31/05/11

Trilha: Pet Shop Boys - "Domino Dancing" - Um pouco mais sobre esse importante Clipe

Por Cris Maggio e Marcos Vicente para o Autobahn

1988. O House se espalhava pelas paradas de todo o mundo. A mistura inventada pelo Afrika Bambaataa em Planet Rock, da música eletrônica alemã nos samples do Kraftwerk com a música negra do Bronx, criaram as bases do freestyle. O estilo ganhou contornos próprios com o Information Society e a maravilhosa Running em 1984 (que chegou no Brasil apenas em 88!!). Ao chegar em Miami o estilo adquiriu um tom passional, mas diferentemente do neo-romantismo inglês, falava mais declaradamente sobre o amor, bem ao estilo latino de ser. Esse romantismo pode ser visto nas traduzidas da semana do Voice in Fashion, Cover Girls e Company B.

Com toda essa revolução na música acontecendo, os Pet Shop Boys começam a preparar o seu Freestyle em Miami sob a influência confessa de Exposé, outra das precursoras do estilo. A dupla inglesa contatam Lewis Martinee, produtor das garotas do Exposé e convidam a maravilhosa banda The Voice in Fashion para fazer o remix e participar dos backing vocals. Você reconhecia aquele 'all day, all day' de algum lugar, certo? Sim, é a mesma que canta emotivamente 'give me your love, once, twice...'. Agora mesmo com seu sotaque 'mais britânico impossível' estavam prontos para fazer Latin Dancepop, gravam o single e viajam para Porto Rico, onde gravam duas versões do clipe, um dos poucos do mundo a ter versão extended e curta. Inclusive na versão longa há uma sincronização de remix de música e clipe imbatível. Influência total do Kraftwerk. O clipe entrou para a história como o mais bem produzido clipe de Freestyle e Chris Lowe, comentando o resultado do top álbum Introspective, brinca: "Causaria ciúmes até no Nick Rhodes".

Dirigido por Eric Watson, um dos preferidos da banda, responsável também por Love Comes Quickly, Suburbia, It's Alright, So Hard entre outros, o clipe começa com a disputa por uma garota maravilhosa, Donna Bottman, considerada uma das mais belas garotas dos clipes dos 80, com seu ar latino, maravilhosos olhos verdes e cabelos castanhos, vestida tipicamente para um calor tropical, com superdecotes e saias curtíssimas, comuns hoje em dia, mas que tiravam o fôlego dos garotos naqueles dias das pistas House/Freestyle e Technopop. Que garoto dos 80 nunca sonhou com ela? No clipe o garoto fica apaixonado, corre atrás dela, mas a relação que ela quer é diferente, sem envolvimento. Enquanto ela dança com um e com outro na pista, ela mostra que o que ela quer realmente é adicionar mais garotos à sua pontuação.

Antes disso ela cobre os olhos do garoto com um pano, uma brincadeira perigosa, numa alusão à AIDS. O final histórico do clipe, embora para alguns seja relacionado apenas com a homosexualidade, é marcado também pela analogia com a AIDS, em que todos vão caindo, sendo pegos pelo vírus, é um relato triste dos momentos da descoberta da doença, todos caindo como uma fileira de dominós, todos vão caindo, um a um, um derrubando o próximo. Não que ao mesmo tempo não haja outro tema superpolêmico Os dois garotos se jogando na água, brigando na areia, sem camisas, e no final vão embora juntos, deixando a bela Donna Bottman para trás. O público norte-americano mais uma vez decepciona por seu preconceito descomunal e estúpido. Após o sucesso da música nos eua, e a exibição quase diária na MTV, a banda foi renegada pela inútil hipocrisia evangélica da sociedade norte-americana, homofóbica, preconceituosa e conservadora que só descobriu nesse clipe o tema do homosexualismo presente nas músicas do Pet Shop Boys desde o inicio.

Tudo bem, vocês querem saber também os nomes dos garotos no clipe? São David Boira e Adalberto Martinez. Completando o cast de famosos, como sempre preocupados com a parte artística e cultural em todas suas composições, a coreógrafa Maribel la Manchega foi convidada para coordenar a coreografia do clipe, junto com Derek Jarman que também auxiliou na direção.

Essa atitude maravilhosa dos Pet Shop Boys é na verdade um alerta para todos. É preciso saber aproveitar... aproveitar e se cuidar.

Turismo gay está em alta no Rio de Janeiro

Pesquisa mostra que escolaridade causa impacto em nível de preconceito contra homossexuais


Visto no site da Agência Brasil
Por Amanda Cieglinski

Brasília – A escolaridade é um dos fatores que mais influenciam o nível de preconceito da população em relação a homossexuais: quanto mais anos de estudo, maior é a aceitação do indivíduo em relação à diversidade sexual. É o que aponta pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo e coordenada pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Gustavo Venturi. O estudo, com 2 mil entrevistados em 150 municípios, foi feito em 2009 e transformado em um livro que será lançado em junho.

A pesquisa identificou que um em cada quatro brasileiros é homofóbico. Foram considerados homofóbicos aqueles que têm tendência – forte ou fraca - em transformar o preconceito que sentem em relação a esse público em atitudes discriminatórias. Esse perfil foi detectado a partir da resposta dada aos participantes a perguntas como “homossexuais são quase sempre promíscuos”, “homossexualidade é safadeza” ou “a homossexualidade é uma doença que precisa ser tratada”.

Cruzando as respostas obtidas com as características da amostra, foi possível detectar, por exemplo, que mulheres são menos homofóbicas (20%) do que os homens (30%) e que a variação de renda não tem grande impacto nesse comportamento. Já a escolaridade é um dos fatores com mais peso: enquanto entre os que nunca frequentaram a escola o índice de homofóbicos é 52%, no nível superior é apenas 10%.

“Esse efeito não é porque o assunto [a homossexualidade] esteja nos programas pedagógicos. Se estivesse, o efeito seria maior. Mas o simples fato da convivência com a diversidade nas escolas faz com que isso se reflita em taxas menores”, explica Gustavo Venturi.

A pesquisa também entrevistou cerca de 500 homossexuais para investigar de que forma eles são vítimas de preconceito. Metade (53%) já se sentiu discriminada e os colegas de escola aparecem como segundo autor mais frequente dessa prática, depois de familiares. Quando perguntados sobre a primeira vez em que foram discriminados, a resposta mais frequente é "na escola".

“Há uma tolerância na sociedade com a discriminação de LGBTs [lésbicas, gays, bissexuais e travestis], ela se sente mais à vontade para falar que não gosta, diferente do que acontece com os negros”, compara o pesquisador ao lembrar que estudos feitos pela Fundação Perseu Abramo sobre preconceito contra outras minorias apontaram taxas menores de discriminação.

A religião também influencia na aceitação da população LGBT. Entre os evangélicos, 31% têm tendência a comportamentos homofóbicos, contra 24% dos católicos, 15% dos praticantes do candomblé e 10% dos kardecistas. Além do acesso à informação e da frequência à escola, Venturi aponta como estratégia importante para o combate à homofobia uma legsilação específica que coiba esse comportamento, como já existe com o racismo.

“Quando a legislação vem, já reflete uma maturidade da sociedade. Depois, ela vai atuar de forma preventiva entre aqueles mais resistentes. Mesmo que digam que a pessoa não vai mudar seu pensamento, ela só vai se preocupar em não ser punida, isso do ponto de vista da reprodução do preconceito é importante. Para ser reproduzido, o preconceito precisa ser dito e se você diminui os espaços sociais para que isso ocorra ele vai ter uma reprodução menor e tende a diminuir”, diz.

Veja a publicação no site da Agência Brasil: clique aqui!

Primeira revista gay em árabe é lançada clandestinamente


Visto no site da Folha.com
Por Izabela Moi - Editora-assistente da Ilustríssima


"Mithly" não é uma revista como as outras, mas não porque deve ser lida da direita para a esquerda. Lançada em abril, é a primeira revista gay a circular em árabe num país de maioria muçulmana, o Marrocos. O pioneirismo conseguiu uma divulgação inédita para a causa, mas vem causando polêmica nos jornais locais e o silêncio do governo do rei Mohammed 6º. No país, "atos licenciosos ou contra a natureza cometidos com indivíduos do mesmo sexo" podem ser punidos com prisão de seis meses a três anos, além de eventuais multas.

O site da revista (mithly.net), em árabe, já atingiu, desde sua criação, mais de 1 milhão de visitantes únicos, segundo Samir Bergachi, redator-chefe da "Mithly". Mas o fenômeno mesmo é que os 200 exemplares impressos em Madri e distribuídos em Rabat, a capital marroquina, de mão em mão, gratuitamente, na mais rigorosa clandestinidade, viraram notícia na Europa e nos EUA. O impacto do papel e de ser escrito em árabe clássico deu destaque internacional à revista, que deixou de ser uma rede de militância na internet para se tornar um instrumento de ação política inédito no mundo islâmico.

IGUAL A MIM

Para batizar a revista, foi necessário também sustentar o uso de um termo novo. "Homossexual" não tem equivalente em árabe, a não ser os pejorativos "zamel" (efeminado) ou "chaddh" (perverso). "Mithly" -- em tradução literal, "igual a mim" -- ganhou o que os especialistas chamam de "nova carga semântica", quando um sufixo ("y") amplia o significado de uma palavra já existente ("mithl", igual).

A publicação é iniciativa da associação Kif Kif, legalizada em 2005 na Espanha. Mais do que uma rede de contatos entre compatriotas gays de Madri, Paris, Roma e Montréal, os fundadores, todos marroquinos expatriados, pretendiam interferir na vida do país que deixaram para trás. A sede da organização em Rabat tem três mil inscritos, segundo seus líderes. A identidade dos associados permanece escondida; a Kif Kif nem sequer é legalizada no país. "O governo não responde nossas cartas", diz Bergachi, estudante de jornalismo da Universidade Complutense de Madri. "O que temos é o silêncio."

Escritórios fora do Marrocos, com 50 a 60 militantes em média, captam pequenas doações que, sozinhas, mantêm o site, a consultoria legal e, mais recentemente, a revista "Mithly".

ELTON JOHN

Num projeto gráfico simples e com apenas 20 páginas, a revista não faz provocações nem procura atrair leitores com consumismo, pornografia ou "nus artísticos". Engajado, o primeiro número traz um artigo sobre o Dia Internacioial da Mulher, testemunhos de homossexuais que "saíram do armário", repercute as manifestações públicas contra o show do cantor britânico Elton John no festival Mawazine, em Rabat, e traz um conto do escritor Abdellah Taïa.

O marroquino Taïa, 36, vive autoexilado em Paris há dez anos. Por escrever em francês, alcançou boa projeção no circuito literário internacional: publicou três romances por uma das grifes do livro francês, a editora Seuil. Participa de festivais literários internacionais, como o Beiruth 39 (com 39 autores de menos de 39 anos, selecionados pela Unesco), e o mais famoso de todos, o de Hay-on-Wye, no Reino Unido (que começou no dia 27). Os romances de Taïa são todos autobiográficos, ficção misturada às memórias de sua vida na pequena cidade de Salem. Até mesmo no Marrocos, onde a Unesco registra 50% de analfabetismo, os livros de Taïa vendem bem: segundo ele, "Le Rouge du Tarbouche" ["O vermelho do turbante"] vendeu 15 mil exemplares. Como ele diz, é "muito, muitíssimo". Dificilmente os escritores brasileiros com sua idade e projeção atingem esse resultado.

O TEMPO DA VERGONHA

Taïa é um ícone gay no Marrocos desde que, em 2007, foi capa da revista semanal de informação "Tel Quel", editada em francês. Com tiragem de 20 mil exemplares -- apenas 100 vezes a da "Mithly" --, é a mais progressista do país e acaba de ganhar uma irmã em árabe. Além de expor-se numa entrevista, Taïa publicou o texto "A homossexualidade explicada à minha mãe".

E por quê? "Porque nós, homossexuais, estamos emprestando a voz a uma sociedade que está presa no silêncio de uma ditadura." A situação é parecida nos outros países da África do Norte. Na Argélia, "todos os culpados de atos homossexuais são punidos com dois meses a dois anos de prisão" (artigo 338 do Código Penal), além de multa. Na Tunísia, o artigo 230 do Código Penal prevê prisão de até três anos por "sodomia consentida entre adultos". Como em inúmeros outros exemplos ao redor do mundo, os gays marroquinos são os primeiros a reagir à repressão moral -- que eles também foram os primeiros a sofrer.

EFEBOS E CORTESÃS

Embora escorada na tradição, a atual cultura repressiva nos países muçulmanos é um dado cultural relativamente novo, associado à recente islamização política. Abdellah Taïa cita o poeta árabe Abu Nuwas (756-814), que escrevia cânticos de amor aos rapazes. "É um clássico, e ainda é estudado nas escolas públicas", diz ele. "Todos sabem que era homossexual."

O mesmo acontece com Al-Jahiz (781-869), que escreveu um livro sobre "efebos e cortesãs", "um diálogo entre homens que amam mulheres e homens que amam homens". Nas "Mil e Uma Noites" (os manuscritos datam dos séculos 9º ao 18), não faltam histórias que narram, metaforicamente, relações de amor sensual entre pessoas do mesmo sexo. Não se trata de querer ver uma linhagem gay na tradição literária árabe. Segundo Mamede Mustafa Jarouche, 47, que assina a mais recente tradução brasileira do "Livro das Mil e Uma Noites" (Editora Globo) e dá aulas de árabe na USP, "nos tratados eróticos clássicos, e em boa parte da narrativa literária, não há exatamente uma visão essencialista sobre a escolha do parceiro". Jarouche, que morou no Cairo, conta que, em 2000, uma editora do governo egípcio teve a gráfica invadida por fundamentalistas que rasgaram livros de Abu Nuwas, que viveu, vale repetir, no século 8. E em 2001, na feira do livro do Cairo, houve uma tentativa de censurar a tradução árabe de "A sexualidade no Islã" (1975), do tunisiano Abdelwahab Bouhdiba, publicado no Brasil pela editora Globo.

SE PECOU, NÃO DIVULGUE

Para a comunidade islâmica do Brasil, a tentativa de moralizar a literatura é uma volta aos "critérios claros" da religião. Um de seus líderes, o xeque Jihad Hassan Hammadeh, 44, diz que não há margem para dúvida na interpretação da lei corânica. "Homossexualidade é proibida, é pecado."

Nascido na Síria e vivendo em São Paulo desde 1991, o xeque não comenta os casos que ocorrem na comunidade islâmica que dirige. Mas não deixa de ser um tanto brasileira a solução que propõe: para ele, a religião dá ao crente a possibilidade de não divulgar seu pecado, para que haja espaço para voltar atrás. Assim, o acerto de contas acontecerá entre o fiel e Deus. "Se pecou, não divulgue."

COLONIALISMO MILITANTE

Os marroquinos da "Mithly" estão divulgando, e além da repressão do Estado, recebem objeções intelectuais: publicar uma revista gay poderia ser um programa elitista e ocidental.

Paulo Hilu Pinto, 42, antropólogo da Universidade Federal Fluminense (UFF), especialista na Síria contemporânea, enxerga o risco de "colonialismo militante" que pode haver na iniciativa. "O movimento gay organizado é libertador para quem?", questiona. "Um morador da periferia, que faz sexo com parceiros do mesmo sexo, pode nunca ter se enxergado assim." Hilu Pinto acredita que, com a moral religiosa, o gay pobre acaba se vendo como pecador. Os editores da "Mithly", de fato, pertencem a uma elite intelectual que mora e estuda na Europa. Os escassos 200 exemplares que circularam na capital marroquina não deixam de ser um sinal de elitismo, embora a íntegra da revista esteja disponível (e de graça) na internet clique aqui para ler. Mas não importa a tiragem: a mera existência da revista já é um respiro no abafado ambiente cultural do Marrocos.

INTEGRAR

O sociólogo marroquino Mohammed Mezziane, 47, afirma que a "Mithly" não propõe uma ruptura com o Estado ou com a religião. Pelo contrário, seu objetivo é integrar o discurso homossexual na vida do país. Cautelosos, os editores da revista ainda não reivindicam os temas da pauta ocidental, como o casamento gay ou as pensões e planos de saúde para parceiros do mesmo sexo.

O número 2 da "Mithly" sairá nesta terça, 1º/6, apenas na internet, com reportagem sobre o alto índice de suicídio entre os homossexuais. O terceiro número está prometido para o papel: julho é o mês do orgulho gay, e também é o aniversário de cinco anos da associação Kif Kif. Os editores preparam uma reportagem sobre o lesbianismo no mundo árabe, história ainda mais escondida. Samir Bergachi, o redator-chefe, diz que quando os tradicionalistas querem mostrar os riscos da descriminalização da homossexualidade no Marrocos, exibem imagens do Carnaval carioca.

A associação Kif Kif, segundo Bergachi, foi convidada para participar do congresso internacional de direitos LGBT, em 2011, no Rio de Janeiro. "Finalmente vou conhecer o Rio", comemora.

Veja a reportagem no site da Folha: clique aqui!

Estudo: maior parte dos países aceita melhor a homossexualidade


Visto no portal Terra

A grande maioria dos países se tornou mais tolerante com a homossexualidade, com a exceção da Rússia e de outras nações que tiveram regimes socialistas, revelou um estudo americano. O relatório, elaborado pelo Centro Nacional de Pesquisas de Opinião da Universidade de Chicago, estudou as tendências gerais da atitude de mais de 30 países em relação à homossexualidade.

A aprovação da homossexualidade aumentou em 27 países, e diminuiu apenas em quatro: Rússia, República Tcheca, Chipre e Letônia. Os cinco países com maior nível de aceitação da homossexualidade são Holanda, Dinamarca, Noruega, Suíça e Bélgica, segundo o informe.

Os últimos da lista foram sete ex-repúblicas socialistas, países da América Latina e da Ásia Oriental, além de Chipre, África do Sul e Turquia. Na Rússia, 59% da população achava em 1991 que ter uma conduta homossexual era algo errado, proporção que aumentou para 64% em 2008, indica a pesquisa.

Veja a notícia no portal Terra: clique aqui!

30/05/11

Passeata no Rio condena suspensão do kit anti-homofobia


Visto no site da Agência Brasil
Por Flávia Villela


Rio de Janeiro – Dezenas de pessoas caminharam pela orla da Praia de Ipanema, na zona sul da cidade, na manhã de hoje (29) em uma manifestação contra a decisão da presidenta Dilma Rousseff, na quarta-feira (24) passada, de suspender a distribuição do kit anti-homofobia nas escolas públicas do país. A caminhada foi organizada por grupos gays das igrejas Católica e Evangélica que carregavam faixas e cartazes pedindo uma educação mais inclusiva.

Membro do grupo Diversidade Católica, formado por gays católicos, Juliana Luvizaro disse que a passeata busca, sobretudo, chamar a sociedade para discutir a questão do homossexualismo nas escolas, que não é tratado de maneira responsável e cidadã.

“Ninguém transforma ninguém em gay. Assim como não se pode transformar um gay em heterossexual. Pedimos uma educação inclusiva dentro de casa e na escola, porque a violência contra alunos que se descobrem homossexuais ou transexuais é grande e o número de evasão escolar dessas crianças é enorme”.

Juliana afirmou ainda esperar que Dilma Rousseff reformule o kit para que atenda a todas as camadas da sociedade, mas que o material não deixe de ser oferecido nas escolas.

“O kit foi feito com a ajuda de diferentes grupos da sociedade e foi aprovado pela Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação]. Trata-se de um material para ajudar o educador e os alunos a praticarem o respeito à pluralidade e às diferenças.

O consultor financeiro Renato Roizenblit, que passeava no calçadão da Praia de Ipanema com a esposa Daniele e a filha Raíssa, de 1 ano de idade, comemorou a iniciativa. “Essa passeata deveria ter acontecido há muito tempo, mas antes tarde do que nunca, né? A gente tem que educar as pessoas para aceitarem as diferenças”, disse.

O kit anti-homofobia suspenso inclui um caderno com orientações para professores, uma carta para o diretor da escola, cartazes de divulgação nos murais do colégio, boletins para os alunos e gravações em vídeos.

Veja a matéria no site da Agência Brasil: clique aqui!

Ubes e ABGLT vão procurar governo para negociar liberação de parte do kit de combate à homofobia


Visto no site da Agência Brasil
Por Daniella Jinkings


Brasília - A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) estão tentando negociar com o governo a liberação de dois, dos três vídeos que compõem o kit informativo de combate à homofobia nas escolas públicas de ensino médio.

Na última quinta (26), a Ubes apoiou a decisão da presidenta Dilma Rousseff de suspender a distribuição do kit informativo. No entanto, segundo o presidente da entidade, Yann Evanovick, parte do material deve ser liberada. Para ele, apenas o vídeo sobre bissexualismo tinha conteúdo inadequado e não pode ser veiculado nas escolas.

A Ubes e a ABGLT querem que o governo convoque os movimentos sociais para um debate amplo ainda nesta semana. “Queremos ser recebidos pela presidenta Dilma. O ministro da Educação, Fernando Haddad, também disse que vai nos receber, esperamos só a confirmação”, afirmou Evanovick à Agência Brasil.

O presidente da Ubes disse que os movimentos sociais estão em preparativos para lançar uma campanha nacional de combate à homofobia nas escolas. “Se o governo não topar liberar o material, nós vamos liberar e estruturar uma campanha nacional de combate à homofobia nas escolas do país”.

Além disso, o movimento estudantil fará uma mobilização na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados na semana que vem. “Não vamos aceitar chantagem de grupos políticos, preconceito não é uma moeda de troca”.

Na última quarta-feira (25), o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) afirmou que para convencer o governo a suspender a produção do material de combate à homofobia, a bancada evangélica da Câmara ameaçou não colaborar com os projetos do Executivo.

Veja a publicação no site da Agência Brasil

Tem flagra de traição gay no novo clipe de Natalia Damini

Por Hélio Filho para o Mix Brasil

New diva Natalia Damini ousa e faz videoclipe contando traição entre casal gay

Os atores Fábio Cimi e Willians Mezzacapa formam o casal gay que passa por poucas e boas no clipe “Your Lies” (suas mentiras), que a cantora presença certa nas pistas gays Natalia Damini acaba de lançar. Tudo começa com um flagra de traição quando um dos meninos chega à casa do namorado – que está com outro na cama.

É aí então que começa aquela história que você conhece bem por ter já passado por ela ou conhecer alguém que sofreu pelo mesmo motivo. Traído, o fofo sai andando sem rumo pelas ruas de São Paulo enquanto ignora as ligações de seu namorado, que a uma altura dessas já é ex.

Mas mesmo a mágoa não impede que ele relembre os bons momentos que passou ao lado do amado. Eles se reencontram no fim do clipe e o fofo que traiu tenta uma reconciliação, mas suas mentiras já foram longe demais. Tudo isso com aparições pontuais de Natalia, que coloca seu nome na cultura LGBT com seu vídeo ousado.

"Estou feliz com o resultado do vídeo, tive a preocupação de fazer algo singelo, simples, mas com muito respeito. Sabia que o tema era forte e por isso nos preocupamos com todos os detalhes.” Ela se prepara agora para lançar o segundo pack com remixes para o single e em agosto planeja o lançamento de "Call Me Bitch" (Não me chame de puta), gravado em parceria com Nicky Valentine e o produtor Patrick Sandim.

Cartões com bonequinhos do mesmo sexo prometem ser sucesso no Dia dos Namorados

Visto na Revista Lado A

A empresa paulistana de cartões Fina Idéia lançou esta semana uma série de produtos voltado ao mercado gay brasileiro. O lançamento promete dar uma opção que faltava aos casais gays no próximo dia dos namorados. São cartões com bandeira do arco íris e com os tradicionais casais desta vez com dois homens ou duas mulheres. O lote será comercializado com exclusividade pela loja on line Wfreedom, que também vende roupas e acessórios da marca W for UP, entre outras marcas. Voltada ao público gay masculino.

Os cartões são delicados e faltavam mesmo no mercado. Agora, gays poderão mandar cartões com frases como "A nossa amizade é daquelas coisas que não tem como explicar...", w na capa, dentro: "Tem tudo de bom: confiança, companheirismo, carinho, compreensão, um "help" quando preciso, aventura... enfim, é muito legal ter um amigo como você!". Ou outro: "O mais gostoso do nosso amor... É poder dividir todos os momentos da vida com alguém tão especial como você". E ainda: "Hoje queria te falar tantas coisas, mas não sei como dizer... que tal só beijar?". O engraçado são que os bonecos dos cartões são andróginos, isto é, servem tanto para um casal gay quanto um casal de lésbicas. Tem um que na frente tem o desenho de um varal com duas cuecas, fofo!

Os cartões acompanham envelope e são vendidos por R$15,90 no site.

Fundamentalismos religiosos são ameaça à democracia


Por Luís Carlos Lopes - do Rio de Janeiro - Publicado em 9/10/2010 mas ainda de grande importância para o entendimento de algumas questões no Brasil.

Infelizmente, as eleições presidenciais não se resolveram no primeiro turno. Ter-se-á que voltar às urnas no próximo dia 31 de outubro. Nesta data, quando chegar a noite, o novo presidente(a) será conhecido de todos brasileiros. Ao que parecia, no primeiro turno, o processo eleitoral teria resolvido a mesma questão. Mas isto não ocorreu. Os resultados impuseram a celebração do segundo turno e para isto os candidatos e eleitores terão que se posicionar. A política é cheia de surpresas, de revelações que precisam ser claramente avaliadas.

A disputa voltará a ser, com mais ênfase, a luta contrária ao candidato-síntese das direitas do país. É possível que ambos disputantes digam – verdade ou mentira – que eram ambientalistas desde criancinhas, bem como, sempre defenderam os princípios religiosos, como mais importantes do que os de natureza laica, isto é, os relacionados à política real.

Equívocos sobre equívocos serão cometidos na tentativa de se obter a vitória final. É quase impossível evitar que tal ocorra, quando o objetivo se esvai em trinta dias e o que se quer é vencer de qualquer modo. De todo o jeito, é preciso lembrar que o presidente da República não é e nem será o proprietário das crenças de ninguém e que o Brasil é um país plural, onde convivem modos diversos de se crer. O que se espera é que o futuro presidente(a) garanta a continuação das conquistas dos trabalhadores, as ampliem e eleve o país a um novo patamar possível, do ponto vista social e cultural.

Um dos problemas que afloraram nesta eleição é o da emergência dos fundamentalismos religiosos católicos e protestantes, tentando influir nas decisões políticas do país. Até mesmo a famosa organização fascista-católica Opus Dei, de grande penetração na Península Ibérica, estaria presente em São Paulo, apoiando o candidato oficial do PSDB. O fundamentalismo de origem protestante renovada teria tido o seu peso nas eleições em vários níveis. Padres e pastores ultraconservadores instaram seus fiéis a apoiarem determinados candidatos e participaram na rede de intrigas sociomidiáticas que vem caracterizando esta eleição. Esta atitude vinha sendo desenvolvida em várias campanhas e problemas nacionais. Desta vez, surgiu com maior força e, talvez, para ficar.

O problema dos grupos religiosos fundamentalistas não é de natureza teológica. Eles demonstram possuir, onde atuam, uma visão política antiga que flerta com o fascismo. Segundo estas organizações, as verdades que acreditam devem ser estendidas a todos. As pessoas deveriam simplesmente obedecer como cordeiros a determinação desta minoria. Apesar de numerosos, eles são minoria e não são tão organizados como parecem ser. Suas opiniões flutuam como folhas ao vento, porque são determinadas pelo que ouvem nos seus templos e nas redes de comunicação que dominam. O recado que passaram é que existem e precisam ser considerados. Entretanto, não é difícil ver que suas convicções, quando ultrapassam o terreno religioso, são facilmente moldáveis pelas exigências que pesam sobre todo mundo, vindas da sociedade de consumo e do espetáculo, isto é, do capitalismo contemporâneo.

As próprias características das religiões professadas pelos mais fundamentalistas os aproximam de problemas materiais bastante concretos. O autor destas linhas não crê que o problema seja exatamente o aborto, praticado na ilegalidade por pelo menos três milhões de brasileiras a cada ano. Pensa que existem muitos que não crêem de fato nas mesmas coisas ditas nos templos, nos programas religiosos da TV e das emissoras de rádio, na imprensa religiosa e nos canais internéticos dominados pela ortodoxia da fé. De algum modo, eles sabem disto tudo, mesmo que neguem ou façam de conta que o mundo é exatamente o que eles acham que deveria ser. De fato, o que desejam é ser reconhecidos e precisam para isto provocar e aprender os limites de suas ações. Não se vive o mundo medieval e nem mesmo o da Reforma e o da Contra-Reforma. Queira-se ou não, religião é coisa fundamentalmente de foro íntimo, compartilhada entre iguais em lugares específicos.

É difícil imaginar que todos os eleitores que votaram sob a influência fundamentalista sejam tão radicais, e acreditem na teoria e na prática que suas verdades são inabaláveis. Certamente, entre as ovelhas existem muitas que podem ser desgarradas e entre os padres, os pastores, nem todos, são tão obedientes assim às ordens da conservação. Como quaisquer seres humanos, eles têm dúvidas e esperam ser ensinados a partir de outras fontes de autoridade, além das que se apropriaram de suas consciências. É provável que alguns queiram ser eles mesmos, por não serem absolutamente alienados ou loucos. Esses podem vir a rejeitar posturas de grupo que não contemplem diferenças individuais. Podem se dividir e votar no segundo turno de modo diverso.

Para convencê-los é preciso repolitizar o debate. A agenda básica do país não é a perseguição às religiões minoritárias e às suas crenças. Espera-se que isto jamais seja o mote de qualquer governo. O Brasil é um país tolerante a qualquer crença e a qualquer movimento religioso. As pessoas devem ser livres para acreditar no que quiserem, mas precisam ser educadas para entender que suas crenças e o modo em que vivem não são únicos. Alguém precisa lhes dizer que não se está na Idade Média, na época do nazifascismo e da ditadura militar. Todos podem ser livres responsavelmente, sabendo os limites sociais de suas liberdades. Ninguém deve impor aos outros, o que acredita como certo e inelutável. A luta é pelo convencimento livre de pressões e imposições é uma conquista que abrange a todos. Mesmo que se saiba que o problema de alguns é o da falta de escolas sérias e de mídias que realmente complementem o processo educacional.

Acha-se estéril uma discussão retórica sobre o problema do aborto. Esta não é uma questão a ser tratada no calor de uma eleição. De outro lado, mais cedo ou mais tarde ele será legalizado. Isto já ocorreu há muito tempo nos EUA, no Canadá, na Europa Ocidental e em Cuba. No Oriente inúmeras nações o legalizaram, tais como a China, a Índia, dentre outras. A América Latina é um bastião contrário, cada vez mais solitário. Todavia, há inúmeros sinais de ruptura. O mais recente foi sua legalização na cidade do México. A marcha é inexorável e precisa ser conhecida de todos. Se ele vier, quem for contrário poderá continuar a sê-lo. Ninguém será obrigado a fazê-lo. Tal como as religiões, isto é, em grande parte do mundo atual, uma questão de foro íntimo. O que tem que acabar é a hipocrisia e a exploração radical das crianças no mundo real.

Luís Carlos Lopes é professor e escritor.

29/05/11

Bispos da Record decidem tirar gays da próxima edição de "A Fazenda"


Visto no TV Tudo, do oDiario.com

Diretor do reality show A Fazenda, Rodrigo Carelli tem quebrado a cabeça para conseguir montar o elenco da próxima edição do programa. Como o que levanta a audiência são os barracos e o conflito de diferentes personalidades, a direção da Record exige que erros não sejam cometidos nesta etapa da produção. A estreia está marcada para julho e, por isso, já existe uma corrida contra o tempo para que tudo se encaminhe sem atropelos.

Alguns nomes são dados como certos para o reality show. De acordo com o colunista do Uol, Flávio Ricco, já foi fechada a participação do ator Thiago Gagliasso, irmão de Bruno Gagliasso, e da lutadora de boxe Duda Yankovich, nascida na Sérvia. Falava-se também na entrada de Thammy Miranda, filha de Gretchen, e da travesti Luisa Marilac, celebridade da internet, na Fazenda. No entanto, essa possibilidade foi descartada na última quinta-feira, 26 de maio.

Segundo Leo Dias, colunista do Yahoo, após uma reunião a portas fechadas, os bispos da Record decidiram reduzir drasticamente o número de gays na próxima edição do reality show. Além de Thammy e Marilac, foi barrado o colunista social da TV Gazeta Marcelo Bandeira. Ele e Thammy já tinham, inclusive, feitos os exames médicos necessários para entrar no programa.

Na Record, ninguém soube explicar ao certo os motivos que levaram os bispos a tomar tal decisão. Acredita-se que questões políticas tenham pesado na decisão da emissora, já que a bancada evangélica do Congresso exigiu que a presidente Dilma Roussef determinasse a suspensão da produção e distribuição do kit anti-homofobia, elaborado pelo Ministério da Educação.

Veja a matéria no odiario.com: clique aqui!

Rio TV Debate - Frente Parlamentar pela liberdade de Expressão



Rio TV Debate - Jornalista Francis Alexandrino (Mediador). Psicóloga Roseli Gofman - Coordenadora do Forum Nacional de Democratização da Informação, André Mota Lima - Diretor da Rio TV Câmara, Jean Wyllys - Deputado Federal - Membro da Coordenação Colegiada da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação.

Alexandre Nero diz que sonha interpretar um gay

Visto no Gay1

Ator não se importa se personagem for caricato e se espelha na série Will & Grace

Revelado como o verdureiro Vanderlei, em 'A Favorita' da Globo, Alexandre Nero diz que se sentiria realizado profissionalmente se caísse em suas mãos o papel de um personagem gay. Em conversa, o ator contou que não se importaria se a representação fosse caricata.

"Tenho vontade de interpretar um gay e não me importo se ele for caricato. Não gosto de personagens caricatos, mas depende do tipo de programa. Além disso, há gays extremamente masculinizados e outros mais femininos, não existe uma regra de comportamento".

Perguntado se teria algum personagem da televisão ou do cinema no qual se espelharia, Nero disse que gosta do humor do seriado norte-americano Will & Grace, que vai ao ar no canal pago Sony Entertainment.

"Adoro o personagem dessa série! Ele é extremamente caricato e extremamente bem feito. Ser caricato não é problema. Pedro Cardoso é caricato e é um grande ator".

Nero, que estava no ar aos domingos com o seriado Batendo Ponto na Globo, disse que não se abalou com o fim inesperado da atração, que trazia no elenco Ingrid Guimarães e Pedro Paulo Rangel.

"Televisão é assim. Quando não está indo bem na audiência, a gente tenta uma mudança. Nem sempre é possível".

O curitibano, que recentemente terminou seu casamento de dez anos com a atriz Fabíula Nascimento, disse que, enquanto não está trabalhando, gosta de ficar postando polêmicas em seu Twitter.

"Gosto de brincar com bobagens no Twitter, criar brincadeiras e polêmicas e fazer afirmações das quais eu mesmo discordo. Acho interessante porque ali não é TV, não tem personagem, posso dar minhas opiniões".

Carta a uma gazeta da direita - Por Arthur Virmond de Lacerda Neto

Por Arthur Virmond de Lacerda Neto para a Revista Lado A

Ilmo. Sr. Coronel Carlos Miguez.

De posse de um exemplar da gazeta Inconfidência, número 163, depararam-se-me alguns artigos relacionados com o combate às iniciativas governamentais, no âmbito da sexualidade.

Antes de tudo, quero deixar-lhe explícito que não sou marxista, não sou petista, não sou esquerdista, não sou gramscista, como não sou cristão, não sou católico, não acredito em deus nem na Bíblia.

A homossexualidade corresponde a um dado da natureza humana, a um fato da sexualidade do ser humano. Sempre existiu e sempre existirá.

A homofobia corresponde a um dado da cultura, a um fato criado artificialmente por certa religião, no ocidente, a saber, o cristianismo.

O ser humano é espontaneamente heterossexual, homossexual e bissexual; certas pessoas são culturalmente homofóbicas.

Por séculos a fio, o cristianismo condicionou as mentalidades no ocidentes e, neste condicionamento, criou a ginofobia (ódio às mulheres, no início da Idade Média), o anti-semitismo, o ódio aos protestantes e o aos homossexuais.

O movimento pró-gueis, tão evidente nos últimos anos, corresponde a um avanço no sentido da liberdade de ser e de fazer, e a um avanço no sentido da igualdade de tratamento em favor de pessoas até aqui discriminadas.

Obviamente, todos são livres de repudiarem a homossexualidade, ao mesmo tempo em que todos devem respeitar a condição sexual do seu semelhante.

É alarmista e ridícula, no seu histrionismo, a afirmação de que o governo atual pretende transformar crianças em homossexuais. Ninguém é transformado em homo, como tampouco em hetero.

Vocês, da direita, preocupam-se excessivamente com a liberdade alheia, com a sexualidade alheia, com a privacidade alheia, quero dizer, com a homossexualidade alheia, como se ela devesse ser proibida. Vocês, heterossexuais da direita, adotam uma atitude prepotente e arrogante; vocês são homofóbicos e fomentam a discriminação, mercê da premissa de que a heterossexualidade corresponde à norma, ao correto, ao ideal de sexualidade e pretendem calar toda expressão oposta aos vossos valores.

Vocês, da direita, pretendem-se porta-vozes dos valores do liberalismo econômico e político, e, no entanto, praticam o seu oposto, ou seja, pretendem que haja liberdade, desde que seja a de enaltecer-se a heterossexualidade. Nada mais totalitário, nada mais oposto aos vossos ideais.

No movimento guei não há nenhum ataque à família tradicional e nenhuma impugnação da heterossexual, daí que a grita da direita apresenta exclusivamente o caráter de intolerância e de desrespeito humano.

É, a vossa, uma causa perdida. Por maior que seja a vossa indignação, felizmente, os costumes alteram-se e a natureza humana prevalecerá ali onde houver liberdade. O movimento guei deseja apenas isto: liberdade para todos e discriminação contra ninguém. São dois valores que certa direita, decididamente, despreza.

A direita homofóbica ou a parcela homofóbica da direita encarna uma postura que já vai sendo arcaica e que será progressivamente minoritária. Tanto pior para ela que, já tão combatida pelo esquerdismo que prepondera entre nós, desmoraliza-se ainda mais, pelo retrógrado desta sua posição; tanto melhor para a esquerda que, nisto, adota o valor da liberdade e que adotou uma causa profundamente humana, profundamente justa e profundamente libertária.

Saúde e fraternidade.

Rio quer aproveitar potencial como um dos principais destinos de turistas gays do mundo



Para atrair o público homossexual, a cidade investe em cursos de capacitação específicos e campanhas de publicidade voltadas para o mercado internacional. Agentes da Guarda Municipal participam de palestras sobre como lidar com a diversidade sexual. Reportagem publicada no J10 da Globo News no dia 26/05/11

Globo News: Desfile do Orgulho Gay acaba em violência na Rússia

Polícia detém mais de 40 participantes em manifestação gay


Visto no DN - Diário de Notícias

A polícia moscovita anunciou ter detido mais de 40 pessoas durante as manifestações a favor e contra as minorias sexuais que neste sábado (28) se realizaram no centro da capital russa.

Representantes das organizações de gays, lésbicas a transexuais andaram num autêntico jogo do "gato e do rato" não só com a polícia, mas também com "cabeças rapadas" e nacionalistas russos.
Inicialmente, algumas dezenas de gays e lésbicas tentaram manifestar-se perto da Praça Vermelha, gritando palavras de ordem como "Liberdade!", "Rússia sem homofobia", mas foram recebidos por manifestantes nacionalistas e ortodoxos que se envolveram em confrontos.

A polícia interveio para deter fundamentalmente representantes das minorias sexuais. As notícias iniciais davam conta de 10 detidos.

Gays e lésbicas tentaram também manifestar-se em frente da Câmara Municipal de Moscovo, a algumas centenas de metros da Praça Vermelha, mas também aí foram recebidos por nacionalistas.

"Cabeças rapadas" e ortodoxos russos entoaram canções de protesto contra a realização de paradas gays. Duas jovens, apoiantes das minorias sexuais, tentaram polemizar com os jovens nacionalistas, apelando à tolerância, mas acabaram por ser detidas pela polícia.

Veja a matéria no site do DN: clique aqui!

Websérie gay: Apenas Heróis



O Diretor e atores explicam as histórias dos guerreiros que enfrentam vilões desde a hora que acordam até a hora que dormem e se transformam em heróis a cada preconceito vencido.

Visto no Programa Mosaico Baiano

28/05/11

Registros civis dizem que casamento gay já é possível


Visto na Folha.com
Por Luciano Bottini Filho


O casamento civil entre gays foi defendido nesta quarta-feira pela Arpen-Brasil (Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais do Brasil). Segundo a entidade, o casamento entre pessoas do mesmo sexo se tornou possível após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que reconhece a união homoafetiva como família.

Em nota divulgada à imprensa, a associação pede que casais gays tenham "seu vínculo reconhecido definitivamente, transformando-o de precário em vínculo civil".

A entidade se reuniu quarta-feira em Brasília com os presidentes das Arpens estaduais para debater a possibilidade de gays que vivem como se fossem casados, na chamada união estável, converterem essa relação em casamento no cartório.

Em 20 de maio, foi registrado na cidade de São Paulo o primeiro pedido no Estado de conversão de união estável gay para casamento, em um registro civil em Cerqueira César, zona oeste.

A nota da Arpen-Brasil pede ainda apoio de todos para "reconhecer a ausência de impedimentos jurídicos ao casamento civil de pessoas do mesmo sexo".

"Os oficiais ainda estão muito temerosos de dar entrada na habilitação de casamento antes da manifestação do Judiciário sobre isso", diz o presidente de Arpen-SP, José Cláudio Murgillo.

Segundo ele, aumentou o número de consultas de gays aos registros civis perguntando sobre o casamento. "Fizemos a nota para que o Judiciário se manifeste logo."

LEIA ÍNTEGRA DA NOTA:

A Arpen-Brasil (Associação dos Registradores Civis das Pessoas Naturais) informa que, em reunião promovida ontem (25/05), em Brasília, apoia em sua totalidade a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de reconhecer a entidade familiar configurada pelas uniões homoafetivas.

Mais que isso, a Arpen-Brasil defende, uma vez consagrada a união estável homoafetiva, que, em nome da segurança jurídica e da garantia dos direitos dos interessados, essas relações tenham seu vínculo reconhecido definitivamente, transformando-o de precário em vínculo civil, mediante sua conversão em casamento, nos exatos termos do art. 226, parágrafo 3º, da Constituição da República.

Por isso, a entidade conclama todos os interessados e todos os operadores do direito para que, juntos, desenvolvam esforços no sentido de superar os obstáculos que permeiam a matéria, a fim de não só possibilitar essa conversão em casamento, mas, sobretudo, reconhecer a ausência de impedimentos jurídicos ao casamento civil de pessoas do mesmo sexo.

É hora de o assunto ser tratado abertamente, sem sectarismos. E a Arpen se propõe ser o foro inicial para isso, pois, a cidadania nasce no Registro Civil das Pessoas Naturais.

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Casal de lésbicas é autorizado a adotar bebê em Minas


Visto no Estadão
Por Marcela Gonsalves


A Justiça de Minas Gerais concedeu, por unanimidade de votos, a adoção de um bebê para um casal de homossexuais. A decisão foi divulgada hoje. A adoção pelas duas mulheres já havia sido autorizada em primeira instância, mas o Ministério Público recorreu alegando, entre outros argumentos, que a adoção do menor por homossexuais poderia gerar-lhe constrangimentos futuros.

Dessa decisão ainda cabe recurso, mas se não houver alteração na decisão, as parceiras poderão registrar o bebê. A criança, na verdade, já está com elas desde praticamente seu nascimento. No processo, ficou comprovado que a mãe biológica não tem condições de cuidar do bebê, nem interesse em fazê-lo, assim como a avó.

Os desembargadores da 1ª Câmara Cível de Belo Horizonte fundamentaram sua decisão em princípios constitucionais e na recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que equiparou os direitos dos homossexuais aos dos heterossexuais, considerando a união como mais uma unidade familiar.

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Henri Castelli grava cena em clima de romance com outro homem na praia

Do EGO, no Rio

Ator fará papel de um bissexual no remake de 'O Astro'.

Henri Castelli gravou cenas de "O Astro" em clime de romance com outro ator na praia do Diabo, no Rio, na quinta-feira, 26 de maio. O ator fará um bissexual no remake, que também se envolve com a personagem de Regina Duarte.

Gays não beijam em público por medo de represálias

Visto na Revista Lado A

Um beijo, um inocente beijo entre pessoas do mesmo sexo, é um tabu na sociedade brasileira. Na novela, levanta polêmica e há quem diga que não é certo pois choca a sociedade conservadora. O toque de lábios que é uma expressão de amor, não é nenhum crime, mas é vista como lascivo quando seus autores são dois homens. “Beijo gay em público não é crime no Brasil. Você beija?” foi a enquete desta semana no site da Lado A.

Como resposta, maioria dos leitores diz que beija sim, mas alguns tomam alguns cuidados. 30% disseram que beijam em público mas em locais onde não há risco de ser agredido, ou seja, em territórios onde se sentem seguros como casas noturnas para gays ou lugares amistosos com o público GLS. Outros 14% disseram que beijam até como protesto, já que “temos direitos iguais” (6%) e “não me importo com o que os outros pensam”(8%).

Já 38% abrem mão deste direito, de manifestar o carinho em público com um beijo. As razões apontadas são: “Tenho vergonha” (3%), “tenho medo de chocar as pessoas” (4%), e “acho desnecessário”(26%). Estas respostas podem apontar que muitos deixam de beijar em público para evitar o conflito. Seja com os homofóbicos, seja por uma questão direta de auto-estima. Se beijar não é crime, por que ter vergonha?

Achar desnecessário um beijo em público foi o argumento de um quarto dos leitores. É o argumento de não provocar, de não se expor. Este argumento é exatamente o que defendem aqueles que são contra o beijo gay. Colocar um ato de amor na obscuridade, nos enviar aos guetos, é uma forma de negar a nossa existência e colaborar com a invisibilidade dos gays. Claro, tem que ter cuidado, não precisa se expor, e não precisa ser um herói. Beijar faz bem para a saúde e o beijo gay em público ainda educa a sociedade de que toda forma de amor vale a pena. Andar de mãos dadas e beijar são direitos, ainda não acessados por muitos, mas que aos poucos vão sendo inseridos na cultura do gay brasileiro e do resto da população.

Na redação, ninguém beija em público e venceu a opção “Acho desnecessário”... E esse argumento é perigoso, pois o mesmo será usado ao “casamento gay”. Um direito não pode ser “desnecessário”. Antes de tudo é um direito e temos que fazer ele valer, mesmo que não usemos dele ou que não concordemos em tê-lo, mas se os outros o possuem, todos devem poder igual.

Passado Negro e futuro duvidoso – Os perigos do discurso religioso contra a democracia - Por Allan Johan

Por Allan Johan para a Revista Lado A

Há 20 anos, no Brasil, quando um casal formado por uma loira e um negro passava na rua, as pessoas olhavam, apontavam e riam. As domésticas eram obrigadas a usar apenas o elevador de serviço nos prédios e os negros eram chamados de pessoas de cor. Essas pessoas de cor eram chamadas de crioulos, macacos, pretos, azul, tição e a eles eram atribuídos os adjetivos: safados, burros, fedidos, pobres, ladrões, entre outros estereótipos anunciados em piadas, conversas e brigas. Na tevê, os negros eram vítimas do humor; Chamados de urubus - apanhavam e eram tachados de preguiçosos!

Se uma mulher branca era violentada, já iam à procura de um negro. Se algo sumia, era culpa deles. Até hoje se um negro passa em um carrão já falam que ele é ladrão. E até hoje polícia faz batidas e blitz com os mestiços e negros muito mais do que com os brancos! Se há um negro na universidade, já dizem que é por cotas. Fora que as vagas de empregos ainda os excluem. As crianças negras não são adotadas no Brasil, todos querem ter filhos brancos – pois eles sofrerão menos preconceito - argumentam! Veja o que o preconceito é capaz!

Em um passado mais antigo, diziam que negros não tinham alma, que não entrariam no céu. Depois, mudaram o discurso e separaram os negros em igrejas diferentes. A escravidão só acabou quando o Papa a condenou, antes, se baseava na Bíblia para dar o aval a esta crueldade. Porém, as religiões de matiz africana continuaram condenadas, a cultura negra foi renegada, colocada como pecado, afronta ao Deus cristão.

Leia o absurdo que chegou a dizer o ex presidente dos EUA, Abraham Lincoln, defensor da escravidão, em 1858: “Há uma diferença física entre as raças branca e negra, diferença essa que, acredito, irá para sempre impedir as duas raças de viverem juntas em termos de igualdade social e política. E, visto que elas não podem portanto viver juntas, enquanto elas permanecerem juntas é necessário existir a posição do superior e do inferior, e eu, assim como qualquer outro homem, sou a favor de que a posição superior seja exercida pelo homem branco". Agora troque as palavras branco e negro por heterossexual e homossexual.

Então, em 1989, criaram a lei que pune o racismo. A lei No. 7.716, de 5 de janeiro. Ela não resolveu o problema mas diminuiu drasticamente a agressão aos afro descendentes, colocando como crime inafiançável o desrespeito e preconceito com base na cor da pele, além de outros tipos de racismo. A mesma lei que o PLC 122 quer incluir a criminalização da homofobia, da discriminação de gênero, dos idosos e dos deficientes. A PLC 122 não cria nada novo, ela inclui outros segmentos nessa lei que impactou positivamente na sociedade brasileira, embora ainda vá demorar gerações até que o ranço da maldade do preconceito suma.

E aqueles que dizem que a liberdade de expressão será comprometida deveriam avaliar e ver se esse argumento se encaixa ao direito de criticar ou ofender os negros. Há os que defendem que estão querendo, com o PLC 122, criar um tipo de cidadão com mais direitos. Mas é a mesma lei do racismo!? Então, estas pessoas que acreditam que ser gay não é característica de nascimento mas um comportamento e afirmam que a Bíblia condena esta prática e não poder citar a Bíblia seria uma censura ao direito de culto ou liberdade religiosa ou de expressão. Ora, a sua religião é que se trata de comportamento, algo humano, aprendido e seguido. Gostaria que você fosse chamado de ignorante, burro, zumbi, alienado por escolher ser religioso? A lei do racismo inclui a proibição por religião. Como que podem criticar uma lei que justamente já os proteje?

Bem, a homossexualidade está presente em diversas espécies animais, inclusive na Bíblia, quando é citado o amor de Davi e Jonatas. E sobre a condenação dos negros na Bíblia, lá se encontram os mandamentos que legitimaram a escravidão do povo africano, bem como a subserviência da mulher e até o apedrejamento e mortes de inimigos. Por que não defendem então a liberdade de culto ou de expressão para combater as mulheres em período fértil que saem as ruas, os homens que cortam as barbas, ou ainda não defendem o apedrejamento, como prega a Bíblia? Ou vamos condenar moralmente a presidenta da República que é divorciada, ou o pastor que se casou novamente, ou mesmo o padre que não tem família pois não tem mulher ou que não faz filhos? Já que este é outro argumento para coibir a homossexualidade, sendo que gays e lésbicas podem sim ter filhos, embora o mundo já esteja superlotado, se não perceberam.

O nosso passado negro nos leva à Era das Trevas, na Idade Média, quando a Bíblia caçou, perseguiu, massacrou como nunca, em nome da fé. Ou mesmo o Holocausto, onde os mesmos argumentos foram usados contra judeus, negros, gays, comunistas e ciganos, entre outros grupos. O argumento da superioridade, o da missão divina, a auto denominação de guardiões da moral e do destino da humanidade. Sim, a religiosidade pode se tornar um princípio nazista, quando prega a superioridade e a higienização. Foi assim no Holocausto, quando foi negada a cidadania dos judeus, até que os tiraram toda a sua dignidade, o direito a serem humanos e legalmente os mataram em câmaras de gás. O discurso cristão apóia os crimes contra homossexuais, pois os assassinos subjugam suas vítimas, não olham ali um ser humano mas um pecador, um objeto de nojo e desprezo, tal como os nazistas aos judeus e outros grupos, tal como os fundamentalistas aos homossexuais.

Liberdade de expressão vem junto com seus deveres e obrigações. Ninguém tem o direito de subjugar o outro, de propagar ódio, ou de se denominar superior por causa de uma religião. Se os ditos representantes divinos assumem esse papel, devem assumir primeiro todos os crimes cometidos em nome da Bíblia, olhar para suas mãos ensangüentadas. Querem o direito de criticar mas não admitem que homossexuais acessem seus direitos constitucionais e nem manifestem o amor em público. Quem está querendo ser especial nesta história? Os heterossexuais nada perdem com o reconhecimento da cidadania plena dos homossexuais. Ganham até, pois aprenderão a evoluir, a se livrar de preconceitos, de mesquinharias. A felicidade alheia pode perturbar? Corromper? Preste atenção neste argumento. Se felicidade dos gays te incomoda, há algo errado com você.

Me nego a direcionar este texto aos religiosos, assim como não publico comentários fora de contexto, com referências a Deus ou à Bíblia no site quando há citações para discriminar gays ou palavras de juízo. Estamos falando de Democracia. O SEU Deus não é único, cada povo e pessoa tem o seu. Se você segue a Bíblia e acredita que este é um manual divino, bem, lamento te informar mas cada religião tem o seu livro e igualmente acreditam que ele é sagrado. E o cristianismo não é a maior religião do mundo, sinto informar novamente. Não importa no que eu acredito, estamos falando de direitos. E o seu começa quando termina o do outro. Então, siga a Bíblia se quiser, dentro da sua casa ou no templo. Do lado de fora, vivemos uma Democracia onde todos tem direitos, seja qual for o seu Deus, e até os que não acreditam em nada ou os que acreditam em divindades maléficas.

Para esclarecer: o meu Deus é bom, o meu Deus é onipresente e onipotente. Por isso não coloco palavras em sua boca, eu o vejo em todos os lugares e não julgo se isso ou aquilo é certo, pois sei que Ele se manifesta de várias formas, além da minha compreensão.

Todo ser humano nasce com um manual de instruções. Não é um livro, não é um destino, não é uma divindade. Todo ser humano nasce com um manual dentro de si e ele se chama cérebro; Foi feito para ser usado. Todo ser humano nasce livre e o jeito que ele usa o seu cérebro sentencia se ele morre livre ou escravo de sua ignorância.

Rio de Janeiro: Decreto garante o direito de usar o nome social a servidores públicos homossexuais



Um decreto garante o direito de usar o nome social a servidores públicos homossexuais. Repartições municipais serão obrigadas a expor um aviso proibido a discriminação sexual.19/05/2011
Visto no site do RJTV

27/05/11

'Kit Anti-Homofobia' será reformulado e lançado até fim do ano, diz Haddad


Publicado pela Veja!
Por Nathalia Goulart


O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira em São Paulo que o controverso kit anti-homofobia será reformulado e enviado a professores da rede pública de ensino até o fim deste ano. O anúncio acontece um dia depois de a presidente Dilma Roussef criticar o conteúdo do material, que ainda está em fase de avaliação pelo MEC. De acordo como Haddad, os vídeos do projeto serão refeitos e distribuídos a professores do ensino médio de escolas onde houver registro de casos de homofobia.

O ministro afirmou que ainda está em discussão se serão mantidas as diretrizas que guiaram a formulação do material. "Essa será uma discussão técnica, que contará com a participação de especialistas no assunto", disse Haddad, que esteve em São Paulo para a inauguração do Campus de Osasco da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

De acordo com o ministro, as mudanças no chamado "kit-gay" não vão onerar o estado, uma vez que o convênio firmado entre o MEC e as ONGs responsáveis pelo kit previa a possibilidade de alterações. "O custo original de 1,8 milhão de reais inclui quantas reformulações forem necessárias." O kit contém três vídeos e uma cartilha. Até agora, a produção envolveu gastos com pesquisa, produção e gravação dos vídeos, além da realização de seminários para treinamento de cerca de 200 pessoas no final de 2010.

Veja a matéria em seu site de origem: Clique aqui!

Casal canadense decide criar bebê sem definir o sexo

Por Fernando Moreira para o Page Not Found

Um casal canadense está causando controvérsia. David Stocker, de 39 anos, e Kathy Witterick, de 38, decidiram criam o bebê de 4 meses que tiveram sem definir o sexo. Embora não tenha qualquer ambiguidade na genitália, o bebê não é chamado nem de menino, nem de menina. O casal de Toronto diz que, com a decisão, está respeitando o direito de o bebê escolher o seu próprio sexo, livre das pressões e das normas sociais.

Além dos pais, as únicas pessoas que sabem o sexo biológico Storm Witterick são os irmãos dele: Jazz, de 5 anos, e Kio, de 2.

"Se você quer realmente conhecer alguém, não pergunte o que há entre as suas pernas", disse David ao jornal "Star".

A todos que perguntam o sexo do bebê, os pais dizem que ele não será informado e se defendem: "A decisão é uma homenagem à liberdade em vez da limitação".

Diretor do portal Mix Brasil fala sobre os próximos desafios dos homossexuais no país



André Fischer afirmou que os gays do Brasil estão lutando para a aprovação do PLC-122, que criminaliza a homofobia. Depois, ele acredita que a próxima conquista seria o casamento entre indivíduos do mesmo sexo. Publicado no dia 20 de maio de 2011 na Globo News

Gays são mais fiéis em um relacionamento, afirma especialista

Visto no Gay1

Fidelidade é um tema muito importante para a longevidade de um relacionamento. E os casais homossexuais parecem estar mais “comportados” neste quesito do que os heterossexuais. É o que afirma a psicóloga e especialista em relacionamento afetivo Eliete Matielo.

Trair hoje em dia é “mais fácil”. A internet pode ser uma perigosa ferramenta para romper relações com sites específicos para a traição ou um simples “encontro de um parceiro” num chat. Baladas costumam ser um grande alvo para paqueras rápidas. Existem também serviços oferecidos por garotos e garotas de programa.

“Fidelidade é fundamental”, afirma Eliete. “Para um relacionamento sério, você precisa de comprometimento, que é passar segurança. Existe um tipo de casal liberal que deixa o parceiro sair sem ter de ‘dar explicações’ no dia seguinte, mas isso é menos frequente”.

Eliete recebe clientes de todos os gêneros em sua agência de relacionamentos. E ela afirma que os gays são mais fiéis no namoro. “O fato de eles serem mais fiéis é que um relacionamento homossexual é mais complicado por causa do preconceito. Agora que a coisa está ficando um pouco melhor, mas a aceitação ainda é difícil.”

De acordo com a especialista, os gays se “grudam” para suportar as dificuldades. “Muitos passam por rejeição da família e dos amigos. Porém, quando ele encontra alguém, essa união é bastante forte e eles são fiéis quando namoram. Claro que existem exceções. Mas no que vejo atualmente, os casais gays duram muito mais.”

No dia 5 de março, o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu por unanimidade o direito de os homossexuais serem incluídos no regime jurídico de união estável e se beneficiar dessa consequência. Dentre os benefícios estão o direito de herança, pensão alimentícia, autorização em cirurgia de risco e inscrição em planos de saúde.

Trilha: Adele - "Rolling In The Deep"

26/05/11

PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO: OS CRIMES DE ÓDIO - Por Asas de Ícaro

Autor Asas de Ícaro

Visto no HomoDiálogos


Toda esta polêmica sobre preconceito e homofobia me faz pensar que há um sério equívoco na estratégia: a de encarar a homofobia isolada de outras formas de crimes de ódio. Do ponto de vista político, educacional, jurídico e criminal, o que justifica a implementação de ações orientadas exclusivamente para a superação de um determinado preconceito? Por que não engloba-las de forma abrangente e eficaz em ações conjuntas para coibir todas as formas de preconceito e suas correspondentes modalidades atuais de crime de ódio e para estimular uma cultura autenticamente democratica e republicana, fundada na tolerancia e no respeito a pluralidade?

No Estado Democrático de Direito, os discursos e práticas configurados como crime de ódio não são tolerados sob quaisquer pretextos em razão do fato de atacarem os fundamentos e princípios constitucionais deste Estado e sociedade. Nada está ou poderá se colocar acima desta Lei Maior! Ela constitui a referência ético-normativa (e o limite) de nossas liberdades civis, por ela outorgadas e garantidas, e de nossas vidas compartilhadas na sociedade. Ela é a referência das diferentes formas privadas de vida que devem coabitar solidariamente. Esta foi a conquista da superação das tradições medievais e das formas absolutistas de organização social e política, dentre outros. Ao longo dos séculos, a humanidade vem amadurecendo o significado republicano e democrático da tolerância. O reconhecimento dos direitos humanos no pós-guerra marca esta evolução. Esta é a razão pela qual, por exemplo, não se pode admitir a apologia ao nazi-fascismo e outras formas de discursos, panfletos e organizações que disseminem quaisquer práticas de violência que atentem contra a dignidade humana (narcotráfico, pedofilia, etc). Isso jamais pode ser concebido como censura. Entretanto, estranha e paradoxalmente, admite-se veiculações culturais, jogos, filmes que incitam violência. Mas isso impõe outra discussão que aqui não vem ao caso.

Tomemos a Inglaterra (apesar de suas contradições reconhecidas) como exemplo: no seu ordenamento são elencadas as diversas manifestações do crime de ódio, independente das motivações preconceituosas que as sustentam:

(1) agressões físicas, danos à propriedade, pichações e outras diferentes formas de constrangimento fisico;

(2) ameaças de intimidação, insultos verbais, gestos abusivos, perseguições e difamações, ataque à honra, como por exemplo, as formas de humilhação do bullyng na escola ou no trabalho, e outras diferentes formas de constrangimento moral;

(3) panfletos e posteres ofensivos, etc.

(4) organizações ou mobilizações clandestinas para disseminação do ódio.

Em outubro de 2010, o protesto raivoso contra uma Parada Gay em Manchester promovido por um grupo cristão homofóbico chamado Christian Voice foi considerado como crime de ódio e pode ser banido de todos os futuros protestos. A história registra diferentes manifestações dos crimes de ódio. De acordo com o Wikipédia, os crimes de ódio remontam à perseguição dos cristãos pelos romanos, à “solução final” de Adolf Hitler contra os judeus, à limpeza étnica na Bósnia e ao genocídio em Ruanda. Nos Estados Unidos, os exemplos incluem violência e intimidação contra os americanos nativos, o linchamento de negros e o incêndio de cruzes pela Ku Klux Klan, agressões a homossexuais, e a pintura de suásticas em frente a sinagogas. Em 2008, o governo do Equador qualificou oficialmente o assassinato de um equatoriano em Nova Iorque de “crime de ódio” contra latinos.

No Brasil, eu entendo como necessário ampliar corajosamente as leis sobre crimes de ódio, de um lado, para além daqueles motivados pelo preconceito de cor e de raça (racismo e injúria racial), de procedencia nacional ou étnico, de religião, contra idosos e deficientes, incorporando a homofobia; por outro lado, para além de determinadas práticas, desde os assassinatos promovidos por grupos de extermínio ou esquadrões da morte e genocídios classificados como crimes hediondos, incorporando, de forma ampliada, as demais modalidades de crime de ódio incluindo as práticas de bullying em quaisquer contextos, sejam escolares ou não.
Neste sentido, a educação para a tolerancia e solidariedade democráticas dos cidadãos deve ocorrer desde a infância passando por todos os níveis da educação básica e ensino médio. A homofobia estaria incluída como algo a ser execrado em nome da convivencia republicana para a qual as crianças, adolescentes e jovens são formados. A função da educação, acima de tudo, é a de promover a inserção de forma competente e crítica mulheres e homens na esfera pública democrática e em todo seu arcabouço valorativo, sem que se despreze seus valores privados os quais devem estar em consonância com os princípios de Direito.

Em conclusão, como se pode observar, defendo leis e praticas mais amplas orientadas para a cidadania. Não vejo sentido em praticas atomizadas e fragmentadas. O problema da homofobia se enraíza em um solo mais profundo, do qual faz germinar tantas formas de preconceito que sustentam crimes de ódio. Para isso é preciso que as militancias GLBT tenham coragem de buscar racionalmente mover a opinião mais ampla e para isso devera olhar a sociedade para além de sua visão ensimesmada de gueto. A problematica do ódio, do preconceito e da discriminação é um mal que precisa ser melhor diagnosticado e atacado de forma mais ampla e eficaz.

Ministro da Educação defende mudanças no "kit anti-homofobia"



Dilma considerou o material impróprio e inadequado. Fernando Haddad ressaltou que o kit não está desenhado para o que foi proposto.
Visto na Globo News

Dilma precisa de um kit anti-homofobia - Por Rafa Zveiter

Por Rafa Zveiter para o Entre Nós

Um dia após se render a chantagens da bancada religiosa fundamentalista do Congresso Nacional e suspender o Programa Escola Sem Homofobia, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), Ministério da Saúde e pela Secretária de Direitos Humanos - ambas de seu governo - a presidenta Dilma Roussef resolveu se manifestar. O que ouvi, estupefado, na CBN e depois li em diversos portais, foi um festival de bizarrices de embrulhar o estômago e me fazer questionar: será que fiz bem em apoiar a campanha dela para a Presidência da República.

Como se não bastasse ter se aliado a uma bancada que, em parte a atacou durante a campanha eleitoral; de ter entrado em sintonia perfeita com a extrema-direita, personificada pela figura horrenda do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), hoje, Dilma, ao defender o indefensável, disse que "não vai ser permitido em nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais". Foi assim, ressaltando, claro, que o governo federal vai continuar lutando contra a homofobia, que Dilma justificou sua covardia.

A presidenta está mal informada, assim como diversos brasileiros, ela chama orientação sexual de "opção sexual". Ela mesma parece precisar de um kit anti-homofobia, que ela chama, assim como os evangélicos e Jair Bolsonaro, de "kit gay". Será que um dia a presidenta sentou-se em sua cama e se perguntou: sou lésbica ou heterossexual? Claro que não! Ela sabe bem o que é. Então, da mesma forma, as outras pessoas, não optaram por nada! Justamente para evitar esse tipo de argumento tosco é que é necessário, sim, educar os adolescentes nas escolas. Nem sempre a família faz isso, mas este é o dever de um Estado responsável.

Será que, ao falar sobre o uso de preservativo, o governo federal está estimulando a prática sexual? Na escola, aprendemos o que acontece quando um homem transa com uma mulher. Os professores nos ensinam isso. Ensinam sobre a reprodução etc. Em determinado momento, as pessoas praticamente não falavam sobre sexo umas com as outras. Mas, hoje em dia, alguém ousa afirmar que, ao falar sobre sexo, a escola está estimulando os adolescentes a praticá-lo? Claro que não! Sabemos muito bem que meninas de 12 anos estão engravidando! Então, qual é o problema de mostrar que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais existem e merecem respeito aos estudantes?

O Brasil não possui números oficiais, em âmbito nacional, sobre a violência contra os LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). O Rio de Janeiro, por exemplo, tem essa estatística. Mas nacionalmente, isso não existe. Entretanto, é público e notório - basta ler os jornais ou rever as próprias atitudes - que os LGBTs sofrem preconceito constantemente. São piadinhas de péssimo gosto, agressões verbais, agressões físicas, torturas psicológicas etc. Imagine sofrer isso, constantemente, dentro de um local que serve para ajudar na formação do indivíduo: a escola. Isso cria traumas, alguns incuráveis. Em casos extremos, chega-se ao suicídio. Com esse quadro, o governo também sai perdendo, pois algumas pessoas abandonam as escolas ou repetem de ano, por exemplo.

O que o governo Dilma queria, antes da própria Dilma se aliar aos fundamentalistas, era simplesmente, ajudar a educar jovens e, também professores, para que eles possam lidar com a diversidade sexual de maneira saudável. Um dia, talvez, o tal "kit" nem fosse mais preciso, já que, os jovens educados, iriam transmitir valores diferentes dos que receberam de seus pais aos seus filhos. Infelizmente esse dia aprece estar bem longe. Por enquanto, o Estado só é laico no papel e, muitas vezes, parecemos estar em uma teocracia. Ainda bem que não estamos no Irã, cruzes!

Vai lá, chama de BICHA!

Se você for macho e estiver sozinho, sem sua quadrilha marginal ou amiguinhos homofóbicos.
Visto no HomoDiálogos

O que é o Kit Escola Sem Homofobia!

Visto no site da ECOS

Kit de material educativo Escola sem Homofobia

É um conjunto de ferramentas educacionais, destinadas ao ensino médio, que visam à desconstrução de imagens estereotipadas sobre lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e para a promoção do convívio democrático com a diferença no ambiente escolar. Orienta-se pelos princípios da igualdade e respeito à diversidade, da equidade, da laicidade do Estado, da universalidade das políticas, da justiça social.

Sua principal meta é contribuir para o reconhecimento da diversidade de valores morais, sociais e culturais presentes na sociedade brasileira, heterogênea e comprometida com os direitos humanos e a formação de uma cidadania que inclua de fato os direitos das pessoas LGBT por meio da:

• Alteração de concepções didáticas, pedagógicas e curriculares, rotinas escolares e formas de convívio social que funcionam para manter dispositivos pedagógicos de gênero e sexualidade que alimentam a homofobia.

• Promoção de reflexões, interpretações, análises e críticas acerca de algumas noções que frequentemente habitam as escolas com tal “naturalidade” ou que se naturalizam de tal modo que se tornam quase imperceptíveis, no que se refere não apenas aos conteúdos disciplinares como às interações cotidianas que ocorrem nessa instituição.

• Cumprimento do artigo V do Estatuto da Criança e do Adolescente, segundo o qual: “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.

• Divulgação e estímulo ao respeito aos direitos humanos e às leis contra a discriminação em seus diversos âmbitos.

• Cumprimento das diretrizes do MEC; da SECAD; do Programa Brasil sem Homofobia; da Agenda Afirmativa para Gays e outros HSH e Agenda Afirmativa para Travestis do Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de AIDS e das DST entre Gays, HSH e Travestis; dos Parâmetros Curriculares Nacionais; do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT; do Programa Nacional de Direitos Humanos III; das deliberações da 1ª Conferência Nacional de Educação; do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos; e outras.

• Cumprimento do artigo 5º da Constituição Federal: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

O kit é composto de:
Um caderno
Uma série de seis boletins (Boleshs)
Três audiovisuais e dois DVDs com seus respectivos guias
Um cartaz
• Cartas de apresentação para a gestora ou o gestor e para educadoras e educadores.