31/07/11

Trilha Especial: Children of the Revolution / Smells Like Teen Spirit

Coral de Homens Gays de Los Angeles



Insensato Coração: Casal gay “esfria”, mas tema da homofobia vem à tona!


Desde que vasou a notícia de que a direção da Globo decidiu “esfriar” a trama do casal gay Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo), a novela Insensato Coração (21h) realmente demonstrou modificações em seu núcleo gay. Hugo e Eduardo quase não aparecem juntos, mas o tema da homofobia continua em destaque. Na última semana, o personagem Gilvan (Miguel Roncato) entrou na novela e parece que terá o fim trágico anunciado pela mídia: assassinado por uma gangue liderada pelo homofóbico Vinicus (Thiago Martins).

Veja as principais cenas do núcleo gay desde o veto ao casal Hugo e Eduardo. A primeira pode ser talvez a última cena de destaque da trama do casal. A ex-namorada de Eduardo descobre que ele é gay e o destrata numa boate. Obs: Alguns veículos noticiaram que essa cena sofreu cortes, para retirar xingamentos homofóbicos que a moça direcionava ao rapaz.




Suely pensa em preparar seu quiosque para a Parada Gay. O filho Eduardo discute com homofóbicos que passam pelo local.





Vinicius demonstra intolerância ao ver Hugo e Eduardo juntos.



Gilvan entra na trama e conta sua história





Xicão, que trabalha no quiosque de Suely, é agredido por pitboys ao ir numa boate com Roni.













Videos disponibilizados na Globo.com. O comercial da Natura Ekos também...

Curitiba prepara conferência LGBT


Visto no site da Prefeitura de Curitiba

Curitiba promove em 20 de agosto a Conferência Municipal Lésbicas, Gay, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). O encontro irá propor a criação de políticas públicas para a comunidade homossexual, que atualmente representam 10% da população curitibana. “A conferência será uma oportunidade para discutir em parceria com a Prefeitura políticas que ajudem esta população que ainda precisa resgatar a sua cidadania”, disse o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gay, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis.

No encontro, as organizações não-governamentais querem propor a criação de um conselho, um plano municipal de políticas públicas e uma representação direta na administração do município. Durante a conferência, serão discutidos temas relacionados à educação; ação social, emprego e trabalho; defesa social; cultura e turismo; e saúde e drogas.

Participam da organização do evento o Grupo Dignidade, Dom da Terra Afro LGBT, Transgrupo marcela Prado, Associação Paranaense de Lésbicas (Artemis), Rede nacional de Mulheres Negras Lésbicas e Bissexuais, Centro Paranense de Cidadania (Cepac) e Associação paranaense da Parada da Diversidade, Prefeitura de Curitiba e Câmara Municipal de Curitiba.

Veja postagem no site da Prefeitura de Curitiba: clique aqui!

30/07/11

Parada gay de Jerusalém pede liberdade sexual e critica Teerã



Ao contrário das paradas do Orgulho Gay de São Paulo e Tel Aviv, os participantes de Jerusalém não capricharam ontem na purpurina nem no salto alto, mas ao som de tambores conseguiram levar suas bandeiras sócio-políticas até as proximidades do Parlamento israelense, o Knesset. "Jerusalém tem menos para festejar e mais para protestar", explicou Anat Kremein, uma das coordenadoras da marcha.

"Nós estamos caminhando sob uma bandeira de igualdade e justiça social para todos em Israel", disse o congressista e homossexual assumido Nitzan Horowitz à quatro mil pessoas reunidas no Parque da Independência, zona central. "Esta marcha é um símbolo para esta cidade, que algumas pessoas querem transformar em Teerã (que não admite homossexuais). Mas nós marchamos sob a nossa bandeira de que Jerusalém é livre e permanecerá livre e igualitária para sempre", discursou o político israelense.



A data foi escolhida para coincidir com o aniversário de dois anos de um ataque contra jovens gays em Tel Aviv no Bar Noar. Dois jovens morreram, 15 ficaram feridos e até hoje o assassino continua impune. Por isso, um dos principais objetivos do evento foi pedir a aprovação dos congressistas de uma legislação que proteja os homossexuais.

"Esta é a primeira vez no ano que marchamos pelas ruas exatamente como quem somos e do jeito que somos, marchamos de mãos dadas com muitas comunidades em Israel que estão lutando por seus direitos", disse Yonatan Gher, diretor-executivo da organização Jerusalém Casa Aberta, responsável pelo desfile. O tema deste ano foi "Caminhos Intercruzados", para abordar não só a luta dos gays pela proteção contra crimes de discriminação, como também para apoiar a luta da sociedade israelense que clama por melhores salários e alugueis menos exorbitantes.



"Todo mundo deve ter seus direitos garantidos, não importa sua preferência sexual ou religiosa", disse Omer Eilam, 26 anos, ao Terra. Ele e o irmão, Guy, 31 anos, vieram de Tel Aviv especialmente para participar do evento. "Não acho justo que as pessoas se sintam livres somente em Tel Aviv. O respeito à orientação sexual deveria ocorrer em todo país e por isso resolvemos tomar parte desta luta", disse Omer. Em junho deste ano, a marcha em Tel Aviv conseguiu reunir 70 mil pessoas.

O jovem israelense trabalha como voluntário em uma associação de apoio a adolescentes da periferia de Tel Aviv e explica que é mais complicado assumir a homossexualidade fora das grandes cidades. "Muitas vezes eles não têm com quem conversar sobre seus anseios com a própria família, e por isso viajam até Tel Aviv duas vezes por semana para receber nossa atenção", conta Omer.


Contra-marcha

Indignados com o desfile, grupos de judeus ortodoxos protestaram em diversos pontos da cidade, controlados por cerca de mil policiais espalhados por Jerusalém. "Deus não gosta disso. Está escrito na Bíblia", disse o jovem Itamar David Moshe ao Terra. "O prefeito (Nir Barkat) deveria se envergonhar por ter dado esta permissão. Pode ter certeza de que esta é a última vez que ele é eleito", completou. "Eles podem desfilar em Amsterdam, mas não aqui. Jerusalém é uma cidade sagrada, onde se estuda a Torah", disse outro religioso do Judaísmo, Oshri Amar.

Os dois jovens protestaram em uma esquina da cidade, sob os olhares vigilantes de policiais, no momento em que o desfile passava próximo ao Parque da Independência. "Muita gente está nas sinagogas agora e outros estão protestando de outra forma", disse Oshri. No bairro judeu ortodoxo de Mea Shearim, a concentração foi de duas mil pessoas. "Eles não percebem que nossa luta não têm nada a ver com eles, nossa marcha não é sobre identidade sexual contra identidade religiosa, mas sobre nossa identidade como jerusalemitas de marchar sobre esta cidade", defendeu Gher, organizador do protesto.

Durante o desfile, moradores ortodoxos da rua Ramban, do elegante bairro de Rehavia, atiraram bombas caseiras fedorentas nos manifestantes. Um dos religiosos foi detido. Apesar do mau odor, os ativistas continuaram a caminhada com bom humor e chegaram antes do pôr do sol às proximidades do parlamento com suas bandeiras arco-íris.

Veja a matéria e demais fotos no Jornal do Brasil: clique aqui!

Antropólogo comenta pesquisa sobre aceitação da união homossexual no Brasil

André Chevitarese destacou que quanto menor é o nível de escolaridade, mais contrário à união homossexual é o indivíduo. O antropólogo observa que alguns religiosos são contraditórios. Entrevista veiculada no dia 28/07 no Jornal das 10, da Globo News.

Assumir-se como homossexual e “Sair do Armário” - Por Izaac Azevedo dos Santos

Por Izaac Azevedo dos Santos
Visto no Gay 1

O desenvolvimento vital dos heterossexuais é bem previsível e mais tranqüilo que o dos homossexuais. O jovem heterossexual não precisa passar por um processo para assumir para si mesmo e nem para os outros que é heterossexual. Segundo Castañeda (2007), como a homossexualidade ainda é considerado um tabu nas culturas ocidentais, o adolescente homossexual tem inúmeras dificuldades para lidar com a sua sexualidade diferente e estigmatizada.

O processo de assumir-se como homossexual vai desde a noção dos seus sentimentos e desejos, que são diferentes dos seus colegas, até a visibilidade e conhecimento do homossexual pelos estranhos. Para Isay (1998), a consciência de que se é gay se intensifica no início da adolescência por meio de desejos e fantasias homossexuais e por práticas sexuais. Se o adolescente tem experiências homossexuais satisfatórias, há uma motivação para que ele tenha uma auto-imagem saudável que facilitará assumir-se perante amigos gays, adultos e posteriormente aos pais e outros familiares.

O adolescente homossexual inicia esta etapa de sua vida com uma sobrecarga e uma liberdade não compartilhadas pelos adolescentes heterossexuais. Alguns já se viam e se sentiam diferentes desde crianças e, quando adultos, conseguem resgatar a lembrança de terem um comportamento atípico (Isay, idem).

Os adolescentes de doze a quinze anos muitas vezes reprimem ou suprimem seus sentimentos e desejos porque percebem o preconceito nas atitudes dos pais e amigos em relação aos sujeitos gays (Isay, idem). Segundo Mott (1996, p. 45), é desorientador em termos emocionais e sociais para um adolescente se assumir como homossexual, pois isso significa enfrentar provável rejeição e/ou discriminação pela sociedade. Diante de barreiras dessa natureza, há homossexuais que se isolam, sem compartilhar seus sentimentos e provável sofrimento.

A autopercepção do adolescente homossexual é a tarefa mais importante do desenvolvimento do processo de se assumir. É o início da consolidação e da integração de sua orientação sexual. A princípio, o início da sexualidade dos homossexuais poderia se integrar positivamente, mas se torna um processo árduo e difícil para muitos por causa da rejeição inicial dos pais, depois dos amigos e dos estranhos (Isay, 1998).

Seria razoável supor que, assim como o adolescente heterossexual, o adolescente homossexual de doze ou treze anos estaria preparado para reconhecer a sua homossexualidade a partir do surgimento dos impulsos sexuais na época da maturação psicológica; mas há vários motivos para a demora neste processo, um deles é a sua auto-estima danificada. Assim, provavelmente, é a partir dos dezoito anos que os adolescentes homossexuais são capazes de assumir para si mesmos a sua homossexualidade (Mott, 1996).

De acordo com Castañeda (2007), para que o adolescente seja capaz de se assumir para si mesmo, é necessário que ele não se sinta relativamente preso aos danos causados à sua auto-estima, para ser superior à negação de seus sentimentos por pessoas do mesmo sexo, negação provocada pela sensação de ter sido rejeitado pelos pais, amigos e estranhos e por ser estigmatizado socialmente. É importante que ele tenha adquirido independência suficiente e autoconfiança para se assumir para si mesmo, a ponto de perceber que nunca será capaz de corresponder às expectativas de seus pais, no que se relaciona a uma vida convencional com família tradicional. Para Isay (1998, p. 81), “o adolescente gay que se assume tem oportunidade de planejar a sua vida sem ser coagido pelas expectativas e convenções sociais. Estas oportunidades trazem consigo a liberdade, assim como a responsabilidade, de determinar o seu próprio futuro”. A respeito do momento de assumir, trataremos nos próximos parágrafos.

O vocábulo inglês closet originou-se do latim clausum, particípio presente do verbo claudere, que significa “fechar” e tem outros significados antes de se referir ao homoerotismo. Designa, então, já designou um lugar reservado ou privado onde se tem conversações secretas ou um local para guardar objetos valiosos. Assim, representa o particular em oposição ao coletivo; o escondido em oposição ao que está descoberto; o pessoal em oposição ao social. Nesse sentido, a expressão to come out of closet ( “sair do armário” ou “Coming Out”) diz respeito ao fato de o sujeito homossexual assumir plenamente a sua homossexualidade em todas as suas relações (famíliar, escolar, profissional, amigos e estranhos) (Ferreira, 2007).

Neste trabalho, entendemos a expressão “sair do armário” como o momento em que o adolescente inicia a sua vida sexual e revela-se como gay em um nível íntimo (para si mesmo, família ou amigos) ou social (estranhos, escola ou trabalho). Essa expressão é complexa, pois não envolve somente o período da descoberta homossexual do adolescente, mas durante toda a vida do homossexual quando a sua sexualidade velada pode ser descoberta. Segundo Sedwick (1994), até os homoeróticos que assumem a sua sexualidade para os outros ou os mais abertos podem estar presos no armário com alguém pessoal, econômica ou institucionalmente importante para eles.

O termo “saindo do armário” demonstra um avanço no sentido de dar maior visibilidade, assegurando o respeito aos vínculos homoafetivos. Como bem diz Lead (1996), um fato marcante é o ‘armário’ em que o silêncio, o segredo, o disfarce, a privacidade e a restrição são características que o definem, sendo um obstáculo primário para autodeterminação gay. Considera o autor ‘saindo do armário’ como a culminação do movimento da individualização para a revelação, segundo Davies (1992, p. 76), e ainda para Plummer (1995, p. 82) “o ato mais significativo na vida de lésbicas e gays”.

O homossexual nunca está 100% fora do armário. Mesmo que tenha perfeitamente assumido a sua homossexualidade não podemos afirmar que ele saiu totalmente do armário, pois sempre haverá pessoas ou situações novas que ele será considerado heterossexual até que o descubram. Isso não uma visão sobre a integridade do homossexual, mas de como a sociedade automaticamente vê outro, sempre como heterossexual (Castañeda, 2007).

Apesar da família ou amigos saberem ou desconfiarem da orientação sexual do homossexual, continuarão, muitas vezes, a tratá-lo como se fosse um heterossexual. Muitos pais têm a esperança de que o filho adolescente só esteja passando por uma fase e que, a qualquer momento, aparecerá em casa com uma namorada. O fato também do adolescente homossexual se passar por heterossexual em festas e na escola faz com que o jovem permaneça fechado, escondido e sem ser descoberto. Assim, segundo Castañeda (2007, p. 106), “o famoso armário não serve para apenas para se esconder, mas também para esconder o que a sociedade se recusa a ver”.

Izaac Azevedo dos Santos
Mestre em Letras pela PUC-Rio

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Izaac Azevedo
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Referências Bibliográficas

CASTAÑEDA, Marina. A experiência homossexual. São Paulo: A Girafa, 2007.
DAVIES, P. The role of disclosure in coming out among gay men. In: Ken Plummer (ed.), Modern homosexualities. New York: Routledge, 75-85, 1992.
FERREIRA, R. C. O Gay no Ambiente de Trabalho: análise dos efeitos nas organizações contemporâneas. Dissertação de Mestrado. Departamento de Administração. Universidade de Brasília: Brasília, 2007.
ISAY, Richard A. Tornar-se gay: o caminho da auto-aceitação. São Paulo: Summus, 1998.
LEAP, Willian. Language, Socialization, and Silence i Gay Adolescence. In:
Bucholtz, Mary; Liang, A.C. e Sutton, Laurel A. (eds) Reinventing
identities: the gendered self in discourse. New York/ Oxford: Oxford
University Press, 1999. p. 259-272.
LEERS, B. Homossexuais e ética cristã. Campinas: Átomo, 2002. RIO Grande do Sul. Assembléia Legislativa. Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. Relatório azul: garantias e violações dos direitos humanos no RS. Porto Alegre: Assembléia Legislativa do Estado do RS, 2002.
LIANG, A.C. Conversationally implicating lesbian and gay identity. In:
Bucholtz, Mary; Liang, A.C. e Sutton, Laurel A. (eds) Reinventing
identities: the gendered self in discourse. New York/ Oxford: Oxford
University Press, 1999. p. 293-310
MOTT, L. Os homossexuais: as vítimas principais da violência. In: VELHO, G.;
PLUMMER, K. Telling sexual stories: Power, change and social worlds. London: Routledge, 1995.
SEDGWICK, E. K. Epistemology of the Closet. Berkeley / Los Angeles: University of California Press, [1990]1994.


Texto extraído da dissertação de Mestrado:

SANTOS, Izaac Azevedo dos. Narrativas de um adolescente homoerótico: conflitos do ‘eu’ na rede de relações sociais da infância à adolescência. Rio de Janeiro, 2008. Dissertação de Mestrado – Departamento de Letras, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Texto completo na internet

RJ: negado pedido de liberdade de sargento que baleou jovem gay



O Tribunal de Justiça (TJ-RJ) negou, na noite de quinta-feira(28), o pedido de liberdade (habeas-corpus) do sargento do Exército suspeito de atirar em homossexual após uma parada gay, em novembro de 2010. De acordo com o juiz Murilo Kieling, da 3ª Vara Criminal do TJ, a prisão é necessária para "manter a integridade das testemunhas". Ele decidiu pela prisão do militar dois dias após receber a denúncia.

O jovem vítima da agressão afirmou que chegou a sair da casa da família na zona oeste por medo de sofrer algum tipo de represália.

Confissão

Os dois militares do Exército confessaram ter participado das agressões e do tiro que feriu Douglas após Parada Gay de Copacabana há oito meses. Os militares foram presos administrativamente no Forte Copacabana. Os acusados alegaram que teriam sido "desafiados" pelo estudante.

A tenente do Exército, que conduziu o caso, confirmou que o atirador possui uma peculiaridade na fala e que foi comprovado vestígio de pólvora nas mãos dele, após exame. Os militares envolvidos no caso foram identificados como Ivanildo Ulisses Gervasio e Jonathan Fernandes da Silva e ambos são 3º sargento do Exército.

Investigações

Na ocasião, o delegado da 14ª DP (Leblon) que ouviu os três militares envolvidos no crime afirmou que o autor do disparo preferiu não se pronunciar. Um dos acusados chegou a alegar que o disparo foi acidental. O sargento foi indiciado por tentativa de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima, com dolo eventual.

Segundo a polícia, o autor do disparo alegou que manuseava a arma apenas para intimidar o jovem. Além da polícia, o Exército fez uma investigação paralela do caso para analisar as armas e os vestígios de pólvora nas mãos dos militares. Mas como o episódio foi fora da área militar, o caso saiu da Justiça Militar.

Veja a matéria no Terra Notícias: clique aqui!

29/07/11

Conheça o primeiro transexual a dar à luz!


Visto na Folha.com

O primeiro transexual a dar à luz, Thomas Beatie, mostrou nesta semana sua boa forma 12 meses após o nascimento de seu terceiro filho. Ele está malhado e sua barriga é tanquinho, ou seja, tem os músculos bem definidos.

Beatie é um transexual de 37 anos, morador de Austin, no Arizona.

Ele e a mulher Nancy, 46, têm três filhos, todos gerados na barriga dele. O casal chamou a atenção na primeira gravidez em 2007.

Nancy passou por uma histerectomia, cirurgia para a retirada do útero, e, por isso, não pode ficar grávida. Ela amamentou as crianças, já que Beatie retirou os seios na cirurgia de mudança de sexo realizada em 2002 que o tornou legalmente homem.

Veja a postagem na Folha.com: clique aqui!

Antropóloga Regina Facchini fala sobre homofobia

O Portal RAC entrevistou a antropóloga e pesquisadora Regina Facchini do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp. Ela fala sobre direitos reconhecidos aos homossexuais e sobre as manifestações de homofobia.

Casal de lésbicas salva dezenas na tragédia da Noruega


Visto no AthosGls
Com informações da International News
Por Matt Akersten

Um casal de lésbicas que vive em uma ilha vizinha, onde o atirador norueguês Anders Behring Breivik massacrou dezenas de estudantes na sexta-feira, salvou cerca de quarenta pessoas colocando-as em seu barco.

Hege Dalen e sua parceira Toril Hanse fizeram quatro viagens de ida e volta em seu pequeno barco, resgatando os jovens feridos, sangrando e com medo.

Elas disseram que ouviram tiros e gritos, então correram para ajudar.

"Dalen e Hansen levaram seu barco para a ilha e tiraram de fora da água as pessoas que estavam em estado de choque e jovens que ficaram feridos e transportou-os em terra", relata a imprensa local, traduzido pelo Fórum do Povo. "De vez em quando balas acertavam o barco."

"Uma vez que não caberia todo mundo no barco de uma só vez, elas voltaram para a ilha quatro vezes. Elas salvaram em torno de quarenta pessoas das garras do assassino."

A polícia local confirmou mais de 70 pessoas mortas nos ataques.

Veja matéria da Internacional News: clique aqui!

Só 23% dos evangélicos apoiam casamento homossexual


Visto na Valor Online
Por Raphael Di Cunto

SÃO PAULO - Pesquisa do Ibope divulgada nesta quinta-feira (28) mostra que a atuação dos parlamentares da bancada evangélica, que vetaram este ano o kit anti-homofobia elaborado pelo Ministério da Educação e barraram votação de projeto que torna crime a homofobia, tem respaldo dos seus eleitores: 77% dos evangélicos e protestantes que responderam ao questionário se disseram contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar a união estável para casais do mesmo sexo.

A população brasileira está divida sobre o assunto: 55% são contrários e 45% são favoráveis. Segundo o instituto, a pesquisa identifica que as pessoas menos incomodadas com o tema são as mulheres, os mais jovens, os mais escolarizados e as classes mais altas. Regionalmente, Norte, Centro-Oeste e Nordeste se destacam como as áreas com mais resistência às questões que envolvem o assunto.

Os evangélicos estão entre os religiosos com maior intolerância ao casamento homossexual. Entre os que se dizem católicos, 50% são favoráveis e a outra metade é contrária. A aprovação é de 51% entre ateus, sem religião e os que não quiseram se identificar e de 60% para os seguidores de outras religiões.

Este ano, a bancada evangélica no Congresso conseguiu barrar projetos apoiados pelo movimento LGTB (lésbicas, gays, transexuais e bissexuais) ao ameaçar a presidente Dilma Rousseff com a convocação do ex-chefe da Casa Civil Antônio Palocci para depor sobre as denúncias de enriquecimento ilícito. O ex-ministro, que aumentou o patrimônio 20 vezes em quatro anos, renunciou pouco depois.

A quantidade de evangélicos e protestantes cresceu no parlamento na última legislatura, com 68 deputados e três senadores. Em 2006, eles tinham 41 deputados e 2 senadores, segundo a Frente Parlamentar Evangélica.

O Ibope entrevistou 2.002 pessoas com mais de 16 anos em 142 municípios de todo o país entre os dias 14 a 18 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Veja a matéria na Valor Online: clique aqui!

EDY, SWEET EDY - por ÍTALO DAMASCENO

Escrito por ÍTALO DAMASCENO especial para o Homorrealidade

Certa vez, ao tomar meu tradicional “Café das 5”, estava zapeando pela TV a cabo e parei ao chegar no Canal Brasil ao ver o nome do programa que estava passando: A história sexual da MPB, apresentado por Rodrigo Faour (autor do livro de mesmo nome). Comecei a assistir com um certo ar de malandragem – minha mãe estava trabalhando no quarto ao lado e a qualquer momento ela poderia sair e me ver assistindo aquela “pouca vergonha”. Mal sabia eu aonde aquele programa ia me levar...

O tema do episódio era a sexualidade transgressora, o que quer dizer músicas cujo tema de amor/sexo falavam de coisas diferentes da relação homem/mulher. O programa ia caminhando muito bem, bastante informativo, até que apareceu a Maria Alcina acompanhada de um cara – ou seria uma mulher? – contando como eles se conheceram por causa da música “E tome polca”, da Marlene (Veja o segundo vídeo, no final do texto, aos 1:50). Nesse momento, apareceu pra mim EDY STAR.

Maria Alcina e Marlene

Um cara com uma voz, além de bonita, com um certo tom de deboche. Dono de uma atitude que provocava ao explorar a dubiedade dos gestos, palavras e tons. Bom, dubiedade apenas para algum cego ou hipócrita, o que deixava tudo ainda mais engraçado. Sua forma de cantar, se vestir e dançar lembrava muito Ney Matogrosso, pós-Secos & Molhados. Ao mesmo tempo, algumas das letras de suas músicas tratavam sobre sentimentos que por alguma razão não poderiam ser descobertos, ou ditos em alto e bom som.

Até que, de repente, ele começa a declamar uma música que diz: “Meu bem eu sou bombom de cereja/ Veja, prove, morda/ Não seja bobão (...) Não fique aí na mão rebatendo peteca/ e neca”. Como assim, Bial, uma música de 1974 fala em neca?! Será que eu ouvi direito? Na mesma hora fui pra internet atrás de tudo sobre esse cara e descobri uma obra diversificada, divertida, bonita, sensível, além de super dançante. E o hit Sweet Edy tem todas essas qualidades. Gabaritou.

E qual não foi minha surpresa ao ver que esse artista não estava na margem da sociedade. Ele chegou a gravar música de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, com direito a um clipe no Fantástico – pra quem não lembra, esse era o maior símbolo de que o artista estava bombando. No entanto, mesmo com todo o sucesso, porque ele se apresentava com um colan de renda transparente e cueca, a câmera só podia mostrá-lo da cintura pra cima.

Merece destaque também a música Bem entendido. Para os que não viveram numa época mais reprimida do que a atual, “entendido” era a forma usual dos gays se identificarem. “Fulano é entendido”. A música é extremamente clara, para quem sabe do que ela está tratando, mas passa desapercebida por algum ouvinte desavisado ou mais desligado.

Se alguém, que estiver lendo esse texto, se interessar em conhecer o trabalho de Edy Star, fica uma sugestão: experimente a delícia non sense que é Edyth Cooper – que aliás eu estou ouvindo agora para me inspirar.

Atualmente, Edy vive na Espanha fazendo shows em cabarés.

Se hoje as músicas de Edy são óbvias nos seus significados, sua maior contribuição é nos lembrar que um dia essas coisas óbvias não podiam ser vistas ou ditas. E se hoje, qualquer pessoa consegue entender o que elas dizem, é graças ao trabalho – e à irreverência – deste artista. O Edy. Sweet Edy.



Programa: A História Sexual da MPB




Entrevista no Programa de Jô Soares

28/07/11

Sargento do Exército que baleou gay tem prisão preventiva decretada

A justiça decretou a prisão preventiva do sargento do Exército que baleou um jovem em novembro do ano passado, no Parque Garota de Ipanema. O rapaz disse, na época, que sofreu preconceito por ser homossexual. Matéria do RJ/TV 1ª Edição (TV Globo Rio).


Não diga “gay”, diga “Takei”!


Indicação de @rafavictoriano

Usando da sua eterna fama conquistada como um dos membros mais marcantes da tripulação clássica de “Star Trek”, o ator George Takei fez uma bem humorada manifestação contra a lei do Estado do Tennessee.

Aprovada esta semana, a tal jurisdição proíbe que professores e alunos mencionem a palavra “gay” ou façam qualquer referência à homossexualidade na sala de aula. Abertamente gay, o ex-Sulu sugeriu que utilizem seu próprio nome sempre que precisarem tocar no assunto.

Exemplos que ele próprio dá no vídeo abaixo: “sou a favor de casamentos Takeis”, “marchas de orgulho Takei” e “isso é TÃO Takei!”.


Ator de ‘Morde & assopra’ já posou nu para revista gay

Visto em Gay1

Anderson Rizzi, antes de fazer sucesso como o divertido sargento Xavier de "Morde & Assopra", já revelou outros atributos para uma revista gay. O ator foi capa, em maio de 1997, da primeira edição da "Bananaloca", primeiro nome da "G Magazine". Na época, o então musculoso Anderson trabalhava como modelo.

Primeiro senador abertamente homossexual da Argentina toma posse



O senador Osvaldo López, que tinha se casado no ano passado com Javier, seu parceiro de muitos anos, na Terra do Fogo (sul), transformou-se nesta quarta-feira no primeiro integrante do Congresso argentino que admitiu publicamente ser homossexual.

Osvaldo López assumiu sua cadeira de senador em substituição a José Martínez, morto recentemente em um acidente de trânsito.

O legislador teve notoriedade ao se casar em outubro passado com seu secretário e militante social Javier Calisaya, na província de Terra do Fogo.

"Estávamos juntos desde 2005 e nossa dinâmica de convivência não mudou muito desde o casamento", disse nesta quarta-feira em declarações à imprensa, mas completou que com a nova situação se sentem "com maior plenitude e seguros para gozar de todos os nossos direitos".

O senador antecipou que um de seus principais objetivos na câmara é impulsionar a sanção de uma lei de identidade de gênero.

"Cada qual deve ter a possibilidade de escolher a identidade que sente, que vive, com a qual se sente cômodo e leva sua vida adiante", afirmou.

Disse estar consciente de que "o Senado é um âmbito tradicionalmente conservador" e lembrou que houve nessa câmara "discursos bastante agressivos contra a lei de matrimônio igualitário".

A lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada em julho de 2010 com o apoio do bloco governista do governo federal.

Veja a postagem no Jornal do Brasil: clique aqui!

55% das pessoas são contra união estável gay, diz pesquisa do Ibope

Do G1, em São Paulo

Levantamento aponta que 63% dos homens são contra decisão do STF. Entre as mulheres, 80% não se afastariam dos amigos homossexuais.

Mais da metade da população brasileira é contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a união estável para casais do mesmo sexo, de acordo com pesquisa nacional realizada pelo Ibope, realizada entre os dias 14 e 18 de julho. De acordo com o levantamento, 55% dos brasileiros são contrários à decisão e 45% são favoráveis.

O instituto informou ter feito 2.002 entrevistas domiciliares em 142 municípios do país, ouvindo pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Segundo o Ibope, as mulheres são as que menos se incomodam com o tema, seguido dos mais jovens, dos mais escolarizados e das classes mais altas. A população do Norte, Centro-Oeste e Nordeste do país é a que mais apresenta resistência sobre o assunto, são 60% contrários à decisão do STF. No Sudeste, o índice cai para 51%.

Os dados apresentados pela pesquisa mostram que o brasileiro não tem restrições em lidar com homossexuais no seu cotidiano, como profissionais ou amigos que se assumam homossexuais. Mas a população ainda se mostra resistente a medidas que possam denotar algum tipo de apoio da sociedade a essa questão, como a união estável ou o direto à adoção de crianças.

O levantamento também aponta que 63% dos homens são contra a decisão do STF, enquanto apenas 48% das mulheres são da mesma opinião. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 60% são favoráveis. Já os maiores de 50 anos são majoritariamente contrários (73%). Entre as pessoas com formação até a quarta série do ensino fundamental, 68% são contrários. Na parcela da população com nível superior, apenas 40% não são favoráveis à medida.

Sobre a aprovação à adoção de crianças por casais do mesmo sexo, os resultados seguem a mesma tendência, segundo o instituto. A pesquisa aponta que 55% dos brasileiros se declaram contrários. Entre os homens, o indicador é mais alto, com 62% de opositores. O mesmo ocorre entre as pessoas com mais de 50 anos (70%). Entre os brasileiros com escolaridade até a quarta série do ensino fundamental, 67% são contra. Outros 60% se declaram contrários no Nordeste, 57% no Norte e no Centro-Oeste, 55% no Sul e 52% no Sudeste.

Para 73% dos pesquisados, a revelação de que suas amizades são homossexuais não interferiria em nada no relacionamento. Outros 24% disseram que afastariam muito ou pouco e 2% não souberam responder. Embora com menor intensidade, o mesmo padrão de opinião nas respostas anteriores se repete no comparativo por faixa etária, nível de escolaridade, sexo e região do país.

Entre as mulheres, 80% não se afastariam dos amigos homossexuais. Entre jovens de 16 a 24 anos, 81% dos jovens não se afastariam e 85% das pessoas com nível superior de escolaridade também defendem que não haveria mudança na amizade. No Sudeste, 79% das pessoas disseram que não se afastariam. No Norte e Centro-Oeste, 72% têm a mesma opinião. No Sul, são 70% e, no Nordeste, 66%.

Médicos, policiais e professores

O instituto questionou a aceitação da população para homossexuais que trabalharem como médicos no serviço público, policiais ou professores de ensino fundamental. Apenas 14% se disseram total ou parcialmente contra trabalharem como médicos, 24% como policiais e 22% como professores. A parcela dos brasileiros que são parcial ou totalmente favoráveis é de 84% para o caso de médicos, 74% para policiais e 76% para professores.

O levantamento aponta ainda que há maior tolerância nas pessoas cuja religião foi classificada na categoria “outras religiões”, onde 60% são favoráveis à decisão do STF. Entre os católicos e ateus ouvidos há divisão de opiniões, com 50% e 51% de aprovação, respectivamente. Entre os protestantes e evangélicos, 23% se dizem favoráveis à iniciativa do STF.

Justiça colombiana deixa decisão sobre casamento gay nas mãos do Congresso


Visto na UOL Notícias

Bogotá(EFE).- A Corte Constitucional da Colômbia passou nesta terça-feira (26) ao Congresso a tarefa de legislar sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, para o que deu um prazo de dois anos, e manteve a validade das uniões unicamente entre heterossexuais.

O organismo solicitou tanto à Câmara como ao Senado que superem o estado de "omissão legislativa" sobre as uniões homossexuais, para o que têm prazo até 20 de julho de 2013, assinalou em entrevista coletiva o presidente da Corte Constitucional, o magistrado Juan Carlos Hainaut.

Hainaut explicou que, se depois desse prazo não houver legislação, os casais do mesmo sexo poderão formalizar uma união perante um notário público, em um ato similar ao do casamento civil.

O prazo para que a Corte Constitucional se pronunciasse sobre o tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo vencia nesta terça-feira por uma ação apresentada por um grupo de advogados e da comunidade gay em novembro de 2010.

A Corte esclareceu que a regulamentação para a união de casais do mesmo sexo não deve afetar o conceito de família vigente na Colômbia e que o considera como a união entre um homem e uma mulher.

Indicou, por outro lado, que os casais do mesmo sexo não podem sofrer discriminação.

Na sessão, os nove magistrados também deixaram fixada definitivamente a definição de casamento que está vigente desde 1887, depois de um processo que pretendia eliminar a expressão "união de um homem e uma mulher".

Por outro lado, o secretário-geral da Conferência Episcopal, monsenhor Juan Vicente Córdoba, disse que havia uma "discreta satisfação" quanto à decisão judicial.

Na semana passada, representantes das igrejas católica, ortodoxa grega, anglicana, metodista e evangélica pediram à Corte Constitucional que não reconhecesse o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Na Colômbia, é reconhecido aos casais homossexuais direitos dos heterossexuais, mas não o casamento civil e a adoção conjunta de menores de idade.

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Rio: Casa de show é condenada a indenizar cliente expulso após beijo homossexual



A 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou a casa de shows Riosampa, em Nova Iguaçu, a pagar uma indenização de R$ 15 mil a Luiz Rocha Pinheiro, expulso do local após beijar outro homem. Segundo Luiz, ele e outros três amigos, todos homossexuais, brincavam com um cubo de gelo, quando aconteceu o beijo. O grupo foi abordado por seguranças da casa, com xingamentos e ameaças, até serem expulsos, pois, segundo os agressores, ali não era local ′GLS` (Gays, Lésbicas e Simpatizantes).

Em sua defesa, a Riosampa alegou que tal fato não ocorreu, que zela pelo correto trabalho da sua equipe de seguranças. Além disso, a casa afirmou que não permitiria este tipo de conduta, pois não seria compatível com o funcionamento da casa, que recebe frequentadores de todo tipo de raça, credo e sexo. A casa de shows ressaltou ainda que apóia movimentos públicos homossexuais, como a Parada Gay de Copacabana e a de Nova Iguaçu.

Em maio, o Governo do Estado lançou a campanha do programa `Rio sem Homofobia`, que busca combater a discriminação e a violência contra a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Durante a cerimônia, o governador Sergio Cabral autorizou os policiais e bombeiros homossexuais a participarem da próxima Parada Gay uniformizados e usando as viaturas. Cabral também assinou um documento com 125 metas para combater a homofobia até 2014, além de exibir as peças publicitárias que integram a campanha.

O lançamento da campanha aconteceu um dia depois de um homossexual ser encontrado morto por espancamento, em um terreno baldio em Barra Mansa, no Sul Fluminense. Nas mãos de Jonatas Lopes Ferreira, de 23 anos, a polícia encontrou fios de cabelos. No local, os PMs apreenderam um preservativo, ainda na embalagem, que estava próximo ao corpo.

Em fevereiro, um casal gay prestou queixa à Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual após ter sido constrangido por um dos seguranças do cinema Roxy, em Copacabana, por ter se beijado durante uma sessão. João Batista Júnior e Thiago Soliva foram proibidos pelo funcionário de se beijaram, que disse ainda que o casal não poderia ficar sequer abraçado no cinema.

Com informações da Agência O Globo

27/07/11

"Homofobia Sim": o que acham disso?

OBS: para criticar tem que ver tudo...



Indicação do @drehmontaldi

Skinhead gay luta contra a homofobia pelas ruas de São Paulo


Visto na Folha.com

Aos 16 anos, Danilo se interessou pela cultura skinhead, de suspensórios, coturnos, tatuagens e cabeças raspadas. Entrar nessa tribo teria sido fácil, não fosse por um detalhe: ele é gay.

"Eu pensava: não dá para eu falar que sou skinhead porque os caras não gostam de gay." Naquela época, alguns carecas já ocupavam as páginas policiais dos jornais, com seus ataques a negros.

"Mas esses fascistas são minoria", assegura, apesar de ser alvo deles. Ele diz que a tribo cultural surgiu na Jamaica, nos anos 60, e se disseminou com imigrantes que foram trabalhar como operários na Inglaterra, no mesmo período em que o movimento punk também surgia nos subúrbios britânicos.

Ao explicar por que resolveu entrar para esse grupo, diz simplesmente: "Skinhead é um cara que gosta de ouvir ska, tomar cerveja e jogar futebol com os amigos."

Hoje, aos 29 anos, ele articula uma das vertentes que ajudou a criar, há dois anos: a Ação Antifascista, que reúne 136 pessoas na rede social Facebook.

O grupo também tem duas lésbicas skinheads, seis punks bissexuais e dois que se definem como assexuados. O restante é heterossexual, mas defende a luta contra a homofobia.

"Somos contra qualquer tipo de preconceito e lutamos pelas liberdades."

Eles costumam se reunir em botecos, semanalmente, mas agora terão uma sede própria, com direito a eventos para tentar desmistificar a ideia de que todo skinhead e punk é brutamontes.

Desde que foi criado, o grupo já participou de uma marcha contra a homofobia que ocorreu no fim do ano passado (depois que garotos atacaram homossexuais com lâmpadas fluorescentes na avenida Paulista), de marchas contra o aumento do preço do ônibus, a favor da legalização da maconha e, mais recentemente, esteve na Parada Gay.

Pela primeira vez, eles participaram do evento em grupo, empunhando uma faixa que dizia que punks e skinheads estavam juntos --o que já é raro-- contra a homofobia --o que foi surpreendente para muita gente, que chegou a aplaudir o grupo durante o desfile.

Até policiais se surpreenderam: os membros da Ação Antifascista chegaram a ser enquadrados minutos antes de começar a Parada e foram detidos quando se reuniam para organizar a participação, na quinta-feira anterior.

Em maio, na marcha da maconha que terminou em confronto com a polícia, Danilo quebrou um braço ao tentar fugir de uma bomba de efeito moral. Ficou uma semana internado e, três dias depois de sair do hospital, foi atacado por uma gangue neonazista chamada Front 88.

Hoje ele evita a Galeria do Rock, a rua Augusta, a Paulista e a Liberdade, onde essas gangues se reúnem, por ser alvo fácil: "É como se eu andasse com uma setinha: aqui, anarquista, skinhead e homossexual, bata nele."

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Record corta áudio quando o assunto é homossexualidade em "A Fazenda"


Visto no Vírgula

Na manhã desta segunda-feira (25), a Record mostrou que realmente é a emissora dos bispos e quando os peões tocaram no assunto homossexualidade, eles cortaram o áudio, sem o menor pudor.

Tudo começou com uma trivialidade. Em um papo entre Renata Banhara e François Teles, a ex de Frank Aguiar revelou: “A primeira coisa que eu fiz quando soube que ia entrar aqui foi procurar meu advogado, pra saber o que falar e o que não falar aqui dentro”.

François reconheceu o acerto: “Se alguém me chama de gay aqui dentro, aí eu vou processar e esta pessoa vai ter que provar que eu sou isso lá fora”, retrucou ele.

O assunto enveredou sobre homossexualidade e o áudio foi cortado. Passado alguns segundos, Compadre Washington, que tinha entrado na conversa, fez sinal de positivo no ar e o áudio voltou com os peões mudando de assunto.

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ONU reconhece oficialmente grupo global gay



A principal entidade global de representação dos homossexuais, ILGA, foi formalmente reconhecida pela Organização das Nações Unidas, apesar da forte oposição de países africanos e islâmicos, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pela ONU.

Ativistas disseram que a decisão do Conselho Econômico e Social da ONU marca um importante avanço para as minorias sexuais, num momento em que elas estão sob crescente pressão em alguns países em desenvolvimento.

A ILGA (Associação Internacional de Gays e Lésbicas, na sigla em inglês) pleiteava há mais de uma década seu reconhecimento como membro consultivo da ONU, o que implica o direito em participar de reuniões da ONU, se pronunciar e fornecer informações a agências globais acerca do tratamento dado aos homossexuais.

A entidade, que diz ter 670 organizações afiliadas em 110 países, também poderá participar de reuniões do Conselho de Direitos Humanos da ONU, onde há um forte sentimento homofóbico — embora essa instância tenha aprovado no mês passado, por estreita margem, a primeira resolução na história da ONU condenando a violência contra homossexuais.

Na sessão de segunda-feira do Conselho Econômico e Social, 29 países votaram a favor do reconhecimento da ILGA — principalmente europeus e latino-americanos, mas também Índia, Coreia do Sul, Japão e Mongólia. Outros 14 — países africanos e islâmicos, mas também Rússia e China — votaram contra. Houve 5 abstenções.

O resultado reverteu o parecer de uma comissão da ONU contra o reconhecimento do grupo.

A sessão de segunda-feira da Ecosoc também resultou no reconhecimento do status consultivo de duas outras entidades — uma ONG de questões trabalhistas, que atua principalmente na América Latina, e uma entidade síria de direitos humanos com sede em Paris.

Os EUA elogiaram o voto favorável à ILGA, dizendo que essa ONG está "comprometida com o respeito aos direitos humanos e liberdades universais". Já o Egito argumentou que a entidade não esclareceu suspeitas de que alguns de seus membros estariam ligados à pedofilia.

Falando em nome da União Europeia, a Polônia queixou-se de que alguns dos 19 integrantes da comissão que avalia as ONGs — e que atualmente inclui Cuba, Paquistão, Rússia e China — se opõem ao reconhecimento de entidades que criticam a situação dos direitos humanos nessas nações, ou por causa das causas que elas defendem.

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Gays em novelas: Censura ou público imaturo para a discussão?

Por TAYNARA MAGAROTTO
Dica de @drehmontaldi

SÃO PAULO - Dizem por aí que teledramaturgia, em geral, tem como uma de suas missões abrir a discussão sobre questões polêmicas, quebrar preconceitos e falar sobre tabus. Beijo entre um homem e uma mulher aconteceu, fez sucesso e hoje é totalmente aceito. O nu também foi uma grande etapa a ser ultrapassada, e é colocado no ar atualmente como nunca e encarado de forma normal pelos telespectadores. Mas há uma coisa que ainda não é discutida nas telinhas. Sim, voltamos para o ponto do beijo gay.

Depois de um tempo sem tocar no assunto profundamente, e evitar imagens mais íntimas entre personagens do mesmo sexo, a TV brasileira resolveu abordar a temática homossexual com mais força este ano. Atualmente, o Brasil acompanha duas novelas que abordam – ou abordavam até esta semana – o mundo gay: “Insensato Coração”, da Globo, e “Amor & Revolução”, do SBT.

Desde seu início, a novela global contou a história de três personagens gays: Eduardo (Rodrigo Andrade), Roni (Leonardo Miggiorin) e, por último, Hugo (Marcos Damigo). Nas últimas semanas, o público pôde ver uma maior aproximação entre Edu e Hugo e cenas que induzem o telespectador a pensar que os namorados passaram a noite juntos e se beijaram na boca. Mas o beijo, o abraço, o sexo não são mostrados em cena.

Em “Amor & Revolução”, a história chega a ser parecida, mas há um diferença que vale registrar. O romance de duas mulheres, Marcela (Luciana Vendramini) e Marina (Giselle Tigre), já foi bem exposto e até rolou beijo na boca em horário nobre da TV brasileira. A sequência, no dia que foi exibida, ficou entre os assuntos mais falados nas redes sociais.

Porém, no início desta semana, a Rede Globo determinou que a história dos homossexuais Eduardo e Hugo “fosse completamente esfriada no folhetim”. Além disso, segundo o jornal "Folha de S.Paulo", a emissora pediu silêncio aos autores e atores, para que não levantassem nenhuma bandeira relacionada ao assunto homossexualidade.

O mesmo jornal publicou uma matéria em que contava que o SBT também pediu para os atores “baixarem a bola” quando o assunto for o relacionamento entre as gays Marcela e Marina. Além disso, a novela “Amor & Revolução” já teve algumas cenas de uma aproximação maior entre as personagens vetadas pela emissora.

Há quem diga que a televisão é um meio de comunicação que atinge todos os públicos, independente de sua cor, sexo, classe social ou orientação sexual. Porém, vale destacar que o relacionamento homoafetivo não é necessariamente mostrado como realmente é.

Em tempos de lei de reconhecimento legal da união homoafetiva sendo aprovada no país, será que o público está preparado para encarar cenas de beijo, nudez e até sexo entre pessoas do mesmo sexo? Ou, na verdade, são as emissoras de TV que não querem arriscar seus valiosos números de audiência colocando no ar o que pode não agradar muita gente? Será uma auto-censura?

O Famosidades conversou com Rodrigo Andrade, ator que dá vida a Eduardo na novela “Insensato Coração”. Além de ter um namorado (Hugo, vivido por Marcos Damigo), o personagem estava em intenso conflito com sua mãe, Sueli (Louise Cardoso), que sofreu assim que soube da orientação sexual do filho.

Questionado se essa não seria a hora de arriscar e colocar no ar cenas mais quentes de Eduardo e Hugo, como nudez, o ator se mostrou esperançoso. “A Globo tem um grande padrão de qualidade. Ela tenta fazer uma imagem que não vai agredir. Cena de homens nus vai chocar. A gente já está no crescente. Uma hora isso vai rolar, sim, do mesmo jeito que rola cenas de sexo entre homem e mulher... Mas vai levar um tempo para ser uma coisa natural”, disse.

Rodrigo também comentou que é favor do beijo gay na novela, mas ponderou: “Eu faria, mas não acho necessário. Porque a história entre Eduardo e Hugo já está muito bem contada. É uma história de amor. Não são dois adolescentes. Eles se amam, se apaixonaram. Igual um homem se apaixona por uma mulher. Quando a gente se apaixona por homem e mulher, a gente vai atrás, chora, briga. Acho que o beijo é um símbolo importante de carinho, atenção. Um beijo fala mais do que mil palavras. Se rolasse beijo seria legal. A sociedade precisa parar de ver isso como uma coisa absurda. Acho uma bobagem essa polêmica [de beijos gays em novela]. Se rolasse, acho que conseguiria mostrar para a sociedade que é normal e que não vai machucar ninguém. Acho um pouco difícil. Mas se não rolar, não vou me sentir frustrado”.

Mas parece que a homofobia e a homossexualidade não são causas a serem criticadas, apoiadas ou, simplesmente, discutidas nas novelas brasileiras. Pelo menos não ainda. Na tarde da última terça-feira (19), a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) enviou um comunicado à Rede Globo criticando a posição da emissora de censurar a novela:

“Entendemos que, longe de estar fazendo uma apologia, a novela está cumprindo um papel importantíssimo como veículo informativo, servindo para desmistificar a homossexualidade perante a sociedade em geral, contribuindo para modificar as atitudes que fazem prevalecer a homofobia. Censurar neste momento parte do teor que já vinha sendo anunciado pela própria emissora mesmo antes da novela ir ao ar, nos parece um recuo que apenas serve para referendar a mensagem que a própria novela estava passando: a homofobia ainda está predominante em nossa sociedade”.

Procurada pelo Famosidades, a assessoria da novela global respondeu às críticas sobre censura de sua trama:

“Em primeiro lugar, a obra não é de terceiros. É da TV Globo que contrata autores para escrever as suas histórias que leva ao ar a todos os brasileiros. Logo, não se pode falar em censura porque a obra é nossa. No nosso entendimento, a causa é a diversidade e o respeito às diferenças, e não propriamente a homossexualidade ou a heterossexualidade, ou quaisquer outras formas de orientação individual. A ciência - incluindo Freud - reconhece que a sexualidade, com suas variantes éticas e morais - é baseada na singularidade. Nossas tramas registram a afetividade e o preconceito, mas não cabe exaltação. Cabe, sim, combater a intolerância, o preconceito e a discriminação contra elas, o que temos estimulado cotidianamente inclusive por meio de campanhas. Porém, a livre sensibilidade artística é a única medida possível para delinear a ousadia criativa, o que vale para toda e qualquer situação ou tema. Esse desafio torna-se ainda mais difícil quando se trata de respeitar uma audiência não-segmentada, múltipla em suas expectativas e preferências”.

Na real, Gilberto Braga e Ricardo Linhares avisaram, antes mesmo da novela se iniciar, que iam narrar histórias homoafetivas ao longo do folhetim, e parece que receberam mesmo um "pedido" para dar um breque na história romântica de duas pessoas do mesmo sexo.

Perguntado como era o assédio do público na rua, Rodrigo Andrade disse que a reação das pessoas é “bem bacana”. “A repercussão ficou muito grande na rua. Sempre uma resposta muito positiva. Até hoje ninguém veio com o preconceito, com piadinhas de mau gosto. Já está ficando comum. Já vieram até homossexuais conversar comigo, dizendo que se identifica com Eduardo. Teve até um homem que me disse que até parecia que Gilberto Braga sabia as palavras que a mãe dele usou quando mostrou a cena da conversa entre Eduardo e sua mãe, Sueli”, contou ele ao Famosidades.

“Insensato Coração” não começou a abordar um assunto apenas com a mídia e os telespectadores, não. Até os personagens tiveram uma mudança de visão sobre homossexualidade com a trama, como Rodrigo. “Mudei muito, muito, muito. Cresci como ser humano. Antes da novela, nunca tive preconceito, mas era um mundo desconhecido pra mim. Se eu visse um link sobre um assunto em um site, por exemplo, não parava para ler. Não me chamava atenção”, admitiu.

Porém, o ator mudou quando começou a estudar para o personagem e percebeu o quanto ruim para a sociedade é o preconceito sexual. “Me sinto agredido também quando vejo notícias de pessoas que batem em homossexuais. Sou totalmente contra a homofobia. Levanto a bandeira e não vejo problema nisso”, disparou ele, que ressaltou que está “representando um ser humano de bem, de caráter”.

Na novela global, a censura vale somente para os personagens Hugo e Eduardo. Espevitado, cheio de humor e com cenas um tanto caricaturadas do cotidiano de um gay, Roni (vivido por Leonardo Miggiorin) terá suas cenas sem nada de censura.

Vale destacar que, nessa semana, o Ministério da Justiça decidiu manter a classificação indicativa de “Insensato Coração”, não recomendada para menores de 12 anos. O órgão público avalia que a novela tem exibido conteúdo de relevância social, principalmente para valorização e respeito aos direitos homossexuais.

Mas parece que não é isso o que está acontecendo, não é?! Em 2011, temos a impressão de que estamos vivendo sob censura, sob medo constante de "ferir" o outro com algo "fora do comum". Resta-nos saber se as emissoras brasileiras que resolveram tocar na ferida, e mostrar quem machuca e quem é machucado, estão com medo de se aprofundar ainda mais nessa experiência, ou se é o público que ainda não está preparado para aceitar o assunto.

"Deixem os gays em paz" - Por DAVID COIMBRA

Por DAVID COIMBRA para o Jornal Zero Hora
Visto no Conteúdo Livre
Dica do Leitor Rogério Mesquita

Agora você vai me dizer uma coisa: qual é o problema de um cara fazer sexo oral em outro cara no meio do Parcão às duas da madrugada? Que mal eles estão praticando? Ah, a senhora sua mãe ou seu filho pequeno ou a sua esposa não gostariam de ver dois homens transando na rua. Certo.

Em geral, o sexo há de ser mesmo um exercício privado, as pessoas não apreciam o espetáculo da intimidade das outras pessoas, salvo quando assistem ao Big Brother. Mas a senhora sua mãe, o seu filho pequeno e a sua esposa andam passeando pelo Parcão às duas da madrugada???

Que eu saiba, não há muita gente fazendo sexo nas calçadas de Porto Alegre às quatro da tarde. Não. Os gays esperam a tal calada da madrugada, embrenham-se nas entranhas do Parcão ou da Redenção, metem-se sob as moitas e debaixo das árvores, e lá se repoltreiam e se refocilam e espadanam.

Qual é o dolo disso? Quem está sendo lesado? Eles não estão se agredindo, eles não estão se batendo, eles estão fazendo sexo, ou, como preferem alguns, amor. Não é algo bom fazer amor?

Na Europa, há parques que são cercados à noite? A resposta é sim. E na Europa há parques em que as pessoas tomam banho de sol nus, e na Europa há parques em que as pessoas fazem sexo nos recônditos, sem serem incomodadas. Se alguém procura um policial para se queixar, o policial perguntará:

– Por que o senhor foi lá?

Os intestinos dos parques de Porto Alegre são usados para estupros e assassinatos? Nesse caso, a polícia tem mesmo de intervir. Estupros e assassinatos são crimes dentro e fora de parques. Mas não me parece que seja esse, de fato, o motivo do escândalo. Li a reportagem a respeito, na Zero Hora de segunda-feira.

Das 10 fotos que denunciavam “abusos” cometidos nos parques, nenhuma registrava um crime e oito eram de, digamos, conteúdo sexual. Uma dessas flagrava camisinhas rojadas ao chão. O que, por um lado, preocupa: estão sujando as ruas da cidade. Por outro, tranquiliza: estão fazendo sexo seguro.

Mais preocupantes são outras duas fotos, que mostram prostitutas e michês oferecendo seus serviços a céu aberto. Temo por esses profissionais. Estão expostos à violência urbana, tendo de trabalhar assim, ao léu, sem proteção do Estado. Fosse essa cidade menos hipócrita, prostitutas, michês e travestis teriam ruas seguras para trabalhar. Eles e seus ávidos clientes não precisariam arriscar-se nos desvãos dos parques ou em ruas ermas.

Tempos atrás, ouvi o grande Antônio Carlos Macedo entrevistar um delegado em seu programa na Gaúcha. Esse delegado recomendava aos porto-alegrenses que não parassem sob o sinal vermelho dos semáforos à noite.

Que olhassem para os lados e cruzassem a rua com cautela. Quer dizer: um delegado, um agente da lei, recomendava que se cometesse uma infração.

Por quê? Porque deter-se em um sinal vermelho à noite, em Porto Alegre, acarreta risco grave. A pessoa pode ser assaltada, pode ser sequestrada, podem meter-lhe um revólver no nariz e arrancá-la do volante de seu próprio carro e prendê-la no porta-malas e levá-la para um morro e lá executá-la com um tiro na nuca.

É o que acontece à noite, nas ruas de Porto Alegre. E, enquanto isso, a polícia está ocupada em encher o saco dos gays do Parcão.

26/07/11

Atriz Regina Braga: "Tenho certeza de que o ser humano é bissexual"



'Sou gay. Somos todos bissexuais', diz Regina Braga

A atriz Regina Braga, mãe de Gabriel Braga Nunes, o Léo de Insensato Coração, disse em entrevista ao Sexta Cultural do Jornal do Terra ter a certeza de que o ser humano é um animal bissexual e se disse envergonhada com o preconceito existente até hoje pelas pessoas em relação ao tema.

"É uma coisa tão ultrapassada. Eu acho tão absurdo a humanidade ainda ter esse tipo de problema, pois é a coisa mais natural do mundo".

Para reforçar sua teoria, a atriz, que atualmente representa uma poetisa homossexual no monólogo Um Porto para Elizabeth Bishop, no Teatro Eva Herz, disse ter ela mesma uma atração por mulheres, afirmando não dizer isso apenas como uma frase de efeito.

"Eu sinto que somos as duas coisas, que temos essa possibilidade na sexualidade. Acho que iremos nos envergonhar no futuro. A humanidade vai falar, 'como é possível que as pessoas fossem tão atrasadas, primitivas'", explicou.

A personagem que Regina interpreta é exatamente a mesma que fez quase dez anos atrás, quando estreou pela primeira vez na peça. Mas, segundo ela, o fato de estar mais velha torna toda a interpretação muito mais difícil.

"Antes, o vigor físico normal já era suficiente para eu fazer o espetáculo. Agora, não. Tenho que me preparar. Estou virando uma monja. Em dia de espetáculo, tenho que trabalhar com o corpo, com a voz. Teatro na terceira idade é assim".

O monólogo Um Porto para Elizabeth Bishop é apresentado todas as quartas e quintas-feiras, às 21h, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. Os ingressos para a peça, em cartaz até o dia 25 de agosto, custam R$ 40.

Veja matéria e vídeo da entrevista no Terra: clique aqui!

Justiça do Rio autoriza transexual a mudar seu gênero no Registro Civil

Visto no Diário do Grande ABC

Após passar por uma cirurgia de mudança de sexo, Luiz da Silva, que agora se chama Kailane, entrou com ação na Justiça para mudar seu nome e o gênero sexual de masculino para feminino no registro civil. Sua ação foi aceita pela 7ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, divulgou nesta segunda (25) o Tribunal de Justiça (TJ-RJ).

O pedido da autora havia procedido em parte na 1ª Instância, que autorizou somente a mudança do prenome, ficando sem alteração o gênero sexual. Em seguida, Kailane recorreu. Depois da análise dos laudos médico e psicológico, "os desembargadores entenderam que não conceder a mudança do gênero sexual é uma ofensa ao direito personalíssimo à livre orientação sexual", conforme o TJ-RJ.

"Após a alteração de seu nome para o feminino, é inegável que a manutenção do gênero sexual masculino da autora causará evidente exposição ao ridículo, o que o ordenamento jurídico repele frontalmente", defendeu o relator do recurso, desembargador Luciano Saboia Rinaldi de Carvalho

Campanha Duvidosa: Duloren convida Bolsonaro para comercial


Visto no Clube Online

O mundo da publicidade inventa de tudo para chamar a atenção do consumidor. Desta vez, o fabricante de roupas íntimas Duloren resolveu polemizar e convidou o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) para participar de um comercial de calcinhas ao lado da modelo transexual e ex-BBB Ariadna. De acordo com o jornal "O Globo", o deputado recusou a proposta, e depois de saber que a modelo seria trocada por uma mulher, não transexual, aceitou o convite e disse que o cachê será doado para uma instituição de caridade.

A campanha criada pela empresa quer abordar o "kit anti-homofobia", material didático proposto para professores utilizarem nas escolas. A distribuição foi vetada e Bolsonaro foi um dos deputados contrários ao kit. O comercial teria o seguinte slogan: "Esse kit eu aprovo", fazendo relação ao novo kit de calcinhas lançado pela empresa.

A posição da Duloren, em convidar o deputado, foi criticada por diversos artistas no Twitter. Pelo visto, a estratégia de alavancar a venda de roupas íntimas renderá um boicote à marca.

25/07/11

Obama assina medida que põe fim a discriminação de gays no Exército


Visto no G1

Lei de 1994 impedia que homossexuais assumidos servissem às forças.
Militares não correrão mais risco de exoneração a partir de 20 de setembro.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, certificou nesta sexta-feira (22) o fim da lei de 1994 que impedia que soldados abertamente homossexuais servissem às Forças Armadas do país, após receber a aprovação do Pentágono.

Militares homossexuais poderão revelar sua orientação sexual sem o risco de serem exonerados a partir do dia 20 de setembro, quando se completam 60 dias a partir da assinatura do presidente –período que foi estabelecido na legislação que o Congresso aprovou em dezembro.

“Hoje, demos o último grande passo para acabar com a lei discriminatória 'Não pergunte, Não fale', que enfraquece nossa prontidão militar e viola os princípios americanos de justiça e igualdade", disse Obama em um comunicado.

Obama sancionou no ano passado a lei que revogava a atual política, mas ainda era necessário que os chefes do Pentágono certificassem que a nova regra não causaria prejuízos às atividades militares.

O presidente afirmou que o anúncio de sexta-feira ocorreu após "amplo treinamento do nosso pessoal militar e da certificação do secretário (de Defesa, Leon) Panetta e do almirante (Mike) Mullen (chefe do Estado-Maior)."