Visto no EstadãoLOS ANGELES - A organização pelos direitos homossexuais Truth Wins Out lançou uma campanha contra um aplicativo para iPhone de um grupo cristão homofóbico que foi aprovado pela Apple, publicou nesta segunda-feira, 21, o site CNET.
Os críticos do novo software, que está disponível através do iTunes, asseguraram que os criadores do aplicativo promovem uma mensagem de "ódio e intolerância" e afirmam que a homossexualidade tem "cura" mediante um "tratamento" que implica o "poder de Jesus Cristo".
A Truth Wins Out iniciou um pedido no portal Change.org para exigir que a Apple cancele o dispositivo por contradizer suas normas, nas quais afirma que qualquer aplicativo que seja "difamatório, ofensivo ou que tenha como objetivo prejudicar algum grupo será rejeitado", segundo a companhia.
Até o momento, a iniciativa "Demand that Apple remove 'ex-gay' iPhone app" já tem o apoio de mais de 110 mil pessoas.
O software corresponde à Exodus International, uma organização de raízes cristãs que considera a homossexualidade um pecado.
Não é a primeira vez que a Apple enfrenta uma campanha entre defensores e detratores dos homossexuais.
Em 2010, a empresa terminou por anular um aplicativo de um grupo denominado Manhattan Declaration, cujos integrantes se manifestavam publicamente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Fonte: EFE
UPDATE:
LGBTs vencem: Apple retira aplicativo que "curava gays"
Por Welton Trindade para o site Parou Tudo
A mobilização dentre LGBTs não tem nada de virtual. E provoca mudanças. Depois de cerca de 150 mil assinaturas contra um aplicativo para Iphone que prometia curar gays, a empresa Apple decidiu parar de vendê-lo. O “serviço” era promovido por uma entidade religiosa especializada em realizar conversão de homossexuais, a Exodus.
Uma das entidades promotoras do abaixo-assinado virtual, a Truth Wins Out (algo como a verdade prevalecerá), que luta contra a homofobia religiosa e a idéia de que existam ex-gays, comemorou a decisão da Apple. Em nota, a entidade diz que a empresa tomou a decisão mais acertada para que homossexuais deixem de ser demonizados.
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