29/09/2015

Turismo em Viena: descubra a importância dos gays para capital austríaca



Visto no Revista ViaG

Viena é sem dúvida um dos destinos turísticos mais abertos a comunidade gay de toda a Europa. Capital da Áustria, essa belíssima cidade é recheada de histórias e conquistas onde personagens assumidamente homossexuais fizeram total diferença para a glória do Império austríaco.

Se você vai ficar apenas um dia em Viena, ou se vai ficar por mais tempo, aproveite a nossa dica e faça um roteiro gay combinando a história da cidade com a história dos seus personagens gays mais importantes.

Comece seu primeiro passeio gay de Viena pelo parque do Castelo Belvedere, a residência de verão de um dos primeiros, e ao mesmo tempo mais importante gay da história da Áustria: o Príncipe Eugen de Savoyen (1663–1736).



O príncipe, que era franzino e de fato não muito atraente, chegou em Viena com 20 anos, onde vivenciou no ano de 1683 seu batismo de fogo na “batalha do socorro” contra o exército turco. Antes disso, o Rei Luiz XIV da França tinha negado sua entrada no exército, e assim o pequeno Savoyarde se contentava em chocar a côrte do Rei do Sol, trocando carícias mais apimentadas com o Duque von Turenne.


Eugen de Savoyen

Depois que foi aceito mais cordialmente na corte vienense, o príncipe Eugen, que tinha uma tendencia para as artes, serviu a três imperadores — Leopold I., José I. e Carlos VI. — e conseguiu grandes vitórias sobre os turcos que dominavam a região dos Balcãs, entre elas a conquista de Belgrado. Inclusive, a arquitetura do Palácio de Belvedere tem uma relação com a vitória sobre os Turcos pelo seu construtor, pois a forma de seus tetos imitava a forma de tendas do exército turco.

Do jardim do Belvedere, com sua vista maravilhosa para Viena, passeie pela Praça Schwarzenberg onde fica o monumento ao herói russo na Praça de Carlos. Lá também está localizada a Igreja de São Carlos , a construção barroca mais sagrada de Viena. Novamente um importante personagem gay aparece em cena.


Igreja de São Carlos

Ninguém menos que o Imperador Carlos VI. (1685–1740), o pai de Maria Theresia. Carlos VI supostamente teve uma relação íntima com o Conde Michael Johann III Althan. Althan, que foi um dos poucos na corte que o introvertido monarca permitia uma aproximação. Quando Althan morreu em 1722, o imperador em luto, lembrou que ele “o amou profundamente por 19 anos em uma amizade verdadeira“.

Imperador Carlos VI

Da Praça Carlos, o passeio segue para a Universidade Técnica na Kettenbrückengasse 6 — a casa onde morreu o compositor Franz Schubert (1797–1828) — que logo após ter se mudado, morreu de sífilis ali mesmo, no dia 19 de novembro de 1828 – provavelmente como consequência de seu único contato sexual com uma mulher.


Universidade de Tecnologia de Viena

Antes disso, Franz costumava concentrar seus desejos a pessoas do mesmo sexo. Ele viveu mais de dois anos com o libretista Johann Baptist Mayerhofer, conhecido pela sua homosexualidade, em um quarto de aluguel, onde eles dividiam também a cama. A afeição entre eles foi demonstrada em várias letras de músicas de Mayerhofer para composições de Schubert, assim como em uma ópera concebida conjuntamente com Schubert, da qual apenas restaram fragmentos, com o título de “Adrast“.

Franz Schubert
Schwind Johann Mayrhofer

Depois de uma boa caminhada, chegou a hora de sentar-se para uma breve pausa em um de muitos estandes do Naschmarkt, um dos mercados mais tradicionais de toda Europa.


Naschmarkt

Já ao final do passeio, tranquilamente chegue ao Teatro Casa da Música de Viena, construída sob a supervisão do casal de arquitetos Eduard van Der Nüll ( 1812-1868) e August Sicard van Sicardsburg ( 1813-1868). Na ocasião dos 250 anos de Mozart no ano de 2006, se tornou uma casa de ópera.


Ópera de Viena



A última parada é no edifício em estilo Art Nouveau mais famoso de Viena: Secession.

A Secessão, como é conhecida em Português, abriga no piso inferior o famoso Beethovenfries de autoria de um de seus fundadores, o pintor Gustav Klimt. A moderna e progressista programação de exposições do Secession é determinada, desde então, democraticamente pela Associação de Artistas Plásticos. Esta associação se dedica totalmente à divulgação de arte contemporânea, e também arrisca experimentos artísticos da atualidade.


Secession

Pronto, agora que você já anotou essas dicas, que tal ir ver tudo isso de perto.

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