Encontro Inesperado: a história de um relacionamento




Visto no Universo AA


Em depoimento a Antonio Trigo


Durante algum tempo, Fabrício e Guilherme trocaram olhares sem querer assumir a mútua atração. Rendidos, engataram uma relação sólida de amor e aprendizado. 


FABRÍCIO E GUILHERME: UNIDOS E INSEPARÁVEIS

Na seção In Love do site Universo AA, a história de dois meninos que até tentaram negar o que sentiam. Se o amor não foi assumido à primeira vista, eles aceitaram o retumbante sentimento sem temer as primeiras impressões



Fabrício Ternes, 41, administrador

Eu estava num voo que vinha de Salvador para São Paulo. Foi a primeira vez que o vi. É engraçado, pois quando alguém me chama atenção, tenho dificuldade em lembrar do rosto no dia seguinte. Porém o Gui tinha um diferencial: uma sexy cicatriz. E assim, aquele garoto nunca mais deixou de aparecer em minha vida.Passei a vê-lo na noite em algumas festas e não demorou para que amigos em comum nos apresentassem – simplesmente pelo social. Afinal, os dois namoravam.

Em meados de 2012 terminei minha relação e estava querendo passar um tempo sozinho. Na minha cabeça, era a hora de eu viver pela primeira vez a minha solteirice… Mas surpresa: quem aparece no meu Face e Insta? Sim, o próprio, que também tinha terminado sua relação na mesma época. Bate-papo para cá, bate-papo para lá e surgiram convites para jantar uma, duas, três vezes. Todos recusados, pois eu sentia que sairia do jantar quase namorando – tinha medo da “cara de namorado” do Gui, ou seja, tudo o que eu estava evitando na época…

Resolvemos deixar rolar, sem marcar. Porém o desejo de ambos passou a ser conhecido por amigos e em uma festa um amigo resolveu dar literalmente um empurrão, e quando percebi o Gui estava cara a cara comigo e o deixar rolar, rolou. Beijei o cara com “cara de namorado”!!! Ainda tentei me enganar, mas já sabia onde isso nos levaria. Em menos de um mês oficializamos o namoro.

Foi a primeira vez que encontrei alguém que morava na mesma cidade e ganhamos qualidade e quantidade. Fatos que acho tão importantes pois é na hora que estamos sem fazer nada que percebemos se a presença do outro é ou não confortável.

Rapidinho percebemos que as afinidades eram maiores do que esperávamos. Os diálogos passaram a ser mais reais e menos fantasiosos. A relação cresceu e amadureceu. Eu brinco que juntos formamos uma terceira pessoa. E esta terceira tem que ser muito bacana! Desta forma, todos ganham, principalmente os amigos e a família, que, para mim são peças fundamentais em qualquer relação bem-sucedida.

Não sei dizer o que mais me atrai nele e talvez esta subjetividade seja justamente o segredo do meu amor. Só sei que eu tenho o maior orgulho em falar “meu namorado” e dizer “te amo meu Cataúcho!”. Ah, e quanto a solteirice que eu desejava no inicio do texto? Não, obrigado. Eu tenho certeza que fiz a escolha certa. Tão certa que resolvemos encurtar ainda mais a distancia e juntar as nossas escovas de dentes depois de quase três anos de namoro!!!


Guilherme Mocellin, 29, Médico

Eu já o conhecia antes dele me conhecer. Afinal de contas, quem nunca olhou as fotos de um ensaio e uma capa de revista que ele protagonizou com uma cueca frouxa (risos)? Sempre soube através da sacada de um casal de amigos que, na frente do prédio deles, e andares abaixo existia um cara muito atraente. E quem diria, sem querer, tempos depois estaria junto dele!

Nosso primeiro encontro aconteceu depois de muitos convites para jantares recusados por ele. Mas numa festa em 2012, nossos amigos alertaram: “Gui, Fabricio está indo! Vamos?!” “Fa, adivinha quem está indo? O Gui!”. Tudo começou com um literal empurrão dado de um amigo em mim para cima dele.Praticamente em cima dele, minha arma foi um sorriso. Um beijo…

Mas precisava conquistá-lo de vez fora de qualquer festa. Foi a hora de tirar a polo, vestir um jeans básico, camiseta branca, camisa flanela xadrez e um boné num próximo encontro, dessa vez na casa dele. Quando me viu, soltou uma gargalhada. Ate hoje ele tira sarro de mim. Desde então não nos distanciamos mais. Mas foi a beira-mar, com um nascer do sol indescritível, depois de uma grande festa no nordeste, quando ele, no meu colo, escutou: “Fa, namora comigo?”.

O sim e o toque suave no meu rosto estão eternizado em minha memória. Já são praticamente três anos de relacionamento e um constante e eterno aprendizado.Relacionamento não é coisa fácil, mas tentamos facilitar. Não só o meu prazer em cozinhar somado com o dele em fotografar, mas também com os filmes, viajar (muitas vezes sem um roteiro definido), e claro, reunir nossos amigos e nos divertir – quem nos conhece, sabe que adoramos uma festa!

Hoje há quem diga que somos muito parecidos. O que não faz a convivência não é?! Com ele aprendi a ser mais… humano. Que podemos errar, chorar e que a família é tudo – mais do que eu já sabia. Notar o esforço dele em me fazer ver as coisas de uma forma diferente não tem preço. Nosso plano mais recente se concretizou agora, quando resolvemos morar juntos. Tenho muito orgulho de ter ele ao meu lado. Isso é amor, paixão, união.

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