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Dica de Augusto Martins
A Justiça de Moscou proibiu nesta quinta-feira
(7) realização de marchas de orgulho gay pelos próximos cem anos,
segundo informações do jornal O Globo. A comunidade homossexual do país
já informou que vai recorrer da decisão junto ao Tribunal de Direitos
Humanos, que acontece em meio a uma onda de proibição de manifestações.
O tribunal municipal de Moscou negou uma apelação
feita pelo principal líder LGBT do país, Nikolai Alexeyev, que pedia
direito para realizar a parada gay na capital russa pelos próximos 100
anos. Uma medida similar, anti-propaganda gay, já está em vigor em
outras cinco regiões da Rússia.
"O tempo passa e seguiremos pedindo autorização
para novas ações, ainda que nos neguem. Desta vez decidimos recorrer em
Estrasburgo contra a proibição de futuras marchas", declarou Alexeyev.
Na quarta-feira, a Câmara Alta do Parlamento do país
aproveu um projeto que determina aumento em 150 vezes da multa para
quem participa de projetos não autorizados. O projeto aguarda sanção do
presidente Vladimir Putin para entrar em vigor.
No começo do ano, a prefeitura de Moscou negou uma
solicitação para 102 paradas gay entre 2012 e 2112. "Utilizamos uma
brecha na legislação que não estabelece um prazo máximo na hora de
realizar acordos sobre manifestações", diz Alexeyev. Em maio, ele
chegou a ser condenado por "propaganda gay".
Uma tentativa de organizar uma parada gay no último
dia 27 de maio em Moscou foi frustrada pela polícia. Religiosos também
fizeram uma manifestação no centro da capital para impedir protestos por
parte da comunidade LGBT contra o projeto de lei anti propaganda gay
que é discutido na cidade.
Essa mesma lei contra propaganda homossexual já foi
aprovada por várias cidades russas. Uma pesquisa do Centro Levada revela
que 74% dos russos acreditam que gays e lésbicas têm problemas mentais e
menos da metade dos cidadãos russos acreditam que homossexuais devem
ter os mesmos direitos que os heterossexuais.

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