14/05/2014

Le1f: Rapper gay chacoalha universo do rap


Publicado pelo iGay 

Mesmo em uma era pós-Frank Ocean – o primeiro rapper americano gay assumido a fazer sucesso – é raro encontrar um cantor que fale tão abertamente em suas músicas sobre o seu interesse por outros homens, sem a menor ambiguidade, diga-se de passagem. Mas nos últimos meses isso tem mudado com a chegada de Le1f. 

O rapper de 25 anos tem atraído atenção do mercado musical e também o respeito de outros artistas importantes do rap falando abertamente de sua sexualidade.

Embora relute em ser rotulado como um rapper gay, Le1f é o representante mais visível e assumido da comunidade LGBT neste gênero musical. Ele já se apresentou no popular talk show do apresentador David Letterman, fez uma turnê internacional e ganhou muitos elogios por seus trabalhos postados em canais de vídeos como Pitchfork e VFiles. Numa crítica ao mixtape "Fly Zone", os site Stereogum definiu a gravação como "emocionante" e como um "momento histórico de um rap particular híbrido que causa muito empolgação".


 Le1f se apresenta no talk show do apresentador David Letterman

Em março, Le1f lançou seu primeiro EP comercial, chamado "Hey". Em parceria com a XL Recordings, o trabalho foi lançado pelo Terrible Records, um selo independente de Nova York que já trabalhou com a banda Blood Orange e cantora Solange Knowles, entre outros artistas. 

“Não existe um plano para Le1f ", afirma Ethan Silverman, um dos fundadores do Terrible Records. “Ele tem talento para escrever, produzir, cantar, dançar e entreter. E ele parece incrível a fazer essas coisas”, lista Silverman, empolgado.

Le1f, cujo nome verdadeiro é Khalif Diouf, foi criado na cidade de Nova York por sua mãe, que trabalhava na extinta companhia aérea Pan Am e também como um agente de viagens. Senegalês, seu pai era "uma figura irrelevante", nas palavras do rapper.

Durante sua adolescência, ele esteve imerso na cena alternativa da dance music nova-iorquina. Participava das festas do selo Trouble & Bass, encontrando artistas como Spank Rock e Ninjasonik. Le1f também acompanhou com afinco os trabalhos de designers de vanguarda.

No palco, ele fica em movimento perpétuo, agitando braços e pernas e contorcendo os ombros. Estes movimentos radicais foram originados no Teatro de Dança do Harlem, onde Le1f estudou balé. 


Depois, ele foi estudar dança moderna num internato na Academia Concord, em Massachusetts. Entediado, ele começou a se distrair usando o Fruity Loops , um programa de produção digital de música. "O que mais eu podia fazer como um adolescente negro e gay num lugar distante do centro?”, questiona Le1f. 

Na Wesleyan College, onde se formou em 2011, ele ocasionalmente dormia no sofá de Himanshu Suri, um estudante que fazia parte do extinto grupo Das Racist . Le1f criou a batida para “Combination Pizza Hut and Taco Bell”, uma música da antiga banda de Suri que tem cerca de 2,3 milhões de visualizações no YouTube. 

"Ele sempre foi um gênio", se entusiama Suri, que trabalha atualmente com o rapper Heems e também ajudou a lançar várias mixtapes de Le1f.

Le1f começou a fazer batidas de rap durante o seu primeiro ano de faculdade, mas como um fã de artistas como Aaliyah , Bjork e Tricky, ele se sentia como estranho no gênero musical.

"Eu me odiava como um rapper", admite. “Eu estava tentando ser político e me inspirava muita na [rapper] M.I.A., mas soava muito brega. O que um jovem de 18 anos de idade tem a dizer sobre política?”, analisa ele, sendo severo com seus primeiros trabalhos.

Hoje, seus vocais são murmúrios furtivos e sugestivos em vez de farpas em fraseio staccato. Ele tece comentários sociais e também conta as proezas de um sedutor. 

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