05/05/2013

Jovem gay reage a provocação homofóbica e morre atropelado por motorista de Van no RJ

 
Visto no G1
 
A Justiça decretou, na madrugada deste sábado (4), a prisão temporária de Hélio Galdino Vieira, de 37 anos, suspeito de atropelar três vezes e matar Eliwellton da Silva Lessa, de 22 anos, na madrugada de segunda-feira (29), em Alcântara, São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. De acordo com informações da 74ª DP (Alcântara), que investiga o caso, equipes já procuraram Hélio em casa e no ponto de vans onde ele costumava trabalhar. Ainda não há pistas sobre o paradeiro do suspeito.
 
De acordo com informações da Polícia Civil, Eliwelton e dois amigos, todos homossexuais, passavam pela Estrada Raul Veiga, no bairro Alcântara, quando o suspeito, que ajudava um carroceiro, provocou os três, jogando beijinhos. Eliwelton, que media 1,85m e pesava cerca de 100 quilos, se irritou com o gracejo e agrediu o suspeito com socos, aplicou-lhe uma gravata e rasgou sua camisa.
 
O homem, então, foi até uma van e pegou uma barra de ferro para revidar a agressão, mas de acordo com a polícia foi impedido por outras pessoas que estavam na rua. Cerca de 30 minutos depois, ele reapareceu dirigindo a van, invadiu a calçada, atropelou Eliwelton três vezes e fugiu. O jovem chegou a ficar internado no Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê, mas morreu nesta quinta-feira (2). Eliwelton teve a coluna quebrada em três lugares, fraturou três costelas, quebrou a bacia e teve o pulmão perfurado.
 
A Justiça já decretou a prisão temporária de Hélio Vieira, que continua foragido. De acordo com o delegado Rudolph Bruno, da 74ª DP (Alcântara), a polícia foi neste sábado (4) até a casa do motorista, além do ponto de vans onde ele costumava trabalhar. O suspeito tinha quatro endereços cadastrados no sistema policial. Segundo o delegado, os parentes de Hélio não deram nenhuma pista sobre o seu paradeiro. O foragido,conhecido como Papai, já tinha antecedentes criminais por ameaça, violência doméstica e desacato à autoridade.
 
Protesto em enterro
 

O enterro de Eliwelton da Silva Lessa foi seguido de um protesto dos amigos do rapaz, na tarde de sexta (3). Os manifestantes, que chegaram a ser contidos com spray de pimenta por policiais militares por obstruírem uma rua, pediram justiça e que o atropelador do rapaz seja encontrado.
 
 
"Ele (motorista) vai ter que pagar pelo que ele fez. A gente acabou de enterrar uma pessoa que era ótima", disse o amigo Bruno Salles.
 

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