08/04/2014

Quatro homens condenados no Egito por homossexualidade

 
Informações do Público
 
Um tribunal do Cairo, no Egito, condenou quatro homens a penas de prisão até oito anos por terem cometido crimes de homossexualidade.
 
Três dos homens foram condenados a oito anos de prisão, enquanto que o quarto foi sentenciado a três anos de prisão com trabalhos forçados, diz a BBC.
 
Os homens foram acusados de homossexualidade e de terem organizado uma festa onde se praticou o “deboche”, segundo o tribunal. A lei egípcia não proíbe a homossexualidade, mas criminaliza o “deboche”. Porém, neste caso, o Ministério Público acusou-os de "práticas homossexuais " e, na queixa, descreve que um dos homens alugou um apartamento em Nasr City , um subúrbio do Cairo , onde os homens se encontraram vestidos de mulheres.
 
Esta decisão por parte das entidades egípcias causou uma onda de choque nos ativistas de direitos humanos, em especial A Human Rights First, que em comunicado citado pela BBC alerta para o facto de “o Egipto ser um estado determinante na Região Árabe e o que acontece no Egipto define uma tendência para todo o mundo árabe”.
 
A homossexualidade é pouco aceite pela sociedade egípcia, como demonstra um estudo realizado pelo Pew Research Center americano, que constatou que apenas 3% da população defende que “a sociedade deve aceitar a homossexualidade”.
 
O mais recente caso de um julgamento de um grupo acusado de práticas ligadas à homossexualidade foi em 2001, quando 52 homens foram acusados de atos homossexuais e 23 destes condenados a penas de prisão e a trabalhos forçados.
 
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