22/05/13

Torcedores se unem para combater homofobia no futebol

 
Publicado pela BBC Brasil
Por João Fallet
 
No estádio de futebol lotado, o time da casa marca um gol. Na comemoração, um grupo hasteia uma bandeira com as cores do arco-íris, símbolo universal do movimento gay. A cena, impensável para alguns, vem sendo ensaiada por torcedores de vários clubes brasileiros, que pretendem levar para os campos de futebol a luta contra a homofobia. A causa já tem o apoio de torcedores de vários grandes clubes brasileiros, como Atlético-MG, Cruzeiro, Inter-RS, Bahia, Palmeiras, Grêmio, São Paulo, Flamengo e Corinthians.
 
O movimento começou há pouco mais de um mês, quando uma torcedora do Atlético-MG criou no Facebook a página Galo Queer. O nome une o apelido do time a um termo em inglês usado para se referir a gays de forma pejorativa, que, no entanto, acabou sendo apropriado pelo movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).
 
A torcedora, uma cientista social de 23 anos que prefere não ser identificada por temer agressões, diz à BBC Brasil que resolveu criar a página ao retornar de uma temporada no exterior. Em sua primeira ida ao estádio depois da volta, ela diz ter ficado "muito incomodada com os gritos homofóbicos da torcida e o fato de parecerem mais importantes que o hino do clube".
 
Em poucas semanas, a página ganhou mais de 5 mil seguidores. Mesmo assim, nos primeiros dias, ela conta que muitos atleticanos enviaram mensagens agressivas à comunidade por discordarem da bandeira ou pensarem que se tratasse de grupo criado por cruzeirenses, maior torcida rival, "só para zoar".
 
Com o tempo, e à medida que ela publicava textos em defesa da causa e do clube, as reações negativas foram sobrepujadas pelas positivas. Animada com a crescente popularidade, ela se prepara para um importante teste no domingo. Pela primeira vez, membros do grupo se reunirão para assistir a um jogo do Atlético – ainda não no estádio, mas num bar em Belo Horizonte.
 
"Queremos ver a reação das pessoas, para não deixar o movimento ser só virtual." Se não sofrerem rejeição, pretendem distribuir panfletos e até se identificar nos estádios com bandeiras e outros símbolos.
 
Presença feminina e divisões de gênero
 
Inspirados pela Galo Queer, outros grupos de torcedores seguem o mesmo caminho. Em comum, quase todos têm importante presença feminina, relacionam-se bem entre si e buscam combater não só a homofobia, mas a discriminação contra mulheres no futebol. Uma das administradoras da página Grêmio Queer, a socióloga Kátia Azambuja, de 25 anos, enumera as agressões sofridas por mulheres que vão ao estádio: "Para ir ao banheiro, sempre rola uma passada de mão, um puxão no cabelo, alguém que fala uma gracinha." O criador do grupo Bahia EC Livre, um jornalista de 29 anos, engrossa o coro: "Por que o futebol só pode ser ambiente hétero e para homens?".
 
"Quero assistir aos jogos no estádio, quero participar, mas tenho que ficar como um agente duplo: ao mesmo tempo que estou ali, ninguém pode saber que sou gay."
 
Autor de dissertação de mestrado sobre o comportamento dos homens nos campos de futebol, o pedagogo e técnico administrativo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Gustavo Bandeira diz que o estádio influencia e é influenciado por nossa cultura. "Ali ensinam-se duas coisas muito importantes: quem tem sexualidade legítima e quem não tem. E também que, para que o homem viva sua heterossexualidade com êxito, deve pregar o ódio aos homossexuais."
 
Bandeira diz que o futebol reforça divisões de gênero ao valorizar características tidas como masculinas, como a virilidade e a disposição para o combate, em oposição a aspectos associados às mulheres, como a delicadeza e a emotividade. Ela cita no estudo uma declaração do técnico Abel Braga sobre Sidnei, ex-jogador do Inter-RS – o atleta, segundo o treinador, "era muito meigo para um zagueiro".
 
O pesquisador afirma ainda que, embora homofóbicas, as manifestações das torcidas sugerem que apenas os sujeitos em posição passiva no ato homossexual têm a masculinidade em risco. Um exemplo da postura são os gritos que instam os adversários a praticar sexo oral neles (o popular "chupa!").
 
Declarações de amor
 
Paradoxalmente, Bandeira também nota que, no mesmo ambiente em que se ressalta a virilidade, se permitem afetos nem sempre tolerados em outros locais, como as declarações de amor ao clube e os abraços coletivos após os gols.
 
Gremista, o pesquisador aborda em seu mestrado atitudes racistas de apoiadores de seu time voltadas a torcedores rivais, do Inter. Na década de 1940, gremistas passaram a chamar os adversários de "macacos", referindo-se à presença de negros na torcida. Cinquenta anos depois, diz, os torcedores rivais adotaram o termo e passaram a promovê-lo como sinal da tolerância do grupo.
 
"Hoje ninguém (no Brasil) quer ser identificado como racista, mas ninguém ainda se preocupa em ser identificado como homofóbico", compara. Porém, caso a homofobia nos estádios brasileiros acompanhe a trajetória do racismo, ele avalia que provocações homofóbicas atuais perderão efeito – como referir-se aos são-paulinos como bambis.
 
Para reverter o estigma associado ao termo, quatro torcedores do São Paulo criaram em abril a comunidade Bambi Tricolor. "Se até agora bambi foi um apelido usado para discriminar, por que não adotá-lo com orgulho e desarmar o preconceito?", questiona o grupo no Facebook.
 
Mas uma das criadoras conta à BBC Brasil que a comunidade, com quase 900 seguidores, gerou resistências inclusive entre sua família, formada por "são-paulinos roxos". "Meu avô adorou a ideia, mas meu pai ficou revoltado."
 
Entre dirigentes são-paulinos, o termo também causa desconforto. Conselheiro do clube, o vereador Marco Aurélio Cunha (PSD) pediu em 2011 ao apresentador Marcelo Tas que "pensasse melhor nas brincadeiras" que vinha fazendo com o São Paulo.
 
"Se um cara na rua brinca e me chama de bambi, faço de conta que não é comigo. Mas se um sujeito importante faz isso, abre a possibilidade de todos fazerem", ele diz. "Quando se diz que um cara é viado, isso pega. É uma deturpação de imagem importante, se ele não é ou não quer que se diga isso."
 
Torcidas organizadas
 
Para Cunha, a homofobia é uma das vertentes da violência no futebol, que tem como principal agente as torcidas organizadas. "Com medo de mexer em vespeiro, o clube fica oprimido, e o silêncio de todos é que cria a rede de novos conflitos que vão se dividindo em alvos específicos".
 
Ele diz crer, porém, que em algumas décadas as piadas homofóbicas perderão efeito. "É uma questão de maturidade."
 
Conselheiro e ex-dirigente do Corinthians, Antonio Roque Citadini discorda e cita, como sinal do grande conservadorismo no futebol, a ausência de jogadores que se assumem gays. "A igreja vai admitir (gays), o Exército, mas o futebol será o último."
 
Ele afirma, porém, que os times devem condenar posturas homofóbicas de torcedores. E diz ainda que, apesar de provocações homofóbicas de alguns dirigentes corintianos a torcedores são-paulinos (que ele considera "deploráveis"), seu clube tem tratado a questão de maneira avançada.
 
"O Corinthians é o único clube que concordou que dois jogadores seus posassem nus na G Magazine (revista voltada a homens gays). Isso não há em lugar nenhum, nem no Brasil, nem no resto do mundo."
 
 

Pela 3ª vez, CDH cancela votação de projeto sobre 'cura gay'

 
Publicado pelo Terra
 
Pela terceira vez consecutiva, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados cancelou nesta quarta-feira reunião em que seria apreciado o projeto que autoriza o tratamento psicológico ou a terapia para alterar a orientação sexual de homossexuais, chamado de "cura gay". Hoje, o cancelamento da sessão, marcada para as 14h, ocorreu devido ao início da Ordem do Dia, período destinado a votações no plenário da Casa.
 
Na semana passada, a comissão também foi obrigada a cancelar os trabalhos devido à votação da Medida Provisória (MP) 595, conhecida por MP dos Portos. Como a medida estava próxima de perder a validade, os deputados concentraram os esforços para apreciar a matéria, o que provocou o cancelamento das atividades de todas as comissões temáticas.
 
Há 15 dias, quando o projeto foi colocado em pauta, pela primeira vez, pelo presidente da comissão, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), a reunião foi cancelada a pedido do presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em função do debate de vários temas considerados polêmicos que levaram à Casa centenas de manifestantes de diversos setores da sociedade civil.
 
O projeto, que está sendo chamado de "cura gay", propõe a suspensão da validade de dois artigos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999. De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), o projeto quer suprimir um dos trechos da Resolução nº 1/99, que proíbe os profissionais de participar de terapia para alterar a orientação sexual e de atribuir caráter patológico (de doença) à homossexualidade. Os profissionais também não podem adotar ação coercitiva a fim de orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.
 
O autor do projeto argumenta que as restrições do conselho são inconstitucionais e ferem a autonomia do paciente. Já representantes da instituição criticam a proposta sob o argumento de que não se pode tratar a homossexualidade como doença.
 
 

Chile: transexual retira candidatura por não poder usar seu nome na cédula

 
Publicado pelo Terra
 
Uma historiadora transexual que tentava a candidatura à Câmara dos Deputados para as eleições que serão realizadas no Chile no dia 30 de junho se retirou do processo nesta quarta-feira depois que as autoridades eleitorais rejeitaram o uso de seu novo nome.
 
Segundo o Serviço Eleitoral (Servel) e o Tribunal Eleitoral (Tricel), ao qual a historiadora recorreu depois da recusa, na cédula deve constar o seu nome legal, Gonzalo Verbal, e não Valentina Verbal, como é publicamente conhecida desde que se submeteu a uma operação de mudança de sexo há cinco anos.
 
A historiadora disse que ninguém a conhece por seu verdadeiro nome e, por isso, que considerou inviável continuar com sua candidatura. "Acho que tanto por uma perspectiva ética quanto de direitos humanos, as pessoas têm direito ao respeito da sua identidade pessoal no tratamento de parte dos organismos públicos", disse.
 
Valentina ia concorrer nas eleições pelo Partido de Renovação Nacional (RN), depois de ganhar a candidatura no distrito número 19, que abrange os municípios de Recoleta e Independencia, dentro da capital chilena.
 
Para a historiadora, o Tricel não se pronunciou sobre o assunto e declarou sua recusa no dia 4 de maio segundo a qual as reivindicações só podem ser feitas pelos partidos políticos e não pelos candidatos pessoalmente.
 
No entanto, disse que outra resolução, de abril de 2012, autorizava as reivindicações pessoais, e afirmou que seu caso foi consultado previamente pelo RN e a resposta foi que era permitido, o que lhe foi confirmado telefonicamente pela secretária do Tribunal.
 
Com tais argumentos, denunciou a "má fé" do Tribunal e acusou ambos os organismos de transgredirem a lei e as normas do direito internacional, por isso irá recorrerá à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), denunciando a "discriminação estatal" por identidade de gênero. A legislação "permite o que solicitei. Houve discriminação pura e dura", escreveu Valentina Verbal em sua conta no Twitter.
 
 

Ex-namorado de Bárbara Evans fará par gay de Solano

 
Publicado pelo MídiaNews
 
Em cenas que irão ao ar no capítulo desta quarta-feira de "Amor à vida", Edith (Bárbara Paz) vai descobrir que Félix (Mateus Solano) é infiel. Ela terá uma grande surpresa ao vê-lo num encontro romântico com um homem, a quem chama de "anjinho". Lucas Malvacini, modelo eleito Mister Brasil 2011, interpretará o personagem na novela de Walcyr Carrasco.
 
- Participei de um teste e me chamaram para esse papel. Tentei fazer da forma mais natural possível, como se estivesse encontrando uma mulher. As pessoas ainda têm essa visão de que gays são espalhafatosos. Quis fazer diferente. Estou assustado com a repercussão nas redes sociais. As pessoas ficaram bem curiosas. A princípio, será só uma participação, mas adoraria continuar.
 
Ex-namorado da modelo Bárbara Evans, com quem se relacionou por cerca de dois meses, Lucas conta que é muito assediado por gays:
 
- Como fico muito exposto com meus trabalhos de modelo, acabei conquistando esse público. Eles sabem da minha opção sexual, mas não deixam de me admirar. Já até passei por situações inusitadas de assédio. Uma vez estava numa boate e um homem veio abrindo espaço entre as pessoas, meio agressivo. Achei que fosse me bater. Mas ele, provavelmente gay, só queria me dar um crucifixo. Sou muito grato por esse carinho.
 
Ele conta que está namorando com uma estudante de odontologia de Juiz de Fora, sua cidade natal:
 
- É uma ex-namorada. Acabamos reatando. Ela me conheceu há alguns anos, já nessa vida corrida de modelo, e sabia que eu poderia ter exposição. É tranquila, não tem ciúmes. Tenho certeza de que gosta muito de mim.
 
 

21/05/13

Soderbergh se despede do cinema com filme considerado "gay demais" por Hollywood


Publicado pelo Correio Braziliense

O premiado diretor Steven Soderbergh se despediu do cinema com um filme sobre o conturbado amor entre o excêntrico pianista Liberace e seu jovem amante Scott Thorson - interpretados no filme por Michael Douglas e Matt Damon -, considerado "gay demais" por Hollywood e que disputa a Palma de Ouro em Cannes.
 
 
 
Soderbergh, premiado com o prêmio máximo do Festival em 1989, confirmou à imprensa nessa terça-feira que "Behind the Candelabra", que tem estreia mundial em Cannes, será seu último filme, pelo menos por um tempo. "Vou fazer uma pausa (do cinema), mas não posso dizer quanto tempo vai durar. Não posso afirmar que é o último filme que vou fazer", disse Soderbergh, que tem vontade de explorar outras formas de expressão, depois de uma trajetória de 25 anos na sétima arte.
 
A obra revive Wladziu Valentino Liberace, pianista e cantor que morreu em 1987 e que sempre temeu que a divulgação da sua homossexualidade arruinasse sua carreira. O viril Michael Douglas encarna a lenda com seus ternos de lamê, candelabros dourados sobre o piano, maquiagem pesada, peles e lantejoulas e que tinha prazer em ser levado ao palco por um Rolls Royce branco.
 
Matt Damon (o protagonista e "Identidade Bourne) dá vida ao amante de Liberace, Scott Thorson. Ambos demonstram a grandeza do seu talento. É muito raro que um filme produzido para a televisão, como esse, participe da competição do maior festival de cinema do planeta. Diante da recusa de financiamento dos grandes estúdios de Hollywood, Soderbergh negociou com o canal de TV HBO, que liberou o dinheiro.
 
O canal americano estreará "Behind the Candelabra" no próximo domingo, quando o júri do Festival de cannes, presidido pelo cineasta e produtor Steven Spielberg, anunciará os vencedores.

PSC entra com ação no STF contra o casamento gay

 
Publicado pelo UOL
Por Fernanda Calgaro
 
O PSC (Partido Social Cristão), legenda do deputado federal Marco Feliciano (SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, entrou nesta terça-feira (21) com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento gay.
 
No mandado de segurança, a sigla afirma que a resolução não tem validade porque não passou pelo devido processo legislativo. E, no entendimento do partido, o CNJ usurpou atribuições dos membros do Congresso Nacional e do PSC.
 
"O CNJ não tem legitimidade para normatizar o tratamento legal das uniões estáveis constituídas por pessoas de mesmo sexo, sem a existência de legislação", diz o recurso.
 
Segundo o PSC, o presidente do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, que exerce também a presidência do STF, agiu com "abuso de poder" ao impedir que parlamentares debatessem o assunto.
 
Pela decisão do CNJ, os cartórios não podem se recusar a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo nem a converter união estável homoafetiva em casamento, como ainda acontecia em alguns casos.
 
Para Barbosa, autor da proposta, a medida tem como objetivo dar efetividade à decisão de 2011 da Suprema Corte que autorizou união estável homoafetiva.
 
Segundo ele, o conselho estava "removendo obstáculos administrativos de uma decisão do Supremo que é vinculante [válida para as demais esferas do Judiciário]".
 
Na avaliação de Barbosa, seria um contrassenso esperar que o Congresso se manifestasse sobre uma decisão do STF. "Vamos exigir aprovação de nova lei pelo Congresso Nacional para dar eficácia à decisão que se tomou no Supremo? É um contrassenso."
 
O mandado de segurança será analisado pelo ministro Luiz Fux, que poderá suspender provisoriamente a resolução do CNJ ou levar ao plenário para que os demais magistrados decidam.
 
'Pares de sapato'
 
O documento destaca que o PSC "tem como fundamento a doutrina social cristã, onde o cristianismo, mais do que uma religião, representa um estado de espírito que não segrega, não exclui, nem discrimina, mas que aceita a todos, independentemente de credo, cor, raça, ideologia, sexo, condição social, política, econômica ou financeira". No entanto, ressalta que o partido "é totalmente contrário à união entre pessoas do mesmo sexo e sempre se posicionará neste sentido no Congresso".
 
Para o PSC, a resolução do CNJ está em "total desacordo" com o artigo 226 da Constituição Federal de 1988, que reconhece a união entre o homem e a mulher como entidade familiar.
 
O texto da ação traz ainda a definição da expressão "casal" no dicionário, dizendo que ela se refere a "par composto de macho e fêmea, ou homem e mulher". Segue o texto: "Onde não há diversidade de sexos, não há que se falar em casal. Coisas iguais, é certo, podem formar um par, desde que haja entre elas um elemento diferencial que as faça completar uma à outra (a exemplo: pares de sapato, de luvas etc. em que está ínsita a noção de diversidade: direito/esquerdo)".
 
 

Historiador se mata em Notre Dame após protestar contra casamento gay

 
Publicado pelo G1
 
O historiador francês Dominique Venner, de extrema-direita, cometeu suicídio nesta terça-feira (21) na catedral de Notre Dame de Paris, pouco depois de ter publicado em seu site um post protestando contra o casamento gay.
 
O texto do ativista de 78 anos chama o casamento igualitário, promulgado pelo presidente francês François Hollande no sábado, de "lei infame".
 
O suicídio provocou a saída de todas as pessoas da igreja, um dos grandes monumentos turísticos da capital francesa, informou a polícia.
 
O incidente ocorreu às 16h locais (11h de Brasília).
 
Segundo os primeiros elementos da investigação, ele se matou a tiros, diante do altar.
 
"São necessários gestos novos, espetaculares e simbólicos para tirar as pessoas da sonolência, balançar as consciências anestesiadas e acordar a memória das origens", alertou em seu texto na internet.
 
Patrick Jacquin, reitor da catedral, indicou à AFP que o homem depositou uma carta no altar, junto ao coro, antes de se suicidar.
 
Paraquedista durante a guerra na Argélia, Dominique Venner depois fez parte da clandestina Organização Armada Secreta (OAS), que tinha o objetivo de impedir a independência desse país do norte da África.
 
Venner participou de várias organizações de extrema-direita desde meados dos anos 1950. Ele é autor de vários livros dedicados à história, política e exército, às armas de fogo e à caça.
 
A França acaba de autorizar o casamento e adoção por casais de mesmo sexo e as primeiras celebrações devem acontecer nas próximas semanas.
 
 

Parlamento britânico aprova casamento gay


Publicado pelo Público
 
Diploma, contestado pela ala mais à direita dos conservadores, segue agora para a Câmara dos Lordes. Apoio dos trabalhistas foi essencial para evitar novo embaraço a Cameron.

A Câmara dos Comuns aprovou, em votação final, o casamento entre pessoas do mesmo sexo (366 votos a favor e 161 contra), mas aquela que é a bandeira da modernização que David Cameron quis impor ao Partido Conservador está a provar-se uma das batalhas mais difíceis de travar para o primeiro-ministro.
 
A votação foi uma derradeira formalidade antes de o projeto ser enviado para a Câmara dos Lordes, e o seu desfecho era garantido desde que, na véspera, foi chumbada a alteração de última hora apresentada por deputados conservadores que se opõem à lei. A proposta visava alargar aos heterossexuais as uniões civis – contratos criados em 2005 exclusivamente para os casais homossexuais –, mas para o Governo o real propósito da iniciativa era adiar por tempo indefinido o diploma.
 
O líder dos trabalhistas, Ed Miliband, que inicialmente se mostrara favorável ao fim da diferenciação, acabou por ir em socorro de Cameron, anunciando que votaria contra a alteração, num gesto que foi seguido pela sua bancada e que selou o chumbo da iniciativa, por 375 votos contra 70.
 
Pela segunda vez numa semana, Cameron conseguiu evitar a derrota no Parlamento, mas apenas porque a oposição (bem como os liberais-democratas, parceiros de coligação) vieio em seu auxílio – uma posição que não é só desconfortável como perigosa, escreveu o Guardian. O jornal lembrou que, em 2006, Tony Blair foi forçado a anunciar uma data para a saída do poder, meses depois de ter ficado dependente dos conservadores, então na oposição, para aprovar uma decisiva reforma na educação.
 
A clara maioria com que foi aprovada (366 votos a favor e 161 contra) torna improvável que o casamento gay seja barrado na Câmara dos Lordes, mas se o diploma sofrer grandes alterações terá de regressar aos Comuns para nova votação, o que atrasaria a entrada em vigor de uma lei que o Governo quer finalizar até ao Verão. O novo período deverá também ser aproveitado por altas figuras dos tories e pelos bispos da Igreja anglicana (com assento na Câmara dos Lordes) para reafirmarem a sua oposição à lei. O antigo presidente do partido conservador Norman Tebbit já veio dizer que tornará possível que o Reino Unido no futuro tenha “uma rainha lésbica, que decida casar-se com outra mulher, e um herdeiro fruto de uma inseminação artificial”.
 
 

20/05/13

Padre espanhol é afastado após fotos dele fazendo sexo gay caírem na internet

 
Publicado pelo MixBrasil
 
O bispo da Diocese de Cartagena, na Espanha, destitui do cargo na tarde da última quarta-feira, 15 de maio, o pároco da igreja Nossa Señora de la Encarnación, de Churra, depois que fotos do religioso fazendo sexo com outro homem circularam na internet. As imagens são explícitas e não há como negar o ato.
 
As fotos rodaram o Facebook e o Twitter e o fato chegou ao conhecimento da Igreja Católica espanhola. Nelas, Francisco Javier Ruiz aparace de calças abaixadas, no meio do mato, recebendo sexo oral de um jovem (que não tem o rosto revelado) e se masturbando com ele.
 
O assunto se tornou trending topic do Twitter. Franciso nega que tenha feito sexo com outro homem e alega que as fotos foram montadas para denegrir a imagem dele.
 
 

Nova York tem manifestação após assassinato de jovem gay

 
Publicado pelo G1
 
Associações de defesa dos direitos dos homossexuais realizam na tarde desta segunda-feira (20) uma marcha em Nova York para denunciar o assassinato de um jovem gay, ocorrido no fim de semana.
 
O crime foi cometido no meio da rua, no Greenwich Village, área residencial na zona oeste de Manhattan.
 
Mark Carson, de 32 anos, foi assassinado com um tiro disparado por Elliot Morales, de 33 anos, na madrugada de sábado. Antes, Morales havia feito insultos homofóbicos a Carson e ameaçado de morte um amigo da vítima.
 
"Está claro que a vítima foi assassinada somente porque o agressor pensava que ela era gay", declarou no domingo o chefe da polícia de Nova York, Ray Kelly, insistindo que Carson não provocou Morales.
 
O crime causou grande comoção na comunidade homossexual nova-iorquina, especialmente porque foi cometido em um bairro de Manhattan conhecido por sua tolerância e por ser o berço do movimento pelos direitos dos gays.
 
A organização "The Center", de defesa dos homossexuais, bissexuais e transexuais, convocou uma manifestação para a tarde desta segunda-feira para "pedir o fim dos crimes de ódio contra a comunidade e lamentar a morte de Mark Carson".
 
A presidente do conselho municipal e candidata a prefeita, Christine Quinn, de 46 anos e homossexual, estará presente na marcha, que terminará no local onde Mark Carson foi assassinado, na esquina da Sexta Avenida com a Rua 8.
 
"Nova York é nossa cidade e não retrocederemos", disse a presidente do "Center", Glennda Testone.
 
O autor do crime foi detido logo depois do incidente e foi acusado formalmente ainda no domingo.
 
Os direitos civis dos homossexuais estão há meses no centro do debate nos Estados Unidos.
 
No total, doze estados, três deles nas últimas semanas, autorizaram o casamento homossexual: Minnesota, Delaware, Rhode Island, Connecticut, Maine, Massachusetts, New Hampshire, Vermont, Nova York, Iowa, Maryland e Washington.
 
A capital federal americana, embora não seja um estado, também legalizou o casamento para pessoas do mesmo sexo.
 
A proibição constitucional permanece, no entanto, em 31 estados do país, enquanto se espera que a Suprema Corte dos Estados Unidos decida em junho se a Lei de Defesa do Matrimônio (DOMA), a norma federal que reconhece o casamento apenas como a união entre um homem e uma mulher, é ou não constitucional.