Metalúrgico ganha indenização de R$ 90 mil da Ericsson por homofobia


Publicado pelo R7 

A empresa de telecomunicações Ericcson foi condenada pela Justiça a pagar R$ 90 mil de indenização ao ex-funcionário Maximiliano Galvão por ter sofrido homofobia no local de trabalho.A decisão ocorreu na semana passada e ainda cabe recurso. 

Galvão, que entrou na empresa em 2010, conta que tudo começou com uma brincadeira em junho deste ano no salão de jogos da empresa. 

Segundo o trabalhador, um colega lhe deu um “tapa na bunda” como forma de comemoração pela vitória de um jogo e uma chefe colocou a música “um tapinha não dói” para tocar na sala. Um supervisor reclamou da música e afirmou não gostar da situação.

Após 2011, um segundo supervisor passou a ofender o funcionário durante reuniões, chamando-o de “gay”, “viado” e bicha”. Galvão reclamou do chefe para o RH da empresa. Segundo ele, um terceiro supervisor, então, que é “amigo” do segundo, passou a fazer as mesmas ofensas. 

Reclamações 

Galvão com receio de ser demitido, afirma ter entrado em contato com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região após uma brincadeira em que foi associado a ele “um gabarito rosa que era bissexual”, pois poderia “ser usado para os dois lados”. 

Segundo o trabalhador, sua demissão ocorreu em maio do ano passado após ele ter tido oito reuniões com o RH da empresa e ter começado a gravar o áudio do que acontecia durante o seu expediente.

O jurídico da companhia também teria garantido a sua permanência na Ericsson, mesmo sob a legação de que ele estaria causando mal-estar no local de trabalho, segundo seus chefes. 

A supervisora, que havia ligado música no salão de jogos em 2010, testemunhou a favor de Galvão na Justiça.

Para o trabalhador, a quantia que ele vai receber como indenização não tem importância.

— O valor que eu tenho é levantar todo dia da cama e ir trabalhar. Não acho justo um trabalhador que faz tudo certo ser demitido. 

Para o sindicato dos metalúrgicos, a decisão judicial é uma "vitória na luta contra a homofobia".

Outro lado 

Procurada pelo R7, a empresa afirmou que não comenta processos ainda em andamento. 

Também reforçou que o código de ética da Ericsson, disponível na internet, defende que “todos os tipos de discriminação com base na parcialidade ou preconceito” são proibidos dentro da empresa, como o de orientação sexual.

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