24/11/2014

Ele defendia a "cura gay" num grupo anti-homossexual.... mas agora se casou com um homem


Do site SuperPride 
Por Nelson Sheep

Essa é boa! Tem um cara nos Estados Unidos, chamado John Smid (à esquerda na foto), que ocupou o cargo de diretor-executivo do grupo “Love in Action”, uma organização do mal que considerava a homossexualidade “um pecado”, entre 1990 e 2008.

Pra você ter uma ideia, em 2005, ele prometeu criar um programa que poderia mudar a "opção" sexual de crianças. Ou seja, o cara pregou o ódio homofóbico por mais de uma década, mas, entretanto, todavia, ele acaba de morder a língua. É que o querido anunciou que oficializou sua união com seu parceiro Larry McQueen, segundo informações do The Lone Star Q. Ele é gay e está casado. Oras!

“Eu tinha fé de que algo iria acontecer, mas isso nunca aconteceu. Agora, na minha idade, já não tenho muitos anos restantes, não posso viver mais assim pelo resto da minha vida. Então, eu pensei que não, eu não estou disposto a continuar empurrando algo que não vai ocorrer”, disse em entrevista à publicação.

“Conheci McQueen gradualmente, até que chegou um momento em que descobrimos que queríamos conhecer melhor um ao outro por meio de uma relação amorosa. Conforme saiamos, compartilhávamos as mesmas expectativas de vida, filosofias pessoais e nossos valores de fé. Encontramos uma compatibilidade que era confortável e emocionante”, disse John numa publicação no Facebook.

Veja no Superpride

Rio celebra maior cerimônia coletiva de casamento civil homoafetivo do mundo


Do site UOL

Ao todo, 160 casais homossexuais oficializaram união simultaneamente neste domingo (23), no Armazém Utopia, zona portuária do Rio de Janeiro. Esta foi a quinta cerimônia de casamento civil homoafetivo realizado no Estado e a maior cerimônia do mundo, segundo a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, organizadora do evento.

A abertura da cerimônia foi feita com a performance da travesti, atriz e cantora Jane Di Castro, que interpretou "Emoções", de Roberto Carlos. A própria Jane Di Castro foi uma das noivas e oficializou a união de 47 anos com o companheiro Otávio Souza Bomfim. "É um momento maravilhoso. Para quem veio da ditadura isso que estamos vivendo é um paraíso. É uma realização e uma vitória", disse a artista ao comentar que o marido foi o primeiro e o único amor da vida dela.
















Veja no UOL

Trilha/Clipe especial: "Doubt" por Kele

23/11/2014

A cada hora, um gay sofre violência no Brasil


Do site UOL

A cada hora, um homossexual sofre algum tipo de violência no Brasil. Nos últimos quatro anos, o número de denúncias ligadas à homofobia cresceu 460%.

Segundo números obtidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o Disque 100, da SDHPR (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República), registrou 1.159 casos em 2011. Neste ano, em um levantamento até outubro, os episódios de preconceito contra gays, lésbicas, travestis e transexuais já superam a marca de 6.500 denúncias.

Os jovens são as principais vítimas dos atos violentos e representam 33% do total das ocorrências. A cada quatro casos de homofobia registrados no Brasil, três são com homens gays.

Estudante de Direito na USP (Universidade de São Paulo), André Baliera, 29, foi espancado em 2012 por dois homens no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Ele voltava a pé para casa pela rua Henrique Schaumann quando dois jovens o ofenderam por causa de sua orientação sexual. Depois de uma discussão, acabou agredido pela dupla.

"Nos primeiros dias, não saía de casa. Fui ao psiquiatra, tomei remédios e fiquei seis meses sem passar na frente do posto em que fui agredido", conta Baliera.

Quase dois anos depois, receio e medo ainda estão presentes no dia a dia, assim como o preconceito. "Em junho deste ano, estava com meu namorado assistindo a um filme em Santos e fomos xingados de 'viados' dentro do cinema. Chamei a polícia na hora", disse.

Para a SDHPR, o crescimento das denúncias é um fator positivo para combater a violência homofóbica. A coordenadora da área LGBT, Samanda Freitas, diz que o desafio é apurar os crimes.

"Precisamos melhorar o atendimento desses casos e isso passa por um treinamento dos policiais para que identifiquem os crimes de ódio LGBT e investiguem com o mesmo cuidado que as demais ocorrências", afirmou.

Cerca de 26% dos casos acontecem nas ruas das grandes cidades. Em 2007, a transexual Renata Peron voltava de uma festa com um amigo quando nove rapazes os cercaram na praça da República, centro da capital paulista. Trinta minutos de violência foram tempo suficiente para chutes, socos, xingamentos, três litros de sangue e um rim perdidos por Renata.

"Ninguém foi preso e fica um sentimento de pena. Nem bicho faz essas coisas. Passei seis meses fazendo terapia para entender a razão de ter sido agredida."

Assassinatos

O filho de Avelino Mendes Fortuna, 52, não teve a mesma sorte. Nesta quinta-feira (20) fez dois anos que Lucas Fortuna, 28, morreu assassinado em Santo Agostim, no Grande Recife, em Pernambuco. Jornalista, foi espancado por uma dupla de homens e jogado ainda vivo no mar. Os assassinos foram presos e confessaram o crime por homofobia, mas no inquérito a polícia trata o caso como latrocínio.

Depois da morte, Avelino virou ativista na ONG Mães pela Igualdade, que luta pelo fim da discriminação contra homossexuais e pelo engajamento dos pais LGBTs na vida de seus filhos. "O pai que não sai do armário juntamente com seu filho se torna cúmplice da morte e da agressão dele no futuro", afirmou. "Um dos nossos objetivos é fazer com que os pais participem, lutem pelos direitos da sua família."

Preconceito

A discriminação e a violência psicológica, no entanto, estão entre as ocorrências mais comuns registradas na SDHPR e delegacias especializadas em Direitos Humanos. Cerca de 76% dos casos são de homossexuais que sofrem preconceito no trabalho, assédio moral e perseguição.

No Maranhão, o professor universitário Glécio Machado Siqueira, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tem sido alvo de ofensas pelos estudantes de Ciências Agrárias. "Desde o começo do ano, recebo ameaças, injúrias e boicotes das minhas aulas por causa da minha orientação sexual. Entrei em contato com todas as instâncias da universidade e a resposta que recebi foi o silêncio", reclama.

A OAB (Organização dos Advogados do Brasil) entregou queixa-crime para a UFMA. A reportagem entrou em contato com a universidade, que não se manifestou. "É triste ver que em uma universidade, onde estamos para expandir conhecimentos, acontece essa homofobia velada. A minha tristeza foi convertida em luta pelos direitos humanos. Espero que mais homossexuais tomem coragem para fazer o mesmo." As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Veja no site UOL

"Uma lâmpada se acendeu no movimento gay e dos direitos humanos" POR VITOR ANGELO

 
 
POR VITOR ANGELO para o BLOGAY (Folha)
 
A lâmpada, no nosso imaginário, é um símbolo ligado à racionalidade, inteligência e civilização. Porém, no dia 14 de novembro de 2010, quatro adolescentes e o jovem Jonathan Lauton Domingues, na época com 19 anos, obscureceram este sentido, usando duas lâmpadas fluorescentes para atacar pessoas que eles consideravam homossexuais, em plena avenida Paulista, em São Paulo, considerada um local da diversidade e da tolerância no país. A barbárie explodiu em cacos de violência pela calçada. O segurança, que interviu em um dos ataques, escutou de um dos agressores: “Viado tem que morrer”. Passado quatro anos, assim como os gays americanos subverteram o conceito “queer” da conotação negativa para algo afirmativo, militantes LGBTs, feministas e o movimento negro mudaram o sentido agressivo que as palavras relacionadas com lâmpada estavam tendo (o que teve de homofóbico escrevendo aqui no blog que gay devia mesmo levar uma lampadada na cara…).
 
Com o nome  de “A Revolta da Lâmpada”, um grupo de 150 pessoas, segundo a Polícia Militar, 600 participantes, para os organizadores, tomou as ruas de São Paulo, no final de tarde ensolarado de domingo,16. Logo, no início do ato, chegou a notícia que mais um homossexual tinha sido assassinado por suposto crime de homofobia (as causas ainda estão sendo investigadas), naquela madrugada, no Parque do Ibirapuera. Marcos Vinicius Macedo Souza, de 19 anos, foi morto a facadas.
 
Apesar da notícia “faca na bota”, o núcleo duro da manifestação pretendia  mesclar afirmatividades e novidades. A primeira estava no lema: “Fervo também é luta”. Nele, iria ocorrer uma resposta àqueles que condenam o hedonismo ou a carnavalização como forma política, ou a enxergam como algo menor. Entender a festa como ato político é fundamental para os rebeldes da lâmpada, mas mais que isso, fazer política com fervo e vice-versa. Entre os discursos (um deles, emocionante e emocionado de Raphael Martins, 20, que foi agredido junto com o namorado Danilo Putinato, 21, por um grupo de 15 homens no metrô de São Paulo no último dia 9 de novembro) e os gritos de guerra tinha muita música (e música boa, que fazia tempo que não se escutava em manifestações gays). E mais que isso, aconteceu um “catwalk protesto” pra lá de babadeiro, em frente ao restaurante Sukiya, que teve um recente caso de homofobia dentro de seu estabelecimento na rua Augusta. Todo mundo dando pinta contra a homofobia com direito a beijaços também.

Outra novidade foi a ampliação e a união dos movimentos sociais. A entrada como presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, em 2013, do pastor Marco Feliciano, considerado homofóbico e racista pelos movimentos LGBT e negro, fez que estas duas importantes militâncias unissem forças, mas faltava as feministas. Na “Revolta da Lâmpada”, elas participaram com maior afinco e voz, inclusive nas pautas de reivindicações.
 
A manifestação também surgiu, além de lembrar das agressões do fatídico dia 14 de novembro de 2010, para pressionar o governo hoje com pautas progressistas. Elas são reivindicações das minorias faz muito tempo como, entre elas, a criação de uma campanha nacional contra o assédio sexual e intimidação da mulher, a legalização do aborto (até porque as verdadeiramente afetadas são as mulheres pobres e uma fração das negras que não têm condições econômicas para pagar uma clínica particular de aborto), a legalização do consumo recreativo e medicinal da maconha (já que, na guerra das drogas, os que acabam presos, em sua maioria, são os jovens pobres e negros da periferia) e se posicionar contra ações políticas que criminalizem os movimentos sociais.
 
Claro que, o casamento igualitário, a criminalização da homofobia e o pedido de aprovação da Lei Nacional de Identidade de Gênero, também estão ali, mas agora de forma mais amplificadas, como que irmanadas a outras questões de outros movimentos. “A Revolta da Lâmpada” é o momento que o autocentrismo dos movimentos sociais começa a perder voz, deixa-se de olhar ou priorizar seu próprio umbigo para abrir-se à generosidade, ao outro, neste momento não como inimigo (como assistimos nas dramáticas polarizações imbecilizantes de ambos os lados no segundo turno destas eleições presidenciais em todo o Brasil). Agora o outro é companheiro, amigo, irmão, mesmo que diferente.
 
Sim, polarizações ainda existem, estamos no lado oposto do homofóbico, do racista, do machista, mas com muito cuidado porque também podemos escorregar, sem querer, em discursos da cultura homofóbica, racista ou machista. Não estamos impunes, nem ilesos. A velha presunção militante de pairar com um ar de certa superioridade sobre estes valores é engodo e atraso (resultado de toda e qualquer polarização que não deixa espaço para dúvidas ou áreas cinzas). Existe um paradoxo dentro de uma parte da militância das minorias, como pedir tolerância sendo intolerante contra os intolerantes? Uma possível resposta foi dada pelos rebeldes: não colocando os intolerantes como foco principal ou importante da luta, diminuindo a questão “nós contra eles”. Enfim, a polarização se coloca, mas, neste caso, quando o outro não é inimigo, não se impõe nem tem importância significativa.
 
Ao chegar na questão do outro desta forma, não como repulsa ou o diferente inconciliável exatamente por ser diferente, também passamos a nos enxergar melhor com todas as nossas imperfeições, pois não estamos mais no campo das polarizações e sim no da compreensão. Ao nos enxergarmos, o corpo se impõe como “primeiro eu”, o primeiro sinal e signo do eu. E é nele que está a matriz da liberdade individual. Se compreendemos o corpo do outro, podemos nos compreender. Não à toa, o subtítulo da manifestação diz: “ato pela liberação de todos os corpos”.
 
O corpo livre reflete a liberdade individual. Quando os manifestantes se deitaram no asfalto por Letícia Sabatella, acusada, recentemente, por “haters” de “dar vexame”, ao beber um pouco a mais e deitar na calçada em frente a um bar, os rebeldes estavam dando um recado que não queriam vigilância, aquela que condena o outro (por beber demais, por não seguir as regras, por não ter o corpo adequado, etc). Eles deitavam e estavam firmes na ideia que o corpo deve ser livre e respeitado seja pelo outro, seja por eles mesmos, sem vigilâncias ou polarizações. Uma nova luz se acendeu naquele dia 16 de novembro.
 

Trilha/Clipe LGBT: "Secret" por Huntington

22/11/2014

Transexual ganha indenização por ser obrigada a usar vestiário masculino


Do G1

Uma transexual ganhou na Justiça o direito de receber uma indenização de R$ 5 mil por danos morais da empresa em que trabalhava, em Curitiba. De acordo com o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), ela foi obrigada a usar o banheiro masculino no período em que trabalhou na empresa. A transexual se sentia constrangida ao ter que dividir o mesmo espaço que os homens. Ainda cabe recurso.

Conforme o TRT-PR, a transexual foi contratada por um período determinado, em 2011. Nos primeiros dias de trabalho, ela pediu para usar o banheiro feminino e isso foi concedido pela empresa. Contudo, as mulheres da empresa reclamaram de ter que dividir o espaço com ela, já que ela ainda tinha a genitália masculina à época.

Para evitar as reclamações, a empresa mudou a conduta e disse para a transexual passar a frequentar o banheiro masculino. Os dois banheiros também serviam como vestiários, onde os funcionários tomavam banho e trocavam de roupa para trabalhar.

A sentença muda o entendimento em primeira instância, que havia negado o pedido da transexual. Para os desembargadores do TRT-PR, a conduta da empresa foi discriminatória em relação à transexual. Para o desembargador Edmilson Antônio de Lima, revisor do processo, o constrangimento ao qual as mulheres da empresa se queixavam deveria ser menor que o da transexual ao usar o banheiro masculino. “A situação de a autora ser vista de lingerie perante os empregados do sexo masculino me parece mais desconfortante do que as empregadas do sexo feminino serem vistas de lingerie pela parte autora, que também se vê como mulher”, escreveu.

Veja no G1

O que acontece com um gay afeminado caminhando pelas ruas de Nova York?


Por Nelson Sheep

nspirado pelo vídeo em que a atriz Shoshana Roberts caminha nas ruas de Nova York por 10 horas, mostrando o assédio e cantadas machistas que as mulheres recebem diariamente, o canal do Youtube “DennisCeeTV” também fez uma versão para mostrar o preconceito que os gays sofrem diariamente pelas ruas.

Intitulado de “3 horas de caminhada em Nova York como um homossexual”, o vídeo mostra um homem gay afeminado, andando pelas ruas da cidade por três horas. Usando o mesmo artificio da câmera escondida, eles conseguiram capturar mais de 50 casos de assédio verbal e físico durante as filmagens.

“Adolescentes gays e lésbicas estão muito mais propensos a cometerem suicídios em relação aos jovens heterossexuais. Por favor, compartilhe este vídeo para evitar o assédio aos homossexuais”, diz um trecho da mensagem divulgada no final do vídeo.

Confira!


Veja no SuperPride

Trilha Especial: "Call Me By My Name" com Asbjørn