15/05/2014

Juventude Sem Terra reivindica o fim da homofobia durante marcha


Publicado pela Revista Fórum 
Por Wesley Lima

Durante marcha realizada na Bahia, LGBTs do Movimento Sem Terra fizeram ação a favor da diversidade sexual e contra a violência 

“Sou gay e sou Sem Terra” afirmou Joelbson Neves, Assentado em Lagoa Bonita no extremo sul da Bahia, durante ação a favor da diversidade sexual e contra a violência, realizada na marcha que ocorreu entre os dias 05 e 08 deste mês de Camaçari à Salvador, que reuniu 3 mil Sem Terra de nove regiões da Bahia. 

Meninos vestidos de meninas e meninas vestidas de meninos, trouxeram uma reflexão sobre os diversos tipos de violência cometidas pelo machismo na sociedade, dentre elas as agressões a mulher e aos gays, lésbicas, travestis e transexuais (LGBT).

“A homofobia existe no campo e na cidade. Somos a favor da diversidade. Precisamos desmistificar o preconceito contra os homossexuais, e acredito que a juventude deve ser a protagonista desta luta”, enfatiza Luana Soares, do coletivo estadual de juventude do MST.

A ação percorreu os dois quilômetros de filas que se formaram durante a marcha. A juventude cantava, gritava, pulava e reivindicava o fim da violência contra os LGBT’s. 

Daniele Santos, lésbica e Acampada, declara que o local que mais sofre homofobia é dentro de casa e acredita que este debate precisa ser abraçado a cada dia por todos os trabalhadores.

Para ela, “precisamos conquistar espaços para se debater a diversidade sexual na sociedade como um todo e descaracterizar a idéia machista de que homossexuais são promíscuos”.

Joelbson acredita que o MST precisa avançar neste debate. “Muito está sendo feito, mas ainda é pouco, e nós jovens vamos sempre levantar esta bandeira nos espaços de estudo e lutas diárias”.

Discussões

O debate em torno da diversidade sexual e combate à homofobia já se tornou uma bandeira de luta levantada por diversos movimentos sociais no estado da Bahia e os LGBT’s estão a frente de discussões junto a sociedade como um todo.

Exemplo disto é a participação assídua da comunidade nos conselhos estaduais de juventude e direitos humanos.

Dentro do MST, parcerias estão sendo criadas com grupos organizados na Universidade Federal da Bahia (UFBA), como o Kiu, para construir espaços de debate referente o tema junto com o setor de gênero, juventude e comunicação. 

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