01/09/2014

O Homorrealidade agradece a todos por mais essa marca!!!


Trilha Especial: Castello Branco - "Anú" / "O peso do meu coração"


Candidato a governador revela homossexualidade em propaganda

Por Juliana Diógenes - O Estado de S. Paulo

Aílton Lopes, postulante a chefe do Executivo do Ceará, assumiu homossexualidade e exibiu beijo gay em programa eleitoral.
 
O candidato ao Governo do Ceará, Aílton Lopes (PSOL), revelou que é homossexual e mostrou beijo gay em propaganda eleitoral na televisão nesta sexta-feira, 29. A campanha, que foi ao ar no Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, exibiu dois casais do mesmo sexo se beijando. No vídeo, com duração de 1 minuto e 44 segundos, o candidato defendeu que assumir a luta pela diversidade sexual é um "ato político" em defesa dos direitos.
 


"Eu sou gay e sei como foi difícil me aceitar, me assumir. Enfrentei o medo da rejeição, a desconfiança se eu era normal, o medo de ser alvo de piadas. Há quem esteja chocado com um beijo ou com qualquer troca de afeto entre pessoas do mesmo sexo. É impressionante como o amor tem causado mais choque do que a guerra, do que a violência e a desigualdade", diz o candidato no vídeo.
No programa, Lopes caracterizou a sociedade brasileira como machista, racista e homofóbica, apresentando dados sobre a violência contra homossexuais. O candidato prometeu defender direitos dos gays, como a adoção de filhos, o casamento civil e a adoção de nome social.
 
De acordo com o último levantamento Datafolha, encomendado pelo jornal O POVO, de Fortaleza (CE), e divulgado em 14 de agosto, o candidato do PMDB, Eunício Oliveira, segue na liderança com 47% da preferência dos entrevistados. Camilo Santana (PT), aliado do governador Cid Gomes, vem na sequência com 19%. Eliana Novais (PSB) tem 7% e Ailton Lopes (PSOL), 4%. Os eleitores que afirmaram não votar em nenhum candidato totalizaram 10% e os indecisos representam 13%.

"Democracia e Direitos LGBT: O Fator Marina Silva" Por Dimitri Sales

 
Por Dimitri Sales para o IGAY
 
Nos últimos anos, a luta pelos direitos LGBT avançou significativamente no Brasil. De forma mais acelerada que quaisquer outras demandas por reconhecimentos de identidades, os direitos da diversidade sexual firmaram-se, com mais força, no âmbito dos Poderes Executivo e Judiciário, ainda que seja possível destacar, mais timidamente, avanços nos Poderes Legislativos de alguns Estados e Municípios. Ainda assim, pode-se afirmar que tais conquistas não devam ser creditadas a um Governo em especial, senão a circunstâncias conjunturais, empenho militante e um conjunto de ações que remontam à era Fernando Henrique Cardoso, tendo ganhado mais impulso nos anos Lula.
 
Com exceção das conquistas advindas do Poder Judiciário, os últimos anos representaram uma intensa diminuição das conquistas LGBT, em razão das escolhas políticas do Governo Dilma e enfraquecimento dos movimentos sociais (muito em consequência das opções e prioridades da gestão federal, bastante dissociadas da defesa incondicional dos direitos humanos). Por este motivo, as eleições deste ano impõem um dilema crucial à afirmação dos direitos sexuais, cuja reflexão perpassa pela análise dos programas de governos dos principais candidatos à Presidência da República. No centro do debate, implica refletir sobre qual modelo de democracia se deseja consolidar no Brasil.
 
A compreensão da ideia de democracia deve inserir dois conceitos básicos: (1) a inclusão de todos os sujeitos democráticos na arena de decisão política e (2) a compreensão de que o conflito de ideias é inerente ao jogo democrático. Em outras palavras: todas as diferenças que compõem os cidadãos devem dialogar, ainda que conflituosamente, para compor as vontades públicas e guiar os interesses e a condução do Estado.
 
O conceito de democracia está intrinsecamente atrelado à perspectiva de exaltação do conflito, enquanto divergência de posicionamentos, como condição salutar para a participação de todas as forças políticas que compõem o espaço público. Trata-se de ampliar a participação política, livrando o exercício da governança da apropriação por poucos, desconfigurando o ideário democrático. Neste sentido, o conflito é essencial à concretização da democracia.
 
Ao afirmar que uma democracia se constrói a partir da interação de diversas posições antagônicas, nela devem se inserir as diferenças religiosas. É incabível afastar do cenário político aqueles que, mesmo distantes da razão pública, fundamentem seus posicionamentos políticos pelo viés da crença religiosa. Aliás, a participação de religiosos na política não é novidade e não se constituiu um mal em si – o problema está no uso que se faz dos discursos de fé para fundamentar o escracho nas relações políticas e seu consequente empobrecimento. Alguém, de fato, acredita que o comportamento de parlamentares fundamentalistas está baseado nos interesses de sua religião?
 
Em um Estado Democrático de Direito, todavia, o exercício das prerrogativas de cidadania não é absoluto. Para que se estabeleça o equilíbrio, até a ideia de conflito democrático encontra um referencial de observância obrigatória: os direitos fundamentais, expressos na Constituição Federal. Neste sentido, posicionamentos antagônicos encontram guarda tanto para a sua expressão, quanto limites de seu exercício, no Texto da Constituição.
 
É neste particular que se insere o debate sobre os posicionamentos adotados pelos principais candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano. Alguns programas de governo se apresentam mais tímidos, outros ousam na explicitação da defesa a população LGBT. No entanto, o original Programa de Governo da candidata Marina Silva apresentou com mais nitidez o compromisso com os direitos da diversidade sexual.
 
Baseado em eixos centrais para a conquista dos direitos, o programa de Marina Silva foi assertivo ao defender a criminalização da homofobia, o casamento civil igualitário e a aprovação da lei de identidade de gênero (PL João W. Nery), dentre outros compromissos. A surpresa maior, no entanto, não estava no conteúdo das propostas, mas de quem partiam, uma vez que a candidata é evangélica.
 
Por diversas vezes Marina Silva tem tentado desmitificar sua crença religiosa do posicionamento político. Em entrevistas, tem buscado distinguir conceitualmente suas diferenças religiosas da defesa dos direitos civis da população LGBT. A apresentação do seu Programa de Governo parecia consolidar este esforço, assegurando a mais comprometida proposta de uma coligação com lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Neste sentido, no que tange à defesa dos direitos LGBT, foi capaz de sedimentar o ideário de democracia, centrado na convivência conflituosa das diferenças e distinção entre posicionamentos pessoais (centrados na dimensão da fé, por exemplo) e a razão pública (orientada pelos direitos fundamentais).
 
Tragicamente, a defesa dos direitos da diversidade sexual esboçada no programa de governo de Marina Silva não tardou muito, revelando a absoluta incapacidade de a candidatura posicionar-se com a devida coragem para consolidar a propagada construção de uma “nova política”. Os principais pontos de defesa dos direitos da diversidade sexual foram extirpados do texto, reafirmando um descompasso entre a necessidade de avanços e seu posicionamento religioso.
 
Ao afirmar que o casamento é um sacramento, misturando conceitos legais com religiosos (antes que um ato religioso, o casamento é um contrato jurídico), Marina nega uma das mais importantes bandeiras da população de lésbicas e gays – os mesmos direitos com os mesmos nomes. Ao defender a união civil, fazendo alusão ao PL da então deputada Marta Suplicy, cuja importância histórica é inegável, ainda que já não sirva mais à defesa dos direitos LGBT de hoje, a candidata retrocede quase vinte anos na luta.
 
Ao retirar o compromisso com a criminalização da homofobia, a candidatura reafirma o equivocado discurso de que a aprovação desta pauta legislativa significaria uma afronta à liberdade religiosa.
 
A posição da candidatura de Marina tem um efeito tanto simbólico quanto prático. Sob qualquer aspecto, é, sem sombra de dúvida, um retrocesso para a consolidação da democracia brasileira.
 
Simbolicamente, escancara o quanto a luta pelos direitos da diversidade sexual está condicionada ao amadurecimento das instituições políticas – ainda que o avanço destes direitos seja condição mínima para o fortalecimento da democracia.
 
Em termos práticos, posiciona-se a favor de um discurso falacioso e de uma prática excludente, revelando um efetivo descompromisso em favor da população LGBT. Com esta postura, acentua o fosso que distancia lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais da igualdade necessária para inserir-se no jogo político em condições de participar dos conflitos democráticos como qualquer outro cidadão.
 
Ainda que a definição de voto não deva se centrar em um único aspecto do programa de governo de uma candidatura, sob o ponto de vista da defesa dos direitos da diversidade sexual o posicionamento de Marina nivela suas propostas às demais (com exceção à proposta do PSOL), abrindo um vácuo de esperanças. Reduz as expectativas de avanço, tornando sua postura indefensável.
 
Vale destacar que a postura discursiva da candidatura de Marina se difere muito pouco da prática vivenciada no Governo Dilma, em que os direitos da diversidade sexual serviram como moeda de troca nas negociações com as aliadas bancadas religiosas. Entre discursos e práticas, a cidadania LGBT tem sido menosprezada pelo Estado, sem que uma reação independente e eficaz tenha sido apresentada, seja pela sociedade civil, seja pelos postulantes ao Palácio do Planalto.
 
A fim de amadurecer a democracia brasileira, independente de quem vença a eleição para a Presidência da República, será urgente criar canais de comunicação amplificados em que os direitos civis da população LGBT possam dialogar com diferentes visões da sociedade, em torno de princípios basilares da democracia: Estado laico, pluralismo político e cidadania.

31/08/2014

"Um sentido para a eterna briga dos homossexuais com a velhice" - Por Pedro Paulo Sammarco Antunes


Visto no MixBrasil

Na sociedade greco-romana, a produção do sujeito também estava relacionada ao processo de envelhecimento. Era preciso viver para ser velho, pois só então o sujeito se completaria. Atingir a velhice constituía o objetivo da vida. Portanto, não fazia sentido atribuir um modo específico de vida para cada fase. A vida é processo e não uma fase seguida da outra. Logo, ser velho tornava-se um privilégio: o de ter desfrutado uma longa existência. Não havia o que descobrir. Era preciso se tornar, construir-se a cada instante. Ficar com os próprios desejos e não com os desejos dos outros. Na atualidade, o culto ao eu e aos excessos do prazer são estimulados gerando um estado de carência permanente.

Já na antiguidade greco-romana, não se atingiria a sabedoria de si sem o combate das paixões e apetites exagerados. O cuidado de si tem o objetivo de se produzir e atingir o próprio modo de ser. A velhice era caracterizada pela plenitude de uma relação acabada consigo. No sistema capitalista o ser humano passa a valer o quanto produz. O velho não é visto nem como produtor, muito menos como reprodutor e sim como um parasita inútil. Para organizar melhor as relações sociais, os diversos ramos da ciência organizaram as idades nas chamadas: cronológica, biológica, social e psicológica.

O que é valorizado na atualidade é a juventude. Esta simboliza força, adaptabilidade, criatividade, produtividade, consumo, esperteza, agilidade, versatilidade e rapidez. As chamadas adolescência e idade adulta se confundem. Todos buscam permanecer nos vinte e cinco anos de idade para sempre. O horror à velhice nasce da sociedade narcisista e do culto ao eu jovem, magro e sarado. A velhice é vista como uma ameaça aos atributos admirados e valorizados.

Infelizmente os homossexuais não fogem a esse contexto, pois os atributos físicos são muito valorizados em seu meio. O poder não vem apenas do cultural e do capital, ele vem também do culto ao corpo e do enorme consumo que isso gera, alimentando diversos ramos dos mercados ligados à saúde, economia e política. As marcas do corpo interpretadas como marcas de velhice são associadas a marcas de velhice que também surgem na mente. É como se o corpo fosse o reflexo direto de algo que também está acontecendo na mente, ou seja, corpo em decadência será igual a uma mente em decadência. A velhice, em geral, é culturalmente associada com morte iminente e a decadência física.

Porém, vem adquirindo importância devido ao aumento do número de idosos. Esta faixa da sociedade está sendo normatizada através do consumo e de padrões de comportamento que lhe são impostos. De maneira geral, o idoso será pressionado a tentar se adequar aquele que é considerado o modelo ideal pela sociedade de controle: o jovem sarado, bonito, ágil, produtivo, flexível, independente e consumista. Mais uma vez os homossexuais masculinos por estarem inseridos nessa mesma sociedade, não são poupados dessa pressão.

Os modelos de velhice valorizados são representados por idosos que enfrentam desafios, fazem projetos para o futuro, mantêm uma agenda completa de atividades, mostram-se criativos, joviais e relutam em se aposentar. Parece que o modelo tradicional de velhice que pressupunha o idoso em casa, aposentado, doente, decadente, isolado e aguardando a morte chegar, está mudando rapidamente. A sociedade de controle impõe que os modelos tradicionais se alterem para se adequar a produção e ao consumo sem limites.

O idoso geralmente costuma sofrer o estigma daquele que é lento, rígido, sistemático, metódico, dependente e inflexível. Conforme as rápidas mudanças ocorridas no mundo nos últimos tempos, a indústria da moda vem diminuindo cada vez mais o tamanho dos vestuários, desde o início do século XX. Gradativamente surgem peças menores tanto para homens como principalmente para as mulheres. Os corpos vão sendo cada vez mais expostos conforme as décadas desse século avançam. A partir da década de 1980, os corpos já estavam bem amostra, e a famosa “geração saúde” crescia expressivamente em todas as classes sociais. Desde então, o culto ao corpo tem tido o objetivo de corporificar “identidades” pautadas em modelos inalcançáveis, onde cada um se torna individualmente responsável pelo corpo que tem.

Viver o infinito da vida, no finito de cada instante. É justamente o desafio que Friedrich Nietzsche (1844-1900) propõe a todos (homossexuais ou não) a teoria do eterno retorno. Ela consistia em fazer com que os homens pensassem que ao morrerem, retornariam ao exato momento de seu nascimento e tudo o que passou seria exatamente repetido infinitas vezes. Ele acreditava que se pensássemos na vida tendo como referência esse “eterno retorno”, seríamos muito mais responsáveis nas escolhas de nossos atos, porque saberíamos que cada ato, cada palavra, cada ação, assim como a ausência delas, seria repetida pela eternidade. Seu intuito era que o homem enxergasse assim a vida para que a vivesse da forma mais plena possível. Assim, Nietzsche coloca a seguinte pergunta: essa vida, assim como você a vive hoje, seria digna de ser repetida por toda eternidade?

*Pedro Paulo Sammarco Antunes é psicólogo. Atualmente está cursando doutorado em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em 2010 defendeu o título de mestre em Gerontologia pela mesma instituição. Concluiu sua pós-graduação lato-sensu em Sexualidade Humana pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 2008. Tem experiência na área de psicologia clínica com ênfase em sexualidade humana. Em 2013 lançou seu mestrado em livro: “Travestis envelhecem?”, publicado pela editora Annablume.

Veja direto no MixBrasil

Regina Duarte vai interpretar lésbica na próxima novela das 6


Visto no ParouTudo

Se na próxima novela das 9 teremos Fernanda Montenegro e Nathália Timberg vivendo um casal lésbico, a nova das seis reserva o papel homossexual à outra veterana, Regina Duarte.

Em “Sete Vidas”, novela que substitui “Boogie Oogie” em março de 2015, Regina será lésbica e viúva de sua companheira. Ela terá dois filhos por inseminação artificial (vividos por Thiago Rodrigues e Maria Eduarda).

Este ano, Regina já viveu uma papel lésbico, mas no cinema. Em “Gata Velha Ainda Mia”, a atriz vive uma escritora que se envolve com a personagem de Bárbara Paz num clima de suspense.

Veja direto no ParouTudo

30/08/2014

Colômbia aprova com restrições adoção de crianças por casais gays


Visto no G1

Um tribunal da Colômbia aprovou na quinta-feira (28) a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, mas condicionou a prática à exigência de que um dos integrantes seja o pai ou a mãe biológicos.

Trata-se de uma decisão histórica, que reavivou a polêmica entre aqueles que apoiam e rejeitam os direitos homossexuais neste país principalmente católico.

A Corte Constitucional, por seis votos a favor e três contra, aprovou o direito de adoção a um casal de mulheres, uma das quais é a mãe biológica da criança, uma menina.

"Foi concedido o amparo do direito fundamental da menor de ter uma família e nesse sentido se protege tanto o interesse superior da menor de ter uma família como o direito das famílias de resolver de maneira autônoma a convivência correspondente", disse o presidente da corte, o magistrado Luis Ernesto Vargas.

A decisão, que recebeu reações a favor e contra, esclareceu que as requerentes devem cumprir as restrições e as formalidades estabelecidas por lei às autoridades para a adoção.

"É um passo muito tímido e na verdade frustrante por parte da Corte Constitucional que pôs obstáculos a um direito que deve ser universal e geral", disse a senadora do Partido Verde Claudia Lopez, defensora dos direitos dos casais do mesmo sexo. Parlamentares do Partido Conservador e do direitista Centro Democrático questionaram a decisão do tribunal. "Nosso partido respeita a privacidade das pessoas e reconhece os direitos civis dos casais do mesmo sexo, mas defende a proteção da família, formada por homem e mulher, e o bem-estar da infância com base na normativa vigente", disse um comunicado do Centro Democrático liderado pelo ex-presidente Alvaro Uribe.

O Congresso da Colômbia rejeitou em 2013 um projeto de lei que tentava permitir os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Contudo, os casais gays podem ir a um cartório e se unir de uma forma semelhante ao casamento civil, com os direitos e deveres que esse ato implica.

Veja direto no G1

Filmes pornôs gays viram febre entre o público feminino

 
Visto no Super Pride
 
"Não existe nada mais sexy do que assistir a dois homens lindos transando", diz uma das entrevistas de uma matéria que o jornal Telegraph publicou nesta semana. Ela é uma das mulheres que têm preferido consumir filmes pornôs estrelando homens gays. Dá pra acreditar?
 
Pra você ter uma ideia, o envolvimento delas é tão grande que muitas delas foram mais longe e se tornaram autoras e até diretoras das produções. É o caso de Kristi Hancock, que escreve contos eróticos e agora dedica grande parte de suas histórias a romances homossexuais. "A pornografia hetero é focada na mulher. Eu gosto que essa foque no pênis. É lá onde estão os homens mais sexies", disse ao jornal.
 
Se engana quem pensa que as fãs ficam limitadas a assistir aos filmes de casa e esconder suas preferências. Hoje em dia, muitas mulheres frequentam os eventos organizados por produtoras de filmes gays.
 
A presença delas é tão corriqueira que elas são chamadas de "porn mums" (algo como "mamães da pornografia"), e super interagem em fóruns, redes sociais e enviam mensagens aos atores como fãs de verdade. O curioso é que a maioria delas nem consumiam filmes pornôs antes, por acharem tudo muito artificial ou simplesmente não aprovarem os homens em cena.
 
A preferência pela pornografia gay já levantou algumas questões, mas a diretora Pam Dore, uma das únicas reconhecidas na indústria pornô gay, garante que a explicação não é das mais complicadas. "Os garotos são muitos sexuais. Você consegue ver a realidade ali, de um jeito que muitas vezes não consegue ver com as mulheres em cena", observou na entrevista.

No horário político, partido mostra beijo gay para denunciar crimes homofóbicos

 
Visto na Gazeta Web
 
O PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) exibiu na TV, durante o guia eleitoral na última quarta-feira, uma cena de beijo gay para denunciar o aumento de crimes homofóbicos em Alagoas.
 
De acordo com informações do partido, veiculadas no programa eleitoral, o Estado de Alagoas apresentou em 2012 um aumento de 282% no número de agressões a homossexuais em relação a 2011.
 
“Mostrar um beijo gay é importante, mas a luta vai além disso. É necessária uma política de criminalização mais efetiva, como o PLC 122 original”, disse Luciane Araújo.
 
Relatório da ONU
 
Segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o campeão mundial de crimes contra homossexuais e as campanhas do governo e segmentos da sociedade, não têm sido suficientes para a reversão dessa realidade no País.
 
A lentidão na adoção de medidas que auxiliem e contribuam para a redução desses crimes no Brasil tem sido visto com preocupação pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e outros órgãos que têm compromisso com a implementação das Declaração de Direitos Humanos.

29/08/2014

Curta: "BORSCHT, UMA RECEITA RUSSA"



Visto na Revista TPM
Dica de Ítalo Damasceno

Duas irmãs gêmeas fogem com seus maridos da Rússia, cada uma toma um rumo. Treze anos depois, em São Paulo, elas se reencontram e dividem a casa. Ali, conflitos amorosos e um pendor para a boemia acabam por criar uma narrativa digna dos folhetins de Nelson Rodrigues. A história das univitelinas Mariana e Lisa é contada por depoimentos controversos e complementares de toda a família.“Quando eu era criança, tudo parecia muito normal. Um dia me dei conta do absurdo dessa história e me senti na obrigação de remontá-la”, diz Marina Quintanilha, diretora do curta Borscht, uma receita russa, ganhador do prêmio de melhor curta no último festival É Tudo Verdade.
 
Poderia ser ficção, mas é pura realidade e, mais que isso, são fragmentos de uma história nunca contada às claras que vagueia pela memória dos filhos e netos. Com humor e sensibilidade, Marina entrevistou a família, reconstruiu a pitoresca vida de seus avós e seduziu o júri do festival.