12/09/2013

Artigo: Como é bom ser gay quando se é rico, lindo e masculino!

 
Publicado pelo Aliança Jovem
Por Stefan Ricardo Fritsch
 
Acabei de assistir o novo clipe do cantor country Steve Grand, "Stay". Fiquei maravilhado com o vídeo, pelo seu talento, beleza e principalmente sua coragem de se assumir gay desde o começo de sua carreira. Verifiquei os comentários do vídeo, todos mega positivos, mostrando apoio e suporte a nova estrela em ascensão.
 
 
Porém, além de me sentir bem ao final do vídeo, também me questionei: porque não se mostra o mesmo apoio aos vídeos do "Bonde das Bonecas"? Cuja característica também é de ser um grupo que se revelou a pouco tempo e com integrantes gays? Bom, a diferença entre os vídeos do cantor americano e do grupo brasileiro são gritantes: ele é lindo, possui dinheiro pra fazer uma boa produção, possui talento musical apurado, canta em inglês, canta música country com uma pegada pop, possui pose e um jeito masculino, resumindo: está na moda e de acordo com vários aspectos que são chaves do sucesso.
 
Enquanto o bonde das maravilhas é aquele grupo de dançarinos cuja aparência física não é o esperado, vídeos de baixa qualidade de produção, poses e danças bem femininas, são brasileiros e principalmente: dançam funk, o som da periferia, sem nenhuma técnica musical apurada e com suas letras irreverentes e indecentes.
 
 
O cantor recebe uma chuva de elogios enquanto o grupo de dançarinos recebe uma chuva de críticas em seus vídeos, e não só (ou nenhuma) crítica construtiva, mas sim criticas duras e xingamentos que desmoralizam as poses e a afronta que a dança do Bonde das Bonecas ousam em executar, e os comentários quase sempre com tonalidade homofóbica. Por que o cantor não recebe comentários homofóbicos se ele também é gay? O meu palpite: porque ele é gay, mas é lindo, tem dinheiro, instrução, é estrangeiro, tem pose masculina, ou seja, um gay "limpinho". O Bonde das Bonecas mostram o que são e de onde vieram, um grupo de "bichas" da periferia que só querem dançar os sucessos atuais dos grupos de funk ou até mesmo lançam suas próprias produções, não ousam tentar a fórmula de sucesso que o cantorexecuta, são elas mesmas e pagam por isso.
 
Nossa homofobia então é seletiva? Toleramos o gay rico, bonito e masculino e gongamos a bicha pobre, feia e feminina? Muitos podem me dizer que isso tem a ver apenas com a questão dos estilos musicas diferentes, mas eu aposto que muitos que fizeram os comentários negativos nos vídeos do grupo do Bonde das Bonecas já se depararam com outros vídeos de estilos musicas que não eram o seu preferido, e mesmo assim, não precisaram descer sua chuva de comentários maldosos. Porque então o vídeo deles necessita ser tão negativado? É realmente a respeito do estilo musical que estamos falando? Eu duvido muito.
 
Eu ouso chutar que é negado ao Bonde das Maravilhas o direito de fazer sua arte não só pelo fato de serem gays e dançarem funk, mas por não terem uma beleza esperada pela maioria, por terem vídeos de produção pobre e por serem pintosas. Todos deviam poder executar sua arte, ninguém é obrigado a gostar, mas ninguém deveria ter o direito de humilhar ninguém por ousar dançar, cantar ou atuar, por mais "ruim" que aparente ser. Nem todos possuem a mesma oportunidade (ou intenção) de preparar uma mega produção que aparente num vídeo clean e arrumadinho, mas todos possuem o mesmo sonho de poder executar sua arte em paz, nós não podemos arrancar esse sonho com os requintes de crueldade de nenhum artista, por mais que o tipo de arte executada não seja do nosso gosto. Ah, como é bom ser gay quando se é rico, bonito e masculino, não é mesmo?

42 comentários:

Anônimo disse...

prefiro mil vezes o bonde das bonecas.

Anônimo disse...

Nunca havia ouvido falar deste cantor country, então resolvi assistir o vídeo. Uma decepção, por mais que tenha tido produção o Bonde das Bonecas é muito mais divertido. O clipe do tal cantor é muito água com açúcar.

gabriel disse...

otimo texto.

Nuno da Câmara disse...

Concordo 90% com o exposto. Nuno. Portugal

dudu dantas disse...

O texto excelente diz tudo. Faz o questionamento... mas não tem comparação, né? O clip do gay gringo é bonito, bem feito, agradável de se ver e ouvir..... mas as bichinhas funkeiras são o óóó....mas viva a diversidade e quem gostar de ver as bibas brasileiras, que se divirtam. Eu é que não vou perder meu tempo.
Abraço e viva o Homorrealidade...

Rubens disse...

Eu não gostei de nenhum dos dois. Em se tratando de música ela é a única coisa que importa.

A Ellen Oléria por exemplo é uma excelente artista, independente da sua aparência física, o que não ocorre com o Bonde Das Bonecas.

Liziane Berrocal disse...

Perfect!

Anônimo disse...

É uma comparação totalmente inválida e desnecessária. Se ao invés de homossexuais pobres e femininos, houvessem mulheres pobres e farrapadas elas seriam bem vistas? A questão é que o feio e pobre sempre será o alvo dos maus comentários.

Eu lembro muito bem de ter assistido um vídeo onde alguns nordestinos dançavam forró num lugar feio... e eles eram feios. Não eram ricos nem bonitos nem eram gays. E os comentários eram degradantes e alguns de cunho xenofóbico.

Se a mesma dança estivesse sendo dançada por pessoas bonitas em um lugar bonito com uma câmera profissional gravando tudo os comentários seriam bastante diferentes.

Eu sou gay, e acho que não é relevante discutir o óbvio. Acontece que TUDO que envolve o GAY tem que virar polemicazinha e discussão.

Anônimo disse...

O texto começou do nada, e terminou em lugar nenhum...

Gustavo Kinyshälljex disse...

... verdade pura!

Anônimo disse...

Achei inválida a comparação. Não se trata de ser gay. Mas como ser. O clip no Steve Grande possui cinco vezes menos acessos que o do Bonde das Bonecas. No entanto, incontáveis elogios a mais. Sim! É uma ditadura de padrões que existe atualmente. E o nome disso se chama Seleção Natural. Não estaremos vivos para presenciar a mudança desse comportamento de, por exemplo, valorizar a ridicularização de um freaky show e a desvalorização de um comportamento saudável (socialmente atual). É fácil demais concordar com esse complexo de Robin Hood e não aceitar os fatos e tentar mudá-los. Chamaria isso de conformismo. Conformismo é o modo de valorizar a mediocridade, por não alcançar o que realmente seria melhor. Afinal, se tivessem o poder da escolha, quem não escolheria se o bonitão, másculo (nem tanto, né?), "rico" (com padrões de vida médio, confortável e com qualidade de vida?

Tarik disse...

Galera, muito cuidado com os comentários... O Steve Grand foi expulso da casa dos pais existem algumas entrevistas dele para algumas emissoras americanas... vale a pena procurar no Youtube pra conhecer a história do cara... o primeiro vídeo, All-American Boy http://www.youtube.com/watch?v=pjiyjYCwNyY foi uma produção 100% financiada por ele mesmo, que juntou a grana pra fazer E escreveu a música. Não acho só que o problema é ser afeminado, ou não ter corpo... Tudo tem uma história e tem um ponto... a primeira vez que ouvi o Steve, eu só ouvi, não sabia se era bonito ou feio, se era gay ou não... descobri tudo depois... isso tornou a música e o cara melhor, mas já havia gostado de primeira... Que existe o preconceito todos sabemos, mas o cara não é rico

Anônimo disse...

A ideia do texto é pertinente mas de certa forma realmente o tratamento é diferenciado pra muitos casos.

Um belo exemplo mesmo é a escolha da imagem de fundo do blog, onde um casal lindo, másculo e provavelmente bem de vida figura na parte direita =P

Anônimo disse...

Vamos parar de tentar transformar tudo em preconceito contra homossexuais. A sexualidade de nada tem a ver com a aversão das pessoas nesse caso. Vide Bonde das Maravilhas e qualquer outra menininha feia que tenta se fazer de ridícula no Youtube dançando ou cantando funk.

A real questão é: um cara sarado, bonito e com talento > um grupo de afeminados feios, sem talento, dançando funk. Não adianta negar, o ser humano gosta do que é bonito ué. òbvio que o cara ia ter mais apoio.

Acho que até dos próprios homossexuais. Pq é por causa de afeminados q fazem papel de ridículo que existe tanto preconceito. Não é a toa que o estereótipo do gay é daquele que serve de humorista e melhor amigo da mulher, que fala fino, que adora moda, que só sabe ouvir Britney e Beyonce...quando na realidade ser gay não tem nada a ver com isso.

Anônimo disse...

ótimo texto, mas isso não é só por serem gays... veja por exemplo grupos femininos como Pussycat Dolls (5 mulheres extremamente sensuais) fizeram bastante sucesso no mundo todo, são ricas, bonitas e com ótima produção. Agora veja Bonde das Maravilhas (5 mulheres TENTANDO ser sexy) mas acabam caindo na boca do povo como feias, ridiculas, por serem pobres, da periferia e cantando funk. então acho que não se aplica SOMENTE aos gays, e sim ao todo.

o fato é BONITO e RICO (homem, mulher, gay ou hetero) sempre ganhou do FEIO e POBRE (homem, mulher, gay ou hetero). Isso é o que qualquer cultura impôs a sociedade mundial.

Anônimo disse...

Pensei q só eu achava q a propria comunidade gay é uma das mais mais preconceituosas

mariana Lopes disse...

Concordo com tudo que o texto disse mas discordo quando se diz que o cantor é "bonito", bonito pra quem? bonito porque é branco e forte? Não há hierarquia de opressão, por tanto eu refaço a última frase: "como é mais fácil ser gay quando se é rico, branco e masculino

Anônimo disse...

Mimimi demais...
Não tem o que comprarar! Está colocando pêlo em ovo!

Anônimo disse...

Não se trata apenas de serem gays e levarem essa temática em suas carreiras. O autor desse texto não foi imparcial em momento algum.
Obviamente, como ele mesmo disse, o cantor tem um talento musical apurado.
Agora nós temos que apoiar um cantor ou um grupo simplesmente por serem gays? Se toquem! Não é por ser gay que vc não tenha que ter bom gosto! Trata-se como disse: DE GOSTO.
Achei o artigo extremamento viciado e principalmente, desinformado. A vida do cantor não é esse mar de rosas dos clipes.

Anônimo disse...

Nada haver isso, até os próprios gays não gostaram do grupo da "Bonde das Bonecas" e vamos ser sincero né! é por causa das bichas escandalosas barraqueiras q todos os outros homossexuais são prejudicados..

Anônimo disse...

Concordo.

MEDIAocridade disse...

Concordo com ressalvas. O que me faz não gostar do bonde das bonecas não tem nada a ver com os argumentos mostrados no texto, tem a ver simplesmente com a vulgaridade inerente que acho inadequada em qualquer situação. Uma mulher ou um homem CIS ou não no mesmo contexto eu consideraria mau na mesma medida.

Entendo o intuito do texto mas os dois exemplos apresentados não são a melhor comparação.

Seria mais ou menos como querer comparar a Katy Perry com a Gretchen.

Unknown disse...

É essa é a realidade Brasileira... Os maiores preconceituosos ainda estão no nosso meio. Infelizmente, muitos sonham com o Steve Grand e por isso se fecham para o q a realidade lhe da. É a vida fazer o que? Não se pode mudar a cabeça e a limitação das pessoas, todas vão evoluir quando e se quiserem.

Anônimo disse...

E vamos a ditadura do que é ser gay. Vamos fazer uma cartilha do que é ser gay. Porque não se pode ser "afeminado"? Ser próximo a imagem dita feminina é ser algo degradante? (levando em consideração que "ser" feminino e masculino, são construções sociais). Isso me parece uma certa dominação masculina e um machismo arraigado e internalizado por pessoas que sofrem exatamente por fugirem em certa medida do "ser macho". Seja gay, mas não se pareça com algo que lembre um "ser feminino", temos que ser machões. No meu ponto de vista, o Bonde das bonecas é atacado com preconceito, e porque não dizer racismo maior, pelo fato de além de serem gays, afeminados, pobres, negros, da periferia e ainda por cima dançam funk, o que para muitos não vem a ser cultura, assim como o samba também não era, porque como o funk, era música de preto favelado. Mas viva a Bossa Nova, que nos deu a oportunidade de gosta desse estilo musical sem culpa. Não duvido que o rapaz, branco, norte americano? e "bonito" (porque está dentro dos padrões de beleza branca) não tenha sofrido e sofra com homofobia, mas querer dizer que ele é menos criticado porque a música dele é "melhor", é querer mascarar, nosso racismo e preconceito contra tudo que fuja demais do "ser superior" da nossa sociedade ocidental, o homem branco, heterossexual de classe média. Se não for nada do que estou pensando, então vamos aguardar que mais um grupo de jovens de classe alta do Rio de Janeiro nos dê a honra de escutar uma nova mistura musical entre o funk e o Jazz, assim poderemos ouvir o "som de preto de favelado, mas quando toca ninguém fica parado", mas é claro, com um "melhoramento" que só a cultura branca, limpinha, elitizada pode proporcionar.

Anônimo disse...

O autor escreveu Bonde das Maravilhas várias vezes... Ele mal sabe do que tava falando...

Anônimo disse...

Resumindo: as bichas feia do bairro ninguém quer, só as da novela...

Anônimo disse...

Tem várias questões envolvendo o assunto e, com certeza, o autor foi muito tendencioso nas palavras dele. Não é pq sou gay que tenho que gostar de tudo que os gays sob a proteção da arte ou da expressão. Não gosto do funk quando hétero também e tenho meu direto, posso achar que degrine a imagem do ser humano. O gay se coloca numa posição para tanto, ele se posiciona à um ponto em que tudo é sexo. Agora, quantos gays respeitados por seu trabalho existem por aí? Sendo gay ou não, a música stay é boa e o clipe é bem feito, pq comparar ele a um trabalho mal feito sob desculpa de ser arte? Não que eles mereçam receber críticas pesadas por isso ou mesmo homofóbicas, mas ninguém vai respeitar. Já viu alguém elogiando a Waleska? Eu não!. Eu to cansado de ver gays que destroem a imagem de todos os gays, precisamos mostrar pro mundo que não é a sexualidade que nos define, temos amor, temos talento, temos profissionalismo, temos qualidade naquilo que fazemos e somos respeitados como tal, afinal não somos definidos pela sexualidade. Esse artigo é uma grande baboseira tanto quanto "pessoas bonitas não são inteligentes e inteligentes não tem tempo para serem bonitos".

Anônimo disse...

Bobagem essa comparaçao. As realidades sao completamente diferentes e o conteudo do texto denota complexo de inferioridade. Complacencia e uma merda. Ser gay nao e facil pra ninguem, indepedentemente da situaçao socio economica do individuo e cada se vira como pode e com o que tem, para ser aceito, ou rejeitado.

Anônimo disse...

Concordo com seus argumentos. Você pode ser gay. Você não pode ser um gay-pobre. Você pode ser gay. Você não pode ser um gay afeminado (alguma diferença prática?). Você pode ser gay. Você não pode ser passivo. Você pode ser gay. Você ser o gay que a sociedade quer que você seja.

Anônimo disse...

Eu aposto que você também não quer né? e quem é que vai querer se relacionar com essas bichinhas pão com ovo feias barraqueiras, só rebola a bunda o tempo todo. Hipocrisia a gente se ver por aqui..

Anônimo disse...

Concordo vc! você disse tudo o que eu penso

Anônimo disse...

É muito Mimimi, Nossa! que exagero hein amigo. Eu aposto que o cantor country também sofreu muitos preconceitos, só que as pessoas só ver o lado das bichinhas poc poc as sofredoras e coitadinhas da historia..

Anônimo disse...

Vi a porcaria desse vídeo do "bonde das bonecas" hoje mais cedo. Odiei o video e Não gosto de funk. Acho ridículo. Aquilo ali só serve para ferir a imagem dos homossexuais/bissexuais e fortalecer o estereótipo de que gay é vulgar, escandaloso e promíscuo. por causa de uns lixos desses as pessoas que estão vendo o video, estão vendo os gays de uma maneira errada, e acham que todos são daquele jeito ali no video.

Fernando Silva disse...

Eu também não gostei de nenhum dos dois...

Anônimo disse...

Trocando de assunto, pra que existe a parada gay? se a parada gay só serve pra difamar e sujar a imagem dos gays, é cada coisa absurda que acontece no dia é só lamento. Aquilo ali que é mostrado na "parada gay" não me representa, e não ajuda em nada combater o preconceito, e sim aumentar os preconceitos da sociedade já homofóbica. Eu sou a favor de uma parada gay organizada, que luta por igualdade, e não aquela pouco vergonha que é mostrada na tv todos os anos.

Anônimo disse...

Você confunde preconceitos.
Todos aqueles comentários de ódio no vídeo do Bonde das Maravilhas são de pessoas que tem preconceito com homens afeminados,o preconceito é com homens transgênicos, andróginos e tal.

O Steve é um homem másculo e o único preconceito que ele pode sofre é homofobia por causa da orientação sexual dele.

O Steve se apresenta com um homem com a orientação sexual homossexual e o Bonde das Maravilhas com um grupo transgênico/efeminado etc eles são muito mais focado em afeminalidade do que homossexualidade.


O vídeo do Bonde pra mim é uma merda, odeio afeminalidade,não saiu xingando nenhum afeminado mas acho horrível afeminados.

Anônimo disse...

Não é só uma questão de sexualidade. Também conta a questão do que os vídeos trazem para nós. No primeiro vídeo, fiquei feliz, com inveja de ter um namorado daqueles, enfim, me trouxe paz. O segundo vídeo me trouxe repugnância porque eu ODEIO funk! Seja mulheres, homens ou gays dançando... apenas

Anônimo disse...

Gays bonitos é tudo de bom... agora essas bichinhas poc poc do Bonde das Bonecas é horrível em tudo.
Não gosto de funk, mas, não discrimino as bichinhas feias pão com ovo, cada um faz o que quiser da sua vida.

Anônimo disse...

Você defende a Gangue das Bonecas mas se esquece que é por causa de gays assim que nós acabamos ficando com uma imagem suja. O problema é que as pessoas generalizam, elas acham que todos os gays são assim, que todos nós somos uns depravados. O que não é verdade.

Anônimo disse...

Existem gays caricatos fútil, sem graça e vive berrando do tipo barraqueiros, escandalosos, gritam, ficam dando xiliques em publico (para que isso?). Isso já não é questão de gênero, mas vontade de ser cômico, de ser exagerado, chamar a atenção, causar. Eu acho que a pessoa sendo homossexual ou heterossexual tem que se dar ao respeito, não fazer escandalo pra chamar atenção.
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Anônimo disse...

O preconceito com o Bonde das Bonecas não é por serem pobres. E sim por cantarem funk e serem extremamente vulgares. Mesmo se tivessem dinheiro, eu não mudaria meu jeito de pensar. Sou afeminado, mas tenho classe. Odeio funk.

Dom Obliterum disse...

O seu texto está ótimo. As ponderações tem um cunho político e ideológico muito relevante, além de haver uma discussão cultural quebra as dicotomias pobre X rico, classe X vulgar, alta cultura X cultura de massa, entre outras. As pessoas estão acostumadas com apenas uma forma de pensar, que é este pensamento corrente nos comentários, que afinal evidenciam até o preconceito dos próprios gays. Estou fazendo uma pesquisa de pós-graduação sobre a descolonização dos saberes, e a sua reflexão vai ilustrar uma parte do meu pensamento subalterno.

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