05/07/15

O dia em que o Facebook censurou o sofrimento de um garoto gay


Visto no El Pais

“Sou homossexual e me dá medo pensar no futuro e na rejeição das pessoas”. Essa frase, que na boca de qualquer adulto certamente seria dolorosa, adquire contornos trágicos se a atribuirmos a um menino de dez anos. E se além disso o autor dessas palavras se atreve a dar o passo de compartilhar sua inquietação no Facebook e os responsáveis pela rede social decidirem censurar seu drama, o escândalo não pode ser maior. Foi isso o que aconteceu na tarde de sexta-feira na célebre página Humans of New York, uma das mais populares do Facebook. Essa balbúrdia digital seguida por 13 milhões de usuários há anos publica imagens de nova-iorquinos anônimos que desejam compartilhar algum detalhe de sua vida. E na sexta foi em torno de um garoto – cujo nome não foi divulgado por razões óbvias – e do medo que lhe causam as consequências de sua condição sexual.

Por alguma razão ainda desconhecida, os responsáveis pelo Facebook pensaram que a foto e o comentário que a acompanhava violavam as políticas de privacidade e integridade moral da rede social e decidiram censurar a publicação. Imediatamente, Brandon Stanton, criador da Humans of New York, relatou o fato em sua conta e mostrou seu desacordo: “Parece que o Facebook decidiu apagar a corajosa declaração do garoto e, além disso, me avisaram que não deveria subir outros comentários semelhantes. Só espero que tudo isso seja um mal-entendido”. A reação dos seguidores da página não demorou e logo demonstraram toda sua raiva pelo que consideraram um acontecimento lamentável.

A verdade é que a imagem não tinha nus nem palavras capazes de ofender ninguém com pelo menos dois neurônios. Pelo contrário, uma imagem assim só desperta sentimentos de compaixão e amor. De fato, antes que a imagem fosse apagada, a própria Hillary Clinton deixou uma mensagem carinhosa de apoio ao menino: “Seu futuro vai ser incrível. Você vai acabar se surpreendendo com tudo que vai ser capaz de conseguir. Cerque-se sempre de pessoas que gostem de você e acreditem em você – vai encontrar muitas delas”.

A fúria provocada pela intervenção do Facebook atingiu um nível tão alto que poucas horas depois do lamentável incidente a imagem foi republicada. Ninguém consegue explicar a falta de raciocínio da empresa de Mark Zuckerberg, especialmente por ela ter sido a primeira a aderir nesta semana à celebração do Orgulho LGBT e à legalização do matrimônio igualitário nos Estados Unidos. Mas, como sempre, não há mal que não venha para o bem: a enxurrada de apoio recebida pelo menino na página Humans of New York com certeza lhe serviu para perceber que apesar de tudo há um exército de pessoas zelando para que sua felicidade esteja assegurada no futuro.

A mensagem de Hillary Clinton.

Clipe LGBT: Elizabeth Rose em "Division"

04/07/15

Plano de saúde deve custear retirada de óvulos de transexual em Minas Gerais


Visto no O Tempo

Atendendo a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou que um plano de saúde contratado por um homem com transtorno de identidade de gênero (transexualidade) custeie os procedimentos cirúrgicos e um instrumento específico para retirada total ou parcial dos ovários do paciente, assim como duas diárias de apartamento simples, sob pena de multa diária de R$ 500, limitada a R$ 20mil.

Embora tenha nascido com o sexo feminino, o paciente C.C.D., morador da comarca de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, identifica-se com o gênero masculino, apresentando identidade psicológica masculina.

Conforme a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo MPMG, C.C.D. já efetuou a alteração de seus documentos pessoais e, em dezembro do ano passado, foi submetido a uma cirurgia para retirada das mamas. Há três anos, realiza tratamento com o hormônio testosterona, o que lhe causa risco de adquirir câncer nos ovários e no útero.

De posse dos laudos médicos que atestam a situação, o paciente requereu a realização do procedimento cirúrgico de retirada dos ovários junto à prestadora de serviços médicos com a qual possui contrato de plano de saúde. A empresa, porém, não autorizou a cirurgia, sob o fundamento de que não há parecer da Agência Nacional de Saúde (ANS) que justifique a liberação do procedimento no caso de uso de hormônios masculinos.

A fim de compelir o plano de saúde a autorizar a cobertura dos procedimentos cirúrgicos recomendados pelos médicos que acompanham o paciente, o MPMG ajuizou a ACP com pedido de antecipação dos efeitos da tutela, tendo em vista a possibilidade de ocorrência de dano de difícil reparação, até que o mérito da ação seja apreciado.

Decisão


A decisão judicial apreciou apenas o pedido de antecipação da tutela. O mérito ainda será julgado. O TJMG entendeu que “diante da gravidade do câncer de ovário, associado às alegações dos profissionais da área médica que acompanham o paciente e informam, claramente, o grave risco do desenvolvimento da doença, necessário sopesar, nesse momento de cognição sumária, os bens jurídicos tutelados, a fim de se preferir pela preservação da saúde de C. C. D.”.

Segundo os desembargadores, o fato de os procedimentos cirúrgicos pleiteados não serem recomendados pela ANS em casos de tratamento hormonal em nada afasta o direito do segurado à cobertura. “O direito à saúde, bem de extrema relevância à efetividade da dignidade humana, não pode ser mitigado, a pulso, em favor da livre iniciativa privada, que concede às operadoras de plano suplementares a liberdade de restringir a cobertura”, afirmam.

Ainda conforme a decisão, as intervenções cirúrgicas pleiteadas estão expressamente previstas no rol de procedimentos de cobertura obrigatória que as operadoras de saúde suplementar devem oferecer, conforme dados extraídos do sítio eletrônico da ANS.

Vereador de Goiânia quer obrigar leitura da Bíblia nas escolas: “acho positivo, ao invés de que kit gay”


O vereador Mizair Lemes Jr. (PMDB) propôs, nesta quinta-feira (2), um projeto de lei que obriga a leitura de trechos da bíblia antes das aulas na rede pública de educação. “Sei que é polêmico, sei que tem gente contra, mas fiz uma pesquisa e tive aprovação de 70 a 80% das pessoas”, afirmou ele.
Ele justificou a criação do projeto dizendo que, mesmo não sendo muito religioso, recebeu o pedido de pessoas que são e achou a manifestação justa.  “A Bíblia é um livro sagrado que tem em seus escritos várias partes interessantes que ajudariam os professores a ter um momento de reflexão e poder iniciar as aulas do dia com uma mensagem positiva”, acrescentou ele.
“Acho que é um projeto positivo, ao invés de kit gay, de questões de ideologia de gênero que estão querendo colocar aí, isto não é positivo”. Mizair disse ainda que a Bíblia é um livro universal que tem um grande número de seguidores principalmente no Brasil. “A gente vê que quase a totalidade da população é cristã e o livro é usado pelo catolicismo, pelos evangélicos, até mesmo por pessoas do Espiritismo”.
Questionado se isso não ia contra o estado laico, o vereador afirmou que “O Estado é laico, mas também não é ateu”. Segundo ele, a medida não desrespeitaria os alunos que não seguem a Bíblia. Para Mizair, eles têm “o direito de não concordar, mas também têm que respeitar” aqueles que creem no livro sagrado do cristianismo.

Marcos Pasquim lamenta não ter feito personagem gay




Visto no Parou Tudo

Marcos Pasquim lamentou não ter vivido o primeiro homossexual de sua carreira na atual trama das nove, “Babilônia”.

“Eu me preparei para fazer um personagem. Ao meu ver, o grupo de discussão foi feito muito cedo. Mas faço parte de um time, os técnicos (autores) é que mandam. Se mudam, vamos nessa. Quero que o time ganhe. Infelizmente, não vingou por causa do grupo”, disse o ator ao jornal “Extra”.

Por causa da baixa audiência da novela, a TV Globo adiantou os grupos de discussão e seu personagem, Carlos Alberto, que ainda não era um problema, já que sequer havia saído do armário, entrou no bolo das mudanças para contentar a audiência conservadora. As telespectadoras disseram que preferiam vê-lo num romance hétero.

Para Pasquim, a reação positiva à relação do novo casal da novela (seu personagem se envolveu com o de Camila Pitanga, a Regina) se dá pelo fato de o público não ter tido a oportunidade de vê-lo como um gay.

“Ninguém viu o outro Carlos Alberto porque ele não teve tempo de sair do armário. Ele ficou muito tempo fechado, mas o jeito da Regina, batalhador, guerreiro, o encantou. Eles vão namorar mesmo, terão noites de amor, e Carlos fará tudo para ela virar a página do Vinícius (Thiago Fragoso)”.

03/07/15

Beyoncé refaz clipe de "7/11" para celebrar a legalização do casamento gay nos EUA


Visto no Vagalume

Apesar de um pouco tardia, Beyoncé não deixou de demonstrar seu apreço à aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo pela Suprema Corte dos EUA na última semana.

Nesta quarta-feira (1), a estrela pop divulgou em seu Instagram sua homenagem à comunidade LGBT refazendo um trecho do clipe de "7/11". Na produção caseira, a mãe de Blue Ivy aparece dançando intensamente com figurino e inúmeros apetrechos com as cores do arco-íris.

"Nunca é tarde demais", diz a legenda do post da cantora reconhecendo seu atraso e incluindo ainda a hashtag #LoveWins.

Assista ao miniclipe a seguir:




Link: http://www.vagalume.com.br/news/2015/07/02/beyonce-refaz-clipe-de-7-11-para-celebrar-a-legalizacao-do-casamento-gay-nos-eua.html#ixzz3emCY8Q4T

Rio Festival Gay de Cinema de 2015 celebra diversidade de gêneros e sexualidades


Visto no RioFGC

De 2 a 12 de julho, o Rio de Janeiro será a capital mundial do cinema de gênero e sexualidade. Contando com obras de mais de 30 países, além de convidados internacionais, o Rio Festival Gay de Cinema 2015 - Todos os Gêneros e Sexualidades chega à quinta edição tendo como principal espaço de exibição o Cine Odeon - Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, na Cinelândia. Nesta edição, o Festival amplia os seus espaços de exibição - além do Cine Odeon, a Livraria Cultura, o Cine Joia e o Cine Arte UFF entram no circuito do festival. Entre longas e curtas-metragens, serão 124 produções (27 longas e 97 curtas) que, distribuídas na programação, vão abordar os gêneros e sexualidades por diferentes pontos de vista.

“O cinema nacional de gênero e sexualidade está se renovando e conquistando níveis inéditos. Diversos cineastas estão sendo premiados e seus filmes exibidos em grandes festivais internacionais de cinema. O brilho intenso dessas produções nacionais se reflete na curadoria desta edição do festival”, afirma Alexander Mello, diretor e curador do festival.




O circuito do festival abrange o Centro do Rio de Janeiro (Cine Odeon - Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, Centro Cultural da Justiça Federal e Livraria Cultura), a Zona Sul (Instituto Cervantes, em Botafogo e o Cine Joia em Copacabana), a Zona Norte (Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, na Pavuna, e Arena Carioca Dicró, na Penha Circular) e Niterói (Cine Arte UFF).

O Rio Festival Gay de Cinema 2015 - Todos os Gêneros e Sexualidades tem o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Cultura.

Programação de detalhes no site do Festival: www.riofgc.com

Canal Chico Rezende: Casamento gay

02/07/15

Atores se unem para campanha de combate à homofobia


Dica de Guilherme Silviano

A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual/CEDS-RIO convidou atrizes e atores da TV Globo para parciticiparem de um vídeo contra a homofobia. A proposta é convocar nossa sociedade para a luta por direitos civis e humanos, independente de sua orientação sexual, raça, gênero ou religião. Uma luta por uma sociedade mais justa onde os direitos de todos sejam igualmente respeitados.

A campanha “CEDS – A Sua Voz Na Luta Contra o Preconceito” quer servir como aliada de quem sofre (ou vê alguém sofrer) preconceito. Informar, comunicar, mostrar-se presente e ser cada vez mais atuante. É preciso fazer alguma coisa para mudarmos esse triste panorama.



Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual
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Mensagens Constrangedoras no Grindr (PARTE 2)


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