23/08/16

"A Rio 2016 deixa legado de respeito às minorias sexuais"

Por Alexandre Vidal Porto
Fonte: FOLHA


No livro "Sexo em números": o que a estatística revela sobre o comportamento sexual (Sex by Numbers: what statistics can tell us about sexual behavior, Profile Books), publicado na Inglaterra, no ano passado, o estatístico britânico sir David Spiegelhalter confirma que cerca de 10% da população mundial é lésbica, gay, bissexual ou transgênero (LGBT).

No entanto, na Rio 2016, apenas 53, ou 0,5% dos atletas, assumiram ser LGBT. Se 2% assumissem, por exemplo, seriam 230 atletas. Essa diferença entre estatística e realidade permanece no armário.

Mas isso tende a mudar.

A cada Jogos Olímpicos, o número de atletas abertamente LGBT mais que dobra. Em Pequim 2008, eram 10. Em Londres 2012, passaram a 23. Na Rio 2016, foram 53. A seguir-se esse ritmo, teremos mais de uma centena em Tóquio 2020.

Assumir uma orientação sexual diversa publicamente nem sempre é fácil ou possível. Mas a coragem para fazê-lo parece render frutos desportivos: 47% dos atletas abertamente LGBT na Rio 2016 subiram ao pódio.

A homofobia não poupa o ambiente esportivo, e os atletas estão expostos a ela cotidianamente (pense no futebolista gay sendo chamado de "bicha" pela torcida). Contudo, a elite desportiva mundial -e seus fãs- parecem estar absorvendo rapidamente a ideia de que alguns de seus ídolos são LGBT —e de que isso não faz qualquer diferença.

Na Rio 2016, atletas homossexuais mostraram-se publicamente aos olhos da imprensa e da opinião pública. Normal. Ninguém ligou. Nem parecia o país que fez aquele fuzuê todo por causa do beijinho gay do Mateus Solano e do Thiago Fragoso na novela.

Essa visibilidade pública dos atletas LGBT durante a Rio 2016 deixa um legado importante para a construção da justiça social no Brasil. Foi alentador ver uma judoca lésbica dar a primeira medalha de ouro para um país tão necessitado de vitórias. E deu orgulho ter a intimidade doméstica de um casal de jogadoras de vôlei de praia brasileiras exibida de forma prosaica no horário nobre da cadeia norte-americana NBC.

Na Rio 2016, o orgulho nacional apropriou-se das minorias sexuais. A ideia de tolerância estava presente já na cerimônia de abertura, na qual transgêneros, entre eles a modelo Lea T., conduziram a entrada das equipes.

Acentuou-se com a forte reação negativa ao jornalista do Daily Beast que fez matérias expondo atletas LGBT. E consolidou-se com a quantidade de beijos, celebrações e propostas de casamento nos quais os atletas LGBT estiveram publicamente envolvidos durante os jogos.

A mensagem de tolerância e respeito às minorias sexuais durante a Rio 2016 pegou bem para o Brasil e foi destacada na imprensa internacional. A cobertura confirmou o Brasil entre os países nos quais a aceitação da homossexualidade encontra problemas pontuais, mas é uma realidade irreversível.

Os Jogos Olímpicos acabaram, e o Brasil voltará a ser um dos países mais violentos do mundo contra LGBTs. Essa é a realidade contra a qual devemos lutar, tendo em mente que, na luta contra a discriminação e o ódio, temos campeões olímpicos no nosso time. Isso não é pouco. A Tóquio 2020! 

16/08/16

Happy Birthday Madonna (58 anos)

"Elke Maravilha, a drag queen de si mesma" Por Tony Goes


Por TONY GOES
Fonte: FOLHA

É impossível classificar Elke Maravilha.

Morta na madrugada desta terça-feira, ela foi uma das modelos brasileiras de maior destaque na virada dos anos 1960 para os 70 —mas não é por isto que será lembrada.

Também era excelente atriz, mas fez relativamente poucos papéis "de cara lavada", longe do personagem que criou para si própria.

Talvez seja esta sua melhor definição: um personagem. Uma autêntica drag queen, com o pequeno detalhe de ter nascido mulher.

Elke passou a se montar quando foi convidada para os júris que pululavam nos antigos programas de auditório da TV brasileira. Linda, espontânea e divertida, resolveu se destacar usando perucas gigantescas, maquiagem carregadíssima e uma profusão de acessórios. Virou uma celebridade reconhecível à distância.

Marcou época nas bancadas de Chacrinha (a quem chamava de "painho") e Silvio Santos. Ficou célebre sua interpretação de "Beijinho Doce", um dos hinos informais de sua terra adotiva, Minas Gerais.

Nascida Elke Georgievna Grunnupp em Leningrado (atual São Petersburgo), de pai russo e mãe alemã, migrou com a família para o Brasil quando tinha seis anos de idade. Criada em sítios do interior de Minas e de São Paulo, mesmo assim teve uma educação cosmopolita. Gabava-se de falar nove idiomas: português, russo, alemão, francês, inglês, italiano, espanhol, grego e latim.

Formou-se em Letras e trabalhou como secretaria trilíngue, antes de enveredar pelas passarelas. Tornou-se a favorita da lendária estilista Zuzu Angel, assassinada pelo regime militar em 1971 quando investigava o paradeiro de seu filho Stuart, um militante de esquerda.

Por causa deste caso, Elke foi presa por desacato à autoridade no aeroporto Santos Dumont, no Rio, quando viu cartazes que davam Stuart Angel como procurado pela polícia (ele já estava morto àquela altura, depois de torturado na Base Aérea do Galeão).

Elke passou seis dias na cadeia. Foi enquadrada na Lei de Segurança Nacional e teve sua cidadania brasileira revogada. Permaneceu apátrida por muitos anos. Tempos mais tarde, tornou-se cidadã da Alemanha. Nunca mais quis passaporte brasileiro, apesar de ter continuado morando aqui.

Era uma anarquista, tanto na política como na vida pessoal. Teve oito maridos, passou por três abortos, envolveu-se com drogas e álcool. Mas sua persona pública permaneceu liberada para menores: costumava saudar o público com "alô, criançada!".

Nos últimos anos, tornou-se mais rara na TV. Vivia com o irmão e um dos ex-maridos, de quem tinha ficado muito amiga. Fazia shows esporádicos, mas não estava esquecida: um de seus últimos trabalhos foi um comercial para uma grande marca de cosméticos. Afinal, maquiagem era com ela mesma.

Nise da Silveira, a psicanalista que criou o Museu de Imagens do Inconsciente, dizia que Elke Maravilha era uma sacerdotisa dionisíaca. Ela também era bruxa, fada, palhaça, travesti - e uma das figuras mais emblemáticas do nosso showbiz.

DON'T WAIT - Joey Graceffa

GAYS QUE VOTAM BOLSONARO?

15/08/16

Humor: DESVIADO

Negra, pobre, lésbica e Silva: o primeiro ouro da Rio 2016 é a cara do Brasil

Por GUSTAVO MONIZ
Para o El Pais


Na Olimpíada de Londres 2012, a judoca Rafaela Silva já era esperança de medalha para o Brasil. Mas o que era para ser a consagração de uma jovem talentosa, moradora da Cidade de Deus, uma das mais emblemáticas favelas do Rio de Janeiro, virou um episódio desagradável em questão de segundos. A tentativa de um golpe irregular e a consequente eliminação na luta preliminar dos Jogos quase encerrou sua carreira. A derrota foi seguida de comentários racistas nas redes sociais, que abalaram tanto a atleta que ela precisou ser convencida a voltar aos treinos. Hoje, quatro anos depois, em casa, ela entrou para a história ao conquistar para o Brasil a primeira medalha de ouro da Rio 2016 e a memória da agressão veio com êxtase e choro: "O macaco que tinha que estar na jaula hoje é campeão", falou à TV Globo após a conquista da categoria peso-leve.

Londres esteve o tempo todo presente na cabeça de Rafaela Silva nesta segunda-feira. A segunda luta dela foi exatamente contra a húngara Hedvig Karakas, adversária da fatídica eliminação nos Jogos de 2012. "Eu tinha visto a chave e esperava que a gente se cruzaria. Eu só não pensava que iria sentir aquela sensação de novo", contou. "Depois de ser eliminada em Londres, não tem como segurar a emoção na hora do hino", disse a judoca ao canal Sportv, ainda com a medalha no peito, logo depois de descer do lugar mais alto do pódio.

A retomada da carreira aos 24 anos — que culminaria no ouro que é a cara do Brasil: de uma negra, pobre e Silva — é fruto de muito trabalho no tatame e também fora dele. Rafaela Silva contou com o apoio de uma psicóloga para refazer a ideia que tinha de si mesma. Aos poucos, a judoca voltou a acreditar que poderia ser campeã. Conquistou o mundial em 2013 e teve uma recaída na sequência. A recuperação durou dois anos. "Pensei que fosse largar o judô depois da minha derrota em Londres. Comecei a fazer um trabalho com minha psicóloga e ela não me deixou abandonar o judô. Meu técnico também me incentivava a cada dia. Em 2014 e 2015 não tive bons resultados, estava meio desacreditada. Falaram que eu era uma incógnita, mas eu vim, treinei ao máximo e o resultado veio". Rafaela começa a erguer a história do judô brasileiro na Rio 2016, a modalidade que mais deu pódios ao país em Jogos Olímpicos ao lado do vôlei, após a decepção com a eliminação de duas promessas do tatame no sábado.

Em uma coletiva de imprensa convocada nesta terça-feira, Rafaela voltou a falar de Londres. Contou que, depois da derrota, chegou a pensar em em parar de lutar. "Recebi todas as críticas pela forma que perdi e só queria ser amparada pela minha família. Voltei a treinar no final de 2012, voltei a competir em 2013 e ganhei o mundial no Rio de Janeiro. Então acreditei que poderia voltar a disputar uma Olimpíada".


Para que não perdesse o foco nesta competição, deixou o celular no modo avião e só falava com sua família. Nesta terça, após dormir apenas quatro horas, foi acordada às 8h por pessoas que queriam abraçá-la e ver sua medalha. E quando voltou a abrir seu Instagram, viu que o número de seguidores havia passado de 10.000 para 90.000. Recebeu mensagens de apoio até de esportistas já famosos, como a jogadora Marta e o jogador Neymar. A ficha, disse, ainda não caiu.

Entre os agradecimentos, uma homenagem especial às crianças que são suas companheiras de treino no Instituto Reação, projeto social de Flavio Canto, medalhista de bronze em Atenas 2004. Criado em 2003, o Instituto atende mais de 1.200 alunos, entre os quais está Rafaela. Lá, explicou nesta terça, foi amparada desde que começou. Ganhou um quimono de presente — "bem maior que o meu corpo!" — e, como sua família não tinha dinheiro, seus professores tiravam do próprio bolso para que ela pudesse viajar para competir. Lembrou também que "era uma criança muito agressiva" e que, se não a deixavam brincar, começava a brigar. "Lá no instituto eles me cobravam muito. Não só treino, mas também a parte social. Não adianta você ser atleta se a sua educação e vida social não batem com o esporte", contou Rafaela, que também é uma das atletas que representam o Brasil nos Jogos Militares. Ela é terceiro sargento da Marinha e faz parte do Programa de Alto Rendimento do Ministério da Defesa.

"É muito bom para as crianças que estão assistindo ao judô agora. Ver alguém como eu, que saiu da Cidade de Deus, que começou o judô com cinco anos como uma brincadeira, ser campeã mundial e olímpica, é algo inexplicável. Se essas crianças têm um sonho, têm que acreditar que pode se realizar", disse Rafaela Silva. Sob o quimono, no bíceps direito, ela já havia tatuado o seu: "Só Deus sabe o quanto sofri e o que tive de fazer para chegar aqui", diz a frase que fez desenhar sobre anéis olímpicos coloridos.

12/08/16

A saída de armário forçada, vergonhosa e irresponsável do “Daily Beast”

POR GAYS & AFINS (PEDRO DINIZ E SILAS MARTÍ)
Fonte: FOLHA

Ser gay é crime em 73 países, em 13 deles passível de morte se comprovado o ato de “sodomia”. De forma irresponsável, deliberada e antiética, um repórter do jornal americano “Daily Beast” decidiu expor, na última quinta-feira (11), a homossexualidade de atletas que competem na Rio 2016.

Alguns vindos de países onde podem ser penalizados, eles tiveram o azar de ser identificados no app gay de encontros Grindr pelo repórter Nico Hines, que publicou uma descrição minuciosa dos competidores no vergonhoso artigo “The Other Olympic Sport in Rio: Swiping” (o outro esporte olímpico no Rio: ‘deslizar o dedo’), de sua autoria.

Retirada no mesmo dia do site do jornal, a matéria provocou uma saída de armário forçada de atletas que, privados de sua intimidade, foram vítimas do amadorismo editorial do veículo.

Antes de excluir o texto, o “Beast” (besta ou fera, em inglês) tentou corrigir o erro excluindo detalhes sobre o desempenho e as características físicas dos atletas citados.

“Estávamos errados”, disse em nota o editor do jornal, John Avlon, ao tentar minimizar a repercussão da gafe do repórter que, por sua vez, provou sua ignorância e falta de compromisso num parágrafo do texto.

Hines escreveu: “Para registro, não menti para ninguém, nem fingi ser alguém que eu não era –a menos que você conte eu estar no Grindr–, uma vez que sou hétero, com uma esposa e um filho. Usei minha própria imagem (apenas do meu rosto…) e confessei ser jornalista tão logo alguém perguntasse quem eu era”. Para ele, está claro, tudo não passava de um jogo de videogame.

Mas Hines não está só nessa lama de preconceito e notável falta de bom senso. Bom exemplo é o caso do cineasta Fernando Grostein Andrade, irmão do apresentador Luciano Huck, que no mês passado foi “descoberto” gay por um colunista de celebridades após “apuração” em redes sociais. Grostein, assumido muito antes da veiculação da matéria, disse à época que “a verdadeira notícia devia ser: ’em 2016, um jornalista acha que ser gay é notícia'”.

Nos últimos anos, a imprensa se vê cada vez mais orientada por cliques. Não é de hoje que a batalha por audiência vem forçando a barra da ética em reportagens apuradas às pressas para subir, causar e quebrar a internet em sites que se dizem de notícias. O que não se leva em conta nessas situações, como é o caso do artigo desastroso do “Daily Beast”, são as vidas em jogo ali.

Tratar com ares de fofoca ou grande descoberta quem é ou não é gay, em especial personalidades públicas, não é só um desserviço como também reforça a discriminação e a homofobia, como se a orientação sexual de alguém fosse notícia. Não é. Muito menos quando isso pode expor essas pessoas a crimes de ódio e à perseguição de governos que penalizam a homossexualidade. Não há graça nem qualquer traço de utilidade pública na empreitada equivocada do site americano.

Em termos de metodologia ou estratégia, a suposta reportagem de Hines teria surtido efeito semelhante caso ele fosse ao Congresso, à Casa Branca, à sede de uma grande empresa, a uma feira de arte. Ele descobriria que ali também homossexuais existem e usam aplicativos de paquera, da mesma forma como muitos também usam o Tinder.

Marcar encontros para revelar gays que por qualquer motivo queiram permanecer no armário é um ato de extrema violência.

Jornalista hétero arma emboscada para tirar atletas do armário

Por Felippe Canale


Um assunto tem repercutido dentro e fora do Brasil devido a uma pauta de um jornalista americano, Nico Hines, do The Daily Beast. Ele teve a imbecil ideia de entrar na Vila Olímpica da Rio 2016 usando apps de encontro, como o Tinder e o Grindr.

Com um perfil de fotos falsas, ele conseguiu marcar encontros com diversos atletas e publicou algumas dessas conversas no seu site. Obviamente, ele não chegou a sair com nenhum deles, afinal, a ideia era apenas ridicularizá-los. Nico chegou a citar quais esportes os tais atletas praticavam e até os seus países de origem. O resultado? Desastroso.

Muitos desses atletas tem pouco mais de 18 anos e tiveram suas vidas expostas antes mesmo de terem se assumido para os seus familiares. Outros, que são casados e tem filhos, terão muito a explicar para as suas famílias. E o pior! Alguns desses atletas vivem em países em que ser gay é crime e nem mesmo poderão voltar para as suas casas.

A repercussão pegou tão mal que o artigo original foi tirado do ar e o editor do site, Nico Hines, pediu desculpas públicas para todos os atletas e também para os seus leitores. Mas, na internet nada se cria, tudo se copia. A história vazou aos 4 ventos e teve atleta fazendo textão pra expor a gravidade do caso.

Dá uma lida neste desabafo que o nadador Amini Fonua, de Tonga, publicou no seu twitter pessoal:

"Um jornalista de merda, hétero, entrou no Grindr na vila olímpica, viu que tinham muitos atletas gays, pegou as informações de cada um e publicou num site. Alguns desses atletas não estavam fora do armário (sair do armário no meio esportivo é algo BEM complicado), outros vinham de países onde ser gay é ilegal (eles podem ser presos, impossibilitados de jogar pra sempre, sofrerem atentados, até ser mortos), e, como o nadador da foto aqui falou, alguns tem cerca de 18 anos e deveriam ter o direito de escolher quando e onde sair do armário (cada pessoa deve decidir a hora de falar para suas famílias e amigos). Agora imagina esses atletas, que treinaram nos últimos 4 anos, além da cobrança de participar de uma olimpíada, tendo que competir no meio dessa montanha russa de emoções. Um jornalista escroto desses não merece ser chamado de jornalista. Gostaria que a vida dele se fudesse com isso, que ele recebesse mil processos no cu, mas eu tenho certeza absoluta que nada vai acontecer com ele, muito antes pelo contrário, só vai ficar mais famoso."

Tudo isso ajudou a reacender o debate de até onde vai a liberdade de imprensa. Com toda certeza, não deveria chegar nem perto de atitudes que possam prejudicar as vidas de pessoas inocentes.

09/08/16

Brasileira do rúgbi é pedida em casamento por companheira na Rio-2016

Fonte: UOL

Jogadora da seleção brasileira de rúgbi, Isadora Cerullo foi pedida em casamento por sua companheira na noite desta segunda-feira (8).

Izzy, como é conhecida, recebeu o pedido de Marjorie Enya, até então namorada e voluntária da Rio-2016. Ela disse "sim", antes das duas se beijarem para selar a compromisso. 

"Eu fui completamente surpreendida", afirmou Izzy. "Achei que fosse fazer uma entrevista, não sei como cai nessa. Daí ela começou a falar, começou o discurso e eu já sabia o que ia vir, fiquei muito feliz."

"Aceitei sem pensar duas vezes. A única coisa que eu sei é que eu vou estar do lado dela", explicou a brasileira, quando perguntada se teve dúvida em aceitar o pedido de casamento.

O gesto de amor aconteceu logo após a premiação do rúgbi sevens, que consagrou a Austrália como campeã na estreia da modalidade no calendário olímpico. 

A seleção brasileira terminou na 9ª colocação do rúgbi sevens na Rio-2016. Coincidentemente, Izzy foi responsável por anotar o último "try", principal pontuação da modalidade, do Brasil na competição.

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