19/08/2013

LIVRO (LGBT): "Toda Maneira de Amor Vale a Pena", de Bety Orsini

Visto no site da Sextante

Este livro reúne 20 histórias de pessoas que enfrentaram a discriminação devido à orientação sexual. Entre os relatos, estão o de Bruno, que ouviu um tio dizer que na família não havia ladrão nem veado; o de Michael, que enfrentou um ginásio com 2 mil pessoas a entoar o coro 'bicha!'; o de Deise, que teve um colega de trabalho que disse que parceiro era coisa de 'ladrão e homossexual'; o de David, que quase se casou com a sogra para não ter que sair do Brasil; o de Carla e Cinthia, que foram mães de um menino; o de André e Carlos, que se tornaram pais de duas meninas; e o de Alison, que é padre, mesmo sem congregação.

Ainda adolescente, Bruno ouviu de um tio: “Na nossa família não tem ladrão nem veado.” Michael enfrentou um ginásio com 2 mil pessoas a entoar o coro “bicha!”. Um colega de trabalho afirmou a Deise que parceiro era coisa de “ladrão e homossexual”. David quase se casou com a sogra para não ter que sair do Brasil. Gilberto teve que deixar os Estados Unidos por amor. Carla e Cinthia foram mães de um menino. André e Carlos se tornaram pais de duas meninas. Alison ainda é padre, mesmo sem congregação.

Essas são algumas das 20 histórias daqueles que oferecem seus relatos corajosos em uma obra que revela bem mais do que a orientação sexual de seus personagens. Ela mostra quão estúpida e violenta é a discriminação. Em vez de palavras nunca ditas, os personagens deste livro optaram pela sinceridade. Aqui estão trajetórias capazes de comover e inspirar quem já foi vítima de alguma forma de preconceito e teve que ultrapassar muitos obstáculos até encontrar a felicidade.

São lembranças de pessoas que, em algum momento, sentiram que sua orientação sexual podia torná-las alvo de discriminação e violência. Ainda assim, elas enfrentaram a intolerância para viver uma vida plena.

As histórias procuram ir além dos clichês ou caricaturas, muito presentes quando o assunto envolve o universo LGBT. Dois homens que adotaram duas meninas, um jogador de vôlei que foi hostilizado pela torcida, duas mulheres que tiveram um filho, um padre, um pastor, um casal de militares... São relatos de gente que ama, dorme, acorda, se aborrece, briga, trabalha e luta pelo direito de ser feliz.

Escrito pela jornalista Bety Orsini, o livro foi publicado pela editora Primeira Pessoa.

Leia o primeiro capítulo da obra (PDF): clique aqui!

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