"Estamos mais ansiosos?" por André Kummer


O Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo e o quinto em casos de depressão. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade e a depressão afeta 5,8% da população. 

"Meus tempos de ansiedade" livro de Scott Stossel, e também um artigo no Estadão, da Psicanalista Renata Bento, serviram de base para escrever sobre a ansiedade, que afeta a todos atualmente, e a melhor forma de lidarmos com ela.

A ansiedade pode se apresentar através de vários sintomas físicos e emocionais como: coração disparado, suar em excesso, peito apertado, respiração curta e rápida, nervosismo, irritação, dificuldade de concentração, medo constante, isolamento social, entre outros. 

Essas situações podem prejudicar muito,  a pessoa sente que sua mente está confusa de tal forma que a paralisa não só emocionalmente como fisicamente.

O inconsciente é responsável por armazenar toda nossa vida, mesmo aquelas situações que não lembramos. Especialmente as que foram traumáticas.  É natural que questões que nem nos recordamos, mas que não foram elaboradas retornem e se transformem em sintomas de ansiedade.

Algumas coisas disparam essas questões adormecidas, que não lembramos, mas sentimos. Questões como solidão, crise financeira, brigas, separações servem como gatilho.

Elas despertam em nosso inconsciente os mecanismos de defesas internos que precisam dar conta de tudo ao mesmo tempo. É preciso muita estrutura para lidar com tantas situações que vivemos diariamente, sejam elas questões nossas, das pessoas que nos cercam e do país que vem passando por tantos transtornos que nos indignam.

Tudo isso abala a confiança e a segurança interna e externa e nos cansa porque precisamos a todo momento reinventar a forma de viver no meio de tantas dificuldades.

É natural ter ansiedade em alguns momentos ou em algumas etapas da vida. Ela é como um alarme interno que pode ser disparado frente a uma ameaça ou situação traumática, um perigo real ou imaginário que pode produzir medo e até paralisação.

Se torna uma doença quando persiste por um longo tempo em alta intensidade. Isso nos leva a ter algumas reações exageradas. 

Sofremos e nossa capacidade de pensar fica seriamente comprometida. É preciso continuar pensando durante uma tempestade. Pensar é algo extremamente sofisticado, embora não pareça.

O autoconhecimento é uma ferramenta indispensável para ampliar a capacidade de pensar, investigar e compreender o que está acontecendo conosco e descobrir o que está causando estes sintomas emocionais e até físicos. 

O autoconhecimento nos faz  entender qual é o ‘botão’ que foi acionado e que se revela nessa ou naquela situação. 

O autoconhecimento torna você capaz de descobrir mais a seu respeito, descobrir do que se gosta, como ter flexibilidade, não exagerar nas autocriticas e cobranças, e especialmente ser capaz de definir prioridades em sua vida. Você começa a valorizar suas conquistas, as relações, e a escolher melhor seus relacionamentos. 

Quanto mais a pessoa se descobre mais ela consegue desfrutar a vida com felicidade.
        



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