22/10/2013

Suspeitos do assassinato de Daniel Zamudio são declarados culpados

 
Publicado pelo Dezanove
 
A história de Daniel Zamudio, o rapaz chileno de 24 anos que foi brutalmente torturado e espancado há um ano atrás, volta a ser notícia, após os quatro jovens suspeitos do homicídio terem sido considerados culpados.
 
A notícia remota a 2012, quando um grupo de quatro homens, alegadamente com ligações a grupos neonazis, espancou e torturou Daniel, um rapaz gay. O jovem foi encontrado no dia 3 de Março de 2012, com marcas de agressões graves que o deixaram inconsciente. O seu corpo demonstrava sinais de um ódio violento, com cruzes suásticas marcadas no seu peito e costas, queimaduras de cigarro pelo corpo, uma perna partida com uma pedra e parte de uma orelha cortada. Após 25 dias em coma no hospital, Daniel não resistiu aos traumatismos e acabou por ser declarado como morto.
 
Os quatro suspeitos, Patricio Ahumada, Alejandro Angula, Raúl López e Fabián Mora, de idades compreendidas entre os 19 e os 25 (no momento do crime), serão sentenciados no próximo dia 28 de Outubro, com uma pena que pode ir dos 8 anos à prisão perpétua. Os atos são considerados de “extrema crueldade” e “desrespeito total pela vida humana” segundo o juiz chileno Juan Carlos Urritia.
 
A morte de Daniel chocou o país e movimentou milhares de pessoas, contribuindo assim para que o Chile aprovasse uma lei, que esperou sete anos para ser aprovada, e previa os crimes de ódio, protegendo a comunidade LGBT no país.
 
“É típico dos chilenos que tenha de acontecer um acidente para que possamos aprovar uma lei. O meu filho não volta mas, talvez, este caso venha a ser positivo para o Chile.” – foram as palavras da mãe de Daniel, que assistiu à sentença dada pelo juiz, no passado dia 17 de Outubro.
 

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