"Homofóbicos confundem arco-íris de Pink Floyd com imagem pró LGBT" Por Guilherme Dearo

Polenghi fez post usando capa de famoso disco de Pink Floyd, mas teve gente que achou que era "propaganda gay"

Por Guilherme Dearo
Visto no site da revista EXAME 


O físico e astrônomo inglês Isaac Newton, em 1666, fez um experimento bem simples que demonstrou a decomposição da luz. A luz do Sol atravessando um prisma cristalino, totalmente polido, saía em ângulos diferentes do outro lado decomposta, separada em cores de diferentes espectros visíveis ao olho humano.

O experimento, tão popular na história da ciência, ficou ainda mais popular séculos mais tarde, com a capa do disco “The Dark Side of the Moon”, da banda inglesa Pink Floyd. Músicas do álbum ou arte da capa: difícil decidir quem é mais icônico na história do rock.

Mas tem gente que não entende muito bem essas referências, seja física ou rock.

Em recentes posts no Facebook, a Polenghi, do queijo Polenguinho, colocou seu produto ilustrando capas de discos famosos. Além de aparecer como estrela do disco do Pink Floyd, também apareceu atravessando a rua em “Abbey Road”, remetendo aos Beatles. No contexto: Veja com a WorldSense o sucesso das marcas que conversam com o que está acontecendo no momento.  


A ação falava de música. Mas alguns consumidores, vendo imediatamente o arco-íris presente na imagem, consideraram que a campanha era pró-LGBTs.

E não demoraram a começar a xingar a marca, destilando discursos homofóbicos. Segundo um dos consumidores “indignados”, a marca estava fazendo “ideologia de gênero”. Ele diz, ainda, que não compraria mais o produto para sua família.


Outros consumidores, pacientes e bem humorados, tiveram que explicar que a campanha falava de Pink Floyd, não de questões LGBT.

A marca também se manifestou. Disse que, embora a campanha não falasse sobre o tema, ela prezava pelo respeito à causa LGBT, pela paz e pelo respeito.

“Disclaimer: Nossa equipe criativa teve como inspiração a capa do álbum The Dark Side of The Moon, da banda Pink Floyd, para “brincar” com o conceito de fominha, tão utilizado quando o assunto é Polenguinho. Prezamos pela paz, pelo respeito e pela igualdade em nossa comunidade aqui. Embora não tenhamos feito alusão ao movimento LGBT+, temos máximo respeito pela causa. Contamos com todos que adoram o queijinho mais querido do Brasil desde mil novecentos e bolinha para fomentar uma comunicação afetuosa e fluída por aqui! Obrigado”, a marca escreveu.

Leitura Obrigatória: o post do genial Tony Goes  

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