21/05/2015

"Adolescente de 13 anos lança livro sobre adoção homoafetiva" Por Renato Teixeira

 
Por Renato Teixeira para o Pausa Dramática
 
Mais uma vez a prova de que o amor é a melhor resposta. Alyson adolescente, negro, adotado aos 10 anos de idade por um casal homoafetivo. Essa história de amor, acima do preconceito, transformou a vida desse garoto e é mais uma prova que o amor, respeito, atenção, limites e boa educação, é o que influência no crescimento e desenvolvimento de um cidadão e não a orientação sexual dele ou de seus responsáveis.
 
Alyson Miguel Harrad Reis acaba de lançar um livro infantil intitulado “Jamily, a holandesa negra – a história de uma adoção homoafetiva”, e conta um pouco da trajetória de adoção de Jamily. Na verdade a personagem nada mais é que a história de Alyson, contada por outros personagens. O pequeno autor tinha problemas com as letras e seu pai, Reis, Doutor em Educação desenvolveu um processo para filho ler três livros por mês, com o desafio de responder perguntas que incluíam o que a trama interferia na vida do leitor. Tudo era publicado no blog do garoto –  (aqui)  – até que um dia ele quis escrever uma história sua, pois estava cansado de ler a histórias dos outros e foi aí que surgiu o livro. No livro, o adolescente virou Jamily; o Rio de Janeiro virou a Etiópia; e Curitiba, Amsterdã. Cada passagem do livro conta um pouco do que a adolescente passou, incluindo a adoção e os sofrimentos da personagem ao desembarcar na escola. Alyson viveu em diversos abrigos do estado, sem pais. “ninguém merece ter o governo como pai e a prefeitura como mãe”, disse em um artigo publicado na Gazeta do Povo, jornal de maior circulação de Curitiba.
 
Porém a vida sorri para o garoto e ele é adotado por Toni Reis e Davi Harrad e a vida do adolescente muda da água para o vinho. “Durante dois anos, meus queridos e amados pais me deram uma educação rígida, mas é a melhor que eu já tive”, diz Alyson em seu artigo.
 

 Alyson também conta que uma vez na aula de inglês, um colega chamou seus pais de gay e a professora disse a ele que os pais de Alyson, sendo gays assumidos, deram melhor educação para ele que qualquer outro pai dos alunos da escola.
 
Esperamos que com esse exemplo, mais casais sejam incentivados a adotar, e não só isso, mas adotar crianças fora da faixa de idade nas quais são mais comuns as adoções. Existem mais crianças que não são mais bebês, para adoção, que precisam de um lar, carinho, só esperando por uma oportunidade.
 O livro foi lançado na Casa Hoffmann, no Largo da Ordem em Curtiba. Esperamos mais e mais livros desse pequeno prodígio de apenas 13 anos. Sucesso Alyson.
 
 

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