à declaração vai depender de cada juiz.

A escritura de convivência costuma ficar pronta no mesmo dia. Os cartórios exigem RG e CPF originais. Esse, no centro de São Paulo, é um exemplo de que a procura tem aumentado.
Este ano, o cartório já fez 84 escrituras para casais homossexuais, mais que o registrado em todo o ano passado. Em São Paulo, a declaração custa R$ 252. Para Luiz e Guilherme, ela já teve efeito.

“Na empresa que eu fui efetivado agora, eu perguntei pra RH. Eu tenho união estável homoafetiva. Umas semanas depois, ela falou que foi reconhecido e utilizou o documento pra colocar ele como dependente do plano de saúde”, diz o analista de suporte Guilherme Nunes.

Ter tudo de papel passado deixa a vida a dois mais tranquila. “Esse documento tem uma legitimidade pra dizer, olha, essa relação era pública, foi registrada em cartório e essa era a vontade dele”, afirma o tradutor Luiz Ramires Neto. “Quanto mais casais casarem, fizerem a declaração, mais força a gente vai ter”, diz a comerciante Carla Uua.

07/09/10

Homossexualidade e Suicídio


Suicídio é um tema tão delicado que muitos preferem nem tocar no assunto. Mas quantas pessoas já pensaram nisso ou pensam constantemente? E quantas dessas pessoas o fazem por serem homossexuais? Quem poderia imaginar que, a cada dia, ainda temos cerca de três jovens gays cometendo suicídio só no Brasil? São mais de mil por ano. Onde estamos errando? Onde nasce esse impulso de autodestruição?
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Homofobia. Esse sempre é o grande problema, curiosamente incitado por pessoas que se dizem movidas por Deus. Às vezes pensamos em desistir da vida porque não queremos ser homossexuais. Em outros casos, até queremos, mas não suportamos a discriminação que nos cerca. Diante desses e outros impasses, podemos criar uma bomba relógio dentro de nós, prestes a estourar. É como se um vazio existencial convivesse com uma mente lotada de pensamentos negativos herdados de uma sociedade antiquada e repressora. Mas o que fazer quando não suportamos mais a vida que levamos? O que fazer quando essa sensação de limite vem à tona?
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Sem dúvida, morrer não é a melhor saída. É preciso verbalizar o que sentimos. Não vivemos mais numa sociedade tão repressora. Sempre existem pessoas que podem nos ajudar. Nós mesmos precisamos nos ajudar, evitando qualquer coisa que nos tire a consciência. É preciso ignorar a voz do impulso e encarar a verdade. Não importa o motivo que nos leve a pensar na morte, sempre existe outra saída. Sempre existem pessoas que gostam de nós e que podem nos acolher. É preciso parar, acalmar a mente e raciocinar: morrer por quê? por mim ou pelos outros? Será essa a melhor solução? Será que deixei de acreditar na vida? ou quero apenas causar remorso em alguém? Será que estou agindo conscientemente? Será que não estou sendo egoísta?
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Ser gay, lésbica ou bissexual não é um problema em si, todos nós sabemos disso, mas também não é uma realidade tão fácil. Às vezes nem temos a menor identificação com os homossexuais que conhecemos. Mas alguma coisa me faz pensar que essa experiência tem um porquê positivo. Nada parece acontecer por acaso, não é mesmo? Talvez seja melhor considerarmos tudo um aprendizado e nos empenhar em cumprir bem essa prova. Se estamos vivos é por que ainda há tempo... É possível.

Existem muitas pessoas homossexuais que estão conseguindo viver suas vidas de maneira saudável, com histórias de sucesso e quebrando preconceitos. Essas boas referências podem ser raras, distantes ou quase ficcionais para a maioria de nós, mas elas existem. Provam que podemos conseguir também, pois muitos outros jovens, homens e mulheres homossexuais podem precisar da nossa ajuda. Está certo que somos bem diferentes uns dos outros, mas temos uma característica em comum e poderemos estender nossa mão. Uma sociedade preconceituosa não vai mudar sua cultura se não enxergar essa nova realidade. Façamos a nossa parte.

Cultivar o amor-próprio parece ser a melhor postura diante da vida, diante da homofobia e diante de qualquer pensamento autodestrutivo. Quem se ama não se boicota. E quem ainda não consegue se admirar precisa provocar uma revolução interna e tornar-se uma nova pessoa. Não é preciso morrer para isso. Basta encarar a vida e sua sexualidade com outros olhos... adotar um novo paradigma. É possível.

Ainda é preciso repetir. A homossexualidade em si não é mais considerada um problema há muito tempo. O que ainda perdura é o preconceito. Não nos deixemos guiar por ele. Não nos rebaixemos tanto. Se existe um impulso capaz de nos levar à morte, também existe um impulso capaz de transformar a nossa vida. Reconheça a sua força e viva!
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Élio

02/09/10

Homofobia? Vai tomar no...

Quer saber!? Palavrões não são uma boa! Denotam descontrole, deselegância, impaciência, intolerância até. Mas tem gente que nos tira do sério. É incrível! Sabe aquele tipo de criatura condicionada? Aqueles que só sabem seguir a onda, seguir a “maioria” e mal se questionam se aquilo faz sentido? Aqueles que julgam e agridem o próximo simplesmente porque alguém sugeriu assim? Ou porque viram alguém fazendo?

Homofóbicos parecem bem desse tipo, especialmente os ainda jovens, imaturos de raciocínio. Quando velhos, não. Nessa fase o caso já soa mais como transtorno. Das duas, uma: ou são gays que não suportam a própria condição (e agridem para fugir dessa realidade) ou são seres que reproduzem o preconceito social sem a menor crítica prévia. Afinal, por que um heterossexual de verdade se incomodariam tanto com os gays? Isso faz sentido?

Quando lidamos com esse tipo de gente, argumentar parece perda de tempo. Mas o que fazer? Ignorar? Engolir a seco? Deixar que a vida dê o troco? Ser coniventes com aquelas atitudes ou julgamentos equivocados? Difícil avaliar...

Quem saber!? Palavrões podem não resolver nada, mas às vezes aliviam que é uma beleza! Use com moderação!

Élio e Matabb

Os presidenciáveis e a união civil homossexual

Sempre é bom saber o que os candidatos a presidente do País pensam sobre as questões homossexuais. Dependendo do tema, não é difícil perceber que alguns adaptam sua linguagem ou até mudam suas opiniões conforme o público para o qual se apresentam. Mesmo assim é possível identificar suas posições, considerando inclusive as contradições entre seus discursos.

Postamos abaixo trechos de entrevistas em que os candidatos (os três melhores colocados nas pesquisas de intenção de voto) falam sobre a união civil homossexual. Em geral, eles se colocam favoráveis à proposta, mas fazem questão de reafirmar que “união civil” é uma coisa e “casamento” é outra. O porquê da ênfase nessa distinção, nem precisamos dizer, não é!? Ou vale uma hóstia para quem acertar?

Dilma Rousseff




José Serra



Marina Silva