03/06/2013

Cinema: Marcelo Saback vive gay em nova comédia brasileira


Publicado pelo MixBrasil

Finalmente o Cinema brasileiro vai receber um personagem gay que não é caricato, não morre no fim da história, não é quase um figurante e não é alvo de piadas, pelo contrário, é quem as faz. Com estreia marcada para 7 de junho, “Odeio o Dia dos Namorados” traz o publicitário Gilberto (Marcelo Saback) como um dos principais personagens da doida e divertida história que tem ainda Heloisa Perissé como Débora, uma publicitária que vê sua vida passar diante de seus olhos ao sofrer um grave acidente.
 
Gilberto é o grande amigo de Débora, e é quem a faz rever seus conceitos sobre o que é importante ou não em sua vida. Uma mulher endurecida pelos fatos de sua trajetória, focada no trabalho e na carreira, ela tem ao lado de seu amigo a chance de percorrer todos os momentos importantes e decisivos de sua vida afetiva – e decidir mudá-la ou não.
 
Não sem tiradas hilárias de Gilberto, que rouba a cena ao paradoxalmente encarnar um espírito muito espirituoso. Feliz, de bem com a vida e muito bem resolvido, ele é um gay comum, que vai, ou melhor, ia quando ainda era vivo, à boate e não perde uma chance de dar uma boa conferida nos bofes bonitos que atravessam seu caminho. Um pouco afetado, mas sem exageros, comum.
 
É ele quem ajuda Débora a se dar conta de que seu amor verdadeiro é Heitor (Daniel Boaventura), afastado da vida da publicitária após um pedido de casamento pra lá de frustrado. É quando, logo de cara nos primeiros 10 minutos do longa, o diretor Roberto Santucci coloca um casal gay brigando e fazendo as pazes em seguida, com direito a um lindo beijo apaixonado, e uma drag mais do que fervida que dá seu pequeno show com mensagens românticas de Dia dos Namorados.
 
É uma comédia que extrapola o mundo heterossexual e cai de cara no universo gay e suas várias gírias. Gilberto guia Débora por essa viagem pela vida ao mesmo tempo em que capricha no pajubá e constrói um personagem cheio de sentimentos e preocupações, e um pouquinho da acidez característica do humor gay. Ele é decisivo na trama, é quem muda completamente a visão da vida que Débora tem, e, consequentemente, o fim da história.
 
Com serenidade e sem exageros, ele serve de guru amoroso de uma história comum onde um passado cheio de eventos traumáticos pode fazer com que as pessoas percam a fé no amor, e odeiem o Dia dos Namorados e seus ursinhos fofos, seus muitos buquês de flores e as várias e melosas mensagens de amor. Um filme para ver a dois, ou para ver sozinho quando se esqueceu do quanto é bom amar.
 

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