Grupo entrega rosas em repúdio a suposta agressão contra gay



Visto no G1

Jovem afirma que foi agredido em supermercado de Bauru (SP). Ele chegou a publicar um vídeo sobre o fato em rede social.

Integrantes da Associação Bauru pela Diversidade participaram neste sábado (25) de um ato contra a discriminação sexual. O ponto de encontro foi na Praça Portugal na zona sul da cidade. O movimento foi uma resposta a suposta agressão sofrida pelo representante de vendas, Pedro Guimarães, na semana passada em um supermercado de Bauru.


Ele afirma que logo que saiu do banheiro do estabelecimento foi discriminado. “Eu entrei no banheiro, já havia feito as compras e quando sair da cabine reservada, dois caras disseram que sabiam o que estava fazendo ali e que aquele não era lugar de gay estar”, afirma.

O grupo seguiu a pé da Praça Portugal até o supermercado que fica na Avenida Getúlio Vargas. No local eles entregaram rosas brancas em um gesto de paz. Sobre a suposta agressão, a gerência do supermercado informou que ainda analisa os fatos e, por enquanto, não irá se manifestar.


Entenda o caso

Pedro divulgou na semana passada um vídeo em uma rede social revelando que foi agredido dentro do banheiro do supermercado por ser gay.

Segundo o representante de uma empresa de cosméticos, a agressão gratuita foi provocada por um homem que trabalha no comércio. 

O caso teria ocorrido no último sábado (18), por volta das 12h30. Pedro chamou a Polícia Militar e fez boletim de ocorrência na delegacia da cidade. A polícia vai investigar o caso. O G1 entrou em contato com o supermercado Paulistão, unidade da avenida Getúlio Vargas, onde teria acontecido a agressão, e o gerente informou que eles estão apurando o caso.

Conforme Pedro, o suposto agressor fazia a segurança do supermercado. “Eu comprei algumas coisas no mercado e depois fui ao banheiro. Além de me agredir, o rapaz disse que eu não deveria estar ali, que não era lugar de gay. Não era por ser cliente do mercado que precisava estar ali. E disse ainda que era para eu imaginar a situação de um pai entrar com uma criança e encontrar um 'viado' no banheiro”, relata o jovem.

Pedro afirma que foi agredido no supermercado
(Foto: Reprodução / TV TEM)

Segundo Pedro, havia dois rapazes, um com uniforme do supermercado e outro sem. O que o agrediu estaria sem o uniforme. O outro ficou acompanhando, sem fazer nada, apenas impediu que o agressor desse um soco com uma caneta.

Além de registar boletim de ocorrência, Pedro pediu apoio das pessoas em sua página no Facebook. O vídeo teve mais de 35 mil visualizações.

“Fiz o vídeo pensando nos lugares que os gays vão, para evitar lugares que tratam dessa maneira. Não estava pelado, não fiz nada, não mexi com ninguém. Foi violência gratuita”, explica Pedro.

O boletim de ocorrência foi registrado como injúria e vias de fato. De acordo com informações da Polícia Civil, os suspeitos serão identificados e ouvidos.

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