18/04/14

30 mentiras e eufemismos que homens gays adoram!


Publicado pelo Os Entendidos

Tudo certo para aquele encontro incrível marcado há eternos dois dias! Você todo arrumado, com aquela calça que marca melhor a bunda e o topete que levou quase uma hora pra ficar do jeito certo. Lá vem ele, o bofão que encheu o seu WhatsApp de fotos picantes e frases de efeito e… e… Ele não era mais alto? Cadê os músculos? Ain, isso quer dizer então que ele NÃO tem 25 cm de neca?! HELP!
Todo mundo mente. Às vezes é uma mentirinha boba, tipo dizer que já está chegando quando ainda está terminando de se arrumar. Outras vezes, é algo mais sério, que pode ferir os sentimentos das pessoas, como anunciar um retorno do Destiny’s Child. Mas o fato é que todos mentimos, omitimos, ou recorremos a eufemismos para não dizer exatamente a verdade.
A cultura masculina, com suas cobranças e padrões inalcançáveis, é terreno fértil para a criação de subterfúgios, e quando juntamos homem com homem então… Senta e rebolaque a lista é longa! Na coluna de hoje, conheceremos 30 mentiras e eufemismos que os gays adoram – com suas devidas “traduções”!
Valendo!
Chris and bearRELACIONAMENTO
1. Status
Em algum lugar entre “solteiro” e “namorando”, flutua um “é complicado” que complica tudo!
2. Procuro algo sério…
Aquilo que se diz antes de justificar o sexo no primeiro encontro com um “bateu uma química muito forte”.
3. Somos apenas bons amigos.
Estamos transando.
4. Estou aberto ao que pintar.
Não quero saber de namoro.
5. Procuro amizade.
Procuro sexo.
127SEXO
6. Nunca medi…
Das duas, uma: ou mal dá pra ver, ou nunca mais você vai sentar!
AAII!
8. Vou devagar.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIII!!!!!
9. Não vou aguentar/ Nunca fiz isso antes.
Tá boua, bunitãn?
10. Sou virgem.
Sou Libra, qual seu ascendente?
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11. Coé, blz fera?
Nhái bunitãnn!
12. Só tenho Skype.
Não, é claro que não vou te adicionar no Facebook!
13. Sou “ativo liberal”.
Hoje – só hoje – estou mais afim de dar… Não sei como!
14. Real já!
Webcam.
15. Não efeminado.
#PartiuSegurarAPintaNaHoraDeConhecerOBoy
timCULTURA
16. Não curto funk, mas se tocar até danço.
Valesca RAINHA!! Keep calm e deixa de recalque!
17. Adoro festa Anos 80.
Adoro Gretchen.
18. Prefiro os livros.
Me deram os spoilers de Game of Thrones.
19. Prefiro cinema mais conceitual, de arte…
Moulin Rouge.
20. Curto um som mais intimista.
Já abriu a pré-venda da ARTPOP Ball?
Gay handsCOMPORTAMENTO
21. Malho por questão de saúde.
Instagram #NoPainNoGain
22. Desculpe, tenho que olhar essa mensagem.
Grindr.
23. Não ficou linda essa minha foto na praia?
Não ficou linda essa minha foto sem camisa?
24. Vou ali e já volto, tá?
Adeus.
25. Adoro blusa justinha assim.
Comprei na sessão infantil.
eltonHOMOFOBIA
26. Sou homossexual.
Viados são vocês.
27. A Parada Gay é uma micareta sem sentido.
Fui e não peguei ninguém.
28. Ser gay, tudo bem. Só não precisa dar pinta e fazer escândalo.
CurtoMachoMasEuSouHomem,Héin?NãoMeConfundeComEssasBichinhasAíNão,Viu? Viu?VIIIIIIIUUU?EuSouDiferente.NãoSou?DizQueEuSouDiferente,Vai,Diz,PorFavor!!!
29. Não sou homofóbico, mas…
Pre-para, que lá vem!
30. Temos que nos dar ao respeito!
Ai, ser hétero é tão lindo! Eu e meu namorado podemos nos inscrever? Diz que sim, por favor, por favor, pelamordedeus!!!
* * * * *
Bem, é claro que existem várias outras mentiras que contamos diariamente. Uma lista completa seria provavelmente infinita. A maioria, talvez, seja necessária para permitir a convivência pacífica entre nós, o que significa que nem sempre mentir é algo ruim. No fim das contas, vale uma daquelas “verdades universais” que já são tão clichê que viram adesivo brega da caminhão: A pior mentira é aquela que você conta para si mesmo.
Quando pensamos na comunidade gay – com todas as cores do arco-íris – fica difícil encontrar uma identidade única. Nem é preciso, na verdade. Mas se temos um denominador comum, é a nossa diferença, que nos coloca à parte independente da nossa vontade. Então eu pergunto se, num grupo assim, essa procura incessante por novas formas de excluir não seria uma farsa.
Não tínhamos saído do armário para acabar com as mentiras?

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Casal vive expectativa por casamento dos sonhos em castelo

João (de verde) e André não escondem a ansiedade para a cerimônia.


Publicado pelo O Dia
 
Famosos no Youtube com pedido de casamento acessado mais de 200 mil vezes, eles celebram a união no próximo sábado em cerimônia na cidade de Petrópolis
 
Quando a canção Just The Way You Are, do Bruno Marz, tocar vai ser difícil para o casal João Geraldo Netto,31 anos, e André Moreira, 30, segurar a emoção. Depois de doze anos de uma história que começou com uma amizade e há apenas dois anos e meio virou um relacionamento dos mais apaixonados, os noivos finalmente vão trocar alianças e assinar o registro de casamento civil em cerimônia a ser realizada no próximo sábado (19) em um castelo na cidade de Petrópolis, Região Serrana do Rio.
 
João não esconde a ansiedade para a chegada do dia tão esperado. Morador de Brasília, ele chegou ao Rio no último sábado para acertar os detalhes finais do matrimônio. A distância que o impedia de tomar decisões no local da cerimônia o deixava ainda mais nervoso. “Costumo dizer que é a pior e a melhor sensação que já tive na vida. É uma mistura de satisfação e ansiedade. Boa e ruim. Não estou dormindo muito bem há alguns meses e isso tem me feito um pouco mal. Sou ansioso por natureza e é o evento da minha vida. Espero que tudo corra como planejamos e que os convidados presenciem um momento de muito amor”, declarou João, que é gerente de conteúdo do Departamento de DST/AIDS do Ministério da Saúde.
 
Com a proximidade da data, André revela também sofrer com a ansiedade para que tudo saia dentro do esperado. “Estou bastante ansioso. Fico imaginando como será a cerimônia, qual será o nosso grau de emoção no momento, se tudo que a gente idealizou para esse dia vai ser como queremos que seja, se nossos convidados se sentirão à vontade, coisas de quem vai se casar”, disse o analista comercial.
 
O castelo, uma construção do início do século XX, une diferentes influências arquitetônicas de épocas distintas. A decoração, segundo o casal, será inspirada em castelos medievais. Um brasão foi criado para o casamento e vai estampar vários elementos do ambiente da festa para 100 convidados.
 
O amor que vence o medo

 
João e André se conheceram na faculdade, na capital fluminense há doze anos. Eles estavam em relacionamentos, mas confessam que desde o primeiro olhar admiraram um ao outro. Os namoros que mantinham com outros caras acabaram e a relação de amizade foi se estreitando.
 
Quando João percebeu que aquela amizade, que já estava pra lá de colorida, poderia se tornar um relacionamento de verdade, chamou André para uma conversa séria e definitiva. Era a hora de conversar sobre AIDS. João é soropositivo desde os 19 anos em consequência de uma relação desprotegida.
 
Bem informado, André contou à reportagem que a revelação não foi um drama para o casal, que toma todos os cuidados para uma relação segura. “Eu acabei descobrindo que ele era soropositivo um mês depois que começamos a nos falar. Vi no perfil dele no Orkut uma campanha de esclarecimentos sobre a AIDS que ele fez para o Ministério da Saúde. Não houve surpresa quando dele me contou. Procurei apenas saber mais sobre a doença, pesquisar a respeito”, disse André.
 
Entretanto, eles passaram por um grande sufoco quando o analista comercial acabou exposto ao sangue de João durante uma relação sexual. A barba de André acabou espetando a pele do namorado, provocando um ferimento. Os dois procuraram de imediato atendimento médico para eliminar os riscos de contaminação. Mas André acabou sofrendo uma reação aos medicamentos e ficou dias internado.
 
“O meu maior medo era de ele adoecer por minha causa. Eu não sei se iria me perdoar. André já tem outros problemas de saúde e eu não queria dar a ele mais essa carga para carregar. Foi muito, mas muito difícil”, lembrou João. “Não consegui fazer a profilaxia pelos 30 dias sugeridos pelo medicamento. Foram 19 dias de muito enjoo, mau-humor, cólicas, câimbras. Minha família só soube do tratamento quando eu já estava no 15º dia, quando eu passei muito mal e tive que ser hospitalizado. Minha mãe ficou muito chateada por não ter dito nada a respeito, pois não queria preocupa-la. Fiquei cerca de quatro dias internado”, contou André.
 
Contudo, do momento de dor a relação ficou ainda mais forte. João e André davam força um para o outro para suportar aqueles dias de sofrimento. “Ele ficou muito mal e eram sempre conversas tristes, porque a tristeza estava comigo todo o tempo. Eu me sentia uma verdadeira “bomba biológica”. André sempre foi compreensivo e não me culpou em nenhum momento”, recordou João. Para diminuir ainda mais os riscos de contaminação, ele passou a tomar os medicamentos liberados pelo Ministério da Saúde indicados para uma relação entre um soropositivo e um negativo. “Não tive dúvidas e resolvi entrar de cabeça. Não pensei duas vezes, iniciei assim que pude. E com certeza a relação ficou mais forte, porque tirei vários dias para cuidar dele e vi o quão frágil ele podia ficar e eu tinha o dever de cuidar dele”, ressaltou João.
 
Pedido de casamento visto por mais de 220 mil pessoas
 
O pedido de casamento, há um ano e meio, foi visto por mais de 220 mil pessoas na internet. João levou o futuro marido para uma praia na Ilha Grande , na Costa Verde do Rio, e exibiu um vídeo com um jogo de perguntas e respostas, o Show Do Mozão, inspirado no Show do Milhão de Sílvio Santos. Cabia a André acertar as perguntas sobre momentos especiais do relacionamento do casal. A última , obviamente, era se aceitava ser “seu noivo e futuro marido para o resto da vida”. Adivinha qual foi a resposta, nobre leitor? Um emocionado e sonoro SIM! O vídeo emocionou muita gente (incluindo este blogueiro) que confessou nos comentários no Youtube ter ido às lágrimas . “Olho encheu de lágrima, porra”, escreveu um rapaz nos comentários do site de vídeos.
 
“Não sei descrever o que senti”, disse André, para depois completar: “Foi um misto de surpresa com alegria. E receber uma aliança de compromisso junto à um pedido de casamento, da forma que foi feito e no local que foi feito, foi maravilhoso. Não tinha como dizer não”.
 
 
Esta reportagem não poderia terminar de maneira menos romântica, com o casal dizendo o que sente um pelo outro. Primeiro o príncipe André: “Cada dia que passa sinto que além de aprendermos muito um com o outro, somos melhores em tudo um com o outro, o que acaba nos fazendo ser mais cúmplices um do outro, mais amigos, mais amantes. Em resumo, João é um presente em minha vida. Alguém especial que veio pra somar, me fazer crescer, me fazer amar e sentir amado. Se eu puder resumir, é a pessoa com quem pretendo passar o resto de minha vida”.
 
E, por fim, o romântico João: “O André é o maior presente e uma das pessoas mais importantes da minha vida. Nunca pensei em encontrar uma pessoa que me completasse tanto e me trouxesse tanta alegria. Ouvir o “bom dia” dele faz tudo parecer mais fácil e mais bonito. Sinto como se eu pudesse passar por todas as dificuldades com mais facilidade se ele estiver comigo. Seu senso de humor e inteligência me fazem ter certeza de que é o homem com quem quero dividir todos os dias da minha vida. Ele é carinhoso e preenche meu coração de amor. Quero vê-lo feliz e estou fazendo de tudo para que isso seja uma constante em nossas vidas. Aliás, fazê-lo feliz é um dos meus maiores objetivos de vida, pois entendo que tiro a minha felicidade da dele”.
 
Felicidades, garotos! Veja notícia no O Dia: CLIQUE AQUI!
 
 
 

Nem homem, nem mulher: terceiro gênero desafia tradição e machismo no México

Muxe participa de cerimônia religiosa em Juchitán de Zaragoza,
uma cidadezinha de 90 mil habitantes na península de Tehuantepec

Publicado pelo Opera Mundi

As relações entre pessoas do mesmo sexo podem ser um tabu no México, assim como no Brasil, mas pelo menos os mexicanos estão acostumados a conviver com pessoas que não se declaram nem homem ou mulher, e sim pertencentes a um terceiro gênero. São as “muxes”.

Ser muxe não é ser mulher, apesar de ambas palavras compartilharem a mesma origem semântica, e tampouco é ser simplesmente homem e gay. Considera-se um terceiro caminho, porque mais do que uma opção, é uma questão de natureza: para a cultura ancestral dos astecas, algumas almas – os chamados índios “dois-espíritos” ou “duas-mentes” – não são nem masculinas, nem femininas, e mesmo assim, com características combinadas, encontram lugar neste mundo.

Um desses lugares é Juchitán de Zaragoza, uma cidade de 90 mil habitantes na península de Tehuantepec, no estado de Oaxaca, ao sul do México. Lá, reza a lenda que Deus pediu a São Vicente Ferrer que pusesse um homossexual em cada cidade da região. Porém, ao chegar em Juchitán, o saco em que carregava as pessoas se rasgou e todas as muxes caíram. E assim é que elxs caminham, em corpo de homem vestido às vezes (mas não necessariamente) de mulher e com a convicção de que não precisam mudar de sexo para desempenhar suas funções e encontrar seu lugar na sociedade.
 
 
Chama a atenção, em Juchitán, como a divisão do trabalho é bem marcada e carrega também códigos machistas. Homens se dedicam à pesca, a alguns tipos específicos de artesanato e algumas outras funções longe da administração da casa. Mulheres e muxes, à sua vez, são comerciantes e artesãs, responsáveis pelos alimentos e por sua preparação, por bordados e artes medicinais, pelas festas e decorações tradicionais e também por assuntos financeiros. Além disso, muxes são quem frequentemente iniciam sexualmente os homens, já que muitas mulheres querem se manter virgens até o casamento.
 
A fama internacional de Juchitán é de ser um “Queer Paradise”, coisa que costuma encher de orgulho os locais, ainda que não seja exatamente assim. Apesar de socialmente aceitas, as representantes do terceiro gênero sofrem preconceitos, inclusive por parte de mulheres que não veem com bons olhos seu poder ser compartilhado.
 
A fama internacional de Juchitán, em Oaxaca é de ser um “Queer Paradise”,
coisa que costuma encher de orgulho os locais
 
Elxs circulam, deixam-se ver e são vistas com naturalidade - raramente com outrxs muxes, mas às vezes em relações estáveis com homens e com mulheres, até mesmo com filhos - sem que o status masculino ou feminino de seus parceiros se veja ameaçado. ............. Também há quem fale de um quarto gênero fazendo referência às “marimachas”, que são mulheres que se identificam com um papel social masculino e que se casam com outras mulheres. No entanto, não são de fato aceitas socialmente como sexo autônomo e, no trabalho, realizam as mesmas funções que os homens.
 
Outros países, como a Alemanha, que ano passado aprovou uma lei segundo a que os bebês podem ser registrados com “sexo indefinido” para posteriormente defini-lo, ou então a Austrália, desde 2011 dá a opção a seus cidadãos de se definirem como “X” no campo reservado ao gênero no passaporte, fazem seus experimentos e tentativas para emplacar uma terceira opção.
 
Mas é no México, ainda que em um pueblito de 90 mil habitantes, que ele encontra um lugar para se colocar, de fato, mais do que de direito, dentro da sociedade.
 
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16/04/14

Estivador diz ter sido demitido por assumir homossexualidade

Maycon e Donizeti (direita) são companheiros há 15 anos em Santos, SP (Foto: LG Rodrigues / G1)
 
 
Publicado pelo G1
 
Um estivador, ex-boxeador profissional, foi demitido e acusa a empresa de tê-lo dispensado por ele ter assumido ser homossexual. Donizeti Machado Junior, de 39 anos, procurou o Sindicato dos Estivadores em Santos, no litoral de São Paulo, e agora diz que vai denunciar a empresa na Justiça do Trabalho por danos morais e intolerância sexual.
 
O presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, Rodnei Oliveira da Silva, diz que ficou surpreso com a atitude da empresa. “Primeiro o sindicato ficou totalmente estarrecido com essa questão. Fomos pegos de surpresa. Vivemos no embate com essa empresa e as demais, mas nunca esperava ter uma discussão nestes termos. É um problema ainda maior uma empresa com um nome forte em toda a América Latina estar tomando uma atitude dessas”, diz.

Rodnei afirma que o Sindicato dos Estivadores já acionou o departamento jurídico e designou um advogado para tratar do caso, assim como disponibilizará atendimento psicológico para o profissional e seu companheiro. “Estamos prestando amparo com o associado que sempre teve conduta honrosa, sempre cuidou de suas obrigações e não há nada que desabone a conduta dele. Sempre foi um companheiro respeitador, então esperamos que seja feita Justiça, um reconhecimento ao direito dele que foi violado”, declara.

O desentendimento entre Donizeti e a Santos Brasil teria começado, de acordo com o estivador, no momento de assinar o plano de saúde, quando ele colocou o companheiro, Maycon Lopes Simões, como seu beneficiado. O presidente do sindicato diz que o mesmo procedimento ocorreu no momento da assinatura do plano fornecido para os sindicalizados. “Possuímos um plano de saúde junto à Santa Casa, um plano da categoria, seus familiares e seus dependentes. Tanto o sindicato quanto a Santa Casa reconheceram o Maycon como companheiro e entendem que é um direito deles”, relata.

O advogado do Sindicatos dos Estivadores e responsável pelo caso, Renato Vieira Ventura, diz que recebeu as informações de Donizeti, que irá até a empresa na terça-feira (22) para receber os direitos rescisórios dele e já apresentou documentação preliminar. “Na próxima quarta ou quinta-feira estaremos ingressando com uma ação judicial contra a empresa para buscar os direitos dele. O que a empresa fez é algo deplorável. A Justiça vem ao longo dos anos repreendendo de maneira forte toda e qualquer atitude de uma empresa com relação ao funcionário e atitude como essa, de preconceito com relação a opção sexual dele”, afirma.

Dependendo do resultado do processo, a empresa pode ser obrigada a pagar um valor de 100 a 300 salários do funcionário como indenização a título de dano moral. “Juridicamente ele sofreu um dano moral, e esse dano moral é que vamos buscar o ressarcimento. Com relação ao preconceito, o crime em si, a gente vai pedir dentro da ação a expedição de ofício para o Ministério Público do Trabalho, para o Ministério Público Estadual e Federal para que se apure a prática do delito que a gente entende que também ocorreu”, conclui.

O G1 entrou em contato com a Santos Brasil, que confirmou o desligamento do portuário, porém refuta a acusação de que tal ato esteja ligado à opção sexual do ex-funcionário. A empresa repudia qualquer acusação de homofobia e informa que possui em seu quadro funcional profissionais com relacionamentos homoafetivos, cujos companheiros estão devidamente inclusos como dependentes em plano de saúde e outros benefícios sociais.

Veja notícia no G1: CLIQUE AQUI!
 

Anderson Silva brinca que pode se descobrir gay e afirma que há enrustidos no MMA

 
Publicado pela revista Lado A
 
Em entrevista para a revista Trip desde mês, o campeão de MMA Anderson Silva falou sobre sua recuperação, sobre sua vaidade e sobre gays nas lutas marciais. “Às vezes, a galera acha que sou gay. Várias pessoas já me perguntaram isso. Respondo: Olha, que eu saiba não. Mas ainda sou novo, pode ser que daqui um tempo eu descubra que sou gay”, brincou o lutador.
 
Ele conta que a fama veio por causa de seu jeito tranquilo e por se cuidar. “Tomo muito cuidado com as minhas coisas, ponho todas na minha bolsa, coloco sabonete, passo um creme quando acaba o treino. A galera acha frescura. Mas é de cada um. Não quer dizer que você é mais macho ou menos macho, mais gay ou menos gay”.
 
Spider, como é conhecido, afirmou ainda que não veria problemas em treinar com um lutador gay e que cada um faz o que quer em sua vida. “Claro (que treinaria), desde que me respeitasse, está tudo certo. O fato de o cara ser gay não quer dizer que ele vai te assediar. Ele pode ser gay, ter um relacionamento, pode conviver em grupo com caras que não são gays. Ele faz o que quiser da vida particular dele”, afirmou o astro do UFC.
 
Para ele, os gays não se assumem no esporte não por causa do preconceito mas por opção. Mas ele afirma que eles existem. “Acho que não tem preconceito, mas tem homossexuais no MMA. Tem vários que não se revelaram ainda. Acho que hoje em dia é uma coisa tão boba não expressar o sentimento. Desde que você respeite o espaço das pessoas, respeite seus limites. Você tem que viver sua vida em paz e ninguém tem nada a ver com isso”, ensinou o mestre do octógono.
 
Veja notícia na revista Lado A: CLIQUE AQUI!
 

A prerrogativa de ser/curtir um gay afeminado - Por Fernando Nunes

 
Publicado pelo Homo S/A
Artigo de Fernando Nunes
 
“Nenhum cara fica comigo mais de uma vez, porque eu tenho cara de viadinho”, disse um jovem bailarino, de 23 anos, frustrado com o controverso sistema de escolha de parceiros sexuais nas relações homoafetivas. Embora a voz do rapaz não denunciasse sua sexualidade, sua aparência e gestos estavam carregadas de códigos que asseguravam qualquer um que ele era gay. Em uma conversa rápida, questionei-lhe se isso era realmente um problema, ele disse que sim. “A maioria dos caras não curte afeminados e se eu quiser pegar alguém, tenho que disfarçar isso”.
 
O bailarino não é o único oprimido pelo discurso machista e heteronormativo contínuo no posicionamento de centenas de homossexuais, que são ou estão se tornando os gays ideais para nossa sociedade heterossexista. Uma sociedade, comprovadamente, carregada de preconceito contra a mulher, contra os feminismos e contra o feminino. Dizer “não curto afeminados”, pode até soar natural, mas é um dos frutos da relação de poder, que surge da urgência de subsistência da masculinidade, que não consegue mais alcançar expressão relevante diante da diversidade.
 
Cansados de vivenciar essa realidade corrosiva e retardante no meio gay, dois amigos decidiram iniciar um movimento na rede social Facebook, com objetivo de promover um debate sobre as perspectivas modernas do gay afeminado, ridicularizado e discriminado. A ideia do movimento nasceu da constatação da polêmica pesquisa do Ipea, divulgada no mês passado. “As mulheres, como sempre, são o alvo forte desse tipo de abuso social, mas os homens também não ficam muito por trás, principalmente, quando você é gay. E digo mais, você não é simplesmente gay, mas um gay afeminado”, escreveu o publicitário Thomas Saunders, 24 anos, ao postar uma foto na rede social com uma placa onde estava escrito “SOU/CURTO AFEMINADO”.
 
Saunders e o amigo, o DJ e promoter Adrian Brasil, de 26 anos, resolveram criar a página Sou/Curto Afeminado para agregar gays que compartilhavam do mesmo pensamento. “É muito chato ter que lidar com os ‘patrulheiros da masculinidade gay’ dizendo tudo que eu posso e que não posso fazer para ser aceito. É impressão minha ou estamos nos tornando mais homofóbicos que os héteros? Me recuso a aderir à ditadura do gay ‘discreto’, me recuso a deixar de falar como falo, me vestir como me visto e andar como ando”, escreveu Brasil ao postar sua foto no espaço criado no Facebook na semana passada. Desde então, mais de dois mil usuários curtiram a página e muitos já enviaram suas fotos com com a plaquinha a favor do manifesto.
 
“Tudo que for signo de ou lido como feminino, feminilidade, de mulher ou não masculino é pior que sua ‘contraparte’ masculina. É por isso, portanto, que nesta nossa cultura: gay viril é maior que gay afeminado; e mais: gay viril é sinônimo de gay cuja orientação sexual passe despercebida em função da expressão de gênero muito próxima daquela esperada de homens héteros viris”, relaciona o artigo Sobre gostos e afeminações, escrito pelo professor Luiz Henrique Colleto, que é mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ativista pelos direitos humanos e vice-presidente da Liga Humanista Secular do Brasil (LiHS).
 
Montagem feita com perfis do aplicativo Grindr
 
No artigo, que cita ainda os aplicativos de caça gay, Colleto desenha em um esquema simples as relações de dominação que influenciam diretamente o gosto gay ao lembrar que: hétero viril > gay viril > gay afeminado, e que isso faz parte de uma “hierarquia que reitera a heteronormatividade”. Embora dizer ou escrever nos aplicativos de caça gay que não curte afeminado seja tratado com um direito de expressão natural da própria diversidade homossexual, o discurso é preconceituoso e uma armadilha que mina a amplitude da diversidade gay. “Nós também sofremos com as ideias machistas que regem nosso país. Sofremos preconceito interno e externo, entre guetos e na rua, na família e até entre ‘amigos’. Se um gay é mais afetado, ‘alegre’ demais ou ‘exagerado’ é vítima de críticas e abusos do mesmo nível. Quantas vezes não ouvi piadas e até tentativas de invadirem meu espaço, só porque sou bem resolvido comigo mesmo? Só porque não preciso esconder quem eu sou, ou fingir ser ‘machão’ para me enquadrar nas leis heteronormativas e me sentir ‘homem suficiente’?” - Thomas Saunders
 
É importante ressaltar, historicamente, que os homens afeminados sempre foram alvo de discriminação. Nas relações sexuais homoafetivas da Roma Antiga, por exemplo, os afeminados – diretamente associados ao homens passivos na relação sexual – eram ridicularizados e invariavelmente relacionados à figura da mulher que, na sociedade romana, tinha um papel insignificante. Não é um exagero, diante deste cenário histórico, dizer que reproduzir este comportamento hoje é um retrocesso e, pior, um ataque as conquistas da diversidade.
 
A impressão que se tem é que estamos distantes de alcançar uma relativa tranquilidade quanto à liberdade de expressão da sexualidade gay. Já não bastasse a reprimenda heterossexual, que sobre o pretexto da ofensa, clama discrição do homossexual masculino ou feminino – que está livre quanto a seu gênero -, tem-se que lidar com os cúmplices, como classificou Simone de Beauvoir ao dizer que “o opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos”. Haja vista que, dentro do próprio Pajubá – dialeto gay -, existem palavras que reforçam esse status de inferioridade como “quá-quá”, “pok-pok” e “homossexuelen”.
 
“Por muito tempo eu achei que se eu me assumisse afeminado, perderia amigos, namorados, ficantes e que nunca mais transaria na vida, mas, hoje descobri que isso não é verdade, e descobri que ser coerente comigo mesmo é umas das coisas que podem me levar à felicidade. Sempre fui e nunca vou deixar de ser afeminado.” – Adrian Brasil
 
Talvez, o que seja mais curioso dentro desse processo, é a existência de uma inversão da dicotomia e da lógica de dominação. Se antes era o gay passivo afeminado que era oprimido pelo hétero másculo, hoje, é o gay passivo másculo que oprime o gay afeminado ativo e o hétero permanece estático. É nessa inversão que quem oprime acredita que tudo é uma questão de gosto e não há discussão. Minha intenção não é entrar nesse mérito, o do gosto, no tocante a filosofia, mas ressaltar esse processo social que vitima gays viris e afeminados, porque os primeiros estão enredados em modelo que vai de encontro a sua própria constituição sexual.
 
Não há justiça em dizer que se aceita ou se vive a mesma a sexualidade do outro ao mesmo tempo em que se nega sua livre expressão. Isso é contraditório, mentiroso e fascista. Ainda me surpreendo quando escuto de amigos, que dizem não ter problemas com gays, algum comentário pífio sobre o trejeito de alguém como se eles estivessem num direito superior de expressar sua heterossexualidade em detrimento da homossexualidade. Contudo o direito é o mesmo, assim como incomodava aos brancos a ascensão dos negros, incomoda aos machistas – homens e mulheres – o esvanecimento de sua força.
 
Veja artigo no Homo S/A
 

15/04/14

Gays deficientes: “As pessoas acham que a gente não faz sexo”

 
Publicado pelo iGay
 
Enfrentando duplo preconceito, homossexuais com limitações físicas rejeitam a pecha de ‘coitadinho’ e revelam ter uma vida sexual ativa e prazerosa
 
Nos cinemas brasileiros desde a última quinta-feira (10), o filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” conta a história de Leo (Guilherme Lobo), um jovem cego que se apaixona pelo colega de escola Gabriel (Fábio Audi). Premiado internacionalmente, o longa coloca em evidência os relacionamentos afetivos dos homossexuais que lidam com limitações físicas em seu dia a dia. Com paralisia cerebral, o ator carioca Pedro Azevedo Fernandes, 22, é um deles.
 
“Nasci de cinco meses. Na hora do parto, faltou oxigenação no cérebro. Minhas funções cognitivas foram preservadas, minha paralisia não afetou nem fala nem intelecto, só a parte motora”, explica Pedro, que namora há cinco meses o técnico de informática Thiago Matias de Oliveira, 28.
 
Thiago revela que se encantou com o agora namorado logo que viu uma imagem dele na internet. “Conheci o Pedro pelo Instagram, vi uma foto dele e fiquei apaixonado. Perguntei a um amigo quem era ele e depois nos adicionamos no Whatsapp. Conversamos por quase dois meses”, relata o técnico de informática.
 
Por conta de suas limitações físicas, Pedro se mostrava reticente nas conversas, mas o técnico de informática não desanimou. “Ele tinha preocupações de me ver o ajudando em algumas necessidades como tomar banho. Dizia que não queria que eu fizesse certas coisas por ele e foi me preparando para tudo. Mas não pensei muito a respeito disso. Sempre fiz tudo por ele de boa”, conta Thiago.
 
Os receios de Pedro não eram sem motivo e vinham de experiências anteriores. “Eu saia pra balada, ficava com um e outro, mas sentia muito preconceito. As pessoas não se aproximavam por medo, por não saber como lidar. Cheguei a ouvir frases como ‘ele é até bonito, mas não vou ficar com ele porque é cadeirante’”, descreve o ator.
 
Com o namoro, Thiago também passou a enfrentar situações de preconceito. “As pessoas falam coisas do tipo: ‘Credo, como ele tem coragem de ficar com um cadeirante?’ e ‘Imagina as posições limitadas deles?’. Mas nós tiramos isso de letra, não damos ouvidos a esse tipo de comentário”, diz o técnico, ressaltando, no entanto, que também recebe mensagens de apoio. “As mulheres no geral acham a gente um casal fofo e falam que somos lindos.”
 
CARA DE COITADO
 
Hoje com 40 anos, a funcionária pública Selma Rodeguero ficou paralitica aos 17 anos em um acidente automobilístico. Já tendo consciência de que era lésbica, ela só se assumiu no ano seguinte ao que ficou com a deficiência. Também passando por situações de preconceito, Selma sente que o fato de ser cadeirante incomoda mais os outros do que a sua orientação sexual.
 
“Sou muito bem resolvida, então não estou nem aí. Quero mais que me olhem e saibam que eu sou sapatão. Agora em relação a ser cadeirante é pior, as pessoas acham que a gente não faz sexo, que não consegue fazer nada sozinho. Olham com aquela cara de que a vida acabou. Cara de coitado, sabe?”, desabafa Selma.
 
Mas Selma rejeita o indesejável título de ‘coitada’, confessando ainda que a sua vida afetiva e sexual é mais do que satisfatória. “A mulher lésbica lida muito bem com isso, impressionante como elas gostam, acho que é o lado materno. Homens são muito encanados com a aparência, mas mulher não.”
 
Veja postagem no iGay: CLIQUE AQUI!
 

Homem é estuprado após marcar encontro pelo Grindr


Publicado pelo SuperPride
 
Não é de hoje que a gente vê casos chocantes, que tem algum aplicativo de pegação como propulsor de violência. Na Rússia, por exemplo, gays estão sendo perseguidos, humilhados e espancados com muita frequência.
 
Agora, tem um novo caso, direto da Filadélfia, EUA, que está chocando a sociedade americana. Um turista canadense, de 34 anos, estava na cidade e resolveu marcar um encontro pelo Grindr. Até então, uma pratica normal pra muitos de nós hoje em dia.
 
A vítima recebeu o suspeito em seu quarto de hotel, após uma breve troca de mensagens pelo aplicativo. Chegando lá, o cara sacou uma arma, espancou e estuprou o canadense.
 
“Tudo foi muito nebuloso. Eu estava apavorado e pensava que se fizesse o que ele mandasse, ele iria embora”, disse a vítima em entrevista à NBC. Além do sufoco que ele passou dentro do quarto, o rapaz foi obrigado a sair do hotel com o agressor e sacar dinheiro em diversos caixas eletrônicos. Ao entrar para sacar mais dinheiro em um bar, a vítima conseguiu escapar e chamar a polícia.
 
Infelizmente, o criminoso conseguiu fugir. Agora, a polícia abriu inquérito e está em busca do criminoso. Depois do trauma, o canadense disse que não vai mais usar Grindr para marcar novos encontros sexuais.
 
“Eu não vou mais usar aplicativos como este. Eu não vou.”
 
A gente encontrou a reportagem da NBC, com imagens do meliante. Está em inglês!
 
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