31/08/2013

Depois de 29 famílias adotivas, garoto americano de 19 anos encontrou seu futuro numa casa com dois pais


Visto no IGAY

Jed conhece todo tipo de abuso. Seus pais tinham problemas mentais sérios, e ele foi encontrado aos 3 anos na comunidade rural de Robeson County, na Carolina do Norte, esquelético, acorrentado a uma cama, comendo a comida colocada em uma tigela de cachorro.

O serviço de proteção à criança tentou encontrar famílias adotivas para ele, algumas boas e outras com problemas, mas a criança traumatizada roubava, atacava seus pais adotivos e fugia.

Segundo a revista People, que publicou a reportagem, a assistente social Denise Little conta que “Uma vez Jed veio ao meu escritório chorando e perguntou: ‘Eu nunca vou ter uma família? Ninguém nunca vai me amar?’”.

Aos 13 anos de idade, Jed já tinha passado por 29 famílias, incluindo quatro que inicialmente queriam adotá-lo. Quando completou 14 anos, terapeutas da Rede da Juventude de Alexander (AYN), o centro de tratamento na cidade de Charlotte de onde ele entrava e saía desde que tinha 8 anos, concluíram que não havia mais nada a ser feito pelo menino, e decidiram mandá-lo para uma instituição para pacientes com problemas mentais.

Dois voluntários da instituição, Billy Maddalon, 46, um homem de negócios que também passara dois anos ali na juventude, e seu parceiro, Brooks Shelley, 46, souberam que Jed seria mandado embora e resolveram tentar ajudá-lo.

“Eu sabia que alguém tinha de salvá-lo”, diz Maddalon. “E pensei: ‘somos as pessoas certas’. Mesmo que outras 29 famílias tenham pensado o mesmo, nós somos ingênuos e otimistas. Nós acreditamos em finais felizes.”

Em outubro de 2008, depois de conseguir o certificado de pais adotivos, Maddalon e Shelley receberam Jed em sua casa. “Na primeira noite nós fizemos macarronada”, lembra Maddalon. “Ele se sentou debaixo da mesa e comeu com as mãos. Ele não sabia tomar banho nem escrever o seu nome.”

Mesmo vivendo em uma casa estável, Jed fugiu várias vezes. “Eu era nervoso, não confiava em ninguém”, ele diz. “Não imaginava que alguém fosse me querer. Ouvi tantas vezes que era uma causa perdida que acabei acreditando.”

Mas o casal não desistiu e o adotou formalmente dois anos depois de sua chegada. “Uma vez ele tomou um trem e o encontramos pelo GPS do celular. Depois disso, toda vez que fugia ele telefonava na hora do jantar perguntando se podia voltar para casa”, conta Shelley.

Hoje, aos 19 anos e estudando numa escola local, Jed espera cursar a Universidade do Estado da Carolina do Norte, onde Maddalon se formou. “Não importa o quanto eu me rebelasse, eles diziam que eu nunca mais iria embora”, diz Jed. “Eles fizeram minha primeira festa de aniversário. É tudo muito claro. Eles se importam comigo. Eu não vou embora mesmo, essa é minha casa para sempre.”

Um comentário:

Sandra disse...

Eu acredito que sempre existe alguem em quem acredita,eis a prova..Parabéns aos pais adotivos e ao filho..

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