18 de dez de 2014

J.K. Rowling fala pela primeira vez sobre estudantes gays em Hogwarts

 
Por LUIZ BELINELI para o PAPEL POP
 
Enquanto navegava no Twitter, J.K. Rowling foi surpreendida por um seguidor curioso sobre os segredos de Hogwarts, a famosa escola de bruxaria que foi cenário de todos os livros de “Harry Potter”.
 
O fã queria saber se Hogwarts abrigava uma espécie de “clube LGBT” – coisa que nunca foi mencionada nos livros da saga.
 
“Você acha que há um grande número de estudantes LGBT em Hogwarts? Gosto de imaginar que eles formaram uma espécie de clube LGBT. Acho que a escola tinha uma grande variedade de pessoas e gosto de pensar que é um lugar seguro esses alunos”, perguntou o seguidor.
 
J.K. prontamente respondeu a duvida do seguidor e, mais uma vez, se mostrou uma pessoa admirável.
“Claro”, respondeu a autora que anexou uma imagem com as cores da bandeira gay que diz: “Se Harry Potter nos ensinou algo, é que ninguém deveria viver num armário”.
 
 
Vale lembrar que em 2007, enquanto promovia o último livro da série, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, J.K. afirmou que Dumbledore era gay.
 
Após a surpresa geral, a platéia presente no evento começou a aplaudir, e a escritora comentou: “Se soubesse que a notícia os faria tão felizes, teria dito antes”.
 
Agora a gente fica aqui pensando: além de Dumbledore, quem poderia se revelar gay na Escola de Bruxaria, hein?

#NossaFamíliaExiste

Há milênios os seres humanos se organizam em agrupamentos denominados como “famílias”. Uma família é composta por pessoas que se amam e possuem um comprometimento mutuo. Durante séculos as famílias compostas por duas pessoas do mesmo sexo foram impedidas de terem seu amor e comprometimento reconhecidos plenamente pelo Estado. No Brasil essa situação começou a mudar quando o país passou a reconhecer as uniões estáveis homoafetivas e a realizar o casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo. Infelizmente algumas pessoas ainda querem tirar dessas famílias os direitos civis que elas já possuem. Essas pessoas teimam em agir como se as famílias não existissem. Mas essas famílias existem e afirmam com muita força e alegria: #NossaFamíliaExiste
Esse curta é uma produção fruto da parceria da Campanha Nacional de Apoio ao Casamento Civil Igualitário no Brasil e da Mídia Ninja.


17 de dez de 2014

Põe Na Roda Repórter: BARBIES


Em Manaus, amigos gays são expulsos de bar no Centro

 
Por VINICIUS LEAL para A CRÍTICA
 
Clientes denunciam proprietários de estabelecimento de cometerem ato homofóbico. Donos do local disseram que gays “passaram dos limites” e expulsaram grupo devido à opinião de vizinhos
 
Um suposto caso de homofobia em um bar no Centro de Manaus causou a revolta de pessoas na Internet. Dois amigos* que trocavam carícias na madrugada de domingo (14), no Patupirá Petiscaria e Bar (rua Visconde de Porto Alegre, Centro), foram expulsos pelos donos do local junto com outros dois colegas. Os depoimentos dos quatro clientes nas redes sociais ganharam repercussão e apoio de internautas.
 
“Estávamos entre amigos sentados numa mesa que estava posta na rua. Em certo momento, dois amigos se abraçavam e ouviam músicas juntos, e foram recriminados por isso. O dono do bar chegou até mim para dizer para que parassem com aquilo porque era incômodo às outras pessoas e à vizinhança”, contou pelo Facebook Rogério*, 21 anos, um dos cliente expulsos.
Rogério disse: “Fomos tirar satisfações com ele. Foi quando ele partiu pra agressividade. Um dos garçons chegou a pegar um taco de sinuca para bater em um de nós, e teve que ser impedido. Eles não queriam conversa, só expulsavam a todo instante gritando e ofendendo. O dono muito alterado dizia para irmos embora e nunca mais voltarmos ali”.
 
Discussão e agressão
 
Segundo os donos do Patupirá, durante a tentativa de informar os clientes sobre a “regra” do local, houve discussão pelas duas partes. “Os dois estavam aqui se beijando há bastante tempo. Até aí tudo bem. Depois foi um ‘pega-pega’, eles começaram a se tocar intimamente e vulgarmente”, contou Wanderson Oliveira Matos, 26, o “Jukah”, funcionário do bar.
 
Os proprietários do local confessam que expulsaram os clientes. “Para não chegar neles (os homossexuais), que estavam ‘bebidos’, cheguei com os amigos deles. Quando o amigo foi lá avisar, eles vieram ignorantes agredir. Eu não queria discutir com bêbados, e retiramos eles (sic) de lá”, contou “Jukah”. Os donos do Patupirá disseram que os gays “passaram dos limites” e culpam a vizinhança pela atitude que tiveram.
 
“É um bar, um lugar aberto, mas a galera tem que ter o mínimo de pudor. Aqui passam famílias, crianças, idosos. A galera não é obrigada a absorver isso da noite para o dia, goela abaixo. Alguns vizinhos reclamam que passam com o filho e vêem homens se beijando, mulheres se beijando. Eu teria feito a mesma coisa com héteros”, disse o proprietário do Patupira, Hoomell Smith Ramos, 24, que diz ter amigos gays.
 
Ele justifica: “Eu abri um bar para ‘brother’. E eles têm esse ‘pudorzinho’, certo respeito. Aí começou a frequentar bastante ‘GLS’, mas não é a maioria do nosso público. Não é! A galera está demais, tacam a língua (beijo). Digo a meus funcionários que a gente tem que chegar ‘na boa’ (com clientes) e dizer que não é preconceito, que são os vizinhos”. Hoomell afirmou que já pediu “bom” comportamento a outros clientes.
 
Registro policial
 
Outras pessoas relataram à reportagem que também foram abordadas pelos donos do bar sobre a “regra” local, mas não quiseram comentar profundamente. E Hoomell se defende. “Todos são bem vindos, mas tem querer me ajudar. Aqui é como se fosse minha casa. Tenho certeza que esse ‘camarada’ não faz isso na frente dos pais deles. O nome é Patupirá, mas é dentro que é lícito, do que é de boa”.
 
Um dos rapazes registrou boletim de ocorrência por injúria no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Santo Agostinho, Zona Oeste. O grupo de amigos gays negou as acusações do dono do bar. Eles não pretendem levar o caso à Justiça pelo desgaste processual, e esperam passar bem longe do bar. “Uma forma de atingi-los é esquecendo aquele local”, relatou Rogério, pelo Facebook.
Homofobia
 
Segundo a presidente da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), Alexandra Zangerolame, o fato de clientes terem sido expulsos por serem gays é homofobia, porém isso não é crime no Brasil. “O preconceito por estarem abraçados é homofobia sim, a princípio. Mas o registro é factual, porque homofobia não considerada é crime”, disse.
 
Segundo ela, a maioria dos casos de homofobia é registrada em delegacias como agressão, lesão corporal ou injúria, e cabe ao delegado de Polícia Civil colocar no documento se o fato tem viés homofóbico. “Isso precisa ser investigado: se houve excesso no comportamento das pessoas, se estavam se agarrando, ou se elas foram recriminadas em função da orientação sexual”.
 
Conforme Zangerolame, no Amazonas há poucos registros de homofobia. “A gente não tem estatísticas disso. Não podemos cobrar ações dos governos sem essas estatísticas”, explicou a presidente. Segundo ela, isso acontece porque a maioria dos casos não é descrita como homofobia pelos funcionários da Polícia Civil ou nem ao menos é registrada pelas vítimas.
 
*À pedido dos envolvidos, foi dado nome fictício às partes
 
*A matéria conteve um erro de informação que foi corrigido. Ao invés de “casal gay”, como estava no título e no primeiro parágrafo, os envolvidos afirmaram ser dois amigos.

16 de dez de 2014

Terninho de Shiloh rouba a cena em première dos pais, Jolie-Pitt

 

Visto na Revista Quem

Shiloh, filha biológica mais velha de Angelina Jolie e Brad Pitt, roubou a cena na première de Invencível, na noite de segunda-feira (16), em Hollywood. A menina de 8 anos usou terno, gravata e até copiou o penteado dos irmãos mais velhos, Maddox e Pax, para o evento.
 
Em um vídeo divulgado na última semana, a atriz Angelina Jolie, diretora do longa, anunciou que teria que se ausentar de uma série de compromissos em razão da catapora, que contraiu nos últimos dias. Mostrando que são uma família super unida (e fofa!), o maridão Brad Pitt e parte dos filhos fizeram questão de dar uma cobertura à atriz, e foram à première do filme Invencível em Hollywood.
 
Em entrevistas anteriores, os atores chegaram a afirmar que Shiloh adora copiar o estilo dos irmãos, e não quer nem saber de roupas e brincadeiras de menina. “É a palhaça da família e com certeza uma das pessoas mais engraçadas que você irá conhecer”, disse Jolie. A atriz também já se comparou com a filha, e aposta que a menina será artista: “Eu também costumava me fantasiar e sair pulando por ai. Ela é palhaça e falante. Os primeiros sinais de uma grande artista”.
 
 
O casal também é pai de Zahara e dos gêmeos Vivianne e Knox. A família estava acompanhada dos pais de Pitt, Jane e William, para promover o filme dirigido por Jolie. Os atores Garrett Hedlund e Kirsten Dunst também participaram do evento. 


 
 

Cuecas de renda afirmam vaidade masculina

 

Biah Percinoto para o Catraca Livre
 
Diretamente de Paris, uma nova tendência acaba de desembarcar no Brasil e promete romper padrões machistas que negam a vaidade masculina: são as cuecas de renda.
 
E se na capital da moda e do estilo a peça manteve os tradicionais modelos slip, boxer e samba-canção adornados pelo delicado tecido, tão comum em roupas íntimas femininas, no Brasil ela chegou mais ousada, com cortes inspirados em calcinhas, e já pode ser encontrada em solos mineiro pela HSMen's .
 
Feitos com lycra, renda e microfibra,  os modelos disponibilizados pela grife belo-horizontina custam entre R$ 29,90 e R$ 49,90, e são vendidos exclusivamente pela internet.
 
Modelos semelhantes aos parisienses podem ser encontrados no Mercado Livre, e em e-commerces de moda íntima como o Gall e o Lelingerie.
 
Super Sensuais, na França elas são vistas com naturalidade. Será que no Brasil a moda pega?
 





 

Aluna de 9 anos escreve carta de apoio a professor após ele sair do armário

 
Visto em O GLOBO
 
"Vou sempre tratá-lo da mesma forma como faço agora", escreveu a garota

Uma aluna de 9 anos resolveu encorajar seu professor, após ele contar que é homossexual para a turma de alunos. Ele expôs sua sexualidade durante uma lição sobre bullying e homofobia.
 
O fato foi divulgado pelo site europeu "PinkNews", dedicado ao universo LGBT. A matéria não especifica o colégio e a cidade onde o caso aconteceu, assim como não revela as identidades do professor e da aluna. Entretanto, a carta foi publicada na íntegra. O texto diz:
 
"Caro Sr. R
Mesmo que você seja gay, vou sempre tratá-lo da mesma forma como faço agora.
 
Continuo pensando em você da mesma forma que antes. Você é um grande professor e estas são apenas algumas das palavras que usaria para descrever você: ótimo, incrível, fantástico, brilhante, impressionante e corajoso.
 
A razão pela qual digo corajoso é porque você compartilhou um segredo pessoal que foi muito corajoso.
 
Você não tem que se sentir com medo, porque sei que todo mundo na classe pensa da mesma maneira que eu."
 
O professor contou ao site que, por atuar em escola primária, sempre se preocupou em mencionar sua sexualidade, apesar de seus colegas de profissão falarem sobre maridos, esposas e outras pessoas importantes o tempo todo.
 
"Como parte da semana anti-bullying, perguntei quem já tinha ouvido o termo 'gay' sendo usado como insulto. Quase todos da minha classe levantaram as mãos. Fiquei atordoado", disse.
Na sequência, ele perguntou quem achava que gays ou lésbicas estão, de alguma forma, agindo errado. Quase todos levantaram as mãos novamente.
 
O professor, então, conversou com seu chefe, que concordou que falasse sobre sua sexualidade para a turma. A intenção, era mostrar aos aluns que ele é gay e que, ao usarem o referido termo, estariam falando dele.
 
"A reação foi fantástica - havia um monte de suspiros e olhares chocados e algumas questões básicas - como 'você tem um namorado'. Mas, depois de alguns minutos, eles já haviam superado isso e prosseguimos com aula."
 
A carta veio alguns dias mais tarde, deixando o professor emocionado.
 
"Levei algum tempo até me recompor. Quando agradeci, ela apenas deu de ombros e repetiu para um dos garotos da turma o que havia dito durante a aula: 'É apenas a vida dele'. Em seguida, ela voltou para seus exercício de matemática", relatou o professor ao site.
 
O professor afirma que não houve julgamento, apenas aceitação.
 
"Agora, posso mencionar meu noivo tão facilmente como qualquer outro professor, e minha classe me conhecer um pouco melhor. Recebi um monte de cartas e cartões ao longo dos anos, mas esta vou guardar para sempre", concluiu.