Estudo aponta que, em nenhum país, os direitos são iguais para homos e héteros


Publicado pelo O Tempo

Quase 3 bilhões de pessoas vivem em países onde ser gay gera punições como prisões, chicotadas e até morte, mostra pesquisa da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (Ilga, na sigla em inglês). O número é sete vezes maior do que a população residente em lugares onde é permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aponta o relatório, divulgado pelo jornal britânico “The Guardian”.

De acordo com o estudo, não há um país sequer onde os homossexuais tenham os mesmos direitos legais que os heterossexuais. Segundo o levantamento, são cinco os países onde há pena de morte para a homossexualidade: Irã, Mauritânia, Sudão, Arábia Saudita e Iêmen. Outras 71 nações punem gays e lésbicas com prisão e punição corporal.

A Ilga destaca ainda progressos conquistados pelos grupos em defesa dos direitos LGBT. Mais de 1,3 bilhão mora em países em que há proteção legal contra discriminação contra gays e lésbicas. “Está se tornando cada vez mais importante encontrar recursos humanos e financeiros para iniciar um exercício de mapeamento em relação à violência baseada em orientação sexual e identidade de gênero. (Ainda devemos lembrar do) fato de que um país adotar uma legislação progressista não é uma garantia de que a vida dos que vivem nele vai melhorar ou vão deixar de experimentar discriminação e violência”, afirmou Renato Sabbadini, diretor-executivo da Ilga, ao jornal britânico.

Dia contra Homofobia. 

O Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia foi comemorado ontem em todo o mundo. A data marca o dia em que a homossexualidade foi excluída da lista de doenças mentais pela Organização Mundial da Saúde, em 1990.

Na última sexta-feira, a Anistia Internacional divulgou comunicado analisando a ocorrência de casos de intolerância em vários países. “Os governos de todo o mundo precisam intensificar e cumprir sua responsabilidade de permitir que as pessoas se expressem, protegidos da violência homofóbica”, diz o texto. A publicação destaca os países nos quais houve aumento da homofobia nos últimos anos, como a Rússia. A situação dos países africanos também chamou a atenção da organização.

Para melhorar o cenário no Brasil, a Anistia Internacional propõe leis mais duras para combater a homofobia, além da discussão e melhor aceitação do tema dentro das escolas e pelas forças de segurança. No âmbito internacional, a campanha da entidade estimula que as pessoas assinem petições e enviem cartas para os governantes.

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