31/12/11

Um 2012 maravilhoso para todos nós! Diversidade, alegria e paz!

Curta Legendado: “Le Marais”

Dirigido por Gus Van Sant, “Le Marais” é um curta metragem que integra o filme “Paris, eu te amo”, uma coletânea de histórias que trazem os diversos bairros da capital francesa como cenários. Neste conto, conhecemos a história (o primeiro contato) de dois personagens gays: Gaspard e Elias. Assista o vídeo já legendado pelo IntercineGay:

 

Travesti quer se candidatar a vereadora na cota feminina do PT


Visto no O Globo -

SÃO PAULO - A travesti Andrielly Vogue é oficialmente pré-candidata a Câmara Municipal de Curitiba pelo PT. Andrielly foi candidata em 2008 e tentou se candidatar para a Assembleia Legislativa em 2010, quando acabou ficando de fora da lista de candidatos por decisão do partido, o PT. - Fiquei muito decepcionada – disse ela, que cogitou deixar a legenda.

Sua madrinha política é a ministra Gleisi Hoffmann que lhe abriu as portas da convenção dos pré-candidatos petistas. A travesti quer concorrer na cota feminina - a lei exige que pelo menos 30% dos candidatos de um partido a uma eleição proporcional sejam mulheres - e diz que já frequenta a Câmara diariamente.

O GLOBO - Pretende se candidatar à Câmara?

ANDRIELLY - Já me sinto uma pré-candidata a vereadora e dentro da Casa Legislativa me sinto a vereadora. Tive alguns problemas dentro do cinema que eu gosto de frequentar. Disseram para a polícia que eu ia bêbada e drogada, o que não é verdade. Não uso nada disso. Os vereadores aqui me apoiaram nisso. Eu fico aqui na Câmara na parte da manhã e atendo o povo. Perco dinheiro sabia? Porque fico aqui sem ganhar nada.

O GLOBO - Você vai se candidatar na cota feminina do PT?

ANDRIELLY - Sim. Esse é um desejo meu, um direito. Em 2008, fui candidata a vereadora. Em 2010, queria me candidatar para a Assembleia Legislativa. O partido me registrou como José Adriano Elias (nome de registro de Andrielly) e, além de tudo, veio ordem da direção nacional para abrir espaço para os outros partidos da coligação. Acabei ficado de fora. Fiquei muito decepcionada com o partido e cheguei a ir pra Justiça. Cheguei para o presidente do PT no Paraná (o deputado estadual Ênio Verri) e perguntei se ele queria que eu deixasse o partido. Ele disse que não. Que eu deveria ficar. Aí fomos nos entendendo. Agora quem me ajudou muito foi a doutora Gleisi (Gleisi Hoffman, ministra-chefe da Casa Civil). Ela conquistou a executiva estadual e me garantiu no encontro dos pré-candidatos do PT. Ela me ajudou muito.

O GLOBO - No que mais a ministra te ajudou?

ANDRIELLY - Eu 2009, eu fui na escola de governo, convidada pelo ex-governador Roberto Requião (hoje senador pelo PMDB). Na época, tinha levado um tiro na perna, mas ninguém de lá me ajudou e estavam todos os secretários. Quem me ajudou foi a Gleisi. É uma mulher de caráter.

O GLOBO - Como será sua campanha?

ANDRIELLY - Barata e humilde. Quero trabalhar com as minorias marginalizadas, como usuários de drogas, travestis e portadores do vírus HIV.

Veja entrevista no O Globo: clique aqui!

Trilha Especial: Bearforce1 - "Shake that thing"

30/12/11

Não se deixe levar pelo preconceito! Viva!

Um belíssimo vídeo sobre a importância de ter forças para superar o preconceito! Arquivo postado e legendado pela equipe do IntercineGay!

Os comerciais LGBT da empresa fundada por um ex-partidário do Nazismo


Por Élio Farias / Equipe Homorrealidade -

A IKEA, uma das maiores companhias do mundo na fabricação e venda de móveis domésticos, tem chamado a atenção do público gay por algumas de suas campanhas comerciais. Vez e outra, a empresa utiliza referências LGBT para evidenciar sua marca em vários países do mundo. A mais recente foi veiculada neste fim de ano em Portugal. Nela, um casal de homens gays fala do convívio familiar equanto todos preparam uma ceia.



Comercilal em Portugal: “A Felicidade vem de Dentro de Casa” /2011

Com esse tipo de publicidade, a IKEA poderia ser um exemplo inquestionável de apoio ao movimento LGBT não fosse um aspecto contraditório de sua história. Criada em 1943, a companhia foi fundada pelo jovem empresário Ingvar Kamprad, um militante do partido nazista sueco e amigo de longa data de um líder fascista europeu.

Como todos sabem, o nazismo foi a ideologia política que, entre outras atrocidades, gerou a morte de milhares de homossexuais, especialmente no período de 1933 e 1945. Para a ideologia nazista, a homossexualidade era incompatível com o Nacional Socialismo por não permitir a reprodução e, consequentemente, a perpetuação da chamada “raça superior”. Isso provocou as repressões e assassinatos Europa a fora.


Comercial Ikea: Desentendimentos de um casal 



Comercial Francês: rotina de uma trans

Kamprad, com apenas 16 anos, já era membro do “Novo Movimento Sueco”, uma espécie de partido pró-nazista em seu país. Aos 17, fundava a IKEA e, dois anos depois, aos 19, já financiava o movimento com doações em dinheiro, além de recrutar novos membros para a ideologia. O envolvimento do empresário com o nazismo só terminou em meados da década de 50, cinco anos após o suicídio de Hitler e o fim da Segunda Guerra na Europa.

Foto de catálogo IKEA na Alemanhã e Áustria / 2010

Justamente por esse histórico, é de surpreender que a IKEA, ainda sob influência de seu fundador (hoje com 85 anos), tenha resolvido aliar sua marca ao universo LGBT. Depois de décadas de reflexão, talvez o empresário tenha revisto seus conceitos sobre os homossexuais (se é que os tinha) e, por isso, não tenha impedido as campanhas. Mas seria essa autorização um pedido de desculpas idireto de Kamprad? Ou apenas uma adequação da empresa a essas novas demandas do mercado?



Comercial na Alemanha e Áustria : “Triangulo Bi” /2010

A filiação de Kamprad ao pró-nazismo não foi conhecida do grande público até 1994, quando tudo veio à tona, afetando a imagem do empresário que já era um dos homens mais ricos e admirados da Suécia. Após a revelação, Kamprad desculpou-se em várias ocasiões e chegou a mandar uma carta de esclarecimento a todos os empregados do grupo IKEA. Tendo lojas em mais de 35 países, a companhia já empregava milhares de pessoas ao redor do mundo, o que aumentava em muito o número de simpatizantes do empresário. No pedido de desculpas, Kamprad admitiu sua relação com a ideologia nazi, chamando-a de “pecado juvenil” e classificando seu apoio ao movimento como o maior erro da sua vida. 



Comercial Ikea: Ele só pode ser gay!

Poucos dias após a denúncia, a Fundação Ikea, criada por Ingvar Kamprad, doou US$ 62 milhões para ajudar as vítimas da seca e da fome na África. Segundo o órgão das Nações Unidas que intermediou a ajuda, essa foi a maior doação privada para a região em 60 anos. Anos depois também começaram as campanhas da IKEA com referências aos LGBTs. Coincidência ou não?

Anúncio na Itália: “Estamos abertos para todas as famílias” /2011

Detalhes da relação do empresário com o pró-nazismo sueco foram publicadas em detalhes no livro “And in Wienerwald the trees remain” da jornalista Elisabeth Asbrink. Lançado recentemente na Suécia, o livro ainda não foi traduzido para o português.

 

Claro que os humoristas não deixariam essa história por menos...

Militar que assumiu relação gay pede aposentadoria do Exército


Visto no G1 -

O segundo-sargento Laci Marinho de Araújo, 39 anos, que ficou conhecido por ter assumido a condição de homossexual e por manter uma relação estável de 13 anos com outro militar, ingressou nesta quinta-feira (29) com pedido de aposentadoria do Exército. Araújo deu entrada no pedido com base em uma "ata de inspeção de saúde" do próprio Exército, na qual é considerado “incapaz definitivamente" para o serviço militar.

Segundo a assessoria do Comando Militar do Planalto, depois da tramitação do pedido, a aposentadoria do militar pode ser publicada em até 60 dias no "Diário Oficial da União".

A história de Araújo e do companheiro dele, Fernando Alcântara de Figueiredo, 38 anos, também segundo-sargento, foi revelada pela revista "Época", em maio de 2008. Na ocasião, ele já estava afastado do Exército por problemas de saúde.

Araújo chegou a ser preso, acusado de deserção (abandono) do serviço militar. Durante esse período, sofreu com crises de depressão. Araújo e Figueiredo argumentam que as crises foram agravadas, em parte, pelo preconceito que dizem ter sofrido em razão da relação homossexual. A assessoria do Comando Militar do Planalto informou que não se manifestaria sobre essa afirmação.

O laudo que permitiu ao militar pedir a aposentadoria afirma que Araújo tem “transtornos mentais”, "disfunção cerebral", “transtorno misto ansioso e depressivo”, "epilepsia" e "outras reações ao estresse grave".

O laudo, assinado por três militares, não o considera “inválido”. Por esse motivo, a aposentadoria, segundo Araújo, deve ser concedida de forma proporcional pelo Exército, de acordo com o tempo de serviço.

“Para mim, é uma imposição que eles [militares] estão fazendo. Vou me aposentar, mas ganhando menos do que eu recebo hoje. É como se eles quisessem se livrar de mim”, disse o militar ao G1.

Nascido no Espírito Santo, Araújo entrou na carreira militar há 18 anos por meio do curso preparatório para sargentos do Exército. Chegou a Brasília em 1995, e logo conheceu Figueiredo.

A relação entre os dois começou em 1997, e, desde então, os militares dividem o mesmo apartamento, de propriedade do Exército, na Asa Norte, em Brasília.

Quando a aposentadoria de Araújo for publicada, o casal terá de deixar o apartamento. Eles já receberam convites para morar em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas admitem interesse em permanecer em Brasília. “A nossa vida está aqui, mas o apartamento é de minha responsabilidade no Exército. Vamos ter de buscar outro lugar para morar, e com um salário menor” , disse Araújo.

Companheiro de Araújo, Alcântara também diz enfrentar resistências no Exército. Desde 2008, quando Araújo foi preso, Alcântara pediu licença do serviço militar.

Afastado dos trabalhos e sem receber remuneração, o sargento é responsável pelo Instituto Ser, que atende casos de militares vítimas de preconceito no meio militar. Embora ainda possa ser convocado pelo Exército, Alcântara não acredita que um dia possa voltar.

“Eu sinto que é como se eles [Exército] não merecessem minha presença. Por que pelo fato de eu ser homossexual meu sangue tem menos importância para eles que o de um heterossexual?", questiona o militar.

Veja notícia no G1: clique aqui!

Longa Legendado: “Orações para Bobby”


Produzido para a TV norte americana, o longa “Prayers for Bobby” (Orações para Bobby) é baseado na história verídica de um jovem homossexual que acaba cometendo suicídio. Entre os pontos fortes, o filme mostra a trajetória da mãe do rapaz, Mary Griffith (interpretada por Sigourney Weaver), que vive uma transformação após a morte de Bobby. Acompanhe!


Robin Williams diz que seu cachorro é gay


Visto no O Fuxico -

Robin Williams diz que seu cachorro Leornard é gay e tem até um namorado.

O ator e sua esposa Susan Schneider moram atualmente em Tiburon, uma cidade próxima a São Francisco e Williams diz que adora passear com o pet pelas redondezas.

"Já tive meu momento rancho e agora estou no momento água e faço caiaque, paddle surf e passo horas na floresta com minha bike. É aí que paro para pensar e é muito terapêutico."

Robin continua:

"Também tenho um pug gay que adotei chamado Leonard, que eu levo para passear porque estou muito seguro de minha sexualidade. Leonard tem um namorado e eles estão pensando em adotar um filhote de gato siamês. Somos muito modernos."

Robin, que tem três filhos Zachary, 28, Zelda, 22, e Cody, 19, de casamentos anteriores, diz que não vê a hora de ser avô.

"Serei um avô gentil e descuidado. Oh! Meu Deus, onde está o bebê? O que eu fiz com o bebê? Este tipo de avô.", brinca.

29/12/11

Dez anos sem Cássia Eller!


Visto no R7 -

No dia 29 de dezembro de 2001, Cássia Eller falecia aos 39 anos, no auge da carreira, em razão de um infarto do miocárdio. Homossexual assumida, a cantora morava com a parceira Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco (chamado carinhosamente de Chicão).


A voz grave de trovão e o ecletismo musical sempre foram características marcantes na música de Cássia Eller. A cantora também tinha uma personalidade forte, mas era um doce de pessoa fora dos palcos. Em 1990, a cantora chamou atenção da crítica e público, principalmente, por meio de uma regravação de Por Enquanto, um lado B da Legião Urbana – banda da qual era fã declarada.



Durante mais de uma década, Cássia brindou o público brasileiro com interpretações marcantes para artistas de vários gêneros e épocas, como Cazuza e Barão Vermelho, Caetano Veloso, Chico Buarque, Jimi Hendrix, Rita Lee, Beatles e até Nirvana. Entre seus principais sucessos, estão discos memoráveis como O Marginal (1992), Veneno AntiMonotonia (1997), Com Você... Meu Mundo Ficaria Completo (2001) e Acústico MTV (2001).




Cássia teve seu filho com o baixista Tavinho Fialho, que faleceu em um acidente automobilístico meses antes do nascimento de Francisco. Maria ficou responsável pela criação do menino após a morte da companheira. Hoje, aos 19 anos, Chicão Eller segue os passos artísticos da mãe como cantor e percussionista da banda Zarapatéu.



Entrevista de Cássia Eller no Programa Sem Censura em 2001:



Paraíba: 2011 ficou marcado pela violência contra homossexuais

Reportagem do Bom Dia Paraíba (TV Globo/PB) em 27/12/11

Livro dirá que ex-preside​nte americano Nixon era gay e tinha caso com mafioso

Visto no Extra

Uma nova biografia de Richard Nixon, escrita por um vetereno repórter americano, vai trazer à tona detalhes polêmicos da vida do presidente dos Estados Unidos, que deixou a Casa Branca pela porta de trás. De acordo com o site do tabloide inglês "Daily Mail", o livro "Segredos mais sombrios de Nixon", do jornalista Don Fulsom, vai contar a história de uma pessoa que tinha problemas sérios com bebida, batia na mulher, mantinha ligações com a máfia e - a revelação mais surpreendente - era gay.

Segundo Fulsom, o ex-presidente pode ter tido um caso com seu melhor amigo e confidente: 'Bebe' Charles Rebozo (à esquerda na foto abaixo), um empresário cubano-americano com um histórico de relacionamentos fracassados ​​com mulheres e alianças com chefes da máfia de Miami.


O livro relata que o casal Nixon tinha quartos separados na Casa Branca. E, em Key Biscayne, o resort exclusivo perto de Miami onde a família passava os feriados, Pat Nixon nem mesmo dormia no mesmo prédio. Rebozo, no entanto, estava na casa ao lado. Fulsom cita ainda um ex-repórter da revista “Time”, que, em um jantar em Washington, se abaixou para pegar um garfo e viu os dois (Nixon e Rebozo) de mãos dadas sob a mesa. Foi uma cena suficientemente íntima para sugerir "homossexualidade reprimida", teria contado o jornalista.

Ainda de acordo com o livro, que será lançado em janeiro, Nixon tinha ligações com a máfia de Nova Orleans, comandada por Carlos Marcello, considerado na época o mafioso mais poderoso da América.

O mais curioso é que, em sua passagem pela Casa Branca, Nixon gostava de contar piadas homofóbicas. Durante o seu mandato, o então presidente mandou bombardear o Camboja, fez discursos anti-semitas e foi acusado pelos adversários políticos de usar truques sujos nas campanhas. E, devido ao escândalo Watergate, passou para a história por ter sido o único presidente dos Estados Unidos a renunciar. Nixon morreu em 1994, aos 81 anos.

Veja notícia no Extra: clique aqui!

28/12/11

Curta Legendado: "Amor Crudo"


Dirigido por Juan Chappa e Martín Deus, "Amor Crudo" faz um retrato dos últimos dias do colégio de dois amigos. Eles passavam o dia inteiro juntos, mas isso, inevitavelmente, chegará ao fim. Uma história sincera de  emoções e segredos que não ousam dizer alto. Assista:


 

'People' diz ser falsa capa em que Taylor Lautner se assume gay


Visto no Terra

Taylor Lautner foi vítima de uma brincadeira na internet. Após uma suposta capa da revista People mostrar o ator da saga Crepúsculo se assumindo gay, a publicação fez questão de se manifestar e dizer que a imagem não era verdadeira, bem como a notícia nela impressa.

As informações são do jornal Daily Mail. Muitas pessoas foram enganadas com a capa, que possui data de publicação como 7 de janeiro de 2012 e trazia na capa a afirmação de que o ator de 19 é gay, além de afirmar estar cansado de tantos rumores.

Há também uma frase publicada na falsa imagem, na qual Lautner diz se sentir mais livre e feliz do que nunca.

Paródia: "A Banda mais Sapata da Cidade"

Visto no Dedilhadas

Livro cria polêmica na Espanha ao prometer 'curar' a homossexualidade


Visto no G1

O livro "Comprender y sanar la homosexualidad" ("Compreender e curar a homossexualidade", em tradução literal), do psicoterapeuta Richard Cohen, foi retirado da livraria virtual de uma grande cadeia espanhola de lojas de departamento diante da avalanche de protestos.

A Federação Andaluza de Associações LGTB (lésbicas, gays, transexuais e bissexuais) afirmou nesta terça-feira em comunicado que o grupo El Corte Inglés retirou o livro de sua livraria virtual, embora ainda permaneça em suas lojas.

Segundo essa organização, a empresa também pediu desculpas nas redes sociais às pessoas que se sentiram "ofendidas" pelo livro. Cohen, que diz ter "curado" durante os últimos quinze anos a "milhares" de homens e mulheres que sentiam atração por pessoas do mesmo sexo, escreveu o livro a partir de sua própria experiência pessoal, já que garante que, após ser homossexual "durante décadas", voltou a ser heterossexual.

"Se estamos decididos, contamos com o amor de Deus e o apoio de outras pessoas, a cura é possível", ressalta Cohen em entrevista publicada no site da editora que traduziu o livro para o espanhol.

A decisão de retirar o livro de sua loja virtual foi tomada pelo El Corte Inglés após conhecer os protestos que sua venda suscitou na internet após uma iniciativa da Actuable, uma comunidade online de pessoas e organizações "que unem esforços para lutar contra as injustiças".

Em apenas três horas, segundo informou em comunicado esta plataforma de ativismo, mais de quatro mil pessoas expressaram sua "indignação" pela venda do livro.

Para a Federação Andaluza de Associações LGTB, a retirada do livro é uma "vitória do ativismo".

'Foram de grande ajuda as ferramentas das novas tecnologias da informação e comunicação, que permitiram uma pronta e decisiva atividade por parte dos cidadãos', destacou esta organização em comunicado.

Na opinião da organização, o livro pode provocar "não só a desinformação radical sobre a própria classe LGTB, mas uma clara ameaça para os jovens homossexuais e transexuais e suas famílias baseada nos tão condenados e temidos tratamentos reparadores".

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27/12/11

Minissérie da Globo terá transexual vivido por Murilo Armacollo

Visto no Gay1 

 Ator pouco conhecido do grande público, Murilo Armacollo foi escolhido pela TV Globo para viver Julie, uma transexual na minissérie "O brado retumbante", que estreia dia 17 de janeiro. 

Originalmente, o papel caberia à transexual Lea T., filha do ex-jogador Toninho Cerezo. Mas a emissora e a modelo não chegaram a um acordo. Para preservar a surpresa, o ator não compareceu à entrevista coletiva de imprensa da série, na última segunda-feira. 

Domingos Montagner, que interpretará Paulo Ventura, o presidente da República e pai do jovem, recusou-se a falar sobre a relação entre o seu personagem e o de Murilo. "É melhor guardar esse ás para a série", desculpou-se aos jornalistas. 

 Na história, Murilo vai aparecer irreconhecível. Ele usará cabelos longos e maquiagem como se fosse uma verdadeira mulher. Quem viu as cenas de Julie garante que a caracterização está perfeita. A ideia da Globo é guardar a surpresa até a estreia. 

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SP: Peça premiada sobre homossexual reestreia em janeiro

Visto no Bol

Eleita a melhor peça de 2011 pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), a montagem "Luis Antonio - Gabriela", da companhia Mungunzá, reestreia em 12 de janeiro na Funarte (centro de São Paulo).

No documentário cênico, o diretor Nelson Baskerville retrata histórias de seu irmão mais velho, Luis Antonio (1953-2006), homossexual que desafiou as regras de uma família conservadora dos anos 1960 e partiu para a Espanha sob o pseudônimo de Gabriela. Na montagem, a luz é operada pelos atores dentro do palco.

Serviço
Luis Antonio - Gabriela
Gênero: Drama
Direção: Nelson Baskerville
Com: Marcos Felipe, Lucas Beda, Sandra Modesto e outros
Duração: 88 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos.
Intervenção dramatúrgica: Verônica Gentilin
Local: Funarte São Paulo Sala Carlos Miranda
Al. Nothmann, 1.058 - Campos Elíseos - Centro.
Telefone: 3662-5177.
Em cartaz por tempo indeterminado.

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Pesquisa mostra Judiciário como poder mais favorável ao LGBT


Visto no site Vermelho

Pesquisa encomendada pelo Ministério da Justiça analisou proposições legislativas, instrumentos normativos Federais e decisões de Tribunais Superiores que tratam dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Na avaliação de Rosa Oliveira, advogada e cientista social responsável pelo estudo, o Judiciário que vem fazendo a interpretação mais favorável aos direitos dessa população.

Foram mapeados 54 normas executivas, 97 proposições legislativas em tramitação no Congresso Nacional e 319 acórdãos sobre o tema LGBT nos cinco tribunais superiores. Os dados foram apresentados na 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos de LGBT, realizada em Brasília de 15 a 18 de dezembro. 

A pesquisadora, ligada ao Núcleo de Pesquisas em Gênero Pagu da Unicamp, elaborou a pesquisa com a coordenação da Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça. A iniciativa cumpre ação prevista no Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, resultado da 1ª Conferência Nacional LGBT (2008).

Outra constatação do estudo é a de que, depois da primeira Conferência Nacional LGBT, em 2008, houve um progresso significativo na criação de normas no âmbito do Poder Executivo e de conselhos profissionais. Das 54 existentes, 38 surgiram nos últimos quatro anos. Os temas tratados são saúde, assistência social, benefícios previdenciários, educação, aspectos psicológicos associados à sexualidade, segurança pública, violência e enfrentamento das discriminações e desigualdades.

Um avanço recente do Poder Executivo é o acordo de cooperação firmado recentemente entre governo federal e 12 estados, que prevê a inclusão da identidade de gêneros nos formulários de ocorrência policiais. “Isso vai permitir a identificação da violência contra populações vulneráveis, como as travestis”, acredita.

Em julgamento

Da análise do Judiciário, verificou-se que, nos tribunais superiores, questões cíveis e previdenciárias lideram a lista dos acórdãos. Até novembro deste ano, foram 319 decisões sobre os direitos LGBT. Dessas, 92 tratam do reconhecimento de uniões estáveis ou sociedade de fato entre pessoas do mesmo sexo e 75 são sobre indenizações por dano moral em situações de discriminação.

No campo criminal são 101 casos, distribuídos entre o Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Superior Tribunal Militar (ST, sendo que 51 acórdãos estão no STM, cujo objeto é a criminalização da homossexualidade (pederastia).

De acordo com a pesquisa, os recursos aos tribunais superiores por parte da população de LGBT são privilegiados por quem tem acesso ao pagamento da advocacia privada, somando-se 192 casos em que os escritórios particulares aparecem como patronos de lésbicas, gays, travestis ou transexuais, ou seja, cerca de 60% do total de decisões.

Em debate

Os temas em pauta atualmente no Congresso Nacional são compatíveis com as tendências temáticas identificadas nos tribunais superiores. Pela ordem, os temas de união estável, educação, trabalho e homofobia são os mais frequentes.

Atualmente, existem 84 projetos de lei na Câmara dos Deputados e 13 no Senado Federal. O reconhecimento das uniões estáveis entre homossexuais lidera os debates no parlamento: são 20 proposições na Câmara e duas no Senado. A maior parte das propostas amplia direitos da população LGBT.

Há aquelas que visam a restringir: das 20 proposições em pauta na Câmara dos Deputados sobre uniões entre pessoas do mesmo sexo, há oito contrárias. Duas, por exemplo, sugerem a convocação de plebiscito para reconhecer legalmente a união homossexual. Um projeto não aceita relações entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar; e o outro proíbe adoção de crianças por casais homossexuais.

Em segundo lugar, está a preocupação com educação: 19 proposições na Câmara e uma no Senado tentam combater as práticas denominadas como “bullying”. A questão da discriminação nos locais de trabalho e a homofobia totalizam 15 propostas sob análise dos deputados e nove a cargo dos senadores.

A primeira norma brasileira sobre o tema da homossexualidade no Brasil é de 1969. Trata-se do artigo 235 do Código Penal Militar que criminaliza a pederastia. A segunda apareceu apenas 30 anos depois, em 1998, na lei que institui o Serviço Radiodifusão Comunitária. O texto fala, entre outros aspectos, sobre a não discriminação em razão de preferências sexuais na programação das rádios comunitárias.

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Londres:Transexual é condenada por causar a morte de advogado crossdresser


Visto na BBC Brasil

Uma transexual que empurrou um advogado que costumava se vestir como mulher em uma estação do metrô na região central de Londres em 2010 foi condenado a cumprir pelo menos sete anos de prisão por homicídio culposo.

David Burgess, também chamado por amigos e família de Sonia Burgess, de 63 anos, foi empurrado para a frente de um trem que se aproximava na estação de King's Cross em outubro de 2010.

Senthooran Kanagasingham, transexual conhecida como Nina, foi condenada à prisão perpétua pela Justiça na última quinta-feira (22) e deve cumprir pelo menos sete anos da pena. Kanagasingham era amiga de Burgess, um famoso advogado defensor dos direitos humanos e dos direitos dos imigrantes.

Antes de sua morte, Burgess já havia sinalizado que temia pelo estado mental da amiga, e inclusive havia indicado um médico para que ela se consultasse.

Burgess disse a amigos próximos que Kanagasingham estava ficando psicótica e "implodindo" e acrescentou que temia pelos efeitos dos hormônios receitados para Kanagasingham.

A transexual, de 35 anos, estava passando por um tratamento para mudança de sexo na época em que empurrou Burgess para debaixo do trem.

A defesa alegou que Kanagasingham sofria de esquizofrenia paranóica.

'Calma'

Testemunhas do momento em que Kanagasingham empurrou Burgess afirmaram que ela parecia "calma" e, quando outros passageiros o cercaram, ele disse: "Sou culpada, sou culpada, me rendo".

Um bilhete foi encontrado na mochila usada por Kanagasingham onde a transexual afirmava estar "deprimida e sofrendo de transtorno de identidade de gênero".

O promotor do caso, Brian Altman, afirmou que Burgess, que tinha três filhos, tinha uma "reputação brilhante e invejável".

Os filhos da vítima compareceram ao julgamento, vindos do Canadá e da Coreia do Sul, onde vivem atualmente.

Dechem, uma das filhas, declarou que Burgess queria "romper as fronteiras e permitir que indivíduos fossem o que quisessem desde que não ferissem ninguém".

"Em relação a Senthooran Kanagasingham, esperamos que ela receba a ajuda que precisa, isto é o que Sonia gostaria que acontecesse e, na verdade, ela estava tentando ajudá-la", afirmou uma declaração divulgada pela família de Burgess.

Veja notícia na BBC Brasil: clique aqui!

26/12/11

Retrospectiva: Veja quem “Saiu do Armário” em 2011


Por Élio Farias – Equipe Homorrealidade

Fim de ano é tempo de revisar o que passou. E aproveitando que o mote desse site é o universo LGBT, vamos voltar no tempo e ver quais personalidades resolveram em 2011 assumir publicamente que são gays, lésbicas ou bissexuais. Essas pessoas, com sua sinceridade, contribuíram para aumentar a visibilidade LGBT e para reduzir o preconceito contra quem possui uma orientação sexual diferente da considerada maioria. Parabéns para eles e vamos à lista!

21 de Janeiro
Jonathan Knight: americano, 43 anos, cantor


Um dos integrantes do New Kids on the Block, Jonathan Knight acabou confessando que era gay no início do ano. Tudo começou quando a cantora pop Tiffany foi ao programa "What Happens: Live" e disse que namorou Jonathan, "antes de ele ser gay". A declaração surpreendeu alguns desavisados e Jonathan aproveitou o fato para confessar tudo. "Eu nunca me assumi para ninguém, mas para mim mesmo sim. Eu fiz isso há quase vinte anos. Nunca soube que teria de fazer isso publicamente apenas porque voltamos com o New Kids on the Block (...) Aparentemente o pré-requisito para ser uma figura gay pública é sair na capa de uma revista com a frase 'Eu sou gay' ", criticou.

31 de janeiro
Graeme Obree: escocês, 45 anos, ciclista profissional


Ele foi recordista mundial de ciclismo em 1993 e 1995, chegando a ser conhecido como "the flying scotsman" (o escocês voador, em livre tradução). Depois de um casamento falso que durou dois anos e de ter desenvolvido um transtorno bipolar por conta da repressão sexual, ele resolveu assumir sua condição e revelar toda dor que sofreu. “ Fui criado pela ‘geração da guerra’ e cresci numa época onde gays eram presos. Ser gay era tão impensável que simplesmente eu não poderia ser", declarou. Mesmo com a resistência inicial da família, hoje ele garante que tudo foi superado e que todos estão felizes.


31 de janeiro
Paul Zaloom: americano, 60 anos, ator


Ele ficou conhecido no Brasil ao interpretar o professor Beakman, que ensinava experiências científicas no programa infantil “O Mundo de Beakman” (1995-2002). Ele assumiu sua homossexualidade numa entrevista para a Info Exame, justo quando a reportagem perguntava sobre a filha que teve em um de seus casamentos héteros. “Eu fui casado duas vezes e tive uma filha incrível, a Amanda, hoje com 28 anos. Atualmente eu sou gay. Vai entender!”, brincou.


24 de fevereiro
Jessie J: Inglesa, 23 anos, cantora


Depois de muitas especulações, Jessie J confirmou sua bissexualidade em entrevista à revista Glamour. "Eu recebo centenas de cartas sobre isso. É importante para mim me abrir e ser honesta", defendeu. A cantora também falou da postura da família em relação a sua sexualidade. "Minha mãe e meu pai sabem disso há anos e levaram numa boa. Minhas irmãs fazem piadas sobre isso, pois elas são casadas e tem filhos e eu seria a rebelde. Isso porque eu tinha uma namorada e tatuagens, e isso era... hardcore", disse.


09 de março
Anton Hysén: sueco, 20 anos, jogador de futebol


Em entrevista à revista Offside, o lateral-esquerdo do Utsiktens BK, filho de um antigo defesa do Liverpool, tornou-se o primeiro jogador de futebol sueco a assumir sua homossexualidade publicamente. “Eu sei que tudo será diferente depois desta entrevista. Há quem não consiga conviver com homossexuais, assim como existem xenófobos que não conseguem aceitar estrangeiros. Talvez um clube se interesse por mim e o treinador mude de ideia depois que saber que sou gay. Mas não me importo. Agora todos sabem e acho que será incrível. Podem chamar-me o que quiserem, isso apenas me dará mais motivação”, defendeu.


27 de março
Steven Davies: britânico, 24 anos, jogador de críquete


Em entrevista ao "The Telegraph", Steven Davies tornou-se o primeiro jogador profissional de críquete a assumir sua homossexualidade. Davies disse ter saído do armário para a família há cinco anos, recebendo seu total apoio. Para os companheiros de time, o jogador se revelou em 2010 e pediu segredo. No entanto, meses depois, ele próprio resolveu falar do assunto para o grande público. "Essa é a hora certa para mim. Sinto que é certo estar aberto com minha sexualidade. Se mais pessoas o fizerem, mais aceitada a homossexualidade será”, concluiu.


05 de abril
Michael dos Santos: Brasileiro, 28 anos, jogador de Vôlei


Depois de ouvir termos como “bicha” e “viado” da torcida durante a polêmica partida do Vôlei Futuro x Cruzeiro, em Contagem (MG), o meio de rede Michael resolveu assumir sua homossexualidade e criticar a postura da torcida. "Sou gay, mas isso não precisa ser comentado. Todo mundo aqui sabe", falou ao site Globoesporte. "Eu prefiro não falar sobre isso. Não acho que seja importante. Quem me vê dentro de quadra e me conhece sabe o que sou. Mas foi uma agressão", desabafou para o UOL.


17 de abril
Evan Rachel Wood: Americana, 24 anos, atriz e cantora


Anos depois de interpretar uma lésbica no filme “O Lutador” (2008) e meses depois de terminar seu relacionamento com o roqueiro Marilyn Manson,, Evan Rachel Wood assumiu ser bissexual em entrevista à revista “Esquire”. “Eu topo qualquer coisa. Conhecer um cara legal, uma garota legal”, confessou. Evan começou a chamar atenção no drama adolescente “Aos Treze” (2003) e também interpretou uma rainha bissexual na série “True Blood”. Sobre seu relacionamento com mulheres, a atriz prefere uma postura mais masculina. “Eu faço mais o papel do homem. Eu sou a que domina. Eu abro as portas, pago os jantares. Sim, eu sou romântica”, afirmou.


15 de maio
Rick Welts: Americano, 58 anos, executivo do basquete


O presidente da time de basquete Phoenix Suns revelou publicamente sua homossexualidade em reportagem publicada no site do The New York Times. Welts começou sua carreira como gandula no Seattle SuperSonics e passou vários anos com Stern no escritório da Liga. Foi um dos arquitetos do fim de semana das estrelas (All-Star Weekend) e ajudou a erguer o perfil da NBA antes de se mudar para o escritório dos Suns. Disse que queria quebrar o tabu da homossexualidade no basquete. “Essa é uma das últimas indústrias em que o assunto não é discutido (...) Ninguém se sente confortável em conversar sobre o assunto”, afirmou.


15 de maio
Don Lemon: Americano, 45 anos, jornalista


Apresentador da CNN, Don Lemon decidiu afirmar sua homossexualidade na autobiografia intitulada "Transparent". Mas a notícia saiu na imprensa um mês antes do lançamento do livro. Nele, Don lembra que mesmo depois de assumir sua condição para a mãe, preferiu guardar segredo diante das outras pessoas por muito tempo. "Eu, como muitos gays, vivi uma vida de medo, medo que, se alguns dos meus chefes, colegas, amigos, vizinhos e família descobrissem qual era minha orientação sexual, me deixassem no ostracismo. É um fardo que milhões de pessoas carregam todos os dias”, confessou.


17 de maio
Preta Gil: Brasileira, 37 anos, cantora


Ao participar do 8º Seminário LGBT na Câmara dos Deputados, realizado em Brasília, Preta Gil foi aplaudida ao apoiar a causa e assumir sua bissexualidade em público. A cantora fez um discurso emocionado e reafirmou integrar o movimento LGBT. “Eu sou negra e bissexual, com muito orgulho. Podem se sentir representados por mim”, disse. Após o Seminário, pelo Twitter, a cantora trocou juras de amor com o marido, que já conhecia sua orientação. Ele a parabenizou e disse que sentia orgulho de ser casado com ela. “Te amo e tenho orgulho de você ser meu marido”, retribuiu Preta.


19 de maio
Agnaldo Timóteo: Brasileiro, 75 anos, cantor e político


Durante entrevista ao programa “Superpop” da RedeTV, o cantor Agnaldo Timóteo assumiu publicamente que é homoss... ops! Quer dizer, ele não assumiu propriamente, ele foi assumido sem querer... querendo!. Na verdade, foi o jornalista Felipeh Campos que deixou escapar ao vivo que, dentre os participantes do programa, tanto a ex-BBB Angélica, como Agnaldo Timóteo e ele eram homossexuais assumidos. Assustado com a afirmação, Agnaldo logo respondeu: "Não sou assumido, nem desassumido, sou Agnaldo Timóteo". Foi mais ou menos assim. Será que merece continuar na lista? Pela coragem, claro que não. Mas por potencial para assumir, quem sabe... Ainda dá tempo!


22 de julho
Regina Braga: Brasileira, 65 anos, atriz


Atriz com diversos personagens no teatro, TV e cinema, Regina Braga assumiu ser bissexual em entrevista para o Jornal do Terra. “Sou gay. Tenho certeza que todos somos todos bissexuais", defendeu. A atriz divulgava o monólogo “Um Porto para Elizabeth Bishop”, onde interpreta a reconhecida poetisa homossexual, e não hesitou em afirmar que também sente atração por mulheres. "Eu sinto que somos as duas coisas, que temos essa possibilidade na sexualidade. Acho que iremos nos envergonhar no futuro. A humanidade vai falar, 'como é possível que as pessoas fossem tão atrasadas, primitivas'", afirmou.

26 de setembro
Sean Maher: Americano, 36 anos, ator


O ator que integrou o elenco das séries “Firefly” e "Playboy Club" assumiu sua homossexualidade para a revista Entertainment Weekly. Sean Maher também revelou que é pai de duas crianças, que ele adotou em conjunto com seu parceiro de nove anos, Paul. "Sinto como se esse fosse um baile em que estou finalmente sendo apresentado ao mundo como eu sou. Eu estava morrendo de vontade de fazer isso!", revelou. Maher permanecia no armário porque tinha medo de que a revelação pudesse arruinar sua carreira. "Eu fui tão longe a ponto de ter relações com mulheres algumas vezes. Foi uma época muito confusa para mim", admitiu.


16 de outubro
Zachary Quinto: Americano, 34 anos, ator


O ator que viveu Sylar na série "Heroes" e ao Spock no filme "Jornada nas Estrelas" assumiu sua homossexualidade durante entrevista à revista "New York Magazine". A revelação ocorreu quando comentava sobre seu papel na peça "Angels in America", em que interepreta um homem que abandona seu parceiro após descobrir que ele tinha Aids. "Foi a coisa mais desafiadora que fiz como ator e a mais recompensadora. Ao mesmo tempo, como um homem gay, isso me fez sentir que ainda há muito trabalho a fazer, e ainda muitas coisas que eu preciso buscar", disse.


17 de outubro
Dan Kloeffler: Americano, 35 anos, jornalista


O âncora da ABC se inspirou no ator Zachary Quinto e também confessou sua homossexualidade. A revelação foi sugerida ao vivo, logo após a exibição da reportagem que falava de Zachary. "Eu estou pensando que poderia perder um tempo saindo com atores", disse. Em seguida, Kloeffler fez um post mais direto em seu blog. "Pela mesma razão que Zachary assumiu, também não quero esconder essa parte da minha vida. Como jornalista, não quero ser a história, e sim um homem gay que não quer permanecer quieto quando posso dar inspiração e força para as crianças que sofrem pelo que são", escreveu.


27 de outubro
Marco Nanini: Brasileiro, 63 anos, ator


Reconhecido por seus inúmeros e ótimos personagens no teatro, cinema e televisão, o ator Marco Nanini evidenciou publicamente sua homossexualidade em entrevista à revista “Bravo”. Interprete há 11 anos do personagem Lineu na série “A Grande Família” (TV Globo), Nanini deixou clara sua orientação quando falava dos seus relacionamento atuais. “Às vezes pintam umas namoradas, uns namorados... namoradas, não. Namorados... mas, se não pintam, sem problemas. Já vivi o que necessitava viver nessa seara”, confessou.


30 de outubro
Oliver Callan: Irlandês, 31 anos, comediante


Bastou ser acusado de fazer piadas homofóbicas que o comediante Oliver Callan logo se defendeu. “Homofóbico? Eu sou gay!”, afirmou. A revelação foi feita numa entrevista ao programa de TV “Saturday Night Show”, da emissora RTÉ. Nela, o comediante revelou como era ser homossexual, especialmente quando era mais novo. “Eu já fui chamado de bicha, viado, boiola, mulherzinha por anos na minha vida. Eu nasci em uma cidade do interior, sabia que era ‘diferente’ desde muito cedo. Eu me sentia o único.”, revelou.


10 de Novembro
David Testo: Americano, 30 anos, Jogador de Futebol


O meia do Montreal Impact, decidiu tornar pública sua homossexualidade durante entrevista à CBC Radio-Canadá. Nascido na Carolina do Norte, David começou profissionalmente em 2003 no Richmond Kickers, da Virgínia. No ano seguinte, transferiu-se para o Columbus Crew e em seguida para os canadenses Vancouver Whitecaps e Montreal Impact. O jogador disse que seus companheiros de clube já sabiam de sua orientação há mais de três anos e que precisava revelar isso publicamente, tornando-se um homem mais confiante. “É como transitar em torno de um segredo e nunca ter a permissão para ser você mesmo”, disse.

Bom... foram essas as personalidades que assumiram em 2011, mas sempre é tempo de aumentar essa lista. Caso tenhamos esquecido algum nome, pedimos que nos informe pelos comentários. Teremos prazer em complementar nossa retrospectiva.

Quer relembrar quem assumiu em 2010? Clique AQUI!

Igreja que prega "cura de gays" na TV deve ser punida, diz Jean Wyllys

Escrito por FÁBIO BRANDT para o site da FOLHA


O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), ganhador do Big Brother de 2005, afirmou em entrevista ao UOL e à Folha que padres e pastores devem ser sancionados por atacarem homossexuais em seus programas de TV e rádio e por promoverem programas de "recuperação" ou "cura" da homossexualidade. Segundo ele, a punição deve ser estabelecida em lei.

"A afirmação de que homossexualidade é uma doença gera sofrimento psíquico para a pessoa homossexual e para a família dessa pessoa", disse.

 "Eu acho que tem que haver uma sanção. Eu quero que a gente compare, simplesmente, com outros grupos vulneráveis para saber se é bacana. Alguém que chegue e incite violência contra mulheres e contra negros, ou contra crianças ne sse país... Vai ser bem aceito?".

Jean Wyllys falou sobre o assunto no programa "Poder e Política - Entrevista", conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.

O deputado afirmou que os religiosos "são livres para dizerem no púlpito de suas igrejas que a homossexualidade é pecado". O problema seria o uso de concessões públicas para "demonizar e desumanizar uma comunidade inteira, como é a comunidade homossexual".

Wyllys também criticou mudanças feitas pela senadora Marta Suplicy (PT-SP) à ao Projeto de Lei 122 de 2006, que propõe tornar crime atitudes homofóbicas -como já ocorre com o racismo no Brasil. Segundo ele, o texto apresentado por Marta "foi redigido pelo senador Demóstenes Torres [DEM-GO], que não é homossexual e, muito pelo contrário, não tem muita simpatia pela comunidade homossexual".

A seguir, vídeo com a íntegra da entrevista de Jean Wyllys:

Jean Wyllys - Mensagem de final de ano (2011-2012)



Jean Wyllys faz breve balanço do primeiro ano de mandato e envia agradecimentos e bons votos para todos. 


Nota do Homorrealidade: Obrigado Querido Deputado. Sua força é contagiante e suas ações construtivas. Estaremos juntos em 2012. Beijo no seu forte e lindo coração.

Trilha Especial: Avicii - "Levels"

Orçamento 2012 para população LGBT será 64% maior em relação a 2011


Visto no portal Brasil

O orçamento para promoção de Direitos Humanos da população LGBT - Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de 2012 será 64% maior que os recursos empenhados em 2011. A informação é da secretária de promoção dos Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Nadine Borges, ao fazer um balanço da 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT, que ocorreu na última semana, em Brasília (DF).

Segundo a secretária, o Plano Plurianual (PPA/2011-2015) prevê um total de R$ 1,1 milhão para o setor. Os recursos serão aplicados nas ações para promover a erradicação da miséria e o enfrentamento ao preconceito e discriminação contra a população LGBT.

Segundo Nadine, uma das pautas mais sensíveis que nortearam os debates nas plenárias e grupos de trabalho do encontro foi a tipificação do crime de homofobia. “O enfrentamento da vulnerabilidade das travestis e transexuais, que sofrem duplamente pela orientação e também por sua condição econômica foram os mais discutidos como forma de enfrentar essa situação”, apontou.

Disque Direitos Humanos

Em janeiro deste ano, a SDH criou o módulo LGBT do Disque 100, canal que recebe denúncias de violação aos Direitos Humanos. De janeiro a novembro de 2011, o Módulo LGBT recebeu 1067 denúncias. Estão no ranking de violações a violência psicológica, com 46,5% e a discriminação, com 29,41%. No decorrer do ano, também foi lançado o selo “Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia” e empossado o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

“É o Estado brasileiro, nas três esferas de poder, demonstrando um comprometimento com esta pauta que é devagar, mas representa que se tornou um grande tema para a sociedade que já é tratado em telenovela, em cursos de formação, nas universidades com pesquisas”, exemplificou Nadine.

Veja notícia no portal Brasil: clique aqui!

25/12/11

Trilha Especial: The Blanks - "Guy Love"

Trilha Especial: Ximbica e Nany People - "Oh Senta!"


Visto no Super Acho Moderno

Trilha Especial: Kimbra - "Settle Down"

Padre espanhol impede batizado ao descobrir que padrinho é gay


Visto no site da BBC Brasil

Um padre da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Huelma, no sul da Espanha, impediu a celebração de um batizado quando descobriu que o padrinho era gay. A família levará o caso aos tribunais.

O escolhido para padrinho de uma menina de seis meses é um homossexual que está casado no civil com outro homem, algo permitido pela lei espanhola.

É também ex-catequista, trabalhador da Cáritas (seção de ajuda humanitária da igreja católica), membro de confrarias e se diz católico praticante.

Em declaração à imprensa espanhola, a mãe da criança, Dolores Muñoz, disse que a família e os padrinhos cumpriam todas as normas requeridas pelo sacerdote quando levaram a documentação.

"Perguntaram se pais e padrinhos estavam batizados e confirmados. Depois se todos estávamos casados e respondemos que sim. Nunca pensamos que teríamos que avisar que ele era casado, mas com um homem. As normas, ele cumpria", explicou ela. Mas para o padre, Manuel García (foto), a revelação da homossexualidade do padrinho foi motivo para impedir o batismo. No último sábado ele disse à família só batizaria o bebê se escolhessem outro padrinho.

'Vida congruente'

Os pais da menina enviaram uma carta ao arcebispo da província de Jaén e nesta quinta-feira (22) denunciaram publicamente, com uma associação de homossexuais, o caso que definem como discriminatório.

A polêmica provocou uma resposta pública do arcebispado, que enviou um comunicado apoiando o padre e advertindo que um padrinho católico precisa ter uma vida "congruente".

A nota cita o Código de Direito Canônico, cânon 874, que descreve os requisitos para os padrinhos de batismo: "deve ser católico, estar confirmado, ter recebido o santíssimo sacramento da Eucaristia e levar uma vida congruente com a fé e a missão que vai assumir".

Sem usar as expressões gay ou homossexual, a nota do clero diz ainda que não se trata de um caso de discriminação. "Esclarecemos este tema para evitar os juízos sobre uma suposta discriminação na atuação do sacerdote, que apenas reitera a necessidade de cumprir a normativa eclesiástica universal."

Para a Associação Colega - Coletivo de Gays, Lésbicas e Transexuais - a decisão da igreja é "uma homofobia sacerdotal".

O grupo, que apoiará a família num processo contra o arcebispado, também se manifestou numa nota pública, afirmando que "custa entender que um sacerdote persista no discurso de discriminação e ódio, em vez de propagar as mensagens de amor e respeito que anuncia o Evangelho".

A associação disse ainda que, nos próximos dias, diversos voluntários procurarão o padre de Huelma para entregar-lhe um documento chamado "guia breve de consciências limpas".

O guia, segundo o coletivo, pretende explicar "que a fé cristã e a homossexualidade são compatíveis" e que os gays compreendem que "o avanço das mentalidades é lento. Na Igreja Católica mais lento ainda do que no resto da sociedade, mas há confiança em que este avanço aconteça."

Veja notícia na BBC Brasil: clique aqui!

Feliz Solstício e Próspera Colheita!

Por Equipe Homorrealidade

Ah, o Natal! Árvores decoradas, ceias fartas, oferta de presentes ... E tudo começou há tanto tempo... Como!? Graças ao nascimento de Jesus!? Não, claro que não! Ele sequer nasceu no dia 25. Qualquer estudioso sabe que essa foi uma provável jogada política da igreja. Todos esses ritos começam bem antes de Cristo surgir, nas chamadas festas pagãs que comemoraram o Solstício.

O objetivo era homenagear o Sol, espantar os maus espíritos, desejar um inverno ameno e atrair uma boa colheita. Mas a igreja, querendo ampliar seu domínio e percebendo que não conseguiria eliminar facilmente aquelas tradições, resolveu nomear o dia 25 de dezembro como o “nascimento de Jesus”.

Assim, estrategicamente, com o passar do tempo, poderiam subverter a intenção das festas pagãs e dar um novo sentido para elas: comemorar a chegada de cristo. Dito e feito! Deve ser por isso que achamos o Natal triste, por ser uma data meio hipócrita.

Jesus pode até ter sido um cara incrível, mas sua história e sua imagem foram claramente manipuladas em favor de mentes ambiciosas e perversas, que continuam fazendo isso até hoje, com suas bíblias embaixo do braço, seus discursos de salvação, suas imposições de crença, seus cargos políticos, seus programas de TV e seus carros e casas financiados com a fé alheia.

NÃO ACREDITAMOS EM NADA QUE VENHA DESSA GENTE!!!

Mesmo assim, decoramos árvores, trocamos presentes e participamos da ceia familiar. Não por causa de Jesus, mas em homenagem àquelas culturas que foram destruídas pela ambição de lobos em pele de cordeiro!

 Feliz Solstício e Próspera Colheita!

 São os desejos da Equipe Homorrealidade

Natal!? Corais de Homens Gays cantam “Aleluia”!

Para os clássicos: Coral de Homens Gays de Washington!




Para os divertidos: Coral de Homens Gays de Boston!


24/12/11

Seja feliz do seu jeito! Boas Festas!!!

Já que Jesus também não nasceu propriamente no dia 25, a equipe do Homorrealidade deseja que a festa de hoje comemore o nascimento de todos nós. Não importa o que digam. Seja o melhor que você puder, sendo você mesmo! Boas Festas!!!

Trilha Especial: THALIA & MICHAEL BUBLE - "FELIZ NAVIDAD/MIS DESEOS"

Coral de Homens Gays de Londres em... “Coming Out at Christmas”

Feliz "Homo" Natal para Todos Nós!

Trilha Especial: Michael Bublé - "Santa Claus Is Coming To Town"

"O Canadá como alternativa para fugir da homofobia" Por Julieta Jacob

http://www.flickr.com/photos/andreyca/



Escrito por  para o Oi Toronto

Dica especial do Querido William De Lucca Martinez

No ano em que o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu, em decisão unânime, a equiparação da união homossexual à heterossexual (o que, na prática, viabiliza para os homossexuais direitos como pensão, herança e adoção), um cenário paralelo desponta como um grande motivo de preocupação: a violência contra homossexuais no Brasil.


Um relatório divulgado em abril deste ano pelo GGB (Grupo Gay da Bahia) revela que 260 gays, travestis e lésbicas foram assassinados no Brasil no ano passado, um crescimento de 31,3% em relação ao mesmo período de 2009 (198 mortes violentas). Em relação aos últimos cinco anos, o aumento é ainda muito maior: 113%. Ainda de acordo com o relatório, por faixa etária, 46% das vítimas tinham menos de 30 anos: 43% foram assassinados a tiros, 27% com golpes de faca, 18% foram espancados ou apedrejados e 12%, sufocados ou enforcados.

Os dados, além de alarmantes, colocam o Brasil em uma posição nada confortável: o país está no topo do ranking mundial em número de assassinatos contra membros da comunidade LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transexuais). Confesso que não sei como é feita essa comparação, nem faço ideia se o ranking inclui apenas os países de regime democrático. Não sei como os demais países controlam essas estatísticas. De qualquer forma, a quantidade de assassinatos no Brasil, por si só, já é suficientemente preocupante.

Como consequência direta da violência homofóbica, seja ela física ou moral, muitos brasileiros estão cada vez mais temerosos de assumir publicamente sua orientação sexual. Essa violência tende a vir por parte da sociedade ou mesmo dentro da própria família.

Nos últimos cinco anos tem-se observado que o medo e a intolerância estão levando homossexuais a recorrerem a uma via alternativa de proteção: a imigração para o Canadá tem surgido como uma forma de fugir do preconceito e viver em liberdade e segurança.

Aqui percebem-se pelo menos dois problemas: esse movimento fortalece a afirmação do Brasil como país intolerante à diversidade sexual (apesar dos recentes avanços jurídicos conquistados); e a perda de brasileiros bem qualificados profissionalmente, que deixam o Brasil rumo ao Canadá.

O Canadá é referência na proteção dos direitos humanos e na afirmação da diversidade sexual. Foi um dos pioneiros a reconhecer o casamento gay, em 2005, seguindo o exemplo da Holanda (2001) e da Bélgica (2003). Recebe cerca de 250 mil imigrantes por ano – é o país desenvolvido que mais acolhe estrangeiros – e atualmente tem uma política federal de incentivo à imigração para trabalhadores qualificados.

A seleção dos candidatos é feita com base no somatório de critérios como a qualificação profissional (quanto mais títulos e experiências de trabalho relevantes, melhor) e a idade (quanto mais jovem, melhor), além de outros aspectos (domínio dos idiomas inglês e/ou francês, boa capacidade de adaptação, etc). Portanto, em geral, o brasileiro que adota o Canadá como residência (por meio do processo de imigracao skilled worker) tem, no mínimo, curso superior, e é jovem (de 26 a 35 anos). A maioria tem bons empregos no Brasil, salários competitivos e boa perspectiva de crescimento em sua área de formação.

Esta é apenas uma tentativa de traçar um perfil de quem seriam essas pessoas que rumam para o Canadá para fugir da homofobia em terras brasileiras. Não há dados oficiais, mas esse grupo existe, é numeroso e pouco conhecido devido à dificuldade de ser quantificado. É bem provável que muita gente também se mude para outros países da Europa pelo mesmo motivo, mas o Canadá aparece em posição de destaque por manter atualmente uma política de estímulo à imigração e por atrair muitos brasileiros.

Esse grupo de que falo tem as mesmas características de qualquer outra pessoa que se candidate ao processo de imigração canadense, homossexuais ou não. Querem se mudar para um país de primeiro mundo, com uma economia estável e boas chances de emprego. A diferença é que, além disso tudo, a ida para o Canadá também possibilita a eles a chance de “sair do armário” sem medo de ser julgado e ainda contar com a proteção integral do Estado. Ou seja, quando se candidatam ao processo imigratório, essas pessoas não alegam estarem imigrando para fugir da homofobia, mas essa razão está implícita “no pacote”.

O governo canadense não saberia informar com precisão quantos imigrantes dentre os selecionados no processo de skilled workers são membros da comunidade LGBT, já que a orientação sexual dos candidatos não é informada no formulário. As informações de que disponho baseiam-se em dados empíricos, fruto de minha experiência pessoal in loco e de entrevistas feitas com imigrantes brasileiros.

Durante o período que morei no Canadá (2008 – 2010) convivi com muitos deles, tanto na cidade de Toronto como em Montreal, e pude perceber a relação de causa e efeito entre homofobia x imigração. Nenhum deles havia chegado a sofrer alguma agressão física no Brasil e dentre as razões (implícitas) que os fizeram imigrar para o Canadá estavam a rejeição (total ou parcial) da própria família e ainda a vergonha/medo de se assumir homossexual no Brasil.

Por fim, tal cenário nos revela ainda um terceiro problema: ao que tudo parece, a emigração de homossexuais brasileiros para o Canadá, apesar de ser eficaz para quem opta por esse caminho (pois na sociedade canadense os brasileiros conquistam – parcial ou totalmente – a aceitação e o respeito que buscam), não impacta em nada os números da violência homofóbica no Brasil. Isso porque, via de regra, o perfil do imigrante é bem diferente do perfil do brasileiro que é mais vulnerável a esse tipo de crime, o qual, segundo o GGB, é mais comum entre a parcela mais desfavorecida da população (baixa escolaridade e baixo poder aquisitivo).

Para que o Canadá deixe de ser encarado por muitos como uma via de escape, o Estado brasileiro tem, portanto, alguns desafios pela frente: investir em políticas de afirmação da cidadania e de respeito aos direitos humanos, além de punir os responsáveis por crimes homofóbicos.

No entanto, como se sabe que mudanças desse tipo, quando implementadas, levam um longo prazo para surtirem efeito, é provável que nos próximos anos um grande número de brasileiros deixe o país em busca de respeito, sossego e proteção em terras canadenses.