03/08/2013

Ciência mostra que o "gaydar" existe mesmo


Por Claudio R. S. Pucci para o Terra 

Se você não sabe, o gaydar é como os gringos chamam a capacidade de uma pessoa em sacar se a outra é gay ou não. Seria um radar gay, especialmente usado para identificar os homossexuais mais discretos ou enrustidos e, reza a lenda, a maior parte dos próprios gays o tem e conseguem achar uma pessoa com a mesma orientação sexual no meio de uma multidão. E essa coisa gera tanta discussão e questionamentos que cientistas holandeses resolveram por a prova.

Para a pesquisa participaram 42 voluntários hetero e homossexuais, de ambos os sexos, cuja tarefa era simples. Analisar retratos de figuras geométricas como grandes quadrados e retângulos. Cada uma dessas figuras era preenchida com outras figuras. O cérebro humano geralmente só enxerga o detalhe maior, ou seja, quando uma pessoa vê um quadrado preenchido por retângulos, ele acaba achando que a figura interna é um quadrado.

Quando homens e mulheres passam por esse teste, os homens heteros acabam respondendo muito mais rapidamente, mas erram mais. Mulheres e gays acabam demorando mais para responder, mas dão respostas mais curadas justamente porque prestam mais atenção nos detalhes.

Assim, concluiu-se que os homossexuais não só analisam a situação como um todo como cada detalhe em si, o que os leva a identificar outros gays através de dicas subliminares que um heterossexual não enxerga. A líder da pesquisa, Lorenza Colzato da Universidade de Leiden, na Holanda, afirmou que esta foi a primeira vez que o mecanismo do gaydar entre os homossexuais foi analisado e confirmado pela ciência. Isso vai explicar também porque os amigos gay da sua namorada conseguem notar que ela cortou um dedo do cabelo e você não.

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