Novelas da Globo: 16 anos separam casamento lésbico com beijo e casal feminino ‘assassinado’ por rejeição


Publicado pelo Terra
Por Jeff Benício

Um dos destaques de Em Família foi a ‘não polêmica’ envolvendo o casal Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller). Houve um ruído aqui e outro ali. Porém nenhum protesto mais inflamado.

Na ressaca da quebra do tabu do primeiro beijo na boca entre homens, com Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) em Amor à Vida, as lésbicas do folhetim que termina hoje encontraram resistência mínima do público.

É verdade que as reações positivas também não foram estridentes como se esperava. O flerte, o namoro e o casamento das personagens aconteceram de maneira natural. Não foi uma revolução.

Há quem acredite que essa postura calma dos telespectadores é um sinal da diminuição do preconceito. Outros afirmam que, por se tratar de atrizes lindas e carismáticas, interpretando personagens românticas e discretas, os telespectadores não tiveram motivo para se chocar. Ficou tudo excessivamente cor-de-rosa.

E lembrar que, em 1998, a realidade era bem diferente. O autor Silvio Abreu se viu obrigado a matar o casal Rafaela (Christiane Torloni) e Leila (Silvia Pfeiffer) na explosão do shopping, na novela Torre de Babel. O público não aprovou a relação das personagens.

Ambas seguiam a linha ‘lesbian chic’: bonitas, elegantes, femininas. O auge da rejeição aconteceu quando Rafaela e Leila apareceram numa banheira. Nada explícito. Contudo a sensualidade (e sexualidade) nas entrelinhas despertou a fúria dos noveleiros conservadores.

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