26/11/2013

Em "Amor à Vida", Félix virou "bichinha pão com ovo"

 
Publicado pela Folha
Por Renato Kramer
 
A criatura tanto aprontou que, além de todas as suas regalias, perdeu o aconchego do próprio lar... Quase perdeu o "Amor à Vida" (Globo).
 
A semana começou sem muito glamour para o tresloucado Félix (Mateus Solano), que foi recebido no "muquifo" da ex-chacrete Márcia (Elizabeth Savalla) a pão com ovo.
 
E não bastasse o miserê todo, Félix ainda teve que ouvir o melodrama da vida da dançarina, que envolvia um irmão seu morto acidentalmente, quase que por culpa sua, quando ela então era babá das crianças.
 
Mas nem a "Pícara Sonhadora" (SBT) sonharia com um babado desses. Nem que "Maria do Bairro" (SBT) cantasse "Babalu" em aramaico, alguém em sã consciência envolveria essas personagens nesse nó tão cego. Que água será que Walcyr Carrasco anda bebendo?
 
Aproveitando essa citação de "que água elas bebem", feita por Pedro Bial sobre algumas belas candidatas ao "BBB", o marketing da emissora resolveu escancarar de vez: personagens simbólicos da trama, como a "periguete Waldirene" (Tatá Werneck), resolveram se inscrever para o "Big Brother Brasil 14" assim, como se nada fora. Enfim, a propaganda é a arma do negócio. Olha o "BBB14" aí, gente!
 
"Eu devo ter atendido o celular durante o Sermão da Montanha!", disse Félix numa de suas tiradas nada a ver, mas que são as melhores partes do texto. O vilão esnobe e afetado condenado a viver na casa de Lili Pára-Choque e Pára-Lama (ou vice-versa) --que ostenta um tenebroso arranjo floral na cabeça para o seu horror estético, continua sendo o foco central de "Amor à Vida"-- que bem poderia se chamar "Félix no País das Maracutaias".
 
O tristonho e sofrido par romântico de Bruno (Malvino Salvador) e Paloma (Paolla Oliveira) já virou "café com leite" faz tempo. Menos mal que a chata da Paulinha (Clara Castanho) resolveu dar um tempo.
 
A campanha "sou gordinha mas sou legal" da Perséfone (Fabiana Karla) já deu o que tinha que dar. O casal "hard" libidinoso também sossegou o facho. Agora o "melhor" é a disputa pela viúva rica e poderosa: Pilar (Suzana Vieira). Dois jovens bonitões estão aos seus pés. Está podendo, hein, Dona Pilar?
 
Ou será que se ela não tivesse ficado com a grana que ficou no divórcio, estariam os moçoilos batendo à sua porta com a mesma voracidade? Enfim, pelo menos Pilar foi esperta e seguiu um conselho atribuído a Ivana Trump --"Quando você se separar não fique triste, fique rica!"
 
E o pobre do Dr. César (Antônio Fagundes)? Caindo feito um pato nas artimanhas da Maga PatAline (Vanessa Giácomo). Dizem que a paixão cega mesmo. Mas, no caso, cegou, emudeceu e emburreceu!
 
Falando nisso, o que deu nesse tal de Niko (Thiago Fragoso) que está se deixando enganar feito um bocó pela "vaca" da Amarilys (Danielle Winits)? Perdeu o "bofe", se bobear perde a casa e ainda os dois filhos adotivos. Antigamente --bem antes do "politicamente correto", dizia-se objetivamente: "bicha burra nasce homem". Não foi o que aconteceu com o personagem. Talvez fosse o caso dele adaptar um clássico da dramaturgia infantil de Maria Clara Machado, "A Bruxinha que Era Boa" e protagonizar "A Bichinha que Era Burra". Sucesso na certa.
 
Quanto ao Jonathan (Thalles Cabral)? Tsc, tsc...não vejo outra saída: errar de cenário, entrar em "Joia Rara" e virar monge no Tibete!
 
 

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