31/08/11
Kassab veta Dia do Orgulho Hétero e diz que projeto é inconstitucional
Visto no G1
Por Roney Domingos
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vetou o projeto de lei 294/2005, do vereador Carlos Apolinário (DEM), aprovado em 2 de agosto pela Câmara Municipal de São Paulo, que instituiu na cidade o Dia do Orgulho Heterossexual. Nas razões de veto encaminhadas ao presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Police Neto, Kassab afirmou que o projeto de lei é "materialmente inconstitucional e ilegal, bem como contraria o interesse público."
Kassab afirma mo texto que a ideia de comemorar o Dia do Orgulho Heterossexual e associar a prática à defesa da moral e dos bons costumes significa dizer, por via contrária, que a homossexualidade seria contra a moral e os bons costumes.
"Não é necessário fazer grande esforço interpretativo para ler, nas entrelinhas do pretendido preceito, que apenas e tão só a heterossexualidade deve ser associada à moral e aos bons costumes, indicando, ao revés, que a homossexualidade seria avessa a essa moral e a esses bons costumes", diz o texto.
O veto também diz que o texto da “justificativa” que acompanhou o projeto de lei por ocasião de sua apresentação descreve, em vários trechos, condutas atribuídas aos homossexuais, todas impregnadas de sentimentos de intolerância com conotação homofóbica."
Segundo Kassab, "o projeto parece tão somente instituir e acrescentar mais uma data comemorativa ao calendário de eventos da cidade de São Paulo, o que seria plenamente legítimo, na realidade não se reveste da simplicidade que aparenta ostentar, circunstância que, por certo, explica a sua enorme repercussão, majoritariamente negativa."
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Foo Fighters encarnam caminhoneiros gays para promover turnê
Visto no Globo
Ao contrário do Nirvana, celebrado pelo som pesado e letras depressivas de Kurt Cobain, o Foo Fighters de Dave Grohl ficou conhecido desde o início da carreira pelo bom humor. Os clipes deles quase sempre contam algum tipo de história engraçadinha.
O vídeo do momento não é um clipe, mas é certamente estranho. Para divulgar a turnê norte-americana, a banda soltou na internet um vídeo no qual os quatro aparecem como caminhoneiros que se entregam a uma festinha gay num banheiro de posto de beira de estrada.
Grupo gay denuncia MTV por premiar música homofóbica de rapper
Visto na Folha.com
O grupo ativista GLAAD (sigla em inglês para aliança dos gays e lésbicas contra a difamação) publicou um comunicado em seu site oficial no qual contesta o prêmio concedido pela MTV ao rapper Tyler, the Creator, no VMA, no último domingo.
No começo do ano, o GLAAD já havia atacado Tyler e o grupo a qual ele pertence, o Odd Future, por misoginia e homofobia em suas letras.
Tyler venceu na categoria revelação com o vídeo da música "Yonkers", cuja letra seria homofóbica.
Há um trecho na música, por exemplo, em que Tyler diz: "Vou derrubar o avião daquele negro bicha B.o.B e esfaquear Bruno Mars em seu maldito esôfago e não vou parar até os policiais me impedirem", se referindo a dois músicos famosos nos Estados Unidos.
No comunicado, o grupo diz que Tyler "escreve algumas das músicas mais violentas anti-gays e misóginas que estão ganhando reconhecimento da massa".
"A MTV e outros canais deveriam educar seus telespectadores que a homofobia e a misoginia não têm espaço hoje na música", continua o comunicado.
Tyler e seus representantes ainda não responderam.
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Ratinho e SBT terão que pagar R$ 150 mil por depreciarem igreja que recebe gays
Visto no blog Ibope - Audiência da TV
O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação do apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, e do SBT ao pagamento de indenização por dano moral no valor de R$ 150 mil. A quantia deverá ser paga a Victor Ricardo Soto Orellana, pastor e fundador da Igreja Acalanto — Ministério Outras Ovelhas. A congregação é frequentada, entre outras pessoas, por homossexuais e foi vítima de chacota e tratamento chulo e depreciativo pelo apresentador do programa do SBT.
A decisão é da 4ª Câmara de Direito Privado. Ao se manifestar sobre o valor da condenação, os desembargadores entenderam que ele não merecia reparos diante do poder econômico dos réus e para servir a sua finalidade punitiva, reparadora e educativa. De acordo com o relator do recurso, desembargador Fábio Quadros, é inegável o exercício abusivo da liberdade de informação praticada pelo SBT e pelo apresentador Carlos Massa.
O desembargador Fábio Quadros esclareceu que não foi a referência genérica à homossexualidade dos membros e fiéis da Igreja Acalanto ou mesmo o tratamento de “gays” que caracterizaram a ofensa. Até porque, segundo o relator, o termo designativo de preferência sexual é usado regularmente pelo pastor e pelos fiéis.
“O que se caracterizou como ilícito foi o escárnio, o teor depreciativo da matéria que se referiu nominalmente ao autor, afastando-se os réus [Ratinho e SBT] do verdadeiro propósito de bem informar”, destacou o desembargador Fábio Quadros.
O apresentador, ao divulgar imagens feitas com câmera escondida, mostrando o culto, nos dias 2 e 5 de maio de 2003, disse que a igreja era para gays, homossexuais e fez diversos comentários “jocosos” sobre os frequentadores e o local. Ratinho disse que a igreja era de “viadinhos”, de “viados” e, quando se referiu a outras sedes da congregação, afirmou que não tinha filial, mas “viadal”.
A emissora e o apresentador alegaram que houve apenas a exibição das imagens da igreja, que está em local público. O apresentador também argumentou que agiu no exercício de sua profissão, que não houve intenção de ofender ninguém e, por isso, o pedido é excessivo, abusivo e improcedente.
Três desembargadores do Tribunal de Justiça não aceitaram os argumentos apresentados pelas defesas. De acordo com o tribunal, até os programas de natureza sensacionalista devem guardar o mínimo de respeito à dignidade da pessoa humana, pois a liberdade de imprensa, conquistada a alto preço, não pode ser motivo para violação imotivada e injustificada de princípios da Constituição Federal.
Em primeira instância, o juiz Guilherme Santini Teodoro, da 4ª Vara Cívil de São Paulo, já havia qualificado as atitudes de Ratinho de uma “postura jocosa, desrespeitosa, depreciativa e pejorativa” ao abordar em seu programa a comunidade gay.
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30/08/11
Série Happy Endings estréia no Brasil com personagem gay entre protagonistas

Visto na Revista Lado A
Se você está casando de ver gays estereotipados na tevê, talvez você goste de Max, da série Happy Endings, que estreiou dia 22 de agosto, às 19h30 no canal pago Sony. Max (Adam Pally) integra o grupo de seis amigos de Chicago da série da rede ABC. O piloto causou ao apontar que o grupo, que tem um gay, uma judia e um negro, poderia querer imitar Friends, a série mais cultuada da história dos EUA. As referências a Friends são óbvias e a série Happy Endings penou até conseguir achar seu lugar ao sol e ter a sua segunda temporada garantida. O final da temporada foi feliz e eles conseguiram uma segunda chance e ganham destaque nos EUA cada vez mais.
Tudo começa com Dave (Zachary Knighton) sendo abandonado no altar por sua noiva Alex (Elisha Cuthbert), que o troca por um bofe lindo que entra na igreja de patins. Ela volta e se diz arrependida de ter fugido do casamento e tudo isso movimenta a série. O gay da série Max, é bem humorado, chamado de gordinho pelos amigos, sem trejeitos e super sexy. Ele está fazendo sucesso nos EUA e já se envolveu em um dos episódios em que um beijo gay foi cortado da série. Sim, nos EUA também há o pudor de mostrar um beijo entre dois homens. O piloto da série é super estranho, pois os atores ainda não pegaram o ritmo visto depois na série.
A série tem ainda Brad (Damon Wayans Jr) que namora Jane (Eliza Coupe), irmã de Alex, que é complexada e precisa ter tudo sob controle. Penny (Casey Wilson) é uma gordinha solteirona, judia e desesperada. O importante é evitar a comparação com Friends e pensar que há muitos amigos em grandes cidades para virarem uma história...
"A homossexualidade na China do século XVI" Por Arthur Virmond de Lacerda Neto

Por Arthur Virmond de Lacerda Neto para a Revista Lado A
Corresponde a um dado adquirido e fora de qualquer dúvida, o de que do cristianismo procedem os tabus relativos à sexualidade, a saber, a ocultação do corpo, a vergonha da sua exposição, a sexualidade como pecado, a homossexualidade como abominação.
As pessoas criadas em países ocidentais e sob os condicionamentos culturais derivados do cristianismo muitas vezes sequer suspeitam da possibilidade de existirem interpretações da sexualidade diversas da dele e, de conseqüência, costumes diferentes dos ocidentais.
Muitas vezes, a percepção de tais diferenças resulta de viagens ao exterior, a povos de tradição cultural diversa da ocidental. Foi o caso do jesuíta Mateus Ricci, missionário na China.
Natural da Itália, onde nasceu em 1552, Ricci viveu por alguns anos em Portugal e rumou para o Oriente em 1578. De Goa, então colônia portuguesa, deslocou-se para a China, onde atuou na conversão das populações locais.
Alheia ao cristianismo, desconhecedora da Bíblia, ignorante dos dogmas correspondentes, os chineses regiam-se, em matéria de sexualidade, pela ausência da censura e pela presença da liberdade de costumes.
Impressionou-o, em 1609, a proporção assinalável de prostitutos e a generalização da homossexualidade, em Pequim, onde ela era legalmente permitida e não correspondia a motivo de vergonha; praticada livremente em toda a parte e em todas as classes, dela se falava em público.
Em algumas cidades, havia ruas em que os prostitutos perambulavam (já no século X, era assim em Pequim); circulavam gravuras eróticas, que representavam o amor homossexual, feminino e masculino.
Durante a dinastia Ming (1368 a 1644), a homossexualidade foi proibida, proibição, contudo, ineficaz, e causou surpresa aos chineses a repreensão formulada pelo frei Gaspar da Cruz, porquanto jamais ninguém lhes informara que tal prática fosse censurável.
Também na Goa bramanista, Ricci observou a presença da homossexualidade, reprimida, todavia, pela inquisição, que, uma vez lá instalada, processou, por homossexualidade, condenou os acusados e executou-os, pelo fogo.
Por sua vez, são Francisco Xavier, jesuíta português e missionário no Oriente, perplexou-se, em 1549, com a difusão da homossexualidade entre os sacerdotes budistas no Japão, que se serviam dos rapazes a quem instruíam e que riam ao serem repreendidos pelo seu proceder.
O padre Francisco Cabral, em carta a Roma, de 1596, referia que o principal obstáculo à cristianização dos japoneses consistia na homossexualidade, ou seja, enquanto aqueles encaravam-na com toda a naturalidade, o cristianismo reprovava-o e tentava demovê-los de o praticar. Havia mesmo instrutores, que iniciavam os filhos dos homens de posição, nas práticas homossexuais.
Entre os chineses e os padres, havia não apenas a distância geográfica das respectivas origens, como, sobretudo, a imensa distância mental das respectivas mentalidades: de um lado, séculos de valores e de preceitos originários da Bíblia, que constituíram um condicionamento anti-sexual e profundamente repressor; de outro, séculos de ausência de repressão e da presença da liberdade individual quanto à homossexualidade.
Na surpresa dos padres, perante os costumes chineses, manifesta-se o antagonismo de conceitos e de comportamentos; na execução dos homossexuais chineses, pela inquisição, manifesta-se a intolerância da igreja católica e a violência com que, em certas situações, fazia valer os seus dogmas.
Infelizmente, a observação dos missionários nenhuma reflexão suscitou, no seio da igreja, quanto à censurabilidade ou à inocência da homossexualidade, que a levasse a, por alguma forma, a modificar o seu juízo a respeito. Nem seria de esperar que tal ocorresse: enunciada a reprovação cabal da homossexualidade, na Bíblia, e tomada esta como fonte de autoridade absoluta e de expressão da verdade, eterna e definitiva, a atitude do cristianismo era a que continua a ser (e que, provavelmente, será até o fim dos tempos): a de uma rejeição que, ao longo dos séculos, foi e continua a ser fonte de preconceitos, de sofrimentos e de falta de liberdade. Felizmente, contudo, com o andar do tempo e com a modificação incessante das mentalidades, estas vem se laicizando progressivamente, ou seja, cada vez menos as pessoas atêm-se aos dogmas religiosos (teológicos) como critério da sua afetividade, do seu entendimento e do seu comportamento: há menos teologia e mais racionalidade e, com isto, mais liberdade e mais bem-estar.
"Lésbicas: orgulho e visibilidade" Por Ivone Pita
Por Ivone Pita (em 29/08) para o PoliticAtiva
Somos lésbicas. Somos mulheres que vivem sem homens em um mundo machista e de mentalidade patriarcal.
Somos mulheres que subvertem a ordem do sexo frágil, da dependência e da subserviência. Somos mulheres que não seguem o “manual de boas práticas femininas”, que dita modos de vestir, de agir, de falar, de ser e estar no mundo. Somos revolucionárias na acepção própria da palavra: fazemos uma transformação radical na estrutura da sociedade. Estamos onde supostamente mulheres não deveriam estar. É ainda espantoso para muitos, por exemplo, aceitar que duas mulheres possam viver sem um homem. Como vão resolver tarefas cotidianas tidas como masculinas? Não irá lhes faltar força? Jeito? Tino? Há ainda as tentativas de ridicularizar, diminuir e não reconhecer nossa sexualidade. Há uma desqualificação fálica de nosso sexo. Para machistas de carteirinha - e uniforme completo! - lésbicas não trepam de verdade, apenas brincam de se esfregar. Sim, meninas, como se fosse pouco e somente o que fizéssemos. Mas a despeito das agressões e desqualificações, seguimos subvertendo a ordem, desconstruindo certezas e quebrando o que estaria estratificado.

Entretanto, sem orgulho, nada disso é possível. Sem orgulho, nos encolhemos, nos escondemos, deixamos a vida passar. Sem orgulho, não nos fazemos visíveis e sem visibilidade é como se não existíssemos. E, assim, nenhuma revolução acontece, nenhuma revolução é possível. Por outro lado, sem visibilidade não promovemos o orgulho. Somente a partir do momento em que nos tornamos visíveis por sermos nós mesmas, é que somos plenamente orgulhosas de sermos quem somos. E para isso é preciso coragem.
Vivemos em uma sociedade que insiste em dizer qual é o lugar da mulher, como deve ser sua inserção social e como deve se comportar. Sendo lésbica, melhor nem existir, pois não cabemos nos papéis destinados à mulher. E é assim que cotidianamente a sociedade nos diz que deveríamos nos envergonhar de ser quem somos e esconder nosso amor. É assim que a sociedade insiste em nossa invisibilidade, pois o que não se vê, não existe, não incomoda, não subverte.
Quando permanecemos invisíveis, contribuímos com a manutenção da discriminação e da violência, motivos pelos quais muitas mulheres optam por uma vida de anulação e silêncio. Contribuímos com a lesbofobia, pois não dizemos ao mundo que estamos em todos os lugares, em todas as profissões, em todas as famílias, em todos os cargos. Não dizemos que somos mães, filhas, avós, tias, irmãs, empregadas domésticas, médicas, advogadas, professoras e toda sorte de representação e inserção social. Não ajudamos outras mulheres a se revelarem, a se assumirem, a serem plenas. Assinalando nossa existência, derrotamos o medo do desconhecido, a discriminação e o ódio alimentado pela perversidade delirante – e nada inocente - de lésbicas destruidoras de família. Existindo publicamente, abordamos questões que nos são específicas e combatemos o sexismo.
A invisibilidade é uma grande violência contra nós lésbicas. Na mídia, por exemplo, o foco são os homossexuais masculinos. A violência homofóbica é tratada como um fenômeno que atinge somente homens.

Mas nós mulheres, se não estamos nos jornais como vítimas de violência física especificamente por nossa sexualidade, isso ocorre apenas pela violência do silenciamento: seja pela invisibilidade auto-imposta, por medo, seja pela falta de estatística específica. Aliás, não temos dados específicos de coisa alguma e raros registros de nossa história. E daí a imensa importância do coletivo. Para enfrentar os desafios que nos são apresentados e superar tanta opressão, não há como avançar individualmente, a única forma de alterarmos o ciclo perverso de invisibilidade e descaso é pela união de nossas vozes, de nossa força. A única saída possível é nos organizarmos e lutarmos. E isso depende de cada uma de nós, não de agentes externos. Nós temos direito à existência, a uma vida completa, à cidadania plena, à visibilidade. Podemos e devemos ser felizes. Plenamente felizes.
A visibilidade lésbica cotidiana é que derrubará a censura que nos é imposta e o cerceamento de nossos afetos e desejos, portanto, realize algo grandioso: torne-se visível, desafie a opressão e o autoritarismo da normatividade, pois é assim que escreveremos nossa história, uma nova história, e construiremos uma sociedade mais justa, mais solidária, democrática e plural.
@ivonepita
Evandro Mesquita dirige musical sobre transsexual

Visto no Gay1
Off-Broadway dirigido por Evandro Mesquita mistura drama e humor para contar a história da cantora transexual Hedwig.
"Hedwig e o Centímetro Enfurecido" não é um musical convencional, de melodias suaves e coros felizes e afinados. Tampouco tem cenário colorido, iluminação leve e o esperado encaminhamento para um final feliz.
Longe disso, o musical americano off-Broadway traz para o palco o ambiente underground do rock dos anos 80, misturando drama e humor na sofrida história da cantora transexual Hedwig.
Não parece ser à toa que o responsável pela adaptação e montagem do texto de John Cameron Mitchell nos palcos brasileiros seja Evandro Mesquita, 59.
Ator, diretor e líder de uma das principais bandas de rock dos anos 80 --a Blitz--, ele dirige a peça que, após temporada no Rio e duas indicações ao Prêmio Shell, estreia em São Paulo.
Certamente, a cantora Hedwig não alcançou o sucesso de uma Blitz. Logo de saída ela se pergunta: "Como foi que o menininho afeminado se tornou a estilista musical internacionalmente ignorada que aqui encontra-se?".
A partir daí, num palco que parece o de uma casa de shows, acompanhada de sua banda de rock, Hedwig abre sua intimidade e conta toda a sua trajetória de vida.
Ela nos fala de como saiu da Berlim Oriental para os EUA, de sua malsucedida operação de mudança de sexo (que deixou sobrando o tal "centímetro enfurecido"), de como suas músicas foram roubadas pelo ex-namorado, que se tornou um astro...
O grande diferencial dessa para as outras dezenas de montagens que o texto teve pelo mundo, segundo Mesquita, é que aqui são dois atores (Felipe Carvalhido e Pierre Baitelli) interpretando a cantora ao mesmo tempo.
O artifício cria um novo jogo de palco e ressalta a ambiguidade de Hedwig, ao mesmo tempo esnobe e insegura. "É uma figura dúbia, bipolar, espaçosa. Parece mesmo que são duas", explica o diretor.
Com sua banda, interpreta versões para a premiada trilha criada pelo americano Stephen Trask. E por conta dessa trilha e do ambiente underground da peça, Mesquita diz ter grande expectativa com a estreia paulistana.
"São Paulo tem mais essa cena do rock alternativo que o Rio, com mais possibilidade de experimentação. E Hedwig é isso: história crua, é rock and roll legítimo."
Russo é acusado de matar e comer homem que conheceu em site gay

Visto no G1
Crime ocorreu em Murmansk, no noroeste do país. Jovem disse que escolheu gay porque vítima era 'reservada', disse polícia.
A polícia prendeu um russo de 21 anos que disse ter literalmente comido outro homem de 32 anos a quem conheceu em um site para homossexuais, informou nesta segunda-feira (29) a comissão investigadora da região de Murmansk (noroeste da Rússia).
O jovem disse ter convidado a vítima para sua casa no dia 19 de agosto. Depois de esfaquear o convidado, o cortou em pedaços e o comeu. Durante uma semana, afirmou, cozinhou os restos e preparou croquetes e salsichões, acrescentou a comissão investigadora.
Seu "único motivo (...) era provar carne humana", segundo o chefe desta comissão, Fiodor Bliudionov, indicou a agência Ria Novosti. Optou por ter contato com sua futura vítima por meio de uma página para homossexuais por considerar que se trata de uma pessoa "reservada que prefere não divulgar os contatos que tem", acrescentou Bliudionov.
Homossexuais uruguaios promovem 'beijaço' contra discriminação

Agencia EFE - Por Álvaro Mellizo - Visto no G1
Montevidéu, 19 jul (EFE).- Cerca de 300 uruguaios se reuniram neste último final de semana para combater a discriminação sexual com um 'beijaço', na porta de um bar acusado de ter expulsado um casal de homossexuais após um beijo em seu interior.
Gays, transexuais, lésbicas e heterossexuais, convocados exclusivamente através das redes sociais, realizaram a manifestação perante as portas da discoteca Viejo Barreiro de Montevidéu, para entre risos, dança e música, beijarem para denunciar a homofobia que segundo sua opinião impera ainda no país, um dos mais avançados da América em direitos para os homossexuais.
A convocação foi realizada uma semana antes, quando dois rapazes que comemoravam um aniversário no local foram expulsos pela segurança após se beijarem, segundo explicou à Agência Efe Mauricio Coitiño, um dos porta-vozes da organização defensora dos direitos homossexuais Ovelhas Negras.
'Os rapazes disseram que era discriminação, mas mesmo assim foram jogados para fora do lugar. Diretamente foram à delegacia e apresentaram a denúncia. Depois o discurso começou a tomar forma através do Facebook e surgiu a ideia de fazer esta atividade, que Ovejas Negras decidiu apoiar', disse Coitiño.
Os responsáveis do Viejo Barreiro, Mariano Gambaro e Diego Fernández, negam essa versão e consideram que os dois jovens foram expulsos 'por manter atitudes obscenas em público, algo que vai além de um beijo'.
'Não divulgamos publicamente nossa versão completa do assunto porque está em andamento uma investigação. Nem nós, nem o local nunca foi homofóbico e agora estamos envolvidos neste circo midiático', disseram à Efe enquanto aguardavam o 'beijaço' no interior do local, que não abriu 'porque não se sabe o que mais pode acontecer'.
Mais de 6,9 mil pessoas tinham anunciado no Facebook que participariam da concentração, enquanto na rede social o debate levantou ameaças e insultos tanto a favor como contra a iniciativa.
'Isto não é um ataque ao Viejo Barreiro, é uma campanha a favor do amor, com algo que comove como um beijo. Cumpre o objetivo do movimento e já conseguiu envolver a sociedade civil. Não queremos arruinar uma casa noturna', apontou Bruno Baumann, um dos organizadores do evento.
No final, os 'beijadores' decidiram encerrar seu particular protesto em quatro festas divididas pela cidade e se misturaram com a multidão que nessas horas festejavam nas ruas a classificação do Uruguai a semifinais da Copa América após derrotar a seleção Argentina.
Em Montevidéu a comunidade homossexual é bastante reconhecida e seus bares e casas noturnas funcionam sem nenhum impedimento, apesar das queixas sobre comportamentos homofóbicos serem cada vez mais frequentes, segundo seus representantes.
29/08/11
29 de agosto, Dia da Visibilidade e Consciência Lésbica

Visto no Papo Delas
O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica foi instituído em 29 de agosto de 1996, quando ocorreu o I Seminário Nacional de Lésbicas – SENALE no Brasil. A data existe para ser um marco do movimento das lésbicas no país. É um dia de celebração, mas também de discussão e reflexão sobre os estigmas, preconceitos e a lesbofobia que ainda permeiam a questão.
O SENALE surgiu da necessidade de se ter um espaço no Brasil onde a questão específica das lésbicas pudesse ser discutida de uma forma mais ampla e democrática, já que o espaço dos encontros mistos se mostrava insuficiente.
O desejo e a consciência de que era necessária a constituição de um espaço onde pudéssemos discutir nossas especificidades e articular nossa intervenção nos diversos lugares em que as lésbicas atuam como os Movimentos de Mulheres e Feministas, de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexual e Transgêneros, da saúde, de moradia, da educação, entre outros, mobilizou companheiras militantes do movimento de lésbicas para que passássemos do campo do desejo e partíssemos para a ação concreta.
Beijo gay causa briga em festa de aniversário em MS, diz polícia

Hélder Rafael Do G1 MS
Caso aconteceu no domingo (28) em Nova Andradina. PM foi acionada para conter briga, e seis foram levados à delegacia.
A Polícia Militar foi acionada na tarde de domingo (28) para conter uma briga envolvendo seis pessoas em uma festa de aniversário em Nova Andradina, a 297 quilômetros de Campo Grande. A confusão teria sido causada depois que um homem de 25 anos deu um beijo no parceiro.
De acordo com o boletim de ocorrência, alguns frequentadores pediram ao homem que parasse de beijar o parceiro, mas ele teria se negado a fazê-lo. Em seguida começou a briga. Os envolvidos foram conduzidos pela PM à 1ª Delegacia de Polícia da cidade e liberados em seguida.
O caso foi registrado como lesão corporal dolosa, além de desacato, desobediência, importunação ofensiva ao pudor e resistência. Dois homens e duas mulheres apresentaram lesões e devem fazer exames no Instituto de Medicina e Odontologia Legal. A Polícia Civil informou que irá ouvir as pessoas envolvidas e encaminhar a ocorrência ao juizado especial.
'Foi completamente gratuito', diz arquiteto agredido na Paulista

Juliana Cardilli Do G1 SP
Vítima levou pontos na cabeça e quebrou dedo após agressão em SP. Arquiteto contou que ele e amigo foram confundidos com homossexuais.
O arquiteto Bruno Chiarioni Thomé, de 33 anos, classificou na manhã desta segunda-feira (29) como “completamente gratuita” a agressão sofrida por ele e um amigo nas proximidades da Estação Consolação do Metrô de São Paulo, na Avenida Paulista, na madrugada de sábado (27). Thomé foi até a Central de Flagrantes da 1ª Delegacia Seccional, na região do Brás, Centro da cidade, onde o caso foi registrado, para oferecer representação para que os suspeitos respondam criminalmente.
Nesta tarde, ele deve ir ao Instituto Médico-Legal (IML)– o arquiteto quebrou um dedo, levou sete pontos na cabeça e está com cortes e hematomas espalhados pelo corpo. A investigação será encaminhada para o 4º Distrito Policial, na Consolação, ou para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Em seu depoimento, Thomé relatou que os agressores fizeram ofensas homofóbicas contra ele e o amigo, que haviam acabado de sair de uma casa noturna na Rua Augusta. Mesmo sem darem motivo, os dois foram confundidos com homossexuais.
“A gente deduz que era homofobia pelos xingamentos. Não havia nenhum outro motivo. Não tinha nenhuma associação com time de futebol, eles não faziam parte de nenhum grupo intolerante, nada que eles assumissem pelo menos”, afirmou o arquiteto. “A gente não tinha se encontrado antes da balada, não tinha mulher envolvida no meio. Foi do nada, completamente gratuito.”
A confusão começou nas proximidades da esquina da Rua Augusta com a Avenida Paulista, quando dois objetos foram jogados contra os dois amigos – um copo e uma pedra. A pedra acertou a cabeça do arquiteto. “Eu olhei, procurei nos lados, tinha um grupo de pessoas e eu fui na direção delas. Eu cheguei perguntando ‘o que aconteceu?’. Eles começaram a me xingar, ‘sai daqui, viadinho’. Eu falei ‘qual o motivo, por que isso?’, aí um deles abaixou para pegar a luminária, que estava no pé dele”, contou.
Thomé e o amigo foram agredidos. Ao tentar se defender da luminária, o arquiteto acabou quebrando o dedo indicador da mão direita. No meio da confusão, eles acabaram entrando na estação de Metrô e o arquiteto conseguiu reagir e tomar a luminária das mãos dos agressores. Quando os seguranças do Metrô chegaram, os suspeitos, pelo menos três duplas, fugiram. Thomé estava com a luminária na mão.

O arquiteto afirmou que ele e o amigo não estavam próximos e não tomaram nenhuma atitude que levasse os agressores a imaginar que os dois fossem gays. “É triste, é gratuito, é de uma pobreza cultural, pobreza intelectual muito grande”, afirmou. “Fiquei nervoso, mas na hora mesmo não senti medo, senti raiva. A sorte é que era uma molecada inexperiente. Não era um pessoal escolado em briga. Se fosse skinhead a gente teria se dado realmente mal.”
Thomé também contou que costuma frequentar sempre casas noturnas na região, e que nunca havia presenciado atos de violência e intolerância. “Espero que apurem os fatos, que as pessoas passem a enxergar isso como errado, não pode virar moda, escolher alguém para bater”, afirmou. Ele também disse que espera que a polícia peça imagens da estação de Metrô que possam ajudar a identificar os suspeitos.
No boletim de ocorrência registrado no sábado, não há menção a homofobia – apenas o amigo de Thomé e um rapaz de 19 anos que também se envolveu na confusão foram até a delegacia, e o amigo não havia ouvido os insultos. Após o depoimento do arquiteto nesta segunda, o caso ficou registrado como lesão corporal dolosa e injúria qualificada por racismo.
O rapaz de 19 anos foi ouvido pela polícia e disse que passava pelo local quando ocorreu a briga. Ele afirmou também ter sido agredido pelo arquiteto. Ele só deverá ser ouvido novamente após ser definido qual delegacia vai investigar o caso.
Polícia força casal de lésbicas a se separar na Indonésia
Visto no G1
Com informações da BBC
A polícia islâmica da província de Aceh, na Indonésia, obrigou um casal de lésbicas a anular seu casamento e assinar um acordo de separação.
As mulheres estavam casadas legalmente havia vários meses, porque uma delas fingiu ser homem no dia do casamento, ludibriando o clérigo islâmico que celebrou a cerimônia.
O casal foi denunciado por vizinhos que questionaram a legitimidade da união e contataram a polícia.
Depois de ser forçadas a se divorciar, as mulheres voltaram para suas famílias e permanecem sob a vigilância das autoridades encarregadas de fazer valer a lei da sharia, ou lei islâmica, no país.
Punição
O chefe da polícia religiosa local defendeu que, como punição, as duas mulheres sejam decapitadas e tenham seus corpos queimados, de acordo - segundo ele - com os princípios do islamismo.
Entretanto, a província de Aceh, a única no país que acata os preceitos da lei da sharia, não tem legislação definindo como tratar o tema da homossexualidade.
Em 2009, o Legislativo provincial aprovou a aplicação de chibatadas para homossexuais e a pena de morte por apedrejamento para adúlteros, mas o Executivo se recusou a assinar a lei.
Embora não seja vista com bons olhos, a homossexualidade é legalmente permitida na Indonésia.
Ativistas de direitos humanos dizem que as leis de Aceh violam a Constituição indonésia e incentivam o patrulhamento social e a intolerância.
Veja notícia no G1: clique aqui!
Bahia: Pai de santo relata que foi espancado por guardas ao falar que era gay
Visto na Globo.com
Suposta agressão ocorreu dentro do banheiro da Estação Pirajá. Nos últimos cinco anos, a Bahia foi o estado brasileiro que mais registrou assassinatos de homossexuais. Reportagem exibida no último dia 26/08/11 pela BATV (TV Globo Bahia)
Suposta agressão ocorreu dentro do banheiro da Estação Pirajá. Nos últimos cinco anos, a Bahia foi o estado brasileiro que mais registrou assassinatos de homossexuais. Reportagem exibida no último dia 26/08/11 pela BATV (TV Globo Bahia)
Cinema: ‘Weekend’ é apontado como uma das melhores produções gays do ano!
Visto no W3
Com temática gay, o filme "Weekend" conquistou o Prêmio do Público no SXSW Festival. É Uma história de amor pouco convencional entre dois jovens tentando fazer o sentido de suas vidas. O longa é estrelado por Tom Cullen e Chris New, com direção de Andrew Haigh.
Em uma noite de sexta-feira após uma festa com seus amigos, Russell dirige-se para um clube gay. Pouco antes de fechar, ele conhece Glen, mas o que é esperado para ser apenas uma noite torna-se algo mais, algo especial. Naquele fim de semana, em bares e quartos, se embebedando e usando drogas, contando histórias e fazendo sexo, os dois homens conhecem um ao outro. É um breve encontro que vai repercutir por toda a vida. Weekend é uma história de amor honesto e sem remorso entre dois rapazes e um filme sobre a luta universal para uma vida autêntica em todas as suas formas. É sobre a busca da identidade e a importância de fazer um compromisso apaixonado para sua vida.
Maria Berenice Dias fala sobre direito homoafetivo em entrevista para a GayTV
Maria Berenice foi entrevistada por Regina Volpato. Postado no dia 24/08 pelo canal da GayTvBrasil no Youtube
28/08/11
Duplo homicídio na Oscar Freire pode ter sido motivado por homofobia
Suspeito pelo duplo homicídio: Lucas Zanetti
Com informações do Terra e do Gay.com.br
A Polícia Civil de Sertãozinho, no interior de São Paulo, encontrou, na madrugada deste domingo (28), o carro do analista de sistemas Eugênio Bozola, 52 anos, assassinado em seu apartamento na rua Oscar Freire, zona oeste da capital paulista, juntamente com o modelo Murilo Rezende da Silva, 21 anos. O crime ocorreu na última terça-feira (23).
A Polícia Civil de Sertãozinho, no interior de São Paulo, encontrou, na madrugada deste domingo (28), o carro do analista de sistemas Eugênio Bozola, 52 anos, assassinado em seu apartamento na rua Oscar Freire, zona oeste da capital paulista, juntamente com o modelo Murilo Rezende da Silva, 21 anos. O crime ocorreu na última terça-feira (23).
As vítimas: Eugênio Bozola e Murilo Rezende
O jovem Lucas Cintra Zanetti Rosseti, 21 anos, apontado pela polícia como autor do duplo homicídio, continua foragido. Ele utilizou o carro de Eugênio na fuga. Durante a semana, a polícia afirmou que o veículo havia sido rastreado, por meio do serviço de pagamento eletrônico de pedágio.
Revelações do suspeito colhidas nas redes sociais na internet dão vazão à possibilidade do rapaz ter cometido crimes de motivação homofóbica, além demonstrar que o jovem estava deslumbrado com a capital paulista.
Segundo a polícia, o suspeito escreveu nas paredes do apartamento com sangue as inicais “CV” e “ZO” (de Comando Vermelho e Zona Oeste, respectivamente) para despistar. Ele também escreveu ofensas homofóbicas contra a vítima.
No dia 28 de julho, no seu Twitter ( @LZRosseti), Lucas postou que “eu nao sou gay, sou um espião! hahaha” e que “estou infiltrado no mundo gay!” e “ainda bem q homofobia ainda nao é crime kakaka”. E muitos tweets ele menciona gays como “andrógenos”.
No dia 14 de agosto, o suspeito escreveu “paradinha rapida em campinas pra um lanche rapido! Jaja to em Sampa!”. Segundo a polícia, essa é a data, no domingo do Dias dos pais, que o rapaz chegou ao apartamento da vítima. Na manhã deste mesmo dia, ele escreveu que “acordei com vontde de cometer um crime, o de pena mais longa!”.
Já no dia seguinte, Lucas posta sobre o dia frio em São Paulo e “to num quarto no 6 andar”, mesmo andar em que fica o apartamento da vítima.
Seus últimos tweets são na véspera do duplo homicídio, na segunda-feira, 22/08, comemorando seu aniversário.
Pelo Orkut, Eugênio Bozola adicionou Lucas em 14 de março. Há dois fatos curiosos nas comunidades que o suspeito participa no Orkut: uma é referente ao “New Civic”, coincidentemente o carro da vítima que Lucas usou para fugir de São Paulo. A outra é a comunidade “Ausência de Culpa” que tem o seguinte texto na sua descrição “Não demonstro empatia com outras pessoas. Faço minhas maldades e não sinto remorso”.
Revelações do suspeito colhidas nas redes sociais na internet dão vazão à possibilidade do rapaz ter cometido crimes de motivação homofóbica, além demonstrar que o jovem estava deslumbrado com a capital paulista.
Segundo a polícia, o suspeito escreveu nas paredes do apartamento com sangue as inicais “CV” e “ZO” (de Comando Vermelho e Zona Oeste, respectivamente) para despistar. Ele também escreveu ofensas homofóbicas contra a vítima.
No dia 28 de julho, no seu Twitter ( @LZRosseti), Lucas postou que “eu nao sou gay, sou um espião! hahaha” e que “estou infiltrado no mundo gay!” e “ainda bem q homofobia ainda nao é crime kakaka”. E muitos tweets ele menciona gays como “andrógenos”.
No dia 14 de agosto, o suspeito escreveu “paradinha rapida em campinas pra um lanche rapido! Jaja to em Sampa!”. Segundo a polícia, essa é a data, no domingo do Dias dos pais, que o rapaz chegou ao apartamento da vítima. Na manhã deste mesmo dia, ele escreveu que “acordei com vontde de cometer um crime, o de pena mais longa!”.
Já no dia seguinte, Lucas posta sobre o dia frio em São Paulo e “to num quarto no 6 andar”, mesmo andar em que fica o apartamento da vítima.
Seus últimos tweets são na véspera do duplo homicídio, na segunda-feira, 22/08, comemorando seu aniversário.
Pelo Orkut, Eugênio Bozola adicionou Lucas em 14 de março. Há dois fatos curiosos nas comunidades que o suspeito participa no Orkut: uma é referente ao “New Civic”, coincidentemente o carro da vítima que Lucas usou para fugir de São Paulo. A outra é a comunidade “Ausência de Culpa” que tem o seguinte texto na sua descrição “Não demonstro empatia com outras pessoas. Faço minhas maldades e não sinto remorso”.
Homossexuais vão escalar montanha e hastear bandeira gay, em Cuba
Visto no R7
Com informações da Agência AFP
A bandeira do arco-íris, emblema da diversidade sexual, vai tremular pela primeira vez no cimo do Pico Turquino, o mais alto de Cuba, hasteada por grupos homossexuais, que vão escalar a montanha no final de setembro, informou na última quinta-feira (25) uma entidade oficial.
Segundo o site do Centro Nacional de Educação Sexual, dirigido por Mariela Castro, filha do presidente Raúl Castro, ativistas de TransCuba, HxD (Homens pela Diversidade) e a rede de jovens universitários vão levantar pela primeira vez, no ponto mais alto de Cuba a bandeira do arco-íris.
Desde a vitória da revolução de Fidel Castro, a escalada desse pico de 1.974 m de altura, no centro de Sierra Maestra, tornou-se símbolo de firmeza e vontade política.
Uma foto histórica mostra Fidel e Raúl Castro, com fuzis para o alto e acompanhados de outros "rebeldes" no cimo da montanha, cantando o hino nacional, diante do busto do herói nacional José Martí.
A escalada partirá da cidade de Santiago de Cuba, 900 km a sudeste de Havana, no dia 25 de setembro, envolvendo "as redes sociais do Cenesex, convocadas pelo grupo de mulheres lésbicas e bissexuais Oremi".
Os homossexuais também vão visitar o Mausoléu da Segunda Frente, na mesma província, para uma homenagem ante o túmulo de Vilma Espín, esposa de Raúl Castro, que em vida ocupou a máxima liderança feminina da ilha, além de ter sido precursora da defesa da diversidade sexual em Cuba.
Veja notícia no R7: clique aqui!
Filho transexual de Cher vai dançar em programa de TV
Visto no site Ego
Chaz Bono, filho transexual da cantora Cher aceitou o convite para participar da nova temporada do programa de TV "Dancing with the Stars". "Eu faço!", disse ele, já assinando contrato com a produção.
Segundo o site TMZ, Chaz vai apresentar coreografias com uma mulher no reality show de danças, já que ele foi reconhecido como homem pela lei depois da operação de troca de sexo.
Veja nota no site Ego: clique aqui!
Hortolândia realiza o 1º casamento gay de SP
Visto no EPTV.com
O Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de Hortolândia realizou neste sábado (27) o primeiro casamento civil homossexual direto do Estado de São Paulo, segundo Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP). Até então, somente conversões de uniões estáveis em casamentos eram autorizadas pelo Poder Judiciário. A auxiliar de produção Kátia de Albuquerque, de 37 anos, e a motogirl Edneia Rodrigues de Souza, de 32, se casaram em regime de comunhão parcial de bens.
O pedido de casamento foi recebido pelo oficial Luiz Guilherme de Andrade Vieira Loureiro, que fez a publicação dos proclamas. O Ministério Público se manifestou favorável ao casamento e a decisão do juiz de Direito do Foro Distrital de Hortolândia, Comarca de Sumaré, Luiz Mario Mori Rodrigues, permitiu a celebração da cerimônia de casamento civil.
A íntegra da sentença judicial que autorizou a celebração direta do terceiro casamento homossexual do Brasil pode ser conferida no site da Assessoria de Imprensa da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP).
Veja outras fotos no site da EPTV.com: clique aqui!
27/08/11
Horror: homofóbico mata e tenta comer o fígado da vítima em Alfenas (MG)
Visto no ExpressoPB
Na manhã de quinta-feira (25) um homem foi encontrado morto dentro de sua residência no centro de Alfenas (MG) na Rua Américo Totti. Pessoas que transitaram na frente da casa, por volta das 7h00, viram sangue escorrendo na garagem e chamaram a Polícia Militar.
Os militares chegaram imediatamente ao local, arrombaram a porta e encontraram o corpo mutilado do cabeleireiro Gilvan Firmino Pereira, mais conhecido como Willians, atrás de um sofá, na sala de sua casa.
Funcionários de estabelecimentos comerciais vizinhos revelam que a vítima é natural de Recife. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu aproximadamente às 3h00, quando vizinhos disseram ter ouvido gritos.

De acordo com o Cabo Nelson, responsável pela ocorrência, após o levantamento das características, Fernando Alves, de 20 anos, foi localizado e detido ainda pela manhã, menos de meia hora após a polícia ser acionada, portando duas facas em uma Kitnet próxima ao Hospital Universitário Alzira Vellano. Ao ser preso, o assassino confessou o crime.
Durante a coletiva de imprensa que ocorreu nesta tarde (quinta-feira, 25) na Delegacia de Alfenas, Fernando revelou que além de retaliar o corpo, retirou o fígado da vítima e assou em uma sanduicheira elétrica para comer. “Estava sem sal, a carne era ruim então dei para o cachorro”, revela sem esboçar arrependimento.
Após a coletiva foi realizada a reconstituição do crime onde o assassino revelou os mínimos detalhes de como o crime aconteceu. No local, representantes do Movimento Gay de Alfenas, manifestavam contra homofobia. André Novais, representante do movimento, pede que a justiça seja feita e parabeniza a polícia pela rápida ação ao prender o autor. Ele lembra o caso que ocorreu em Campos Gerais este ano, quando a travesti Paulinha foi assassinada com 31 facadas. ” Diferente daqui, em Campos Gerais o assassino ainda está perambulando nas ruas”, diz. André alerta as autoridades quanto ao aumentando da violência contra homossexuais não só em grandes cidades, mas também no interior.

Segundo o delegado Leonardo Bueno Procópio, encarregado pelo caso, a vítima acolhia o assassino em sua casa para usar drogas. Neste dia Fernando foi despejado e procurou abrigo na casa de Gilvan, ele chegou a levar alguns de seus pertences e seu cachorro.
O delegado revela que primeiro a vítima tentou ter relações com o autor que se recusou. Em seguida eles foram comer em uma lanchonete das proximidades, Fernando voltou na frente e esperou Gilvan com a faca na cintura. Quando este chegou a sua residência houve uma segunda tentativa de assédio. Neste momento dois conhecidos do assassino, Fábio Silva de 31 anos e Ricardo Bressane Neves de 20 anos, foram até a porta da residência em uma motocicleta que ficou estacionada pouco abaixo da garagem.
Ricardo, que pilotava a motocicleta, disse ter ido até o local atendendo um chamado de Fernando e afirma ter descido do veículo se dirigindo até o portão onde viu o início da discussão e a primeira facada,deferida no peito da vítima, que ocorreu na garagem da casa. Assustado, o rapaz subiu na moto e foi embora. Fábio Silva teria ficado na garupa da moto e disse não ter visto o crime. Ao esfaquear Gilvan, Fernando acabou se ferindo na mão esquerda.
Na seqüência do crime, a vítima tentou subir as escadas para pedir socorro aos moradores do andar de cima, mas foi esfaqueado pelas costas e depois atirado ao chão onde levou um chute na cabeça e veio a falecer.
Fernando arrastou o corpo para dentro e se encarregou de limpar o sangue da garagem. Das 03h30min até o amanhecer Fernando revela que ficou retalhando o corpo de Gilvan. A ponta do nariz foi cortada, a boca desfigurada, inúmeros cortes pelo braços.
Durante a reconstituição, Fernando disse que arrancou o pênis e o colocou na boca da própria vítima, os testículos foram atirados ao cachorro. “Ele queria me chupar, ele que chupe ele mesmo”, disse Fernando sem esboçar qualquer arrependimento. Ele também abriu a barriga da vítima e arrancou as entranhas com as próprias mãos, chegando a assar o fígado numa sanduicheira e tentou comer, contudo acabou jogando para o cachorro. Fernando chegou a jogar um líquido inflamável no corpo, no entanto desistiu de atear fogo.

Fernando ainda revela ter tingido a vítima com tinta para cabelos e descarregado um extintor de fogo dentro do corpo. Ao amanhecer o assassino foi até a padaria ao lado da residencia e tentou comprar pão e cigarros na conto da vítima. Ele então voltou para dentro da casa fez café e tomou tranquilamente diante do corpo mutilado. Antes de sair da cena do crime o assassino ainda pisou na cabeça da vítima o que resultou no esmagamento do crânio.
Segundo amigos de Fernando, que é natural de Alfenas, ele era de boa família, ganhava um bom salário como garçom e após o envolvimento com o crack sua vida desmoronou. Fernando aguardará o julgamento em regime fechado e segundo o delegado Leonardo Bueno, responderá por homicídio triplamente qualificado.

Veja notícia e outras fotos no ExpressoPB: clique aqui!
Campanha "BR - 100 FOBIA" convoca LGBTs e aliados ao combate da homofobia
Visto no QueerMagazine
Indicação de @queerbrasilA campanha BR-100 FOBIA (Brasil Sem Homofobia) é uma iniciativa LGBT, sem fins lucrativos cujo objetivo principal é a conscientização da população brasileira sobre a importância do incentivo à luta contra a intolerância a homossexuais no país, principal causa do ódio que provoca a morte de mais de 260 homossexuais no Brasil todos os anos.Aproveitando o debate nacional atual sobre a criminalização da homofobia, é uma grande oportunidade para todos os brasileiros que querem contribuir e apoiar a causa solidariamente.
De maneira divertida e descontraída, a BR-100 FOBIA incentiva a participação da população por meio de fotografias, dando liberdade a seus participantes e contribuintes para usarem sua criatividade na elaboração de suas fotos, mantendo apenas os critérios indispensáveis que sustentam o conceito desta campanha, devendo aparecer em evidência o emblema BR-100 FOBIA (alternando entre as cores preta e vermelha, como exemplificado nas imagens já presentes no site), sem nudez ou insinuações eróticas.
Esta campanha deve causar grande impacto no país, sendo esta a única maneira de obter respostas, como um veículo de combate à intolerância a todos os tipos de diversidade atualmente em discussão, sejam elas de sexualidade, gênero ou etnia.Assim, o apoio de todos na luta contra a homofobia no Brasil ganha notoriedade, estimulando ainda mais a discussão do assunto entre os brasileiros e levando-os a compreender e respeitar as diferenças entre todos os membros da sociedade.
Veja regulamento e modo de participação no site QueerMagazine: CLIQUE AQUI!
Comportamento homossexual em insetos é mais comum do que se pensava
Visto no HypeScience
Se você é um daqueles que acha que homossexualidade é antinatural, talvez seja hora de dar uma repensada. Pesquisadores descobriram uma frequência surpreendente de comportamentos homossexuais entre os insetos.
Qiao Wang da Universidade Massey, na Nova Zelândia, e seus colegas descobriram que os besouros machos reagiam de maneira semelhante a machos e fêmeas quando os encontravam pela primeira vez em uma planta: tentando copular.
Depois de “montar” um outro besouro do sexo masculino, o inseto se envolvia em uma sondagem bastante complicada e demorada com seu abdômen, até que pudesse tocar um pequeno segmento do abdômen do besouro debaixo dele; é apenas nesse ponto que o inseto podia determinar se tinha montado um macho ou uma fêmea.
Eventualmente, o besouro desengatava de um indivíduo que acabou se
ndo outro macho, mas Wang sugeriu que “os machos podem desperdiçar bastante tempo durante sua vida reprodutiva”. Hum…
“Acho que faz sentido que eles fiquem confusos, é meio difícil dizer a diferença entre machos e fêmeas simplesmente olhando para os insetos. Mas errar o sexo de um parceiro em potencial não é responsável por todo o sexo gay dos insetos, no entanto”, explica Wang.
Confusão de identidade não parece ser o que está acontecendo em uma pequena mosca que vive perto das águas dos canais ingleses. Machos vagam na superfície das folhas, atacando qualquer coisa que remotamente se assemelhe a uma fêmea (e algumas coisas que não, tais como manchas cinzentas sobre as plantas, ou moscas de outras espécies).
Se você é um daqueles que acha que homossexualidade é antinatural, talvez seja hora de dar uma repensada. Pesquisadores descobriram uma frequência surpreendente de comportamentos homossexuais entre os insetos.
Qiao Wang da Universidade Massey, na Nova Zelândia, e seus colegas descobriram que os besouros machos reagiam de maneira semelhante a machos e fêmeas quando os encontravam pela primeira vez em uma planta: tentando copular.
Depois de “montar” um outro besouro do sexo masculino, o inseto se envolvia em uma sondagem bastante complicada e demorada com seu abdômen, até que pudesse tocar um pequeno segmento do abdômen do besouro debaixo dele; é apenas nesse ponto que o inseto podia determinar se tinha montado um macho ou uma fêmea.
Eventualmente, o besouro desengatava de um indivíduo que acabou se
ndo outro macho, mas Wang sugeriu que “os machos podem desperdiçar bastante tempo durante sua vida reprodutiva”. Hum…
“Acho que faz sentido que eles fiquem confusos, é meio difícil dizer a diferença entre machos e fêmeas simplesmente olhando para os insetos. Mas errar o sexo de um parceiro em potencial não é responsável por todo o sexo gay dos insetos, no entanto”, explica Wang.
Confusão de identidade não parece ser o que está acontecendo em uma pequena mosca que vive perto das águas dos canais ingleses. Machos vagam na superfície das folhas, atacando qualquer coisa que remotamente se assemelhe a uma fêmea (e algumas coisas que não, tais como manchas cinzentas sobre as plantas, ou moscas de outras espécies).
Depois que ele consegue montar uma fêmea, o par embarca em um ritual de acasalamento elaborado, para frente e para trás por até 15 minutos. Uma fêmea que não quer cooperar rapidamente coloca um fim a esta atividade, caso em que os machos partem sem incomodá-la mais.
Às vezes, porém, um macho monta outro macho, e nestes casos o indivíduo montado resiste vigorosamente à montagem, mas o macho agarra as suas costas como se fosse um cavalo.
Os pesquisadores citam ainda outros insetos que se engajam em comportamentos homossexuais, devido a uma mutação em seus cérebros que faz com que se sintam atraídos por indivíduos do mesmo sexo.
E em algumas espécies de insetos, os machos acasalam com outros do sexo masculino e, em seguida, correm acasalar com uma fêmea. Se eles fossem humanos, iríamos achar que eles estavam tentando esconder algo atrás do armário, não?
Veja notícia no HypeScience: clique aqui!
Cyndi Lauper abre abrigo para jovens gays em Nova Iorque
Visto no site do MultiShow
Uma das artistas mais engajadas na luta pelos direitos homossexuais, Cyndi Lauper irá abrir em Nova Iorque um abrigo para jovens GLBT sem casa. Com nome de um dos hits da cantora, o True Colors Residence é composto de 30 leitos, além de espaços de convivência.
A ideia do True Colors Residence surgiu depois de Cyndi descobrir que mais de 40% da população jovem desabrigada era GLBT. "Há relatório perturbadores que mostram que esses jovens enfrentam muita discriminação e agressões físicas nos poucos espaços que poderiam ajudar", disse a cantora, que coordenará a instituição junto com sua empresária, Lisa Barbaris.
No abrigo, os jovens receberão ajuda para conseguir emprego e pagarão aluguel de acordo com o que estiverem recebendo. "Nossa principal meta é dar segurança física e emocional e um ambiente que ajude os nossos jovens a ser felizes e bem sucedidos", comentou a Cyndi.
Veja notícia no site do MultiShow: clique aqui!
Estudo reforça a existência do desejo bissexual
Visto no Diário de Pernambuco
Com informações da agência O Globo
Pesquisadores da Northwestern University encontraram evidências científicas de que alguns homens que se identificam como bissexuais são, de fato, sexualmente excitados por homens e mulheres
A constatação não é surpresa para bissexuais, que, há muito tempo, afirmam que a atração erótica, muitas vezes, não se limita a um sexo. Mas por muitos anos a questão da bissexualidade tem intrigado cientistas. Um estudo amplamente divulgado, publicado em 2005, também feito por pesquisadores da Northwestern University, relatou que "em relação à excitação sexual e atração erótica, a bissexualidade masculina existe e pode ser comprovada."
Mas o estudo pareceu também apoiar o estereótipo de homens bissexuais como homossexuais enrustidos. Agora, num novo estudo, publicado online na revista Biological Psychology, os pesquisadores tiveram critérios mais rigorosos de selecção dos participantes. Para melhorar suas chances de encontrar homens estimulados por mulheres, assim como homens estimulados por homens, os pesquisadores recrutaram sujeitos de espaços on-line especificamente dedicados a promover encontros entre bissexuais.
Os pesquisadores também exigiram que os participantes tivessem experiências sexuais com pelo menos duas pessoas de cada sexo e um relacionamento romântico de no mínimo três meses com pelo menos uma pessoa de cada sexo.
No estudo de 2005, por outro lado, os homens foram recrutados através de anúncios em publicações gays e alternativas e foram identificados como heterossexuais, bissexuais ou homossexuais, critério baseado em respostas a um questionário padrão.
Em ambos os estudos, os homens assistiram vídeos eróticos feitos para homens e mulheres, mostrando intimidade com ambos os sexos, enquanto sensores genitais monitoravam suas respostas em termos de ereção. Enquanto o primeiro estudo relatou que os bissexuais geralmente tinham reações físicas que se assemelhavam às de homossexuais em suas respostas, o novo estudo encontrou os homens bissexuais que responderam fisicamente aos dois tipos de vídeos, masculinos e femininos. Já os homens gays e heterossexuais que participaram do estudo não apresentaram a mesma resposta física, independentemente do vídeo exibido.
Ambos os estudos também descobriram que os bissexuais relataram excitação subjetiva para ambos os sexos, não obstante as suas respostas genitais.
"Alguém que é bissexual pode dizer, ′Bem, não posso acreditar`", comentou Allen Rosenthal, o principal autor do estudo da Northwestern University, estudante de doutorado em psicologia na universidade. — Mas esta será a resposta a muitos homens bissexuais que tinham ouvido falar sobre o trabalho anterior e que sentiram que os cientistas não os estavam reconhecendo.
O estudo da Northwestern é o segundo publicado este ano para relatar um padrão distinto de excitação sexual entre os homens bissexuais. Em março, um estudo na revista Archives of Sexual Behavior relatou os resultados de uma abordagem diferente para a questão. Como no estudo de Northwestern, os pesquisadores mostraram aos participantes vídeos eróticos de dois homens e duas mulheres. Os participantes foram também monitorados genitalmente, assim como sua excitação subjetiva. Os vídeos também incluíram cenas de relações sexuais entre homens, assim como entre uma mulher e outro homem,.
Os pesquisadores Jerome Cerny, professor de psicologia aposentada da Indiana State University, e Erick Janssen, cientista sênior do Instituto Kinsey descobriram que os homens bissexuais eram mais suscetíveis do que os heterossexuais ou gays a experimentar excitação tanto genital e quanto subjetiva, enquanto assistiam esses vídeos.
A Dra. Lisa Diamond, professora de psicologia da Universidade de Utah e especialista em orientação sexual, disse que os dois novos estudos, em conjunto, representaram um passo significativo para demonstrar que os bissexuais têm padrões de excitação específica.
"Entrevistei um monte de pessoas sobre como é desanimador quando seus próprios familiares acham que eles estão confusos ou passando por uma fase ruim ou em negação de sua condição sexual", disse ela. "Estas linhas convergentes de evidências, usando diferentes métodos e estímulos dá-nos a confiança científica para dizer que a condição bissexual é algo real".
Os novos estudos são relativamente pequenos em tamanho, tornando-se difícil traçar generalidades, especialmente desde que os homens bissexuais podem ter níveis variados de atração sexual, romântico e emocional para os parceiros de ambos os sexos.
Os estudos não revelam nada sobre os padrões de excitação entre as mulheres bissexuais. O estudo incluiu 100 homens selecionados pela Northwestern, estritamente divididos entre bissexuais, heterossexuais e homossexuais. O estudo feito por Archives of Sexual Behavior incluiu 59 participantes, entre eles 13 bissexuais confessadamente.
O novo estudo da Northwestern foi financiado em parte pelo Instituto Americano de Bissexualidade, um grupo que promove pesquisa e educação sobre bissexualidade. Ainda assim, defensores expressam sentimentos mistos sobre a pesquisa.
Jim Larsen, 53 anos, presidente do Projeto de Organização Bissexual, grupo de defesa baseado em Minnesota, disse que as descobertas poderiam ajudar bissexuais ainda estão lutando para aceitar a si mesmos.
"É ótimo que os cientistas publiquem a afirmação que a bissexualidade existe. Tendo dito isso, eles estão provando o que nós, na comunidade, já conhecemos. Eu acho que é lamentável que alguém duvide de um indivíduo que diz: `Isto é o que eu sou e quem eu sou`."
Ellyn Ruthstrom, presidente do Centro de Recursos Bissexuais em Boston, repetiu desconforto Larsen.
"Assim é a sexualidade e são as relações de estimulação sexual. Os pesquisadores querem enquadrar a atração bissexual em uma pequena categoria", você tem que ser exatamente o mesmo, atraído por homens e mulheres, e então você é bissexual. Isso é um absurdo. O que eu amo é que as pessoas expressam sua bissexualidade em tantas maneiras diferentes.
Apesar de seu louvor ao cuidado com a nova pesquisa, Dr. Diamond também observou que o tipo de excitação sexual testada nos estudos é apenas um elemento de orientação sexual e de identidade. E simplesmente interpretar os resultados sobre a excitação sexual é complicado porque o monitoramento da resposta genital para imagens eróticas em um ambiente de laboratório não pode replicar uma real interação humana, acrescentou.
"A excitação sexual é uma coisa muito complicada. O fenômeno real no dia-a-dia é extremamente confuso e multifatorial"...
Veja notícia no Diário de Pernambuco: clique aqui!
Com informações da agência O Globo
Pesquisadores da Northwestern University encontraram evidências científicas de que alguns homens que se identificam como bissexuais são, de fato, sexualmente excitados por homens e mulheres
A constatação não é surpresa para bissexuais, que, há muito tempo, afirmam que a atração erótica, muitas vezes, não se limita a um sexo. Mas por muitos anos a questão da bissexualidade tem intrigado cientistas. Um estudo amplamente divulgado, publicado em 2005, também feito por pesquisadores da Northwestern University, relatou que "em relação à excitação sexual e atração erótica, a bissexualidade masculina existe e pode ser comprovada."
Mas o estudo pareceu também apoiar o estereótipo de homens bissexuais como homossexuais enrustidos. Agora, num novo estudo, publicado online na revista Biological Psychology, os pesquisadores tiveram critérios mais rigorosos de selecção dos participantes. Para melhorar suas chances de encontrar homens estimulados por mulheres, assim como homens estimulados por homens, os pesquisadores recrutaram sujeitos de espaços on-line especificamente dedicados a promover encontros entre bissexuais.
Os pesquisadores também exigiram que os participantes tivessem experiências sexuais com pelo menos duas pessoas de cada sexo e um relacionamento romântico de no mínimo três meses com pelo menos uma pessoa de cada sexo.
No estudo de 2005, por outro lado, os homens foram recrutados através de anúncios em publicações gays e alternativas e foram identificados como heterossexuais, bissexuais ou homossexuais, critério baseado em respostas a um questionário padrão.
Em ambos os estudos, os homens assistiram vídeos eróticos feitos para homens e mulheres, mostrando intimidade com ambos os sexos, enquanto sensores genitais monitoravam suas respostas em termos de ereção. Enquanto o primeiro estudo relatou que os bissexuais geralmente tinham reações físicas que se assemelhavam às de homossexuais em suas respostas, o novo estudo encontrou os homens bissexuais que responderam fisicamente aos dois tipos de vídeos, masculinos e femininos. Já os homens gays e heterossexuais que participaram do estudo não apresentaram a mesma resposta física, independentemente do vídeo exibido.
Ambos os estudos também descobriram que os bissexuais relataram excitação subjetiva para ambos os sexos, não obstante as suas respostas genitais.
"Alguém que é bissexual pode dizer, ′Bem, não posso acreditar`", comentou Allen Rosenthal, o principal autor do estudo da Northwestern University, estudante de doutorado em psicologia na universidade. — Mas esta será a resposta a muitos homens bissexuais que tinham ouvido falar sobre o trabalho anterior e que sentiram que os cientistas não os estavam reconhecendo.
O estudo da Northwestern é o segundo publicado este ano para relatar um padrão distinto de excitação sexual entre os homens bissexuais. Em março, um estudo na revista Archives of Sexual Behavior relatou os resultados de uma abordagem diferente para a questão. Como no estudo de Northwestern, os pesquisadores mostraram aos participantes vídeos eróticos de dois homens e duas mulheres. Os participantes foram também monitorados genitalmente, assim como sua excitação subjetiva. Os vídeos também incluíram cenas de relações sexuais entre homens, assim como entre uma mulher e outro homem,.
Os pesquisadores Jerome Cerny, professor de psicologia aposentada da Indiana State University, e Erick Janssen, cientista sênior do Instituto Kinsey descobriram que os homens bissexuais eram mais suscetíveis do que os heterossexuais ou gays a experimentar excitação tanto genital e quanto subjetiva, enquanto assistiam esses vídeos.
A Dra. Lisa Diamond, professora de psicologia da Universidade de Utah e especialista em orientação sexual, disse que os dois novos estudos, em conjunto, representaram um passo significativo para demonstrar que os bissexuais têm padrões de excitação específica.
"Entrevistei um monte de pessoas sobre como é desanimador quando seus próprios familiares acham que eles estão confusos ou passando por uma fase ruim ou em negação de sua condição sexual", disse ela. "Estas linhas convergentes de evidências, usando diferentes métodos e estímulos dá-nos a confiança científica para dizer que a condição bissexual é algo real".
Os novos estudos são relativamente pequenos em tamanho, tornando-se difícil traçar generalidades, especialmente desde que os homens bissexuais podem ter níveis variados de atração sexual, romântico e emocional para os parceiros de ambos os sexos.
Os estudos não revelam nada sobre os padrões de excitação entre as mulheres bissexuais. O estudo incluiu 100 homens selecionados pela Northwestern, estritamente divididos entre bissexuais, heterossexuais e homossexuais. O estudo feito por Archives of Sexual Behavior incluiu 59 participantes, entre eles 13 bissexuais confessadamente.
O novo estudo da Northwestern foi financiado em parte pelo Instituto Americano de Bissexualidade, um grupo que promove pesquisa e educação sobre bissexualidade. Ainda assim, defensores expressam sentimentos mistos sobre a pesquisa.
Jim Larsen, 53 anos, presidente do Projeto de Organização Bissexual, grupo de defesa baseado em Minnesota, disse que as descobertas poderiam ajudar bissexuais ainda estão lutando para aceitar a si mesmos.
"É ótimo que os cientistas publiquem a afirmação que a bissexualidade existe. Tendo dito isso, eles estão provando o que nós, na comunidade, já conhecemos. Eu acho que é lamentável que alguém duvide de um indivíduo que diz: `Isto é o que eu sou e quem eu sou`."
Ellyn Ruthstrom, presidente do Centro de Recursos Bissexuais em Boston, repetiu desconforto Larsen.
"Assim é a sexualidade e são as relações de estimulação sexual. Os pesquisadores querem enquadrar a atração bissexual em uma pequena categoria", você tem que ser exatamente o mesmo, atraído por homens e mulheres, e então você é bissexual. Isso é um absurdo. O que eu amo é que as pessoas expressam sua bissexualidade em tantas maneiras diferentes.
Apesar de seu louvor ao cuidado com a nova pesquisa, Dr. Diamond também observou que o tipo de excitação sexual testada nos estudos é apenas um elemento de orientação sexual e de identidade. E simplesmente interpretar os resultados sobre a excitação sexual é complicado porque o monitoramento da resposta genital para imagens eróticas em um ambiente de laboratório não pode replicar uma real interação humana, acrescentou.
"A excitação sexual é uma coisa muito complicada. O fenômeno real no dia-a-dia é extremamente confuso e multifatorial"...
Veja notícia no Diário de Pernambuco: clique aqui!
26/08/11
Peças publicitárias focam o combate à homofobia na 10º Parada Gay da Bahia
Visto no site do Grupo Gay da Bahia
Começa a partir de hoje uma campanha de massa convocando gays, lésbicas, travestis, transexuais e simpatizantes culturais da Bahia a uma verdadeira cruzada contra a homofobia. Duas peças de impacto entram em circulação nesse final de semana e segue até o dia da 10º Parada Gay da Bahia, 11 de setembro. São elas, outdoors da campanha que mostra a imagem de um homossexual masculino com a marca de agressão no rosto, um soco no olho com hematomas. Na peça publicitária criada pela agência Propeg da Bahia aparece escrito os dizeres. Ser gay não é estranho. Estranha é a homofobia.
Como suporte as duas peças maiores a 10º Parada Gay da Bahia contará com peças menores, como cartazes e folhetos que tem a finalidade de convidar o povo para a Caminhada e transmitir informações sobre o combate a homofobia que na opinião do Grupo Gay da Bahia é uma verdadeira praga do século.
“É muito difícil mudar comportamentos históricos, mas acreditamos que a informação correta e a educação libertadora têm poder de transformar, homofobicos em aliados” acredita o antropólogo Luiz Mott, fundador do GGB e decano do movimento no Brasil.
Já a propaganda para a televisão que será vinculada através das emissoras locais apresenta vídeo dramático de um pai lamentando que o filho dele é homofobico, têm ódio e motivado por esse ódio agride e mata homossexuais. A criação da agência buscou trabalhar com o imaginário invertido popular do possível “desgosto” e desapontamento quando pai ou mãe acabam descobrindo que tem um filho gay ou filha lésbica. Na opinião do GGB a homossexualidade não é algo que desabone a conduta de uma pessoa. É algo que faz parte de sua identidade, sua cultura e seu modo de ver a vida. Gays, lésbicas e pessoas trans não são diferentes que os heterossexuais e tem todas as mesmas habilidades intelectuais e profissionais quando provocadas. A entidade defende que 10% da população brasileira é formada de homossexuais por isso ser gay ou lésbica não é estranho, melhor, não deveria ser considerado como estranho, sim a homofobia que é estranha transformando-se numa epidemia de ódio que matou mais de 260 LGBT no Brasil em 2010.
O Grupo Gay da Bahia (GGB),divulgou em janeiro deste ano um relatório anual de assassinato de homossexuais no Brasil em 2010. Foram documentados 260 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil no ano passado, 62 a mais que em 2009 (198 mortes), um aumento 113% nos últimos cinco anos (122 em 2007). Dentre os mortos, 140 gays (54%), 110 travestis (42%) e 10 lésbicas (4%). O Brasil confirma sua posição de campeão mundial de assassinatos de homossexuais: nos Estados Unidos, com 100 milhões a mais de habitantes que nosso país, foram registrados 14 assassinatos de travestis em 2010, enquanto no Brasil, foram 110 homicídios. O risco de um homossexual ser assassinado no Brasil é 785% maior que nos Estados Unidos. Neste ano o GGB outorgou o troféu Pau de Sebo ao Deputado Jair Bolsonaro na condição de maior inimigo dos homossexuais do Brasil, considerando que sua cruzada antigay estimula a prática de crimes homofóbicos.
A Bahia pelo segundo ano consecutivo lidera essa lista macabra: 29 homicídios, seguida de Alagoas, com 24 mortes, Rio de Janeiro e São Paulo com 23 cada. Rio Grande do Norte e Roraima registraram apenas um assassinato cada. Se relacionarmos a população total dos estados com o número de LGBT assassinados, Alagoas repete a mesma tendência dos últimos anos: é o Estado que oferece maior risco de morte para os homossexuais, cujo número de vítimas ultrapassa o total de todos os estados juntos da região Norte do país. Maceió igualmente é a capital onde mais gays são assassinados: com menos de um milhão de habitantes, registrou 9 homocídios, contra 8 em Salvador (3 milhões) , 7 no Rio de Janeiro (6 milhões) e surpreendentemente, 3 mortes na cidade de São Paulo, com 10 milhões de habitantes. O combate a homofobia deve ser uma ação de cada um, dos homossexuais, da sociedade e os órgãos públicos ao exemplo do Governo da Bahia que tem buscado empenho para expulsar essa praga para bem longe da Bahia de Maria Quitéria, Jorge Amado e de todos nós.
A 10º Parada Gay da Bahia acontece no dia 11 de setembro e tem concentração a partir das 11hs no Campo Grande Centro de Salvador. A previsão de final do evento é para as 21h. É uma realização do GGB e tem como apoio, Governo da Bahia através da Secretaria de Turismo, Bahiatursa, Secretaria de Cultura e da Prefeitura de Salvador.
Assista ao vídeo produzido para a TV:
Veja notícia no site do GGB: clique aqui!
Fortaleza prepara mutirão para união estável de gays
Visto no Diário do Grande ABC
A Prefeitura de Fortaleza e a Defensoria Pública do Estado do Ceará vão realizar, na semana que vem, um mutirão para a união estável de homossexuais. O mutirão será realizado no dia 31, no Parque da Liberdade, durante a Quarta Cultural LGBT, evento da Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza em prol dos direitos e da visibilidade de homossexuais.
O cadastramento dos casais interessados em participar já está disponível e será realizado até segunda-feira, no Centro de Referência LGBT Janaína Dutra, na própria cidade, de acordo com informações da prefeitura. Para o cadastro, os indivíduos devem apresentar cópias de documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de endereço) e documentos que comprovem a união estável, como fotos do casal.
Durante o evento, que faz alusão ao Dia da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto, a Defensoria Pública também estará à disposição para prestar orientações sobre direitos humanos associados à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e travestis (LGBT).
Veja notícia no Diário do Grande ABC: clique aqui!
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