31/03/12

Zélia Duncan e Ivan Lins na Campanha pelo Casamento Civil Igualitário




Para saber quem mais está participando da campanha Nacional de Apoio ao Casamento Civil Igualitário acesse o site: www.casamentociviligualitario.com.br. Lá você encontrará fotos, depoimentos dos participantes e maneiras de interagir e contribuir na luta pela igualdade de direitos.




Isabeli sobre Henri Castelli: "muita gente disse que ele era bissexual"


Visto no Terra

Isabeli Fontana esta na capa da edição de aniversário de 21 anos da revista Marie Claire, que chega às bancas nesta sexta-feira (30). Em entrevista à publicação ela falou sobre o noivo Rohan Marley e sobre Henri Castelli, pai de seu filho Lucas. "Muita gente da moda veio me dizer que ele era bissexual quando começamos a namorar. Se ele era, nunca soube. Mas do jeito que eu o amava, aceitaria assim mesmo. Isso não me importava", contou.



Antes de Castelli, teve um relacionamento com o modelo Alvaro Jacomossi. Da união, nasceu Zion. A modelo disse à revista que sofre por não ter conseguido construir uma família com os pais de seus filhos. "Fracassei no projeto de criar uma família feliz", disse. Já ao falar do noivo Rohan Marley, a top se derreteu em elogios e afirmou que eles irão mesmo se casar este ano. "Só sei que será num dia 8, o nosso dia. A gente se conheceu em 8 de julho, quando fui passar meu aniversário na Jamaica. Dia 8 de agosto, ele chegou no Brasil e 8 de setembro me pediu em casamento, em Nova York. Foi lindo".

Jovem gay espancado por neonazistas é enterrado no Chile



Visto no Terra

O jovem gay chileno Daniel Zamudio, morto na terça-feira depois de ser atacado brutalmente por um suposto grupo neonazista, foi sepultado nesta sexta-feira após um funeral marcado por protestos pelo fim da discriminação no país. O cortejo fúnebre do jovem de 24 anos partiu de sua casa, em São Bernardo (sul), e percorreu um longo trajeto até o Cemitério de Santiago tendo sido acompanhado por milhares de pessoas com flores e panos brancos.



A morte de Daniel Zamudio causou comoção em todo o país. O jovem agonizou por três semanas no hospital. Seus assassinos o espancaram, o queimaram com cigarros, marcaram seu corpo com símbolos nazistas e o apedrejaram. "Quero agradecer em nome de toda a família. Haverá tempo para a justiça, só peço respeito e agradeço de coração por cada gesto e lágrima derramada por meu irmão", disse seu irmão Diego para a multidão que exigia medidas para proteger as minorias.

Com a morte de Zamudio, o governo anunciou que irá acelerar as discussões no Congresso sobre a lei antidiscriminação que tramita há sete anos. "O governo quer que o projeto da lei Antidiscriminação possa tramitar da forma mais rápida possível para que a morte de Daniel Zamudio não seja em vão", ressaltou o porta-voz Andrés Chadwick. A lei, destinada a proteger as minorias raciais, sexuais e religiosas, sanciona penalmente quem realizar ações contra estes grupos.

O projeto de lei foi aprovado em novembro no Senado e agora precisa ser ratificado na Câmara dos Deputados, onde legisladores de direita já expressaram a sua oposição. Em agosto, o governo de Sebastián Piñera enviou ao Congresso um projeto de lei que regula as uniões civis, inclusive as do mesmo sexo, mas não estabelece a possibilidade de matrimônio.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, lamentou o crime que custou a vida do jovem chileno e exortou ao Congresso chileno a aprovar a lei contra a discriminação. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu ao Chile uma "investigação séria" para não se perder na impunidade.

Vídeo da cantora Sandy falando sobre homossexualidade!

Ao falar de sua personagem na série "As Brasileiras", Sandy demonstra sua visão sobre a homossexualidade e  relacionamentos homoafetivos. Acompanhe o vídeo produzido pelo O Globo!


Documentário "Beijo na Boca Maldita" (2008), de Yanko Del Pino


Visto na Revista Lado A

Muito popular em Curitiba dos anos 70, GILDA marcou época. Tipo folclórico de rua, dizia-se travesti. Quem não quisesse levar um beijo seu apressava-se em lhe dar um trocado. Todos fugiam dos seus gracejos na Boca Maldita.

Vejam o Documentário feito por Yanko Del Pino:


Abaixo, confira o texto Gilda da Rua XV*

*Trecho inédito do Livro O Gay Curitibano de Allan Johan (TCC Jornalismo UTP 2007)

Na famosa Rua das Flores, mais precisamente na Boca Maldita, palco de manifestações populares e de encontro dos intelectuais da cidade, vivia desde os anos 70 uma figura mitológica que atendia pelo nome de Gilda. Se você já ouviu falar nas mulheres barbadas que figuravam o imaginário popular dos circos mambembes, bem, poderia ser Gilda uma delas. Ele, ou ela, era na verdade Rubens Aparecido Rinke, que atendia pelo nome de Gilda e se dizia travesti, e era uma figura popular de Curitiba até o ano de 1983, quando foi encontrada morta em um casarão abandonado.

Não se sabe ao certo quando chegou, mas no inverno que nevou na cidade, em 1975, ela já estava lá, dizem que abandonou um circo e ficou na cidade. Com o passar dos anos, a alegria se transformou em melancolia, mas Gilda fez graça até o fim. Animava todos os anos o Carnaval de rua da cidade, desfilando a frente da Banda Polaca e fazendo brincadeiras com os transeuntes que passavam por lá. “Cinco cruzeiros ou um beijo”, dizia ela, que tascava a boca em quem não lhe ajudasse. Dizia-se o primeiro gay assumido de Curitiba, mas a comunidade homossexual da cidade não a considerava assim. Era moreno, com muitos pêlos pelo corpo e barba quase sempre para fazer. Dinheiro nunca faltava, graças a generosidade alheia e às suas táticas de terrorismo inocentes. Volta e meia, ainda consegui um troco para dar um beijo sob encomenda.

Conta a lenda que certa vez um office boy foi abordado por Gilda e, com medo, deu-lhe os 10 mil cruzeiros que possuía. Feliz, ela tascou-lhe um beijo, de agradecimento, como frisou. Também não fugiram de sua boca jovens que depois se tornaram deputados e senadores. O até pouco tempo presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Francisco Derosso, foi mais um dos que ela beijou. Gilda espalhava alegria e carinho, embora recebesse em troca olhares hostis que a acompanharam até depois da morte. Sofreu dois atentados que quase lhe custaram a vida. Em um deles, Gilda foi enforcada por outro morador de rua. No outro, recebeu duas facadas no abdômen que infeccionaram e quase levaram Gilda antes da hora.

A ‘travesti’ como era chamada na época, era na verdade um híbrido de personalidade excêntrica e morador de rua. Gostava de beber e de curtir a vida sem pretensão dos que escolhem as vias públicas como lar. Cultuava a liberdade e a cidade com suas criações que iam de vestimentas feitas com bandejas coloridas, jargões, até vestidos adaptados, ou mesmo inteiros, ganhos de amigos ou confeccionados pela própria.

No Carnaval de 1981, veio a grande traição que já dava sinais de que Gilda seria eterna. Ela foi presa às vésperas do Carnaval, sob pretexto de que precisava passar por um atendimento hospitalar. As pessoas foram as ruas exigir a presença da figura mais esperada no Carnaval todos os anos. Mas a Banda Polaca saiu sem Gilda naquele ano. Depois, ficou aquele clima de complô na cidade e muitos dizem que impediram Gilda de desfilar por preconceito. Outra lenda urbana que se formou com seu nome era que ela seria de uma família rica, que o pai seria um político conhecido da época.

Gilda foi encontrada morta em 15 de março de 1983 em um casarão abandonado à Rua Desembargador Motta, número 2290. Depois daquele ano, o Carnaval da cidade nunca mais seria o mesmo. Morta, em estado avançado de putrefação devido à meningite purulenta que lhe consumiu as últimas gotas de alegria, Gilda foi para o IML e a notícia correu a cidade.

Curitiba parou para homenagear a figura que por mais de uma década fazia parte do cenário da Rua XV. Uma vigília, uma série de flores e presentes foram colocados próximos ao local onde todos os dias Gilda cumprimentava os pedestres. Mas o Instituto Médico Legal não quis liberar o corpo sem que um parente fizesse a identificação com a devida documentação do morto. Criou-se um drama na cidade pois ninguém conhecia a origem verdadeira da figura mais popular, que chegava a ter uma cadeira cativa no teatro Guaíra, para quando quisesse “aparecer” - mais uma lenda lançada por ela.

Um grupo de amigos providenciou uma placa afixada em um dos obeliscos da Boca Maldita, o que travou um guerra com Anfrísio Siqueira, criador da Ordem dos cavaleiros da Boca Maldita, que não via com bons olhos as peripécias de Gilda em seu auto-intitulado território. Siqueira, meses depois, deu cabo da tal homenagem, mas terá que se conformar, in memorium, a ser lembrado sempre como sombra da travesti mais famosa da cidade.

Três dias após dada como morta, Gilda foi enterrada em um caixão lacrado, devido ao vírus mortal. Uma multidão conduziu o corpo de Gilda até o cemitério do Bom Retiro, ao jazido da travesti Márcia, que doou uma vaga para a colega. Uma verdadeira multidão de curiosos e admiradores de Gilda foram dar o último adeus e prestar as últimas homenagens. De imediato, seus amigos do restaurante Bife Sujo e o teatrólogo Celso Filho, pioneiro na noite gay da cidade, fizeram uma exposição em homenagem à Gilda. O enterro só foi possível depois que um envelope lacrado, remessado da cidade de Ibiporã, cidade do interior do Norte Pioneiro do Estado trazia a certidão de nascimento da falecida, dois dias depois de sua morte. Os pais não quiseram comparecer mas responderam aos pedidos quase que diários na imprensa, de que dessem ao menos um enterro digno à figura que tanto alegrou a cidade.

No ano seguinte de sua morte, o bloco Embaixadores da Alegria pulou o carnaval sem a presença de Gilda mas com um samba enredo em sua homenagem. Gilda virou ainda peça de teatro, documentários e um pequeno livro de imagens feito por amigos com apoio da Fundação Cultural de Curitiba.

Gilda sem nome (1984)

Ai que saudade, que me veio!
Das brincadeiras que Gilda aprontava
50 mangos para beijar certo alguém

Descontraída Gilda ia... e beijava
Beijou doutor... o senador...
Falou de amor; brincou... brincou...

Gilda, o seu bom humor deixou
um oceano de saudade

Gilda, o seu carnaval marcou
por muito tempo a rotina da cidade

Da melindrosa, de princesa oriental
Da avenida faz seu palco natural e
de repente transforma-se o artista

De Carlitos, a vedete ou passista
Ai que saudade

30/03/12

Curta: "Um Belo Dia, Um Cabeleireiro"


Jérôme é um jovem estudante de filosofia. Um dia sua mãe o manda cortar o cabelo e ele acaba conhecendo o cabeleireiro Brice. Depois desse encontro, sua vida nunca mais foi a mesma.

Título original: Un beau jour, un coiffeur
Escrito e Dirigido por Gilles Bindi
Áudio: Francês
Legendas: Português

Assexuados são minoria incompreendida do momento


Visto na Folha
Por Juliana Cunha

Para o jornalista Millôr Fernandes, entre todas as taras sexuais não existe nenhuma mais estranha do que a abstinência. A pedagoga Elisabete Oliveira, que escreve sua tese de doutorado sobre assexualidade, não poderia estar mais de acordo: "As pessoas têm mais facilidade para entender as variações do desejo do que a falta dele".

A área de estudo de Oliveira é particularmente nova: há poucos trabalhos científicos sobre o tema no mundo, e a maioira deles apresenta a assexualidade como transtorno, segundo ela. "Até hoje foram escritos menos de 30 artigos que enxergam o desinteresse pelo sexo como opção".

Os próprios assexuais contribuíram para transferir seu comportamento do campo da patologia para o das escolhas. A partir dos anos 2000, eles passaram a se organizar em comunidades virtuais e a tentar se definir. Aos trancos e barrancos, chegaram à definição atual do que vem a ser um assexual: "É uma pessoa que sente pouco ou nenhum desejo por outras pessoas", explica a estudante colombiana Johanna Villamil, 26, representante da Aven (Asexual Visibility and Education Network) na América Latina.

Dentro da definição há espaço para quem sente repulsa ao sexo, namora sem transar, pratica masturbação e até transa sem interesse, no intuito de agradar o parceiro.

Com 40 mil membros, 2 mil na América Latina, a Aven é a maior organização do gênero e acha que poderia ser maior: "Pouca gente se identifica como assexual, o termo é desconhecido e parece pejorativo. Nossa intenção é sair do armário para que outros se reconciliem com a opção de não transar", diz Villamil.

No DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), catálogo de doenças mentais da associação americana de psiquiatria, assexualidade tem nome e sobrenome: é síndrome do desejo sexual hipoativo, considerada um desvio.

"Para o DSM ninguém é normal", relativiza Carmita Abdo, coordenadora do projeto de sexualidade do Hospital das Clínicas. A psiquiatra lembra que há mais diversidade entre quatro paredes do que fazem supor as revistas femininas: "Por vivermos numa sociedade hipersexualizada, não transar parece problema grave, mas ninguém deve ser medicado por não ter desejo, a não ser que isso gere sofrimento".

Deficiência hormonal, depressão, vaginismo, problemas de tireoide ou de ereção, menopausa, hipertensão e diabetes são alguns fatores que podem minar a vontade de sexo. É comum, no entanto, que pessoas saudáveis percam o desejo por um tempo: "Sexualidade não é uma linha eternamente ascendente. Para se considerar assexuada a pessoa precisa estar numa fase longa de falta de desejo sem motivo de saúde, acima de seis meses", diz Abdo.

A fase prolongada de F. Michele, 30, tem durado sua vida inteira. A funcionária pública baiana já tentou relacionamentos com homens e mulheres só para ter certeza de sua indiferença ao sexo: "Não me faz falta. Mantive relacionamentos quando me senti exigida, mas hoje sei que é contra minha natureza", diz.

Até os 28, Michele conta que levantava suspeitas ao pular Carnaval e frequentar shows e nunca ficar com alguém: "Beijei alguns homens, tive relacionamentos rápidos, sem sexo, mas ainda assim era estranho nunca me verem com alguém".

Quando se submeteu a uma cirurgia de redução de estômago, há cinco anos, a pressão para que namorasse cresceu: "Se você não sai com ninguém porque é gorda, tudo bem, mas ser magra e só é inaceitável", diz.

Para atender à demanda da família, a moça namorou um rapaz por seis meses. Não deu certo. Tentou um caso homossexual, fracassou: "Não gosto da sensação de ser tocada e o suor durante o sexo me incomodava muito, sentia nojo".


Hoje, Michele se diz apaziguada com sua opção: "Duas das minhas irmãs sabem que sou assexuada, falei. Para os outros, não preciso me expor tanto, mas não chego a esconder. Se alguém vem com conversa sobre namoro, deixo claro: não me interessa".

Para a psicóloga Blenda de Oliveira, todo mundo tem libido e é preciso investigar as causas antes de aceitar a assexualidade como saudável: "Há quem tenha baixa libido ou prefira canalizar essa energia para outras coisas. Mas é raro alguém que não tenha problemas com sua falta de desejo".

'Nem toda atração é sexual', diz militante

Aos 11, Marcelo C., 22, achou que os amigos haviam enlouquecido: "Do nada, todos passaram a se interessar por meninas, a falar no assunto, a inventar motivo para ficar perto delas. Eu continuava o mesmo de sempre", conta.

Aos 15, continuar o mesmo de sempre passou a ser um problema: "Já era o lanterninha da turma, o único que não havia beijado". Uma garota de outra escola, amiga da ficante de um amigo, se interessou por Marcelo: "Vai ver que era pena, ou ela era tipo gato, que sempre simpatiza com quem não gosta dele", brinca.

Para não fazer feio, ficou com a menina. Não gostou. Tentou outras oito garotas até completar 21. "A pressão agora era por sexo e isso eu não queria mesmo. Continuo virgem", conta.

Hoje Marcelo é estudante de economia no Matogrosso e assexual quase assumido. A mãe sabe, mas o pai, não. Os primos sabem, mas os irmãos, não. Marcelo acha que encontrou uma certa harmonia com sua vida sexual: "Já pensaram que eu era gay ou pervertido, do tipo que gosta de algo tão estranho que prefere não revelar, mas acho que lido bem com a questão hoje. Ainda sofro alguns constrangimentos, mas já não estou disposto a arrumar uma namorada só para constar", finaliza.

A designer colombiana Johanna Villamil, 26, enfrentou problemas parecidos até se descobrir assexual. "Foi lendo um livro sobre Andy Warhol que encontrei algumas opiniões dele sobre sexo e amor e me identifiquei. Vi que outras pessoas pensam como eu nessa questão", conta.

Johanna começou a ter relações sexuais na adolescência "porque é a coisa mais legal que pode acontecer quando se é jovem", mas logo percebeu que não entendia bem a "função do sexo": "Pelo que via ao meu redor, pude perceber que relações sexuais não faziam os relacionamentos seram melhores, mais longos ou estáveis, então, passei a me relacionar com as pessoas de modo diferente", conta.

Para Johanna, o que ela faz hoje é "explorar o tipo de relacionamento que existe entre o amor e a amizade". Na prática, isso significa que ela tem namorados, mas não costuma transar com eles: "Não existe apenas atração do tipo sexual. Existem inúmeros tipos de atração. Eu me relaciono com pessoas que têm cérebros 'sexy', jeitos 'sexy'", diz a moça, que hoje é representante da Aven (Asexual Visibility and Education Network) na América Latina.

'Assexuais são os novos gays', diz especialista em celibato

O novo movimento dos sem desejo é fruto das conquistas de outras minorias, diz Elizabeth Abbott, especialista em celibato da Universidade de Toronto, no Canadá.

"Esse é o tema do momento. Os assexuados são os novos gays. A exemplo dos homossexuais na década de 1970, eles são vistos como doentes e sofrem punições sociais por suas escolhas", diz.

Se os celibatários se reprimem em nome de uma causa, assexuados não têm impulso sexual: "Celibato é uma atitude 'santa' de controle dos instintos. Já assexualidade é vista como ausência de instintos, como se a pessoa não fosse um ser humano pleno", compara a historiadora.

Grupos de apoio a assexuados podem soar tão sem sentido quanto grupos dos que não curtem chocolate: não há violência contra assexuados nem barreiras para que façam o que querem -uma vez que eles não querem fazer nada.

Mas a categoria vê motivos para se unir: "Vivemos em uma sociedade que enaltece ideias românticas e vende sexo o tempo inteiro. A gente quer ser respeitado e não ser constrangido por não ter as mesmas motivações dos outros", diz o estudante Ricardo Oliveira, 21, do Paraná.

Alguns buscam as redes para lidar bem com o assédio de família e amigos, que tentam empurrar pretendentes.


Já os românticos procuram parceiros que aceitem uma relação sem sexo. Como o engenheiro gaúcho Ricardo, 25. Ele conta que, quando deu o primeiro beijo, aos 14, não sentiu nada:

"Estava apaixonado, tinha expectativas altas, mas nada aconteceu".

Hoje, assexual assumido para alguns amigos e familiares, Ricardo tem problemas para arrumar companhia. "Como acha que sua namorada ficaria se você falasse para ela: 'Gosto muito de ti, mas não sinto vontade alguma de sexo', estranho, não?".

Os militantes acham que assumir sua assexualidade fará outros se sentirem melhor com a falta de libido.


No Brasil, o site assexualidade.com.br, com um fórum anônimo e sala de bate-papo, atrai 70 visitas diárias. É mantido pelo estudante Júlio Neto, 21. "Assexualidade é algo ainda estranho para o brasileiro, por conta da nossa cultura, muito sensual", diz.

Dono de uma loja de informática em Pernambuco, ele diz não ter medo do julgamento social: "Sou o que sou, mas entendo quem não se expõe, é difícil ser apontado como esquisito".

Julio eventualmente beija garotas: "Não posso chamar o que faço de 'ficar'. É mais complicado, e a menina nunca entende como 'ficar'".


Trilha Especial: Regina Spektor - "All The Rowboats"

Gay TV: Você já ouviu falar em "cuelcinha"?

Visto na Gay TV

Se você ainda não ouviu falar em Cuelcinha, se ligue nessa matéria. É a calcinha para homens (cueca + calcinha) batizadas assim por serem criadas para se adequarem à anatomia do homem, mas com todo charme das calcinhas femininas. A ideia é da estilista Beatriz Rouce, 21 anos, ela é quem escolhe os desenhos, tecidos, aviamentos e moldes de toda a produção. A repórter da GayTv, Tati de Cássia, foi com ela até o bairro do Bom Retiro, em São Paulo, para acompanhar um dia de compras e saber mais sobre a Cuelcinha!

 

"MES AMIS" Por Ítalo Damasceno



*Por ÍTALO DAMASCENO especialmente para o Homorrealidade

O meu tema dessa semana não ia ser este que estou escrevendo agora, mas uma série de acontecimentos no final de semana me levou a uma série de pensamentos, lembranças e sentimentos que eu não resisti. Hoje eu quero falar de AMIZADE. Vou contar o que aconteceu!

No final de semana passado eu voltei a minha cidade natal e fui surpreendido por uma festa surpresa de aniversário. Surpresa de verdade, eu não desconfiava de nada. E lá pude sentir de novo acolhido. Apesar de que eu não tenho a reclamação de Brasília que muita gente tem. Brasília nunca foi fria comigo. Desde que aqui cheguei nunca me senti só. As pessoas nunca me trataram com frieza. Aqui também encontrei bons e, principalmente, divertidos amigos.

Na casa de meus pais, coloquei alguns livros na mala para trazer para minha kitnet daqui e tive uma ideia louca: vou trazer minha Pasta de Recordações! Esta Pasta é uma pasta de verdade em que, durante muito tempo, eu colocava coisas que eu achava importante guardar. Para que, eu não sei. Ao voltar, fui remexer nesta pasta e encontrei tantos bilhetes – desses que a gente troca na escola dizendo “Seremos amigos para sempre”, ou “Você é uma pessoa maravilhosa”, etc -, ideias minhas, entradas de teatro e outras coisas. Percebi que as pessoas que me mandaram estes bilhetes ainda estão presentes na minha vida. Lembrei de tantas coisas que passamos juntos e do que nem me lembro mais, mas que eles estavam lá.


 MIGUXOS

Pra piorar esta sessão nostalgia, estou revendo Queridos Amigos, a maravilhosa série de Maria Adelaide Amaral, dirigido por Denise Sarraceni. Quer dizer, amizade é o assunto do momento na minha vida. Repassando o caminho que segui até onde estou hoje, percebi que não estive só. E isso me tranquilizou muito.

Para ilustrar, posso contar o momento em que pensei estar mais só em toda minha vida. Venho de um colégio católico e tradicionalista. Grandes amigos meus vem desde esta época e eles foram os primeiros a saberem da minha orientação sexual. Contei para eles numa viagem a Salvador. Dentro de um ônibus no meio da estrada, assim nenhum deles poderia sair correndo (rsrs fiz na malignidade).

Homens e mulheres, héteros, alguns evagélicos, outros católicos bem fervorosos. Me diz se não era para eu me sentir só ao contar para eles essa verdade que poderia ser devastadora para a nossa amizade? Pois é. Mas eu descobri que tudo isso era apenas preconceito meu, pois ao contar, se eu estava só, todos eles se levantaram e se posicionaram ao meu lado. TODOS. TODOS. TODOS. Logo em seguida, entraram alguns assaltantes e roubaram o dinheiro que a gente tinha pra viagem. Teve tiro, foi uma loucura. Mas depois que o perigo passou, a gente pôde fazer piada de tudo isso, porque estávamos todos bem e, melhor, juntos.

Vinícius de Moraes disse que “Amigo de verdade não se encontra, se reconhece”. Eu espero que meus leitores tenham a sorte de reconhecer os amigos que apareçam na sua vida.

Desculpa, estou brega!


Desculpa, sou a Porsche Spice. Falei primeiro!!!

*ÍTALO DAMASCENO é advogado; se tivesse que escolher ser uma mulher, seria Coco Chanel; e é de total acordo com a Resolução da ONU que diz “um copo d´água e um boquete não se negam a ninguém”.

29/03/12

Gay TV bate um importante papo com a Dra. Maria Berenice Dias

Visto na Gay Tv

Confira informações importantes da Dra. Maria Berenice Dias, advogada, que criou o termo homoafetivo, e abriu as portas do primeiro escritório no Brasil para o segmento. Aqui, na GayTv ela fala da criminalização da homofobia, dos Direitos adquiridos de união de homossexuais, das vantagens do casamento, adoção, registro dos filhos e da licença – natalidade.

Ela é conhecida como a “juíza dos afetos”, foi a primeira mulher a ingressar na magistratura gaúcha e a primeira desembargadora do tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. São 35 anos dedicados a carreira. Agora, Maria Berenice Dias, abriu as portas do primeiro escritório especializado em Direito Homoafetivo.

Renan revela que não é 1º gay a disputar mandato na PB


Por Felipe Silveira para o Portal Correio 
O pré-candidato pelo PSOL a prefeitura de João Pessoa e vice-presidente do Movimento do Espírito Lilás (MEL), Renan Palmeira, disse na manhã desta quarta-feira (28) que não é o primeiro pré-candidato gay a disputar uma prefeitura na Paraíba.


Segundo ele, a diferença é que os demais não tiveram coragem de assumir a homossexualidade e fizeram os mandatos 'dentro do armário'.

A entrevista foi dada a repórter Pollyana Sorrentino e veiculada no programa radiofônico Correio Debate, da rede Correio Sat.

De acordo com uma matéria publicada no Portal IG, João Pessoa será a primeira capital brasileira com um candidato a prefeito militante dos grupos de defesa Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Trangêneros (LGBT).

No domingo passado, o Psol oficializou a pré-candidatura do professor Renan Palmeira, homossexual, militante LGBT e integrante do Movimento Espírito Lilás.

Ele venceu a convenção interna do Psol e sua candidatura será oficializada em maio, durante a convenção do partido. Ele vai receber o apoio do deputado federal Jean Willys (Psol-RJ) durante a campanha. A intenção é que Willys apareça tanto em eventos do partido durante a campanha, quanto nas propagandas em rádio e TV.

Gay morto por homofobia pode dar nome a lei pró-LGBT no Chile



Após 24 dias em coma, o chileno Daniel Zamudio morreu na noite de terça-feira 27. Em 03 de março, o jovem foi atacado por neonazistas e encontrado no centro de Santiago com ferimentos graves na cabeça e no rosto.

O Movimento de Integração e Liberação Homossexual (Movilh), principal ONG chilena arco-íris, organizou vigílias em frente ao hospital e elaborou uma petição para que a Lei Antidiscriminatória seja aprovada no Congresso do país e se chame Lei Zamudio.

Essa proposta – que pune quaisquer atos de discriminação por situação socioeconômica, orientação sexual ou diferenças de etnias – foi proposta em 2005 e derrotada várias vezes pelos deputados.

'Comprei uma calcinha para presenteá-la', diz Toninho Cerezo após mudança de sexo de Lea T.



Visto no Extra 

Falar sobre Lea T. não é mais tabu para Toninho Cerezo. O ex-jogador de futebol, hoje com 56 anos, fala com naturalidade sobre a cirurgia de mudança de sexo da filha. "Comprei uma calcinha vermelha linda para ela passar Réveillon. Ela deu risada quando contei. Aliás, sou mais flexível em brincar e relaxar do que ela. Por ter meu jeitão e a minha maturidade, vejo as coisas com mais naturalidade”, disse Cerezo a "Isto É Gente".

Há cerca de um mês Lea T. finalmente se tornou mulher depois de uma cirurgia de redesignação sexual. O procedimento, popularmente conhecido como mudança de sexo, foi feito em um hospital na Tailândia, onde ela ainda se recupera. O renascimento, termo utilizado por transexuais, foi ao lado da mãe Rosa Helena Medeiros, das irmãs Luana e Lorena e do irmão Gustavo. Cerezo, atual técnico do Vitória, não pode acompanhar de perto porque estava trabalhando.

Agora Lea T. deve ingressar com ação de alteração de registro de nascimento quanto ao nome e ao sexo, que deve ser feito no país de nascimento. A recomendação atual do STJ (Supremo Tribunal de Justiça) é que não conste nada sobre a mudança de sexo na certidão, apenas no livro de registro do cartório. 

Recife ganhará Conselho Municipal para a Cidadania LGBT

Por Rhayana Fernandes para o Leia Já

Um Conselho Municipal para a Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) será implantado na cidade do Recife. Com o intuito de preparar a cidade, a prefeitura, junto a Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã, realiza um seminário que contará com uma comissão de três gestores e três representantes da sociedade civil, que vão apresentar os objetivos do conselho para o Estado de Pernambuco.

Junto a eles, a delegada do Orçamento Participativo LGBT e coordenadora do Fórum da área de Pernambuco, Íris de Fátima, a Presidenta da ONG Leões do Norte e professora, Manuela Alves, participarão do debate.

O evento vai acontecer nesta sexta-feira, às 14h, no Auditório Capiba do Centro Universitário Maurício de Nassau, localizado na Rua Fernando Lopes, n°778, bairro das Graças.

Meninos aliciados pela internet fogem de bullying e rejeição familiar



Visto no Fatima News
Dica de Irina Bacci (Pelo Facebook)

A exploração sexual de meninos no Brasil está relacionada com a homofobia (qualquer tipo de discriminação ou aversão aos homossexuais).

Segundo os especialistas, adolescentes homossexuais costumam ser vítimas fáceis das redes de aliciamento da internet, quando fogem da violência e do preconceito recebidos dentro da própria casa e na comunidade.

“Eles sofrem bullying na escola, rejeição de familiares e violência nas ruas, principalmente nas cidades do interior ou do Nordeste brasileiro, onde os padrões de comportamento são mais rígidos e tradicionais”, afirma o psicólogo Ricardo Castro, coordenador executivo do Instituto Papai, de Recife, em Pernambuco.
“Como abandonam muito cedo os estudos, ao serem rechaçados na escola, e sem nenhum apoio familiar, eles, no máximo, conseguem ser aceitos como cabeleireiros, mas geralmente acabam indo para as ruas, atraídos pelas promessas da internet”’, afirma o psicólogo Ricardo Castro, coordenador executivo do Instituto Papai.

O pesquisador cita a reportagem publicada, em fevereiro deste ano, no jornal O Globo, do Rio de Janeiro, que mostrou meninos explorados sexualmente por meio das redes de relacionamento da internet no Ceará, no Rio Grande do Norte e no Piauí, depois de passarem por modificações no corpo, colocando prótese e silicone para se tornarem femininos e serem comercializados nas ruas de São Paulo e em países da Europa.
Na capital paulista junto com travestis adultos eles começam a ser explorados sexualmente em pontos tradicionais de prostituição transexual: Indianópolis, Avenida Cruzeiro do Sul, na Zona Norte, e também na Avenida Industrial, no município de Santo André, no ABC paulista.

Os adolescentes precisam enviar uma foto por e-mail e, se passarem na avaliação da rede de aliciamento, têm a passagem paga e recebem inicialmente megahair e hormônios femininos e, com o tempo, também colocam silicone no peito.

Segundo Ricardo Castro, o aliciamento de meninos é um mercado que envolve muito dinheiro do qual faz parte uma forte rede internacional com traficantes, cafetinas, policiais, pousadas e hotéis.

Ele cita casos em São Paulo de taxistas que mostram folheto no porta-luvas oferecendo menores.

“Pedi informação de uma pizzaria um dia para um guarda e ele logo foi perguntando se não tinha interesse em uma casa de prostituição, se isso ocorre nas grandes capitais, imagina no resto do Brasil”.

Para o psicólogo Marcos Nascimento, pesquisador na área de gênero e sexualidade, com doutorado em saúde pública, fala-se muito mais no Brasil da exploração sexual com meninas, mas é preciso estudar e divulgar também o comércio sexual de meninos, especialmente dos adolescentes homossexuais e travestis.
“Eles são os que mais sofrem preconceito da sociedade, porque seu comportamento é visto como falta de caráter e safadeza”, diz.

Na opinião do especialista, os meninos não têm noção da perversidade deste mundo e acabam entrando pela ingenuidade da adolescência e falta de perspectivas.

“O virtual faz com que os meninos se soltem mais e fantasiem, ficando mais vulneráveis, porque aparentemente estão sendo aceitos neste mundo marginalizado”, diz.

O problema ocorre também, porque eles não têm uma rede de apoio local para procurar.

Na avaliação de Marcos Nascimento, as próprias Ongs e programas sociais de governo precisam ter um olhar menos preconceituoso e homofóbico, com políticas mais definidas.

“Precisamos estar mais atentos para os meninos que caem na vida da pior maneira possível, pensar programas que envolvam a sociedade como um todo e tragam mais perspectivas a eles para que se mantenham em seus locais de origem”’, afirma Marcos Nascimento.

O psicólogo sugere que mais trabalhos locais sejam realizados como esportes, lazer e cultura para que os adolescentes descubram outros caminhos.

Na avaliação do psicólogo Ricardo Castro, é preciso investir mais em pesquisas científicas na área especialmente sobre o tráfico de pessoas e a exploração sexual de meninos e transexuais.

“O assunto precisa ser debatido entre os profissionais de comunicação, saúde, educação e também entre os grupos de jovens e adolescentes.

Trilha Especial: Far East Movement - "Live My Life" (Party Rock Remix)

28/03/12

Romances mediúnicos: a homossexualidade em livros psicografados


Equipe Homorrealidade 

A doutrina espírita traz a premissa de que somos seres eternos em múltiplas vivências, reafirmando a fé na reencarnação. Livros supostamente ditados por espíritos tentam confirmar essa ideia em romances que procuram dar sentido aos diversos conflitos e sentimentos humanos. A homossexualidade, embora tratada com reticências por alguns espíritas, tem surgido com maior frequência nessas publicações, trazendo abordagens positivas e tranquilizadoras para quem percebe essa orientação sexual. Vejam alguns títulos já publicados no Brasil. 


Um Amor Diferente - Nossas Escolhas
De João Alberto Teodoro, pelo espírito Augusto Cesar Vanucci
Editora Mundo Maior Editora / 2012

Flávio e Guilherme se conhecem e, ao brotar um sentimento incomum entre eles, tudo leva a crer que são conhecidos de outras vidas. Depois de alguns acontecimentos, os dois passam a sofrer por suas escolhas. Por sentirem um amor diferente, o grande desafio será vencer as barreiras do preconceito. Por que as pessoas surgem em nossas vidas? Por que existem os preconceitos e as diferentes formas de amar? Eis as questões que o romance procura descrever.


Mais Forte do Que Nunca
De Eliana Machado Coelho, pelo espírito Schellida
Editora Lumen Editorial / 2011

Abner, um arquiteto bem resolvido, decide assumir sua homossexualidade e a relação com o companheiro Davi. Só não esperava que fosse encontrar contrariedades dentro da própria casa, principalmente por parte do pai, que o agride. Em meio a todos os conflitos, surge Janaína, mãe de Davi, que defende outra visão da vida. A aproximação das famílias provoca um novo pensar sobre a diversidade sexual. Todos percebem que a homossexualidade também é obra de Deus. 


Uma Outra História de Amor
De Flavio Lopes, pelo espírito Emanuel
Editora Vida & Consciência / 2011

O rebelde e imaturo Yuri sofre um grave acidente de carro e morre, deixando a família e seu grande amor, Marcelo, desamparados. Mas a tragédia é só o começo da história. Ao deixar o plano terrestre, Yuri ganha a chance de recomeçar. Na colônia astral Santa Rita, ele é orientado pela avó e por um guia, aprendendo a controlar a ansiedade e abandonar a rebeldia. Yuri também entende que sua orientação sexual nada mais foi do que a forma por ele escolhida para evoluir. 


Faz Parte do Meu Show
De Robson Pinheiro, pelo espírito Ângelo Inácio
Editora Casa dos Espíritos / 2010

A história do espírito de um famoso cantor de rock nacional logo após sua morte, depois de uma existência física com exageros sexuais, vícios e rebeldia. Embora o livro tenha levantado suspeitas sobre sua veracidade (considerando a referência musical que o próprio título sugere), a publicação traz uma abordagem diferenciada sobre o desejo bissexual, além de pontuar como invenções humanas os conceitos de diabo e inferno.



De Frente com a Verdade
De Monica de Castro, pelo espírito Leonel
Editora Vida & Consciência / 2010

Quando Luciana se foi, Marcela pensou que seria o fim da vida.  Após tentar suicídio, encontrou no médico que a salvou uma nova razão para viver. Temendo o preconceito, Marcela esconde a paixão vivida por Luciana. Presa aos desenganos, Marcela não compreende a obra da natureza que trabalha para restabelecer seu curso. Por mais que tente fugir, os rumos que a vida percorre sempre chegam ao mesmo ponto, de frente com a verdade.


A Última Chance
De Marcelo Cezar, pelo espírito Marco Aurélio
Editora Vida & Consciência / 2008

Alguns homossexuais seguem em busca de sua identidade, encontrando dois caminhos: ou lutamos do lado de nossa verdade interior ou pereceremos ajoelhados diante do preconceito. A história tem como cenário as transformações comportamentais provocadas pela ameaça da Aids, no Brasil, a partir, da década de 1980. Longe de ser um drama que trata da doença como uma fatalidade, a leveza da narrativa propõe a quebra de tabus.


O Preço de Ser Diferente
De Mônica de Castro, pelo espírito Leonel
Editora Vida & Consciência / 2004

Desde criança, Romero não se interessava por garotas. Seu pai o agredia e os garotos da escola zombavam da sua conduta. Sua história denuncia o preconceito, inclusive familiar, que muitas vezes impede um homossexual de ser feliz. Violentado por um desconhecido e expulso de casa, Romero descobre a homossexualidade da pior forma possível. Passa por situações difíceis, até descobrir o amor num jovem chamado Mozart. 


O Bem e o Mal
De Wanda A. Canutti, pelo espírito Eça de Queirós
Editora EME / 2003

Um adolescente, cujo pai tenta impor as características de masculinidade, acaba contrariando as suas expectativas e trazendo tendências afeminadas. De forma romanceada, a obra aborda a questão da homossexualidade sob a luz da Doutrina Espírita, constituindo-se num instrumento de análise para as pessoas que, de modo geral, nutrem preconceitos sobre as orientações sexuais que fogem do desejo entre homem e mulher.

Priscilla, a Rainha do Deserto. Sensível e atual.

Visto no Gay TV

Um ano após estrear na Broadway, o musical australiano de maior sucesso do mundo, “Priscilla, rainha do deserto” está em São Paulo.
Priscilla conta a história de três drag queens que vão de Sidney até uma cidade turística no remoto deserto australiano para realizar seu espetáculo. O musical é baseado no filme “Priscilla, a rainha do deserto”, de 1994. Vale a pena!
 
Local: Teatro Bradesco – Bourbon Shopping
Endereço: Rua Turiassu, 2.100 – 3º piso

Dias e horários: quinta e sexta, às 21h; sábado, às 17h e às 21h; domingo, às 16h e às 20h
Preços: de R$ 40 a R$ 250

Site oficial: musicalpriscilla.com.br

João Pessoa terá o primeiro candidato gay a prefeito do País


Wilson Lima para o IG Brasília
Dica de William De Lucca Martinez

Renan Palmeira (Psol) terá como cabo eleitoral o deputado Jean Willys (Psol-RJ), principal defensor da causa LGBT no Congresso.


João Pessoa será a primeira capital brasileira com um candidato a prefeito militante dos grupos de defesa Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Trangêneros (LGBT). No domingo passado, o Psol oficializou a pré-candidatura do professor Renan Palmeira, homossexual, militante LGBT e integrante do Movimento Espírito Lilás.

Ele venceu a convenção interna do Psol e sua candidatura será oficializada em maio, durante a convenção do partido. Ele vai receber o apoio do deputado federal Jean Willys (Psol-RJ) durante a campanha. A intenção é que Willys apareça tanto em eventos do partido durante a campanha, quanto nas propagandas em rádio e TV.
O pré-candidato a prefeito de João Pessoa afirmou nesta terça-feira (27) que sua candidatura tem o intuito de despertar o debate não somente das questões relacionadas ao grupo LGBT, mas também provocar uma reflexão sobre as demais minorias brasileiras e os problemas urbanos de João Pessoa. “Nossa candidatura é emblemática porque é uma resposta ao preconceito”, disse Palmeira.

A expectativa é que Palmeira enfrente em João Pessoa o ex-prefeito de João Pessoa, João Maranhão (PMDB), o deputado federal Luciano Cartaxo (PT) e Estelizabel Bezerra (PSB). Mas Palmeira acredita que o maior adversário serão as elites conservadoras da Paraíba. “Existem políticos que já estão fazendo campanha contra nossa candidatura”, afirmou.

Segundo informações da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) 132 pessoas do movimento LGBT já são pré-candidatas para as eleições de 2012 em 22 estados. Um total de 20 partidos em todo o Brasil já conta com candidatos LGBT, entre eles até o PP, o PSC e o PSDC.

Gays têm de mostrar fotos transando para se livrarem do Exército


Se muitos gays acham que não nasceram para o serviço militar, na Turquia, eles podem ser dispensados dessa chata obrigação. Mas o preço a ser pago é alto.


Reportagem da BBC Brasil mostra que homossexuais precisam convencer os médicos do Exército de que são gays.

“Me perguntaram quando tive relações sexuais anais, sexo oral e com quais tipos de brinquedos eu brincava quando criança’, relatou Ahmet, um jovem de 20 e poucos anos.

Para obter o “certificado rosa”, que garante a dispensa, lhe foi pedido que mostrasse uma foto sua vestido de mulher. “Recusei o pedido e fiz outra oferta. Uma foto minha beijando outro homem.”

Já outro homem, dispensado há mais de dez anos, revela que precisou mostrar uma foto sua fazendo sexo com outro homem e sendo passivo.

“E ainda é terrível. Porque alguém tem essas fotografias. Elas podem ser mostradas na minha vila, aos meus pais e parentes’, relata o rapaz à reportagem.

Cuba terá união homossexual permitida por lei


Fonte: Solidários

Cuba se prepara para definir os direitos de lésbicas, de gays, de bissexuais e de transexuais em seu território, segundo informou à imprensa a sexóloga Mariela Castro (foto), filha do presidente de Cuba, Raúl Castro. Essa é uma notícia que recebo com muita alegria. A Ilha de Fidel, caso sejam confirmadas as palavras de Mariela, surpreenderá o mundo positivamente e em matéria de Direitos Humanos.

Para Mariela Castro, a discriminação não combina com os interesses da Revolução Cubana, tanto por isso, será desenvolvido um trabalho que "demonstra a vontade política do governo cubano para enfrentar a homofobia como forma de discriminação, algo incoerente com o projeto emancipador da Revolução Cubana".

Sobre a possibilidade de os Estados Unidos criticarem a atitude do governo de Cuba na rede mundial de computadores pelo feito, segundo anunciou a sexóloga Mariela, considero pouco provável haja vista ter a Secretária de Estado Americano, Hillary Clinton, anunciado em Genebra, no mês de dezembro, por ocasião das comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, a criação de fundo para auxiliar países a descriminarem a homossexualidade dentre outras ações positivas anunciadas no mesmo pacote. Espero que, apesar dos entraves políticos e econômicos existentes entre Cuba e o EUA, este se posicione favoravelmente à humana e louvável atitude daquela. Seria a mais digna atitude de uma país que efetivamente entreou na briga contra a homofobia mundial.

Conforme Mariela, será encaminhada à Assembleia Nacional do Poder Popular um projeto de lei que reconhecerá a união livre entre pessoas do mesmo sexo. A modalidade de união denominada de livre deve ser semelhante ao que conhecemos por união estável, visto que no texto do projeto encaminhado ao Congresso não consta a palavra casamento. Isso já representa um gigantesco passo para os irmãos e irmãs lésbicas, gays, bissexuais e transexuais da Ilha de Fidel Castro. Com a decisão, se favorável, haverá mudanças no Código da Família de Cuba.

Mariela acredita que esse passo significa o primeiro na adoção do que ela mesma chamou de “política de não-discriminação”. Resta então esperarmos para ver o posicionamento do Partido Comunista que se reunirá em conferência no dia 28 de janeiro.

Cabe salientar que Mariela Castro dirige o Centro Nacional de Educação Sexual de Cuba e que sua luta em favor da aprovação de direitos aos homossexuais não é de hoje. Sua luta vem de longa data e tem ecoado por todos os continentes.

Em face do exposto, podemos afirmar que o mundo olhará diferente para Cuba a partir da concretude dessa decisão. Tratar seu povo com humanidade, com igualdade, com liberdade e respeitar a sua dignidade é o maior de todos os passos para o progresso em todos os aspectos. Estou de olho e deverei acompanhar o progresso desse feito histórico, não só para Cuba, mas para o mundo.

Trilha Especial: "It Gets Better", com Chris Salvatore

27/03/12

27 de março - "Dia Mundial do Teatro" por Nyldo Moreira

Tônia Carreiro, Eva Vilma, Odete Lara, Norma Bengell and Ruth Escobar, em 1968

"O Teatro e sua oficina diária" por Nyldo Moreira

O Dia Mundial do Teatro resume uma longa caminhada que distribuiu ao mundo uma das mais belas artes já criadas para os olhos, os ouvidos, o tato e a mente. Nascido na Grécia Antiga, o teatro tinha suas apresentações discorridas em grandes arenas, em que atores utilizavam máscaras de fortes expressões para melhor visualização do público, além de domarem-se de uma identidade paralela, atividade até hoje descrita como: ator. Atualmente o teatro é uma fábula e um ato de realidade, são textos sobre textos disputando pautas caras e até as populares, o teatro ganhou e perdeu. Mas sempre irá permitir-se comemorar sua idoneidade e daqueles que o fazem, produzem, encenam, dirigem, iluminam, arquitetam, vestem, coreografam e fomentam. 

No mesmo dia em que o teatro é exaltado, o Circo também comemora sua arte que se faz cênica e musical debaixo de uma lona. Desde seu nascimento, o que não há um registro preciso, já que esta é uma manifestação nômade, o circo tornou-se uma arte tão envolvente, quanto o teatro, pois veste um homem de palhaço e uma trupe de malabaristas, contorcionistas, ilusionistas e domadores para replicar sorrisos, surpresas e imaginação num público. Essa brilhante arte é uma criação alimentada junto ao teatro, que durante anos faz o público viver histórias diferentes, tornarem-se cúmplices e atos da história.

O teatro é um espaço físico que ganha vida em textos lúdicos, verossímeis, dramáticos e cômicos. Na Grécia, essa arte foi transcrita por gênios poéticos como Aristóteles, Sófocles, Eurípedes, Aristófanes, Menandro, e outros. Em Roma, Plauto e Terêncio se destacaram. Passeando pela história, chegamos a Portugal com os textos de Gil Vicente e Almeida Garrett. Na França, Molière. O inglês Shakespeare, e no Brasil, Padre José de Anchieta, João Caetano, Martins Pena, Gonçalves Dias, Oswald Andrade, Nélson Rodrigues, Machado de Assis, José de Alencar, Álvares de Azevedo, Castro Alves, José Celso Martinez Corrêa e então nasce o Teatro Brasileiro de Comédia, sediado no Bexiga, em São Paulo. Ainda surgiram Os Comediantes, o Teatro Oficina, Teatro de Arena, o Teatro dos Sete e a Companhia Celia-Autran-Carrero.

Nossa estrela maior do teatro completa 80 anos de ofício, filha de Procópio Ferreira, Bibi ainda é um dos maiores ícones vivos da arte de encenar e cantar. Estreou no teatro com apenas três semanas de nascida, substituindo uma boneca. Seu ápice, sem dúvidas, foi sua atuação em “Gota d’àgua”, de Chico Buarque de Hollanda e Paulo Pontes, quando a atriz mostrou a mulher mais imponente dos palcos. Além deste, Bibi estrelou o espetáculo “My Fair Lady”, ao lado de Paulo Autran, que também a acompanhou em “O Homem de La Mancha”. Bibi também marcou os palcos interpretando Piaf, que lhe rendeu os prêmios Mambembe e Molière, além de outros importantes títulos. Recentemente compôs o elenco do espetáculo “Às Favas com os Escrúpulos”, de Juca de Oliveira, e direção do amigo Jô Soares. A filha de um dos homens mais ilustres do teatro, também dirigiu Clara Nunes, e Maria Bethânia, que também revelou-se no teatro, antes mesmo de ganhar fama na música popular. Bethânia deixou a pequena Santo Amaro da Purificação, com seu irmão Caetano, e estrelou o espetáculo “Opinião”, substituindo Nara Leão. Ao chegar no Rio de Janeiro, a baiana roubou a cena e eternizou a canção Carcará, do musical de Zé Keti e João do Vale.

O teatro foi colecionando nomes em sua história, e reuniu eternos padrinhos dessa arte. Tônia Carreiro, Sérgio Cardoso, Lílian Lemmertz, Fernanda Montenegro, Cleyde Yáconis, Ítalo Rossi, Marco Nanini, Cassiano Gabus Mendes, Marília Pêra, Gianfrancesco Guarnieri, Juca de Oliveira, Sérgio Britto, José Pécora, Cacilda Becker, Beatriz Segall, Jackson Antunes, Max Nunes, Regina Duarte, Gloria Menezes, Dercy Gonçalves, Raul Cortez, Ruth Escobar, Jô Soares, Nicette Bruno, Paulo Goulart, e tantos outros astros que tornaram-se mestres na nova geração teatral.

O teatro celebra elementos de extrema importância, iluminadores, figurinistas, musicistas, produtores, diretores, camareiras, coreógrafos e cenógrafos fazem o espetáculo acontecer, entregam aos bilheteiros a responsabilidade de permitir a entrada dos maiores astros do teatro: o público. Este é que faz o teatro valer a pena, a plateia completa um espetáculo com seu caloroso e sincero aplauso e entrega à crítica a responsabilidade da verdade. Por que nós, críticos, também não podemos fazer parte disso? Parabéns a quem escreve a história do teatro, e aos apoiadores, patrocinadores e fomentos, que dão a oportunidade do teatro ser um ofício, uma profissão. Aos pipoqueiros que dão ao público o sabor da peça, e a Broadway que confiou aos brasileiros grandes sucessos que parecem serem nossos.

O teatro venceu a Ditadura Militar, que não foi capaz de calar os palcos. O teatro vence diariamente a guerra da captação de recursos, espalha-se com as trupes regionais, com os espetáculos de rua, o humor escrachado, o drama sentimental, as tragédias e comédias clássicas. O teatro de revista e as vedetes de Manga e Walter Pinto. O teatro é a maior relação de amor entre a arte e o homem. O teatro também é ainda um Alcorão, tão mal interpretado que faz do palco um campo de ataque ao que deveria ser uma exposição espontânea de cultura, ao invés de atores moralmente trajados de homens bombas, que autoflagelam-se e respingam nessa arte de encenar. Porém, a vela do teatro jamais se apagará, as luzes da ribalta se acenderão sempre que uma cortina abrir para mais uma estreia. E assim o teatro se faz a pele da humanidade e o coração de um texto. Não se faça de ator apenas por uma escola de teatro, faça-se um gigante no palco, como os imensos atores que nunca precisaram dela. 

Miss perde cetro e coroa ao ser descoberta transexual



Jenna Talackova, 24 anos, de Vancouver, foi desclassificada do Miss Universo Canadá, assim que se descobriu que ela nasceu homem e fez cirurgia de troca de sexo em 2010.

Loura e de corpo espetacular, ela é a primeira transexual que conseguiu se classificar e chegar a finalista de concurso de miss.

O comunicado do concurso - cujo dono é Donald Trump - diz que ela não tem os requisitos nescessários para competir com as outras mulheres e que mentiu quando preencheu o formulário. 

"Mas peço que respeitem suas conquistas e desejo o melhor para ela", disse Trump.

Após ser discriminado, jovem gay inaugura igreja voltada para homossexuais



Desde o último sábado (24), o Rio Grande do Sul tem a primeira igreja voltada ao público gay. Homossexual assumido, o pastor Anderson Zambom é o responsável pela Igreja Cidade de Refúgio de Porto Alegre, vinculada a uma comunidade nacional que tem como objetivo pregar a palavra de Deus sem preconceitos quanto à orientação sexual.

“Haverá cultos de ensino bíblico para mostrar às pessoas que Deus não é aquele monstro que as igrejas pregam”, disse o pastor, que atuará junto com a pastora Vanessa Pereira, de 27 anos. “Quem impôs a condição de pecado foi o homem e não Deus, porque em nenhum momento a Bíblia condena a homossexualidade. O que há é algumas traduções errôneas e o entendimento errado e manipulado da Palavra”, acrescentou.

O pastor ressalta que a Cidade de Refúgio não é de uma igreja voltada exclusivamente ao público gay, mas tem o intuito de dar uma oportunidade aos homossexuais evangélicos de exercerem a religião sem serem considerados pecadores. Foi exatamente o que aconteceu com o próprio Zambom, forçado a abandonar o exercício de pastor de uma igreja de Santa Maria, em 2003. “Fui excluído do ministério. Não pude ir para frente no meu trabalho”, lamentou o pastor.

Cristão desde os 10 anos, Anderson, hoje com 26, teve a ideia de voltar aos púlpitos ao perceber o surgimento das chamadas “igrejas inclusivas”. Decidiu fundar a Cidade de Refúgio na capital gaúcha após conversar com a fundadora da comunidade, Lanna Holder. “Havia uma ideia de criação do nosso ministério, porém seria independente. Então, conversando com as pessoas, resolvemos começar esta obra aqui”, declarou.

Deus não é aquele monstro que as igrejas pregam

Os cultos de Zambom e Vanessa terão semelhanças aos da Bola de Neve, igreja evangélica voltada ao público jovem. Porém, com uma diferença: na Cidade de Refúgio, ao contrário das demais igrejas da religião, o homossexualismo não é reprovado. “Serão cultos bem jovens”, diz o pastor.

Fora as celebrações religiosas, uma das primeiras realizações da Cidade de Refúgio será a Balada Gospel, uma festa noturna voltada ao público cristão. O evento ainda não tem data marcada, e deve ocorrer até junho deste ano. O pastor tem outro plano mais ambicioso. “Pretendemos montar uma convenção nacional de igrejas inclusivas”, diz Zambom.

Nos discursos, não serão abordados apenas temas voltados à homossexualidade. “Não é só uma igreja gay e não queremos que se torne isso. É uma igreja para todos, independente da orientação sexual”, ressaltou.

Os cultos na Igreja Cidade de Refúgio de Porto Alegre serão realizados aos sábados, às 19h30, aos domingos, às 18h e às quartas-feiras, às 19h30. A nova igreja fica na Rua Álvaro Vieira Andrade, número 134, no bairro Jardim Ingá, na Zona Norte de Porto Alegre.