31/01/11

Jovens denunciam novo caso de agressão na região da avenida Paulista em SP

A agressão teria sido motivada mais uma vez pelo preconceito contra homossexuais. Dois jovens foram atacados por um grupo de agressores ao saírem de uma casa noturna na região central de São Paulo. Os autores da violência conseguiram fugir. Em pouco mais de dois meses foram registrados, pelo menos, cinco ataques a homossexuais na região da avenida Paulista.

Visto no R7

Grandes Pintores e suas homossexualidades!


Pintores e artistas plásticos de um modo geral são, com certeza, grandes referências de contestação social desde que os tempos são tempos. Nessa postagem queremos evidenciar um pouco da história de alguns pintores que tiveram relações homoafetivas ao longo de suas vidas ou que foram considerados gays, lésbicas ou bissexuais por seus estudiosos. Nem todos lidavam bem com essa condição, mas se tornaram grandes personalidades da arte e, consequentemente, contribuem para a visibilidade da questão LBGT. Eles são o exemplo de que lésbicas, gays e bissexuais contribuíram e continuam contribuindo para o desenvolvimento da nossa cultura e evolução da humanidade. É claro que nossa lista é resumida, focada apenas em alguns dos mais famosos, pois certamente inúmeros outros existiram e continuarão existindo.

Leonardo Da Vinci – (Italiano, 1452 - 1519)
Um dos maiores gênios da história, Leonardo da Vinci mantinha sua vida privada em segredo, mas sua sexualidade sempre foi alvo de estudos, análises e especulações, especialmente a partir de Sigmund Freud. Em 1476, da Vinci foi acusado de sodomia — nesta época relações homossexuais eram crime em Florença. Ele e mais três jovens do ateliê onde trabalhava teriam mantido relações com um prostituto chamado Jacopo Saltarelli. No entanto, por falta de provas, a acusação de sodomia foi arquivada. Anos mais tarde, em 1490, Giacomo Salaï, um jovem florentino, passou a morar com o pintor, reacendendo em Florença os boatos sobre sua homossexualidade. A relação foi se fragmentando por conta de contravenções do pupilo. Outro discípulo do artista, o conde Francesco Melzi, filho de um aristocrata da Lombardia, foi igualmente acolhido por Da Vinci em 1506. Melzi, estudante predileto de Leonardo, viajou com o tutor para a França, onde esteve ao seu lado durante todo o fim de sua vida. Com a morte de Da Vinci, Melzi herdou as coleções, manuscritos e obras artísticas e científicas de Leonardo, patrimônio que ele administrou fielmente a partir de então. Para alguns cientistas, a homossexualidade de Da Vinci estaria expressa na Mona Lisa, quadro que, segundo eles, seria um auto-retrato feminino do pintor.



Michelangelo - (Italiano, 1475 - 1564)
Pintor, escultor, poeta e arquiteto renascentista, Michelangelo nunca se casou e hoje existe praticamente um consenso que tenha sido homossexual, mesmo com a negação de seus primeiros biógrafos. Há indícios que o artista teve casos amorosos concretos com vários jovens como Cecchino dei Bracci, para quem desenhou o túmulo, e Giovanni da Pistoia, que conheceu enquanto trabalhava no teto da Capela Sistina e para quem escreveu alguns sonetos. No entanto, nenhuma prova concludente se encontrou sobre relacionamentos concretos. É bastante possível que o próprio Michelangelo tenha reprimido sua sexualidade ao longo da vida, tornando seus amores quase platônicos. Entre todas as histórias, quem ocupou o maior lugar em seus pensamentos foi Tommaso dei Cavalieri, um patrício amante das artes. Cavalieri era um jovem de 17 anos de idade, descrito como calmo e despretensioso, de fina inteligência e educação, e uma beleza incomparável. Michelangelo escreveu cerca de quarenta poemas para ele e também o presenteou com desenhos. Cavalieri foi o único que teve um retrato pintado pelo artista, numa obra infelizmente perdida. Entre os desenhos que Michelangelo deu a Tommaso estão “Rapto de Ganimedes”, a “Queda de Phaeton”, a “Punição de Tytus” e “Bacanal de crianças”, cujos temas são sugestivos e até polêmicos.


Caravaggio (Italiano, 1571 – 1610)
Pintor que deu origem ao estilo barroco, Michelangelo Merisi da Caravaggio era considerado um homem enigmático, fascinante, perigoso e um bissexual que não lidava bem com sua atração por homens. Uma das personalidades mais fascinantes da história da arte, destacou-se como o mais vigoroso e influente pintor do século XVII. Dono de um temperamento agitado, envolveu-se numa série de atos de violência. Caravaggio conquistou fama com pouco mais de 30 anos, época em que seu traço vigoroso e o uso dramático do claro-escuro criaram um novo estilo. Embora tenha se envolvido com prostitutas, há indícios que o pintor viveu vários relacionamentos homossexuais. Durante sua curta carreira, Caravaggio foi apoiado pelo Cardeal Del Monte, clérigo rico e sofisticado, colecionador de arte e patrono oficial da escola dos pintores de Roma. O cardeal recebeu o pintor em sua casa, oferecendo-lhe alojamento, alimentação e uma pensão regular. Em troca, Caravaggio pintou uma série de quadros de jovens efeminados, pois Del Monte demonstrava gostar de rapazes. Caravaggio parecia compartilhar desse gosto, o que foi evidenciado em vários de seus trabalhos. Os corpos masculinos parcialmente ou totalmente desnudos retratados em sua obra são indícios para essa teoria. Acumulando inimigos, o pintor foi acusado de homicídio e teve de fugir de Roma no auge da carreira, vivendo como um nômade até a morte.


Salvador Dalí (Espanhol, 1904 - 1989)
Pintor, desenhista, fotógrafo e escultor, Salvador Dalí foi um importante artista catalão conhecido pelo seu trabalho de aspecto surrealista. Jovem, ele freqüentou a “Residência de Estudantes” em Madri, onde conheceu o poeta Federico García Lorca, com quem manteve uma amizade especial com muitos elementos de paixão. Essa relação, que pode ter sido a primeira experiência homoafetiva de Dalí, foi negada pelo artista até pouco tempo antes de sua morte, mas não foi a única. No livro "Sexo, Surrealismo, Dalí e Eu", o escritor britânico Clifford Thurlow descreve a intimidade de Dalí a partir dos relatos do pintor e bailarino colombiano Carlos Lozano, que conheceu o artista em Paris, em 1969, e foi amigo íntimo de Dalí até sua morte. Segundo Lozano, Dalí era totalmente homossexual e sempre ocultou isso. Ele viveu durante toda sua vida uma espécie de tormento que o levou a pensar em sexo além da conta.


Frida Kahlo (Mexicana, 1907-1954)
A vida de Frida Kahlo foi um tumulto desde o princípio: aos seis anos contraiu poliomielite e isso a deixou capengando de uma perna. Sofreu um acidente ao sair da adolescência, em um ônibus, onde além de fraturas generalizadas, foi perfurada por uma barra de ferro que entrou pela bacia e saiu pela vagina. Sofreu dezenas de cirurgias ao longo da vida, tendo uma saúde sempre frágil. Depois do acidente, Frida recebeu da mãe material de pintura. Como não podia levantar-se, olhava para si mesma, na cama, através de um espelho e assim começou a pintar auto-retratos, adotando estilo surrealista e primitivista, inspirados na arte popular de seu país. Era bissexual e casou-se aos 21 anos com Diego Rivera. O casamento foi tumultuado, visto que ambos tinham temperamentos fortes e casos extraconjugais. Rivera aceitava abertamente os relacionamentos de Kahlo com mulheres, embora não aceitasse seus casos com homens. Frida descobre que Rivera mantinha um relacionamento com sua irmã mais nova, Cristina. Separam-se, mas em 1940 unem-se novamente, mas os conflitos continuaram. Apesar de certa liberdade sexual para a época, a artista acumulou tentativas de suicídio com facas e martelos. Alguns anos depois, não se sabe se por suicídio ou por complicações de uma forte pneumonia, ele acabou sendo encontrada morta.



Andy Warhol (Americano, 1928-1987)
O artista multimídia Warhol se impôs como um dos nomes mais influentes na segunda metade do século XX, sendo um dos marcos da Pop Art – movimento que extraía seus temas da cultura de massa americana. Entre as obras mais famosas estão os retratos de Marilyn Monroe, feitos logo após a morte da atriz (uma sequencia de fotos com várias cores sugerindo que a musa tinha muitas matizes, mas estava presa numa imagem só). Gay assumido, Warhol circulava ao lado de socialites em discotecas e restaurantes e aguçava a curiosidade da imprensa com suas perucas e os excessos de festas na Factory, seu estúdio em Nova York. Por conta de suas excentricidades, acumulou fãs que não se interessavam tanto por suas obra, mas sim pela vida do artista. Em 1968, Warhol levou dois tiros de uma feminista extremada chamada Valerie Solanas – que defendia nada menos do que o extermínio dos homens. O artista chegou a ser dado como clinicamente morto, mas sobreviveu graças a uma ressuscitação artificial. Após esse fato, mudou um pouco seu estilo de vida e suas obras. Um dos seus trabalhos mais comentados após esse período foi a série de duas mil imagens de Mao Tsé-tung, o ditador da China comunista, retratado com batom e lápis nos olhos.

Ricky Martin em entrevista para o Fantástico



Neste domingo, dia 30/01, o astro pop falou da polêmica acerca de sua homossexualidade e sobre os filhos gêmeos.

30/01/11

Integrante do New Kids on the Block assume ser homossexual


Jonathan Knight (primeiro à direita na foto), um dos integrantes do grupo New Kids on the Block, assumiu ser homossexual, afirma o site Entertainment Weekly.Segundo o site, Knight contou ser homossexual em uma mensagem postada em uma sessão exclusiva aos fãs no site oficial da banda.A mensagem foi uma resposta à repercussão provocada por uma declaração recente da cantora Tiffany, que contou em uma entrevista na TV ter saído com Knight algum tempo durante os anos 1990 até descobrir que ele é gay.

"Eu não fui 'revelado' por ninguém além de mim mesmo. Eu fiz isso vinte anos atrás e nunca achei que teria que fazer isso de novo", escreveu Jonathan no site do NKOTB."Eu tenho vivido minha vida de forma muito aberta e nunca escondi o fato de eu ser gay. Mas aparentemente o pré-requisito para ser uma figura pública gay é aparecer na capa de uma revista com a frase 'Eu sou gay'", criticou.

Visto no Notícias UOL

Leonardo Miggiorin diz que frequentou festas gays para papel na novela das nove

Por Regina Rito Direto do Rio de Janeiro

Leonardo Miggiorin está arrasando como Roni, o gay afetado e divertido que faz dupla com Deborah Secco, a Natalie, em Insensato Coração. Solteiro, aos 29 anos, e com várias novelas no currículo, Miggiorin é a favor do beijo entre pessoas do mesmo sexo na TV: "Será o próximo passo, mas não acho que tenha que ter pressa para rolar. No momento certo, vai acontecer". Além de atuar, Leonardo também canta. Ele é vocalista da banda Vista e, agora, começa a escrever suas próprias composições. Em entrevista, ele conta que foi a uma festa GLS como parte da pesquisa para o personagem, diz que já recebeu cantada de homem e muito mais.

Em quem se inspirou para fazer o Roni?

Não foi em alguém específico. Vi vários filmes e documentários, pesquisei vídeos na Internet e também fui conversar com promoters que conheço.

É a favor do beijo gay na TV?

Particularmente, não vejo problema. Mas, entendo que a televisão aberta no Brasil dialoga com grandes massas, com o senso comum. É essa massa que dita a audiência de um programa de TV e consequentemente seu sucesso. Por isso, acho que poderia assustar um pouco. Mas, tudo que é diferente do que estamos acostumados choca no início e, com o tempo, torna-se menos polêmico.

Gostaria de protagonizá-lo?

Sou ator e, portanto, estou à disposição do que o autor propõe para o personagem.

Acha que o público está preparado para ver essa cena?

Sei que ainda há muito preconceito, mas a questão da homossexualidade já não é mais um grande tabu no Brasil. Nos últimos anos vemos cada vez mais personagens gays nas produções e isso faz com que o assunto se torne menos chocante. O beijo será o próximo passo, mas não acho que tenha que ter pressa para rolar. No momento certo, vai acontecer.

Fez que tipo de laboratório para compor o personagem?

Fui a algumas festas e conversei com os organizadores. Prestei atenção em como se produz uma festa, desde a etapa do conceito até a recepção dos convidados. Pesquisei a função e como se sente um profissional desta área. As responsabilidades, os pontos fracos, os anseios e as dificuldades. É um mundo ao qual estava familiarizado, uma vez que nós atores somos sempre convidados para festas, eventos e trabalhos.

Foi a alguma boate gay? O que achou?

Fui a uma festa GLS. É divertido. Como para qualquer outro papel, observo. Na festa, busquei gírias e trejeitos.

Os gays têm sido alvo de muita violência. O que precisa ser feito para mudar essa realidade?
Acredito que só com a educação este quadro poderá ser revertido. A teledramaturgia, por exemplo, tem a função de levar o assunto para a casa das pessoas, mas isso não basta. É necessário discutir na escola, em casa, educar, lutar pela igualdade do ser humano em sua totalidade¿.

Tem medo de ser agredido nas ruas por alguém que confunda você com o Roni?

Já ouvimos histórias de atores interpretando vilões que foram agredidos na rua. Receio que as pessoas radicais em suas convicções possam atrapalhar a discussão e as conquistas que a sociedade teve ao longo desses anos. Mas o meu trabalho não muda. E o Roni é um personagem maravilhoso. Estou muito orgulhoso.

Já sentiu algum tipo de preconceito por interpretar um gay?
Não, e se existe, é preconceito velado. Recebo mensagens carinhosas o tempo todo.

Como tem sido a reação do público?

Ótima! Aumentou o assédio, naturalmente. Crianças, mulheres, homens de todas as idades vêm tirar foto e cumprimentar. O público parece gostar de personagens mais cômicos.

Rola uma química muito boa entre você e Deborah Secco. Como é essa parceria dentro e fora de cena?

A Deborah me recebeu de braços abertos. Conversamos sobre as cenas, sobre a verossimilhança dos personagens com a vida real, sobre tudo. Ela é divertidíssima e muito disciplinada. Estou aprendendo muito com ela!.

Já recebeu cantada de homem? Como reagiu?

Já aconteceu (risos). Levo numa boa.

O que acha de figuras públicas, como Ricky Martin, assumirem publicamente sua homossexualidade?

Acho importante a questão da homossexualidade ser tratada cada vez com mais naturalidade por pessoas públicas de qualquer que seja a área, como a TV, o cinema, o esporte, a política, etc. Isso ajuda a desmitificar o assunto. Não acho que ele devesse explicações sobre isso, mas, já que ele diz que se sentiria melhor contando, acho ótimo que o tenha feito.

Gilberto Braga já afirmou que prejudica a imagem do ator revelar que é gay. Você concorda?

Ser gay, negro, branco não deveria ser mais importante que o seu trabalho ou a qualidade dele.

É a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo?
Com certeza. Todo mundo tem mais é que ser feliz. É um direito.

Se te convidassem, posaria nu?
Não!
Visto no Terra

Assine petição a favor de material contra homofobia na escolas

Texto: Welton Trindade

Você é importante para que o Brasil tenha uma educação que respeite a diversidade de orientação sexual e identidade de gênero. Está sendo feito, na internet, um abaixo-assinado de apoio à proposta do Ministério da Educação de distribuir materiais educativos contra a homofobia para as escolas.

A movimentação é uma tentativa de barrar a pressão de líderes religiosos que estão agindo contra o material. Dentre os argumentos baixos e sem fundamento, eles dizem que os vídeos e livros do kit vão fazer as crianças virarem homossexuais. Assine a petição aqui e lamente que nenhum vídeo tenha a capacidade fazer algumas pessoas virarem respeitosas e humanas!
Visto no Parou tudo

Mais de 1.200 homossexuais se casaram na Cidade do México em 2010

Mais de 1.200 pessoas se casaram com uma pessoa do mesmo sexo na Cidade do México em 2010, depois de ter entrado em vigor em março uma reforma que permite este tipo de união, informou o Governo do Distrito Federal nesta terça-feira.

A fonte detalhou que das 612 uniões civis entre homossexuais, 318 foram casais de homens e 294, de mulheres.

De acordo com o Governo da Cidade do México, a reforma também beneficiou casais homossexuais de outros países.

Dos 60 estrangeiros que se casaram na capital mexicana, há pessoas do Brasil, Romênia, Espanha, Itália, França, Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Panamá, Venezuela, Filipinas, Argentina, Áustria, Irlanda, Cuba e Colômbia, informou a fonte.

Nesse caso particular, foram 44 homens e 16 mulheres.

Pela estatística, a maior parte dos homossexuais que contraíram matrimônio em 2010 tem entre 31 e 40 anos, com um total de 405 registros; seguidos por pessoas com idades entre 21 e 30 anos, com 376 casos.

Há o registro de um casal com uma pessoa de 81 anos e outra de 90.


Visto no G1

Empresa mexicana lança cervejas para público gay


A Cervejaria mexicana Minerva lançou dois produtos voltados ao público LGBT. "Salamandra" e "Purple Hand Beer" tem mel orgânico como base e o primeiro lote foi um sucesso. Outros países já estariam interessados em comercializar o produto que teve o lançamento há duas semanas e esgotou as 500 caixas produzidas. A empresa pretende ainda produzir vinhos em 2012 para o mesmo público.

"Foi um grande desafio, nos falaram que foi muita coragem desenvolver a única bebida no mundo exclusivamente para este setor", disse o porta voz da empresa para um jornal mexicano. "Purple Hand" (mão roxa) é uma referência a um protesto contra a homofobia em São Francisco, no Halloween de 1969, quando os participantes pintaram as mãos com tintas desta cor. A bebida teria sabor adocicado e aroma doce e frutado. A empresa calcula que o mercado gay movimente cerca de US$ 8 bilhões (quase R$ 13,5 bilhões) no país.

Homossexualidade na antiguidade

Por Carlos Alexandre Neves Lima

As vezes me ressinto da lacuna que deixo neste blog, então pensei que nada mais justo reproduzir aquilo que entendo ser interessante e que contribuirá para refletir sobre o tratamento atual que é dispensado aos LGBTs pela sociedade.

A história ajuda a explicar. Então segue aqui uma matéria publicada na História Abril , sobre a História da Homossexualidade na Antiguidade, com texto de Humberto Rodrigues e Cláudia de Castro Lima:

"Na Antiguidade, ninguém saía dizendo por aí que fulano era gay, mesmo que fosse. Por milhares de anos, o amor entre iguais era tão comum que não existia nem o conceito de homossexualidade.

A união civil entre pessoas do mesmo sexo pode parecer algo bastante recente, coisa de gente moderna. Apenas em 1989 a Dinamarca abraçou a causa – foi o primeiro país a fazer isso. Hoje, o casamento gay está amparado na lei de 21 nações. Essa marcha, porém, de nova não tem nada. Sua história retoma um tempo em que não havia necessidade de distinguir o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo – para os povos antigos, o conceito de homossexualidade simplesmente não existia.

As tribos das ilhas de Nova Guiné, Fiji e Salomão, no oceano Pacífico, cerca de 10 mil anos atrás já exercitavam algumas formas de homossexualidade ritual. Os melanésios acreditavam que o conhecimento sagrado só poderia ser transmitido por meio do coito entre duplas do mesmo sexo. No rito, um homem travestido representava um espírito dotado de grande alegria – e seus trejeitos não eram muito diferentes dos de um show de drag queens atual.

Um dos mais antigos e importantes conjuntos de leis do mundo, elaborado pelo imperador Hammurabi na antiga Mesopotâmia em cerca de 1750 a.C., contém alguns privilégios que deveriam ser dados aos prostitutos e às prostitutas que participavam dos cultos religiosos. Eles eram sagrados e tinham relações com os homens devotos dentro dos templos da Mesopotâmia, Fenícia, Egito, Sicília e Índia, entre outros lugares. Herdeiras do Código de Hammurabi, as leis hititas chegam a reconhecer uniões entre pessoas do mesmo sexo . E olha que isso foi há mais de 3 mil anos.

Na Grécia e na Roma da Antiguidade, era absolutamente normal um homem mais velho ter relações sexuais com um mais jovem. O filósofo grego Sócrates (469-399), adepto do amor homossexual, pregava que o coito anal era a melhor forma de inspiração – e o sexo heterossexual, por sua vez, servia apenas para procriar. Para a educação dos jovens atenienses, esperava-se que os adolescentes aceitassem a amizade e os laços de amor com homens mais velhos, para absorver suas virtudes e seus conhecimentos de filosofia. Após os 12 anos, desde que o garoto concordasse, transformava-se em um parceiro passivo até por volta dos 18 anos, com a aprovação de sua família. Normalmente, aos 25 tornava-se um homem – e aí esperava-se que assumisse o papel ativo.

Entre os romanos, os ideais amorosos eram equivalentes aos dos gregos. A pederastia (relação entre um homem adulto e um rapaz mais jovem) era encarada como um sentimento puro. No entanto, se a ordem fosse subvertida e um homem mais velho mantivesse relações sexuais com outro, estava estabelecida sua desgraça – os adultos passivos eram encarados com desprezo por toda a sociedade, a ponto de o sujeito ser impedido de exercer cargos públicos.

Boa parte do modo como os povos da Antiguidade encaravam o amor entre pessoas do mesmo sexo pode ser explicada – ou, ao menos, entendida – se levarmos em conta suas crenças. Na mitologia grega, romana ou entre os deuses hindus e babilônios, por exemplo, a homossexualidade existia. Muitos deuses antigos não têm sexo definido. Alguns, como o popularíssimo hindu Ganesh, da fortuna, teriam até mesmo nascido de uma relação entre duas divindades femininas. Não é nada difícil perceber que, na Antiguidade, o sexo não tinha como objetivo exclusivo a procriação. Isso começou a mudar, porém, com o advento do cristianismo.

Sexo para procriar

O judaísmo já pregava que as relações sexuais tinham como único fim a máxima exigida por Deus: “Crescei e multiplicai-vos”. Até o início do século 4, essa idéia, porém, ficou restrita à comunidade judaica e aos poucos cristãos que existiam. Nessa época, o imperador romano Constantino converteu-se à fé cristã – e, na seqüência, o cristianismo tornou-se obrigatório no maior império do mundo. Como o sexo passou a ser encarado apenas como forma de gerar filhos, a homossexualidade virou algo antinatural. Data de 390, do reinado de Teodósio, o Grande, o primeiro registro de um castigo corporal aplicado em gays.

O primeiro texto de lei proibindo sem reservas a homossexualidade foi promulgado mais tarde, em 533, pelo imperador cristão Justiniano. Ele vinculou todas as relações homossexuais ao adultério – para o qual se previa a pena de morte. Mais tarde, em 538 e 544, outras leis obrigavam os homossexuais a arrepender-se de seus pecados e fazer penitência. O nascimento e a expansão do islamismo, a partir do século 7, junto com a força cristã, reforçaram a teoria do sexo para procriação.

Durante muito tempo, até meados do século 14, no entanto, embora a fé condenasse os prazeres da carne, na prática os costumes permaneciam os mesmos. A Igreja viu-se, a partir daí, diante de uma série de crises. Os católicos assistiram horrorizados à conversão ao protestantismo de diversas pessoas após a Reforma de Lutero. E, com o humanismo renascentista, os valores clássicos – e, assim, o gosto dos antigos pela forma masculina – voltaram à tona. Pintores, escritores, dramaturgos e poetas celebravam o amor entre homens. Além disso, entre a nobreza, que costumava ditar moda, a homossexualidade sempre correu solta. E, o mais importante, sem censura alguma – ficaram notórios os casos homossexuais de monarcas como o inglês Ricardo Coração de Leão (1157-1199).

No curto intervalo entre 1347 e 1351, a peste negra assolou a Europa e matou 25 milhões de pessoas. Como ninguém sabia a causa da doença, a especulação ultrapassava os limites da saúde pública e alcançava os costumes. O “pecado” em que viviam os homens passou a ser apontado como a causa dela e de diversas outras catástrofes, como fomes e guerras. Judeus, hereges e sodomitas tornaram-se a causa dos males da sociedade. Não havia outra solução a não ser a erradicação desses grupos. Medidas enérgicas foram tomadas. Em Florença, por exemplo, a sodomia foi proibida em 1432, com a criação dos Ufficiali di Notte (agentes da noite). O resultado? Setenta anos de perseguição aos homens que mantinham relações com outros. Entre 1432 e 1502, mais de 17 mil foram incriminados e 3 mil condenados por sodomia, numa população de 40 mil habitantes.

Leis duras foram estabelecidas em vários outros países europeus. Na Inglaterra, o século 19 começou com o enforcamento de vários cidadãos acusados de sodomia. E, entre 1800 e 1834, 80 homens foram mortos. Apenas em 1861 o país aboliu a pena de morte para os atos de sodomia, substituindo-a por uma pena de dez anos de trabalhos forçados.

Ciência maluca

Outro tratamento nada usual foi destinado tanto à homossexualidade quanto à ninfomania feminina: a lobotomia. Desenvolvida pelo neurocirurgião português António Egas Moniz, que chegou a ganhar o prêmio Nobel de Medicina de 1949 por isso, ela consistia em uma técnica cirúrgica que cortava um pedaço do cérebro dos doentes psiquiátricos, mais precisamente nervos do córtex pré-frontal. Na Suécia, 3 mil gays foram lobotomizados. Na Dinamarca, 3500 – a última cirurgia foi em 1981. Nos Estados Unidos, cidadãos portadores de “disfunções sexuais” lobotomizados chegaram às dezenas de milhares. O tratamento médico era empregado porque a homossexualidade passou a ser vista como uma doença, uma espécie de defeito genético.

A preocupação científica com os gays começou no século 19. A expressão “homossexual” foi criada em 1848, pelo psicólogo alemão Karoly Maria Benkert. Sua definição para o termo: “Além do impulso sexual normal dos homens e das mulheres, a natureza, do seu modo soberano, dotou à nascença certos indivíduos masculinos e femininos do impulso homossexual (...). Esse impulso cria de antemão uma aversão direta ao sexo oposto”. Em 1897, o inglês Havelock Ellis publicou o primeiro livro médico sobre homossexualismo em inglês, Sexual Inversion (“Inversão sexual”, inédito no Brasil). Como muitos da época, ele defendia a idéia de que a homossexualidade era congênita e hereditária. A opinião científica, médica e psiquiátrica vigente era de que a homossexualidade era uma doença resultante de anormalidade genética associada a problemas mentais na família. A teoria, junto das idéias emergentes sobre pureza racial e eugenismo nos anos 1930, torna fácil entender por que a lobotomia foi indicada para os homossexuais.

A situação só começou a mudar no fim do século passado, quando a discussão passou a se libertar de estigmas. Em 1979, a Associação Americana de Psiquiatria finalmente tirou a homossexualidade de sua lista oficial de doenças mentais. Na mesma época, o advento da aids teve um resultado ambíguo para os homossexuais. Embora tenha ressuscitado o preconceito, já que a doença foi associada aos gays a princípio, também fez com que muitos deles viessem à tona, sem medo de mostrar a cara, para reivindicar seus direitos. Durante os anos 80 e 90, a maioria dos países desenvolvidos descriminalizou a homossexualidade e proibiu a discriminação contra gays e lésbicas. Em 2004, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos invalidou todas as leis estaduais que ainda proibiam a sodomia.

“Em toda a história e em todo o mundo a homossexualidade tem sido um componente da vida humana”, escreveu William Naphy, diretor do colégio de Teologia, História e Filosofia da Universidade de Aberdeen, Reino Unido, em Born to Be Gay – História da Homossexualidade. “Nesse sentido, não pode ser considerada antinatural ou anormal. Não há dúvida de que a homossexualidade é e sempre foi menos comum do que a heterossexualidade. No entanto, a homossexualidade é claramente uma característica muito real da espécie humana.” Para muitos, ainda hoje sair do armário continua sendo uma questão de tempo. As portas, no entanto, vêm sendo abertas desde a Antiguidade.

Este armário não te pertence

Personalidades que não escondiam suas preferências
O que tinham em comum pessoas como os imperadores Adriano e Nero, o filósofo Sócrates, o artista e inventor Leonardo da Vinci? Todos eles mantiveram relações sexuais com pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade experimentou ao longo da história da humanidade diversos altos e baixos. De comportamento absolutamente natural, passou a ser “pecado” e até a ser crime. Aqui, algumas histórias de personalidades que amaram seus iguais.

Alexandre, o Grande

O conquistador Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), também foi conquistado. Seu amante era Hefastião, seu braço direito e ocupante de um importante posto no Exército. Quando ele morreu de febre, na volta de uma campanha na Índia, Alexandre caiu em desespero: ficou sem comer e beber por vários dias. Mandou proporcionar a seu amado um funeral majestoso: os preparativos foram tantos que a cerimônia só pôde ser realizada seis meses depois da morte. Alexandre fez questão de dirigir a carruagem fúnebre, decretando luto oficial em seu reino.

Júlio César

O romano Suetônio escreveu em seu As Vidas dos Doze Césares, livro do século 2, sobre os hábitos dos governantes do fim da república e do começo do Império Romano. Dos 12, só um deles, Cláudio, nunca teve relações homossexuais. O mais famoso, Júlio César (100-44 a.C.), teve aos 19 anos um relacionamento com o rei Nicomedes – César era o passivo. Entre todos os romanos, os mais excêntricos foram Calígula (12-41 d.C.) e Nero (37-68). O primeiro obrigava súditos a beijar seu pênis. O segundo teve dois maridos e manteve relações com a própria mãe.

Maria Antonieta

Segundo William Naphy no livro Born to Be Gay, havia um “reconhecimento generalizado da bissexualidade” da rainha da França Maria Antonieta (1755-1793). O escritor inglês Heste Thrale-Piozzi escreveu, em 1789, que a monarca encontrava-se “à cabeça de um grupo de monstros que se conhecem uns aos outros por safistas” – ou seja, lésbicas.

Ricardo Coração de Leão

As aventuras homossexuais do rei inglês Ricardo I (1157-1199) eram notórias na época. Um de seus casos, quando ele ainda era duque de Aquitânia, foi com outro nobre, Filipe II, rei da França. Uma crônica da época afirma: “Comiam os dois todos os dias à mesma mesa e do mesmo prato, e à noite as suas camas não os separavam. E o rei da França amava-o como à própria alma”. Outros monarcas europeus, como Henrique III da França (1551-1589) e Jaime IV da Escócia e I da Inglaterra (1566-1625), também tiveram vários amantes do mesmo sexo.

Oscar Wilde

O dramaturgo inglês (1854-1900) casou-se e teve dois filhos, mas também teve vários casos com homens. A relação mais marcante foi com o lorde Alfred Douglas, com quem mantinha o hábito de procurar jovens operários para o sexo. O pai do amante, o marquês de Queensberry, acusou Wilde de ser sodomita. O escritor processou o nobre por difamação – e arruinou-se. Foram três julgamentos, e o marquês juntara provas de sodomia contra ele. Wilde foi condenado a dois anos de trabalhos forçados. Na prisão, definhou – e morreu pouco tempo após deixar a cadeia.

Amor na ilha de Lesbos

Há muito pouco registro do lesbianismo até o século 18

O historiador romano Plutarco dizia, no século 1, que na cidade grega de Esparta todas as melhores mulheres amavam garotas. Apesar disso, há muito pouco registro sobre o lesbianismo até pelo menos o século 18. Os termos “lesbianismo” e “lésbica”, aliás, têm origem na ilha grega de Lesbos, no mar Egeu, local de nascimento da poetisa Safo (610-580 a.C.) – seu nome originou a palavra “safismo”. Embora os livros de Safo tenham sido queimados por ordem de Gregório de Nazianzus, bispo de Constantinopla, cerca de 200 fragmentos resistiram ao tempo e ao cristianismo. Os poemas revelam uma paixão exuberante ao amor feminino, o que faz crer que a autora tenha partilhado desse sentimento. É impossível, no entanto, afirmar se a autora realmente amou as mulheres que enaltece em seus poemas – ou se era apenas uma questão de estilo. Um dos primeiros códigos legais a fazer menção ao homossexualismo feminino é um francês de 1270. Ele estabelecia que o homem que mantivesse relação homossexual deveria ser castrado e, se reincidente, morto. E também que uma mulher que tivesse relações com outra mulher perderia o “membro” se fosse pega. Que “membro” seria cortado, porém, o código não especifica.

Saiba mais

Livros
Born to Be Gay – História da Homossexualidade, William Naphy, Edições 70, 2006
No livro, o autor faz um profundo estudo da homossexualidade desde a Antiguidade.
O Amor Entre Iguais, Humberto Rodrigues, Mythos, 2004"
Lido no super Blog Direitos Fundamentais LGBT

Rio sediará primeiro Congresso Nacional de Direito Homoafetivo


Nos dias 23, 24 e 25 de março de 2011, o Rio de Janeiro vai sediar o primeiro Congresso Nacional de Direito Homoafetivo, coordenado pela Dra. Maria Berenice Dias.

O evento conta com os apoios do IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Família - através de sua Comissão da Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo, da OAB/RJ, e das diversas Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil, através de seus Grupos de Trabalho e Comissões de Diversidade Sexual e Combate à Homofobia.

O Direito Homoafetivo tem se desenvolvido como um novo ramo do Direito, com todo um arcabouço de proteção Jurídica que passa pelas relações familiares, de direito pessoal, sucessório, previdenciário, criminal, entre outras. Tudo estará na pauta do Congresso, segundo a organização do evento.

Será uma ótima oportunidade para discutir as questões mais relevantes para a comunidade LGBT, como a proteção do direito à família homoafetiva, a criminalização da homofobia e a implicação jurídica da transexualidade.

O Congresso será realizado no Centro de Convenções da Firjan (Av.Graça Aranha, 01 - Centro, Rio de Janeiro). A programação completa está disponível no site do congresso.

http://www.congressodirhomoafetivo.net/

29/01/11

Jovens são condenados à prisão por matar homossexual em Londres

DA BBC BRASIL

Dois jovens que espancaram um homem homossexual em uma praça no centro de Londres em 2009 receberam penas de seis e sete anos anos de prisão.

Ian Baynham, 62, foi atacado na Trafalgar Square em setembro de 2009 e morreu 18 dias depois.

Ele recebeu socos de Joel Alexander, 20, e foi pisoteado várias vezes pela então adolescente Ruby Thomas, 19, enquanto estava inconsciente, no chão.

Alexander e Thomas foram condenados por homicídio culposo em dezembro de 2010. Na terça-feira, Ruby Thomas foi sentenciada a sete anos de prisão e Joel Alexander, a seis anos.

SENTENÇA AUMENTADA

Baynham, que era funcionário público, tinha saído com um amigo, Philip Brown e estava na região central de Londres, quando, segundo testemunhas, Thomas começou a ofendê-lo, chamando-o de "bicha".

A vítima respondeu, dando início a uma briga. Thomas tentou acertá-lo com sua bolsa, que foi agarrada pela vítima.

Joel Alexander interveio e acertou um soco em Baynham, jogando-o no chão. A vítima bateu a cabeça na calçada e desmaiou, sendo pisoteado no peito e cabeça por Thomas. Baynham sofreu lesão cerebral grave.

A pena de Thomas foi agravada de seis para sete anos devido à natureza homofóbica do ataque. e culpou Thomas por estimular a violência que levou à morte de Baynham.

"Este foi um caso de violência irracional motivada pela bebida e cometida em público", disse o juiz, Richard Dawkins.

HISTÓRICO

Ruby Thomas, que estudava em uma escola particular de Londres, tem um histórico de violência. Em 2007, quando tinha 15 anos, ela atacou um motorista de ônibus no centro de Londres, perto do local onde Baynham foi atacado.

Ben Summerskill, presidente da organização de defesa dos direitos dos homossexuais Stonewall, aprovou o agravamento da sentença de Thomas, como "reconhecimento de que este foi um terrível assassinato homofóbico".

A irmã de Ian Baynham, Jenny, 59, afirmou ter dificuldades para entender a morte de seu irmão.

"O único crime dele foi defender quem ele era e é impossível entender os eventos horríveis que levaram à sua morte. O resultado deste julgamento pode nos ajudar a lidar com nossa perda mas nada vai trazê-lo de volta", afirmou.

Visto na Folha.com

Héteros tiram a roupa em defesa do casamento gay

Calendário pró-direitos lgbt usa modelos hétero-simpatizantes sem roupa pela causa. Veja imagens.

A associação FCKH8, que luta contra a Proposta 8 que proibiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo na California, lançou um calendário 2011 para levantar recursos para suas ações.

O diferencial é que os modelos são todos homens hétero que tiraram a roupa para mostrar apoio aos direitos lgbt. Os calendários, com páginas nas cores rosa, lilás e roxo, são vendidos a 10 dólares pelo site

Assista video com making of:

Making of Video: FCKH8 "STR8 AGAINST H8" 2011 Calendar from FCKH8.com on Vimeo.

Visto no Site Mix Brasil

28/01/11

Para Tom Ford, gays são melhores estilistas

Texto: Welton Trindade

Sem nenhum rodeio, o estilista Tom Ford disse, em entrevista à publicação Interview, que gays são melhores no ramo dele. A razão seria a capacidade de os homossexuais separarem o que é físico do que é espiritual, algo fundamental para boas criações.

“É maravilhoso quando você tem a combinação dos dois – é isso o que faz a verdadeira beleza. Algumas pessoas são lindas fisicamente, mas desinteressantes, o que, no final das contas, faz delas feias. Eu separo as duas coisas. É por isso que os gays são melhores estilistas”, explicou Ford, que diz fazer das pessoas um objeto no caminho da criação das roupas. Tudo em nome do belo.

Visto no Parou Tudo

Capa de revista com Elton John e sua família é censurada nos EUA

Um supermercado nos EUA provocou indignação depois de cobrir com um "escudo de família" a revista mostrando uma foto de Elton John, seu marido e seu bebê recém-nascido.

A loja Arkansas considera a imagem do casal gay e seu filho, na frente da Us Weekly, ofensiva.

Funcionários dizem que reclamações de consumidores fizeram com que a capa da revista ganhasse o "escudo" - o mesmo método usado para cobrir as revistas pornográficas.
A capa da revista mostra Elton e seu marido David Furnish, 48 anos, exibindo orgulhosamente seu bebê Zachary Levi Furnish John Jackson, que nasceu no dia de Natal através de uma mãe de aluguel.

Apenas o topo da revista era visível, com a leitura da capa: "escudo da Família. Para proteger os jovens consumidores Harpas.

O movimento provocou indignação entre representantes da GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation).

Lido no Daily Mail

Por indicação de @drehmontaldi via Twitter

22 estados brasileiros comemoram o Dia Nacional da Visibilidade Trans

No dia 29 de janeiro de 2004, 27 ativistas trans entraram no Congresso Nacional para o lançamento da campanha nacional "Travesti e Respeito". Além do ato ousado, foi neste mesmo dia que o coletivo de ativistas fundou a Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Rio de Janeiro (ASTRA), que hoje se configura como uma das principais entidades de luta dos direitos trans. Por conta disso, é que se comemora em 29 de janeiro o Dia Nacional da Visibilidade Trans.

Desde a sua fundação, grupos LGBT realizam atividades para discutir a questão das travestis e transexuais, como, por exemplo, a vulnerabilidade daquelas que se prostituem, a inclusão no mercado de trabalho, a representatividade política, a formação educacional, a discriminação social e também nos ambientes escolares, motivo principal da forte evasão escolar que muitas transexuais acabam submetidas.

Em 2011, 22 estados brasileiros vão comemorar a data. As ações já começam hoje - são 44 atividades governamentais e não governamentais. Nada mais significativo que a data seja comemorada, pois, como se sabe, é notório que a comunidade de travestis e transexuais luta diariamente contra a postura discriminatória da sociedade.

De acordo com o último levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) a respeito do cotidiano das travestis e transexuais, 90% delas vivem como profissionais do sexo. Ou seja, ainda há muito trabalho para ser feito.

Confira a seguir as atividades que irão acontecer em todo o Brasil:

ALAGOAS

Cidade: Maceió
Instituição: Pró-Vida
Coordenação de Travestis e Transexuais
Parceria: METAMORFOSE LGBT / GGAL / Centro de Jovens de Maceió
Apoio: Coordenação Municipal de DST/AIDS de Maceió
Coordenação Estadual de DST/AIDS de Alagoas
Ações: Lançamento da Campanha Nacional (Olhe, olhe de novo e veja alem do preconceito) com apresentação cultural e discussão sobre a Portaria do Uso do Nome Social de Travestis e Transexuais em Salas de Aula e homenagem a Coordenadora Estadual de DST/AIDS em Alagoas a Sra. Fátima Rodrigues
Data: 28 de Janeiro de 2011
Hora: 9h
Local: Auditório Da Superintendência de Direitos Humanos de Alagoas

BAHIA

Cidade: Bahia - Salvador
Instituição: O Grupo Gay da Bahia, a Associação de Travestis e Transexuais de Salvador (ATRAS), Grupo Quimbanda Dudu e Centro Baiano Anti-Aids.
Ações: Manifestação em celebração do Dia Nacional de Visibilidade de Travestis e Transexuais.
Local: Praça da Sé, ao lado da fonte luminosa, 6ª feira, 28, às 15h.

Cidade: Itaibuna
Instituição: Grupo Humanus de Itabuna e Sul da Bahia.
TARDE DE CINEMA
Ações: Exibição de filmes a partir das 14h.
Local: RUA RUFFO GALVÃO 19, SEGUNDO ANDAR, SALA 207 – CENTRO - ITABUNA/BAHIA.
Roda de Conversa: Após as exibições, haverá um bate-papo com as pessoas presentes para a desconstrução e construção de uma nova visão política e social das pessoas transexuais.

DISTRITO FEDERAL

Cidade: Brasília
Instituição: Grupo Elos LGBT-DF & ANAV-Trans
3º Seminário da Visibilidade de Travestis e Transexuais do Distrito Federal e Entorno "Vida, Direitos, Respeito"
Data: 28/01/2011
Hora: 19h
Local: Auditório da CUT-DF

ESPÍRITO SANTO

Cidade: Vitória
Ato público de repúdio denominado “Travestis: Pelo Direito de Existir! Cidadania Já!”
Data: Sexta, dia 28 de janeiro de 2011.
Horário: concentração às 13h30
Local: Em frente à Secretaria Estadual de Segurança Pública do ES

GOIÁS

Cidade: Goiânia
Instituição: Aliança de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Estado de Goiás (ALGBT-GO)
Ação: 1ª Pesquisa Sociocultural e Educativa com Travestis em Goiás 2011
Locais: Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Jataí, Catalão, Aparecida de Goiânia, Trindade, dentre outras cidades polo-regionais do Estado onde existem organizações afiliadas à ALGBT-GO.

Cidade: Jataí
Instituição: Associação por Cidadania e Direitos Humanos LGBT de Rio Verde/GO e Região (ACDHRio)
Ação: 1º Seminário sobre Orientação Sexual e Identidade de Gênero do Sudoeste Goiano – Construindo e Reafirmando a “Identidade Trans”
Local: Câmara Municipal de Jataí/GO
Horário: 13h às 19h30
Data: 19 de fevereiro de 2011

MARANHÃO

Cidade: São Luís
Realização: Grupo Solidário Lilás
Parceria: Grupo Lema.
Lançamento do material áudio visual da campanha “Olhe, Olhe novamente e veja além do preconceito”.
Apresentação da agenda de políticas publicas construída para Travestis e Transexuais do estado.
Roda de diálogo em direitos humanos.
Corpo-corpo com as profissionais do sexo de “pistão” com distribuição de lanche, preservativo/gel, informações e ações preventivas.

Dia Nacional da Visibilidade de Travestis e Transexuais
TEMA: Sou Travesti e tenho Direito de ser quem eu sou.
Data: 28 de janeiro de 2001, 14h às 17h

PROGRAMAÇÃO
14h– Mesa de Honra
Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania – Luiza Oliveira
Secretaria da Mulher – Catarina Bacelar
Secretaria de Educação – Olga Simão
Coordenação Estadual DST/Aids – Osvaldina Mota
Coordenação Municipal DST/Aids – Gabriela Veiga
Conselho Estadual de Direitos Humanos – Douglas
Movimento Trans do Estado do Maranhão - Babalu Rosa
Fórum de Ong LGBT do Estado do Maranhão – Herberth Nonato

15h20 – Mesa de Diálogo
Tema: Agenda Estadual para Travestis e Transexuais
Expositora: Dra. Catarina Bacelar
Secretária de Estado da Mulher
Tema: Nome Social
Expositor: Dr. Rafael Maranhão – OAB/MA
Mediadora: Babalú Rosa
15h50 – Debate
17h – Encerramento

MATO GROSSO

Cidade: Dourados
Ações: Blitz na praça central e uma confraternização no dia 28 de janeiro no Centro de Referência em Direitos Humanos com exibição de um filme que retrata sobre o uso indevido do silicone das travestis e transexuais.

MATO GROSSO DO SUL

TRANSCIDADANIA: Serviços de documentação básica (RG, CPF e Carteira de Trabalho) e orientação jurídica aos LGBT, feita por Defensores Públicos.
Data: 29/01/2011.
Horário: 13h às 18h.
Local: Casa de Assistência Social e da Cidadania.
Rua: Marechal Rondon, 713 – Centro.

MINAS GERAIS

Cidade: Belo Horizonte
Instituição: Núcleo de Direitos Humanos LGBT/UFMG, junto a Anyky do CELLOS/TRANS
Ações: Visitas de campo sobre a importância da data da visibilidade na região da Pampulha, Pedro II, av, Afonso Pena e Santos Dumont no Centro de BH.

Cidade: Contagem
SOLIDARIEDADE CONTRA O PRECONCEITO!
Instituição: MOOCAH
Ações: Ato público na Praça do Iria Diniz no dia 29 de Janeiro das 09h às 19h.

Cidade - Ipatinga
Instituição: MGS - Movimento Gay e Simpatizante do Vale do Aço
29 Janeiro a partir das 17 horas.
Casa das Trans na Avenida Macapá 655 - Veneza.
Ações: Bate-papo sobre DST/Aids e hepatites virais, direitos humanos.
Apresentação de vídeo, distribuição de preservativos, gel lubrificante, material da campanha

PARÁ

Cidade: Belém
Instituição: CRP10, através do seu GT Gênero e Diversidade Sexual
Ações: Palestra seguida de debate, "Transgeneridade: Contribuições da Psicologia", com a Psicóloga do Rio de Janeiro Daniela Murta Amaral, Mestre em Saúde Coletiva do Instituto de Medicina Social da UERJ, doutoranda e pesquisadora da transexualidade.

Data: 29/01/2011
Hora: 9h
Local: Conselho Regional de Psicologia (10ªRegião). Av. Generalíssimo Deodoro, 511, Belém

Instituição: Instituto ELOS
Ato no próximo dia 28 de janeiro, sexta-feira, em frente a Secretaria de Estado de Segurança Pública, e no dia 30 de janeiro, domingo, na praça da República, para denunciar que a falta de uma lei específica que criminalize a homofobia no Brasil aliado a negligência governamental na defesa dos Direitos.
Local: SEGUP – Rua Arciprestes Manoel Teodoro nº 305, Batista Campos
Horário de concentração: 8h30
Início do ato: 9h
Término: 12h

Dia 30 de janeiro
Local: Praça da República – Anfiteatro
Horário de concentração: 8h30
Início do ato: 09h
Término: 14h

PARANÁ

Cidade: Curitiba
Instituição: Transgrupo Marcela Prado
Ações: visibilidade, prevenção e manifesto contra violência as PESSOAS TRANS, com uma tenda expositora no centro da cidade com cartazes, momentos de manifestação com textos, palavras de ordem em pedido de segurança para todas(os) e dramatização cenográfica...

Cidade: Foz do Iguaçu
Instituição: Núcleo de Referência LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais)
Apoio: (Secretária de estado daSaúde do Paraná).
Ações: II Semana da Visibilidade Trans 24 a 28 Janeiro 2011.
Local: Núcleo de Referência LGBT
Avenida Paraná, 1525 – Jardim Pólo Centro – Sala 72.

PIAUÍ

Cidade: Teresina
Instituição: ATRAPI
Ações: DIA NACIONAL DO ORGULHO DE TRAVESTIS E TRANSEXUAL
TEMA: SOU TRAVESTIS SOU CIDADA
DATA: 27 DE JANEIRO DE 2011
LOCAL- PRAÇA DA LIBERDADE
HORÁRIO: 8h às 16h

RIO GRANDE DO NORTE

Cidade: Rio Grande do Norte
Instituição: ATREVIDA/RN - Associação das Travestis reencontrando a Vida do RN,
Ações: Solenidade em Prol do dia 29 de Janeiro, dia Municipal da Visibilidade Trans, que acorrerá na Câmara dos Vereadores do Natal, e dia 29 na Praia do Meio com apresentações a partir das 14h.

RIO GRANDE DO SUL

Cidade: Porto Alegre
Instituição: Igualdade RS - Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul
Apoio: Secretaria Municipal da Saúde - SMS e Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana - SMDH, de Porto Alegre
Ações: Intervenção junto ao público, com montagem de tenda no Parque da Redenção, exposição dos banners e distribuição de materiais da campanha "Sou Travesti, tenho direito de ser quem eu sou" e do folder "Tenho Direito" (em anexo), bem como de esclarecimentos à população sobre o combate à Transfobia, homofobia e prevenção de DST/AIDS.

RIO DE JANEIRO

Cidade: Cabo Frio
Instituição: Grupo Iguais de Conscientização contra o preconceito e Inclusão Social.
Ações: Cine Pipoca com Diversidade
Tema: Travesti, Entenda!
Filmes & Bate-papo
Mesa Redonda:Representante da Sec. de Assistência Social de Cabo Frio
Local: Casa dos 500 anos de Cultura de Cabo Frio
Dia 27/01 às 20h

Cidade: Cabo Frio-Praia do Forte
Instituição: Grupo Cabo Free
Ações: Projeto Cinema + Bate Papo – Dia da Visibilidade Trans
Local: 5ª Feira - Dia 27/01 – 19h30 – Gayosque Bambú – Praia do Forte – Cabo Frio
Entrada grátis

RONDÔNIA

Cidade: Porto Velho _ Rondônia
Instituição: Grupo Beija-flor de Vilhena
Parceria: Tucuxi-Nplos
Apoio: Coordenação Municipal de DST/AIDS, Semusa
Coordenação Estadual de DST/AIDS, Agevisa,Boate La Hondda.
Ações: Lançamento da Campanha Nacional (Olhe, olhe de novo e veja alem do preconceito) com apresentação cultural e coquetel para a imprensa, OAB, Sejus, Seduc, coordenações de DST/Aids estadual e municipal e travestis e transexuais e dando continuidade a campanha será feita colocação de banners em 16 unidades de saúde, informando sobre a portaria 1820/09 e 3º princípio da carta do SUS.

RORAIMA

Cidade: Roraima – Boa Vista
Instituição: Grupo diversidade
Ações: 1º colóquio de atendimento, defesa e responsabilização nos Crimes de Violação Homofóbicas.

Dia do Orgulho em ser Travesti e Transexual
Realização: ATERR
Tema: “Travesti e Transexual Tem Profissão como Você”
Atividades: Travestis e Transexuais irão para o semáforo em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Roraima ou da Igreja Catedral no centro da cidade Boa Vista, às 16h30, para entregar panfletos.

SANTA CATARINA

Cidade: Florianópolis/Santa Catarina
Instituição: ADEH Nostro Mundo
Parceria: Secretaria Municipal de Saúde
Apoio: Projeto Transpondo Barreiras
Ações: Campanha de lançamento com o tema “Olhe, Olhe novamente e veja além do preconceito”.
Local: Auditório da Secretaria Municipal de Saúde na Avenida Henrique Fontes, 6100 – Trindade - Florianópolis/Santa Catarina.

SÃO PAULO

Cidade: São Paulo
Solenidade alusiva ao “Dia de Visibilidade das Travestis” às 19h30, na Casa das Rosas, Avenida Paulista, nº 37.

Cidade: Piracicaba
Instituição: E - jovem
Ações: Lançamento em site do vídeo "Porque o LGBT merece respeito", que enfoca o respeito às travestis, e a campanha “Sou Travesti, tenho Direito de Ser Quem Sou + Respeito + Cidadania” , que produziu materiais (cartazes e folders) que serão distribuídos em todo o país.
Local: Boate Nove.

Cidade: Campinas
Ações: Distribuição de material na Praça Rui Barbosa e na Rua 13 de Maio, além de apresentação do espetáculo de dança STONEWALL, que conta com bailarinas travestis e conta a história de um romance trans - a partir das 14h.

Cidade: Santo André
Ações: Atividade da Visibilidade Trans em Santo André, roda de conversa a ser realizada pela Prefeitura de Santo André em parceria com o CRP - Subsede do ABC, sobre travestilidade e transexualidade.

Instituição: Grupo Identidade
Horário: 19h30
Local: MIS Museu da Imagem e do Som Campinas
R. Regente Feijó, 859 - Centro
Ações: Ensaio aberto (work in progress) do espetáculo de dança “Efêmer@” seguido de bate-papo. Entrada franca.

SERGIPE

Cidade: Aracaju
Instituição: ASTRA
Ações: Lançamento de campanha no auditório do teatro Lourival Batista onde haverá entrega de homenagens e o 9º Chá Cultural da ADHONS

TOCANTINS

Cidade: Palmas
Lançamento da campanha do Ministério da Saúde "Olhe, olhe de novo e veja além do preconceito", no auditório do anexo I da Secretaria Municipal de Saúde, às 15 horas.

Visto em A Capa

Bullying: Uma Brincadeira de Mau Gosto


Por Paulo Basile*

O bullying é um dos mais sérios problemas recorrentes em escolas e universidades, e sua questão vai muito além de agressores e vítimas

"Começaram a surgir vários apelidos ridículos e eu não tinha mais amigos, vivia me escondendo. Quando terminava a aula, ia embora direto para casa, na maioria das vezes chorava para minha mãe dizendo que não queria ir mais. Tive que mudar de escola por ser chamado de 'viadinho' por vários moleques, foi muito humilhante". O relato da adolescência do administrador Ricardo Almeida, hoje com 28 anos, representa um dos grandes problemas que acontecem a diversos jovens nas escolas e universidades: o bullying.

Caracterizado por uma agressão intencional e repetida, o bullying pode causar intensos danos psicológicos à vítima, afetando diretamente seu convívio social e familiar. Qual gay ou lésbica já não foi alvo de piadinhas e risadas abafadas nos tempos de colégio? Muito mais do que simples brincadeiras, as ações do bullying podem ficar para sempre no imaginário da pessoa: como as experiências acontecem quando a vítima é criança ou adolescente, a prática pode influenciar diretamente na formação de sua personalidade e caráter.

O publicitário Guilherme de Almeida, de 23 anos, carrega até hoje o sofrimento que passou na época de colégio. Guilherme era constantemente zoado por seus amigos por sua orientação sexual (sendo que na época ele ainda nem saía de fato com homens). "Hoje, quase não tenho memórias desta época. Foi tão difícil que acabei bloqueando tudo em minha cabeça", comenta.

Entre agressor e vítima
"O ápice do preconceito foi da 5° série ao 1° colegial, quando me chamavam de 'bicha', 'viado' e o professor ainda ficava rindo da minha cara. Certo dia, um aluno me viu numa balada gay e contou para o diretor que, por sua vez, falou para eu tomar cuidado com essas 'coisas'. Não sei o que machucava mais, quem me zoava ou quem ria", lembra o publicitário.

Na prática do bullying, há um elemento muitas vezes deixado de lado, mas que representa uma das grandes forças para a continuidade das agressões: a plateia. "Sem plateia, não tem tanta graça. A plateia ri e aplaude por medo de ser a próxima vítima se não aderir. A intimidação serve para todos", explica Maria Isabel da Silva Leme, psicóloga e professora de psicologia da USP. Sem a plateia, o agressor não tem seu palco de atuação. Sem palco, a "brincadeira" não tem fundamento. É a história do circo e do palhaço.

Segundo Marisa Isabel, os educadores têm papel fundamental nesta luta. "Os educadores precisam fazer um trabalho de conscientização com os alunos sobre princípios éticos como direito ao respeito, justiça... Uma oportunidade excelente é promover discussões coletivas sobre a disciplina na escola, fazer isso ouvindo a opinião dos alunos, fazendo acordos com eles sobre as regras para que se sintam também responsáveis pela qualidade do convívio escolar", explica. Da mesma forma, os pais devem atuar ao lado dos filhos. "Os pais não podem achar que a escola deve educar integralmente seus filhos, sem assumir responsabilidade pela sua educação", complementa.

Como na maioria das vezes os agressores são menores de idade, nem sempre a punição devida é realizada. Porém, há caminhos para recorrer: "A escola, principalmente a pública, tem reportado as ocorrências ao Conselho tutelar e até à polícia. Acredito que os pais e o transgressor sejam chamados para esclarecer o que ocorreu e só isso deve dissuadir muitos provocadores", afirma Marisa Isabel.

Além disso, segundo a psicóloga, a vítima tem que aprender a se defender, a falar que não gosta de ser zoada, a procurar sua posição de respeito na turma sem agressão ou violência. O poder da vítima do bullying deve ser a mesma arma utilizada pelo agressor, mas usada de forma benéfica: a voz.

* Matéria originalmente publicada na edição nº 37 da revista A Capa.

Lady Gaga faz manifesto pela diversidade sexual em letra de música

Lady Gaga divulgou em seu perfil no Twitter a letra do primeiro single de seu novo álbum, Born This Way.

A cantora, que já estava engajada na luta a favor dos direitos das minorias, especialmente dos homossexuais, fez praticamente um manifesto em forma de canção, incentivando seus fãs a se aceitarem como são e a tolerarem a diversidade sexual.

"Não seja uma pessoa 'pesada', seja apenas uma rainha (trocadilho com drag queen). Não importa se você é branco, negro, bege, libanês, oriental, não importa quantos obstáculos a vida impôs a você, seja feliz e ame a si mesmo, porque você nasceu assim", escreveu ela.

"Não importa se sou gay, hetero, bi, lésbica ou transgênero, eu estou no caminho certo, nasci para sobreviver e para ser forte", continuou Gaga.

A faixa foi composta por Lady Gaga e produzida por ela ao lado de Fernando Garibay e DJ White Shadow. O álbum Born This Way chega às lojas no dia 23 de maio.

Veja abaixo a letra completa:

It doesn't matter if you love him, or capital H-I-M
Just put your paws up
'cause you were Born This Way, Baby

My mama told me when i was young
We are all born superstars

She rolled my hair and put my lipstick on
In the glass of her boudoir

'There's nothin wrong with lovin who you are'
She said, 'cause he made you perfect, babe'

'So hold your head up girl and you'll go far,
Listen to me when i say'

I'm beautiful in my way
'cause god makes no mistakes
I'm on the right track baby
I was born this way

Don't hide yourself in regret
Just love yourself and you're set
I'm on the right track baby
I was born this way

Ooo there ain't no other way
Baby i was born this way
Baby i was born this way
Ooo there ain't no other way
Baby I was born
I'm on the right track baby
I was born this way

Don't be a drag - just be a queen
Don't be a drag - just be a queen
Don't be a drag - just be a queen
Don't be!

Give yourself prudence
And love your friends
Subway kid, rejoice your truth

In the religion of the insecure
I must be myself, respect my youth

A different lover is not a sin
Believe capital h-i-m (hey hey hey)
I love my life i love this record and
Mi amore vole fe yah (love needs faith)

Don't be a drag, just be a queen
Whether you're broke or evergreen
You're black, white, beige, chola descent
You're lebanese, you're orient
Whether life's disabilities
Left you outcast, bullied, or teased
Rejoice and love yourself today
'cause baby you were born this way

No matter gay, straight, or bi,
Lesbian, transgendered life
I'm on the right track baby
I was born to survive
No matter black, white or beige
Chola or orient made
I'm on the right track baby
I was born to be brave

I was born this way hey!
I was born this way hey!
I'm on the right track baby
I was born this way hey!

I was born this way hey!
I was born this way hey!
I'm on the right track baby
I was born this way hey!


Lido no Vírgula

Proibição de casamento gay é constitucional na França

A proibição do casamento gay não é contrária à Carta Magna francesa, segundo a decisão adotada nesta sexta-feira pelo Conselho Constitucional, que decidiu que é de competência do Legislativo mudar a lei para autorizar este tipo de união.

A sentença, muito esperada pelas organizações francesas de defesa dos direitos do homossexuais, representa um balde de água fria para os anseios dos que contavam com esta via para ter liberado na França um tipo de casamento que já existe em países vizinhos como a Espanha, Bélgica e Holanda.

Mas o Conselho Constitucional lhes deu as costas e transferiu a responsabilidade sobre a questão aos políticos, que deverão decidir se a colocam no centro da campanha eleitoral para a Presidência, no ano que vem.

Essa é a atual esperança dos ativistas, que pretendem alimentar o debate apoiados em sua percepção de que a maioria dos franceses é favorável a esse tipo de união.

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela rede de televisão "Canal+" revela que 58% dos franceses concorda com os casamentos homossexuais, uma porcentagem que evoluiu com relação aos 46% que aprovavam a liberação há quatro anos.

Mas apesar de a sociedade parecer preparada para admitir o casamento gay, não foi desta vez que os guardiões da Constituição deram seu apoio à causa.

"Deixaram escapar uma ocasião histórica de acabar com uma discriminação sofrida por três milhões de homossexuais franceses que não podem se casar", disse Caroline Mecary, da Associação de Pais e Futuros Pais Gays e Lésbicas (APGL).

O Conselho Constitucional justificou sua decisão afirmando que a lei atual não priva os homossexuais do direito de ter uma vida familiar normal, já que têm a opção de viver "em concubinato" ou de constituir um casal de fato.

O Conselho considerou que não é discriminatório que a lei preveja diferenças entre as uniões homossexuais e as heterossexuais e que a definição de casamento como a união de um homem e uma mulher, como prega o Código Civil, não significa uma discriminação.

A justificativa não foi aceita por Corinne Cestino, que junto com sua companheira, Sophie Hasslauer, iniciou um guerra judicial que levou a questão do casamento homossexual até a máxima instância da Justiça francesa.

"Os casais de fato não têm os mesmos direitos do que os casados. Por exemplo, nossos filhos estão mais desprotegidos que os demais em caso de morte de um dos membros do casal", afirmou.

Mães de quatro filhos, um deles fruto da união anterior de Corinne e os outros três nascidos na Bélgica através de inseminação artificial, Corinne e Sophie vão continuar na batalha pela igualdade de direitos.

Seu advogado, Emmanuel Ludot, já tem prevista a próxima ação, que consistirá em fazer com que suas clientes se casem em Barcelona, "a cidade dos homossexuais por excelência", para em seguida abrir uma nova frente judicial para que o casamento seja reconhecido na França.

Ludot não descarta recorrer ao Conselho Constitucional em sua luta para demonstrar que privar os homossexuais dos direitos dos casais heterossexuais "é uma discriminação".

O advogado sabe que suas iniciativas alimentam o debate na sociedade, na véspera de eleições presidenciais nas quais o casamento homossexual pode ter sua parcela de importância.

"Contamos muito com a evolução das mentalidades. Achamos que este tipo de debate pode fazer com que as pessoas reflitam e as mentalidades evoluam. Os franceses estão preparados para o casamento homossexual, o bloqueio está nos políticos, entre os quais persiste o conservadorismo", resumiu Corinne Cestino.

Mas entre "uma direita associada a um eleitorado que rejeita o casamento homossexual" e "uma esquerda que promete mas não cumpre", a causa das bodas entre pessoas do mesmo sexo deve acabar avançando pela via judicial, acredita Ludot.

Visto no Terra

Papo de Mãe: Homossexualidade dos filhos

Apresentamos a edição do programa “Papo de Mãe”, produzido pela TV Brasil, que trouxe a homossexualidade como tema principal. No estúdio, Mariana Kotscho e Roberta Manreza conversam com mães, jovens e especialistas. Entre as convidadas, a terapeuta familiar Maria Alice Rufino e a escritora e fundadora do primeiro grupo de pais e mães de homossexuais do Brasil, Edith Modesto. Na reportagem de Rosângela Santos também é mostrada uma escola voltada para alunos homossexuais e simpatizantes. E na “vez do pai” Davi de Almeida conversa com os homens.


TRILHA DA SEMANA: Ricky Martin - The Best Thing About Me Is You

27/01/11

+ um Gay em Ti Ti Ti

Uma reviravolta daquelas está para ocorrer em “Ti Ti Ti” daqui a algumas semanas. Enciumado com o novo marido de Jaqueline (Claudia Raia), Jaques Leclair (Alexandre Borges) descobrirá que Thales (Armando Babaioff) é gay.

A revelação cairá como uma bomba na novela de Maria Adelaide Amaral, mas abrirá novos caminhos. Depois de se assumir, o rapaz vai se tornar estilista de uma marca de surf wear e mais: vai virar o par romântico de Julinho (André Arteche). Fortes – e divertidas – emoções vêm por aí.

Visto no Blog Antena Parabólica

Diana e Michelly dão beijo de língua no BBB 11


Texto: Welton Trindade

O clima no Big Brother Brasil 11 está morno no geral, mas há excessões! Que tal um beijo lésbico? Pois foi isso que rolou na festa country, na madrugada da quinta-feira 27. Protagonistas: Diana (foto) e Michelly.

Um dos esportes preferidos dos confinados é dar selinho e beijos a granel. No meio de mais uma sessão dessas, Diana beijou o todo gostoso Cristiano junto com Natália. Ao ver a cena, Michelly foi direta e perguntou a Diana: “É só para ele? Eu não ganho nada?”.

Diana desconfiou que Michelly iria “peitar” o desafio, mas que nada! Aceitou, foi de língua e chocou todos da casa pela ousadia! Diogo que tem um caso bem mal resolvido com Michelly ficou indignado, mas ninguém deu bola!

Visto no Parou Tudo

Update:

"Não existe mais mulher hétero", analisa Diana

Na sala, Janaina, Diana, Paula e Jaqueline conversam sobre o beijo que Diana deu em Michelly na Festa Country. “Foi o primeiro beijo entre mulheres no BBB”, comenta Janaina.

Diana explica que antes de entrar, lhe perguntaram se ela ficaria com alguma mulher dentro da casa. “Quando me perguntaram se eu iria pegar mulher aqui dentro, falei que se eu achar interessante eu pego”. A sister complementa: “Me perguntaram se eu tinha certeza disso e eu respondi que tenho”, diz.

Diana contou como era seu comportamento com mulheres antes de entrar na casa: “Eu não chego em mulher, elas que chegam em mim”, afirma. Pouco depois, a sister dispara: “As mulheres que eu mais fico são ‘heterossexuais’. Não existe mais mulher hétero, todas são curiosas”.

Jaqueline defende o seu ponto de vista: “Vou te falar, eu não tenho isso. Acho que existe hétero porque eu não tenho isso. Não me interessa nem saber”, argumenta.

Visto na Globo.com

Anatomy of Change: O desfile de Thierry Mugler

No dia 19 de janeiro desse ano, o estilista Thierry Mugler estreou a sua coleção masculina do inverno 2012 ao som de um remix inédito da cantora Lady Gaga em Paris. A faixa é uma versão especial de uma das músicas que estarão no novo CD da rainha do pop, Born this way, que será lançado em maio. O nome da música usada no fashion show seria "Scheibe" - merda em alemão.

O desfile de Mugler antecedeu a semana de moda de Paris, que começou oficialmente no último domingo. Gaga foi a diretora musical do show que misturou linhas sadomasoquistas, macabro e fetiche. A coleção é assinada por Nicola Formichetti, um dos estilistas prediletos da cantora, que contribuiu com inúmeros figurinos de seus clipes. Preto, marinho, oliva e laranja foram as apostas de cores da marca que trouxe ainda o modelo Rick Genest, famoso por suas tatuagens.

Blazers sem lapela, abotoamento duplo e botas altíssimas foram algumas das apostas da marca para o próximo inverno.

Ricky Martin fala à Revista Veja

Depois de sair do armário no ano passado, Ricky Martin afirmou em entrevista à revista Veja que todo gay nasce gay. “Isso não é uma preferência, não foi uma decisão que eu tomei. Nasci assim. Não pense que ontem fui de um jeito e agora decidi ser isso.”, explica.

Na entrevista, o cantor admitiu que “muita gente” no mundo todo disse que não voltará a escutar sua música depois que ele se assumiu homossexual. Sobre o medo de perder parte de seu público, o cantor revela que essas questões acabaram passando pela sua cabeça, mas acredita que, passado quase um ano, as pessoas estão respondendo positivamente.

Ricky Martin (39 anos) é ex-integrante do grupo Menudo, tem dois filhos gerados em uma barriga de aluguel (e quer mais um). Segundo o cantor, foi o olhar dos filhos que o motivou a assumir publicamente sua orientação sexual. “Quero mais é que meus filhos falem a seus amigos: Meu pai é gay e ele é muito legal”, conta.

Visto no Parou Tudo

"Homofobia e machismo andam juntos", diz novo blogueiro da Folha

A democrática e sempre atuante blogosfera brasileira saudou esta semana a estreia de mais um espaço virtual. Ex-titular da coluna GLS da extinta "Revista da Folha", o jornalista Vitor Angelo, 43, passou a assinar, desde a última segunda-feira, o "Blogay".

No blog, Vitor Angelo promete ser uma espécie de mediador das questões entre héteros e gays. Um dos planos do blogueiro é mapear os bares e clubes da região da rua Augusta, em São Paulo, e expô-los com detalhes em sua coluna. Os textos, garante o blogueiro, não serão dirigidos a um único público, mas, sim, a toda a diversidade de gênero e orientação sexual.

Co-autor de "Aurélia - A Dicionária da Língua Afiada" (2006), sobre o chamado pajubá, ou seja, os termos e expressões do universo homossexual, o "Blogay" surgiu para atualizar as discussões sobre a homossexualidade, já que desde abril do ano passado os veículos do Grupo Folha deixaram de abrigar uma seção específica para a comunidade LGBT. "Achei que a Folha estava um pouco atrasada", salienta Vitor Angelo, que promete atualizar a coluna "no mínimo uma vez por semana".

Confira a seguir a entrevista com o blogueiro.

Como surgiu o convite para escrever o blog?

Foi de um papo meio informal com o Sérgio Dávila [editor-executivo da Folha]. Falei que a Folha tinha terminado a coluna GLS, mas não tinha surgido nada no lugar. E ao mesmo tempo ela acabou bem na época da ascensão do Dourado [Marcelo Dourado, ex-participante do BBB10] e dos ataques homofóbicos [em São Paulo]. Achei que a Folha estava um pouco atrasada. Aí ele me escreveu no começo do ano falando: 'Vamos fazer um blog'. Achava que estava faltando a coisa comportamental, falar dos gays no jornal. Por exemplo, sempre quis fazer um mapeamento da rua Augusta...

E de que forma pretende fazer isso no blog?

Quero falar, por exemplo, do bar do Netão, falar da sua história, captar o espírito da coisa. Quero colocar um monte de fotos. Falar justamente do comportamento, que tem a ver com o gay. Para falar da noite, é inevitável não falar dos gays. A noite é um laboratório de vivência entre héteros e gays, que eu acho muito rico. E é daí que surge a tolerância. Por isso também pretendo falar para os héteros. Outro dia comentei que quem transa com travestis e transexuais é hétero. Ou são homens casados, é bem fetiche do homem hétero.

Mas não é diferente falar para o hétero? Não precisa ter um outro cuidado, por exemplo, com a linguagem?

Teve um hétero que falou que isso era um absurdo [héteros transando com travestis]. E gays também falaram. Mas são comentários machistas. A homofobia e o machismo andam juntos, casam muito bem com a sociedade patriarcal. Existe uma coisa perversa nessa história [de acharem que quem transa com travesti é gay], mas o fato é que é um grande fetiche dos homens. É muito pesado isso. Lembro que falei disso na Revista da Folha, daquela vez tive que maneirar o linguajar, e ainda assim tive uma boa resposta dos héteros. A sexualidade é muito ampla. Por exemplo, tem um caso maravilhoso de uma travesti famosíssima, a Gabi [Gabriella Bionda], que era casada com a Lu [Moreira], uma lésbica, das Mercenárias [banda de rock dos anos 80].

Você foi titular da Revista da Folha e, agora, escreve para um espaço virtual. O que há de intrigante nessa experiência com a mídia on-line?

O impresso dá a ideia de ser mais nobre. Claro que existe isso. Mas o meu espanto foi ver o alcance que eu tive na época da coluna. Recebia cartas etc. Com o blog, o tipo de comentário é diferente. Tem esse fetiche [do impresso], mas é antiquado. O resultado na internet me espantou. O fundo da internet pra mim é político. Nesse sentido, falar com outras pessoas me interessa mais. Acho que o jornal precisava de uma voz que completasse e respondesse essas coisas que estavam acontecendo. Essa coisa da homofobia, do que eu chamo de Contra-reforma, é muito preocupante.

Qual é a importância das redes sociais e da blogosfera para a discussão sobre a homossexualidade (ou da diversidade sexual, se preferir)?

Estamos vivendo um período de quase inquisição. Os héteros não precisam temer nada, são eles que estão no poder. Entendo como uma dissimulação do debate, quando o tirano se finge de vítima. Eu já achava muito importante [ter um blog]. Mas agora creio que é central. Foi bacana saber que gente que eu nem conheço comentou no blog. O blog está aí, mas não está sozinho. O grupo anti-homofobia [que tem perfil no Facebook e Twitter], por exemplo, é prova dessa militância virtual. Foi graças à internet que houve duas manifestações [contra os ataques homofóbicos em SP]. É graças à internet que o [cinema] Belas Artes não vai fechar. Isso não aconteceu do nada, mas por causa de um movimento que a gente viu na internet. Talvez eu pudesse ser muito crítico antes, mas hoje a internet é lugar para disseminar ideias, de discutir e fazer uma ação prática. A internet tem sido esse primeiro passo para alcançarmos uma certa coletividade, como era antes o movimento estudantil. E de uma maneira bem democrática.

Você já comentou sobre a ex-BBB Ariadna no seu site, mas tem acompanhado também a novela Insensato Coração, que promete pelo menos 6 gays na trama? Acha que a abordagem é fiel aos gays?

Somos muito tipos. Tenho amigo bicha que se veste de mulher e outros que são de torcida organizada. A gente é muito diverso, nos colocamos em grupos. Isso sem falar das lésbicas, essas experimentações do masculino e do feminino... Acho que a tentativa é interessante, no sentido de falar sobre todos os tipos. É difícil conseguir fazer um quadro que agrade a todos. Adorei o personagem do [Leonardo] Miggiorin [Roni]. Me cansavam as bichas normativas, os bonitões, que nunca se beijavam, eram perfeitos. Não que eles não existam também, mas é que estava uma visão muito vitoriosa.

Tem medo de censura? Você chegou a sofrer algum tipo de resistência por parte da própria Folha?

Por enquanto, não recebi nada. Na revista tinha um pouco. Não uma censura, mas uma limpeza. Eu sempre escrevia muito a mais. Teve uma vez que falei do sexo anal, e eles não gostaram. Eu entendo. O blog me parece um pouco mais livre...
Visto no site A Capa