23/09/2014

Especialista revela bastidores do sexo forçado entre militares americanos


Visto no SuperPride 
Por Nelson Sheep

Em entrevista à revista GQ, o psicólogo James Asbrand revelou a chocante realidade de homens que se alistam no Exército americano. Segundo James, que trabalha na clínica Salt Lake City para o transtorno de estresse pós-traumático, 38 militares são abusados sexualmente todos os dias nos Estados Unidos.

O número vem da estimativa obtida em 2012, que apontou que cerca de 14 mil militares foram vítimas de estupro. O caso ganhou a mídia e chocou a sociedade, porque não são apenas os gays que sofrem com os estupros. Homens heterossexuais também são submetidos à agressão.

Para James, o sexo forçado vai muito além do mero prazer, mas envolve a hierarquia de poder. “Nesta cultura hipermasculina, o que poder ser a pior coisa a fazer com um homem? Obrigá-lo a entrar naquilo que a cultura chama de papel feminino”, afirmou.

Traumatizados e com receio de prejudicar a carreira militar, a maioria das vítimas se recusa a reportar as agressões aos superiores. Ciente do problema, o Senado americano tem se movimentado para combater esses abusos. Em março, foi aprovado por unanimidade uma reforma de “tolerância zero” para as agressões sexuais no Exército. A lei foi aprovada por 97 votos a zero e permitirá que as vítimas tenham advogados independentes do Exército e criminalizará as represálias contra os membros das Forças Armadas que denunciem esses abusos.

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