15/11/2014

Atraso: Senado do Paraguai rejeita projeto que criminaliza homofobia



O Paraguai continua ignorando os direitos arco-íris. O Senado do país rejeitou projeto de lei que criminalizaria a homofobia, na quinta-feira, 13.

Foram quatro horas de debate com manifestantes – a favor e contra – reunidos nas proximidades do Congresso.

Mas por 21 votos a 17, uma abstenção e seis ausências, o projeto de lei foi arquivado. “A maioria considerou que a lei em questão é a porta de entrada para o matrimônio gay, a legalização do aborto e a marginalização das instituições religiosas muito arraigadas no país”, disse o senador governista Manuel Bóbeda, à agência France-Presse.

O autor da proposta, Carlos Filizzola, um médico pertencente ao movimento de esquerda liderado pelo ex-presidente e ex-padre católico e hoje senador Fernando Lugo, disse que seu projeto “não fala de aborto nem de casamento gay”.

Filizzola lamentou que o Paraguai “seja o único país da região que não tem uma lei contra a discriminação”.

Sua colega, também médica, Esperanza Martínez, defendeu os homossexuais e criticou os líderes religiosos que promoveram uma mobilização nacional para repudiar a lei.

“A homossexualidade está em todas as partes. Basta de hipocrisia, de gente fanática religiosa”, enfatizou.

Ela disse que o projeto apresentado por seu grupo político “é favorável à pacificação social entre paraguaios”.

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