01/09/16

"HÁ MUITO A TEMER: O NOVO GOVERNO E OS DIREITOS LGBT" Por Daniel Cardinali

Por Daniel Cardinali

Com a concretização do esperado afastamento da Presidente Dilma Rousseff pelo Senado Federal, por confortável margem de votos, o PMDB chega pela terceira vez à Presidência do Brasil sem nunca ter sido eleito para ocupar tal cargo. Neste cenário, questiona-se o que o se pode esperar do novo governo Temer em relação aos direitos LGBT.

Antes de mais nada, é preciso não romantizar a atuação de Dilma no tema. Cabe lembrar que a eleição presidencial de 2010 teve como epicentro a questão do aborto, com José Serra e Dilma se enfrentando para saber qual dos dois tinha uma posição mais conservadora na matéria, com o objetivo de agradar o eleitorado religioso e seus homofóbicos representantes políticos. Já eleita, a primeira mulher a ocupar o Palácio do Planalto suspendeu o programa “Escola sem Homofobia”, alegando que seu governo não faria “propaganda de opção sexual”. Tratava-se de uma concessão à bancada evangélica, para tentar salvar o então Ministro Palocci de ter de explicar sua evolução patrimonial. No final, caíram ambos, o ministro e o programa. A primeira reunião da Presidente com representantes do movimento LGBT organizado, com direito a sorrisos e foto com a bandeira do arco íris, aconteceu apenas no reboque das manifestações de Junho de 2013, em razão de uma necessidade contextual. Enquanto na politica ordinária se fazia todo o tipo de concessão aos mais atávicos conservadorismos, os movimentos sociais – o movimento LGBT entre eles – foram fiéis escudeiros do governo do PT em suas horas mais difíceis. Basta ver a quantidade de bandeiras do arco íris quebrando o vermelho nas manifestações contra o impeachment. As medidas de última hora para tentar pintar uma imagem mais à gauche dos seus últimos momentos, que envolveu o decreto para garantir o uso do nome social na administração federal, embora possam trazer ganhos concretos, devem ser entendidos dentro desta lógica de política autointeressada.

Significa dizer que estaremos melhores com Temer? Não, muito pelo contrário. O governo que se inicia anuncia tempos temerários para o avanço das pautas progressistas e defesa dos direitos das minorias. Embora o próprio Temer ainda não tenha dado nenhuma declaração expressa sobre a diversidade sexual, podemos presumir que o motivo para tanto é que este não o tipo de assunto para se comentar “à mesa”. A fleuma antiquada e a aura aristocrática não são os únicos atributos oitocentistas de Temer, já que seu projeto de poder pretende ser uma espécie de inversão de JK para nos fazer retroceder “50 anos em 5”.

A simbologia de se substituir a primeira presidente mulher do Brasil, perseguida e torturada na ditadura militar, por um homem que sempre orbitou as velhas instâncias de poder do “rouba mas faz” não poderia ser mais clara. Incomodou-se Temer com a posição de “vice decorativo”, sem dúvida pelo papel emasculante de tal posição, afinal, o papel de bibelôs serve às mulheres. Por favor, não ousem achar que possam ser melhores que meros colírios ornamentais, parnasianos e acéfalos, para os olhos sedentos dos varões deste Brasil varonil, que se pavoneiam de ter sob seu domínio a rés bem marcada, “bela, recatada e do lar”.

A equipe ministerial anunciada diz bem o lugar que a mulher deve ocupar na política. Nenhum. Desde a ditadura militar – inclusive em parte desta – todos os governos tiveram ministras mulheres. Para Temer mulher não presta para gerir o país, só serve para tirar as botas do seu macho e massagear-lhe os calos após um dia de trabalho, parece. É importante notar, por exemplo, que, enquanto Pedro Paulo, candidato à prefeitura do Rio que agrediu fisicamente sua ex-mulher em mais de um episódio, ao menos demonstra o cinismo de buscar uma vice-prefeita, Temer não buscou sequer tentar apaziguar o desconforto provocado pela matéria da Veja na formação da sua equipe ministerial. Pelo contrário, fez questão aqui de marcar uma posição.

E não ter mulheres não é o único demérito da tal equipe ministerial que vai fazer a nossa ponte para um futuro que parece estranhamente familiar com o passado. O Ministro da Educação é do DEM, partido responsável pela ação judicial que questionou o programa de cotas universitárias no STF; o Ministro da Justiça é responsável por maquiar o extermínio de jovens e negros que a policia de São Paulo produz e por um discurso de criminalização galopante dos manifestantes políticos; o Ministro da Agricultura, a bem da verdade, não muda muita coisa, continua o na pasta o grande latifúndio, embora agora tenha a decência de ser representado por um homem. Isso para não falar dos investigados na lava jato que levaram de brinde o chamado “foro privilegiado” no STF.

Veja bem, não é que a pauta dos direitos das minorias não seja prioritária para o novo governo, que o foco esteja na economia. Trata-se de uma ilusão superficial, a pauta é sim primordial, mas para que se produza o seu retrocesso. A extinção das pastas ligadas aos direitos humanos, igualdade racial e políticas de gênero representa bem o tipo de importância que o governo Temer reserva aos assuntos. Na surdina, com certeza, será mais fácil dissolver os avanços sociais a duras penas conquistados.

Cabe lembrar, ainda, como Temer chegou à cadeira que ora conspurca, abraçado umbilicalmente em Eduardo Cunha, autor dos projetos de lei do dia do orgulho heterossexual e da criminalização da “heterofobia”, apenas para ficar em dois exemplos de seu obscurantismo. O show de horrores que foi a votação na Câmara, em que a defesa da família patriarcal e tradicional atingiu níveis folclóricos, dá um indicativo de que tipo de interesse e projeto de poder vai cobrar a conta de Temer quando chegar a hora. Afinal de contas, se Temer alcançou o que jamais conseguiria pelo voto popular, o fez em função da ferrenha atuação dos maiores opositores dos direitos LGBT no congresso nacional, que saberão cobrar bem pelo papel central desempenhado. Isso para não falar da atuação patética da FIESP e das elites do “o aeroporto ‘tá virando rodoviária”, que prometem retrocessos trabalhistas e sociais.

Avizinham-se, portanto, tempos difíceis para todos aqueles que acreditam num Brasil mais tolerante e mais igualitário. Não se trata mais apenas de denunciar a falta de avanços, mas do risco concreto de retrocessos. Parece que as grandes novidades do novo governo, sobre as quais a mídia já faz questão de tecer loas sebastianistas, vêm estranhamente requentadas e com cheiro de mofo, e seremos nós a comer este pão bolorento que o diabo amassou

Handsome Man (Matt Alber)

30/08/16

Divaldo Franco - Homossexualidade , Homossexual, Gay, Na Visão Espírita

Homossexualidade é genética (e não há “cura”)

Por Tábata Bergonci
Fonte: Saense


“Baby, eu nasci desse jeito!” canta Lady Gaga, se referindo aos homossexuais, bissexuais e transexuais, em uma famosa música de 2011. De fato, nas últimas duas décadas, cientistas vêm aumentando as evidências de que a homossexualidade não é uma escolha, mas sim determinada pela genética. Muitas pesquisas em sexualidade começam a demonstrar isso. Por exemplo, sabemos que a homossexualidade é mais comum em parentes biológicos de outros homossexuais do que de heterossexuais [2]. Estudos também mostram que a chance de que gêmeos idênticos sejam ambos homossexuais é mais alta do que para irmãos não gêmeos [3]. Recentemente, um estudo com 409 pares de irmãos gêmeos homossexuais, o maior realizado até hoje, encontrou duas regiões contendo genes que influenciam o desenvolvimento da orientação sexual [4].

O DNA é composto por nucleotídeos. Quando apenas um nucleotídeo é trocado na sequência de um gene, chamamos isso de SNP (polimorfismo de nucleotídeo único). Os pesquisadores analisaram os genomas dos 818 indivíduos (gêmeos homossexuais) e também o genoma de mais 90 familiares não-homossexuais desses gêmeos. A análise encontrou SNPs em diversos genes. Isso significa dizer que homossexuais têm alguns genes cuja sequência tem uma única alteração, se comparada aos mesmos genes em heterossexuais. Em geral, uma pequena mudança na sequência gênica pode fazer com que o gene se expresse de maneira diferente entre os indivíduos, originando diferentes características. No estudo, as regiões com mais SNPs encontrados estão presentes no cromossomo 8 e no cromossomo X (que é um dos cromossomos sexuais).

Dentre os genes com SNPs, muitos estão relacionados ao desenvolvimento neuronal ou participam na neurotransmissão. Isso significa dizer que a orientação sexual parece ser determinada antes do nascimento. Algumas descobertas são interessantes: um gene expresso no cérebro, chamado CNGA2, é essencial para que exista comportamento sexual dependente de odor (o odor está ligado aos níveis de testosterona e é importante para a comunicação sexual) [5]. Outros dois genes encontrados, AVPR2 e NPBWR1, têm relação com o comportamento e interação social em ratos [6].

Então está tudo explicado? Sequências diferentes nos genes determinam a orientação sexual do indivíduo? Não, nada é tão simples na natureza. Existem irmãos gêmeos (genomas idênticos) onde um é homossexual e o outro heterossexual, mostrando que os genes não conseguem explicar tudo. Mas a explicação para este fato parece ainda estar na genética, mais precisamente, epigenética. Simplificando, existem fatores que “ligam” e “desligam” nossos genes, e isso faz com que indivíduos com genomas idênticos possam ter características diferentes. Cientistas já encontraram pelo menos cinco regiões no genoma humano que são diferentes entre homo e heterossexuais, ou seja, alguns genes estão “ligados” em homossexuais e “desligados” em heterossexuais, e vice-versa. Evidências sugerem que essas diferenças são dependentes da posição do feto no útero e também da quantidade de sangue que o feto recebe da mãe [7].

A existência de homossexuais do sexo masculino sempre foi um paradoxo genético evolutivo, já que este existe em diversas espécies apesar da menor disposição para procriação que os indivíduos homossexuais possuem (com consequente não passagem dos genes para os filhos). Curiosamente, mulheres que apresentam a variante de genes homossexuais masculinos não são necessariamente homossexuais e apresentam maior fertilidade. Assim, a alta fecundidade dessas mulheres na população parece “compensar” a taxa de homossexualidade masculina [8]. Alguns estudos mostram que certos genes relacionados à atração por homens parecem “funcionar” tanto em homossexuais, quanto em mulheres, e, no sexo feminino, isso leva ao aumento do sucesso reprodutivo.

Os últimos estudos sobre orientação sexual são, no mínimo, interessantes. Nossa sequência de DNA, juntamente com a epigenética, explica o porquê de mães e pais heterossexuais poderem ter filhos homossexuais, sendo o contrário também verdadeiro. Além disso, as descobertas em epigenética mostram o quanto o ambiente pode influenciar a orientação sexual do indivíduo, desde antes do nascimento. Do mesmo modo que nascemos com olhos castanhos ou azuis, temos nossa sexualidade intrincada ao nosso DNA. E aqui não me demoro nas questões de preconceitos. Deixo só o que Milton Nascimento cantava em 1975, e que hoje serve de tema para as manifestações contra homofobia: “Qualquer maneira de amor vale à pena”.

[1] Crédito da imagem: Aaron Edwards (flickr) / Creative Commons. URL: https://www.flickr.com/photos/evill1/113813037/. Acesso: 24 de agosto (2016).

[2] K Alanko et al. Common genetic effects of gender atypical behavior in childhood and sexual orientation in adulthood: a study of Finnish twins. Archives of Sexual Behavior 39, 81 (2010).

[3] G Schwartz et al. Biodemographic and physical correlates of sexual orientation in men. Archives of Sexual Behavior 39, 93 (2010).

[4] AR Sanders et al. Genome-wide scan demonstrates significant linkage for male sexual orientation. Psychological Medicine 45, 1379 (2015).

[5] M Milinski et al. Major histocompatibility complex peptide ligands as olfactory cues in human body odour assessment. Proceedings of Royal Society B 280, 20122889 (2013).

[6] R Nagata-Kuroiwa et al. Critical role of neuropeptides B/W receptor 1 signaling in social behavior and fear memory. Plos One 6, e16972 (2011).

[7] M Balter. Can epigenetics explain homosexuality puzzle? Science 350, 6257 (2015).

[8] A Camperio Ciani et al. Sexually antagonistic selection in human male homosexuality. Plos One 3, e2282 (2008).

23/08/16

"A Rio 2016 deixa legado de respeito às minorias sexuais"

Por Alexandre Vidal Porto
Fonte: FOLHA


No livro "Sexo em números": o que a estatística revela sobre o comportamento sexual (Sex by Numbers: what statistics can tell us about sexual behavior, Profile Books), publicado na Inglaterra, no ano passado, o estatístico britânico sir David Spiegelhalter confirma que cerca de 10% da população mundial é lésbica, gay, bissexual ou transgênero (LGBT).

No entanto, na Rio 2016, apenas 53, ou 0,5% dos atletas, assumiram ser LGBT. Se 2% assumissem, por exemplo, seriam 230 atletas. Essa diferença entre estatística e realidade permanece no armário.

Mas isso tende a mudar.

A cada Jogos Olímpicos, o número de atletas abertamente LGBT mais que dobra. Em Pequim 2008, eram 10. Em Londres 2012, passaram a 23. Na Rio 2016, foram 53. A seguir-se esse ritmo, teremos mais de uma centena em Tóquio 2020.

Assumir uma orientação sexual diversa publicamente nem sempre é fácil ou possível. Mas a coragem para fazê-lo parece render frutos desportivos: 47% dos atletas abertamente LGBT na Rio 2016 subiram ao pódio.

A homofobia não poupa o ambiente esportivo, e os atletas estão expostos a ela cotidianamente (pense no futebolista gay sendo chamado de "bicha" pela torcida). Contudo, a elite desportiva mundial -e seus fãs- parecem estar absorvendo rapidamente a ideia de que alguns de seus ídolos são LGBT —e de que isso não faz qualquer diferença.

Na Rio 2016, atletas homossexuais mostraram-se publicamente aos olhos da imprensa e da opinião pública. Normal. Ninguém ligou. Nem parecia o país que fez aquele fuzuê todo por causa do beijinho gay do Mateus Solano e do Thiago Fragoso na novela.

Essa visibilidade pública dos atletas LGBT durante a Rio 2016 deixa um legado importante para a construção da justiça social no Brasil. Foi alentador ver uma judoca lésbica dar a primeira medalha de ouro para um país tão necessitado de vitórias. E deu orgulho ter a intimidade doméstica de um casal de jogadoras de vôlei de praia brasileiras exibida de forma prosaica no horário nobre da cadeia norte-americana NBC.

Na Rio 2016, o orgulho nacional apropriou-se das minorias sexuais. A ideia de tolerância estava presente já na cerimônia de abertura, na qual transgêneros, entre eles a modelo Lea T., conduziram a entrada das equipes.

Acentuou-se com a forte reação negativa ao jornalista do Daily Beast que fez matérias expondo atletas LGBT. E consolidou-se com a quantidade de beijos, celebrações e propostas de casamento nos quais os atletas LGBT estiveram publicamente envolvidos durante os jogos.

A mensagem de tolerância e respeito às minorias sexuais durante a Rio 2016 pegou bem para o Brasil e foi destacada na imprensa internacional. A cobertura confirmou o Brasil entre os países nos quais a aceitação da homossexualidade encontra problemas pontuais, mas é uma realidade irreversível.

Os Jogos Olímpicos acabaram, e o Brasil voltará a ser um dos países mais violentos do mundo contra LGBTs. Essa é a realidade contra a qual devemos lutar, tendo em mente que, na luta contra a discriminação e o ódio, temos campeões olímpicos no nosso time. Isso não é pouco. A Tóquio 2020! 

16/08/16

Happy Birthday Madonna (58 anos)

"Elke Maravilha, a drag queen de si mesma" Por Tony Goes


Por TONY GOES
Fonte: FOLHA

É impossível classificar Elke Maravilha.

Morta na madrugada desta terça-feira, ela foi uma das modelos brasileiras de maior destaque na virada dos anos 1960 para os 70 —mas não é por isto que será lembrada.

Também era excelente atriz, mas fez relativamente poucos papéis "de cara lavada", longe do personagem que criou para si própria.

Talvez seja esta sua melhor definição: um personagem. Uma autêntica drag queen, com o pequeno detalhe de ter nascido mulher.

Elke passou a se montar quando foi convidada para os júris que pululavam nos antigos programas de auditório da TV brasileira. Linda, espontânea e divertida, resolveu se destacar usando perucas gigantescas, maquiagem carregadíssima e uma profusão de acessórios. Virou uma celebridade reconhecível à distância.

Marcou época nas bancadas de Chacrinha (a quem chamava de "painho") e Silvio Santos. Ficou célebre sua interpretação de "Beijinho Doce", um dos hinos informais de sua terra adotiva, Minas Gerais.

Nascida Elke Georgievna Grunnupp em Leningrado (atual São Petersburgo), de pai russo e mãe alemã, migrou com a família para o Brasil quando tinha seis anos de idade. Criada em sítios do interior de Minas e de São Paulo, mesmo assim teve uma educação cosmopolita. Gabava-se de falar nove idiomas: português, russo, alemão, francês, inglês, italiano, espanhol, grego e latim.

Formou-se em Letras e trabalhou como secretaria trilíngue, antes de enveredar pelas passarelas. Tornou-se a favorita da lendária estilista Zuzu Angel, assassinada pelo regime militar em 1971 quando investigava o paradeiro de seu filho Stuart, um militante de esquerda.

Por causa deste caso, Elke foi presa por desacato à autoridade no aeroporto Santos Dumont, no Rio, quando viu cartazes que davam Stuart Angel como procurado pela polícia (ele já estava morto àquela altura, depois de torturado na Base Aérea do Galeão).

Elke passou seis dias na cadeia. Foi enquadrada na Lei de Segurança Nacional e teve sua cidadania brasileira revogada. Permaneceu apátrida por muitos anos. Tempos mais tarde, tornou-se cidadã da Alemanha. Nunca mais quis passaporte brasileiro, apesar de ter continuado morando aqui.

Era uma anarquista, tanto na política como na vida pessoal. Teve oito maridos, passou por três abortos, envolveu-se com drogas e álcool. Mas sua persona pública permaneceu liberada para menores: costumava saudar o público com "alô, criançada!".

Nos últimos anos, tornou-se mais rara na TV. Vivia com o irmão e um dos ex-maridos, de quem tinha ficado muito amiga. Fazia shows esporádicos, mas não estava esquecida: um de seus últimos trabalhos foi um comercial para uma grande marca de cosméticos. Afinal, maquiagem era com ela mesma.

Nise da Silveira, a psicanalista que criou o Museu de Imagens do Inconsciente, dizia que Elke Maravilha era uma sacerdotisa dionisíaca. Ela também era bruxa, fada, palhaça, travesti - e uma das figuras mais emblemáticas do nosso showbiz.

DON'T WAIT - Joey Graceffa

GAYS QUE VOTAM BOLSONARO?

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