Aposentado britânico será julgado por "crime de homossexualidade" em Uganda

 
Publicado pelo Opera Mundi
 
Bernard Randell, cidadão britânico de 65 anos, será julgado ainda neste mês e poderá ser condenado a sete anos de prisão em Uganda pelo "crime de homossexualidade", noticiou nesta sexta-feira (25/10) a imprensa europeia. A polícia local interceptou fotos do aposentado em uma suposta relação sexual com outro homem, delito classificado como "atentado contra natureza" no país africano.
 
Randeel, que vive em Uganda desde que se aposentou, também responderá por "práticas indecentes" e "publicação de conteúdo pornográfico". Ele foi detido no começo do ano e só foi liberado após pagamento de fiança. A situação só não é mais complicada pois a Justiça do país ainda não votou um novo projeto de lei que prevê a pena de morte para o "crime de homossexualidade".
 
O aposentado admitiu ser gay perante às autoridades ugandesas, porém negou ter mantido relações sexuais no país ou ter registrado cenas de sexo com câmeras fotográficas. No entanto, promotores afirmam ter um laudo médico que comprova que Randell e seu companheiro tiveram relação com um outro homem - este contratado.
 
A África concentra o maior número de países com leis antigays no mundo. São 36 nações - mais da metade do continente - que proíbem legalmente o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo. Quatro países, Mauritânia, Nigéria, Sudão e Somália, aplicam a pena de morte para quem infringe a norma.
 

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