Marília Gabriela sobre foto de beijo do filho Theodoro: 'Repercussão idiota'

 
Por Thaís Sant'Anna para o Ego

Apresentadora falou sobre o tema no lançamento da peça 'Vanya e Sonia e Masha e Spike' - que tem figurino assinado pelo jovem - em São Paulo.
 
Marília Gabriela participou na tarde desta quarta-feira, 25, da coletiva de imprensa do lançamento da peça "Vanya e Sonia e Masha e Spike", em São Paulo. A jornalista vai mostrar mais uma vez seu lado atriz no espetáculo que tem o figurino assinado pelo filho, Theodoro Cochrane.
 
Em dado momento da coletiva, um dos assuntos tratados foi a foto de Thedoro beijando outro homem em um camarote no carnaval de Salvador.
 
Contrariada com a repercussão da imagem, Gabi deu uma longa resposta sobre a questão:
 
"Eu acho uma história antiga porque foi no carnaval. Eu tenho um filho que se chama Theodoro Wallace de Toledo Cochrane, ele tem 36 anos, ótima formação, é inteligente, maduro, um cidadão e tem direito de viver integralmente sua vida. Acho assustador a ignorância, desonestidade, preconceito, homofobia e outras fobias. Vivemos em uma época que eu pensava que isso já estaria ultrapassado. A partir do momento que a maior empresa de comunicação, que é a Globo, que tem a Globo.com, e que coloca no ar a nossa elite artística fazendo casamento e beijos gays, essa é uma discussão e uma repercussão idiota. Não teria nem porque repercurtir. Me parece que a maior empresa de comunicação avalizou o comportamento, ‘isso pode’. Aliás, podia desde a Grécia antiga. É que lá não tinha paparazzo e nem site de fofoca, e ainda bem, porque senão não teríamos tido a idade áurea da Grécia, a grande filosofia e grande literatura que tivemos, o pessoal estaria preocupado em fofoca. Para mim é assunto de ontem mesmo, foi uma fotografia roubada, que repercutiu por algum motivo, escolhida no meio de uma farra total (...) Eu estou mais preocupada mesmo é com a desosnestidade, com a mentira, com  a incorreção das pessoas, a maldade, só isso. De resto, eu quero que meu filho leve uma vida plena, como ele, você e todo mundo merece".
 
'Entro como um furacão no palco'

Depois, o assunto da coletiva voltou a ser a peça  da atriz e apresentadora. Marília falou sobre o projeto, contou que fica nervosa, sim, mas que tenta entrar como um furacão no palco e ter o controle das coisas.

"Estar nesta peça, em particular, foi adorável por várias razões.  É um grande elenco,  das peças que fiz - duas foram monólogos - , nunca tinha feito esse trabalho em conjunto, que é o que é essa peça. Isso é sensacional porque você depende do trabalho do outro, da atuação do outro. Tem que ter uma equipe afinada como essa. Esta sendo um trabalho maravilhoso. Estou adorando. É como se eu saísse de casa para viver outra vida, e é", disse empolgada e falando sobre nervosismo na sequência.

"Existe o primeiro momento,  em que você entra preocupado com a plateia. Na verdade,  depois é um trabalho de concentração. Eu não posso me preocupar com a plateia, tenho que me preocupar com o que eu vou fazer. E eu tenho muito texto. Então estou entrando como um furacão no palco e tentar ficar com absoluto controle do que estou fazendo e dizendo, independentemente de quem está na plateia. Isso tira um pouco o nervosismo e te dá segurança no que você está fazendo", contou.
 
Já sobre trabalhar com Theodoro, Gabi contou que não o faz diretamente, mas assumiu sua porção coruja, e contou que faz questão de ser chamada de mãe nos batidores.

"Não trabalho diretamente com ele. Ele fez o figuruno. As primeiras reuniões sim,  ele esteve mais,  mas eu não teria problema de trabalhar com ele, ele é filho,  né? Falaram que é melhor ele não me chamar de mãe.  Fiquei possuída (risos). Imagina meu filho me chamando de Gabi. Que Gabi coisa nenhuma,  eu sou mãe aqui (risos). Mas meu filho é premiado, tem Prêmio Shell, fez figurino da peça 'Aquela mulher'. Mas quem pode dizer porque ele foi chamado é o Jorge Takla (diretor)", disse coruja.
 

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