Visto no Gay1A nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann é considerada pelos seus pares e pela oposição como uma política de linha dura e muito rígida em suas decisões. Por conta disso já é chamada de a "Dilma da Dilma". Nas suas primeiras aparições na mídia nacional - que se deu por conta de sua beleza, algo que ela refuta - a nova ministra realmente se revelou rígida e até mesmo conservadora em temas como o aborto e a criminalização da homofobia.
Em suas declarações, a ministra disse que é preciso trabalhar para criminalizar a postura de "gente como o Bolsonaro, que sai pelas ruas espalhando o preconceito", mas não interferir na liberdade de culto. Para Hoffmann, ainda vivemos numa sociedade estruturada nos valores religiosos e que não é possível mudar de uma hora para a outra a base social.
No entanto, Hoffmann ressaltou que é preciso lutar contra a homofobia e que apoia o PLC 122, mas com ressalvas. A ministra declarou que a sociedade não pode ser tolerante frente ao preconceito e a discriminação. Sobre o aborto, a ministra disse que é contra a descriminalização da prática.
Assim como muitos do atual Executivo, Gleisi Hoffmann é reticente sobre os temas do aborto e da criminalização da homofobia, pesa também o fato de que a senadora se recusou a assinar e a integrar a Frente Parlamentar LGBT do Congresso Nacional.
Apesar dos dois fatos negativos no que diz respeito à comunidade LGBT e às mulheres, parte dos ativistas gays do Brasil já declarou considerar um avanço e um bom sinal a substituição de Palocci por Hoffmann. Enfatiza-se que, em um país tão machista e homofóbico como o Brasil, é um avanço ter duas mulheres como as principais mandatárias.
NOTA DO HOMORREALIDADE:
Gleisi Hoffmann transita extremamente bem na base católica e evangélica do Congresso porque PENSA exatamente como eles.
Antes de se envolver com a militância estudantil, queria ser freira. Mas seus pais não concordaram com a vontade da filha e então ela entrou para o centro estudantil do colégio católico que estudava. Logo depois ela entrou no PC do B do Paraná. Optou pelo PT em 1989.
Sua boa relação com parlamentares católicos e evangélicos foi uma das credenciais que levaram a Senadora ao cargo de Ministra-Chefe da Casa Civil, já que boa parte da crise atual do Governo partiu exatamente dos parlamentares da Frente Evangélica.
A situação piora consideravelmente para os LGBTTs nesse governo Conservador e Reacionário.
2 comentários:
Alguem precisa explicar a nova ministra que sair com um megafone na rua dizendo que os outros são "pecadores", que "Vão pro Inferno", fazendo pregações, muitas das vezes extrapolando o limite de volume de som permitido. Tentar "curar" os outros de uma doença que não existe, não é "liberdade de culto". è atentado a moral de outrem e pratica ilegal de medicina
"O PLC 122 é um projeto muito polêmico", diz a ministra.
Mas é claro que é polêmico! Se não fosse polêmico, não haveria necessidade de sua existência. Ou alguem acredita que a cultura de discriminação, humilhação, violência e morte aos LGBTTs é bobagem?
Justamente por essa polêmica (essa visão que insiste em se perpetuar) é que LGBTTs são assassinados, espancados, violentados, mutilados, torturados, escorraçados, humilhados, segregados.
E é justamente essa cultura que aqueles e aquelas pessoas comprometidas com os direitos humanos desejam ver superada.
Como reza a Constituição da República, todos são iguais perante a lei, vedadas as discriminações - seja por qual motivo for.
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