04/11/2013

As personalidades LGBT mais influentes do mundo em 2013

Publicado pelo Dezanove
 
O jornal britânico “The Independent” lançou uma lista das pessoa LGBT internacionais mais influentes de 2013. Todos os anos, o jornal apresenta a “Pink list” das 101 personalidades LGBT mais influentes no Reino Unido (veja essa lista AQUI) e desta vez decidiu alargar o espectro à escala mundial, incluindo alguns nomes internacionais. Confira os selecionados:   
 
Orlando Cruz: O lutador de boxe porto-riquenho fez história, em Outubro de 2012, ao tornar-se o primeiro campeão mundial, ainda em atividade, a assumir a sua homossexualidade.
 
Robbie Rogers: Em Fevereiro de 2013, o antigo jogador de futebol do Leeds United tornou-se o segundo futebolista a assumir a sua orientação sexual no Reino Unido, depois de Justin Fashanu. O jogador americano irá lançar a sua auto-biografia no próximo ano.
 
Frank Ocean: Desde o momento em que Frank Ocean escreveu uma carta aberta sobre o facto de estar apaixonado por um homem, no ano passado, que a comunidade do hip-hop se tem manifestado positivamente, incluindo nomes como Russell Simmons, Beyonce e Jay-Z. Além disso, a sua música tem sido reconhecida com mérito e sucesso por todo o mundo.
 
Diana King: A primeira cantora jamaicana a atingir o sucesso comercial, que se assumiu como homossexual, foi distinguida em Dezembro com o Prémio Vanguardista nos Prémios da Out Music. “Sou… uma mulher… mãe… tia… jamaicana… americana… artista internacional… cantora… escritora… líder da minha banda… amiga… apaixonada… empreendedora… deusa! Entre outras coisas, e sim!!! Sou lésbica.” – palavras escritas por Diana.
 
Dan Savage: Em 2010, o jornalista americano já havia criado um projecto chamado “It Gets Better” com o objectivo de prevenir o suicídio em jovens LGBT. Neste momento conta com mais de 50.000 participações de pessoas de todas as orientações sexuais, incluindo: Barack Obama, Ellen DeGeneres, Justin Bieber, Gareth Thomas e Lady Gaga. O projecto conheceu também a sua versão em Portugal, Tudo Vai Melhorar, desde o ano passado.
 
Chelsea Manning: Ex-militar do exército americano, Chelsea foi presa e condenada a 35 anos de prisão por ter divulgado informações sigilosas, no caso Wikileaks. No momento da acusação, Chelsea disse que queria ser tratada como uma mulher e passar pelo tratamento hormonal. A sua história contribuiu para uma maior visibilidade das questões ligadas ao transgenerismo nos meios de comunicação.
 
Anderson Cooper: De acordo com o New York Times, Anderson Cooper é considerado o “mais promissor jornalista gay assumido da televisão americana”, após o seu coming out em 2012. “A verdade é, sou gay, sempre fui e sempre serei e não poderia estar mais feliz, confortável e orgulhoso comigo mesmo.” escreveu o jornalista.
 
Julia Serano: escritora americana transexual, que escreveu “Whipping Girl: Uma mulher transexual fala sobre sexismo e o bode expiatório da feminilidade” e o seu mais recente livro: “Tornar o feminismo e movimento Queer mais inclusivos”, considera-se também como uma “performer, música e bióloga.”
 
Anton Hysen: O futebolista sueco, da terceira divisão, tem o perfil mais procurado na Europa, no que diz respeito aos jogadores de futebol assumidos publicamente. Para além de futebolista na equipa dos Utsiktens BK, trabalha a part-time como construtor civil e ganhou a 7ª temporada do programa “Let’s Dance”, na Suécia.
 
Wentworth Miller: O conhecido actor de Hollywood, assumiu-se publicamente em Agosto deste ano, ao recusar o convite para o Festival Internacional de Cinema na Rússia, após as medidas homofóbicas tomadas pelo governo russo. Hamed Sinno: Vocalista da banda libanesa Mashrou’ Leila, que apareceu na capa da revista gay francesa “Têtu” a encorajar os fãs LGBT a encontrarem “para eles próprios um sentido de pertença ao país, apesar do ambiente repressivo em que têm de viver”.
 
Chaz Bono: O único filho de Sunny e Cher, sempre debaixo dos olhos da comunicação social decidiu, como activista dos direitos LGBT, publicar o livro, “Família Assumida: Um guia do processo de coming out para gays e lésbicas e as suas famílias” (1998) e, mais recentemente, lançou um documentário com o seu processo de transição na mudança de sexo, “Becoming Chaz” (2011).
 
Masha Gessen: A jornalista russa e autora da destemida biografia de Vladimir Putin,”The Man Without a Face”, respondeu às notícias da lei "anti-propaganda gay” na Rússia com uma campanha de protestos com um “triângulo cor-de-rosa”. A escritora recentemente anunciou que, como mãe, numa relação homossexual, “ tenho de sair da Rússia ou poderei perder os meus filhos”.
 
 
 
 

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