14/07/2013

Apesar da lei repressora, atleta diz que não "voltará para o armário” caso tenha que competir na Rússia

 
Publicado pela Fox Sports
 
A cidade de Sochi, na Rússia, receberá, entre 7 e 23 de fevereiro de 2014, os Jogos Olímpicos de Inverno. Dentre os milhares de atletas que irão para o país disputar os mais de 80 eventos, estão as mais diversas etnias, culturas, credos e orientações sexuais. O problema que a diversidade implica na realização dos jogos é uma lei que recentemente foi aprovada na Rússia. Proibindo a “propaganda homossexual” na presença de menores de idade, a multa aos infratores pode chegar a 1 milhão de rubros (aproximadamente R$ 70 mil).
 
O problema que a lei causa na realização dos jogos é justamente o tratamento previsto no caso da infração por parte de um estrangeiro. A punição prevê uma multa de 100 mil rublos (R$ 7 mil) além de detenção de até 15 dias do infrator ou sua expulsão do território russo.
 
Como resposta algumas entidades dos direitos LGBT propuseram um boicote aos jogos, enquanto outros ativistas acreditam que resposta a ser dada deva ser exatamente o contrário. Blake Skjellerup, um patinador neozelandês homossexual, acredita que a presença de alguém como ele em Sochi, alguém que saiu do armário, que apenas é ele mesmo, é muito mais importante do que não estar lá, disse ao site Vocativ.
 
Blake ainda não está garantido nos jogos de 2014, mas está disputando as classificatórias. Para ele, as olímpiadas são uma celebração da humanidade. “As Olimpíadas são um movimento apolítico. Contudo, elas são também uma celebração da humanidade e a homossexualidade é parte da humanidade”.
 
O atleta também deu seu parecer sobre a lei passada na Rússia. “Eu acredito que estar em um país como a Rússia, em que eles decidiram introduzir essas novas leis, dizendo basicamente que homossexuais não existem, é um enorme passo para trás para os movimentos dos direitos LGBT no mundo todo, não apenas na Rússia”.
 
Por fim, Blake revela porquê, caso se classifique para os jogos, correrá o risco de assumir quem ele é na Rússia. “Eu estive no armário por muito tempo e quem eu sou agora é quem eu realmente sou e quem eu sempre serei. Eu não vou mudar quem sou só porque fui para um país diferente”.
 
 

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