29/02/12

Inglaterra aprova tratamento gratuito de HIV para estrangeiros



Com a finalidade de reduzir custos a longo prazo para seu sistema de saúde, a Inglaterra aprovou o tratamento gratuito de estrangeiros soropositivos no país.


Até então, o HIV era exceção dentre as doenças sexualmente transmissíveis quanto ao tratamento, que deveria ser pago no caso de pessoas não nascidas no país.


A ministra de Saúde inglesa Anne Milton disse que a medida vai proteger o público e alinhar o tratamento do HIV com todas as outras doenças infecciosas.

Integrantes do centros que trabalham com prevenção e tratamento do HIV/Aids comemoram a decisão afirmando que tratar precocemente essas pessoas sairá muito mais barato para o governo do que esperar que a doença se desenvolva e os soropositivos sejam internados com complicações mais sérias.

Rebatendo o discurso dos opositores da nova medida que temem que o país receba “turistas” somente para se tratar na Inglaterra, o governo lembra que País de Gales e Escócia, onde essas mesmas medidas já estão valendo, não viram nenhum efeito como esse.

Filme Amor Proibido começa a ser gravado em Gramado em Março



Visto na Revista Lado A
Dica de Augusto Martins (Equipe Homorrealidade) 

O sétimo filme do cineasta gaúcho Maciel Brum (foto) irá abordar a homofobia. O curta será gravado em Março em Gramado, Rio Grande do Sul, terá o sugestivo nome de “Amor Proibido” e deverá ser lançado até o final do ano. O diretor é famoso por abordar temas polêmicos e fazer boas produções mesmo estando fora do eixo Rio-São Paulo. Amor Proibido já está com a produção estruturada, nas mãos do produtor Drailton Gonzzaga, e contará com a participação dos atores Thierry Figueira e Paulo Villela.

Villela será Paulo, um gay que divide um quarto com um amigo heterossexual, Daniel (Thierry Figueira). Paulo se descobre apaixonado pelo colega e então começam os conflitos internos e entre os personagens.  O curta promete abordar o tema com muita sensibilidade e explorar a imaginação e torcida do espectador. A direção de fotografia do filme é de Ismael Geiger e a direção musical de Carlos de Andrade.

"Para o gay muçulmano, o armário possui sete chaves" Por Miguel Ángel Medina

Um casal homossexual em uma cidade do Marrocos 

Por Miguel Ángel Medina 
Traduzido por Espiritualidade Inclusiva do jornal espanhol El País  
Visto no Espiritualidade Inclusiva


A homossexualidade continua sendo tabu no mundo islâmico
Muitos se rebelam, em especial na Europa

A homossexualidade é um tema tabu na maioria dos países de tradição islâmica: os vizinhos Argélia ou Marrocos, por exemplo, tipificam como delito os “atos homossexuais” e os cinco Estados que condenam os gays à morte são muçulmanos. Na Espanha, onde a maior parte desta comunidade está formada por imigrantes de primeira ou segunda geração, estes preconceitos continuam existindo e, em muitos casos, levam estas pessoas a negar sua identidade sexual ou ocultá-la de suas famílias. Mas, as vozes que reivindicam a compatibilidade entre o Alcorão e a realidade homossexual também começam a se fazer ouvir.

“Quando sabemos que alguém é gay o rejeitamos e paramos de falar com ele”, admite o marroquino Achraf el Hadri, de 27 anos e residente em Madri. A presidenta da União de Mulheres Muçulmanas da Espanha (UMME), Laure Rodríguez, vai mais além: “Existe uma lesbofobia e uma homofobia generalizada dentro das comunidades muçulmanas em nosso país”. “As escolas de jurisprudência islâmica sempre consideram a sodomia como algo proibido”, confirma Abdennur Prado, presidente da Junta Islâmica Catalã (JIC).

Neste contexto, os muçulmanos que planejam o que popularmente se chama sair do armário muitas vezes enfrentam um processo muito complexo. Como explica Manuel Ródenas, coautor do “Estudo sociológico e jurídico sobre homossexualidade e mundo islâmico” (Cogam, 2007): “A característica fundamental dos homossexuais muçulmanos é que vivem em dois mundos muito diferentes: por um lado, suas famílias, que não sabem de nada, e, por outro, com os amigos. São redes que jamais se tocam nem se misturam”. Lola Martín, coautora do estudo, considera que estas pessoas vivem em um “armário duplo” e destaca que alguns deles, inclusive, tratam de ocultar que procedem de países árabes.

A presidenta da UMME está realizando um estudo entre mulheres muçulmanas que vivem na Espanha, com as quais tem contato através das redes sociais. “O ponto em comum de todas as lésbicas que entrevistei é um processo longo, traumático e doloroso para decidirem-se entre sua religiosidade, sua sexualidade ou tentar viver de forma equilibrada”, conta Rodríguez, que já falou com umas 20 delas.

Esta trabalhadora social de 36 anos critica que em vários casos, quando alguma destas mulheres se atreveu a dar o passo e solicitar informação em qualquer associação LGBT, “a primeira mensagem que recebeu dizia que, para ser liberada, teria que abandonar sua crença”. Desde o Coletivo de Lésbicas, Gays, Transsexuais e Bissexuais de Madri (COGAM), negam que suas organizações ajam assim: “Acreditamos na liberdade do indivíduo”, respondem, “e não fazemos diferenciação por causa de religião”.

Shiraz (nome fictício) ilustra como este ambiente pode afetar uma mulher procedente de um país árabe, seja muçulmana ou não. No seu caso, chegou à Espanha há 17 anos e, naquele momento, não se considerava uma pessoa homossexual. “Desde jovem eu gostava de mulheres, mas ao viver na Tunísia, onde não tinha referências, não sabia o que me acontecia e tinha muitas dúvidas”, confessa. “No meu país gostava muito de uma professora, mas eu atribuía isso à admiração”, continua, “e até que emigrei, na verdade, não comecei a assimilar”.

Esta mulher, na casa dos 50 anos, tem o prazer de ter experimentado o processo de assumir sua lesbianidade na Espanha. “Na Tunísia teria padecido um calvário ou teria escondido”, assinala. Na verdade, ninguém de sua família —que vive naquele país— sabe nada sobre sua condição sexual, apesar de serem “muito abertos” para os padrões daquele lugar. “Ali, muitos homossexuais têm uma vida dupla, e alguns até chegam a contrair um matrimônio tradicional para escondê-la”. A tunisiana comenta que nunca se considerou uma pessoa religiosa. “Mas, a educação que lhe dão desde criança influi, e há coisas que lhe escapam mesmo sem se dar conta”, admite.

Ajudaria a mudar esta situação uma organização LGBT especificamente muçulmana? Na França, onde há imigrantes de terceira e quarta geração, a associação Homossexuais Muçulmanos da França (HM2F) tem lutado desde 2010 pelos direitos deste grupo. “Não temos que deixar de ser muçulmanos por sermos homossexuais”, explica seu fundador, Ludovic L. Mohamed Zahed, de 34 anos. Sua ação é centrada em trabalhar por um islã inclusivo no qual esta comunidade tenha lugar e em demonstrar que excluir da sociedade as mulheres ou os gays “não é islâmico”. Demonstram isso através do Alcorão, o livro sagrado do islã, e dos Hadith, a tradição oral sobre a vida do Profeta.

Para debater sobre estes assuntos, Zahed organizou um congresso europeu, chamado Calem, que celebrou sua segunda edição reunindo 250 pessoas em dezembro passado em Bruxelas (Bélgica), e cujas conclusões tem apresentado em conferências em Paris, Lisboa e Madri. O fundador da HM2F já prepara o terceiro Calem, que pretende levar também à Itália, Suíça e Luxemburgo.

Mas, na Espanha não existe una organização similar, segundo confirma a Federação Estatal de Lésbicas, Gays, Transsexuais e Bissexuais (Felglt). “Há alguns muçulmanos em associações LGBT e outros vinculados às organizações muçulmanas mais abertas”, conforme nota da Federação. O mais parecido é o grupo KifKif (“como iguais”, em árabe), que trabalha pelos direitos dos gays no Marrocos, mas também pelos dos que cruzam o Estreito [de Gibraltar]. “Nosso âmbito de atuação é fundamentalmente o país vizinho, mas tivemos que nos registrar como associação na Espanha porque lá a homossexualidade é considerada como delito”, explica Samir Bargachi.

A história deste marroquino de 24 anos é tão complexa quanto a de outros imigrantes que decidiram sair do armário ao emigrar: confessar sua condição sexual supõe que parte de sua família e muitos de seus amigos tenham deixado de lhe falar.

No entanto, Bargachi, que vive na Espanha há 12 anos, não se conformou que as coisas sejam sempre assim. Por isso, iniciou uma associação para defender os direitos dos homossexuais árabes. “Nosso trabalho na KifKif está focado principalmente na comunidade do magrebe e de outros países árabes, mas não nos consideramos uma associação muçulmana, mas leiga”, afirma Bargachi. “Na Espanha, temos um grupo de apoio da comunidade marroquina formado por umas 10 pessoas, mas nosso trabalho está centrado no Marrocos”.

Em sua opinião, “a comunidade muçulmana na Espanha ainda é homofóbica”, porque está formada, na sua maior parte, por imigrantes de primeira ou segunda geração. “Meus pais, por exemplo, não estão totalmente integrados, apesar de já viverem aqui há muito tempo”, acrescenta. Com seu trabalho, o marroquino pretende sensibilizar este grupo, assim como abrir o debate sobre a homossexualidade no Marrocos. Lá, este jovem criou a revista Mithly, a primeira que fala destes temas naquele país, e em língua árabe. Foram editados quatro números impressos e, atualmente, continuam sendo publicados na Internet.

As vozes contra a homofobia surgem de dentro do próprio islã espanhol. “Não há qualquer base que justifique a perseguição dos homossexuais no Alcorão”, afirma, taxativo, Abdennur Prado, que dedicou a este tema um capítulo de seu livro “O Islã antes do Islã” (Oozebap, 2008). Para Prado, aqueles que afirmam que a homossexualidade está proibida por esta tradição estão equivocados: “O hadith a que se referem fala dos seguidores de Ló, o mesmo episódio que na Bíblia concentra-se em Sodoma e Gomorra. Mas, lendo com atenção, se comprova que não fala de relações homossexuais, mas da violação de estrangeiros e do desrespeito à leis da hospitalidade”, afirma Prado, de 44 anos.

O presidente da Junta Islâmica Catalã, que participou do congresso em Bruxelas, defende que, segundo a tradição oral sobre a vida do profeta, nos tempos de Maomé existiam homossexuais, que se chamavam muhandazun e a quem o enviado de Alá sempre defendeu. Prado destaca, além disso, que, no mundo islâmico, há muitos exemplos de poesia e literatura homoerótica, isto é, erótica e de temática homossexual, uma tradição que decaiu com a chegada do colonialismo europeu aos países árabes.

O desafio, agora, é que o debate seja ampliado. E, parece que os primeiros passos poderiam ser dados em breve. “No futuro, sou favorável a que haja um debate sobre a homossexualidade nas comunidades muçulmanas da Espanha”, comenta Mohamed Hamed Alí, presidente da Federação Espanhola de Entidades Religiosas Islâmicas, que agrupa mais de 100 associações em toda a Espanha. “É uma questão que está aí e ninguém pode negar, ainda que possamos não estar de acordo em algo, mas sempre dentro dos parâmetros da democracia e da Constituição espanhola”, confirma Alí, de 58 anos. Prado ressalta: “O Alcorão diz que Deus está sempre com os perseguidos, e tenho claríssimo que é assim, que os crimes que estão sendo cometidos contra os homossexuais e as lésbicas são aberrantes. É para mim um dever religioso como muçulmano lutar contra essa injustiça”.


“Parte de minha família deixou de falar comigo ao dizer-lhes que sou gay”

O marroquino Samir Bargachi (Nador, 1987), que vive na Espanha há 12 anos, fundou a associação Kifkif para defender os direitos dos gays no Marrocos.

Pergunta. Como você assumiu que era homossexual?

Resposta. O processo para assumir minha homossexualidade foi muito complicado, porque venho de um espaço cultural, Marrocos, onde a sexualidade não é tratada em público. Quando me dei conta do que sentia estava totalmente desinformado, não sabia o que me acontecia e nem sequer punha um nome ao que me passava. Meu caminho para chegar a esta conclusão se iniciou no meu país natal e continuou depois na Espanha, onde fui morar com minha família em 2000. E, na verdade, não pude contá-lo até que saí de casa. Mais adiante, quando passei a viver fora da casa de meus pais, então pude agir com mais liberdade.

P. Perdeu amigos por dizer que é gay?

R. Confessar minha condição sexual me custou muitas amizades e uma parte de minha família deixou de falar comigo.

P. Qual foi a reação de sua família naquele momento?

R. A princípio, decidi não contar a meus familiares, porque a maioria deles são conservadores e religiosos. Na verdade, temia mesmo que me expulsassem de casa se o confessasse; isto é, tinha alguns medo concretos e reais. Quando minha família soube, minha mãe entendeu, mais ou menos, e continuo tendo uma boa relação com ela e com minhas irmãs. Já meu pai, pelo contrário, foi muito afetado e perdi o contato com ele.

P. Conhece casos similares?

R. Sim, este padrão se repete com outros amigos árabes e muçulmanos, a quem ocorreu o mesmo; isto é, suas mães entendem, seus irmãos homens, menos, e seu pai, nada.

P. A comunidade muçulmana na Espanha é homofóbica?

R. Totalmente. Na Espanha, a imigração muçulmana ainda é uma imigração recente, de primeira ou, quando muito, de segunda geração, e por isso seu código cultural vem destes países. É muito diferente do caso da França ou Reino Unido, onde já vão para uma terceira ou quarta geração e, portanto, há muito mais integração que aqui.

P. Está proibida a homossexualidade no islã?

R. Eu não tenho a mesma opinião que os sábios muçulmanos que dizem isto, e tenho amigos que são religiosos e pensam como eu. No Alcorão unicamente se fala da história de Ló, e está claro que não se refere à homossexualidade, mas a violações, vexações… algo muito diferente.

P. Você se considera muçulmano?

R. Sou uma pessoa muçulmana culturalmente, isto é, que essa é a cultura na qual me eduquei. Entretanto, não me considero religioso.

P. Você já teve uma rede dupla de amigos?

R. Agora, a maioria de meus amigos são espanhóis que conheci no colégio, mas efetivamente, até pouco, tinha dois grupos de amigos: por um lado, os espanhóis, a quem contei de minha homossexualidade e, por outro, os de tradição muçulmana com que se relacionava minha família (amigos de meus irmãos, vizinhos…) que não sabiam de nada. Com eles era muito difícil encaixar todas as facetas de minha vida: imigrante, muçulmano e homossexual.

"Cinco gays que marcaram a história" Por Marcel Verrumo



Por Marcel Verrumo 
Colaboração para a Superinteressante


Nem só por héteros foi escrita a História. Ao longo dos séculos, muitos heróis - e vilões - que mudaram os rumos da civilização foram gays. Alguns foram aceitos por seu tempo. Outros não tiveram a mesma sorte. Isso sem falar naqueles cuja orientação sexual nunca ficou clara.

Em algumas civilizações antigas, nem era preciso sair do armário - a homossexualidade era natural e fazia parte da sociedade. A condenação dos gays veio com a ascensão das religiões monoteístas. Em 533, o imperador cristão Justiniano assinou a primeira lei que proibia as práticas homossexuais. A pena pelo “crime” podia ser a morte. Nos séculos seguintes, a história da comunidade gay foi marcada por condenações, perseguições e assassinatos. Mas também por grandes feitos na política, na ciência e nas artes. Relembre 6 gays que, para o bem ou para o mal, mudaram a história.

1. Sócrates (470 a.C. – 399 a.C.)

Sócrates, um dos principais filósofos ocidentais, viveu na Grécia Antiga, onde era normal um homem mais velho manter relações sexuais com homens jovens. O tutor de Platão chegou a declarar que o sexo anal era sua melhor fonte de inspiração e que relações heterossexuais serviam apenas para procriação. Detalhe: Sócrates defendia a investigação e o diálogo para se chegar à verdade, método que deu origem à famosa DR que assombra casais. Será que, em algum momento, ele precisou ter uma DR porque sua “fonte de inspiração” havia secado?!

2. Alexandre, o Grande (356 a.C. – 323 a.C.)

A orientação sexual do guerreiro macedônio é assunto que já rendeu polêmicos estudos acadêmicos, livros e até filmes hollywoodianos. O historiador Plutarco conta que Alexandre se casou quatro vezes (com mulheres). No entanto, alguns historiadores, como Diodoro Sículo, afirmam que o guerreiro teria tido pelo menos um amante-homem, Heféstion. Aliás, quando Heféstion morreu, Alexandre teria ficado sem comer e beber por vários dias.

3. Leonardo da Vinci (1452 – 1519)

A versatilidade e o talento de Leonardo da Vinci nunca surtiu dúvidas: ele foi cientista, engenheiro, anatomista, botânico, inventor. E pintor, claro. Com base em registros históricos e em escritos pessoais, biógrafos de Da Vinci deduzem que o gênio teria sido homossexual. Leonardo passou, inclusive, por um tribunal após ser acusado de sodomia com um homem prostituto. A acusação não foi adiante, mas os boatos a respeito da sexualidade de Da Vinci permanecem até hoje.

4. Ernest Röhm (1887 – 1934)

Homossexual assumido, Röhm foi um dos braços-direito de Adolf Hitler e um dos responsáveis pelo crescimento do movimento nazista na Alemanha dos anos 1920-1930. Devido à sua orientação sexual, o oficial tinha muitos inimigos dentro do partido. O resultado da sua união com Hitler não poderia ser diferente. Quando o fürher percebeu que Ernest poderia lhe causar sérios problemas (tipo uma contradição histórica inexplicável), decidiu tirá-lo do seu caminho. Fez o mesmo que fazia com muitos dos homossexuais da época: matou.

5. Harvey Milk (1930 – 1978)

Harvey Milk, representante distrital de São Francisco, foi o primeiro gay assumido a vencer uma eleição nos Estados Unidos. Em uma sociedade conservadora da década de 1970, ele discursava em favor da liberdade e tentava dar esperança aos gays. Seu ativismo foi importante na luta gay: 11 meses após ser eleito, Milk conseguiu aprovar uma lei sobre os direitos dos homossexuais de São Francisco. Personalidade polêmica e visada por conservadores, o militante foi assassinado um anos após ser eleito. Para conferir a história do político, vale conferir “Milk - A Voz da Igualdade”, de Gus Van Sant.

Bônus: Tim Cook (1960 - )


Cook pode não ter mudado ainda os rumos da civilização, mas poder para isso não falta. Tim Cook, fora do armário, é o presidente da Apple e sucessor do mítico Steve Jobs. Alguém duvidade seu potencial?

Fonte: Born to Be Gay – História da Homossexualidade, William Naphy, Edições 70, 2006.

Nota do Homorrealidade: E sua lista? Quem seriam as 05 personalidades gays que mais marcaram a história? Comente conosco quem são as pessoas que moram em sua lista. 


Trilha Especial: The Shins - "Simple Song"

28/02/12

George Clooney explica por que nunca negou boatos de que seria gay


O ator George Clooney, 50, falou sobre os boatos de que seria gay em entrevista à revista "The Advocate".

 "Acho engraçado", afirmou. "Mas a última coisa que você me verá fazendo e sair por aí dizendo: 'É mentira!'."

"Isso seria injusto e grosseiro com os meus bons amigos da comunidade gay", disse. "Não vou deixar ninguém fazer parecer que ser gay é uma coisa ruim."

"A quem incomoda o fato de alguém ser gay?", prosseguiu. "Eu estarei morto há muito tempo e as pessoas continuarão dizendo que eu era gay. Não me importo."

"Minha vida particular é particular, e estou muito feliz com ela", contou. "Você vive sua vida bem, trata as pessoas bem e espera que ninguém invente histórias sobre você, mas elas inventam de qualquer forma."

Clooney, que frequentemente diz não querer se casar novamente --ele foi casado de 1989 a 1993 com a atriz Talia Balsam--, namora a lutadora Stacy Keibler, 32, e milita em prol do casamento gay. 

Namorado de Ariadna grava vídeo em defesa da transexual



Publicado pela Folha 
Por Vitor Angelo 

O empresário italiano Gabriele Benedetti não gostou do modo como trataram sua namorada Ariadna e saiu em sua defesa em vídeo publicado no dia 21 de fevereiro no YouTube. 

“Acabei de assistir a um vídeo na Internet de um tal de Bola, Bolinha, não sei o nome dele [integrante do programa Pânico na TV - Rede TV], e vi que tratarem de um jeito muito ofensivo minha mulher. Gostaria de falar para quem fez esse programa que pode ser divertido para alguém que não tem o que fazer, mas na verdade tratar de alguns assuntos desse jeito ofensivo não é certo nem legal. Nosso mundo já tem muito preconceito”, disse o empresário.

Nele, Benedetti também diz que não é gay. Esta declaração vem para reafirmar – mesmo com o ar de dúvida dos mais ignorantes – que são os heterossexuais os mais interessados sexualmente pelas transexuais. Mas dentro de uma lógica perversa, o hétero que assume abertamente que não tem problemas em se relacionar com trans, pois o que está em jogo é o desejo pela figura feminina, pode também ser alvo de zombaria. 

“Gostaria de falar pra todo mundo que não sou gay, mas se fosse não teria nenhum problema. Queria falar que minha mulher é mulher. Se alguém tem curiosidade, ela é uma mulher que fez uma operação total pra ficar mulher. E muita gente não sabe quanto esse percurso é muito complicado e difícil. Por isso, admiro muito a minha mulher.[...] Eu entendo que seja muito curioso saber como é namorar uma mulher que tem a história da Ariadna. Mas gostaria de falar de coisas mais lindas, como o sentimento que eu tenho por ela e o carinho ue tenho por ela.[...] Gostaria de agradecer aos milhões de fãs dela que apoiam nossa história”, termina o namorado de Ariadna, a primeira transexual do BBB. 


O que é mais louvável nesse vídeo é a coragem que Benedetti tem de mostrar a cara, de dizer seus sentimentos em relação a Ariadna e de ser um homem de verdade ao defender o que ama. 

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Alagoas ganha plano estadual de políticas públicas LGBT


Publicado no Cada Minuto 

A Superintendência de Direitos Humanos apresentou aos secretários estaduais Katia Born (Mulher, Cidadania e Direitos Humanos) e Dário Cesar (Defesa Social) o plano estadual de políticas públicas LGBT, definidos durante diversas conferências realizadas em Alagoas. A apresentação foi realizada nesta segunda-feira (27), na sede da Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds), e contou com a presença de representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. 

“A construção de um plano estadual era o que havia de mais urgente para o Estado”, explicou a presidenta interina do Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT, Irina Bacci. Para a gestora, é fundamental a criação de uma parceria entre os governos estadual e federal. “Os dados surpreendem. A violência contra a comunidade LGBT em toda a região Nordeste é algo que preocupa a secretaria nacional. A ideia é, de repente, criar em Alagoas um projeto piloto de combate à homofobia”, disse.

Endossando o pensamento da presidenta interina, o secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT, Igo Martini, ressaltou a importância deste encontrou. “Nós queremos que essa não seja apenas mais uma reunião. Queremos que essa seja a reunião para toda a região Nordeste. Queremos estar aqui junto ao governo estadual para enfrentar a homofobia”, esclareceu. 

A secretária Katia Born salientou o valor do trabalho conjunto da Secretarias da Mulher e da Defesa Social no enfrentamento à discriminação LGBT. “A criação do Grupo de Trabalho (GT) é uma conquista conjunta para agir em prol de uma comunidade que vive em situação de vulnerabilidade. É mais um mecanismo criado para vencer a violência”, argumentou Katia Born. 

Elogiado pelos representantes do governo federal pelo desempenho do Estado na assinatura do Termo de Cooperação Técnica em Segurança Pública, o secretário Dário Cesar afirmou que a violência está arraigada à cultura, mas garantiu empenho na defesa da população LGBT. “O Brasil de hoje, cada vez mais democrático, cada vez mais plural deve respeitar a diversidade. Tenho certeza que com implantação do GT vamos, além de acompanhar, dar transparência e fazer com que as pessoas tenham exata noção da importância deste grupo”, concluiu. 

Os secretários de Defesa Social, Dário Cesar, e da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, Kátia Born, se reuniram, nesta segunda-feira (27), com lideranças do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) para tratar sobre o enfrentamento à violência contra a população LGBT em Alagoas. O encontro cumpre sugestão da ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, que escolheu o Estado para sediar a reunião. 

Segundo o coordenador geral de Promoção dos Direitos LGBT da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, Gustavo Bernardes, Alagoas é referência para os demais estados por ter sido o primeiro a assinar o acordo de cooperação técnica para a articulação e implementação de políticas de enfrentamento a crimes homofóbicos. 

“Temos uma preocupação com a violência. A maioria dos casos está principalmente aqui no Nordeste. Não podemos tolerar a violência contra alguém por sua opção sexual. Essa reunião serviu para estreitarmos laços com a Secretaria da Mulher e com a Secretaria da Defesa Social e para levar a campanha para outras unidades da federação”, afirmou. 

O encontro também visa envolver toda a sociedade na adoção de medidas preventivas para conter a violência contra a população LGBT. Além disso, desde dezembro a Secretaria da Defesa Social adotou o Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia para promover ações que reduzam a violência contra homossexuais. “A Defesa Social está implantando um novo conceito no acolhimento aos direitos humanos”, afirmou a secretária Kátia Born. 

 Para o secretário Dário Cesar, a transparência na elucidadção de crimes do tipo é fundamental. “Os crimes precisam ser elucidados, além de evitados. O que puder ser feito para diminuir a violência contra a comunidade LGBT nós faremos”, disse. Durante a reunião, os ativistas presentes propuseram a criação de um centro de referência LGBT em Alagoas, além da realização de uma campanha contra a homofobia. 

De acordo com Aarão José, representante da Defesa Social no Conselho de Combate à Discriminação de Alagoas, o Governo do Estado uniu as Secretarias da Defesa Social e da Mulher, Cidadania e dos Direitos Humanos no combate à homofobia. “Para isso, foram realizadas conferências regionais e uma estadual para debater ações de enfrentamento à discriminação. A Defesa Social também acompanha os crimes homofóbicos em Alagoas”, afirmou ele. 

A reunião, que aconteceu na sede da Defesa Social, também teve a participação da Superintendente da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, Hélia Coelho da Paz; da coordenadora adjunta de Políticas da Defesa Social, delegada Kátia Emanoelle; e da coordenadora do Centro de Referência da Diversidade, Irina Bacci 

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Três jogadores são acusados de homofobia na Inglaterra



Visto no R7 Esportes 

De acordo com a FA os jogadores manifestaram de maneira imprópria no Twitter

A Federação Inglesa de Futebol (FA, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira (27) que abriu inquérito para apurar supostos casos de homofobia praticados, via Twitter, por três jogadores que atuam no Campeonato Inglês: Federico Macheda, do Queens Park Rangers (emprestado pelo Manchester United), Nile Ranger, do Newcastle, e Manny Smith, do Walsall, da terceira divisão.

De acordo com a FA, o atacante italiano e os outros dois jogadores se manifestaram de maneira "imprópria e de dano à imagem do esporte" pelo Twitter. Ainda segundo a Federação Inglesa, os comentários se referiam à "orientação sexual de uma ou várias pessoas".

Os três têm até a tarde de quarta-feira para se defenderem das acusações. Há uma semana, Ravel Morrison, jogador que recentemente trocou o Manchester United pelo West Ham, foi multado em 7 mil libras (aproximadamente R$ 19 mil) também por homofobia na internet.

Travesti assume cargo na Secretaria de Justiça da Bahia


Publicado no Bahia Notícias 

A coordenação do núcleo LGBT na Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia (SJCDH) possui uma travesti no quadro de funcionários desde janeiro de 2012. Paulete Furacão é a responsável pela promoção de direitos LGBT. 

O secretário Almiro Sena disse no lançamento da campanha de mobilização nacional pelo combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, no último domingo (26), que Paulete é a primeira travesti que assumiu um cargo na secretaria. Além disso, a inclusão de um indivíduo transgênero, de acordo com Sena, trará um olhar de propriedade à causa da promoção da igualdade social.

Projeto de bancada evangélica propõe legalizar 'cura gay'

Publicado na Folha 

O paciente deita no divã e pede: não quer mais ser gay. O psicólogo deve ajudá-lo a reverter a orientação sexual? Parlamentares evangélicos dizem que sim e tentam reverter uma resolução do Conselho Federal de Psicologia. 

Um projeto de decreto legislativo quer sustar dois artigos instituídos em 1999 pelo órgão. Eles proíbem emitir opiniões públicas ou tratar a homossexualidade como um transtorno. 

Segundo o projeto do deputado João Campos (PSDB-GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica, o conselho "extrapolou seu poder regulamentar" ao "restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional". 

O conselho de psicologia questiona se o projeto pode interferir na sua autonomia. Para o presidente do órgão, Humberto Verona, estão lá normas éticas para combater "uma intolerância histórica". 

Deve-se curar a "síndrome de patinho feio", e não "a homossexualidade em si", diz Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Para ele, é o preconceito que leva um gay a procurar tratamento.

"[Ninguém diz] 'cansei de ser hétero, vim aqui me transformar'", completa Verona. 

Freud explica? 

O estudante de direito e homossexual Fábio Henrique Andrade, 18, foi mandado para o psicólogo pela primeira vez com dez anos. O filho deveria "tomar jeito" antes que virasse gay, na opinião de sua família adotiva. 

A voz fina tirava o pai do sério. "Falava que era de veado." E também o fato de ele só brincar com as meninas. 

Para o pastor e deputado Roberto de Lucena (PV-SP), cruel é deixar "um homem em conflito" ao léu psicológico. Ele é relator do projeto de Campos, hoje sob análise da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. 

A princípio, Lucena crê que os pais têm o direito de mandar seus filhos para redirecionamento sexual. Mas reconhece que o tema deve ser discutido em audiência pública, prevista para as próximas semanas em Brasília. 

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Trilha Especial: Fun.: "Some Nights Intro"

27/02/12

Crô, de "Fina Estampa", sela as pazes entre a Globo e o movimento gay



Escrito por Mariana Zylberkan para o  site da Revista Veja

Dica de Augusto Martins (Equipe Homorrealidade)


Mordomo vivido por Marcelo Serrado caiu nas graças de militantes homossexuais e tem ajudado a pacificar a relação com a Globo, que ficou estremecida em 'Insensato Coração', quando a emissora brecou o ativismo exagerado de Gilberto Braga.

Caricato ao extremo, Crodoaldo Valério (Marcelo Serrado), o mordomo de Fina Estampa, tinha tudo para ser inserido na lista negra do movimento gay. Ele, que invoca Lady Gaga em momentos de desespero, venera a cantora Madonna em um altar particular e desmunheca o tempo todo, parecia um retrocesso diante das conquistas que a causa gay vinha obtendo nas novelas, com direito a união estável e merchandising social pró-adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Mas é justamente o estereotipado Crô quem está selando as pazes entre a Globo e o movimento gay, cuja relação andou estremecida no final de Insensato Coração, quando a emissora brecou a dupla de autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares, que ia colorindo a novela tal qual um arco-íris. Crô caiu no gosto do público e também conquistou os militantes, que veem nele o retrato fiel de um tipo de gay bastante comum na vida real.

O autor da trama, Aguinaldo Silva, é categórico em defender que, na vida real, há muito mais homossexuais pintosos e divertidos como Crô do que gostariam os militantes mais ferrenhos da luta pelos direitos dos gays. “Tem gay ativista dizendo que Crô presta um desserviço à causa por ser pintoso!”, escreveu o autor em sua página no Twitter em dezembro. Mas a verdade é que integrantes de algumas das principais associações do movimento gay – incluindo aquela que protestou quando a Globo pôs freio em Braga e Linhares – gostam de Crô. “Há muitos gays que se parecem com ele. Crô faz a linha submisso, mas, na verdade, ele não é oprimido, sempre dá a volta por cima. Temos respeito ao correto e não ao politicamente correto”, diz Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais (ABGLBT), a entidade que afrontou a Globo em 2011. 

Reis calcula que cerca de 20% do movimento homossexual seja contrário ao personagem por seu tom afeminado e sua subserviência à madame Tereza Cristina (Christiane Torloni). A afetação de Crô, de fato, tem sido explorada à exaustão por Aguinaldo Silva. Que, aliás, desde antes de a novela estrear avisava que colocaria no ar uma bicha caricata, estancando o avanço do gay sério e politicamente correto no horário nobre. 

Atualmente, as cenas cômicas de Crô têm sido turbinadas pela sugestão de que ele e o homofóbico motorista Baltazar (Alexandre Nero) guardam uma paixão enrustida. “Eles já são um casal, embora não saibam. Aquela implicância entre os dois, o fato de sempre encontrarem pretextos para se agarrar, para mim significa que existe algo entre eles. Agora, se até a novela terminar eles vão permitir que a luz se faça e eles percebam que tipo de relacionamento vivem, eu não sei”, diz Aguinaldo Silva. Para o autor, o tratamento bem humorado que dá à relação entre Baltazar e Crô não o distancia do passado de militante gay. “O que eu quero dizer é que não existem casais certinhos, e isso serve tanto para os heteros como para os homos. Somos iguais nos sentimentos e também na forma de expressá-los.”


Outros fãs – Leandro Rodrigues, diretor da Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais (GLBTT) de São Paulo, diz ter receio de que Crô reforce o estereótipo de que o homossexual é sempre o capacho da mulher poderosa – assim como Duda Martins, assisente 24 horas da socialite Val Marchiori. Apesar da crítica, Rodrigues vê evolução na maneira com que as novelas têm retratado os homossexuais. “A televisão está mais aberta às causas gays e passou a escutar mais as nossas reivindicações.”


O sucesso de Crô ajuda a pavimentar esse caminho. "O personagem tem uma repercussão enorme e tem conquistado pessoas de diferentes mentalidades. Ficamos felizes com isso."

Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia, também vê avanço nessa relação. “A TV caminha para fazer as pazes com o movimento gay. Não por que ela quer, mas por causa da concorrência. O exótico sempre chama mais atenção. O tema gay se fortaleceu nas novelas por causa disso, mas um dia vai ser tratado da forma que a gente quer.”

Cerqueira também é a favor de Crô: "Ele é engraçado e, por isso, tem mais facilidade de transmitir mensagens importantes de conscientização contra a homofobia. O humor é um veículo de transformação."

Alguns militantes citam a personagem Ana Girafa (Luis Salém), a transexual da novela Aquele Beijo, como um exemplo do respeito maior da teledramaturgia às diferenças. “A novela dá um tratamento político interessante ao transexual. A personagem trabalha num salão de beleza e é aceita socialmente. Até o fato de ela ser rejeitada pela mãe é positivo, pois mostra o cotidiano real dessas pessoas”, diz Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia. 

São Paulo é eleito o quarto destino gay do mundo segundo site especializado


Dica de Augusto Martins (Equipe Homorrealidade)

Uma pesquisa realizada pelo site especializado GayCities.com, em parceria com a companhia aérea American Airlines, colocou a cidade de São Paulo como a quarta melhor cidade para os gays viverem e visitarem em 2011.

A capital paulista apenas perdeu para Tel Aviv, em Israel, que obteve 43% dos votos e ficou em primeiro lugar. Em seguida, veio Nova York, nos Estados Unidos, com 14% e em terceiro Toronto, no Canadá, 7%. São Paulo conseguiu 6% dos votos dos internautas.

O site escreve sobre a cidade começando com a famosa Parada: “Seria injusto dizer que São Paulo tem uma cena gay emergente. A Parada Gay de São Paulo é uma das maiores do mundo, atraindo anualmente 3 milhões de pessoas.”

E continua: “A cena GLS (gíria brasileira para gays, lésbicas e simpatizantes) tem uma inclinação mais para o alternativo e o underground do que o Rio de Janeiro. Megaclubs com go-go boys e DJs são populares, mas também tem bares e restaurantes com música ao vivo, bebidas baratas e shows de drags.

O site avisa: “Mesmo durante a entressafra da Parada Gay, São Paulo sempre está bombando”.

Apesar da Parada e do estado de São Paulo ter um lei anti-homofobia que ainda não existe em nível nacional, a cidade tem visto, principalmente no ano de 2011, um aumento considerável de agressões contra homossexuais ou pessoas que são identificadas por certos grupos como gays, mesmo não tendo essa orientação sexual.

E você, o que acha de São Paulo ser considerada como um dos melhores destinos gay. Merece ou é não essa colocação?

Fonte: JL/Folha

Trilha Especial: Electric Six - "Gay Bar"

Militantes LGBT farão protesto na capital do País contra a homofobia


Dica de Augusto Martins (Equipe Homorrealidade)

Pelo terceiro ano consecutivo, a militância LGBT brasileira vai ocupar a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para pedir o fim da intolerância e do preconceito contra a diversidade sexual. A III Marcha Nacional Contra Homofobia será realizada no dia 16 de maio, véspera do Dia de Luta Contra a Homofobia. 


O tema neste ano é “Homofobia tem cura: educação e criminalização”, frase que não deixa passar batido o veto ao material anti-homofobia do Ministério da Educação (MEC), realizada pelo Governo Federal em 2011.

Estão programadas manifestações em frente ao Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Palácio do Planalto. Organizadora da marcha, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) articula ainda a realização de uma audiência pública no Senado Federal, a partir das 14h do dia 15 de maio, para debater o tema “Homofobia tem cura: educação e criminalização”.

Redação da Agência de Notícias da Aids com informações do Mix Brasil
  ABGLT
Tel.: (41) 3222-3999

Gays batem recorde de beijo mais longo do mundo


50 horas, 25 minutos e 1 segundo foi o tempo necessário para o casal Nontawat Jaroegenasornsin, de 31 anos, e Thanakorn Sittiamthong, de 28 anos, entrar para o Guinness, o livro dos recordes.

O casal gay tailandês bateu o recorde como o beijo mais longo da história. Eles concorreram com seis casais heterossexuais em um concurso feito na cidade turística de Pattaya.

No ano passado, os moços já haviam tentado, mas perderam para um casal hétero que se beijou por 46 horas ininterruptas.

Para ganhar o prêmio de 5 mil euros, eles não puderam se deitar tampouco dormir, claro, e se alimentaram com líquidos por canudinhos. E viva a visibilidade gay!

Lembrando que, no Brasil, há poucos dias, um casal gay recebeu prêmio por dar o beijo mais longo debaixo d’água.

26/02/12

Trilha Especial: She & Him - "In The Sun"

"Mãe, eu sou gay!" Por Flávio Alves

Por Flávio Alves para o Super: Ideias Canhotas 


Há um tempo atrás perguntei à minha mãe se ela queria ter um filho gay. Perguntinha bem sacana, ela já tem um filho gay. Foi de maldade mesmo.

Primeiro ela me olhou desconfiada, como se perguntasse Onde esse moleque quer chegar? Depois ela enrolou, disse pra eu parar de bobeira, que estava ocupada, ficou resmungando, fez uns sons estranhos (algo parecido com errrr... hããã... romha... jfgjwh... gdughd...) e não me respondeu. Como eu insisti no assunto, ela me disse que isso não importa mais, que me ama do jeito que eu sou, que tem muito orgulho de mim, e que eu sou o filho que ela queria!

Amei a resposta, óbvio, mas fiquei pensando no “isso não importa mais” que ouvi dela e relembrando dos momentos em que minha homossexualidade importou.

Minha mãe é uma mulher conservadora, tem muitos valores diferentes dos meus. Teve uma infância dura, começou a trabalhar ainda criança, estudou pouco, se casou aos 16 anos por ter engravidado. Foi educada em uma família de valores morais rígidos, onde homens e mulheres tinham papéis demarcados, e sair deles era transgressão das grandes.

Como toda família tradicional, a minha tem lá os seus tabus, seus segredos. Sabe aquelas histórias que todo mundo sabe, mas ninguém toca no assunto? Então, infidelidade, sexo antes do casamento, aborto e homossexualidade são alguns exemplos desses tabus. Só se fala nesses assuntos se for para condenar, e reafirmar que em nossa família essas imoralidades não são toleradas.

Foi nesse meio que eu cresci. E foi nesse ambiente familiar que um dia contei ao meu irmão que sou homossexual. Ele, para minha surpresa, que me apoiou de cara! Depois contei para minha mãe, e aí a notícia se espalhou. Parte da família quis colocar o assunto no rol dos temas proibidos, alguns deram uma afastada e passaram a me evitar.

Minha mãe não me condenou, ela simplesmente silenciou sobre o assunto. Ela evitou o assunto o quanto pôde, e com o silêncio a gente acabou se distanciando um do outro. O fato é que minha mãe, como muitas mães de LGBTs por aí, nunca quis ter um filho gay. E eu não a condeno por isso! Ela não quis, eu não escolhi ser, e ambos tivemos que aprender com a situação.

Minha mãe nunca me censurou abertamente, nunca me chamou de abominação, coisa do demo, monstro, pervertido, ou qualquer outro adjetivo parecido, em tese ela me aceitava. De repente, ela passou a reclamar quando eu passava a noite fora, a se incomodar com algumas amizades que eu tinha, e com o meu distanciamento e ruptura com as religiões. Às vezes me perguntava indiretamente se era isso mesmo que eu queria.

Várias vezes percebi em suas falas um monte de discursos carregados de preconceito contra homossexuais, termos como bichinhaboiolaviadinho, entre outros. Aquilo me irritava demais, e uma vez disse a ela que assim como ela falava dos gays vizinhos e de alguns dos meus amigos, outras pessoas poderiam naquele momento estar falando a mesma coisa de mim. Isso a perturbou.

Eu podia deixar as coisas como estavam, deixá-la criticar quem bem entendesse, mas não achava justo, optei por conversar. Resolvi abrir espaço para o diálogo e finalmente começamos a falar sobre o assunto, sem rodeios.

Uma das primeiras coisas que ela me disse foi que nunca desconfiou de minha orientação sexual, que não sabia que tinha um filho gay, nunca tinha parado para pensar sobre como é ser mãe de um homossexual e que não sabia como lidar com tudo isso. Me disse que umas das coisas mais importantes que fiz foi ter tido a coragem contar a ela.

Tivemos inúmeras conversas, e nelas fomos revendo nossos valores. Eu estava em um momento que precisava muito que minha mãe me compreendesse, que me conhecesse e participasse da minha vida. E foi ficando claro de que ela precisava da mesma compreensão. O filho que ela idealizou não existia mais, e isso não deve ter sido fácil para ela.

Falamos sobre os nossos medos, ela me disse que tinha medo de que eu sofresse com preconceitos, que seria doloroso para ela se soubesse que eu fui discriminado ou agredido. Disse que não precisaria sair de casa para ser discriminado, o silêncio e a indiferença com que ela estava me tratando era um exemplo de preconceito, e machucava mais, pois vinha dela.

Ela me disse que sonhou em me ver casado, dando netos, construindo uma família. Que queria me ver como um homem honesto e trabalhador.  Disse a ela que casar e ter filhos ou não, independia da minha orientação, e que quanto a ser honesto e trabalhador já podia se dar por satisfeita, tinha feito o seu trabalho direitinho. Enfim, com o tempo passamos por inúmeros temas que povoavam o imaginário dela e do restante da família.

Foi um período bem interessante, de nos re-conhecermos, de eu perceber o amor incondicional de minha mãe, e aprender a recebê-lo, e de minha mãe entender que mesmo que eu fosse heterossexual, jamais seria o filho que ela idealizava, foi um tempo para ela perceber que pouca coisa mudou e que ela, como mãe, não falhou comigo.

Essas conversas, essa troca de impressões e sentimentos nos reaproximou, voltamos a ser muito ligados, mas de uma forma mais sincera. Ela teve de me respeitar pelo que sou e eu tive que respeitar o tempo dela, levou um bom tempo, e às vezes ainda voltamos ao tema, ampliamos as discussões, revisitamos nossos sentimentos.

Hoje, minha mãe é bem aberta, foi a primeira a acolher uma tia que aos 49 anos resolveu se assumir lésbica. Cuida dos meus amigos que estão em processo de saída do armário, fica horrorizada quando conto de algum amigo que teve que sair de casa por não ser aceito, se indigna com os inúmeros casos de homofobia, e se diverte com as milhares de bobagens que eu confidencio a ela.

Enfrentou as discussões dentro de casa, cresceu como pessoa, deu novos sentidos aos seus próprios valores e redefiniu os valores da família, acredita que é possível conversar sobre tudo e que só não se dá jeito na morte. Não virou uma militante do PFLAG, não entende muito as diferentes terminologias que o meio LGBT utiliza, mas sabe que as pessoas precisam ser aceitas e amadas como são! E nisso ela manda muito bem!

Vive dizendo que só foi possível crescermos e ampliarmos nossos horizontes, porque conversamos, falamos de nós mesmos, estivemos abertos um para o outro, nos compreendemos e nos respeitamos; E que pouco importa o que eu ou meus irmãos somos, ela só sabe que somos filhos dela, nos ama, e é feliz por nos ter.

E eu sou muito feliz por ser filho dela, mesmo sabendo que ela não sonhou em ter um filho gay, mas tendo a consciência de que ela sonhou ser minha mãe e é feliz em me ter como filho, independente do que eu seja!

PS: Por gentileza assinem petição contra a PEC 99 que quer dar poderes a instituições religiosas cristãs de propor ações diretas de constitucionalidade e inconstitucionalidade ao STF e defende a laicidade do Estado: CLIQUE AQUI 

Homossexual é morto com madeira no ânus em Alagoas

Por Wadson Correia para o Emergência 190
Dica de Augusto Martins (Equipe Homorrealidade)

Um crime brutal chocou a população de Olivença, município sertanejo, distante 231 km da capital Maceió. Com exclusividade, o EMERGENCIA190 viajou até a pequena cidade, que tem pouco mais de 10 mil habitantes, para acompanhar o caso, que tem como vítima o homossexual Valmir da Silva, de 39 anos, conhecido na região por “Soraia”.

O caso segue cercado de mistério, mesmo diante da gravidade dos fatos. A vítima foi amordaçada, teve pedaços de madeira introduzidos no ânus e o pênis queimado com álcool.

A cunhada de Valmir, Maria José de Melo Silva, conhecida por “Candouca”, 52 anos, recebeu nossa reportagem e decidiu relatar detalhes dos últimos dias de vida de “Soraia”.

Foi dona Candouca quem percebeu que algo errado estava acontecendo com “Soraia”, que havia desaparecido. A família temia o pior e decidiu procurar por “Soraia”, que foi localizado graças as informações obtidas com moradores da região. A família fala pouco sobre o caso.

Com declarações truncadas o EMERGENCIA190 decidiu procurar informações na região. Foi num bar, localizado na cidade de Olivença, que percebemos que há motivos para o mistério da morte de “Soraia”. Fomos recebidos pelo proprietário do estabelecimento, com desconfiança, mas ele acabou contribuído com as informações. “O crime está recente, por isso ninguém quer falar sobre o assunto”, disse o comerciante, que pediu para não ter o nome revelado.

O retorno

A família conseguiu localizar “Soraia”, que voltou para sua residência, onde morava com a mãe, Beatriz Maria da Silva, 76 anos. Já no primeiro dia ele começou a reclamar de fortes dores, principalmente na região do abdômen. “Achei muito estranha a dor de barriga. Valmir mal sentava e saía constantemente em direção ao banheiro. Já desconfiada, vi quando ele jogou uma cueca muito suja nos fundos da casa. Por onde ele andava subia aquele mau cheiro”, disse Candouca.

Ela disse que “Soraia” ainda procurou o posto de saúde da cidade para se medicar, mas devido às secreções ele passou a usar fraudas descartáveis. Até então, segundo dona Candouca, “Soraia” não tinha revelado o que havia acontecido com ele.

A situação se agravou e “Soraia” foi levado para o Hospital Regional de Santana do Ipanema Clodolfo Rodrigues mas, devido a gravidade, foi transferido, em seguida, para o Hospital de Urgência e Emergência (HUE), em Maceió. Durante a cirurgia o médico consegui tirar um pedaço de madeira, com aproximadamente 15 cm, que estava no intestino grosso.

Soraia não resistiu e faleceu algumas horas depois, do dia 3 de fevereiro, quando se preparava para passar pelo mesmo processo para a retirada de outro pedaço de madeira, que estava no ânus.

“Eu acredito que Valmir estava bêbado, quando o crime aconteceu. Tenho certeza que ele foi amordaçado para não gritar. Foi uma covardia muito grande. Nós somos pobres, mesmo assim queremos justiça”, revelou dona Candouca.

O homossexual acabou morrendo após uma infecção generalizada, 11 dias depois do crime. Com medo, a família de agricultores decidiu enterrar o corpo de Valmir da Silva, no cemitério do povoado Pedrão, ao invés do cemitério público da cidade.

INVESTIGAÇÃO POLICIAL

O EMERGENCIA190 foi até a Delegacia Regional de Santana do Ipanema, onde o delegado Manoel Wanderley falou sobre o crime. “Foi um crime bárbaro. Tomamos conhecimento pelas pessoas da cidade, já que os familiares não procuraram a Delegacia para fazer a denúncia”, disse o delegado, acrescentando que o caso pode ter novidades a qualquer momento. “Começamos a investigar o crime poucos dias após a morte do rapaz e, em breve, teremos novidades. Estamos trabalhando para esclarecer tudo”, disse Manoel Wanderley.

GGAL

O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, ficou surpreso com o crime e garantiu que irá acompanhar o caso de perto para que os acusados sejam presos. “Vocês estão me informando sobre esse crime em primeira mão. Um absurdo! Então, vamos cobrar do delegado até ser esclarecido”, disse Nildo.

O presidente do GGAL contou que a família da vítima não procurou a delegacia por vergonha. “O que levou a família a silenciar sobre o assunto foi à vergonha por se tratar de um homossexual. Isso acontece constantemente e devemos parar com esse preconceito, principalmente no sertão de Alagoas”, advertiu.

Casos de homofobia

Desde o início do ano, o GGAL já registrou seis homicídios contra homossexuais, em Alagoas. Só No mês de fevereiro aconteceram mais dois, sem contar com o crime de Olivença, que ainda não estava na estatística do GGAL.

O primeiro caso do ano aconteceu no município de Jequiá da Praia, onde a vítima morreu a pedradas, crime praticado por um menor de idade. O outro ocorreu na cidade de Penedo, onde o corpo foi encontrado boiando numa piscina.

"Super Interessante" revela pesquisas e acaba com os mitos sobre filhos de pais gays

Por Fabio Angeli* para A CAPA
Dica de Augusto Martins (Equipe Homorrealidade)

A edição de fevereiro da revista "Super Interessante" traz uma matéria de quatro páginas sobre filhos de pais gays. A ideia é derrubar os mitos que foram criados em torno das crianças criadas por um casal do mesmo sexo. O mais velho e conhecido deles, é que os pimpolhos também vão acabar gays por conta dos seus pais.


"As pesquisas mostram que a orientação sexual dos pais parece ter muito pouco a ver com com o desenvolvimento da criança ou com as habilidades de ser pai. Filhos de mães lésbicas ou pais gays se desenvolvem da mesma maneira que crianças de pais heterossexuais", explica Charlotte Patterson, professora de psiquiatria da Universidade da Virginia e uma das principais pesquisadoras sobre o tema há mais de 20 anos, à publicação.

O primeiro mito que a reportagem quebra é o mais velho e conhecido deles, de que os filhos também serão gays. De acordo com a publicação, um estudo da Universidade Cambridge comparou filhos de mães lésbicas com filhos de mães héteros e não encontrou nenhuma diferença significativa entre os dois grupos quanto à identificação como gays. O que o estudo revelou, na verdade, é que filhos de pais gays, por crescerem num ambiente de diversidade, se tornam mais tolerantes com as diferenças.

O segundo ponto que a "Super Interessante" toca é que as crianças precisam de uma figura materna e outra paterna. A revista começa exemplificando com as 183 mil crianças americanas que perderam os pais na Segunda Guerra Mundial, ou seja, não são só os filhos de pais gays, que podem crescer sem um pai ou uma mãe. A tal figura materna ou paterna, pode vir a ser uma tia, ou um primo, em quem a criança irá se identificar inconscientemente. A única diferença no caso é positiva. "Crianças criadas por gays são menos influenciadas por brincadeiras estereotipadas como masculinas ou femininas", diz Arlene Lev, professora da Universidade de Albany.

Em seguida é a vez de falar sobre os possíveis problemas psicológicos que essas crianças terão por conta do preconceito. O fato é simples, quase todo mundo vai sofrer preconceito na infância, seja por ser gay, pobre, negro, gordo, alto. O bullying não se restringe apenas aos homossexuais, e muito menos aos filhos deles. Alguns estudos comprovam que as crianças sofrem discriminação por conta da sexualidade de seus pais. Mas, pesquisas que comparam filhos de gays com filhos de héteros mostram que os dois grupos apresentam níveis semelhantes de autoestima e depressão.

Por fim, o mito mais pesado. A reportagem fala sobre os riscos que essas crianças correm de sofrerem abusos sexuais. Nenhuma pesquisa até hoje faz ligação da homossexualidade com os abusos sexuais. Três pediatras norte-americanas avaliaram o caso de 269 crianças abusadas sexualmente. Desses, apenas 2 dos criminosos eram homossexuais. A lenda é alimentada por líderes religiosos, que querem mostrar que as crianças correm risco ao serem criadas por pais gays. "Homens homossexuais não tendem a abusar mais sexualmente de crianças do que homens heterossexuais", diz a Associação de Psiquiatria Americana.

Alguém se habilita a mandar um exemplar da revista para a deputada Miriam Rios?

*Fonte: Revista Super Interessante - edição de fevereiro de 2012 - reportagem de Carol Castro       


Ator Daniel Radcliffe grava novo vídeo para adolescentes gays que sofrem bullying

Visto em A CAPA
Dica de Augusto Martins (Equipe Homorrealidade)

Sempre apoiando a causa gay, o ator Daniel Radcliffe gravou mais um vídeo para o Projeto Trevor, uma instituição da Califórnia que tem como objetivo ajudar jovens gays que enfrentam dificuldades em se assumir ou até mesmo em se aceitar.

No vídeo, Radcliffe diz que "buscar ajuda é a coisa mais corajosa que uma pessoa pode fazer". "Se você está lutando e precisa de apoio, ligue para o Lifeline Trevor", diz o ator, que em seguida passa o número do Projeto.

O vídeo com a mensagem de Daniel Radcliffe foi exibido nos EUA durante os comercias da série "Glee".

 

Homofobia -- a Prova Científica da Fraude com Vocação Criminosa.



Dica do Querido Amigo Josué do  EspiritualidadeFeliz Venha Ser Feliz

25/02/12

Trilha Especial: Mark Ronson & The Business Intl - "The Bike Song"

Bauru realiza o 1º 'beijaço' gay neste sábado - Corre que ainda dá tempo!


Visto no Rede Bom Dia
Dica de Augusto Martins (Equipe Homorrealidade)

Neste sábado (25), a comunidade LGBT bauruense se reúne para um ato contra a homofobia. Com a proposta de darem um “Beijaço”, expressão que batizou o evento, os militantes e simpatizantes da luta pela diversidade sexual se reúnem no Centro da cidade para o manifesto que é promovido pela Associação Bauru Pela Diversidade (ABD).

Segundo os coordenadores da ABD, o manifesto tem por objetivo promover uma reflexão e mobilizar toda a sociedade contra os crimes que tem ocorrido com frequência na cidade. O ato acontece em frente a um supermercado no centro da cidade onde o homossexual C. H. M., 28 anos, foi agredido por outro cliente, e colocado para fora por seguranças do estabelecimento.

"Combater a violência contra homossexuais é um dever de todos. Nós, da ABD, temos consciência de que a construção de uma sociedade igualitária e não discriminatória só é possível se juntarmos forças com outras organizações da sociedade civil", destaca Marcos Souza, (o Markinhos da Diversidade), presidente da ABD.

Corre que ainda dá tempo! 

SERVIÇO

“BEIJAÇO GAY”
Data: sábado (25 de fevereiro)
Horário: 16h
Local: Praça Rui Barbosa, Centro de Bauru
Horário previsto para o beijaço: 17h
Informações: Marcos Augusto (14) 9801-3767 / 8132-2725

EUA: legisladores de Maryland aprovam casamento gay


Publicado pela Agência AFP

WASHINGTON — Legisladores do estado de Maryland, leste dos Estados Unidos, aprovaram nesta quinta-feira (23) um texto que legaliza os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, que deve ser promulgado pelo governador democrata do estado.

O Senado estadual aprovou o texto por 25 a 22, que tinha sido aprovado anteriormente pela Câmara Baixa, segundo um site governamental.

Maryland se tornará assim o oitavo estado americano a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O governador Martin O'Malley disse que aprovará o projeto de lei, mas ainda não estava claro quando isso deve ocorrer. Até agora, sete estados americanos - Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire, New York, Vermont e Washington - além do distrito de Columbia, permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas a questão permanece controversa, especialmente em um ano eleitoral.

Na semana passada, legisladores em Nova Jersey aprovaram uma lei legalizando casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas o governador republicano Chris Christie vetou o projeto, afirmando que o tema era tão importante que "devíamos deixar as pessoas de Nova Jersey decidirem".

Christie, uma nova estrela do Partido Republicano, defendeu um referendo popular sobre o tema.

Um grupo de 80 prefeitos americanos - incluindo o de Nova York, Michael Bloomberg, o de Chicago, Rahm Emanuel, de Los Angeles, Antonio Villaraigosa, e Annise Parker, de Houston - iniciaram no mês passado uma campanha para apoiar a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O casamento gay foi brevemente autorizado na Califórnia em 2008, mas mais tarde foi banido em um referendo que reescreveu a constituição estadual para restringir o casamento a uniões entre um homem e uma mulher.

Uma corte de apelações federal americana declarou este mês que a decisão da Califórnia era inconstitucional. Oponentes devem apelar, e a legalidade dos casamentos gays deve ser decidida pela Suprema Corte.

Veja notícia da agência AFP: clique aqui!