11/05/11

OEA pede que México investigue assassinato de militante gay


Visto na Folha.com

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou nesta terça-feira o assassinato de Leija Herrera, militante pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais (LGBT) no México, cujo corpo foi encontrado com golpes na cabeça que lhe desfiguraram o rosto.

Em um comunicado divulgado em Washington, a comissão pertencente à Organização dos Estados Americanos (OEA) disse que recebeu informações de que o ativista teria sido encontrado morto na madrugada de 4 de maio próximo do antigo Palácio de Justiça de Chilpancingo, na cidade de Chilpancingo, capital do Estado de Guerrero.

A CIDH defendeu que 'é obrigação do Estado investigar acontecimentos desta natureza e sancionar os responsáveis' pelo assassinato do militante, de 33 anos.

Esta foi a segunda agressão que da qual o ativista foi vítima, Há alguns meses, ele também foi golpeado na rua.

A comissão também pediu às autoridades mexicanas que adotem 'de forma imediata e urgente todas as medidas necessárias para garantir o direito à vida, à integridade e à segurança dos defensores e defensoras dos direitos das pessoas lésbicas, gays, trans, bissexuais e intersexuais'.

A Secretaria de Segurança Pública do México já reconheceu que o crime foi um caso de homofobia, e a Comissão de Defesa e Direitos Humanos do Estado também emitiu um comunicado condenando o assassinato.


Herrera era presidente do Centro de Estudos e Projetos para o Desenvolvimento Humano Integral (Ceprodehi) e recentemente se destacou como defensor dos direitos LGBT em seu país. Uma de suas lutas era pela Lei de Convivência e pela Lei nº 375 para prevenir e eliminar a discriminação no estado de Guerrero.

Em 2009, foram registrados 15 assassinatos de homossexuais no estado, cuja maioria ocorreu am Acapulco, um dos maiores centros turísticos do país. O México é o segundo país onde mais se matam homossexuais na América Latina, atrás apenas do Brasil. O país também é um dos que mais persegue ativistas políticos, segundo a CIDH.

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