Denúncia sobre suspeito de morte por homofobia no RJ vale R$ 1 mil


Visto no G1

André Chupeta é suspeito de matar o produtor cultural na Baixada. 'Ele dizia que não gostava de homossexuais', afirmou delegado.


O Portal dos Procurados oferece a recompensa de R$ 1 mil por informações que levem a prisão de André Luís dos Santos Vieira, o André Chupeta, de 19 anos. Ele ésuspeito de ter matado o produtor cultural Adriano da Silva Pereira, em julho, e está foragido. A motivação do crime, segundo as investigações, foi homofóbica.

As imagens dele foram divulgadas nesta quarta-feira (12) pela Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) . Em desfavor de André Luis, foi expedido um mandado de prisão temporária, de trinta dias, pela 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, pelo crime de homicídio simples.

Quem tiver alguma informação a respeito da localização e paradeiro do suspeito pode denunciar enviando uma mensagem de texto, vídeo ou fotos para o aplicativo de mensagens do WhatsApp do Portal dos Procurados (21) 96802-1650, ou entrar em contato com a Central Disque-Denúncia pelo (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177, para quem estiver fora da capital. 
O Anonimato é garantido. A Coordenação do Portal dos Procurados, alerta à população para não investigar por conta própria, devendo apenas relatar à polícia a sua suspeita.

Suspeito dizia para testemunhas que não gostava de homossexuais
"Ele (André) dizia para as testemunhas que não gostava de homossexuais. O André criou um flerte com o Adriano para criar uma situação em que eles estivessem sozinhos e ele pudesse agredi-lo", disse o delegado, que conta com a divulgação das fotos para prender André.

"Precisamos disso para prendê-lo", garantiu o delegado titular da DHBF, Fábio Cardoso.

Segundo as investigações, Adriano estava indo para Nova Iguaçu se encontrar com amigos. Em uma casa noturna no centro de Nova Iguaçu, Adriano conheceu André Luis e dois amigos que estavam em um carro na rua Coronel Francisco Soares.

"Eles foram juntos para outro local em Nova Iguaçu. Fora do carro, ao saírem, o André e o Adriano se desentenderam, e o André deu um golpe no rosto dele. Depois, ele ainda deu vários socos no rosto do Adriano. A motivação foi totalmente homofóbica", disse o delegado. Segundo ele, Adriano, quando foi atingido, ainda perguntou para André: "O que eu fiz para você?".

Testemunhas que estavam com ele no momento da agressão contaram que um dos rapazes que estava no carro impediu que a agressão continuasse, já que Adriano estava desmaiado. André, no entanto, viu que no carro havia uma chave de fenda. O suspeito, então, ficou em cima do corpo de Adriano e deu vários golpes com a chave de fenda. André ainda queria que os dois amigos passassem com o carro em cima do dançarino. Com a recusa deles, André jogou o corpo no valão em Cabuçu e foi embora.

Carro utilizado na morte de Adriano da Silva
Pereira (Foto: Henrique Coelho/G1)

Perfil

Adriano não tinha vergonha de usar roupas femininas. Artista e produtor, às vezes saía de casa, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, de vestido. "Roupa não tem gênero", costumava dizer aos amigos. Em meio ao perfil comum de mulatas do carnaval carioca, ele foi o primeiro dançarino do bloco Tambores de Olokun. Frequentemente, Adriano usava maquiagem e esmalte. Ao sair de casa em um domingo de julho, ele foi esfaqueado e espancado.

Corpo de Adriano foi encontrado na terça-feira (7) (Foto: Mazé Mixo/Arquivo pessoal)Corpo de Adriano foi encontrado na terça-feira (7) (Foto: Mazé Mixo/Arquivo pessoal)



Comentários