28/04/2013

Com medo da família descobrir relação lésbica, garota finge que foi vítima de ‘estupro coletivo’

 
Publicado pelo Pragmatismo
 
Estudante ‘cria’ estupro coletivo para esconder da família sua homossexualidade, diz polícia. A garota chegou a ser submetida a exames periciais onde foram coletados materiais genéticos para prender os supostos estupradores
 
A Polícia Civil da Paraíba concluiu neste sábado (27), o inquérito policial sobre o suposto estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 14 anos, na cidade de Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa, no dia 10 de abril deste ano. De acordo com o delegado Pedro Ivo, que presidiu as investigações, ficou comprovado que a estudante criou a história para esconder a homossexualidade.
 
“Não ocorreu o crime. A estudante confirmou durante depoimento que não foi sequestrada na frente da escola, não foi colocada em van e nem foi estuprada por cinco homens. Ela criou a história para esconder da família que é lésbica. Ela estava em Campina Grande onde foi encontrar com uma ‘namorada’, após marcar um encontro no facebook”, revelou o delegado de Homicídios, Pedro Ivo.
 
O delegado revelou que após o crime ser noticiado todo o efetivo investigatório da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba foi mobilizado para elucidar e, possivelmente, prender os envolvidos.
 
“Durante semanas, a gente se debruçou no caso e a medida que as investigações iam se aprofundando, o desfecho nos levava para um caso inusitado. Ouvimos 12 pessoas entre famílias, amigos da estudante e comerciantes, onde a vítima disse que foi levada, e coletamos muitas provas”.
 
De acordo com o delegado, a estudante foi submetida a exames periciais onde foram coletados materiais genéticos para prender os supostos estupradores. “A adolescente passou por exames, mas o resultado não ficou pronto. Como ela percebeu que a gente estava perto de descobrir o caso, a estudante abriu o jogo e disse que não foi estuprada”.
 
Segundo Pedro Ivo, como não houve crime, o caso foi encerrado. “Foi um ato de irresponsabilidade da menor inventar um estupro que não aconteceu. O caso ganhou proporção nacional”.
 
No dia 10 de abril, a estudante procurou a Polícia Militar informando que foi estuprada por cinco homens quando ela saía do Colégio Carlos Chagas, no bairro do Tibiri II, em Santa Rita. Segundo a PM, a menor disse que estava nas proximidades da escola quando foi abordada por dois homens que a obrigaram a entrar em uma van onde mais três rapazes a esperavam. Em contato os policiais, a adolescente relatou que os acusados colocaram um pano no rosto dela e a doparam.
 
À época, o pai da garota confirmou que ela teria sido levada para um matagal e estuprada pelos criminosos. Após a consumação do estupro, os acusados teriam deixado a adolescente na avenida Campina Grande, três horas depois, no mesmo bairro onde foi raptada.
 
 

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