07/06/2011

Casal de lésbicas completa 70 anos de união!




A matéria que tomamos a liberdade de traduzir conta a vida de um casal de lésbicas, Leto e Magazzu, juntas há 70 anos. Isso mesmo! 70 anos de amor, descobertas, confidências, conflitos, brigas, ciúmes, harmonia, carinho, amizade, confiança e todos os sentimentos que integram um relacionamento de verdade.

Além de ser um marco chegar aos quase 100 anos de idade juntas, a história dessas duas mulheres tem um ingrediente a mais. Resistiu ao preconceito do passado e resiste ao do presente. Sim, porque mesmo depois de tantas décadas Leto e Magazzu ainda são vítimas daquilo que consideramos um dos maiores males da sociedade.

Fica fácil entender porque elas mantiveram sua união em segredo durante tanto tempo. Vejam agora a história dessas duas jovens gays numa tradução adaptada:

Sim, casais formados por pessoas com 90 anos ainda discutem ocasionalmente. O exemplo pode ser visto no sofá da casa de Caroline Leto e Venera Magazzu: “Não vamos ter uma festa”, diz Magazzu, de 97 anos, argumentando que elas são muito idosas para esse tipo de coisa. “Sim, nós somos”, responde Leto, de 96, que admite que as duas podem ainda dançar polka.

Uma festa celebrando os 70 anos juntos é um marco para qualquer casal. Especialmente para essas duas senhoras, considerando que elas tiveram de silenciar sobre a história de amor delas durante décadas. “Você simplesmente não podia dizer para todo mundo que nós éramos amantes”, contou Leto. “Você diz para as pessoas que somos amigas, algumas pensam que éramos irmãs”.

Leto e Magazzu ignoram seu pioneirismo na comunidade gay e lésbica. Mas muitos dos seus amigos e parentes reforçam o seu papel, apontando para o fato de como o amor das duas foi capaz de transcender o tempo, cheio de obstáculos. Para celebrar o amor das duas, membros da Etz Chaim, uma associação de gays e lésbicas em Wilton Manors, estão planejando uma festa. Eles esperam que Leto e Magazzu atendam ao pedido e mostrem a todos como dançar a polka.

“Honestamente, eu acho que as duas estão mais apaixonadas do que no passado”, afirma um amigo pessoal do casal. “Olhe para os casais heterossexuais. Você tem sorte se ainda permanece casado após sete anos. Esta é uma história de amor incrível”.

Em 1939, Leto e Magazzu se conheceram em uma festa em Nova York. Leto achou Magazzu estilosa, que a considerou divertida. Um ano depois, Magazzu, professora, e Leto, operadora de telégrafo, mudaram-se para uma humilde casa, em Nova York. Elas passaram a maior parte da vida lá, com poucos parentes e amigos próximos sabendo sobre o relacionamento.

Magazzu conta que sempre brigou para contar para as outras pessoas, mas que temia o que elas poderiam pensar. Ela acredita que a sociedade daquela época era muito mais receptiva a duas mulheres que moram juntas do que a dois homens – e também bem menos inquisitiva.

“Eu acho que a maior parte das pessoas desconfiava, mas nunca fizeram escândalo sobre isso porque éramos apenas duas mulheres”, disse. “Eles não perguntavam, e nós simplesmente não falávamos”.

A sobrinha de Leto, Patricia Dillion, contou que cresceu acreditando que as duas fossem irmãs e sempre se referiu a elas como tias. Leto contou o “segredo” a ela durante uma festa de família. “Ela mencionou que elas tinham se casado”, disse Dillion. “Eu fiquei tão feliz, mas depois fiquei pensando em todo o tempo que elas não puderam admitir isso”.

Em 1996, as duas se registraram como parceiras em Nova York. Elas contam que fizeram isso porque sentiram que precisavam contar a todos sobre a sua vida juntas.

Anos depois, se mudaram para a Flórida, quando se tornaram mais ativas na comunidade LGBT, servindo de exemplo para os ativistas. Além disso, passaram a levar vida de qualquer jovem aposentado na Flórida: viajando em cruzeiros, jogando pôquer com os amigos. Adotaram um animal de estimação, um macaco chamado Chi-Chi.

Em 2006, com uma desacelerada normal causada pelo avanço da idade, Magazzu colocou no papel a história delas, num livro chamado An Unadulterated Story: Young and Gay at 90 (Uma história pura: jovem e gay aos 90). Durante a entrevista que originou a matéria do Herald Tribune, o repórter presenciou um fato curioso: as duas discutindo sobre onde estava um exemplar do livro. Magazzu insistia que estava no quarto. Leto, que havia visto no bagageiro do carro.

“Ok, então se você sabe onde está tudo, vá lá e pegue”, provocou Magazzu, enquanto apelava a uma busca na cozinha. Leto apenas sorriu e disparou: “Meiga, não?”

Veja a matéria no blob Lesbos, o Mundo Lébico: clique aqui!

15 comentários:

Andréa Balsan disse...

ain.. q lindo... um casal que chega a essa idade com amor, sendo homossexual ou não acho lindo. Parabéns a elas que dão aula de amor.

Carol Folhasi disse...

Adoraria ter o prazer de fotografar esse casal. Afinal tenho um projeto fotografico de casais de lesbicas que espero um dia divulgar por aqui!

Parabens pelo site, acabo de conhecer, mas adorei!

Iasmine disse...

aah que lindas juntas até hoje. awn

Mundo disse...

Ótimo ver um casal homoafetivo, feliz e de bem com a vida. Uma prova a mais para os ignorantes de que, entre nós existe sim Amor..

Pensando na Causa Gay, um novo blog está no ar, voltado para as causas juridicas e tudo mais que nos envolvem, se puderem seguir e divulgar, agradeço.. Segue o link:
http://www.mundogay-br.blogspot.com/

Anônimo disse...

lindo maravilhoso... tambem quero envelhecer junto~á minha companheira
sou mulher

Jairo Assis disse...

Felicíssimo por elas. Num mundial q se intitula moderno, os preconceitos infelizmente predominam. O que não deveria acontecer. Estamos em q século mesmo? Muito lindas!!! Felicidades. Congratulations, Ladies. Be good!!! Take care yourselfs

Anônimo disse...

Gente, atualizem a notícia. Uma delas já morreu faz um tempo....

Anônimo disse...

Chorei de emoção, lendo a história delas!!! Amor de verdade, sincero, puro e uma não fica sem a outra. São almas gêmeas, que se amam e são felizes, uma aceitando a outra do jeitinho que a outra é. Desejo total felicidade à elas, muita saúde, paz e que o lindo exemplo de união delas, motive outras pessoas, homens, mulheres, homo e heterossexuais, a valorizar o parceiro ou a parceira, a superar obstáculos, porque viver junto à alguém é isso: superar tudo, em união, por causa do amor. Que Jesus abençoe as duas cada vez mais, com tudo de bom!

Anônimo disse...

Na realidade o sentimento-amor não tem idade.
Que exemplo lindo onde o amor vingou como uma planta centenária.
Parabéns à duas

TAMARA disse...

Essa história de vida e muito linda espero que eu consiga ficar por muito tempo também com o amor da minha vida...

Raphael Cruz Rodrigues disse...

Diferente, e curioso...

Denise Tulla disse...

Muito bacana a historia.Tambem tenho uma vida incomum, vivo 11anos com minha companheira.

Denise Tulla disse...

Adorei a historia

Marilene carvalho disse...

AFINAL, UMA DELAS MORREU OU NÃO MORREU?
como saberemos?

Julia Leal disse...

Gente, a reportagem é de 2011, pode ter morrido sim nesse tempo.. mas, sei lá '-' kkk
MAS, lindas as duas! 70 anos não é brincadeira haha Será um exemplo para q eu siga com a pessoa q amo *-*

Marcador Em Destaques