Visto em O Dia Online
Dica de Augusto Martins
Mesmo não havendo cenas picantes entre as duas personagens, a atriz
conta que o fim da mãe de Álvaro (Wolf Maya) será romântico e sagaz. “O
Aguinaldo Silva (autor da trama) vai encerrar a novela com uma cena
muito inteligente. A Tia Íris e a Alice chegam montadas em um caminhão
em Greenville, vilarejo da minha personagem Maria Altiva na novela ‘A
Indomada’ (1997), para lá enfim viverem seus sonhos”, revela. “Mais que
isso, a última cena será das duas passando por várias cidades
cenográficas, como ‘Roque Santeiro’ e ‘Porto dos Milagres’, relembrando a
vida que tiveram juntas e comemorando o desejado futuro.”
Eva também explica que o beijo não é o desfecho ideal para o par
homossexual de “Fina Estampa” pois sua personagem foi criada em cima de
um enredo de humor e não de quebra de paradigmas. “A Tia Íris tem uma
ingenuidade burra, o que cria uma qualidade de comédia fantástica. O
desfecho tinha que acompanhar esse timing. Uma cena chocante no final
iria contra toda a trajetória construída”, afirma ela.
Homenagem a Maria Altiva
Convidada especial de Aguinaldo Silva para fazer uma releitura de seu
papel em “A Indomada”, Eva Wilma disse que quase não se conteve de
alegria ao receber a notícia. “Queria dar abraços nele. Foi um dos
maiores prazeres da minha vida ser convocada para representar alguém com
características tão semelhantes as de Altiva. Ela marcou minha vida
profissional. Foi e será um sucesso da televisão brasileira”, conta.
“Por que não terminar 'Fina Estampa' também soltando um ‘Oh my God’
arretado?”
O segredo de Tereza Cristina
Sobre o mistério de Tereza Cristina (Christiane Torloni), Eva não
revela a chave da questão, mas afirma que a Rainha do Nilo é mesmo sua
sobrinha e deixa no ar o suspense sobre a paternidade da vilã. “É
chocante pois marcou a vida da Tia Íris desde o nascimento da criança”,
diz. Ao que tudo indica e o que Eva deixa entrelinhas, a vilã é filha do
falecido marido de Tia Íris, que teve um caso com sua irmã.
A paixão por Carlos Zara e pela arte
Quando a conversa se direciona ao futuro, Eva Wilma garante que não
quer ficar longe das telinhas por muito tempo. “Ainda não tenho nada em
vista, mas meu próximo personagem já é aquele que tenho mais vontade de
representar, e logo”, diz. A atriz de 78 anos, que está na Rede Globo
desde a década de 1980, conta que atuar é seu vício. “Eu me entrego no
que faço, de maneira a expressar o momento que estou vivendo. Sem a
arte, seja no palco ou no set de filmagem, é como se eu ficasse sem
movimentos, sem terapia, sem nada.”
E se a entrega é algo que revigora o presente, o passado a conforta. Ao
falar sobre seu marido e companheiro de cenas, o ator Carlos Zara, que
morreu em 2002, a voz amacia e ela deixa escapar que sente diariamente
sua presença. Questionada sobre o amor, aos risos diz que não pensa mais
nisso, mas que caso seja necessário, encararia as novas pistas de dança
das baladas cariocas para encontrar um outro alguém. Alguém duvida?
As informações são da repórter Júlia Leão, do IG

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