30/04/11

Governo do Rio regulamenta visita íntima para casais homossexuais


Visto no Extra

A Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos anunciou nesta sexta-feira a regulamentação da visita íntima para casais homossexuais em presídios fluminenses. A ação tem como base uma resolução da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, publicada no Diário Oficial de 28 de março, e faz parte do conjunto de iniciativas do programa Rio Sem Homofobia.

Uma cartilha será lançada em maio com informações para policiais e agentes penitenciários, além de seminários e encontros de capacitação, para orientar a recepção e abordagem dos detentos e de companheiros. A ideia é garantir que a aplicação da resolução seja eficaz.

Antes das visitas, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais deverão entrar em contato com o Disque Cidadania LGBT (0800 0234567), para marcar uma entrevista no Centro de Referência LGBT. A partir deste encontro com assistentes sociais, psicólogos e advogados será emitido um ofício a ser enviado para a direção do presídio, para que a visita possa ser realizada.

Documentário: O Direito de Ser Gay - Homossexualidade na História

A homossexualidade em "O espírito das leis" -


Por Arthur Virmond de Lacerda Neto para a Revista Lado A

O barão de Montesquieu, Carlos de Secondat de la Brède, nasceu na França em 1689, onde morreu em 1755. Celebrizou-se como autor de “O espírito das leis”, em que procura compreender as instituições políticas e a legislação dos diferentes países, fora de qualquer conotação teológica e metafísica, vale dizer, sem as explicar pela influência da divindade nem de entidades abstratas (a exemplo da Natureza) e dentro da análise dos fenômenos sociais, o que, posteriormente, Augusto Comte chamaria de método positivo, ou seja, a observação dos fatos para, deles, extraírem-se as regularidades dos fenômenos, sob a forma de leis naturais, que permitem prever ou explicar uns com base em outros.

O duodécimo capítulo de “O espírito das leis” intitula-se “Das leis que formam a liberdade política com a sua relação com o cidadão”. Contém ele o tópico “Do crime contra a natureza”, que traduzo abaixo e em que se nota a atitude hostil de Montesquieu em relação à homossexualidade, que qualifica de crime, e para evitar a qual exorta à adoção de costumes que, julga ele, o evitassem, na convicção de que ela resulta das circunstâncias exclusivamente, e não de uma inclinação inata: nasce-se homossexual, embora algumas pessoas mantenham relações homossexuais circunstancialmente, como por curiosidade.

Seria demais esperar que se achasse Montesquieu adiante do seu tempo, no conhecimento de que se dispõe, atualmente, da homossexualidade, como dado da natureza de cada um e, por isto, inevitável, ao invés de se considerá-la como meramente circunstancial, e por isto, evitável, como pensava ele. Ademais, criado em uma sociedade intensamente permeada pela teologia católica e pelo preconceito antihomossexual, partilhava ele da mentalidade vigente, ao tempo, quanto à homossexualidade, que somente se tornou objeto de considerações favoráveis posteriormente, com Jeremias Bentham, na Inglaterra, sobre quem escrevi, precedentemente, nesta coluna.

Eis o texto de “O espírito das leis”:

Não praza a Deus que eu queira diminuir o horror que se tem por um crime que a religião, a moral e a política condenam alternativamente. Seria preciso proscrevê-lo quando ele não fizesse senão dar a um sexo as fraquezas de outro e preparar a uma velhice infame por uma juventude vergonhosa. O que eu dele direi, deixar-lhe-á todas as máculas e não se referirá senão contra a tirania que pode abusar do próprio horror que dele deve-se ter.

Como a natureza deste crime é a de ser escondido, freqüentemente acontece que os legisladores puniram-no com base na denúncia de uma criança: era abrir uma porta bem larga à calúnia. “Justiniano, diz Procópio, publicou uma lei contra este crime; ele fez procurar os que dele eram culpados, não somente depois da lei, como antes dela. O depoimento de uma testemunha, por vezes de uma criança, por vezes de um escravo, bastava, sobretudo contra os ricos e aqueles que pertenciam à facção dos verdes”.

É singular que, entre nós [franceses] três crimes, a magia, a heresia e o crime contra a natureza, de que se poderia provar, do primeiro, que ele não existe; do segundo, que ele é suscetível de uma infinidade de distinções, interpretações, limitações; do terceiro, que ele é assaz freqüentemente obscuro, tenham sido, todos os três, punidos com a pena do fogo.

Direi que o crime contra a natureza não fará, jamais, em uma sociedade grandes progressos se o povo não se encontrar inclinado a ele por algum costume, como entre os gregos, em que as pessoas exercitavam-se nuas; como entre nós, em que a educação doméstica é fora de uso; como entre os asiáticos, entre quem os particulares têm um grande número de mulheres, que desprezam, enquanto os outros não as podem ter. Que não se prepare tal crime; que se o proscreva por uma educação exata, como todas as violações dos costumes, e ver-se-á, subitamente, a natureza ou defender os seus diretos ou retomá-los (1). Doce, amável, encantadora, ela espalhou os seus prazeres com mão liberal; enchendo-nos de delícias, ela prepara-nos, por crianças que, por assim dizer, fazem-nos renascer, a satisfações maiores do que estas próprias delícias.

(1). Ou seja, a heterossexualidade prevaleceria sobre a homossexualidade, impedindo o surgimento desta ou levando a praticarem-na os que praticavam a homossexualidade.

Casal de lésbicas cria a primeira clínica de fertilização para homossexuais no Reino Unido

Visto no Blog Direito das Famílias

Um centro de fertilização especial para casais gays abriu suas portas em Birmingham, no Reino Unido, no começo desta semana. A ideia, que tem provocado polêmica entre grupos religiosos, surgiu do casal de lésbicas Natalie Drew, 36, e Ashling Phillips, 32, a partir de suas próprias experiências quando decidiram ter uma família.

Hoje mães de Gianna, 5, e Kai, 2 (Natalie engravidou de Gianna e Ashling, de Kai), elas contaram, em entrevista à CRESCER, que muitas vezes o casal do mesmo sexo que deseja ter um filho não recebe o suporte necessário de que precisa. Além do desgaste emocional, os casais ainda sofreriam prejuízos financeiros, quando são orientados, por exemplo, a fazer um tratamento de fertilidade desnecessário.

Foi o que aconteceu com elas em 2006, quando decidiram ter outro bebê – o Kai. “Fizemos inseminação artificial por quatro meses, enquanto Ash estava ovulando, mas ela não engravidava. Nas consultas com o nosso médico, ele estava mais interessado em testar o doador [queria que ele fizesse contagem de espermatozoides e teste de fertilidade] do que saber por que Ash não estava conseguindo engravidar”, conta Natalie. Alguns exames, aliás, Ashling realizou em uma clínica particular, o que custou cerca de R$ 6.500, sem necessidade. “Ele mesmo poderia tê-los feito, mas não estava disposto porque não estávamos tentando conceber pelo método natural”, diz.

Depois de mais dois meses insistindo com o mesmo doador, Ash engravidou. Foi, então, que Natalie criou um site básico para ajudar outros casais gays. O objetivo foi evitar que o casal passe por constrangimentos, como ter de dar explicações sobre por que estão buscando doadores.“Em 2010, o site passou por uma remodelagem e hoje conta com um banco de dados de 4 mil mulheres no Reino Unido, 600 doadores de esperma e 250 doadores de óvulos.

Este mês, elas inauguraram o Gay Family Web Fertility Centre, que, além de fazer essa ponte entre quem está procurando doadores e os doadores, também oferece consultoria para gays que querem constituir uma família, desde o início das tentativas para ter o bebê até após o nascimento. “Se o cliente precisar de uma clínica para fazer tratamento, temos algumas em que vamos trabalhar em conjunto, para garantir que ele receba o tratamento que ele/ela precisa”, diz Natalie. Apesar das críticas que têm recebido, o apoio da família, amigos e das comunidades gays não tiram a alegria do casal em ajudar na formação de novas famílias.

FONTE – Revista Crescer

29/04/11

Maurício Branco dá beijo gay na TV em minissérie


Visto no Blog da Patrícia Kogut

O tão esperado primeiro beijo gay da teledramaturgia brasileira vai acontecer. E será entre os personagens de Mauricio Branco e Rodrigo Candelot na minissérie "Natália", que estreia dia 1 de maio, às 22h30m, na TV Brasil. Na série, Maurício será Glória, booker de uma agência de modelos e que, apesar do nome feminino, não é um travesti e, sim, um gay que promete fazer o público rir. Na ficção, Candelot será seu namorado francês.

"Natália" contará a saga de Natália (Aisha Jambo), uma menina do subúrbio de Marechal Hermes, vendedora de uma loja de pão de queijo, que sonha em se tornar numa modelo. Já Maria Isabel, dona da agência, será vivida por Claudia Ohana (ao fundo, na foto acima).

- O personagem não é um gay estereotipado. Ele ajuda no processo de transformação da garota humilde numa top internacional - diz Maurício Branco, que recentemente, depois de um período afastado da TV, esteve à frente de um quadro só com participantes homossexuais no programa "Amor & sexo", apresentado por Fernanda Lima, na Globo.

Sob a direção de Marcus Baldini (de "Bruna Surfistinha"), a série terá 13 episódios. "Natália" foi gravada entre agosto e outubro de 2010, com direção geral de André Pellenz. Também fazem parte do elenco Guti Fraga, Cláudio Lins e Michelly Campos.

Campanha cristã pede aprovação de lei anti-homofobia


Por Hélio Filho para o Mix Brasil

Cristãos se unem para pedir a aprovação do projeto que criminaliza a homofobia no Brasil

Está rolando na internet uma campanha de cristãos pela aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia no Brasil, como forma de responder a outras tantas campanhas contrárias à proposta realizadas por fundamentalistas da palavra de Jesus Cristo. O objetivo é ser bem viral e simples e mostrar que existem também católicos e evangélicos que querem a criminalização da homofobia.

A ideia é usar a literalidade com a qual os fundamentalistas interpretam a Bíblia Sagrada para destacar que nem tudo deve ser levado ao pé da letra. Um primeiro banner já caiu na rede e pode, e deve, ser livremente publicado em redes sociais como Facebook, Orkut, Twitter e Flickr. Ainda no Twitter, a campanha é feita usando-se as hashtags #CritaosPelaPLC122 #SouCatolicoEapoioaPLC122 #SouEvangelicoEapoioaPLC122.

Travestis e transexuais – Vivência e travestilidades nas cidades

Visto no Blog Direito das Famílias

Entenda um pouco sobre a vida dos travestis e transexuais.





Crítica: Série "Macho Man" abusa do humor para debochar do estilo de vida hétero

Por Marcelo Hailer para A Capa

Estreou no dia 08 de abril, na TV Globo, a série "Macho Man", que antes de ir ao ar já causava polêmica por girar em torno de um gay que se torna hétero após levar uma sapatada na cabeça. Muita gente questionou se seria mais uma série para denegrir homossexuais. Mas não é bem assim.

Escrita por Fernanda Young e Alexandre Machado ("Os Normais"), a série retrata a vida de Nelson (Jorge Fernando), gay quarentão, fervido e que ganha a vida trabalhando como cabeleireiro. Sua melhor amiga é Valéria (Marisa Orth), uma ex-gorda que quer voltar a ter uma vida social. O primeiro capítulo tem início com dois grandes clichês: Nelson aparece dançando e interpretando a música "I'm too sexy", do extinto grupo Right Said Fred, que era formado por barbies e que fez sucesso nos início dos anos 90.

Após a cena, Nelson faz uma coreografia tresloucada, o que leva sua amiga a perguntar por que os gays gostam tanto de viver. Nelson responde, dizendo que os gays querem "se divertir", rebatendo a pergunta: "E vocês [héteros], o que querem?". Valéria diz que procura pelo "amor" e Nelson completa categórico: "É aí que está o erro: quer amor, compra um cachorro".

Este diálogo revela boa parte do tom que as conversas seguintes terão: todas construídas em cima de velhos estereótipos: gays são fervidos, não querem amor, e héteros são infelizes porque casam e buscam pelo amor... Uma dicotomia antiga e para lá de superada. Apesar disso, "Macho Man" garante alguns momentos de humor afiado - quase sempre politicamente incorreto.

Talvez seja necessário acompanhar a série através do inverossímel, pois a partir do momento em que Nelson sofre o acidente na boate, o que vem a seguir é uma completa imbecilização do estilo de vida heterossexual. Por exemplo, a cena em que Nelson se veste para ir a uma boate hétero. Nela, é travado um interessante embate entre a "vestimenta gay" versus a "vestimenta heterossexual". Quando o cabeleireiro consegue achar uma roupa adequada ao ambiente, o que vemos é uma cafonice sem tamanho. Os héteros são cafonas? Na sequência, acompanhamos a primeira imersão do personagem na boate. Nelson vai dançar com uma garota na pista e começa a soltar a franga, quando Valéria faz sinais de que ele não pode dançar daquele jeito. Quer dizer então que os héteros, além de cafonas, não sabem dançar?

Ainda não dá para saber qual será o caminho que a série vai trilhar, mas os autores partem da premissa de um ex-gay (ideia que Young e Machado já disseram considerar "absurda") para mostrar, a partir de um humor caricato, o quanto esses rituais e estilo de vida heterossexual são ridículos. Um preconceito às avessas? Talvez, até porque, para fazer esse deboche, os autores traçam um gay estereotipado: cabeleireiro, afeminado e fútil.

"Macho Man" revela também outra questão: o quão engessada está ficando a discussão da representação de identidades? A verdade é que, assim como não temos notícias de "ex-heterossexuais", também não temos notícias de "ex-gays". Sabemos, no entanto, que são paranoias construídas pela igreja, que se tornaram verdadeiras doenças modernas.

Enquanto o debate para além das identidades não for feito e levado adiante, ficaremos discutindo representações que não dizem mais respeito à realidade. Nesse sentido, "Macho Man" é apenas uma comédia besteirol com um ótimo roteiro.
Uma outra opinião:

Série Macho Man é um tiro no pé dos gays, acreditam leitores da Lado A

Nelson (Jorge Fernando) é um gay feliz e amigo de Valéria (Marisa Orth), uma ex gorda. Os dois se dão muito bem e são íntimos. O amigo cabeleireiro porém é vítima do destino e enquanto dança em uma boate gay é atingido na cabeça por um salto plataforma que voa depois que uma drag queen se pendura no globo de vidros da boate para não cair. Contundido, Nelson descobre que sente atração por mulheres de pois do acidente. Ele virou um ex-gay.

Este é o resumo do primeiro capítulo de Macho Man, série de humor escrita por Fernanda Young e Alexandre Machado, que estreou no último dia 8, na Rede Globo. Fernanda acredita que o programa vai estimular a quebra do preconceito, mas, segundo nossos leitores, ele promove o contrário. Perguntamos na semana passada no site: “Você acha que o humorístico Macho Man, que mostra um gay que virou hétero, ajuda ou atrapalha o respeito aos gays?”. 70% acreditam que o programa semanal atrapalha a busca por respeito. Mais da metade argumentaram que “Atrapalha pois viramos mais uma vez motivo de chacota”, enquanto (21%) outros acreditam que há pessoas que passarão a acreditar na existência de ex gays e (10%) ainda acreditam que o programa promove a violência contra os gays, já que alega que com uma pancada na cabeça pode ser feita uma reversão da orientação sexual.

Já 20% acreditam que a abordagem de Macho Man é positiva. 10% pois cria com o humor uma possibilidade de rimos das diferenças sem preconceito, outros 6% acreditam que é o programa é a favor pois mostra mais gays na TV, enquanto 4% acreditam que ironizar a existência de ex gays faz com que as pessoas não acreditem nessa idéia.

Já 10% responderam que a existência do programa não influencia no modo que a sociedade vê os homossexuais, pois “Não muda em nada o (des)respeito aos gays”.

Inglaterra faz o casamento real mais gay de sua História

Por Hélio Filho para o Mix Brasil

Casamento real tem vestido de estilista gay e casal assumido na igreja

Chamada de “o casamento do século”, a união entre Kate e o príncipe da Inglaterra William na manhã desta sexta-feira, 29, em Londres, foi o casamento real mais gay já visto (ou pelo menos documentado) na história da monarquia mundial. Com o casamento de William, agora resta só o ruivo Harry para o mundo inteiro, inclusive os gays, sonhar com o próximo casamento real na Grã-Bretanha.

Agora princesa Catherine, a noiva deu fim ao grande mistério sobre qual vestido iria usar dentre os três modelitos que mandou fazer e surgiu em um tradicional Alexander McQueen, estilista inglês assumidamente gay morto no ano passado. Cumprindo o ritual real de valorizar seu reino, o vestido era todo feito em tecido inglês e foi comparado pelas especialistas em moda ao usado pela atriz também plebeia Grace Kelly.

Catherine entrou vestida de McQueen em uma cerimônia grandiosa e cheia de pompa que começou pontualmente às 11h na Abadia de Westminster. Dentre tantos convidados ilustres, o novo casal real contou com a presença colorida do sir inglês Elton John e seu marido, David Furnish, ambos abertamente homossexuais.

Eles chegaram juntos acenando para as milhares de pessoas que se aglomeraram em frente à abadia e permaneceram lado a lado durante todo o casamento, para todo mundo ver. Só para lembrar, não foram convidados para a cerimônia nomes como o do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e do ex-ministro inglês Tony Blair.

Uma cerimônia com poucas referências gays a um primeiro olhar, mas dado o tradicionalismo extremo dos ritos da monarquia, ainda mais a inglesa, considerada uma das mais inflexíveis, pode-se dizer que nem o casamento do ícone gay Lady Di interessou tanto aos gays.

Censo 2010 - Mais de 60 mil pessoas declaram ter cônjuge do mesmo sexo

Por Rafael Lemos para o site da Revista Veja

A pergunta foi incluída pela primeira vez no questionário, e é um avanço na direção do reconhecimento das uniões homoafetivas. O maior número de casais está no Sudeste

O Censo 2010 trouxe à luz das estatísticas, pela primeira vez, os casais gays que dividem o mesmo teto no Brasil. Em todo o país, 60.002 pessoas declararam ter cônjuge do mesmo sexo. É pouco, mas é muito. Num país onde grassa o preconceito, certamente houve muita gente que não quis responder, o que torna o número pouco confiável. Mas a inclusão da pergunta no questionário de um órgão do governo mostra que finalmente as uniões homoafetivas tão presentes na realidade finalmente deixam de ser ignoradas pela estatística.

O levantamento inédito é fruto do novo pacote de perguntas inaugurado nesta edição da pesquisa. Os dois modelos de questionário aplicados pelos recenseadores trouxeram a seguinte pergunta: "Qual o grau de parentesco ou de convivência com o responsável pelo domicílio?". Entre as 20 opções de resposta, havia o item "cônjuge ou companheiro(a) do mesmo sexo".

O empresário e apresentador de TV Bruno Chateaubriand, que vive há quase 13 anos com o companheiro André Ramos, comemora o avanço do censo no reconhecimento dos casais homossexuais, mas também acredita que o resultado deve ter ficado bem abaixo dos números reais.

“Acho importante a iniciativa do IBGE, assim como a do Imposto de Renda ter passado a aceitar o cônjuge do mesmo sexo como dependente. Mas, como vivemos numa sociedade muito preconceituosa, acredito que muita gente não tenha respondido corretamente. Talvez haja uma abertura maior em São Paulo e no Rio, onde existem paradas gays enormes. Só na Avenida Paulista se reúnem mais de um milhão de pessoas. Já no Nordeste, por exemplo, ainda é uma questão complicada. O Brasil é um dos países em que mais se mata por homofobia”, pondera Chateaubriand.

Os números do IBGE confirmam. O Sudeste concentra mais da metade do total de cônjuges do mesmo sexo: 32.202 casais. Ficam na região os três estados que apresentaram o maior número de casais. São Paulo aparece em primeiro lugar, com 16.872 notificações. Em seguida, vem o Rio de Janeiro, com 10.170. Minas Gerais ficou em terceiro lugar, com 4.098 casais. Enquanto isso, em todo o Nordeste, apenas 12.196 pessoas informaram viver uma união homoafetiva.

Bruno Chateaubriand, que não recebeu a visita dos recenseadores, conta que um amigo, promoter de festas em Curitiba, passou por constrangimento ao responder a pergunta. Ao ouvi-lo se referir ao companheiro como “meu marido”, o entrevistador não teria segurado o riso.

“Me pergunto qual o preparo dos recenseadores para lidar com essas respostas. Como garantir que não vai haver aquele risinho depois da resposta? Eles foram treinados para isso?”, questiona Chateaubriand.

A expectativa das lideranças do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) é que o reconhecimento da existência de casais do mesmo sexo ajude a categoria a conquistar antigas reivindicações, como a união civil e todos os benefícios decorrentes dela.

"Já é um grande avanço o IBGE ter incluído esse item. É simbólico pelo fato de o estado brasileiro reconhecer pela primeira vez essas novas constituições familiares. Este pode ser um primeiro passo para o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, acredito que, devido à discriminação que existe, muitas pessoas não tenham se sentido confortáveis para responder corretamente a pergunta", avalia o ativista Márcio Marins, da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros).

Oração aos homofóbicos

Por Paco* para A Capa

O preconceito contra homossexuais sempre existiu, mas é triste constatar que ele vem se evidenciando cada vez mais de uma forma assustadora. Um surto homofóbico vem tomando conta de várias cidades do Brasil, oficializado pela voz de "representantes" da direita e de extremistas religiosos.

A sensação é de total vulnerabilidade, de impotência, de desespero. Parece que nunca foi tão difícil ser gay, parece que nunca foi tão proibido amar uma pessoa do mesmo sexo. Para os homofóbicos que insistem em nos calar, escrevi há dois anos o texto abaixo, que encarei como uma oração, após assistir ao filme "Prayers for Bobby", sobre o drama de ser gay na adolescência. É totalmente simbólico, mas nunca foi tão atual e verdadeiro:

Pai,
Perdoai aqueles que se dizem Seus porta-vozes
Que acreditam que estão fazendo justiça em Vosso nome
Tem compaixão por Seus filhos que usam a Bíblia para proferir inverdades contra nós

Pai,
Sabes que o que fazemos não é pecado
Que amamos nosso igual porque cremos na dádiva maior que é o Amor
Sabes também que temos fé e que nossas crenças não são diferentes da maioria

Por isso, Pai, proteja-nos dos ataques que recebemos diariamente
Orienta-nos para seguirmos sempre o melhor caminho
Olhe por nossa proteção e existência

Em nossa luta diária, dê-nos força para mudarmos o mundo
Para plantarmos a tolerância e a união
E orientarmos os preconceituosos em direção ao respeito

Pai,
Perdoai os homofóbicos
Eles não sabem o que fazem

Amém!

***
Funcionários gays da Apple também aderiram à campanha "It Gets Better", que pretende alertar para o problema do bullying homofóbico nos EUA. A iniciativa louvável já contou com o apoio de outras empresas, como Google e Pixar.

O vídeo tem depoimentos emocionantes, e não precisa ser norte-americano para se identificar com as histórias.




*Radialista, ator, hoje jornalista, insistente, persistente, por vezes intransigente. Quer alcançar, impressionar, intensificar, instigar. Sabe que tudo tem limite e questiona a falta dele. Paciente, sabe esperar. Sonhador, tem certeza que as coisas podem dar certo. Otimista, sempre torce por um final feliz.

Trilha da Semana: Rebecca Drysdale - "It Gets Better"

28/04/11

Folha demite funcionário por aliar nazismo a sexo gay

Por Marcio Claesen para o Parou Tudo

O Grupo Folha demitiu funcionário que elaborou enquete de péssimo gosto no site da Livraria da Folha. A pergunta era: “Se você fosse um prisioneiro em um campo nazista, você faria sexo com uma pessoa do mesmo sexo?”.

A questão foi inspirada no depoimento de um sobrevivente do nazismo extraído do livro “Triângulo Rosa – Um Homossexual no Campo de Concentração Nazista” (Mescla Editorial), de Rudolf Brazda e Jean-Luc Schwab.

Em comunicado, e empresa diz que a enquete “era inapropriada e desrespeitosa à memória das vítimas do Holocausto e, por isso, foi imediatamente retirada do ar”.

Pesquisa mostra que formação homossexual de família não interfere no desenvolvimento infantil


Visto no Mãe na Web

Um estudo realizado pelo pesquisador Ricardo de Souza Vieira, do Instituto de Psicologia da USP, mostra que a criação e a educação dada às crianças por casais homossexuais não acarreta perda psicológica. O estudo psicanalítico sobre papéis e funções parentais em casais homossexuais com filhos foi baseada em uma pesquisa antropológica publicada no livro “Conjugalidades, parentalidades e identidades lésbicas, gays e travestis”, lançado em 2007, que considerou filhos provenientes de relações heterossexuais anteriores, de reprodução assistida ou de adoção.

Segundo Vieira, a estrutura familiar e as funções que asseguram o desenvolvimento da criança não estão vinculadas à orientação sexual do casal. O que importa é o desejo de ser responsável por uma criança. “As relações de responsabilidade dos pais e da criança com os adultos, que definem a estrutura familiar, não sofrem alterações. As relações de parentesco são mais simbólicas do que biológicas. As funções psíquicas são o que realmente importa para o desenvolvimento de uma criança, e elas estão descoladas do aspecto anátomo-fisiológico do corpo.”

De acordo com ele, em um casal homoparental, formado por homossexuais, as funções materna e paterna são preservadas e podem estar ou não presentes, assim como nas famílias heterossexuais. A função psíquica materna é de estar mais próxima da criança, ser responsável por ensinar a linguagem e por cuidar e proteger com mais assiduidade. A função paterna limita a proximidade da criança com a mãe e determina limites e regras.

Os dados mostraram que as crianças não sentem a necessidade de possuir uma mãe do sexo feminino, e um pai do sexo masculino, pois as funções psíquicas são exercidas por duas pessoas do mesmo sexo. “Não há regra geral, a criança costuma criar diferentes formas de nomear os pais, como: pai X e pai Y ou mãe X e mãe Y. Raramente, uma criança chama um de pai e outro de mãe”, explica. “Minha experiência de trabalho e observação com crianças indica que a maneira como ela percebe, valoriza e qualifica sua realidade depende muito de como os responsáveis por ela transmitem sua própria maneira de entender essa realidade”, completa.

Vieira disse que o conceito de família homoparental ainda está em construção. Os casais homossexuais usam como referência o modelo heterossexual, “o que não significa que este modelo de família seja o único possível.”

Lady GaGa canta “Judas” ao vivo pela primeira vez no programa da Ellen Degeneres!

Visto no Papel Pop

É GaGa na Ellen! A cantora Lady GaGa escolheu o programa da apresentadora e amiga pessoal Ellen Degeneres para estrear o single de “Judas” na TV!

Na entresvista, GaGa voltou a repetir o discurso do documentário da HBO e disse que se sente, sim, uma loser às vezes, apesar do imenso sucesso que alcançou na carreira, com shows lotados no Madison Square Garden, por exemplo.

Quem estava esperando uma apresentação cheia de “gaguismos”, é melhor tirar o cavalinho da chuva. Ao que tudo indica, GaGa fará algo simples, com roupas pouco extravagantes e alguns dançarinos no palco, bem parecido com a performance de “Born This Way” no Grammy.



Ellen, engraçadona como sempre, aproveitou a presença da GaGa para fazer uma entrada “triunfal” dentro de um sapato!
Antes da gravação, que aconteceu na noite do dia 26, GaGa encontrou alguns fãs na porta do estúdio. GaGa e a gravadora dela também anunciaram no início da semana que o clipe de “Judas” irá estrear no programa superfamília “American Idol” na semana do dia 2 de maio!

Novela "Insensato Coração" aborda criminalização da homofobia

Por Marcelo Hailer para A Capa

No capítulo que foi ao ar nesta segunda-feira (25/04), a novela "Insensato Coração" abordou a criminalização da homofobia de forma objetiva e amigável.

Na cena, o jornalista homofóbico Kleber Damasceno (Cássio Gabus Mendes) lê o jornal onde trabalhava e lamenta a questão de que tinha em mãos o furo a respeito da prisão do banqueiro Horácio Cortez (Herson Capri), mas por estar desempregado e fora do jornal não pode fazer nada.

É neste momento que o seu irmão, Gabino Damasceno (Guilherme Piva), diz a Kleber que ele não está mais no jornal porque "fez por onde" para ser demitido. Em seguida, sua ex-mulher, Daisy Damasceno (Isabela Garcia), reforça a opinião do cunhado e diz que Garcia, ex-patrão de Kleber, gostava muito dele e que o segurou por muito tempo.

É neste momento que Kleber se exalta e diz que o ex-chefe não gostava do seu trabalho e lamenta o fato de que tinha de receber ordens de "uma pessoa mais jovem e ainda por cima boiola". Ao perceber o comentário homofóbico e a cara de reprovação de sua filha, Olivia Damasceno (Polliana Aleixo), o jornalista se cala e pede desculpa.

A filha de Kleber pede para o pai relaxar e diz já saber de toda a história que ocasionou a sua demissão. "Relaxa pai, já sei de toda a história. O editor era gay e daí? Olha só pai, é melhor você tomar cuidado porque tá rolando uma lei. A homofobia vai virar crime! Daqui a pouco é você que vai parar no jornal algemado", alerta Olivia, que recebe o apoio da mãe.

Na sequência, Kleber diz ainda não se conformar e começa a debochar dizendo que vai ter que virar metrossexual para conseguir um emprego novo. Com essa cena e diálogo, a novela "Insensato Coração" marca mais um ponto no quesito diversidade sexual e apoio à causa. Além de ser a primeira novela, exibida às 21h, faixa nobre da emissora, a conter um núcleo gay, o folhetim avança ao abraçar de forma aliada a questão da criminalização da homofobia.

Começa em 01:13

'Tem muita travesti talentosa', diz nova diva gay do YouTube

Por Dolores Orosco para o G1

Vídeo em piscina deu fama à transex Luisa Marilac e ganhou remixes de DJs. Após agressão no Brasil e golpe na Itália, ela explica como saiu 'da pior'.

No verão passado, Luisa Marilac decidiu fazer algo diferente. Ela só não previa que o vídeo no qual desfrutava de um dia de sol na piscina de sua casa na Espanha, tomando seus “bons drink”, faria dela uma celebridade da internet.

“Menina! Passei a tarde na cama, só falando com o povo no Twitter. Meus Deus, quanta gente!”, contou a transexual ao G1 na terça-feira (19/04), data em que o vídeo intitulado “Luisa Casa Roqueta” ultrapassou os 800 mil acessos no YouTube. (clique aqui para ver)

Filmada com uma câmera amadora em junho de 2010, a gravação era uma pequena vingança de Luisa contra um ex-namorado italiano. “Nós moramos em Roma por dois anos e mudamos para Madri para nos casar. Chegando aqui, ele me roubou, fugiu com meus documentos, meus cartões de crédito, me deixou na m...”, explica. “Quis fazer o vídeo para mostrar que apesar de tudo, eu não estava na pior”.

Nas cenas em que joga na cara do ex o glamour da casa com piscina no povoado de Roqueta de Mar, no sul da Espanha, Luisa dispara uma sequência de frases que têm virado bordões nas redes sociais.

“Neste verão eu decidi fazer algo de diferente. Decidi ficar na minha casa, na minha piscina, com meus bons drink [sic] curtindo esse verão maravilhoso na Europa”, diz a brasileira na gravação, antes de dar um mergulho na água “geladíssima”. “E teve boatos de que eu estava na pior... Se isso é estar na pior, que quer dizer estar bem? P...”, completa Luisa, com ar debochado.

Descobertas só recentemente por usuários do Twitter e do Facebook, as máximas de Luisa ganharam até as pistas de dança. Misturadas a arranjos eletrônicos, as pérolas proferidas pela transex foram convertidas em versos de hits de baladas moderninhas.
“Fiz o remix por zoação e toco em festas em que o pessoal tem mais humor”, conta o DJ Nedu Lopes, que se apresenta nos clubes paulistanos Vegas e Glória. Já o DJ Dolores de las Dores, do projeto Las Bibas from Vizcaya, produziu uma versão batizada “Momentos meus”, executada na Red Party, do Sonique Bar, também em São Paulo. "Enfio a música no meio de um set maluco, intercalando com Gretchen ou Lady Gaga”, conta.

Assim como o vídeo original de Luisa, os remixes também fazem sucesso: ambos já tiveram mais de 55 mil acessos no YouTube.

Vida 'hétera' no Brasil

O assédio virtual dos brasileiros causou certo banzo na neodiva gay da web, que faz planos de visitar o país no próximo dia 6 de maio. A data não foi escolhida à toa: é o aniversário de Luisa – que jamais revela a idade. “Coloca aí que sou da época do 'Fuscão preto'. E abafa o caso”, pede.

Na vinda ao país, ela pretende ir direto ao encontro da mãe, que trabalha como cabeleireira em Guarulhos, na Grande São Paulo. Também planeja visitar familiares que vivem em sua terra natal, Além Paraíba, localizada na Zona da Mata mineira.

“É uma cidade pequenininha e acolhedora, que faz divisa com o Rio, na BR 116”, detalha. “Quando volto para lá, levo uma vida de 'hétera' e tento passar o mais discreta possível. Sei que aí no Brasil travesti leva pedrada na rua”.

A violência contra os homossexuais no país é tema que preocupa Luisa. Ela diz que foi justamente um ataque homofóbico que a fez se mudar para a Europa há mais de duas décadas.

“Levei sete facadas nas costas dentro de um bar em São Paulo. Fiquei em coma dois dias e me trataram feito animal em um hospital público”, explica. “Essa semana me mandaram aquele vídeo do travesti assassinado na Paraíba e fiquei em estado de choque, não consegui nem dormir!”.

Quando se mudou para a Europa, Luisa caiu na prostituição, como fazia desde a adolescência na Grande São Paulo. “A diferença é que na Itália eu não sentia medo, no máximo alguém me olhava feio. No Brasil, travesti que está na vida sabe que pode ser linchado, assassinado...”.

A transex diz que há quase três anos deixou de fazer programas. “Ainda circulam uns anúncios meus em alguns sites. Já tentei tirar todos do ar, mas é tão difícil...”, lamenta.

Atualmente, diz ela, o sustento vem da renda que acumulou. Mora em um apartamento no centro da capital espanhola e no verão, aproveita o calor na casa da Roqueta. “É tudo alugado, mas é meu. Eu pago o aluguel, então é meu”, enfatiza.

“Adoro o agito de Madri, mas prefiro ficar na Roqueta, que é um lugar menorzinho. Sempre fui uma moça do interior”, confessa, aos risos. “Sou uma dona de casa que gosta de ver tudo limpinho, receber as amigas. Coisa de mulherzinha”.

Silicone da vizinha
Com 1,85m de altura, cintura fina, seios e quadris fartos, Luisa se considera uma “travesti à moda antiga”. “Plástica mesmo só fiz no nariz. O resto é aquele silicone que você bate na porta da vizinha e pede pra ela aplicar”, revela, sem pudores.

O corpão exagerado às vezes atrapalha na hora de escolher um modelito de alta-costura. “Grife é coisa tão rara de me servir... Comprei um vestido Roberto Cavalli que ficou péssimo. Comprei uma bota Calvin Klein que na primeira esquina quebrou o salto. Fico louca da vida, não compensa gastar tantos euros”, pondera. “E tem mais: aprendi a me olhar no espelho e me achar linda, não importa a roupa”.

Os investimentos mais altos, diz ela, são nos perfumes. “Sou muito exigente e se você me perguntar, sei o nome de todos: Lancôme, Chanel, Givenchy...”, desafia. “Mas o meu preferido é o Insolence, da Guerlain. Adoro um cheirinho bem doce”.

A vaidade também ficou mais forte desde que seu “dolce far niente” na piscina ganhou a internet. Em seu vídeo mais recente, filmado em HD, gastou 3 mil euros com uma miniequipe formada por maquiadora e cinegrafista.

“Vou continuar fazendo essas palhaçadinhas no YouTube e vou chamar as amigas para participar”, promete. “Tem muita travesti talentosa e bonita que não tem oportunidade e se vê obrigada a cair na prostituição. Sou muito afortunada por não ter contraído um HIV. Na minha época não se falava tanto em camisinha”.

Xuxa
Luisa espera repetir o êxito de outras transexuais famosas, como a top model Lea T – a queridinha da vez do mundo fashion. “Ela é linda! No início da carreira estava muito magrinha, mas agora ficou incrível. Virou mulher!”, elogia. “Se você descobrir o nome do cirurgião dela, você me passa?”, solicita.

Se a fama na web ajudar, Luisa quer realizar um desejo antigo: conhecer a rainha dos baixinhos. “Xuxa é a minha maravilhosa! Meu sonho de infância era ser paquita e se você perguntar para qualquer travesti, ele vai te dizer o mesmo”, garante.

Outra heroína de infância da transex é Luisa de Marilac. Nada a ver com a santa francesa, cujo sobrenome batizou um município mineiro. “Escolhi esse nome para homenagear uma amiga de minha mãe, que me deu a primeira roupa de mulher”, recorda ela, que esconde com afinco seu nome masculino. “Dona Luísa era uma santa, vendedora da sessão de cosméticos do Carrefour. Me tratava como a filha que nunca teve”.

A formação católica passada pela mãe – Luisa nunca conheceu o pai biológico – ainda tem espaço no cotidiano. “Deus foi muito bom comigo. Quando acordo, a primeira coisa que faço é agradecer por mais um dia e já peço perdão pelos pecados que cometerei nas próximas horas”.

A família feliz... Sei... - Por Cindy Butterfly

Por Cindy Butterfly para A Capa

Este final de semana, meu namorado e eu fomos ao supermercado. Entre outras coisas, fomos comprar ovos de Páscoa. Sim, não resistimos à orgia dos ovos de chocolate e compramos o mesmo tanto de chocolate, só que um preço no mínimo três vezes maior. Enfim, coisas de seres sociais que estão de alguma forma inseridos nos rituais de passagem que se desdobram ano a ano em nossa sociedade.

Mais do que esta verdadeira prostituição do chocolate, o que mais me surpreendeu na ida ao supermercado foi a quantidade de "happy family stickers", ou seja, os malditos "adesivos família feliz" que encontrei aplicados nos carros que estavam no estacionamento. Incrível como esses adesivos se transformaram numa verdadeira mania. E isso não é só um fenômeno brasileiro. Nos Estados Unidos, por exemplo, a febre parece ser a mesma. Aliás, segundo uma breve pesquisa que eu realizara (sim, porque eu consulto o oráculo Google), foi justamente na terra dos yankees que esta bobeira começou. Seria mais um besteirol americano?

E lá vão os adesivos, andando eternamente felizes pela cidade! Papai, mamãe, filhinhos e um bichinho de estimação.

Muito já se falou, sobretudo na grande mídia, acerca dos perigos que tais adesivos e outros podem trazer, como os que informam o curso e a faculdade onde se estuda ou o nome do pequeno rebento que está no interior do carro. Por isso, nem vou entrar neste mérito... Um dia, Peter Burke, um dos historiadores com quem mais me identifiquei na época de faculdade, disse: "Para compreender a história é preciso saber mergulhar sob suas ondas...". Então tá. Vou pegar um maiô phyníssimo, todo trabalhado no paetê e mergulhar no que penso que pode ser a história destes adesivos.

Sempre se percebeu na trajetória humana que, nos momentos mais críticos e difíceis, as sociedades têm a tendência de se comportarem de maneira mais conservadora, mais controlada, com receio do que possa acontecer. Ao contrário disso, nos momentos em que o mundo está mais tranquilo, as pessoas tendem a ser mais liberais e a arriscarem mais. Bom, o fato é que os Estados Unidos saíram de um governo bem conservador como o de Bush e os americanos resolveram eleger Obama como uma possível salvação para a política americana, sobretudo a política externa, uma vez que o ex-presidente não era lá pessoa muito querida pelo mundo afora (se não fosse aquele repórter, eu mesma teria lançado um sapato nele, ou melhor, um salto Prada belíssimo)... No entanto, a vitória de Obama não foi assim tão disparada, e boa parte da sociedade americana preferia a continuação do conservadorismo da era Bush. Diferente do ex-presidente, Obama tem se mostrado a favor dos direitos dos homossexuais e não duvido nada que estes adesivos tenham surgido de uma cabecinha bastante maléfica como resposta às posições do atual presidente.

"Bicha, a senhora tá sequelada?" - poderia dizer alguém e continuar: "... são apenas adesivos que retratam como está estruturada aquela família que vai naquele carro."

É verdade... É apenas um desenho, um adesivo. Mas não percamos de vista, meus amores, que a igreja conseguiu passar sua doutrina e seus dogmas durante séculos, através de pinturas, quadros, vitrais e ilustrações para pessoas que sequer sabiam ler e escrever. E para mim, esses adesivos também contém uma mensagem latente. E vindo da terra do Tio Sam, é bem fácil pensar que seja uma campanha barata (nos dois sentidos) para os conservadores combaterem o discurso simpatizante de Obama. Afinal, através de um simples desenho, vai se incutindo no inconsciente das pessoas que família é só isso: um pai, uma mãe e os filhos, excluindo-se, assim, qualquer outra estrutura de família, como as famílias monoparentais, formadas por pais e mães divorciados, ou então mães solteiras. Exclui-se também as famílias formadas por avôs e netos, as famílias formadas por irmãos somente. Excluíi-se as famílias formadas por casais sem filhos e, principalmente, exclui-se as famílias alternativas como as que são formadas por casais homossexuais.

Não podemos negar que, de alguma forma, trata-se de um discurso (hipócrita ou não, intencional ou não) de dar satisfações à sociedade e dizer que está se vivendo segundo o padrão heteronormativo imposto. Alguém pode dizer: mas podemos colocar dois homens ou duas mulheres e construir a família homossexual. Está certo, só que aí esbarramos em duas coisas, pra começar: primeiro, corre-se o risco de, quando voltar para pegar o carro, encontrá-lo riscado, por exemplo, segundo, ao fazer tal coisa estamos, também, afirmando que o padrão heterossexual de família é o padrão perfeito e aceito.

Para mim não passa de uma neocatequização... Do mesmo jeito que o coelho, os ovos e a Páscoa. Passados três séculos, ainda estamos vivendo os desdobramentos da teocracia da Idade Média... Oh, meu pai, ajuda...

Tá dado o recado... Beijo, beijo, beijo... Fui...

Update: enviado por @drehmontaldi

Saúde de lésbicas sofre com preconceito e desinformação

Por Fernanda Aranda para o GAY 1

Vergonha em expor o corpo e despreparo dos médicos dificulta prevenção e tratamento de doenças

Câncer de mama, obesidade, HPV e uso de drogas são problemas que ameaçam a saúde feminina e, segundo pesquisas recentes, as lésbicas correm ainda mais risco de cruzar o caminho com estas doenças.

A mistura de preconceito, falta de informação e despreparo das equipes de saúde para tratar esta população é o ponto de partida para que mulheres que fazem sexo com mulheres concentrarem indicadores de saúde piores do que a população feminina em geral.

Os estudos científicos já evidenciaram que a vergonha das pacientes em expor algumas partes do corpo relacionadas à sexualidade, como as mamas e a vagina, também compõem o cenário da dificuldade das homossexuais em cumprir uma agenda preventiva às doenças.

Os números

A primeira grande publicação que alertou sobre os índices de saúde preocupantes na população lésbica foi feita pela Universidade de Pittsburgh e publicada no Arquivo Internacional de Saúde Pública.

Os médicos entrevistaram 1.017 mulheres homossexuais. Na avaliação comparativa com as heterossexuais, eles encontraram 35,5% de lésbicas fumantes contra 20,5% heteros. No primeiro grupo 57,5% usavam álcool com frequência contra 44,6% na outra turma (o índice de alcoolismo ficou 4,7% contra 1,1%).

Além disso, na faixa etária com mais de 40 anos, 93,3% das lésbicas nunca haviam feito mamografia frente ao índice de 85,1% da outra população. Como complemento desta pesquisa, a Sociedade Canadense de Câncer fez uma divulgação alertando que a mulher heterossexual visita o médico com frequência para ter acesso aos anticoncepcionais, um “privilégio” não vivenciado pelas mulheres gays. Sem passar por tantas consultas, as lésbicas não têm o colesterol e a pressão arterial avaliados com tanta recorrência, o que compromete a rotina preventiva.

Cenário nacional

No Brasil, o governo federal já sinalizou sobre a importância de aproximar as lésbicas dos serviços de saúde e, para isso, o acolhimento por parte da equipe é fundamental. Em um documento oficial distribuído para todos os Estados em 2007, os técnicos escreveram que o grupo das lésbicas e bissexuais permanece invisível nas estratégias de saúde.

“Muitos/as profissionais da rede de saúde têm dúvidas sobre o manejo do atendimento e encaminhamentos, justamente por reproduzir o modelo da heterossexualidade, nos seus campos de intervenção, cuidado e controle da saúde das mulheres”, escreveram. “O resultado dessa cultura é a permanência e a ampliação dos contextos de vulnerabilidade de mulheres que, quando recorrem aos serviços, não são orientadas adequadamente para o exercício da sexualidade autônoma, segura e protegida.”

Alexandre Bôer, diretor do grupo do Rio Grande do Sul Somos (Comunicação, Saúde e Sexualidade) explica que pelo fato de não terem relações sexuais com penetração, as orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis são praticamente inexistentes. Uma das consequências é que as lésbicas acabam por acreditar que não correm nenhum risco de contágio.

“Os grupos de mulheres lésbicas de todo País têm trabalhado muito as informações sobre HIV, aids e HPV. Primeiro porque quase todas as mulheres que estão em um relacionamento com outra mulher hoje já tiveram relações com homens no passado e podem ter sido contaminadas. Um outro motivo é que uma boa parte das doenças sexualmente transmissíveis (como sífilis e gonorreia, e outras verrugas e infecções que podem não vir com sintoma nenhum) acomete estas mulheres, a contaminação é fácil.”

Outro aspecto que precisa ser trabalhado, avalia Bôer, é que exames para colher o papanicolaou podem ser considerados invasivos demais para mulheres que não têm penetração sexual ou são virgens. “Todos os exames médicos que mexem de alguma forma com a sexualidade precisam ser trabalhados, independentemente da orientação sexual. Os homens heterossexuais, por exemplo, têm muita restrição em fazer o toque retal. Algumas lésbicas podem ter restrições ou receios. Tudo isso precisa ser conversado abertamente com o médico, sem preconceito.”

Efeito psicológico

A psiquiatra especializada em dependência química da Unifesp, Alessandra Diehl, também já fez levantamentos e revisões de literatura especializada e encontrou em evidências internacionais que apontam maior uso de substâncias psicoativas entre as lésbicas.

“No Brasil, elas são pouco estudadas, mas sabemos que nas unidades de internação precisamos trabalhar a homofobia. O que percebemos é que nestes contextos, elas são muito acolhidas, mas isso precisa ser universal”, diz.

Uma das justificativas é que esta população enfrenta muito preconceito e uma das vias de fuga seriam as drogas. A mesma explicação pode ser aplicada para o fato das lésbicas conviverem com mais obesidade, conforme mostrou pesquisa feita Universidade de Saúde Pública dos Estados Unidos. Análise feita com 6.000 mulheres indicou que as lésbicas tinham 2,69 vezes mais risco de estar acima do peso e 2,47 vezes de serem obesas.

Mãe de Elton John diz que não está interessada em conhecer neto

Visto no site da Folha

A mãe do cantor Elton John, Sheila Farebrother, 86, declarou que não tem vontade de conhecer o neto e que, no ano passado, nem estava ciente dos planos do filho de ter um herdeiro.

"Não tenho nenhum interesse especial em conhecê-lo. Você tem que perguntar a eles", disse a avó de Zachary, que nasceu em dezembro do ano passado.

Em entrevista ao jornal "The Sun", Farebrother contou que há três anos está totalmente afastada do filho famoso. "Eu não quero falar sobre o que provocou isso. É um assunto doloroso. Meu filho me cortou da vida dele."

Segundo o jornal, o causa da separação de mãe e filho foi um comentário ofensivo feito por ela sobre o marido de Elton John, David Furnish. Farebrother não confirmou essa informação, dizendo apenas que foi "alguma coisa assim, mas não exatamente".

Ela confirmou, no entanto, que o filho segue cuidando dela financeiramente.

Políticas anti-bullying nas escolas diminuem frequência de suicídio entre jovens gays

Visto no GAY 1

Adolescentes lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais têm cinco vezes mais chances de cometer suicídio do que jovens heterossexuais. Porém, um ambiente favorável na escolas e na comunidade – o que, infelizmente, não acontece sempre – pode fazer a diferença, sugere uma nova pesquisa.

O suicídio é a terceira principal causa de morte de jovens entre 15 a 24 anos – e os adolescentes LGBT's são mais propensos a tentar o suicídio, de acordo com os autores do estudo.

Liderado por Mark Hatzenbuehler, da Universidade de Columbia, Estados Unidos, os pesquisadores entrevistaram mais de 30 mil alunos do Ensino Médio em onze diferentes municípios no estado do Oregon. Os resultados mostraram que cerca de 20% dos adolescentes LGBT haviam tentado cometer suicídio nos 12 meses anteriores à pesquisa, enquanto a taxa entre os heterossexuais foi de apenas 4%.

Os autores também analisaram o ambiente em que o aluno está inserido. Eles estudaram as iniciativas por parte da escola – como políticas específicas anti-bullying contra homossexuais ou políticas anti-discriminação -, a união entre gays e heterossexuais – grupos de estudantes que trabalham para aumentar a tolerância entre os jovens homossexuais e heterossexuais, por exemplo -, a presença de casais do mesmo sexo na área e as tendências políticas do município.

Jovens LGBT que vivem em um ambiente social mais favorável aos homossexuais – com políticas anti-discriminação, por exemplo – têm 25% menos probabilidade de tentar suicídio do que aqueles que vivem em ambientes desfavorável​​. Surpreendentemente, um ambiente de apoio ao gays também tem consequências positivas aos heterossexuais: jovens héteros possuem 9% menos chances de tentar tirar a própria vida.

“Os resultados deste estudo são bastante atraentes”, avalia Hatzenbuehler. “Quando a comunidade oferece apoio ao jovem gay e as escolas adota medidas anti-bullying e políticas anti-discriminação que, especificamente, protegem esses adolescentes, o risco de tentativa de suicídio cai para todos os jovens, especialmente os LGBT”.

Um estudo publicado no ano passado mostrou que o apoio dos pais também pode desempenhar um importante papel no bem-estar de adolescentes lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais. Publicado no Jornal da Psiquiatria Infantil e Adolescente, o estudo aponta comportamentos específicos dos pais, tais como a defesa de seus filhos quando eles são maltratados devido à sua orientação e o apoio de sua expressão sexual, estão ligados a um menor risco de depressão, abuso de drogas, pensamentos suicidas e até mesmo tentativas de suicídio na idade adulta.

Segundo os pesquisadores, as escolas devem iniciar e apoiar estes tipos de políticas de apoio e alianças entre gays e heterossexuais. “A boa notícia é que este estudo sugere um roteiro de como podemos reduzir as tentativas de suicídio entre jovens lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais”, comemora Hatzenbuehler. “O estudo mostra que a escola que cria um ambiente confortável para os jovens gays acaba ajudando os héteros também. Foram encontrados melhores resultados na saúde de todos os jovens”, completa.

27/04/11

Na Câmara, Bolsonaro se diz vítima de preconceito por ser heterossexual


Por Robson Bonin Do G1, em Brasília

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou a provocar momentos de constrangimento na Câmara nesta quarta-feira (27) ao criticar homossexuais durante audiência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, destinada a debater segurança pública com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Depois de tornar a dizer que “não teria orgulho de ter um filho gay” e criticar a ideia do Ministério da Educação de divulgar vídeos anti-homofobia nas escolas, o parlamentar do PP traçou um paralelo entre uma “professora prostituta” e o deputado assumidamente homossexual Jean Wyllys (PSOL-RJ), que seria, segundo Bolsonaro, “o professor de homossexualismo da Câmara”, como interpretou o próprio Wyllys.

As declarações irritaram a presidente da comissão, Manuela d’Ávila (PCdoB-RS), que interrompeu Bolsonaro.

“Disse a ele [Bolsonaro] que enquanto fosse presidente da Comissão de Direitos Humanos, ele não faria piadas sobre homossexuais nas reuniões”, relatou a deputada. O G1 entrou em contato, por telefone, com o deputado Bolsonaro e ainda aguarda retorno das ligações.

Ao ser censurado pela deputada gaúcha diante da explícita referência ao deputado Jean Wyllys, que defende os direitos GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros), Bolsonaro até tentou argumentar que suas críticas a homossexuais não teriam ofendido os integrantes da comissão. Aos gritos, Manuela reagiu. “Vossa Excelência se faz de ingênuo", afirmou.

Diante da confusão, o próprio Jean Wyllys assumiu a palavra para dizer a Bolsonaro que estava “profundamente ofendido” com as declarações dele. “Disse ao deputado Bolsonaro que estava ofendido, sim. Foi meu primeiro bate-boca com ele”, afirmou.

Aos gritos, Bolsonaro afirmou que estava sofrendo preconceito por ser heterossexual. “Estou sofrendo preconceito heterossexual”, gritou Bolsonaro.

O deputado do PP ainda criticou a possibilidade de distribuição de livros com a temática GLBT para crianças e adolescentes nas escolas e chamou de "vergonhoso" o plano nacional GLBT.

Acompanhando todo o bate-boca, o ministro da Justiça foi solidário ao deputado do PSOL. “O limite do direito é o direito do outro. É na escola que se combate os preconceitos”, afirmou Cardozo em clara manifestação de defesa dos programas do governo de combate à homofobia nas escolas.

Na última semana, Bolsonaro entregou à Corregedoria da Câmara a defesa para acusações de racismo e homofobia, durante entrevista concedida a um programa humorístico.

Estudantes fazem ato contra homofobia no campus da UFMG

Por Flávia Cristini Do G1 MG
Fotos: Flávia Cristini/G1


Evento de nome ‘Beijaço Gay’ reuniu cerca de 150 pessoas. Universidade disse que apoia manifestação.

Um ato contra a homofobia reuniu cerca de 150 pessoas, nesta quarta-feira (27), em frente ao gramado da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no campus Pampulha, em Belo Horizonte. Com a proposta de darem um ‘Beijaço Gay’, expressão que batizou o evento, universitários e simpatizantes da luta pela diversidade sexual marcaram um ponto de encontro pela internet. Alguns casais homossexuais cumpriram o combinado e deram beijos em protesto contra o preconceito.

“Acho legal, para mostrar que não tem diferenças”, falou Isabela, de 23 anos. Ela e a namorada Marcela, 30 anos, não estudam no campus, mas compareceram. Disseram que não sofrem preconceito entre familiares e amigos, mas uma delas já foi reprimida ao beijar dentro de um shopping. “Um segurança pegou no meu braço e disse que aquilo não era coisa para fazer em um ambiente familiar”, lembrou Marcela.
Na concentração, os idealizadores falaram sobre a intenção do ato simbólico promovido após uma denúncia recente de agressão contra homossexuais dentro do campus. “A gente espera que seja um incentivo para quem ainda tem vergonha de se beijar em público”, falou Isadora Lima, de 21 anos, que estuda psicologia na UFMG. Vindo de outra faculdade de Belo Horizonte, Pedro Queiroz, 21, participa de discussões do Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds) e ajudou a criar o movimento. Perguntado sobre o impacto que o ‘Beijaço Gay’ poderia causar, respondeu que é importante tratar com mais naturalidade a homossexualidade. “Choca, mas isso vem do fato de que é alguma coisa que as pessoas não querem ver, mas existe”, falou.

O bancário Marcos, 40 anos, e o mestrando Gilberto, 23 anos, namoram há três anos. “A gente quer igualdade”, disse Gilberto. Para o namorado, não surpreende ouvir relatos de violência do tipo dentro do ambiente acadêmico. “É um reflexo da sociedade, se existe preconceito fora da universidade, vai existir dento também. Mas é lamentável”, falou.

Um grupo de estudantes do curso de publicidade levantou cartazes com a mensagem ‘#eu sou gay’. “Viemos trazer a mensagem de tolerância. Ao dizer ‘eu sou gay’ estamos assumindo o compromisso com a diversidade”, falou Jullie Utsch, de 18 anos.

Os integrantes do grupo não se definiram como homossexuais e disseram que a mensagem é de apoio. ”Não é para chocar é para responder de uma forma diferente, com afetividade, a atitudes de homofobia”, falou Marcos Antunes, de 17 anos.

A presença de um repórter drag queen causou alvoroço. “Vim cobrir e a animação acabou caindo na minha mão”, brincou Malonna, personagem do estudante André Silva, de 25 anos. Ele ex-aluno de artes visuais da universidade e faz parte da equipe de um programa independente. “É uma ação política, que tira da invisibilidade a relação homoafetiva”, falou Mallona ao definir o evento. A drag queen fez a contagem para o beijo.
Logo após o ato, a universidade informou por meio de uma assessora de imprensa ‘que é radicalmente contra a homofobia e que apoia o ato realizado no campus. Ainda segundo a assessora, que acompanhou o desfecho do ‘Beijaço Gay’, uma comissão dentro da universidade já ouviu um casal masculino, que denunciou ter sido vítima de agressão física durante uma calourada no campus. Sobre este caso de violência que incentivou a manifestação, a UFMG informou que procede com as apurações que devem ser concluídas num prazo de 30 dias, a contar da abertura da sindicância no dia 15 abril. O prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias.

Gay xingado na frente dos colegas de trabalho recebe R$ 50 mil na Justiça


Visto no portal R7

Um funcionário chamado de "viadinho" na frente dos colegas de trabalho conseguiu na Justiça provar o preconceito e foi indenizado em R$ 50 mil por danos morais.

O juiz José Saba Filho, da 73ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, obrigou a Sul América Cia Nacional de Seguros a indenizar o empregado por ter sido xingado pelo gerente da empresa, com palavras ofensivas e depreciativas por ser homossexual. Ainda cabe recurso na decisão.

- É evidente que os atos reiterados do gerente, no ambiente de trabalho, ridicularizando o subordinado, chamando-o pejorativamente de "viadinho", revelam discriminação, preconceito e desprezo em relação à pessoa do acionante e, assim, certamente afetaram a sua imagem, o íntimo, o moral, resultando em prejuízo moral que deve ser reparado.

De acordo testemunhas, o gerente chamava com frequência o subordinado de "viadinho" na frente de outros empregados.

Para o juiz, o poder do empregador não autoriza que seus gerentes usem o cargo superior para praticar assédio moral e usar tratamento contra as regras de boa conduta.

Segundo Saba Filho, é dever do empregador zelar por um ambiente de trabalho sadio e sem que a relação entre os funcionários rompa os limites legais.

Ativistas gays da Inglaterra vão pedir apoio do jovem casal real ao casamento igualitário

Visto em A Capa

No próximo dia 29 de abril, o mundo vai acompanhar o casamento do príncipe William com a plebeia Kate Middleton, que se tornará o mais novo casal da realeza inglesa. Ativistas gays da Inglaterra querem aproveitar o momento e pedir o apoio de William e Kate ao matrimônio gay.

Peter Tatchell, ativista pelos direitos LGBT no país, declarou que irá pedir ao jovem casal real para que apoiem o casamento igualitário. De acordo com o militante, pesquisa recente feita pelo "The Times" revelou que 61% dos ingleses são favoráveis à questão.

Tatchell disse ainda que a comunidade gay tem grande simpatia por Kate Middleton e que ela pode vir a ser adorada pelos LGBT, assim como foi a princesa Diana. Para o ativista, o apoio de William e de sua futura esposa poderá ser fundamental para a aprovação do casamento igualitário na Inglaterra.

Daniel Radcliffe elogia Lady Gaga por defender os direitos LGBT

Visto no Gay 1

Daniel Radcliffe elogia Lady Gaga por defender os direitos de lésbias, gays, bissexuais, travestis e transexuais num estilo "franco" e "extravagante".

Radcliffe sempre apoiou o Trevor Project, uma organização que visa a prevenção do suicídio entre jovens gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

Lady Gaga tem-se manifestado abertamente defendendo os direitos de homossexuais desde que se tornou famosas.

A estrela de Harry Potter admite que está impressionado com o ativismo Gaga e está feliz por ela se dedicar a uma causa tão nobre.

Ele diz na MTV.com, "Ela é muito sincera ... e é apenas sobre com quem você foi educado. É maravilhoso que outras pessoas estão aparecendo em todas estas diferentes áreas (em favor dos direitos LGBT). Sim, ela tem uma forma ligeiramente mais extravagante de apresentar o seu ponto de vista relativamente ao que eu faria, e esse papel fica-lhe muito melhor a ela do que ficaria a mim. Mas nós os dois estamos focados no mesmo objetivo."

Direitos: O bullying homofóbico precisa ser combatido e criminalizado

Por Jeferson Gonzaga* para A Capa

A abordagem do tema bullying, sobre o prisma jurídico, tem lá seus motivos. Tem sido ele a justificativa para a ocorrência de uma série de atentados, homofóbicos ou não, mas sempre cruéis.

Últimos episódios retratados pela mídia envolvendo o bullying homofóbico são lamentáveis num país como o nosso, que, em 2009, na Parada de Orgulho GLBT, em São Paulo, teve como tema "Sem homofobia, mais cidadania - pela isonomia dos direitos".

A homofobia como temática para uma manifestação social de tamanha proporção refletiu a indignação e denúncia da violência e da violação de uma série de direitos, enfatizando a igualdade de gênero.

Em nome daqueles que partilham do mesmo repúdio é que escrevo o tema, lamentando o ocorrido com atletas que ao longo dos anos têm sido expostos a uma série de situações vexatórias e constrangedoras, que ferem a dignidade de cada ser. Lamento ainda, por aqueles que padecem do mesmo mal, sofrem da mesma violência e que não são retratados pela mídia.

A homofobia é uma manifestação cruel e arbitrária que consiste em designar o outro como o contrário, inferior ou anormal, referindo-se a um pré-julgamento e ignorância que consistem em acreditar na supremacia da heterossexualidade.

Neste contexto é possível e pertinente inserir o fenômeno bullying, que foi objeto de estudo pela primeira vez na Noruega e é utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica contra alguém em desvantagem de poder, sem motivação aparente e que causa dor e humilhação a quem sofre. No Brasil, os primeiros estudos começaram em 2000 - 20 anos após o termo ter se difundido no mundo. Ainda existem divergências quanto a seu conceito, mas qualquer que seja sua designação o bullying é fenômeno sério, complexo e multifacetado.

Assim, o bullying homofóbico é sustentado por concepções preconceituosas e práticas discriminatórias em relação às pessoas que apresentam uma orientação distinta da heterossexualidade, retrata sentimentos de ódio, aversão ou hostilidade às pessoas que possuem um desejo pelo mesmo sexo (ou, ao menos, apresentam esta possibilidade) e a todas as demais manifestações sexuais distintas, permitindo que um número inestimável de homossexuais vivencie sentimentos de rejeição de toda ordem: psicológica, física, religiosa, entre tantas outras. Partilho do entendimento de que discriminar não é apenas falar o que se pensa a respeito de algo, expondo um parecer pessoal. Discriminar é atentar à violação da dignidade de cada pessoa, em seu íntimo, e essa afronta compete ao direito tutelar.

Conheço da resistência do poder público ao discutir o Projeto de Lei da Câmara - PLC 122/06 -, que trata os crimes relacionados à homofobia. Esse Projeto alteraria a Lei 7.716/89, que dispõe sobre crimes de preconceito, incluindo a criminalização da homofobia. Nesse contexto, o combate a homofobia representa o combate ao 'bullying homofóbico', ao machismo e a possibilidade de vivências de outros tipos de ser homem, de outras masculinidades. Por essa série de atos e manifestações preconceituosas é que os homossexuais receberam, ao longo da história, rótulos pejorativos, descabidos, cruéis e discriminatórios.

A criação de leis específicas às necessidades e interesses da população homossexual é um indício das mudanças que vêm ocorrendo, por parte do poder público, desse grupo sócio-historicamente discriminado. Embora respeite, não comungo da compreensão de que condutas discriminatórias homofóbicas estejam previstas no artigo 140 do Código Penal, sendo, portanto, crimes de injúrias. Não que não sejam - são! Mas vão além. Refletem a história de um povo que tem sofrido uma série de agressões sem que sejam tutelados dentro de sua particularidade, dentro de desigualdade perante a sociedade. É o grito dessa parcela da população que merece ser ouvido.

Atentar-se ao respeito da diversidade sexual, compreendendo as violências morais, psíquicas, religiosas e físicas sofridas pelo gênero LGBT é mais que reconhecê-los em sua particularidade, é possibilitar a concretização da Justiça, mediante a defesa da dignidade. É a partir das intimidações, hostilizações e ridicularizações sofridas pelo gênero é que são permitidos os questionamentos e discussão do assunto.

É pela série de atentados, que o poder público insiste em não ver, sequer se manifestar, é que a voz LGBT não pode se calar. Pelos que clamam por Justiça e por aqueles que atuam na defesa dos Direitos Humanos é que um significativo avanço na defesa da homossexualidade deve acontecer. Reflito quantas difamações, humilhações e perseguições deverão sofrem os homossexuais a fim de que se trave uma importante batalha em prol da dignidade humana, sem ordem do precário ou desprezível pelo Estado.

Àqueles que vivem oprimidos em razão da exposição a atentados de bullying, aos que são vítimas de condutas homofóbicas, quer seja no seu núcleo familiar, no trabalho, na universidade ou qualquer ambiente, oriento que denunciem tais agressões - o Poder Judiciário existe para apreciar a defesa das ameaças ou lesões de direitos.

Mesmo marginalizados e sofridos, não desistam de ser feliz a seu modo. Amem - sem censura, nem pudor.

Não se intimidem! O silêncio ainda é o melhor amigo do preconceito.

Forte abraço!

* Jeferson Gonzaga é advogado, inscrito na OAB/SP sob nº 307.936. Tem 25 anos e reside em Campinas (SP). Estuda, incentiva e apoia o estudo dos assuntos jurídicos homoafetivos. MSN: drjeferson@live.com.

Publicidade com casal gay provoca polémica em Itália

Visto no Gay 1

Governo considera anúncio uma ofensa à Constituição

Uma publicidade à multinacional sueca IKEA, em que aparecem dois homens de mão dada, com a frase "estamos abertos a todas as famílias", chocou o Governo italiano, que considera o anúncio uma ofensa à Constituição.

"Contrasta frontalmente com a Constituição, é ofensivo e de mau gosto", comentou à televisão o subsecretário para a Família, Carlo Giovanardi, citado pela agência EFE.

Para o governante, a IKEA, que comercializa artigos de decoração, pode dirigir-se a qualquer tipo de família ou casal, embora a Constituição italiana refira que a família é uma sociedade natural baseada no casamento entre um homem e uma mulher. Giovanardi espera que a multinacional não use a publicidade nas próximas aberturas de lojas em Itália.

As críticas ao subsecretário para a Família não se fizeram esperar nos partidos de esquerda, assim como nos líderes dos movimentos dos direitos cívicos, que acusam Carlo Giovanardi de ser um falso moralista e de defender a família do "bunga-bunga", numa referência às festas com jovens organizadas pelo primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.

26/04/11

Japão: Primeiro deputado gay eleito quer dar esperança aos homossexuais


Visto no Uol Notícias

O deputado Taiga Ishikawa, primeiro político japonês a assumir sua homossexualidade, expressou nesta terça-feira (26) seu desejo de dar esperanças às minorias sexuais no país com sua trajetória.

"Espero que minha vitória dê fé no futuro a pessoas como eu, já que muitos deles não se aceitam como são, sentem-se sozinhos e algumas vezes chegam ao suicídio", disse à agência de noticias France Presse.

Ishikawa, de 36 anos, eleito no domingo pela assembleia municipal do distrito de Toshima em Tóquio, explicou que é o primeiro japonês abertamente homossexual a vencer uma eleição.

Jean Wyllys também está com o #eusougay

Visto no site do Projeto #EUSOUGAY

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), 36 anos, é possivelmente uma das pessoas mais cientes da História com H maiúsculo que o precedeu na Câmara dos Deputados. Um estudioso da civilidade tal como ainda a queremos conhecer nesta nossa recente República, e possivelmente o maior defensor hoje em Brasília na luta contra a homofobia, o deputado gentilmente cedeu este depoimento para nosso projeto.

Escutem o recado que ele tem a passar:

Além do arco-iris existe um príncipe encantado? Por Guto Angélico

Por Guto Angélico para o Blog Tricotei

As pessoas sempre me perguntam se os gays que se libertaram das amarras ou do famoso armário e tem orgulho de sua sexualidade conseguem viver grandes histórias de amor mais fácil.

Engana-se quem acha que a lei da atração ( Você atrai aquilo que pensa ) age facilmente nesse caso. Num conto de fadas tradicional, temos a figura da princesa frágil, indefesa que busca um homem que a proteja e lhe dê filhos. E quando acontece com dois principes? Submissão é algo que cada dia se torna mais raro nos dias de hoje. Foi-se o tempo em que, se sentava e esperava aquele lindo homem e seu cavalo branco. Temos nesse contexto dois homens que desempenham um mesmo papel. Ter um relacionamento está complicado para todos, principalmente para os bem resolvidos sexualmente, já que atingir esse estágio não é fácil e a maioria passa longe desse nível.

Você está bem consigo mesmo, tem aqueles amigos maravilhosos. Um emprego que não é o dos seus sonhos mas, a grana é boa. Seu último relacionamento lhe ensinou uma ótima lição “amor-próprio” e você está a seguindo diariamente mas, falta algo. Você sente que está na hora de sentir aquelas malditas borboletas fervilhando seu estômago de novo. E você passa a sair, se arruma como se fosse sua última noite, conhece um, conhece outro mas, ainda não bateu aquela química de seriado americano. Então você começa a xingar seu ex., dizer que foi praga e a pensar que não nasceu para amar ou que não existe ninguém a sua altura (a lição amor própria volta a sua mente). Dai quando você menos espera, no dia que você acordou com pressa e pegou a primeira roupa que viu e foi trabalhar (Cuidado para não se fantasiarem antes do Halloween ) você dá de cara com ele: Lindo, educado e seu número.

Vocês têm o primeiro, segundo....sétimo encontro e está tudo as mil maravilhas. Finalmente encontrou seu príncipe. Suas amigas morreriam para estar no seu lugar. Só que de repente você passa a notar que seu príncipe mudou: apelidos sumiram, depois do sexo vira e dorme, isso quando não acaba logo com aquilo para ver futebol ou luta na TV. Quando vocês conseguem conversar e pede para ele lhe apresentar a família e amigos, o discurso é o mesmo de sempre : “Minha família não sabe de mim”. E Você passa a se questionar o porquê agüenta toda aquela situação. Seria carência? Paixão? E percebe que sim você está vivendo um conto de fadas e encarnou perfeitamente o papel das submissas princesas Disney e não tem quem te liberte já que o seu salvador na verdade é o grande vilão.

Lembra da lição que você aprendeu no último relacionamento? Use-a! Dê adeus aos príncipes e aprenda que além do arco-íris não tem pote de ouro, muito menos príncipe encantado. E agradeça por ter escrito o fim desse conto de fadas ao seu modo.

Quer saber um segredo? O meu príncipe me trocou pelo cavalo branco, porque não falava tanto e tinha mais dotes.

Deputado Romário diz que é a favor ao casamento gay

Visto no Gay 1

O deputado federal Romário (PSB-RJ) se declarou totalmente a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Durante uma entrevista, o ex-jogador também elogiou a luta do deputado Jean Wyllys pelos direitos dos homossexuais.

Questionado sobre a Proposta de Emenda à Constituição sobre o casamento civil gay que Jean pretende apresentar, Romário não economizou simpatia e disse que “o Jean é um cara muito inteligente”, e completou dizendo “sou a favor da felicidade. Se as pessoas se casam e são felizes, independente do sexo, é o que vale”.

Grafite gay de Bansky pode valer R$ 2,5 milhões


Por Marcio Claesen para o Parou Tudo

Considerada uma das obras mais controversas do badalado artista Bansky, o grafite “Gay Bobbies” pode ser vendido por até R$ 2,5 milhões.

A obra, que mostra o beijo apaixonado de dois policiais, pertence a um comerciante da cidade de Brighton, na Inglaterra. O dono costumava deixá-la exposta em seu pub, Prince Albert, onde era atração turística.

Após ser alvo de vários atos de vandalismo, o grafite foi guardado em um lugar seguro e atualmente uma cópia está sendo exibida no local. A verdadeira será leiloada nos Estados Unidos.

DF vai ganhar em maio sua frente parlamentar LGBT


Visto no site LGBT, com informações do Mix Brasil

A Câmara Legislativa do Distrito Federal vai realizar no próximo dia 6, às 19h, uma sessão solene em homenagem ao Dia Mundial, Nacional e Distrital de Combate à Homofobia, comemorado em 17 de maio. No evento será lançada a Frente Parlamentar Distrital Pela Cidadania e Direitos Humanos de LGBT.

A iniciativa é da deputada distrital Rejane Pitanga (PT-SP) e tem entrada gratuita. A sessão será realizada no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, que fica no SAIN Parque Rural, s/n.