13/06/2015

Pichações incitam violência contra homossexuais na Universidade Federal de Viçosa


Visto no site EM


Duas pichações em um banheiro do Centro de Convivência da Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Zona da Mata, causam indignação nos alunos, professores e funcionários da instituição. As manifestações preconceituosas agridem os homossexuais e ferem o princípio da convivência harmônica no ambiente acadêmico.


A universidade abriu uma sindicância interna para investigar a autoria das mensagens, que começaram a surgir há cerca de um mês. De imediato, elas foram apagadas, mas reapareceram e tiveram que ser removidas mais uma vez. De cunho religioso e agressivas, as manifestações citam Deus e Jesus, além de pregar a intolerância sexual.



Em nota, a pró-reitora de Assuntos Comunitários, Sylvia Franceschini, garantiu que a UFV não tolera nenhum caso de preconceito no câmpus. “Nós não podemos minimizar atitudes que envolvam violência e desrespeito aos direitos humanos de qualquer natureza”, destacou. O responsável ou responsáveis pelas pichações pode ser expulso, segundo a pró-reitora.



Movimentos sociais de estudantes encaminharam ao Conselho Universitário (Consu), órgão superior de administração, uma moção repúdio às manifestações homofóbicas.



Everton Rodrigo Ferreira, aluno do curso de Ciências Sociais e membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade, condenou as mensagens homofóbicas, porém ele trata o fato como caso isolado. O assunto foi tratado em uma assembleia do diretório e os alunos condenaram as pichações. “A gente discutiu o tanto que isso é prejudicial e não condiz com os nossos princípios de viver em liberdade. É ilegal, é covarde”.


O estudante informou ainda que um fórum do DCE que combate as opressões também discutiu o episódio e o resultado das discussões vão ser divulgados para a comunidade acadêmica. De acordo com Caroline Lima, do movimento Primavera nos Dentes, que reúne os alunos homossexuais na UFV, os alunos se mobilizaram nas redes sociais para ajudar a descobrir quem fez as pichações.


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