30/04/12

Filme que apresenta um Jesus gay gera protestos


Com informações do Gospel Prime

Um documentário que mostra a produção de uma peça onde Jesus Cristo é visto como um homem gay atraiu a ira de grupos cristãos na cidade de San Francisco. Porém, os defensores do movimento LGBT conseguiram que o filme fosse exibido neste final de semana no Teatro Castro.

O senador Mark Leno, além de políticos e teólogos favoráveis aos gays defenderam os direitos dos cineastas mostrarem seu trabalho.

“Eu não sou teólogo nem historiador da religião, e eu não sou cristão”, disse o vereador Wiener. “Mas pelo que entendi, Jesus significa muitas coisas para um monte de pessoas diferentes… ninguém tem o monopólio sobre o significado de uma religião em particular”.

Um grupo católico da Pensilvânia, que defende o ativismo e prega sobre as aparições da Virgem Maria pensa diferente. De acordo com seu website, o grupo “América precisa de Fátima” reuniu mais de 13.500 assinaturas em uma petição formal. Eles tentaram proibir a exibição do que classificam como uma “brincadeira homossexual blasfema” e exigiram um “pedido de desculpas público a Nosso Senhor Jesus Cristo e todos os americanos tementes a Deus.”

O grupo não aceita ver Jesus na peça “supostamente” tendo “relações sexuais” com seus apóstolos. O documentário, intitulado “Corpus Christi: Brincando com a redenção”, registrou atores e produtores que montaram a primeira versão teatral do texto de Terrence McNally, de 1998. “Corpus Christi”, mostra Jesus vivendo na década de 1950 no Estado americano do Texas. Não há cenas de relações sexuais explícitas, mas os diálogos deixam claro que há uma relação homossexual sendo retratada.


Um porta-voz dos defensores do filme disse que os atores já foram vítimas de “ameaças” de bomba, e-mails ofensivos, comentários discriminatórios no YouTube e inclusive assédio moral da mãe do diretor. Em um comunicado, os produtores disseram que agradecem o apoio daqueles que defendes a diversidade.

“Não temos dúvida que a mensagem do amor inclusivo de Deus pelas pessoas LGBT revelada em “Corpus Christi” vai abafar as expressões de ódio daqueles que atacam a peça e o filme sem nunca o terem visto”, disse o diretor Nic Arnzen.

O senador Leno disse que o assunto “não é fácil”, mas que “na mesma medida que é difícil, também é importante.” Sobre as ameaças de bomba feitas ao teatro, disse que “Preciso colocar isso na mesma categoria dos extremistas muçulmanos. Este é um aspecto infeliz da religião, e digo isso como uma pessoa de fé.”

Regina Volpato entrevista André Fischer para o GAY TV

Visto no GAY TV

André Fischer conversa com Regina Volpato no Bar da Dona Onça, centro de São Paulo e fala de sua trajetória no segmento nestes últimos 20 anos.

O empresário André Fischer foi contratado pela Rádio CBN, para falar sobre diversidade sexual e notícias do universo LGBT.

Mas seu trabalho transita em outras freqüências, Fisher também é diretor do Festival Mix Brasil Cinema da diversidade sexual, editor do Portal Mix Brasil e editor da revista Junior.

Você confere a entrevista em duas partes, conhece o Bar da Dona Onça e têm algumas informações sobre o centro da Cidade, afinal este Bar está embaixo do Copan e ao lado do tradicional Café Floresta.

Para quem é de São Paulo ou está de passagem fica a dica, dois excelentes pontos turísticos desta metrópole.



Pesquisadores eliminam vírus HIV em ratos de laboratório



Visto na Revista Lado A

Uma nova informação reabre a esperança de dura mais de 30 anos de se encontrar a cura para a AIDS. Um estudo da UCLA (Universidade da Califórnia) publicado este mês na revista PLoS Pathogens conseguiu por meio do tratamento com células tronco, modificadas geneticamente, eliminar um similar ao vírus HIV em animais infectados. “Ainda estamos em uma fase muito inicial, não queremos alardear uma ideia que, em testes futuros, possa falhar”, afirmou Scott G. Kitchen, autor da pesquisa e professor da Divisão de Oncologia e Hematologia da UCLA.

As células tronco são modificadas com os receptores dos leucócitos que combatem o vírus, com isso, as células tronco ficam programadas para caçar e matar o vírus do HIV. Em seguida, há um aumento do número de leucócitos nos pacientes, aumentando o poder do organismo de combater o HIV. 


A idéia é que o estudo ajude a nortear as novas pesquisas e ao invés de se estudar como combater a reprodução e controle do vírus, haja um caminho para se pensar na eliminação do vírus em organismos infectados. Em 2010, um homossexual alemão portador do vírus HIV afirmou ter sido curado após um transplante de medula óssea para curar a sua leucemia. Depois da cirurgia, ele não apresentou mais carga viral para o HIV.

TV canadense exibe por engano 3 minutos de pornô gay


Visto no Planeta Bizarro

TV teria mostrado cenas do filme pornô gay 'After Hours'. Erro teria sido cometido por empresa de cabo que distribui sinal.

A emissora de TV canadense "CHCH", de Hamilton, pediu desculpas depois que cenas de um filme pornô gay foram transmitidas por cerca de três minutos na semana passada, segundo reportagem do jornal "The Star".

O diretor de notícias do canal, Mike Katrycz, explicou que o erro não foi culpa da emissora. Segundo ele, uma operadora que distribui o sinal da rede e também de filmes adultos colocou o vídeo pornográfico por engano no sinal da "CHCH".

Segundo a imprensa canadense, teriam ido ao ar cenas do filme pornô gay “After Hours”.

Artista da Broadway seleciona atores para peça 'Éramos Gays', em Salvador



Visto no G1


Interessados devem se inscrever no Theatro XVIII até o dia 02 de maio. Audição pretende selecionar seis atores e outros dois como suplentes. 


A cantora e atriz de musicais da Broadway, Kiara Sasso, selecionará seis atores entre 18 e 50 anos para compor o elenco do espetáculo "Éramos Gays", em Salvador. A audição ocorre entre os dias 19 e 20 de maio, no Theatro XVIII, localizado no Pelourinho, no Centro Histórico. Para se inscrever, o interessado deve ir à sede do teatro até o dia 2 de maio.

Kiara integrou musicais como "O Fastasma da Ópera" e "A Bela e a Fera". Além dela, participam das escolhas o diretor Adrian Steinway e o coreógrafo Newton Cole. O "Éramos Gays" é um pocket escrito por Aninha Franco que será dirigido por Adrian Steinway. A previsão é que a peça entre em cartaz já em agosto deste ano.

Além dos seis atores do elenco, outros dois também serão selecionados para caso de substituições.

Ray-Ban coloca casal gay em nova campanha


Visto no Parou Tudo


A famosa marca de óculos Ray-Ban colocou um casal gay entre os anúncios da campanha que marca os 75 anos da empresa. Com o slogan “Never Hide” (Nunca esconda), o anúncio traz dois homens trajando ternos e andando de mãos dadas em uma rua movimentada.

Segundo o material de divulgação da marca, a ideia foi fotografar homens e mulheres “vivendo seu dia-a-dia com autenticidade, com coragem para expressarem sua individualidade, o que é a coisa mais preciosa que temos, porque não tem coisa mais na moda do que ser você mesmo”. 



Trilha Especial: Queen - "Don't Stop Me Now"


29/04/12

Vídeo promocional do Festival Internacional de Filmes LGBT de Turim brinca com o preconceito

Visto na Revista Lado A

O tradicional Turim LGBT Film Festival, Festival Internacional de Filmes LGBT de Turim, ou ToGay para quem é do meio, que teve a sua 27ª edição entre os dias 19 e 25 de abril na cidade italiana, montou um fantástico vídeo de divulgação. Criado pelos estudantes da IED (European Institute of Design – Instituto Europeu de Design), a peça mostra diversos personagens LGBT, escandalizados com um casal hétero.

Caras de nojo, a mãe trans tampando os olhos do filhinho, objetos ao chão, pessoas encarando... mas, calma, não é um preconceito à homossexualidade às avessas, as pessoas estavam espantadas com as meias e sandálias usadas pelos dois. Interessante forma de pontuar o preconceito, o material é bem criativo e sai do clichê que poderia ser óbvio.

Uma das estréias mais esperadas do festival foi o filme brasileiro Novela das Oito. O longa foi exibido pela primeira vez em um festival internacional nesta. Com direção de Odilon Rocha, que esteve em Turim, fala sobre a influência da novela "Dancin Days" na vida dos brasileiros em plena ditadura e mostra um pouco como a comunidade gay sobreviveu em tempos de repressão.

Assista o vídeo promocional do 27ª. edição do Festival Internacional de Filmes LGBT de Turim:


Mórmons contrariam a igreja e gravam depoimento a favor de seus filhos gays!


Clique em "CC" caso não visualize a legenda

Visto no Portugal Gay

Diversos pais Mórmons defendem os seus filhos gays num novo vídeo que confronta a posição oficial da "Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias".

O vídeo foi apresentado no dia 21 durante uma conferência nacional para gays Mórmons em Washington, DC, e faz parte do projecto "It Gets Better", que visa dar esperança aos adolescentes gays e lésbicas vítimas de Bullying.

No vídeo, os pais lembram como lutaram contra as suas crenças quando perceberam que os seus filhos eram homossexuais. Uma mãe com lágrimas conta que descobriu que o seu filho, de 19 anos, era gay depois uma tentativa de suicídio do rapaz. Um pai descreve o seu desconforto inicial com homens gays. Mas a mensagem final é que Deus quer que os pais amem os seus filhos independentemente da orientação sexual.

"Quando ele se afirmou como gay, eu não estava preparado para aceitar essa situação", conta no vídeo Charles Carver, um pai de Utah. "O meu trabalho é amar. A minha tarefa é aceitar", diz ele mais tarde.

Outro pai, Stephen Cohen, disse: "Houve uma altura em que se eu disse a um colega meu que se um gay se aproximasse de mim eu dava-lhe um soco na hora. Agora, sabem o que eu provavelmente faria? Eu abraçá-lo-ia."

Os pais dizem que os seus filhos não podem deixar de ser gays e lésbicas e não merecem sentir-se envergonhados.

"Nenhum Mórmon escolheria ser banido por toda a família", diz Andrea Carver, outra mãe que aparece no vídeo com o marido. "Eu só rezo para que quem nos esteja a ver que aprenda a amar-se e a apreciar quem é como pessoa."

O vídeo segue na linha de um projeto semelhante lançado por estudantes na Brigham Young University, que é dirigida pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, no mês passado. 

Maranhão: Padrasto mata jovem de 14 anos por não aceitar orientação sexual da vítima



Por Paulo de Tarso Jr., do Imirante.com para o Gay1


Um crime bárbaro chocou a cidade de Bequimão em São Luiz no Maranhão na noite dessa quarta-feira (25). Um adolescente de 14 anos foi assassinado pelo padrasto, identificado como Manoel Elson Sirqueira do Nascimento, de 25 anos.


De acordo com a polícia existem várias versões para a motivação do crime. No entanto, para a polícia, a versão mais provável seria a orientação sexual da vítima. Manoel Elson não aceitava a condição do garoto, que era gay assumido.

A vítima foi encontrada enterrada em um terreno nas proximidades de onde morava. A polícia acredita, ainda, que o garoto tenha sido enterrado vivo pelo padrasto, que conseguiu fugir.

O crime

O autor do crime aproveitou a saída da mãe da vítima durante a tarde de quarta-feira para cometer o delito. Ao retornar à residência da família, a mulher foi informada pelo próprio padrasto que o garoto de 14 anos havia sido assassinado.

Inconformada, a mulher tentou denunciar o companheiro na delegacia, mas ele a impediu. Ameaçando-a com uma faca, Manoel Elson deixou a mulher em cárcere privado durante toda a noite.

Por volta da meia-noite, a mulher conseguiu fugir da residência e comunicar o ocorrido à polícia. No entanto, Manoel Elson Sirqueira do Nascimento conseguiu fugir.

Candidato à Presidência dos EUA apresenta campanha com beijo gay


Visto no Portugal Gay

Fred Karger lançou o primeiro anúncio na história dos EUA de um candidato presidencial que inclui um beijo entre pessoas do mesmo sexo.

Karger é um dos quatro republicanos que ainda estão na corrida presidencial. Seis nomes, incluindo Karger, irão aparecer nos boletins de voto da Califórnia em 5 de Junho.

A sua campanha para esse estado vai começar na útliam quarta (25) em Sacramento, com anúncios de 30 segundos que foram difundidos em três municípios do sul da Califórnia - Los Angeles, Orange e San Diego no dia seguinte.

"Este é o nosso maior e mais emocionante comercial até à data", escreveu Karger num e-mail. "Termina com um beijo gay, a primeira vez que tal acontece num comercial de uma campanha presidencial. Meus amigos Andrew Reynolds e Michael Aguirre estão juntos há 7 anos e eu realmente aprecio a sua história ao darem este beijo."

O candidato é abertamente homossexual e concorre agora contra os outros candidatos Republicanos nas primárias: Newt Gingrich, Ron Paul e, o principal favorito, Mitt Romney.

A versão online de um minuto do anúncio foi denominada "Sexy Frisbee". A campanha Karger tem distribuído discos-voadores, ou Frisbees, como lembranças de campanha.

Desafiando preconceito, cresce número de igrejas inclusivas no Brasil


Visto na BBC Brasil
Por Luís Guilherme Barrucho

Encaradas pelas minorias como um refúgio para a livre prática da fé, as igrejas "inclusivas" - voltadas predominantemente para o público gay - vêm crescendo a um ritmo acelerado no Brasil, à revelia da oposição de alas religiosas mais conservadoras.

Estimativas feitas por especialistas a pedido da BBC Brasil indicam que já existem pelo menos dez diferentes congregações de igrejas "gay-friendly" no Brasil, com mais de 40 missões e delegações espalhadas pelo país.

Concentradas, principalmente, no eixo Rio de Janeiro-São Paulo, elas somam em torno de 10 mil fiéis, ou 0,005% da população brasileira. A maioria dos membros (70%) é composta por homens, incluindo solteiros e casais, de diferentes níveis sociais.

O número ainda é baixo se comparado à quantidade de católicos e evangélicos, as duas principais religiões do país, que, em 2009, respondiam por 68,43% e 20,23% da população brasileira, respectivamente, segundo um estudo publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

O crescimento das igrejas inclusivas ganhou força com o surgimento de políticas de combate à homofobia, ao passo que o preconceito também diminuiu, alegam especialistas.

Hoje, segundo o IBGE, há 60 mil casais homossexuais no Brasil. Para grupos militantes, o número de gays é estimado entre 6 a 10 milhões de pessoas.

Segundo a pesquisadora Fátima Weiss, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que mapeia o setor desde 2008, havia apenas uma única igreja inclusiva com sede fixa no Brasil dez anos atrás.

"Com um discurso que prega a tolerância, essas igrejas permitem a manifestação da fé na tradição cristã independente da orientação sexual", disse Weiss à BBC Brasil.

O número de frequentadores dessas igrejas - que são abertas a fiéis de qualquer orientação sexual - acompanhou também a emancipação das congregações. Se, há dez anos, os fiéis totalizavam menos de 500 pessoas; hoje, já são quase 10 mil - número que, segundo os fundadores dessas igrejas, deve dobrar nos próximos cinco anos.

Resistência


As igrejas inclusivas ainda enfrentam forte resistência das comunidades católicas e evangélicas. Embora a maior parte delas siga a tradição cristã - pregando, inclusive, o celibato antes do casamento e a monogamia após o matrimônio - ainda não são reconhecidas oficialmente por nenhum desses dois grupos.

Não raro, em igrejas tradicionais, os homossexuais são obrigados a esconder sua opção sexual. Descobertos, acabam sendo expulsos - ou, eventualmente, submetidos a tratamentos de "conversão" para se tornarem heterossexuais.

"Segundo a Bíblia, homossexualidade é pecado. Na igreja evangélica, gay só entra caso queira se converter e, para isso, tem de se tornar heterossexual. É uma regra de Deus", disse à BBC Brasil Silas Malafaia, fundador de uma das principais igrejas evangélicas do Brasil, a Assembleia de Deus - Vitória em Cristo.

"Tenho vários casos de ex-gays na minha igreja. Trata-se de um desvio de comportamento; afinal, gays têm a mesma ordem cromossômica que nós, heterossexuais. Depende deles, portanto, mudar sua opção sexual para serem aceitos na nossa comunidade", acrescenta.

A pernambucana Lanna Holder, de 37 anos, acreditava poder "curar" a atração que sentia por mulheres que, segundo ela, vinha "desde a infância". Usuária de drogas e alcoólatra, Lanna converteu-se a uma igreja evangélica aos 21 anos, passando a fazer pregações no interior do Brasil.

"Enquanto todas as meninas brincavam de boneca, eu soltava pipa e jogava futebol", lembra ela à BBC Brasil. Lanna tornou-se uma das principais pregadoras da igreja Assembleia de Deus, a mais importante do ramo pentecostal no Brasil. Casou-se aos 24 anos e, dois anos depois, teve um filho.

Mas durante uma viagem aos Estados Unidos em 2002, conheceu outra pregadora, Rosania Rocha, brasileira que cantava no coral de uma filial da igreja em Boston. Um ano depois, elas tiveram um caso amoroso às escondidas e acabaram expulsas da comunidade.

De volta ao Brasil em 2007, Lanna teve a ideia de criar uma igreja voltada predominantemente para homossexuais que, como ela, não ganharam acolhida em outra vertente religiosa. Ela montou a "Comunidade Cidade Refúgio", no centro de São Paulo.

De reuniões pequenas, com apenas 15 pessoas, a igreja possui hoje 300 fiéis e planeja abrir uma filial em Londrina, no Paraná, até o fim deste ano.

Origem

O embrião das igrejas inclusivas começou a surgir no Brasil na década de 90, em pequenas reuniões feitas normalmente sob sigilo. Nos Estados Unidos, entretanto, elas já existem há pelo menos quatro décadas, praticando o que chamam de "teologia inclusiva", com um discurso aberto à diversidade.

Um das pioneiras foi a Igreja da Comunidade Metropolitana (ou Metropolitan Church), a primeira a ter sede própria no Brasil, em 2002.

Trilha Especial: Nicki Minaj - "Starships"

28/04/12

Lady Gaga faz show em Seul apesar de protestos de cristãos

Jovens aguardando o Show

Visto na Folha
Com informações da Reuters

A cantora Lady Gaga fez, nesta sexta (27), show em Seul, na Coreia do Sul, apesar de protestos de grupos cristãos que pediam para ela cancelar o espetáculo.

O governo já havia cedido às pressões populares e proibido menores de 18 anos de ir ao show --mas pessoas que protestavam na frente do local do espetáculo diziam que não era o bastante.

"Nem adultos podem ver sua performance, que é muito homossexual e pornográfica", disse Yoon Jung-hoon, um reverendo que organizou a "Rede de civis contra o show da Lady Gaga".

Jovens rezando contra o show

O grupo de Yoon disse ter a adesão de 5.000 pessoas no Facebook. Eles ameaçaram boicotar a Hyundai, empresa da Coreia do Sul que patrocina o evento.

Antes do espetáculo, Yoon afirmou que iria assistir a performance para "monitorar" o conteúdo homossexual que poderia, segundo ele, corromper os jovens.

Ex-evangélico cria igreja GLS após tentar curar homossexualidade


Visto na BBC Brasil
por Guilherme Barrucho

Convertido aos 14 anos a uma igreja evangélica, o carioca Marcos Gladstone (à esquerda), 36 anos, hoje gay assumido, sempre acreditou que seria "recuperado" da atração que sentia por homens. Durante quatro anos, ficou noivo de uma mulher, mas pouco antes de se casar, decidiu revelar à família dela sobre sua orientação sexual.

"Não sentia amor pela minha noiva; apenas amizade. Quando disse à família dela que era gay, a fofoca se espalhou rapidamente. Ela chegou a ficar três dias sem comer", recorda. Vítima de preconceito, Gladstone resolveu fundar em 2006, junto com seu parceiro, Fábio Inácio (à direita), 31 anos, a "Igreja Cristã Contemporânea", pregando "um discurso de tolerância" e voltada predominantemente para o público gay. No início, contavam apenas com cinco membros. Hoje, a igreja já tem 1,2 mil fiéis e seis filiais espalhadas pelo Brasil, além da sede no Rio de Janeiro.

Festas temáticas



Uma das formas encontradas pelas igrejas inclusivas para atrair novos fiéis e integrá-los aos membros antigos é promover festas temáticas. Na igreja "Comunidade Cidade de Refúgio", fundada por Lanna Holder - ex-missionária da igreja evangélica Assembleia de Deus que acabou expulsa por ser lésbica - são comuns as baladas gospel, realizadas uma vez por mês.

Na festa, chamada de "EletroGospel", bebidas alcoólicas não são permitidas. "O objetivo é que todos se divirtam com moderação. Somos cristãos e, portanto, contra qualquer promiscuidade", afirmou Lanna. Já na "Igreja Cristã Contemporânea", os fiéis são convidados a participar de retiros espirituais, que ocorrem durante o Carnaval. Segundo Gladstone, a igreja recebe centenas de e-mails por dia de gays que têm medo de "sair do armário".

"Nosso trabalho é de aconselhamento. É muito importante que um jovem homossexual não se sinta sozinho mesmo quando a família não aceita sua orientação sexual."

Trilha Especial: Foster The People - "Houdini"

Reveja o episódio de Sandy em "As Brasileiras", que trouxe tema lésbico!

Exibido na última quinta (26) pela TV Globo, o episódio "A Reacionária do Pantanal" da série "As Brasileiras" apresentou Sandy interpretando a filha de uma mulher que vive um relacionamento lésbico. Reveja o episódio completo:

Mister Mundo: "Bissexuais todos somos um pouco"


Visto no O Dia

Após boatos sobre sua sexualidade, o Mister Mundo Ralph Santos resolveu falar sobre o assunto durante uma sessão de fotos em Brasília. O modelo, que já foi tachado de gay, disse que a beleza é a culpada de tudo.

"Vejo o que acontece com o Jonas, que é mister como eu: ele carrega sempre a dúvida sobre a sexualidade. No Brasil, se o homem é bonito ou é gay ou bissexual", disse.

Ralph ainda atestou que todas as pessoas são bissexuais. "Acho que bissexuais todos somos um pouco, senão os héteros veriam apenas filmes adultos com lésbicas e não com homens e mulheres", completou.


Espanha: Mais um padre prega a "cura" da homossexualidade com depoimentos de "ex-gays"


Visto na Opera Mundi

A autoridade máxima da Igreja Católica na cidade espanhola de Alcalá de Henares decidiu publicar no site oficial da instituição cartas que trazem depoimentos de pessoas que sofreram com “AMS” (sigla para “atração sexual pelo mesmo sexo") mas que poderiam ter sido curadas por “terapias apropriadas”.

Segundo revela o portal, o objetivo do monsenhor Juan Antonio Reig Pla é trazer ao público os casos de pessoas que possuíam “o assim chamado estilo de vida gay” e que perseguiram “os itinerários de liberdade e esperança”. De acordo com artigos publicados pela Opus Dei no site do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de Navarra, esses “itinerários” seriam, em outras palavras, condições fisiológicas humanas reversíveis.

Foram publicadas, no total, cerca de 20 cartas, das quais quatro teriam sido entregues pessoalmente ao monsenhor Reig. Em uma delas, surge o caso de uma universitária de 22 anos, que diz ter sido “tormentoso cair na homossexualidade”, algo que tornou sua vida “infernal”.

Em outro depoimento, um homem de 29 anos agracia o monsenhor Reig como aquele que o “liberou do inferno da vida gay” com sua “defesa incondicional e valente”. Para um jovem de 18 anos, a “missão” do religioso seria propagar informações para “que se conheça a mentira gay, que se saiba que é possível mudar e que há esperança para todos que não querem uma vida de sofrimento”.

A publicação de todo esse material foi uma resposta à polêmica da última missa de Semana Santa da cidade, quando o bispo defendeu em seu sermão que "desde pequenos, há pessoas que não são bem orientadas na sexualidade humana e têm atração pelo mesmo sexo". Consultado pela imprensa local, Reig Pla chegou a considerar que “o problema pode ser solucionado com terapias apropriadas especialmente se a prática de atos homossexuais não se enraizaram”.

27/04/12

‘Avenida Brasil’: homossexualidade de Roni ganha destaque


Visto no Yahoo TV
Por Vanessa Paes Barreta

Alguns mistérios começam a pipocar nas tramas secundárias de 'Avenida Brasil'. Um deles é a verdadeira orientação sexual do bonitão Roni (Daniel Rocha). Aos poucos, sem que ele mesmo queira, sua homossexualidade vem ganhando destaque, principalmente através das provocações de Suelen (Ísis Valverde).

Na última semana, durante uma briguinha dos dois, a periguete fez as primeiras insinuações. "Eu fico com quem eu quero. Quer dizer, mais ou menos, porque se eu quiser você, né? Com você a parada é bem mais complicada", provocou.

No capítulo da última terça-feira (24), a morena assanhada foi mais incisiva. "Fica com ciúmes de mim com o Leandro, não, bobo. Não é nada. Se você quiser, posso até te ajudar a pegar ele. Quer?", perguntou.

Como já era de se imaginar, Diógenes (Otávio Augusto) não sabe de nada, mas, no capítulo que vai ao ar no dia 2 de maio, fica claro que em breve o assunto virá à tona. Pai e filho estão assistindo televisão quando Leandro (Thiago Martins) entra na sala e pede uma camisinha emprestada ao amigo.

Roni, desafeto declarado de Suelen, o critica por estar caindo novamente nas garras da ex-vendedora. Diógenes defende Leandro. "A carne é fraca, filho, e eu não posso condenar o Leandro", comenta, lembrando que também caiu na tentação com a moça. "E você, hein, filhão, quando é que vai perder a cabeça por uma cachorrona?", questiona. Apreensivo, Roni muda de assunto rapidamente, cortando o pai.

Será que Suelen está certa e é de Leandro que ele gosta? Na internet, os dois personagens já têm até um vídeo com música romântica. Mesmo com tantos indícios, não é certo que alguma revelação seja feita. Em entrevista ao jornal 'O Globo' na semana da estreia de 'Avenida Brasil', João Emanuel Carneiro afirmou que não sabia se a verdadeira orientação sexual de Roni seria revelada. "Não tenho obrigação de ter um gay na novela só porque todas têm", disse o autor ao jornal.

E também vale lembrar que em 'A Favorita', último folhetim assinado pelo novelista, o personagem gay Orlandinho (Iran Malfitano) se entregou aos encantos de Céu (Deborah Secco).

No caso de Roni, tudo vai depender do andamento da trama. Vamos aguardar ansiosos, até porque sair do armário com um pai tão machista não será nada fácil para o rapaz, tadinho!

Vídeo do Pirulla: homossexualidade não é opção!

"Batman é muito, muito gay", diz Grant Morrison


Por Érico Assis para o Omelete
Dica da Querida Simone 

Autor também está preparando graphic novel da Mulher-Maravilha 


Poucos nos quadrinhos são tão bons em fazer declarações provocantes como Grant Morrison. E aí está mais uma do quadrinista escocês, agora em entrevista à Playboy americana deste mês (e reproduzida pelo site Comics Alliance):

"A gayzice faz parte do Batman. Não estou falando em gay num sentido pejorativo, mas Batman é muito, muito gay. Não tem como negar. É óbvio que enquanto personagem fictício ele é heterossexual, mas a base do conceito é absolutamente gay. Acho que é por isso que todo mundo gosta. Todas as mulheres querem ele, e saem usando essas roupas provocantes, pulando de telhado em telhado para chegar nele. E ele não está nem aí - quer mais é sair por aí com o velho e o guri."

Vale lembrar que Morrison, além de escrever HQs de Batman há mais de 20 anos, foi o principal roteirista da linha Batman nos últimos seis anos - e volta ao personagem no relançamento de Batman Inc., que sai no início de maio nos EUA.

Na mesma entrevista, Morrison diz que sua HQ com a Mulher-Maravilha - com uma abordagem sexualizada e feminista - será uma graphic novel. O projeto ainda não tem data para sair.

Prefeitura de Vitória promete atendimento psicossocial para pais e familiares de LGBT


Visto no Site da Prefeitura de Vitória

Assumir publicamente a homossexualidade traz muitas vezes preconceito e discriminação não só para o homossexual, mas também para sua própria família, que passa a sofrer com os estereótipos e rótulos negativos impostos pela sociedade.

Ciente dessa situação, a Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos (Semcid) oferecerá atendimento psicossocial a pais e familiares de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

O atendimento, proposto pela Gerência de Políticas de Promoção de Gênero e que começará em breve, visa preparar a família para enfrentar a homofobia nas relações sociais e esclarecer sobre a diversidade sexual, com a manutenção e fortalecimento dos laços familiares.

Além disso, o grupo que fará o atendimento, quer contribuir com a diminuição das violências nas relações familiares, que muitas vezes acaba por transferir a violência sofrida no meio social e comunitário para suas relações íntimas, direcionada ao familiar homossexual.

A equipe técnica será formada por um psicólogo e uma assistente social da Semcid, que atenderá os grupos de familiares, semanalmente, na Casa do Cidadão, todas as quintas-feiras durante o turno vespertino. Serão atendidos os familiares encaminhados pelo Grupo de Apoio a Familiares de LGBT e pelo Fórum LGBT.

Para mais informações, basta ligar para a Gerência de Políticas de Promoção de Gênero de Vitória, pelos telefones: 3382-5471 e 3382-6703.

Revista gay mostra casos de sucesso profissional de jovens homossexuais


Visto no site MeiaNorte

Os jovens homossexuais no ambiente de trabalho. Esse é o tema da reportagem de capa da Revista Label (www.revistalabel.com.br), publicação voltada para o público gay brasileiro. Na 11ª edição, a revista relata casos reais de gays com pouca idade que assumiram a sua orientação sexual no espaço corporativo e, que, mesmo assim, não perderam a credibilidade e se destacam profissionalmente.

Um desses personagens é o cabeleireiro Marcelo Vaz, de apenas 19 anos, que também protagoniza a capa da revista. Apesar de todos os clichês e estereótipos que cercam essa profissão, a revelação da sua orientação sexual não foi fácil no salão que trabalha, principalmente porque ele faz parte de uma família com tradição na arte do hair styling. “Enfrentei inúmeras situações difíceis e provocativas logo em casa, por pertencer a uma família que sempre valorizou uma educação bastante regrada”, relata o garoto para Label.

Mesmo com essa conquista de Marcelo, nem tudo é festa. A reportagem também relata história de pessoas que preferem não se assumir no trabalho, como é o caso da advogada L.M., de 24 anos. “Se eu me assumir e tentar reagir ao preconceito, posso perder o emprego ou então as oportunidades de crescimento, como já vi acontecer”, revela.

Além disso, a edição traz uma entrevista com o escritor de romances LGBT Kiko Riaze, bem como matérias sobre turismo gay, o uso de drogas nas baladas, a aposta das divas do pop em coreografias ousadas para encantar seus fãs e muito mais.

Todo o conteúdo é disponibilizado gratuitamente pelo site www.revistalabel.com.br.

"VICTOR/VICTORIA" Por Ítalo Damasceno

*Por ÍTALO DAMASCENO especial para o Homorrealidade 


Estou eu comprando um livro, quando o vendedor me diz que naquele valor ele só dividiria no cartão em duas vezes, mas que se eu comprasse algo a mais, poderia dividir em três. Bom, como a crise econômica da Europa já chegou até mim, achei que era uma boa escolher mais um produto e dividir a compra em prestações menores. Daí, me vi diante do DVD de VICTOR/VICTORIA (1995), com Julie Andrews – um filme que eu sempre tive vontade de ver. No entanto, ao chegar em casa, percebo que na realidade não comprei o filme, mas o musical da Broadway. Resolvi assisti-lo mesmo assim e não me arrependi.

Uma cantora inglesa desempregada em Paris (Julie) conhece um cara que trabalha no show business. Ele tem uma grande ideia para alavancar sua carreira: ela seria Victor: um exótico conde da Polônia, famoso por ser o melhor imitador de mulheres. Ele se apresentaria cantando e dançando como mulher e todos achariam que ele era uma mulher de verdade. Plano perfeito, até Victor seduzir o gangster King Marchand, que se apaixona por ele, mas não admite ser gay, e ter de enfrentar sua atual namorada, a loira, louca e muito engraçada Norma Cassidy.


Julie fica bem como os dois.

Julie já havia feito sucesso com essa história no cinema, em 1982, no filme dirigido pelo seu marido. Treze anos depois, eles resolvem adaptar o filme para os palcos da Broadway, também dirigido por ele, e filmá-lo para a TV. É maravilhoso poder ver todo o poder de entretenimento de um show desses: as roupas, as coreografias, as músicas, os cenários girando e mudando. É uma experiência bárbara.

Sem contar que é uma história inusitada – uma mulher que finge ser um homem que se veste de mulher – e com o correr do tempo, vários personagens se assumem gay, das formas mais variadas, engraçadas e verdadeiras. Mesmo en passant, os personagens discutem e refletem sobre o que é ser gay (assumido e enrustido). Uma verdadeira demonstração de tolerância.





Dois ótimos trechos do musical.

ÍTALO DAMASCENO é advogado; quando toca o kuduro, dança se sentindo a própria  Mãe Lucinda; e anda mais quebrado do que a Grécia, mas também espera uma ajuda dos outros países da Europa.

26/04/12

Programa "LUV MTV" Especial - Bear (Programa completo)

Sandy interpreta filha de lésbica no episódio de hoje de “As Brasileiras”


Visto na Globo

Metida, cheia de preconceitos e de dificuldades em conviver com escolhas diferentes das suas, essa é Gabriela, "A Reacionária do Pantanal", personagem interpretada por Sandy Leah. O episódio vai ao ar nesta quinta (26), em As Brasileiras.


Gabriela se diz moderna, mas não quando se trata de mudança dentro da sua casa. Tudo ia bem, até que sua mãe, Olinda (Regina Braga), decide sair do luto e encarar um novo relacionamento, dessa vez, com uma mulher. A gata achou um belo desaforo e foi totalmente contra a decisão da matriarca.

Cabeça dura, Gabriela decide nunca mais olhar na cara de sua mãe, mas essa escolha pode custar caro. A novidade da relação homossexual de Olinda (Regina Braga) chega aos ouvidos dos moradores da cidade e a onda de preconceito afeta toda a família. “Ela é uma reacionária. Fica muito revoltada, brava, briga com todos, simplesmente por não concordar com a escolha alheia”, diz Sandy.

As Brasileiras é um programa de Daniel Filho, inspirado na obra audiovisual “As Cariocas”, realizada com base na obra de Sérgio Porto. Uma coprodução da Rede Globo com a Lereby, a série vai ao ar às quintas-feiras, na Rede Globo, logo após A Grande Família.

"Casamento entre homossexuais não é de Deus", diz Padre Marcelo Rossi


Por Thiago Manholer para o Gay1

Em entrevista à revista Quem desta semana, o padre Marcelo Rossi afirmou que respeita o casamento entre pessoas do mesmo sexo, apesar de a palavra de Deus ser clara que o homem e a mulher foram criados para unirem e dar frutos. “Respeitamos, não quero fazer polêmica, mas todo cristão que crê na palavra de Deus sabe que existe os dois. Fora isso, não é de Deus”, argumentou.


Amigo da apresentadora Xuxa e da cantora Ivete Sangalo, ele revelou que a amizade que tem com as duas não dá para explicar. “Quando estão precisando de ajuda espiritual, elas me procuram”, disse.


O padre ainda comentou que não fala com seus fiéis o uso de camisinha. “Jamais toco nesse assunto, é uma coisa íntima”, finalizou.

Jovem é primeira transexual a presidir o CA de Letras da UFC


Visto no Vermelho
Por Rafael Mesquita

Militante da UJS, Silvia Cavalleire, passa a liderar estudantes do maior curso em número de alunos da universidade pública mais procurada do Brasil

Antes de prestar vestibular para o Curso de Letras, o maior em número de alunos da universidade pública mais procurada do Brasil e maior instituição de ensino superior do Ceará, a Universidade Federal do Ceará (UFC), Silvia Cavalleire era conhecida por Emilio Araújo da Silva. A estudante do sétimo semestre relata que afirmação de sua sexualidade se deu ainda na escola básica, realizada no Colégio da Imaculada Conceição. “A escola foi essencial para a afirmação de minha sexualidade, pois me ensinou a conquistar o respeito das pessoas, com orientações vindas dos coordenadores e professores. Devo muito à minha escola”, lembra.

Foi a partir daí que Silvia passou a entender a sua orientação sexual e encontrou na mãe a segurança necessária para se reconhecer transexual. “Aos 18 anos, com o apoio da minha mãe, pude assumir o que eu era de fato e quando comecei a acompanhar o debate do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTs) passei a lutar pelas causas que acredito”. Silvia relata que foi este engajamento inicial que possibilitou que ela integrasse o movimento estudantil, associando-se a União da Juventude Socialista (UJS), o que acredita que tenha levado ela a se tornar a primeira transexual a presidir o Centro Acadêmico (CA) de Letras da UFC, o que considera uma conquista de toda a população LGBT.

O grupo liderado pela estudante passa a representar os mais de 1500 graduandos do Curso, sendo eleito por mais de 65% dos estudantes. Entre as principais pautas do novo CA, estão os debates estudantis, a infraestrutura dos prédios, a qualidade das salas de aulas, a contratação de professores e a segurança dos discentes e docentes, além de discussões de gênero, sexualidade, acessibilidade e política.

Silvia também atua no Movimento pela Livre Orientação Sexual (Movelos), que desenvolve ações de combate à homofobia e é formado por jovens homossexuais do Ceará.

Para a futura professora de língua portuguesa, mais pessoas devem ser estimuladas a expressar a livre orientação sexual e afirma ser este um dos objetivos da gestão que inicia.

Maringá recebe musical com personagem trans dirigido por Evandro Mesquita


Visto no Gazeta do Povo

Estava escrito nas estrelas. Evandro Mesquita sequer tinha visto o filme Hedwig – Rock, Amor e Traição quando o produtor Jonas Calmon Klabin lhe propôs adaptar e dirigir um musical para os palcos brasileiros. A ópera rock caiu como uma luva no estilo e visão de arte deste ator, compositor e cantor, que apresenta o resultado no Teatro da Caixa de quinta a domingo.

A trama, que estreou em 1998 em Nova York, no circuito off-Broadway, fala de uma transexual da Berlim dos anos 80, que, na tentativa de seguir por amor um sargento do Exército norte-americano, se submete a uma cirurgia de mudança de sexo. A operação não dá certo – seu pênis não é completamente removido, de onde vem o subtítulo da peça, O Centímetro Enfurecido.

“Depois do convite, assisti e vi que não era um show de piadas de travestis. Tive interesse de contar essa história, do homem debaixo daquela peruca, que é superdramática”, contou Mesquita à Gazeta do Povo, por telefone.

O fato de ser um musical rock se encaixou com a experiência do cantor na banda Blitz, na qual sua veia de ator deu origem a clipes dramatizados. As músicas, originalmente compostas por Stephen Trask para a peça de John Cameron Mitchell, também caíram no seu gosto.

Passaram-se então dois anos de tradução e lapidação das letras em português. “Para rolar mais redondo na boca e na língua. Sou compositor, tinha essa preocupação de que a versões ficassem orgânicas.”

A batalha seguinte, como o astro a define, foi escolher o elenco. E aqui ele teve uma sacada que escapou às diversas outra versões surgidas mundo afora. Já que a protagonista não cabia em um só ator, que tal usar dois?

“Assim tive mais possibilidades de carpintaria cênica. Não ficou só um cara num bar falando. As histórias se materializaram.” Os escolhidos para a atuação foram Pierre Baitelli e Felipe Carvalhido, que usam saltos que os elevam a quilômetros de distância de Eline Porto, que, por sua vez, interpreta um adolescente por quem Hedwig se apaixona, já nos EUA.

A dramaticidade da obra aumenta a partir desse encontro, quando o garoto rouba as músicas da alemã e com elas se torna um astro popular. A partir daí, a vida do protagonista se resume a seguir o ex-amante por onde quer que ele se apresente, sempre fazendo um show paralelo em qualquer portinha da vizinhança.

Para Mesquita, duplicar a personagem central foi o “grande achado” de sua adaptação, para narrar o drama de “um jeito pop e ao mesmo tempo cruel”. Esta teria sido a opinião do compositor Stephen Trask, ao assistir o espetáculo em São Paulo.

Manter o fio de tensão que remete às histórias verídicas foi um “drible” no público, que, segundo Mesquita, muitas vezes busca o espetáculo esperando uma gozação com o tema da transexualidade. “A princípio, a pessoa acha que é uma coisa, mas vai entrando no universo da protagonista, vai se emocionando, e, de alguma maneira, se identifica com sua busca pelo amor sublime.”

O que é?

O musical rock traz 11 canções, todas retrabalhadas em português, ao longo das quais a protagonista Hedwig conta as “roubadas” em que se meteu. A peça, que tem som ao vivo, foi indicada em sete categorias do Prêmio Shell, incluindo melhor ator (Pierre Baitelli) e som (Danilo Timm e Evandro Mesquita).

Musical: Hedwig e o Centímetro Enfurecido - Teatro da Caixa, em Maringá, Paraná (R. Cons. Laurindo, 280), (41) 2118-5111. Dias 26, 27 e 28, às 20 horas, e 29, às 19 horas. R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Classificação indicativa: 16 anos. Sujeito a lotação.

Metrossexual, Anderson Silva afirma: 'O mundo é gay!'


Visto no O Dia
Com informações de Beatriz Merched, repórter do IG

Anderson Silva apareceu relaxado e bem humorado para a noite de autógrafos de sua biografia – “O Relato de um campeão nos ringues e na vida” - na livraria Saraiva, na noite dessa terça-feira (24), no Rio de Janeiro. Ao contrário da irritação que demonstrou durante a coletiva para anunciar a disputa do cinturão contra o norte-americano Chael Sonnen, no dia 7 de julho, em Las Vegas, Silva era só sorrisos e simpatia para as dezenas de pessoas que passaram até duas horas na fila a espera de um autógrafo.

Ilustrado com fotos da infância até a fase adulta, o livro conta a trajetória do atleta até os dias de hoje. “O livro fala de coisas que eu vivi de uma forma verdadeira. Começa com o Anderson se descobrindo como ser humano, a inspiração no Homem-Aranha, conta as frustrações e as vitórias da minha vida”, comentou Anderson.

Aos 37 anos e com 5 filhos, Silva diz que está longe de se aposentar e que tem fôlego para mais 10 anos de lutas. “Estou me reinventando todos os dias.

A perfeição é uma busca de algo quase que impossível. Você pode melhorar todos os dias mas ser perfeito é impossível. Ainda me seguro muito tempo por aí”, afirmou ele, que aproveitou a ocasião para esclarecer uma das polêmicas declarações da obra. “Eu sou metrossexual sim. Gosto de me cuidar. E o mundo é gay. Não o meu. E não tenho nada contra, mas o mundo é gay”.

Sobre a nova moda de transformar casa noturna em ringue de UFC, ele foi categórico: "Não acho legal. Luta é luta e night é night. Fazemos um trabalho muito sério, abdicamos de várias coisas para dar alegria aos brasileiros. Não se deve misturar as coisas”, condenou Anderson a iniciativa da boate Upper Club, em São Paulo, que criou a Fight Night.

Personagem gay da novela "Cheias de Charme" foi revelado

Por Homorrealidade

Revelada a primeira personagem gay da novela "Cheias de Charme". Na cena exibida nessa quarta (25/04), Sidney Monteiro (Daniel Dantas) assume para o namorado da filha Rosário (Leandra Leal) que é gay após ter problemas em desligar uma sirene de polícia que, segundo ele, seria usada em uma "Festa Temática". 

A reação de seu genro, Inácio Paixão (Ricardo Tozzi), não poderia ter sido melhor. Após saber que o sogro é gay afirma: "Cada um é que sabe de si". 

No site da novela encontramos a sinopse da personagem. Lá os autores afirmam que Sidney é "um grande pai: fã, orgulhoso da filha talentosa, provedor, protetor. De alma sensível e imenso coração, sabe ser bravo e exigente, falar grosso e botar limite, e com isso deu a Rosário uma bela estrutura. Encantou-se por Rosário quando a viu, aos 10 anos, cantando numa festa no orfanato. Recém-viúvo (perdera o companheiro Edivan num assalto), Sidney acreditou que a menina fosse um anjo mandado do céu para consolá-lo. Lutou pela sua guarda e passou a dedicar sua vida a ela. Amante de Bethânia, Ângela Maria e Alcione, foi ouvindo os discos de Sidney e suas inúmeras histórias da MPB que Rosário cresceu como cantora. Dos talentos de Rosário, Sidney hoje aposta mais no de chef de cozinha, por achar uma carreira mais segura. No fundo, tem medo que a filha se machuque." 

Agora é aguardar as surpresas e o desenrolar da história dessa personagem tão especial e cheia de qualidades.  

A cena pode ser vista aqui

Adele é eleita ícone gay do ano


Visto no Vírgula

Lady Gaga bem que tentou se estabelecer como diva gay com seus discursos à favor do casamento homossexual e igualdade de direitos, mas neste final de semana Adele levou a coroa de novo ícone gay.

A cantora britânica ganhou 55% dos milhares de votos dos ouvintes da Gaydar Radio no Reino Unido, enquanto Lady GaGa, a segunda colocada da pesquisa de "ícone gay da música", recebeu apenas 18,9% dos votos. Como destaque das músicas mais executadas na emissora em 2001 estão "Rolling In The Deep" e "Someone Like You", principais sucessos do álbum "21".

No ano passado Lady Gaga foi questionada se sua proximidade do público gay não seria uma estratégia para vender discos, GaGa disse que esse tipo de declaração é completamente absurda e que o mais importante para ela é lutar por “justiça social e igualdade”, além de sua paixão pela arte, por seus fãs e sua família. 

Trilha Especial: Keane - "Everybody's Changing"

25/04/12

Aluno do Curso de Drag Queen mostrado pelo Fantástico é demitido

Visto na Globo.com




Dois domingos atrás, o  Fantástico (TV Globo) foi a Santos conhecer um curso que se destina a formar drag queens. Durante a gravação, um aluno se destacou e, quando voltou ao trabalho, o aprendiz de drag teve uma surpresa. E não foi nada agradável.

Foi Ailton aparecer no Fantástico na semana passada. “Sou psicólogo, administrador, professor da área de logística e quase drag.”, disse ele na reportagem. 

No dia seguinte, tudo mudou. “Um dos meus chefes, simplesmente chegou para mim e disse que não era condizente com ele, que aquilo não era bom para empresa, não era bom para a imagem”, conta o professor. 

A reportagem era sobre um curso de drag queen, e Ailton era um dos alunos. Ele andou de salto alto, dançou, cantou. Ele era professor de logística em uma escola, no centro de São Vicente, litoral de São Paulo. Ficou dois anos e meio no emprego. Na segunda-feira depois da reportagem, recebeu o aviso do chefe, antes mesmo de chegar ao trabalho. “Ele falou abertamente: ‘você está demitido’”, diz conta.

A carta de demissão diz que Ailton foi despedido "sem justa causa", mas ele acha que o motivo está claro. “Sofri um ato homofóbico”, desabafa. 

Por isso, o professor registrou um boletim de ocorrência por "injúria". Contou à polícia que o patrão disse que ele era uma "mancha para sua empresa". Ailton ficou apenas com o segundo emprego, em uma entidade que oferece cursos profissionalizantes de graça. 

O professor é homossexual assumido e alega que o agora ex-chefe sabia disso. “Eu não imaginava que fosse gerar essa polêmica toda”, se emociona Ailton. 

Procuramos o dono da empresa. Ele conversou com nossa equipe, mas não quis gravar entrevista. Em uma nota, o advogado da escola contesta a versão de Ailton. Afirma que a empresa está “indignada com as inverdades mencionadas e que tomará medidas judiciais para proteger sua honra”. 

O ex-patrão de Ailton negou qualquer tipo de preconceito, disse que já vinha pensando em demitir o ex-funcionário, porque o rendimento dele estava caindo e que Ailton também estava faltando. Ele achou melhor fazer o desligamento, depois que Ailton não apareceu na escola durante dois dias, porque estava participando do curso de drag queen. 

Repórter: Você faltava? 

Ailton: O único dia que eu faltei, foi exatamente no Sábado de Aleluia. Na quinta-feira, eu havia deixado uma atividade. 

Para a presidente da Comissão Nacional de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil, demitir por causa de duas faltas é exagero.

“Não houve nenhuma advertência e simplesmente a demissão? Dois dias de falta não ensejam a demissão desta forma como foi feito. Acho que isso fica evidenciado, que foi uma demissão causada por homofobia.”, afirma Maria Berenice Dias. 

Chateados, os colegas do curso de drag queen mandaram recados para o ex-patrão de Ailton. 

“Agora você deveria conversar com o Ailton e trazer ele de volta. Faz isso que eu to te pedindo. Chama ele de volta que eu acho que vai ser melhor pra todo mundo.” 

“Eu aproveitaria o marketing que o Ailton teve, colocaria ele montado de drag na frente da loja. Eu garanto que ia ter muito mais público. Pensa nisso. Contrata ele agora como drag!”, sugere Zé Carlos Gomes, coordenador do curso . 

Segundo a representante da OAB, Ailton pode pedir indenização por danos morais. Mas ele não se decidiu. 

“Eu não sei te dizer até que ponto a indenização é interessante? Eu só sei de uma coisa: preconceito não pode existir. 

Filho de Cher é primeiro transexual a receber prémio GLAAD


Visto no Lux

Chaz Bono, o filho transexual de Cher, foi homenageado na 23ª edição dos prémios GLAAD (Aliança de Gays e Lésbicas contra Difamação), que decorreu no sábado em Los Angeles.

Esta foi a primeira vez que um transexual foi premiado e Chaz Bono, que passou por uma cirurgia de mudança de sexo em 2009, recebeu dois galardões.

Bono, cuja transição de mulher para homem foi contada em «Becoming Chaz», recebeu um prémio pelo documentário e foi ainda distinguido com o prémio GLAAD Stephen F. Kolzak, que é anualmente entregue a um gay, uma lésbica, um bisexual ou transexual que tenha contribuído para promover a equidade.

Governo gaúcho inaugura celas para travestis no Presídio Central



Visto no R7

O governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), inaugurou segunda-feira (23/4) um conjunto de celas, no Presídio Central de Porto Alegre, para receber lésbicas, gays, bissexuais e travestis e transsexuais (LGBT).

O ato acontece às 14h, no auditório do Central, e contará com a presença do secretário de Segurança Pública, Airton Michels, além de outras autoridades dos governos estadual e federal. A iniciativa tem o apoio das Secretarias da Saúde, da Justiça e dos Direitos Humanos e da ONG Igualdade RS.

Há cinco meses em funcionamento, o projeto das alas separadas foi criado em 2011 com a intenção de retirar os travestis em situação de risco e violência, além de tentar coibir a violação dos Direitos Humanos. A população LGBT estava dispersa em galerias destinadas aos presos com processo por crimes sexuais.

Em março de 2012, depois de aprofundado estudo técnico e da segurança prisional, a população LGBT foi movimentada para a galeria exclusiva. No entanto, o número de travestis e companheiros sofre variações ao longo do tempo, em razão das entradas e saídas, próprias do sistema prisional.

A Susepe vem implementando, dentro das Diretrizes Nacionais e Internacionais de Direitos Humanos, uma política de tratamento penal que contempla as necessidades dos diferentes grupos da população privada de liberdade. Com informações da Assessoria de Imprensa do governo do Rio Grande do Sul. 

'Casamento gay fortalece o Estado de Direito', afirma Jean Wyllys



Visto no Estadão

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) defendeu nesta segunda-feira, 23, em entrevista à Rádio Estadão ESPN, a aprovação de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Segundo ele, a "PEC do Casamento Igualitário", se aprovada, automaticamente alteraria dispositivos do Código Civil e garantiria aos homossexuais 70 direitos que hoje lhes são negados, como a adoção de crianças.

Ouça aqui a entrevista na íntegra


Wyllys afirmou que precisa da assinatura de mais 70 parlamentares para iniciar a tramitação da PEC no Congresso Nacional. A alteração do artigo da Constituição Federal que regula o casamento civil depende da chancela de três quintos dos parlamentares, mas Wyllys está confiante. "Na Argentina não havia o debate já colocado pela Suprema Corte, como o STF já fez aqui, e a Igreja Católica fez uma oposição muito maior do que no Brasil, mas eles conseguiram aprovar", afirmou.

Para o deputado, a PEC precisa ser aprovada para que o Brasil se insira entre os países que fortaleceram as suas democracias "ao garantir o direito de casamento civil aos homossexuais". "Não existe um Estado Democrático de Direito forte e laico enquanto o casamento civil for negado aos homossexuais, pois os argumentos contrários são basicamente cristãos", afirmou.

"Gays depois do armário" Por Antonio Gonçalves Filho


Por ANTONIO GONÇALVES FILHO para o O Estado de S.Paulo
Dica de Ítalo Damasceno 

Três filmes de diferentes épocas resumem história da liberação homossexual nos últimos 40 anos

A história da liberação gay na América, nos últimos 40 anos, pode ser resumida em três DVDs simultaneamente lançados: Os Rapazes da Banda (1970), Parceiros da Noite (1980) e Meu Querido Companheiro (1989). Os dois primeiros, coincidentemente, foram dirigidos pelo cineasta norte-americano William Friedkin, mais conhecido por ter realizado O Exorcista (1973). O último, Meu Querido Companheiro, foi o filme de estreia do diretor Norman René (1951-1996), que morreu vitimado pela doença de que trata seu filme, sobre o advento da aids (em 1981).


O que liga um filme sobre a atribulada comemoração de um aniversário gay (Os Rapazes da Banda), outro sobre crimes praticados por um serial killer (Parceiros da Noite) e um terceiro sobre o vírus da aids pode render tanto um longo estudo sobre a liberação dos costumes nas últimas quatro décadas como a constatação de que todos os três ajudaram a formatar uma estética homossexual. Os Rapazes da Banda, peça de Mart Crowley que estreou em 1968 e deu origem ao filme, provocou certo barulho, teve várias remontagens, mas seguiu como curiosidade arqueológica depois de Stonewall - o histórico confronto (1969) entre policiais e frequentadores do bar de mesmo nome no Village, Nova York, que representou o marco zero do movimento pelos direitos dos gays nos EUA.

Parceiros da Noite (Cruising) foi boicotado por militantes desse movimento, que identificaram no projeto de Friedkin uma tentativa de associar os excessos da comunidade homossexual nova-iorquina à onda de assassinatos em série, relacionando o submundo do crime ao estilo alternativo de vida dos gays. Friedkin, inicialmente, não demonstrou interesse em filmar a história, até descobrir que um dos atores do seu O Exorcista, em 1973, era assassino e cometeu crimes semelhantes aos descritos pelo repórter Gerald Walker no New York Times. Walker, que viria a ser o roteirista do filme, investigou, em 1970, crimes de um serial killer que matava a facadas frequentadores dos bares sadomasoquistas explorados pela Máfia, em Nova York.
Em Meu Querido Companheiro, quem mata é um vírus. Mas um vírus, obviamente, não tem moral. A longa cadeia que vai de 1970 a 1990 - ou seja, dos anos hippies ao flagelo da aids - é coberta pelos três filmes numa sequência de comportamentos autodestrutivos que ligam seus personagens ao desejo de morte física provocado pela sensação de linchamento social. Pela ordem cronológica, Os Rapazes da Banda reúne oito homossexuais problemáticos, de um alcoólatra narcisista a um neurótico aniversariante que recebe de presente um michê com dois neurônios (Robert La Tourneaux ficou tão marcado pelo papel que virou prostituto e morreu em consequência da aids, em 1986). A peça de Crowley lida com estereótipos, mas descreve bem o espírito de uma época conturbada (Maio de 1968, Guerra do Vietnã) em que a autoafirmação acena como uma saída escapista dos conflitos sociais: há o católico consumista devedor de bancos e dependente de álcool, o afrodescendente apaixonado pelo filho da patroa, o recém-divorciado que agora vive com um homem, o gay caricato que diverte a turma e até um ex-colega de universidade do anfitrião, que o procura num momento de crise conjugal. Todos reunidos numa festa que acaba mal.

Friedkin, oportunista, abre Os Rapazes da Banda com Anything Goes, clássico de Cole Porter cuja letra é uma espécie de crônica musical das mudanças de comportamento. A associação do antigo "vale-tudo" porteriano com o dos "rapazes da banda" parece responder pela curiosidade algo mórbida do diretor não só sobre o mundo gay de Nova York, mas especialmente o submundo de Parceiros da Noite. Rodado em locação - mesmo com militantes do movimento gay atrapalhando as filmagens -, Parceiros da Noite foi mal recebido pelos homossexuais em seu lançamento. No entanto, conheceu um novo público após ser restaurado, em 2007, e apresentado em Cannes. Violento, com uma trilha sonora punk, o filme transforma Al Pacino num policial destacado pelo chefe, Paul Sorvino, para investigar uma série de crimes envolvendo gays. Friedkin usa o tema como pretexto para fazer um peep-show destinado a voyeurs com interesse por roupas de couro e sexo coletivo. Não tem o mínimo interesse em denunciar crimes contra gays mutilados, que, aliás, permanecem sem solução até hoje.

Já Norman René parece mais envolvido - até mesmo por sua condição - em testemunhar como a aids transformou o comportamento sexual dos gays depois de 1981. Meu Querido Companheiro funciona como registro de uma época em que um encontro amoroso poderia significar a morte. E ele acompanha a vida de amigos que vão morrendo um a um, perdendo a batalha para a aids. A nova geração, que cresceu com o vírus, ainda tem muito a aprender com ele.